Caixa 2: governador eleito Anchieta Júnior, do PSDB, pegue com a mão na cumbuca

Mais uma vez fica provado que caixa 2, ou melhor dizendo no vocabulário de Delúbio Soares, não privilégio somente do PT.

Todos os partidos tem as duas mãos enfiados na origem escusa do dinheiro usado em campanhas políticas.

Que os iracundos do PSDB façam primeiro um “mea culpa” antes de posarem de vestais da moralidade e somente apontarem o dedão contra os mensaleiros do PT.

Estão todos afundados na mesma sarjeta.
O Editor

PS. Ainda se haverá de conhecer todo o “imbroglio” que envolve o atual Senador Eduardo Azeredo — o primeiro usuários dos ‘serviços’ de Marcos Valério —, cujo processo, com denúncia aceita, está em andamento no STF.


Grampos indicam que tucano ‘comprou’ votos em RR

Grampos telefônicos revelam que a campanha de José de Anchieta Jr. (PSDB), reeleito governador de Roraima, trocou dinheiro e benefícios por votos.

O tucano Anchieta prevaleceu, no segundo turno, com uma margem mixuruca: encassos 1.700 votos.

Deve-se a revelação dos diálogos aos repórteres Renata Lo Prete e Fábio Zambeli.

Nas fitas, soam as vozes de familiares e assessores do governador.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Numa, a mulher do governador, Shéridan Anchieta, promete incluir moradores de um determinado bairro no programa de complementação de renda gerido por ela.

Em conversa com uma potencial beneficiária a primeira-dama é incisiva: “O que está faltando para esse voto? Fala aí”.

Shéridan enfatiza: “Então diga: o que a senhora quer pra votar no Anchieta?”

Noutro grampo, o procurador-geral de Roraima, Francisco das Chagas Batista, negocia repasse de dinheiro a uma comunidade indígena.

Ele pergunta ao líder da tribo, José Newton Simão de Lima, quanto seria cobrado para “ajudar o 45″. Uma alusão ao número que identificou Ancieta na urna eletrônica.

O procurador vai ao ponto: “O que você precisa pra nos ajudar lá?”. O interlocutor fala de cifras. E o assessor do governador: “Quanto, homem?”.

Um dia depois do segundo turno, uma agenciadora de votos, Márcia Sebastiana da Silva, toca o telefone para o irmão de Anchieta Jr., Janser José Teixeira.

Ela cobra o cumprimento de uma promessa monetária: R$ 200 por voto. Rememora o compromisso que assumira com um grupo de 30 eleitores:

“O homem ganhando, eu tô repassando os R$ 200 pra cada pessoa e foi o que eu prometi pra eles, entendeu?”.

Jansen discorda de Márcia apenas quanto à data. Não a contradiz nos valores: “Eu falei o seguinte: ele ganhando, a gente resolve. Eu não determinei um dia”.

Os diálogos serão incorporados a uma ação que será protocolada nesta quinta (16), no TRE-RR, por Neudo Campos (PP). Rival de Anchieta, ele foi o segundo colocado na disputa.

Na peça, Neudo pede a cassação do registro do eleito, cuja diplomação está prevista também para esta quinta.

blog Josias de Souza

PSDB financiou campanha de Cristovam Buarque contra Lula em 2006

“Greta Garbo, quem diria, acabou no Irajá.”
Mais uma vestal perde o manto da pureza.

E Zé Bêdêu – o derradeiro abestado crédulo da Praça do ferreira, em Fortaleza – acreditava, por todos os juros, que caixa 2 era coisa privativa do PT e que Marcos Valério não tinha sido “inaugurado” na campanha do atual senador do PSDB, Eduardo Azeredo. Pobres trópicos

Ah!, os sepulcros caiados. Ética? Há, há, há.
O Editor


A candidatura do senador Cristovam Buarque (DF) à presidência da República pelo PDT, em 2006, recebeu doações financeiras da campanha presidencial de Geraldo Alckmin (PSDB), segundo revelou a esta coluna o próprio presidente do PDT-DF, Ezequiel Nascimento.

Ele diz que no total foram R$ 950 mil.

O PSDB investia na candidatura de Cristovam para tirar votos de Lula (PT), que disputava a reeleição.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Caixa 2

Ezequiel Nascimento afirmou que a campanha de Cristovam recebeu R$ 250 mil oficialmente e R$ 700 mil no “caixa 2” de origem tucana.

