PSDB recorre no RS a tática que condena em Brasília

Quer dizer então que tropa de choque pra blindar a “cunpanierada” não é patrimônio somente da petralhada não?

Esse bando de enganadores, seja em Brasília, no Rio Grande do Sul ou em Xorroxó, há muito tempo protagoniza a tragédia brasileira.

Fique claro que quando eles fazem denúncias, é porque o interesse de alguém foi contrariado. Nada é feito pra realmente punir quem mete a mão no bolso dos Tupiniquins, esses, considerados tão somente eleitores babacas.

Aguardemos, afinal acreditamos em suas (deles) vestais indignações, as manifestações apopléticas do Arthur Virgílio e demais emplumados tucanos, condenando “mais essa manobra de varrer pra debaixo do tapete….”, bem com a mais uma pregação franciscana de Pedro Simon.

Com esses comportamentos siameses, PSDB e PT demonstram que o fundo do poço é apenas um estágio.

O editor


Bancada pró-Yeda conturba CPI aberta contra governadora

PT e PSDB desempenham, no Rio Grande do Sul, papéis inversos aos que costumam encenar em Brasília.

No plano federal, o tucanato é “vítima” das manobras da tropa de elite do governo.

Expedientes protelatórios, que travam apurações em CPIs como a da Petrobras e a das ONGs.

Na esfera estadual, o PSDB ergue barricadas na CPI constituída sob o patrocínio do petismo para investigar a gestão tucana da governadora Yeda Crusius.

Aberta no mês passado, a comissão gaúcha reuniu-se nesta terça (8) pela segunda vez.

Em tese, deveria dar início às investigações. Na prática, perdeu-se em bate-boca.

No centro da polêmica, estão a presidente da CPI, Stela Farias (PT); e o relator, Coffy Rodrigues (PSDB).

A presidente Stela compareceu à sessão munida de uma caixa de documentos. Eram papéis requisitados à juíza Simone Barbisan Fortes, de Santa Maria (RS).

Trata-se da magistrada que conduz a ação de improbidade administrativa proposta pelo Ministério Público contra Yeda e auxiliares dela.

O relator Coffy queixa-se do modo como a colega obteve os documentos. Deu-se por meio de um requerimento que não foi votado na CPI.

A deputada petista informou que, até esta quinta (10), franquearia aos colegas, à luz do Sol, o acesso ao papelório que não está protegido por sigilo judicial à luz do dia.

Quanto ao pedaço sigiloso do inquérito, seria destrinchado em sessões seretas da CPI.

O relator tucano estrilou: “Essas informações só poderão vir a público se for votado pelo plenário. Elas não vieram oficialmente”.

O deputado Ronaldo Zülke, outro representante do PT na CPI, ironizou: “O relator não quer ter acesso às provas”.

Lero vai, lero vem, a altercação verbal levou ao desperdício de uma hora e 55 minutos de sessão.

Afora o debate sobre os papéis, boa parte do tempo foi consumida numa insolúvel discussão sobre o plano de trabalho da CPI.

Para evitar que fossem votados requerimentos de convocação de 11 pessoas, entre testemunhas e réus, a bancada pró-Yeda, uma tropa de oito soldados, retirou-se do plenário.

Coisa parecida com o que fizeram, em Brasília, os aliados de Lula na fase inicial da CPI da Petrobras. Para postergar a instalação, negava-se o quorum.

O tucanato e seus sequazes gaúchos oferecem à gestão Yeda o mesmo escudo protetor que Renan Calheiros e Cia. fornecem à administração Lula.

Em comum, apenas uma coincidência: o PMDB segura o escudo nas duas praças. Em Brasília, protege Lula. No Rio Grande do Sul, ajuda a socorrer Yeda.

Eis a moral amoral dessa história: quem com realpolitik fere com realpolitik será ferido.

blog do Josias de Souza

DEM e PSDB abandonam o Conselho de Ética do Senado.

…”Ora (direis) ouvir estrelas!
Certo!
Perdeste o senso!”…
Olavo Bilac

Assim como os petistas — esses não se intimidam no exercício do cinismo, acolitados pelos colors e calheiros — , os tucanos e os democratas jogam pra plateia. Todos os senadores votam, aprovando ou não, as decisões tomadas pela mesa diretora.

