Álvaro Dias: oito perguntas aguardando respostas

Ao longo da minha existência tenho observado que quase sempre são poucas as exceções às regras.

Quanto mais pregoeira irascível da moralidade se revela uma pessoa, mais próxima da amoralidade ela se encontra.

“Ai de vocês, escribas e fariseus, hipócritas! Pois são semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos mortos e de toda a imundícia”. (Bíblia Sagrada, Mateus 23.27).
José Mesquita – Editor


Oito perguntas para o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) sobre o aparecimento de sua fortuna de mais de R$ 16 milhões:

1) Tem cheque da organização de Cachoeira nos R$ 16 milhões da venda das casas, assim como aconteceu com o colega tucano Marconi Perillo? Afinal, por que Álvaro Dias votou contra o indiciamento de Cachoeira na CPI?[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

2) A grilagem de terrenos públicos em Brasília para especulação imobiliária sempre foi caso de polícia no Distrito Federal, principalmente nos governos de Joaquim Roriz, mas também há indícios durante o governo de José Roberto Arruda (o do mensalão do DEM). O senador tucano poderia divulgar a escritura pública de aquisição dos terrenos e a certidão no Registro de Imóveis? Ou o jornalismo investigativo terá que fazer busca nos cartórios?

3) Qual foi a empreiteira que construiu as casas? E por qual valor por metro quadrado?

4) Há lobistas ou corruptores atuantes no Senado entre os compradores das casas? O senador tucano poderia divulgar as escrituras públicas de venda das casas? Ou o jornalismo investigativo terá que fazer busca nos cartórios?

5) O senador tucano oferece seus sigilos bancários e fiscais para averiguação da origem da fortuna superior à R$ 16 milhões?

6) O senador tucano vai pedir para Comissão de Ética e Decoro parlamentar abrir uma investigação sobre si, já que votou no passado pela cassação do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), por um problema de pensão semelhante, porém envolvendo valores muito mais baixos.

7) O senador tucano vai pedir para o Instituto de Criminalística da Polícia Federal fazer uma investigação sobre sua evolução patrimonial, semelhante à que foi solicitada no caso do senador Renan Calheiros?

8) O senador tucano vai pedir para o Procurador Geral da República abrir um inquérito sobre a origem dos R$ 16 milhões, da mesma forma que exigiu no caso do ex-ministro Palocci?
Por Maria Dirce/blog Luis Nassif

Tópicos do dia – 28/05/2012

12:04:53
Gilmar Mendes, Lula, mensalão e chantagem

1“Lula disse a Gilmar – “É inconveniente julgar esse processo (o Mernsalão) agora”. “Já teria sido indecoroso simplesmente por sugerir a um ministro do STF o adiamento de julgamento do interesse do seu partido. Mas o ex-presidente Lula cruzaria a fina linha que divide um encontro desse tipo entre uma conversa aceitável e um evidente constrangimento”.

2- “Depois de afirmar que detem o controle político da CPI do Cachoeira, Lula ofereceu proteção ao ministro Gilmar Mendes dizendo que ele não teria motivo para preocupação com as investigações. Se Gilmar aceitasse ajudar os mensaleiros,ele seria blindado na CPI. Um ex-presidente oferecendo saldo conduto a um ministro da mais alta corte do país.”

3 –“Fiquei perplexo, disse Gilmar à “Veja”, com o comportamento e as insinuações despropositadas do ex-presidente Lula. Lula perguntou: – “E a viagem à Berlim?” O ministro confirmou o encontro em Berlim com o senador Demostenes Torres e disse que pagou de seu bolso todas as suas despesas, tendo como comprovar as origens dos recursos: – “Vou à Berlim como você vai a São Bernardo. Minha filha mora lá. Vá fundo na CPI.”
Sebastião Nery/Tribuna da Imprensa

12:07:44
Como fala sua excelência

13:32:41
Tucanos querem interpelar Lula
O PSDB prepara medidas contra o ex-presidente Lula, acusado de pressionar o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a adiar o julgamento do processo do mensalão. “Não há ainda uma definição. Estamos apenas conversando. Mas até amanhã a gente troca ideias sobre qual vai ser o procedimento”, informou neste domingo (27) o senador Álvaro Dias (PSDB-PR). Alguns setores do partido discutem interpelar o ex-presidente na Justiça, convocá-lo à CPI, bem como a Gilmar, e até propor uma acareação entre os dois. Uma estratégia será fechada nesta segunda (28), véspera da sessão da CPI na qual pode ser decidida a convocação do governador de Goiás, o tucano Marconi Perillo.