Intermediação

As doações da campanha do PSDB à Cristovam Buarque teriam sido realizadas por uma produtora que trabalhava para os tucanos.

Colaboração

Ezequiel Nascimento se coloca à disposição do conselho de ética do Senado para investigar Cristovam pela suposta quebra de decoro.

Pressão

O presidente do PDT-DF denunciou o financiamento tucano a Cristovam irritado com a pressão do senador para retirá-lo do cargo.

coluna Claudio Humberto

Eleições 2010: Serra se irrita com pergunta sobre Paulo Preto, o suposto caixa 2 do PSDB

Esse misterioso Paulo Preto foi diretor do Dersa e foi acusado poelo hoje eleito senado pelo PSDB, Aloysio Nunes Ferreira, de ter “sumido” com 4 milhões de reais do caiza de campanha da campanha do tucano José Serra.

Como é que o José Serra ontem dizia que não conhecia Paulo Preto e que isso era um factóide da Dilma? Hoje já defende o “desconhecido” de ter desviado 4 milhões do caixa da campanha. O cara trabalhou no governo dele como diretor da Dersa e era o arrecadador de recursos para a campanha do tucano.

Esperemos para saber se a ‘imparcial’ revista Veja terá uma capa na próxima semana com a foto de Paulo Preto com a tarja ‘caixa2’, ou então com a manchete “a Erenice” do Dersa.
Estaremos diante de um novo Tucanoduto? O primeiro, antes do mensalão do PT, foi criado pelo Senado Eduardo Azeredo (PSDB-MG) quando foi candidato ao governo de Minas Gerais, lá nos anos 90. Lembre-se que o senador Azeredo foi o inventor e o primeiro operador dos ‘serviços não contabilizados’ do notório Marcos Valério.
O Editor


No RS, Serra se irrita com pergunta sobre Paulo Preto

No domingo (10), Dilma levou às câmeras um ex-diretor de estatal rodoviária paulista.

Associou-o ao “sumiço” de R$ 4 milhões das arcas eleitorais tucanas. Serra, curiosamente, silenciou.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Ouvido pela repórter Andréa Michael, o acusado, Paulo Preto, chiou: “Não se larga um líder ferido na estrada”.

Com 48 horas de atraso, Serra resgatou o “líder” do meio-fio: “A acusação contra ele é injusta”.

Nesta quarta (13), decorridas 72 horas da mudez inicial, José Serra descobriu que parte do seu problema está na imprensa.

De passagem por Porto Alegre, Serra foi inquirido por um repórter do jornal “Valor Econômico” sobre Paulo Preto.

Crispou-se: “Isso é pauta petista”. Deu por encerrada a entrevista. Mais tarde, disse que, no embate com Dilma Rousseff, não irá à “rota da truculência”.

Manterá o tom. Se agredido, responderá, apontando “inverdades e falsidades”. E enfrentou a “pauta petista”:

“[…] A Dilma está preocupada com desvio de dinheiro na minha campanha que não aconteceu. Eu estou preocupado com o desvio de dinheiro na Casa Civil”.

Importunada pelos repórteres, Dilma talvez se anime a imitar o rival: “Sobre Erenice não falo. Isso é pauta tucana”.

Mais um pouco e os dois comitês ainda divulgarão uma nota conjunta à imprensa: “É proibido divulgar pautas inconvenientes”.

Um pedaço do tucanato está amargamente arrependido de não ter botado a boca no mundo em agosto, quando a “IstoÉ” tratou pela primeira vez de Paulo Preto.

A bala ficou quicando na grande área. Súbito, virou uma “pauta petsta”.

– Em tempo: O PT-SP protocolou no Ministério Público estadual um pedido de investigação de Paulo Preto.

blog Josias de Souza

Mensalão do DEM chega a Joaquim Roriz

Os notórios José Roberto Arruda e Joaquim Roriz, parceiros no Mensalão do DEM.

Um a um caem as pseudo-vestais da moralidade. O que se pensava ser propriedade do PT, o mensalão, se estende como um polvo indecente por todos os partidos.