Os atos, secretos ou não, nomeações, concessões de ‘benesses’ e outras maracutaias, são lidos pelo primeiro secretário nas sessões ordinárias e são submetidos aos votos de suas (deles) ex-celências.

Portanto, todos aprovaram, por concordância ou omissão, os atos indecorosos — o nome oficial do conselho é conselho de ética e decoro parlamentar- e aéticos cometidos por Sarney. Não tem virgem na zona!

Agora depois do MercadoAndante — o outro bigode volúvel do senado — deixar o dito por não dito por ordem do apedeuta, as vestais da oposição vão sair do tal conselho em protesto pelo arquivamento das representações feitas contra Sarney.

Cômico, ou trágico? Afinal foi esse mesmo conselho, na mesmíssima sessão indecorosa, que também varreu pra debaixo do tapete a representação contra Arthur Virgílio. O fato deste estar repondo os valores recebidos, indevidamente, aos cofres da união, não anula a quebra de decoro.

O editor


PSDB se une ao DEM e anuncia que vai deixar o Conselho de Ética do Senado

Os dois partidos têm cinco das 15 vagas do colegiado.

Proposta da oposição é reformular o Conselho.

A bancada do PSDB no Senado decidiu nesta terça-feira (25) deixar o Conselho de Ética do Senado. Mais cedo o DEM anunciou a mesma medida. Os partidos têm cinco das quinze vagas no colegiado. A ação é um protesto contra o arquivamento de 11 ações contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). A proposta da oposição é reformular o Conselho de Ética.

“Já estava decidida a nossa saída e vamos formalizar nesta tarde”, disse o vice-líder tucano, Álvaro Dias (PR).

DEM e PSDB querem trabalhar agora por uma reformulação do colegiado. Os senadores ACM Júnior (DEM-BA) e Marisa Serrano (PSDB-MS) vão coordenar as discussões nesta direção.

A proposta da oposição é que o Conselho abandone a proporcionalidade e se torne suprapartidário. O novo Conselho seria composto por um integrante de cada partido da Casa, preferencialmente pelo líder. O representante não poderia ser suplente, nem responder a processo judicial criminal ou por improbidade administrativa. Não poderia ser indicado também quem tivesse problemas nos tribunais de contas. A proposta será transformada em um projeto de resolução e será debatida ainda internamente.

Retirada

Na segunda-feira (24), o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra, defendeu que os partidos de oposição deixassem o Conselho de Ética da Casa porque o colegiado não estaria cumprindo o seu papel. “Eu não fico lá. Vou defender que o partido saia porque o Conselho está descaracterizado e não cumpre o seu papel”, disse o tucano.

Guerra admitiu que a ação é um “mero protesto”, visto que o trabalho do Conselho no caso Sarney já foi realizado. O presidente tucano, no entanto, pediu mais calma na discussão sobre a possível extinção do Conselho.

G1 – Eduardo Bresciani

PSDB ‘engole e digere’ Sarney pra salvar Arthur Virgílio

Brasil: da série “me engana que eu gosto”!

Para salvar tucano, oposição não recorrerá da decisão

Manobra é fruto de acordo informal com governistas para garantir absolvição de Arthur Virgílio no conselho

Movimento essencial no script do acordão, a oposição não deverá recorrer ao plenário do Senado da decisão do Conselho de Ética que resolveu engavetar ontem 11 ações por falta de decoro parlamentar contra o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), e uma representação contra o líder do PSDB, senador Arthur Virgílio Neto (AM).

A decisão da oposição é fruto de um acordo informal com os governistas, o qual permitiu que o tucano fosse absolvido por unanimidade no Conselho de Ética. Foram 15 votos pelo arquivamento da representação contra Arthur Virgílio, acusado de pegar emprestado dinheiro do ex-diretor geral do Senado Agaciel Maia e de pagar salário durante mais de um ano um funcionário de seu gabinete que morava no exterior.

“Os assessores técnicos do Senado afirmaram que não cabe recurso da decisão tomada pelo conselho. O recurso seria mais um ato político”, afirmou ontem o líder do DEM, senador José Agripino Maia (RN). Apesar das divergências em sua bancada, os democratas votaram unidos pela a abertura de processo contra Sarney.