19:17:48
Lula diz estar ‘indignado’ com notícia sobre reunião com ministro
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira estar indignado com a reportagem da revista “Veja” na qual o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes afirma ter ouvido do petista pedido de adiamento do julgamento do mensalão.

“Meu sentimento é de indignação”, afirmou o ex-presidente em nota.

Oposição vai pedir que Procuradoria investigue Lula
OAB defende Supremo e cobra explicação de Lula
Lula poderia sofrer impeachment se fosse presidente, diz ministro
‘Está errado’, diz ministro sobre reunião de Mendes com Lula
Lula propôs ajuda em CPI para adiar mensalão, diz Gilmar Mendes

Segundo a revista, Mendes relatou que, em encontro em abril, Lula propôs blindar qualquer investigação sobre ele na CPI que investiga as relações de Carlinhos Cachoeira com políticos e empresários. Em troca, o ministro apoiaria o adiamento do julgamento.

De acordo com a nota de Lula, a versão da revista sobre a conversa é inverídica.

Lula afirma que nunca interferiu em decisões do Supremo e da Procuradoria-Geral da República nos oito anos que foi presidente, inclusive na ação penal do mensalão.

“O procurador Antonio Fernando de Souza apresentou a denúncia do chamado mensalão ao STF e depois disso foi reconduzido ao cargo. Eu indiquei oito ministros do Supremo e nenhum deles pode registrar qualquer pressão ou injunção minha em favor de quem quer que seja”, afirmou Lula.

Nesta segunda-feira, a oposição informou que vai ingressar com pedido de investigação na Procuradoria Geral da República contra o ex-presidente.

DEM, PSDB, PPS e PSOL afirmam que Lula cometeu três crimes e precisa ser responsabilizado judicialmente.

A reunião ocorreu no escritório de Nelson Jobim, ex-ministro do governo Lula e ex-ministro do Supremo.

Lula disse a Mendes, segundo a “Veja”, que é “inconveniente” julgar o processo agora e chegou a fazer referências a uma viagem a Berlim em que o ministro se encontrou com o senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO), hoje investigado na CPI.

Jobim confirmou o encontro em seu escritório, mas negou o teor.

LEIA A NOTA

Sobre a reportagem da revista “Veja” publicada nesse final de semana, que apresenta uma versão atribuída ao ministro do STF Gilmar Mendes sobre um encontro com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 26 de abril, no escritório e na presença do ex-ministro Nelson Jobim, informamos o seguinte:

1. No dia 26 de abril, o ex-presidente Lula visitou o ex-ministro Nelson Jobim em seu escritório, onde também se encontrava o ministro Gilmar Mendes. A reunião existiu, mas a versão da Veja sobre o teor da conversa é inverídica. “Meu sentimento é de indignação”, disse o ex-presidente, sobre a reportagem.

2. Luiz Inácio Lula da Silva jamais interferiu ou tentou interferir nas decisões do Supremo ou da Procuradoria-Geral da República em relação a ação penal do chamado mensalão, ou a qualquer outro assunto da alçada do Judiciário ou do Ministério Público, nos oito anos em que foi presidente da República.

3. “O procurador Antonio Fernando de Souza apresentou a denúncia do chamado Mensalão ao STF e depois disso foi reconduzido ao cargo. Eu indiquei oito ministros do Supremo e nenhum deles pode registrar qualquer pressão ou injunção minha em favor de quem quer que seja”, afirmou Lula.

4. A autonomia e independência do Judiciário e do Ministério Público sempre foram rigorosamente respeitadas nos seus dois mandatos. O comportamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o mesmo, agora que não ocupa nenhum cargo público.

Assessoria de imprensa do Instituto Lula


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Brasil: A republiqueta que funciona em caixa de sapato

O que era antes privativo dos mensaleiros e cuequeiros do PT, agora se propaga por partidos, também sempre decantados como éticos.

Esse descalabro é mais um dos exemplos envolvendo partidos políticos, no caso PCdoB e Ongs. A “tunga” dos cumpanheros tem a única finalidade de se apropriar do dinheiro público.

Sim, é inacreditável que um Ministro de estado seja acusado de receber propinas na garagem do prédio de seu escritório oficial.

O que é de estranhar, especificamente em relação às denúncias complementares, e não ao fato em si, é qual a razão de o policial João Dias ter feito as denúncias mais detalhadamente em reunião com parlamentares da oposição, e não diretamente à Polícia Federal.