Do Senador Azeredo, o real descobridor de Marcos Valério, passando pelos Panetones do Arruda, o antes alvar DEM, cujo dedão é pródigo em apontar sujeiras nas hostes adversárias, e que agora faz parte do time dos mensaleiros, dá com os costados no finório Joaquim Roriz, que, assinale-se, ao usar a mulher como candidata laranja, transformou a justiça eleitoral em um bagaço.

O Editor


O instituto fundado pela candidata ao governo do Distrito Federal, Weslian Roriz (PSC), foi beneficiado pelo mesmo esquema que mais tarde patrocinou o mensalão do DEM, segundo o Tribunal de Contas do DF.

O Instituto Integra aparece na lista de irregularidades em contratos de informática da Codeplan (Companhia do Desenvolvimento do DF).

Na época, a companhia estava sob a administração do governador Joaquim Roriz (2003-2006) e era presidida por Durval Barbosa.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Barbosa veio a ser o delator do mensalão do DEM.

O caso envolve empresas também contempladas pelo esquema já no governo José Roberto Arruda (2007-2010). Essas empresas foram indiciadas pela Polícia Federal na operação Caixa de Pandora.

Segundo o delator e a CPI da Codeplan, a companhia de desenvolvimento foi o embrião do esquema do mensalão – possibilidade admitida pelo próprio Roriz.

Todas as “falhas graves” apuradas pelo tribunal no Instituto Integra são do período em que Weslian era presidente da ONG (2004-2006).

Filipe Coutinho e Gabriela Guerreiro/Folha de S.Paulo

FARCs: até o PSDB pede a intervenção de Lula

Ora, ora, ora! Quando eu penso que já vi e ouvi de tudo, os caciques que batem o bumbo nas tabas dos Tupiniquins, sempre surpreendem. Na maioria das vezes, pra pior. Em outras, o oportunismo ou simplesmente o interesse eleitoreiro chega às raias do surrealismo.
O Editor


Agora todos querem que Lula vá conversar com Chávez

Há pelo menos oito anos nossa mídia calhorda, em perfeita sintonia com os interesses estratégicos dos Estados Unidos, tenta demonizar Hugo Chávez.
Até certo ponto conseguiu, sendo certo que o presidente venezuelano é realmente uma figura difícil.
Mas não é só isso: durante este mesmo período jornalistas brasileiros pouco confiáveis e tucanos idiotizados por um neoliberalismo desvairado criticaram a amizade de Lula com o líder bolivariano.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

O PSDB , pela voz de seus principais líderes, inclusive José Serra, tentaram torpedear o ingresso da Venezuela no MERCOSUL, ignorando a noção elementar de que este tratado de livre comércio é indissociável da UNASUL (União Sulamericana), assim como o Mercado Comum Europeu é indissociável e foi o embrião da União Européia.

Pois agora, a mídia e os tucanos, inclusive o senador Eduardo Azeredo, presidente da Comissão das Relações Exteriores do Senado, um dos maiores adversários do ingresso de Caracas no MERCOSUL, exigem que Lula se utiliza da amizade com Chávez para evitar um conflito com a Colômbia.

No mais, é preciso esclarecer que os gestos agressivos, tanto de Uribe quanto de Chávez,são apenas isto, gestos para o público interno.

E é a segunda vez que isto acontece em menos de 24 meses. Álvaro Uribe resolve endurecer, quando faltam dez dias para que ele deixe o poder.

E Chávez encontrou um bom pretexto para, ao lado de Maradona, melhorar sua posição nas eleições legislativas que se aproximam.

Assim, o rompimento de relações entre os dois países pode ser considerado uma farsa.

Por: Francisco Barreira
blog FatosNovos Novas Ideias

Eleições 2010: Partidos sitiados pela corrupção

A democracia no Brasil foi vencida pela corrupção. De todas as matizes ideologias, a sarfanagem campeia solta nas pradarias desavergonhadas de todos os partidos, ditos políticos, mas que na realidade são feudos “coronelistas” para a perpetuação de uma elite sem moral e sem nenhum escrúpulo.

Alguns nefelibatas argumentam que no meio do joio existem grãos puros. Falácia!

Se os há, são coniventes e/ou omissos, o que os torna tão putrefatos quanto os demais componentes da corja política que nos infelicita e que nos tunga 38% de impostos para sustentar os infames discursos moralistas, verborreia contumaz expelida das tribunas e palanques.