Titular do Conselho de Ética, o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) não apareceu na sessão sob a alegação de que faz parte da Mesa Diretora do Senado e, por isso, não se sentia à vontade de votar contra Sarney. Primeiro suplente no conselho, o senador Antonio Carlos Magalhães Júnior (DEM-BA) justificou os laços históricos entre Sarney e seu pai para não aparecer na votação. Em seu lugar, a senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN) seguiu a determinação do partido e votou pela abertura de processo contra o presidente da Casa.

Apesar de comandar o Ministério do Trabalho e formalmente integrar a base do governo, o PDT votou contra Sarney.

EstadãoEugênia Lopes e Christiane Samarco

Senado é um teatro onde o povo não suporta mais os péssimos atores

“Não há defeitos que não sejam menos desculpáveis que os meios de que nos servimos para os ocultar.”
La Rochefoucaud

Os Tupiniquins, não aguentamos mais a pantomima peripatética, peripatética por ambulante — para que não se confunda essa corja de bufões com a  escola de Aristóteles — , desses privatistas de interesses escusos, porém escancarados no cinismo, que ousam se declarar homens públicos.

Os senadores fazem do fundo do poço apenas um estágio.

O editor

Teatro do Senado mostra do que é feito um senador.

A pesquisa Datafolha veiculada no último final de semana gritara para o Senado: Há uma fome de limpeza no ar.

Nada menos que 74% dos brasileiros defendem o afastamento de José Sarney –por renúncia (38%) ou licença (36%).

Descobriu-se que, na opinião de 66% dos patrícios, Sarney está envolvido nos malfeitos que o noticiário acomoda sob seu bigode.

Nesta quarta (19), nas pegadas do ronco do asfalto, o Conselho de (a)Ética reúne-se para decidir o que fazer com Sarney.

Não é uma decisão banal. Os senadores dirão ao país de que matéria-prima eles são feitos. O palco foi armado para o arquivamento.

Respirava-se na noite passada uma atmosfera de jogo jogado.

Ensaiava-se a manutenção na gaveta de 12 ações –11 contra Sarney e uma contra Arthur Virgílio.

Na época das Diretas-Já, o brasileiro bradava por liberdade.

Refeita a democracia, imaginou-se que o voto resolveria tudo. Não resolveu.

A reincidência dos escândalos, um se sucedendo ao outro, expôs a cara de um monstro medonho: a impunidade.

Mais recentemente, o país animara-se com o STF.

Ao arrastar 40 mensaleiros para o banco dos réus, o Supremo parecia informar aos políticos que tentaria fazer da cleptocracia brasileira uma democracia real.

Sobreveio novo desalento. O processo se arrasta. Estima-se que não será julgado antes de 2011. Flerta-se com a prescrição.

Agora, Sarney. Não é um transgressor original. Apenas mimetiza, com variações, depravações já cometidas.

Assemelha-se a Renan ‘Bois Voadores’ Calheiros e a Jader ‘Sudam’ Barbalho. Evoca a imagem de Antônio Carlos ‘Fraude no Painel’ Magalhães.

Há uma diferença, contudo. Jader, ACM e Renan optaram por poupar os colegas do enfrentamento da tragédia. Renunciaram à presidência e/ou aos mandatos.

Com Sarney é diferente. Ele prefere levar o delírio às suas últimas conseqüências. A renúncia, no seu caso, é carta fora do baralho.

Deve-se louvar a teimosia de Sarney. Graças a ela, o país está na bica atestar uma suspeita latente.

Confirmando-se a pantomima do arquivamento coletivo, os senadores informarão à nação que eles são feitos de insensatez.

O Senado, ficará demonstrado, é feito de uma maçaroca em que se misturam a conivência e o compadrio. Não há culpados no prédio. Só inocentes e cúmplices.

No fundo do poço, o Senado decidiu continuar cavando. Lula, salva-vidas de Sarney, festeja a opção pela cova.

Enquanto fornece enxadas à bancada do PT, Lula ilude a malta com discursos pseudomoralizadores.

Discursos como o que pronunciou nesta terça (18), num pa©mício realizado no Rio. Disse que seu governo está mudando a forma de “fazer política” (assista lá no rodapé).