Aliá, o PM alegou questões de saúde para o seu (dele) não comparecimento ao depoimento marcado à Polícia Federal. Ocorre que no mesmo horário ele estava reunido em uma das salas do Congresso Nacional com líderes de oposição.
O certo seria ter entregue as provas para a Polícia Federal.
Que eu saiba do que está normatizado na Constituição Federal, mais especificamente no art. 58, § 3º – “As comissões parlamentares de inquérito, que terão poderes de investigação próprios das autoridades judiciais, além de outros previstos nos regimentos internos das respectivas Casas, serão criadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, em conjunto ou separadamente, mediante requerimento de um terço de seus membros, para a apuração de fato determinado e por prazo certo, sendo suas conclusões, se for o caso, encaminhadas ao Ministério Público, para que promova a responsabilidade civil ou criminal dos infratores” – portando somente na vigência de um CPI, o que não é o caso nessa que foi uma reunião privada, o senador Álvaro Dias não tem poderes próprios do judiciário nem do Ministério Público.

E continua a pergunta que não quer calar, e nunca é respondida: e os empresários que corrompem os corrompidos? Quem são?
Nomes! Queremos nomes!

Faltou também ser revelado pelo insigne denunciante, e para que a denúncia se revestisse do máximo de credibilidade, qual foi a sua (dele) parte no butim.

Assim como o escândalo do mensalão do DEM de Brasília a oposição não olha para o próprio umbigo.
Quer dizer, sarjeta.
O Editor


Orlando Silva: Acusador afirma que entregou ‘gravação’ para revista

Reunido a portas fechadas com lideranças da oposição, o PM João Dias forneceu detalhes sobre o esquema de cobrança propinas da pasta dos Esportes. Informou que o balcão funcionava no prédio do próprio ministério, forneceu nomes de empresas e de pessoas, esmiuçou reuniões e disse ter gravado uma delas.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Mais: João Dias declarou a senadores e deputados oposicionistas que já entregou a gravação à revista ‘Veja’. Disse que será veiculada no próximo fim de semana. Segundo João Dias, soam no áudio as vozes de assessores do Ministério dos Esportes que se reuniram com ele a pedido do ministro Orlando Silva.

A conversa é de abril de 2008, época em que Orlando já ocupava a poltrona de ministro. Serviu para alinhavar um acordo nada republicano. Combinou-se que João Dias não denunciaria a engrenagem de cobrança de propinas. Algo que ameaçava fazer.

Em troca do silêncio, a equipe de Orlando Silva isentaria duas ONGs do PM de irregularidades em convênios firmados com o ministério. Coisa de R$ 3,2 milhões. O acordo fora esboçado, segundo João Dias, numa reunião que ele mantivera antes com o próprio Orlando Silva. Esse diálogo prévio não foi gravado.

Porém, disse o PM aos parlamentares, o áudio do segundo encontro, captado sem que os presentes soubessem, faz menção à combinação feita com o ministro. O blog conversou com três dos parlamentares que ouviram o relato de João Dias: Álvaro Dias (PSDB-PR), Chico Alencar (PSOL-RJ) e Ronaldo Caiado (DEM-GO).

Os três declararam-se impressionados com a riqueza de detalhes do relato. Em essência, o detrator de Orlando Silva contou o seguinte:

1. Rescisão retroativa: Combinou-se que João Dias, em litígio com os operadores do esquema de propinas, teria encerrados os convênios de suas ONGs. Embora o acerto seja de abril de 2008, o termo do encerramento dos negócios foi datado de dezembro de 2007. Por quê? Para evitar que irregularidades apontadas posteriormente caíssem na malha de órgãos de controle como TCU e da CGU.

2. Central de fraudes: João Dias disse que entrou em atrito com Orlando Silva e Cia. ao recusar-se a pagar propina de 20% sobre os convênios que celebrou. Pagou, segundo disse, entre 1% e 2%. A central de desvios funcionava, segundo o acusador, nas dependências do ministério. Envolvia convênios do programa ‘Segundo Tempo.’

3. Taxa de ‘assessoramento’: O acusador deu nome aos operadores dos contratos. Os contatos com as ONGs era feito por Ralcilene Santiago, funcionária do ministério e militante do PcdoB, partido do ministro. Cuidava da checagem da documentação e da estruturação dos convênios o advogado Júlio Cesar Vinha. A intermediação custava às ONGs até 20% do valor dos contratos. Feita a título de “assessoramento”, a cobrança era, segundo João Dias, “propina”.

4. Provedores de notas frias: João Dias contou que participavam do esquema empresas cuja função era a de prover notas frias para encobrir os desvios. Ele citou três logomarcas: HP, Infinita e Linha Direta.