Em boa parcela os Tupiniquins somos responsáveis também. Como nosso pequenos/grandes pecadilhos e na ânsia de levar vantagens, terminamos por nos igualar à essa turma na sarjeta onde não habitam a moral e a decência!

O Editor


País assiste à flexibilização das fronteiras ideológicas

Prisioneiros do próprio impudor, PSDB e PT baniram do debate eleitoral de 2010 um tema antes obrigatório: corrupção.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Desapareceu da cena política brasileira a presunção de superioridade moral. As legendas que polarizam a disputa integraram-se à perversão comum a todas as siglas.

Nos últimos 16 anos – dois mandatos de Fernando Henrique e dois de Lula – o brasileiro assistiu a uma notável flexibilização das fronteiras éticas e ideológicas.

A “social-democracia” tucana e o “socialismo” petista provaram-se capazes de ceder a todas as tentações -da maleabilidade nos costumes às alianças esdrúxulas.

Impossível, por exemplo, mencionar o mensalão sem especificar o sobrenome. Há o mensalão do PT, o mensalão do PSDB mineiro, o mensalão do DEM de Brasília.

Na composição das alianças, a integridade dos ovos não vale mais nada. Só importa o proveito da omelete, convertida em tempo de TV.

Os candidatos nem se preocupam em varrer as cascas para baixo do tapete. Acham que não devem nada para o eleitor, muito menos explicações.

A união do impensável com o inacreditável não assusta mais. Até a imprensa trata as coligações com notável indulgência.

Sobre o pano de fundo da decomposição, a ex-militante Dilma Rousseff é uma nova mulher. Dá as mãos a José Sarney, um sobrevivente da ditadura que ela se jacta de ter combatido.

José Serra abraça Orestes Quércia. E esquece que, junto com FHC, Franco Montoro e Mario Covas, deixara o PMDB para não chamar de companheiro quem agora admite como aliado.

O PT de Dilma converte em heróis da resistência políticos incontroversos como Renan Calheiros e Jader Barbalho. O PSDB de Serra silencia.

A reação soaria a pantomima. Renan foi ministro de FHC. Da Justiça! Jader mandou e, sobretudo, desmandou na Sudam e no Senado da era tucana.

Quem observa a sucessão de 2010 tem a impressão de que a política perdeu pelo caminho algo essencial: o recato. Quem se assombra com o já visto não imagina o que está por vir.

Institucionalizou-se a impudência sem culpa. A adesão de ex-puros a ex-inimigos, mais que estratégia, tornou-se comunhão de estilos.

A corrupção virou uma bandeira órfã porque, generalizada, a desfaçatez fez da anomalia algo, por assim dizer, normal. Formou-se um insuperável deficit estético.

blog Josias de Souza

Mensalão do PSDB: Senador Azeredo na alça de mira do STF

O Senador Eduardo Azeredo, PSDB-MG, considerado o descobridor de Marcos Valério e o inventor do chamado “valerioduto” volta a figurar nas páginas policiais.

Quem pensava que o imoral caixa 2 era invenção do PT, vai ter que entender que desde a proclamação da República que todos os partidos políticos patinam  no pântano do financiamento ilegal de campanhas.

O Editor


STF vai quebrar sigilo bancário e fiscal de Azeredo

O Supremo Tribunal Federal (STF) vai determinar a quebra do sigilo bancário e fiscal do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG).

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]A medida será tomada para instruir o chamado processo do mensalão mineiro, que investiga desvios de recursos públicos para financiar a campanha do tucano, que tentava a reeleição como governador de Minas Gerais, em 1998.

Há duas semanas, foi publicada no Diário de Justiça a decisão do STF, de dezembro passado, de transformar o inquérito em ação penal.

Com isso, ficou liberado o início das investigações. Uma das primeiras providências do relator, ministro Joaquim Barbosa, será ouvir o depoimento do tucano.

Detalhes das finanças de Azeredo poderão ajudar a identificar seu suposto vínculo com Marcos Valério, apontado como operador de desvios de dinheiro de estatais do estado para, entre outros fins, abastecer a campanha do tucano.

Além disso, podem mostrar a suposta participação do senador na lavagem de dinheiro. Azeredo alega que as contas de sua campanha não estavam sob sua responsabilidade. Ele também responde no STF por peculato (apropriação de bens públicos).