Lula perguntou à platéia: “Vocês sabem por que tem tanta coisa de corrupção na televisão e nos jornais?”

Respondeu: “É porque a corrupção só aparece nos jornais quando você está investigando”.

Louve-se a esperteza de Lula. Graças a ela, o país dá de cara com a política real de um Brasil gelatinoso.

Um país feito de inércia, de bigodes viscosos, da grandeza da vista curta, da sofreguidão dos interesses mesquinhos.

Com a ajuda de Lula, o Senado ganha a forma de um estômago gigantesco. É feito de tripas que engolem e digerem a paciência da platéia, saboreando o eterno poder sem propósito.

Até bem pouco, o Senado era o império do privado disfarçado de interesse público. Agora, sonega-se à bugrada até a delicadeza da dissimulação.

Os senadores já não se preocupam em maneirar.

blog Josias de Souza

Senado é um balaio de gatos. Lula amansa PT, Renan acua oposição e Sarney fica

Pelo navegar tranquilo em águas turbulentas, apesar de provocar tsunamis por onde passa, o senador José Sarney parece ter “lastro” para afundar porta-aviões. Cabe aos Tupiniquins entender, e não esquecer, que foi o DEM o principal eleitor do marimbondo de fogo à presidência do senado. Mas, a geléia é geral. Portanto não esqueçam os “nominhos e as figurinhas” exibidas e citadas abaixo, quando forem votar em 2010.

O editor

Passou a fase do heroísmo afirmativo no Senado. Vive-se agora a etapa da covardia, só exposta no recôndito dos gabinetes, com o buraco da fechadura tapado. Entre quatro paredes, ouve-se das vozes que tem peso uma opinião unânime: José Sarney fica.

Sarney Oposição Mansa

É uma unanimidade à moda de Nelson Rodrigues. Uma unanimidade que, por ululante, “está a um milímetro do erro, do equivoco, da iniquidade”. Sarney trata de virar a página: “Todo mundo deseja que o Senado volte a seus trabalhos, à convivência…”

Todos desejam que o Senado “possa realmente realizar as reformas pendentes”, dizia o morubixaba do PMDB na manhã de quinta (13). Ao final de uma semana em que tentara pôr de pé a tese da inevitabilidade do desarquivamento de uma ação contra Sarney, Aloizio Mercadante prostrou-se.

“Fiquei totalmente isolado. Estou tomando porrada sozinho. Sumiu todo mundo”, desabafou, na tarde de sexta (14), o líder do PT. Mercadante falava a um amigo, pelo telefone. Parecia rendido à evidência de que, no PT, o pior tipo de solidão é a companhia dos companheiros de bancada.

Ideli Salvatti, Delcídio Amaral e João Pedro, os petês que votam no Conselho de (a)Ética recusam-se a levar adiante os planos de Mercadante. Pior: acusam o líder de fazer jogo de cena. Sabe que Sarney safou-se. Mas faz média com o eleitorado esclarecido de São Paulo.

Mercadante Oposição Mansa“O partido tinha apoiado a minha tese. Retirou o apoio. Fiquei numa situação difícil”, Mercadante se lamuriava ao amigo. Ele antevê as manchetes do dia seguinte: “Se o Sarney caísse, a culpa seria minha. Se o Sarney fica, a culpa é do PT”.

Logo o PT, que, na refrega de fevereiro, oferecera ao plenário do Senado um nome alternativo ao de Sarney: Tião Viana. O que mais exaspera Mercadante é o timbre do noticiário: “Arrancaram a oposição do debate. Os jornais só falam do PT. Não mencionam o jogo de cena da oposição”.

O petismo tornou-se vítima de uma frase de José Agripino Maia: “Nós estamos nas mãos do PT”, repete à exaustão o líder do DEM. Logo o DEM que, com seus 14 votos, foi decisivo no placar que impôs ao Senado a terceira presidência de Sarney.

A semana de Agripino começara tensa. Recebera a visita do ex-senador Jorge Bornhausen, presidente de honra do DEM. A pedido de Sarney, seu velho amigo, Bornhausen encareceu a Agripino que não impusesse à bancada ‘demo’ um fechamento de questão contra Sarney.