5. R$ 1 milhão por baixo da mesa: De acordo com o relato do PM, o programa ‘Segundo Tempo’, concebido para levar atividades esportivas a crianças e adolescentes, destina verbas a ONGs de fancaria. Cumprem os convênios pela metade ou descumprem integralmente. Essas entidades devolvem parte do dinheiro recebido na forma de propinas. João Dias citou quatro ONGs que teriam repassado ao esquema R$ 1 milhão. Detalhista, ele dá os nomes das entidades e as cifras dos respectivos convênios: Liga de Futebol Society do DF (R$ 2 milhões), Instituto Novo Horizonte (R$ 3 milhões), Fundação Toni Matos (R$ 1 milhão), Associação Nossa Senhora Imaculada (R$ 600 mil).

6. Caixa dois do PCdoB: No dizer de João Dias, ex-candidato a deputado distrital pelo PCdoB-DF, a usina de desvios montada na pasta dos Esportes funciona “em todo país”. A verba malversada destinava-se, segundo ele às arcas eleitores clandestinas do PCdoB.

7. Testemunhas: João Dias disse que sua conversa com Orlando Silva, aquela em que foi esboçada a troca do silêncio pelo sumiço das irregularidades, ocorreu no gabinete do ministro e teve testemunhas. Estavam na sala assessores que ele identificou assim: Júlio Filgueiras, Valdemar e Adson (um dos parlamentares anotou Wadson).

8. Os assessores gravados: A reunião de abril de 2008, aquela em que a combinação feita com o ministro foi detalhada, ocorreu numa sala do sétimo andar do ministério. Deu-se, segundo o acusador, “na calada da noite”. Na gravação que João Dias diz ter feito sem o conhecimento dos presentes soam as vozes de Adson, Júlio Filgueiras, Charles e Fábio Hansen.

Realizada na sala da liderança do PSDB no Senado, a conversa de João Dias deixou impressionados os interlocutores. Para Álvaro Dias, há “elementos de sobra” para uma investigação do Ministério Público. Algo que requereu na segunda-feira.

Ronaldo Caiado comparou o esquema dos Esportes a uma quadrilha de traficantes: “É um relato demolidor. Revela operação semelhante às que fazem os traficantes no Morro do Borel ou na Rocinha. Só que, em vez de cocaína, trafica-se dinheiro”.

Para Chico Alencar, à margem de ”algumas inconsistências”, no pedaço que tratou “de nomes, períodos e negociações, o que se ouviu foi uma discrição fidedigna do velho esquema de caixa dois”.

Líder do PSOL, Chico enxergou no acusador, um PM que rico, a figura de um “cúmplice” do esquema. Discorda, porém, da tese de Orlando Silva segundo a qual não se deve dar crédito a bandido: “O mensalão do DEM veio a público na voz do delator Durval Barbosa. Ficou-se sabendo do mensalão do PT porque o Roberto Jefferson estava dentro e decidiu falar”.

Da reunião com João Dias, Chico Alencar foi à inquirição de Orlando Silva, que ocorria nas dependências da Câmara. Teve tempo de dirigir ao ministro questões suscitadas pelo PM.

Quis saber de Orlando Silva os nomes das pessoas que testemunharam a conversa dele com João Dias. “Ele não informou”. Perguntou-lhe sobre a reunião posterior, só com os assessores. “Ele respondeu: se houve, desconheço”. Inquiriu-o sobre o encerramento retroativo dos convênios das ONGs do PM. “Ele disse que desconhece totalmente”. Chico conclui: “Se vier a público a gravação, será possível cotejar o conteúdo com as declarações do Orlando [Silva].”

Nesta quarta, a oposição iria requerer a convocação de João Dias na Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara. Líder de Dilma Rousseff na Casa, Cândido Vaccarezza (PT-SP), avisou que o bloco governista vai rejeitar. Para ele, o assunto está encerrado. Chico Alencar brincou com Vaccarezza: “Esse assunto ainda vai exigir terceiro tempo e prorrogação”. Orlando Silva prestará novo depoimento, dessa vez no Senado. Quanto a João Dias, espera-se que compareça à Polícia Federal nesta quinta (20).

blog Josias de Souza

Álvaro Dias perplexo com reação do PMDB a corrupção

Líder tucano diz que reação do PMDB gera perplexidade

O líder do PSDB, senador Álvaro Dias (PR), disse hoje que “causa perplexidade” a reação de parlamentares, sobretudo do PMDB, que criticaram o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, por terem sido surpreendidos pela Operação Voucher, da Polícia Federal, que apura suspeita de fraudes em convênios do Ministério do Turismo.

Dias entende que se trata de uma reação “em favor da impunidade, que choca as pessoas de bem”.