Embora possa ser encarada como munição contra os tucanos nas campanhas deste ano, o processo do mensalão mineiro só deverá ser concluído no fim do ano que vem, quando o senador será julgado no plenário do STF.

A ideia do relator é pôr o caso em julgamento junto com o processo do mensalão do PT — esquema no qual o governo Lula teria pagado propina a parlamentares em troca de apoio no Congresso.

Os dois casos têm interseções significativas, a exemplo da participação de Marcos Valério como operador das irregularidades.

— Os casos apresentam inúmeras semelhanças — disse em dezembro o relator, que ontem não quis dar entrevista.

O processo do mensalão do PT foi aberto em agosto de 2007 e ainda não foi concluído devido ao grande número de réus (40) e de testemunhas de defesa (cerca de 640).

Como o processo de Minas tem apenas um réu, a expectativa é de que o caso caminhe com mais celeridade. Azeredo terá direito a listar, no máximo, 16 testemunhas de defesa.

Carolina Brígido e Fábio Fabrini/O Globo

Lei Azeredo para informática não será aprovada

Também conhecida como AI-5 digital, a famigerada tentativa de amordaçar a internet através da não menos espúria Lei Azeredo, não deverá ser aprovada. O senador Azeredo, o inventor do mensalão e primeiro usuário dos “tortuosos serviços” do não menos notório Marcos Valério, deve se preocupar é com o processo no qual foi indiciado pelo Supremo Tribunal Federal, STF, por formação de quadrilha e caixa 2.

Contra a censura. Sempre! Antes que Cháves!

O Editor


Lei Azeredo não será aprovada, diz relator

O deputado federal Júlio Semeghini (PSDB-SP), relator na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática do Projeto de Lei 89/2003 – também chamado Lei Azeredo – afirmou nessa terça-feira (27) à noite que o texto não será aprovado na Câmara dos Deputados, onde está em tramitação.

O PL, conhecido como “Lei Azeredo” – referência ao senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), relator do projeto no Senado, onde já foi aprovado em plenário – tipifica condutas realizadas no uso de sistema eletrônico, digital ou similares, de rede de computadores, ou que sejam praticadas contra dispositivos de comunicação ou sistemas informatizados. Críticos do projeto chegaram a classificá-lo como “AI-5 digital“.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

“Não mereceria ser aprovado um projeto de lei desses. E não será. Não se preocupem”, afirmou o deputado durante a Campus Party 2010, evento que coloca em debate assuntos relacionados à internet. “Nós fomos alertados e nós estamos achando que realmente não é o momento de aprovar com dúvidas, principalmente em relação ao texto e à forma como ele estava sendo colocado. Esse projeto está sendo reduzido a dois, três tópicos”, disse o deputado.

Apesar da afirmação de Semeghini, o sociólogo e ativista por direitos civis na internet Sérgio Amadeu da Silveira alerta que o projeto pode ser aprovado a qualquer momento. “Não dá para aceitar que aquele projeto continue ali; a qualquer momento, em uma pequena mudança de conjuntura, sob uma pressão, de um medo qualquer, de um exagero da imprensa, que a gente tenha um projeto daquele aprovado”, disse.

Paralelamente à tramitação do projeto na Câmara, o Ministério da Justiça desenvolve, com a participação da sociedade, um marco regulatório da internet brasileira, que aborda os temas abrangidos pelo PL 89/2003. O texto já passou por consulta pública e ouviu aproximadamente 150 mil pessoas. Agora, espera uma formatação final do governo para ser levado ao Congresso.

“Temos que desenvolver outra proposta que pode ter o jeito do Brasil, defender os interesse nacionais, defender uma legislação avançada, um marco avançado. Nós podemos ter uma legislação, um marco civil que pode ser um exemplo para o mundo, como é a nossa legislação social, como é a nossa legislação de energia”, ressaltou o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP), um dos principais articuladores do governo no Congresso sobre o tema.

Teixeira avalia, no entanto, que o novo marco regulatório da internet não deverá ser aprovado antes das eleições de 2010. “É necessário ainda passar por um consenso dentro do governo [para o novo marco regulatório ser levado ao Congresso]. Esse consenso dentro do governo não costuma ser rápido. E assim, eu não creio que haja possibilidade de aprovação desse projeto neste ano. Vamos ter apenas quatro meses de processo parlamentar e depois, só depois das eleições”.