Agripino Oposição MansaAgripino disse que não há, tecnicamente, um fechamento de questão. Mas foi claro: no Conselho de (a)Ética, entregaria a mercadoria que combinara com o PSDB. Os três votos ‘demos’ no colegiado opinariam a favor de desengavetar as ações contra Sarney. Na quarta (12), Agripino recebeu telefonema de Renan Calheiros.

O líder do PMDB, chefe da milícia congressual que quebra lanças por Sarney, pediu um encontro reservado. Agripino o recebeu à noite, em seu apartamento. Renan sondou Agripino sobre os votos do DEM. Ouviu o mesmo que Bornhausen: os ‘demos’ votarão pelo desarquivamento. Perdendo, o partido recorrerá ao plenário.

Agripino gere uma bancada cujo ânimo anti-Sarney tem a consistência de um pote de gelatina. Porém, decidido a acomodar todas as culpas no colo do PT, acautelou-se.

Heráclito Fortes, um dos ‘demos’ com assento no conselho, disse que não vota contra Sarney. Agripino encomendou a ausência de Heráclito, que assentiu. No lugar dele, vai votar Rosalba Ciarlini.

Suplente no conselho, a senadora é unha e cutícula com Agripino, que planeja fazer dela governadora do Rio Grande do Norte. Eliseu Resende, outro ‘demo’ do conselho, também balança por Sarney.

Agripino chamou-o aos brios. Lembrou-o de que assinara os recursos pró-desarquivamento. Disse a Eliseu não ficaria bem votar contra os papéis que traziam o seu jamegão. E obteve do liderado claudicante a promessa de se manter firme.

Na manhã de quinta (13), Agripino tocou o telefone para o tucano Sérgio Guerra. Contou ao parceiro de oposição o teor da conversa que tivera com Renan. Presidente do PSDB, Guerra disse os dois votos do tucanato no conselho se mantêm inalterados, pelo desarquivamento.

Tasso Jereissati Oposição MansaA oposição dos subterrâneos contrasta com a oposição dos holofotes. O fora Sarney sumiu do plenário. Ali, ainda ecoam as escusas de Tasso Jereissati.

O grão-tucano cearense escalara a tribuna na terça (11). Desculpara-se com a sociedade brasileira pelos pontapés retóricos que trocara com Renan. O “coronel de merda” assegurou que manteria o embate com a tropa do “cangaceiro de terceira categoria”. Seguiu-se, porém, um embainhar coletivo de espadas.

O dissidente peemedebista Jarbas Vasconcelos passou a semana defendendo o bloqueio das votações. Pregou no deserto. Pedro Simon, outro desgarrado do PMDB, ainda fala de renúncia. Não de Sarney, que já engoliu e digeriu. Simon ameaça agora abdicar do próprio mandato.

Renan também trocou a boca do palco pelas coxias. Amainara o discurso do tucano Arthur Virgílio, levando-o à grelha do Conselho de (a)Ética. Constrangera Tasso, Guerra e Álvaro Dias plantando denúncias no noticiário. E submergiu.

Antes de reunir-se com Agripino, fora a Lula, na terça (11). Queixara-se de Mercadante. E ouvira palavras tranqüilizadoras. O petismo, o presidente lhe assegurara, não abandonaria Sarney.

Lula repetiria o mantra ao senador que não merece ser tratado como cidadão comum. À noite, na Granja do Torto, diria a Sarney que o governo não lhe faltaria. Na conversa telefônica desta sexta (14), Mercadante acusou o golpe:

“O governo veio com a mão pesada pra cima da bancada. Os partidos da base, inclusive o PT, não sustentaram a nossa posição. O PMDB radicalizou. A oposição sumiu do cenário”.

Acordão? Sim. Um acerto tácito e silencioso, que dispensa conversas. A conveniência reuniu-se com o compadrio e concluiu que o melado do Senado já escorrera o bastante. Ou fechavam-se os dutos ou todos seriam engolfados. Mercadante recordou uma interrogação que ouvira de Sarney: “Por que só eu?”

Em privado, Agripino Maia pronunciou, na noite de sexta, uma frase que ainda não ousa ditar aos gravadores e às câmeras de TV: “O Sarney fica. Mas será um presidente em farrapos. Renovação do Senado, só na eleição de 2010”. As manchetes, Mercadante lamenta, estão contratadas: “A culpa é do PT”.

blog Josias de Souza
Fotos: ABr, Folha e Ag.Senado

A baixaria da segunda-feira se repetiu e muito mais grave

O senador Renan Calheiros pretendia agredir hostilizar e enquadrar o senador Artur Virgílio. Mas sabia que poderia falar no máximo 20 minutos. Então decidiram que esperaria o senador assumir a Mesa, usaria o tempo que quisesse.

Foi o que aconteceu. Falou mais de uma hora, várias vezes o presidente, “seu tempo está esgotado”, mas nada de esgotava, a não ser a paciência dos presentes.

Depois de mais de uma hora, o ex-presidente (renunciante) deu por encerrada a sua palavra, que declarou CONSTRANGIDA.

E PASMEM, se assombrem, se estarreçam: começou novo episódio de BAIXARIA, mais abrangente do que a de segunda-feira. Com palavrões, baixo calão, enterrando o senado, sem velório, sem direito a CREMAÇÃO ou RESSURREIÇÃO.

É impressionante como podem cair cada vez mais. O subterrâneo, para alguns senadores, tem a profundidade da dignidade deles mesmos.

Hélio Fernandes – Tribuna da Imprensa

Arthur Virgílio e a ética em 4 vezes sem juros

Com a matéria abaixo reproduzida, os Tupiniquins percebemos que realmente “não tem virgem na zona”, como pregava Nelson Rodrigues. Às suas (deles) ex-celências falta o mínimo de discernimento sobre o que é lícito e o que não é lícito além da mais comezinha noção sobre o que é ético.

Quando um país tem um parlamento no qual Renan Calheiros e Wellington Salgado representam contra alguém no Conselho de Ética, decididamente algo está fora de ordem.

O editor

Por Claudio Dantas Sequeira – Isto É

Como o caçador que um dia vira caça, o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), um dos parlamentares que mais pressionam pela saída de José Sarney (PMDB-AP) da presidência do Senado, pode acabar ao lado do coronel maranhense no banco dos réus do Conselho de Ética, também sob a acusação de quebra de decoro parlamentar. Na quarta-feira 29, depois de consultas à liderança da sigla na Câmara, o senador e líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), resolveu representar contra o tucano:

Senador Arthur Virgílio

“O PMDB já decidiu e o levará ao Conselho de Ética. É uma questão de reciprocidade”, disse o peemedebista. Virgílio será a primeira vítima do PMDB, mas provavelmente não será a única. “A lista é grande”, segundo o senador Wellington Salgado (PMDB-MG). No alvo estão os tucanos Tasso Jereissati (CE) e Mário Couto (PA), que usaram dinheiro de sua cota de passagens aéreas para fretar jatinhos. “Isso é coisa de máfia, é a Camorra”, ataca Virgílio.

O tucano, que protocolou com o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) mais dois pedidos de investigação contra Sarney, pode ter o mandato cassado por quebra de decoro pelo fato de ter empregado funcionário fantasma no gabinete e contraído empréstimo de US$ 10 mil do ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia, durante viagem de lazer a Paris em 2005. O fato foi revelado por ISTOÉ. Em discurso na tribuna, o tucano disse que foram R$ 10 mil, mas confessou os crimes passíveis de punição pelo Código de Ética. “Não ganhei nada com isso. Foi uma imbecilidade”, afirmou Virgílio.

Para tentar expurgar seus pecados, o senador começou a devolver aos cofres públicos os R$ 210.696,58 pagos indevidamente ao ex-servidor Carlos Alberto Nina Neto, que é filho de seu amigo e subchefe de gabinete, Carlos Homero Nina, e passou dois anos no Exterior à custa do erário. “Já paguei R$ 60.696,58 e acertei pagar outras três parcelas de R$ 50 mil. Tive que vender um terreno da família e usar o dinheiro da poupança.”

A dívida, porém, será paga em quatro vezes sem juros, pois o cálculo da Câmara inclui os salários e as despesas com Imposto de Renda e Previdência, sem correção. O pagamento pode ter vindo tarde. “Ele cometeu irregularidades e as confirmou em plenário. As provas contra ele são inequívocas”, disse Renan a interlocutores. Quanto ao empréstimo de Agaciel, Virgílio diz que foi pago na época, mas o ex-diretor nega.