As discussões sobre o assunto ocorreram na Campus Party, o maior evento do mundo de comunidades e redes sociais da internet, que está sendo realizado na capital paulista.

Agência Brasil
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Restrições a sites e blogs da Lei Eleitoral são inconstitucionais

Parque dos dinossauros

Só para lembrar: as restrições ao trabalho de sites e blogs contidas na lei eleitoral aprovada na Câmara e que passaram por duas comissões do Senado são inconstitucionais. Que isso não tenha sido levado em conta, bem, o fato informa a que ponto chegamos. Adiante.

Representantes do Senado e da Câmara tentam encontrar uma redação que torne a lei… constitucional! Se o Brasil não fosse triste, seria uma farra.

O que começa mal não pode terminar bem. Quem cuidou da matéria na Câmara? Um deputado do PC do B do Maranhão chamado Flávio Dino. Um Dino no mundo contemporâneo? Como pode? Mas como seria do PC do B se Dino não fosse? O que entende de liberdade um partido que ainda é, imaginem só, stalinista e não reconhece nem as críticas que o ditador Krushev (Santo Deus!) fez ao ditador que o antecedeu?

Ele deu uma declaração aparentemente óbvia, aparentemente inocente. Vejam a candura do comunista:

“É preciso ter uma regra que distinga claramente jornalismo de propaganda política. Não pode ficar sem regra nenhuma porque, aí, se instauraria o vale-tudo na internet”.

É verdade, deputado Dino! Vai que, de liberdade em liberdade, a gente chegue ao mundo contemporâneo, não é mesmo? Quanto vocês querem apostar que Dino está entre aqueles que consideram “jornalismo” as notícias que são boas para ele e seu grupo e mera “propaganda política” as que são ruins? O deputado, aliás, tem um blog — que ninguém lê, coitado! No caso, não é nem jornalismo nem propaganda.

Azeredo

“O Senado está pagando o pato por um assunto que a Câmara aprovou”, observou o relator do projeto na Comissão de Ciência e Tecnologia, senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG). Pois é, senador… Só que o barulho do seu silêncio sobre aquela porcaria chegou a ser comovente. Não fossem os protestos, o texto teria seguido adiante.

O leitor estará certo se notar certa irritação deste escriba com o assunto. Ter de escrever a respeito, defendendo o óbvio, dá conta do nosso atraso.

blog Reinaldo Azevedo

Senador Eduardo Azeredo diz que confia em decisão técnica do Supremo Tribunal Federal

Para o senador Eduardo Azeredo é uma falsificação primária o recibo usado como prova pelo Ministro Joaquim Barbosa, relator do processo no Supremo Tribunal Federal.

O senador ainda acusa como sendo ligado ao PT o lobista que fez a acusação.

O Editor


O senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) afirmou não entender como o ministro Joaquim Barbosa, do STF (Supremo Tribunal Federal), considerou um documento “falso” como prova do seu envolvimento com o mensalão mineiro. “É tão vagabunda a falsificação que o delegado [Luiz Flávio] Zampronha, que foi extremamente duro comigo, não considerou essa prova”, disse.

Trata-se de recibo de R$ 4,5 milhões com a assinatura do senador destinado às empresas de Marcos Valério. O documento, diz ele, foi montado pelo lobista Nilton Monteiro. Azeredo também rejeita a tese de que o esquema foi o embrião do mensalão que anos depois abalou o governo Lula.

FOLHA – O sr. acusa o ministro relator de usar prova falsa?

EDUARDO AZEREDO – Manifestei indignação de chegar ao STF um documento que é xerox. Não existe o original. É alguém pegar a assinatura num cheque, tirar xerox e escrever em cima.

FOLHA – Mas o documento consta na denúncia do Ministério Público e está nos autos…

AZEREDO – O delegado fez uma análise dura e não considerou esse recibo porque disse que era muito fajuto. O processo vem com tudo. Agora, no fim é que tem a decisão do procurador. E ele não considerou esse recibo como válido.

FOLHA – Como o recibo foi parar no processo?

AZEREDO – Ele [delegado] citou que recebeu isso de Nilton Monteiro. Não é possível que um país como o Brasil permita que um homem desse continue solto. Tenho que dar explicações, e o cara está solto.

De Andreza Matais/Folha de S. Paulo