A decisão de fazer a representação contra Virgílio foi tomada na segunda-feira 27, depois de uma conversa de Calheiros com o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra (PE). No encontro, Guerra alegou não haver mais ambiente para recuar sobre Sarney. No dia seguinte, a bancada tucana entrou com três representações contra o presidente do Senado, pedindo que sejam apuradas as suspeitas de desvios na Fundação Sarney, o envolvimento de um de seus netos nas operações de crédito consignado na Casa e a nomeação de parentes por ato secreto. Foi então que o PMDB resolveu devolver na mesma moeda. Os peemedebistas dizem que a guerra está apenas começando.

blog imirante do Décio Sá

Arthur Virgílio denuncia Sarney ao conselho de ética

Virgílio denuncia Sarney ao Conselho de Ética

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), em caráter pessoal, apresentou nesta segunda-feira ao Conselho de Ética denúncia contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

Na denúncia, ele transcreve a reportagem do jornal O Estado de S.Paulo que informa sobre as operações com crédito consignado de José Adriano Cordeiro Sarney, neto de Sarney.

Há suspeita que as operações sejam semelhantes à do ex-diretor de Recursos Humanos João Carlos Zoghbi, já indiciado em inquérito aberto na Casa e encaminhado à Polícia Federal e ao Ministério Público.

“Torna-se imprescindível – diz o senador – a investigação, por este Conselho de Ética, pela prática de facilitação na operação dos empréstimos consignados junto aos servidores, por parte do Sr. José Sarney, tendo em vista a privilegiada situação de seu neto nas autorizações junto ao Senado Federal.”

O senador cita 18 casos que merecem investigação.

Leia mais aqui

Arthur Virgílio enrolado no empréstimo de Agaciel Maia será substituído na liderança do PSDB

O nebuloso caso dos dez mil dólares.
A mais vistosa “vestal” do ninho tucano não convence os demais emplumados a respeito do empréstimo feito a Agaciel Maia. O mais implacável dedo acusatório do senado não consegue ‘apontar’ uma explicação convincente.
Veremos como o furibundo manauara se comporta mudando de artilheiro para alvo.

Tucanos articulam a substituição de Arthur Virgílio

Insatisfeitos com as explicações do líder Arthur Virgílio (AM), sobre denúncias como o empréstimo de dez mil dólares feito a ele pelo ex-diretor-geral Agaciel Maia, senadores tucanos articulam discretamente a substituição de Arthur Virgílio (AM) por Marisa Serrano (MS), na liderança do PSDB.

Eles acharam especialmente grave a história do aspone que Virgílio manteve morando na Europa por conta do Senado.

coluna Claudio Humberto

Arthur Virgílio recebeu 10 mil dólares de Agaciel Maia

Agora como é que fica a iracunda “moral” do senador Arthur Virgílio? A mais vistosa vestal do Senado Federal, na realidade mais um dos sepulcros caiados que infestam a política desta pobre e infelicitada república.

Aguardemos que sua (dele) ex-celência, com a mesma virulência verbal com a qual investe contra adversários, ascenda à tribuna e forneça uma explicação convincente aos Tupiniquins.

Sua (dele) ex-celência deve aproveitar a ocasião, e também explicar o motivo pelo qual escreveu nota ao presidente do Senado parabenizando-o pela nomeação de Agaciel Maia para o cargo de diretor geral do Senado.

O editor

Agaciel depositou US$ 10 mil na conta de Arthur Virgílio

Durante viagem a Paris com a família, em 2003, o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), recebeu em sua conta 10 mil dólares depositados pelo então diretor-geral do Senado Agaciel Maia, a título de ajuda emergencial. A revelação é da revista IstoÉ, que circula neste final de semana. Na ocasião, Maia convocou o gerente da agência do Banco do Brasil no Senado, em pleno domingo, para ordenar a transferência.

Conta paga

O socorro ordenado por Agaciel Maia ao tucano Arthur Virgílio teria sido em razão da dificuldade do senador de fechar sua conta no hotel.

coluna Claudio Humberto