“Estão querendo transformar corruptos em vítimas de injustiça, priorizando um fato secundário, que é a exposição dos presos na mídia, em vez de valorizar o essencial que é o roubo do dinheiro público”, alegou o senador.

“Demonstram indignação pelo uso de algemas e não pelo desvio de dinheiro do contribuinte”, afirmou Dias.

O senador tucano acredita que há “uma inversão de prioridade do ponto de vista do interesse da sociedade”.

Ironizando, ele diz imaginar que a situação ideal para quem questiona o sigilo da operação seria a de receber um aviso prévio dos procedimentos.

“Será que queriam ouvir a recomendação de ir para o exterior para não serem presos?

Ou que deveriam esconder os papéis e o disco rígido antes da chegada dos policiais?”, questionou.

O senador Walter Pinheiro (PT-BA) acredita que a reclamação “se deve mais” pela forma como ocorreu a Operação Voucher, segundo ele, como se fosse “um espetáculo”. Mas destacou que o fato não é motivo suficiente para questionar o desempenho do ministro da Justiça.

“As instituições permanentes são maiores que figuras que ocupam cargos momentaneamente, seja do Legislativo ou do Executivo”, defendeu.

“Mas essas instituições democráticas precisam agir dentro da lei, para não deixar margem de entendimento de que todo mundo pode ser maltratado ou violentamente tratado”, afirmou, referindo-se ao uso de algemas, que considera desnecessárias.

Destaca, porém, que não é possível a nenhum governo ou instituição adotar “postura de fiscalização com aviso prévio”.

Rosa Costa/Agência Estado


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Álvaro Dias e o dinheiro da aposentadoria de ex-governadores

Vocês sabem né?
Depois da porta arrombada…
“Á mulher de César”…
É preciso refletir o seguinte: se o dinheiro nunca foi “deles”, como é que podem fazer doações desse dinheiro?

É interessante a pose de filantrópico com o dinheiro dos outros. Quer dizer, do povo!

Assim, nesse cenário de completo cinismo e de inconstitucionalidade o povo “é só um mero detalhe’!
Argh!
O Editor


Oposicionista diz que vai doar 1,6 mi de super-aposentadoria

O senador tucano, Álvaro Dias, encontrou uma saída honrosa para o caso que ameaçava manchar sua imagem de um dos generais da oposição no Senado.

Com mandato a cumprir até 2015, Dias vem sendo acusado de ataque aos cofres do Paraná, ao pleitear os retroativos da pensão de ex-governador a que teria direito, segundo norma estadual.

A bolada chega a R$ 1,6 milhão.

Este tipo de aposentadoria foi considerado ilegal pelo Supremo, que, em 2007, julgou ação de inconstitucionalidade apresentada pela OAB, e mandou extinguir a pensão do ex-governador do Mato Grosso do Sul, Zeca do PT.

É que a Constituição de 88 eliminou o benefício até para ex-presidentes da República.

Pelo menos dez estados ignoraram a decisão do Tribunal e continuaram pagando as super-aposentadorias – cujo valor varia dos R$ 24 mil aos R$ 12 mil, dependendo da unidade da federação – baseados em suas próprias leis.

A OAB promete voltar a contestar as super-aposentadorias.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Depois que o seu caso veio a público, Álvaro Dias anunciou que em breve daria uma explicação sobre as razões que o levaram a cobrar a bolada do estado que governou de 87 a 91.

Nesta sexta, divulgou nota informando que pretende usar o dinheiro para fazer caridade. “Desde 2007 venho amadurecendo a idéia de utilizar esses recursos na ação social.

Confidenciei a algumas pessoas e recebi por escrito apelo de duas instituições beneméritas de Curitiba, que gostariam de ser contempladas: o Lar O Bom Caminho e o Pequeno Cotolengo.”

E ainda ressaltou que o valor que lhe seria devido é muito maior: “Abri mão de 6 milhões e 400 mil reais, segundo revela o governo estadual ao anunciar ao país que tenho 1 milhão e 600 mil reais a receber retroativamente (valor que corresponde a 5 anos, por lei)”.

Veja, abaixo, a íntegra da nota do senador Álvaro Dias.

“NOTA À IMPRENSA

A aposentadoria de ex-governadores foi instituída em 1967. Desde então, a exemplo do que ocorre com ex-presidentes, ex-magistrados e ex-conselheiros de Tribunais de Contas, os ex-governadores passaram a receber aposentadoria vitalícia. Quando cheguei ao governo do Paraná tentei acabar com ela. Encaminhei projeto à Assembléia, o qual não foi sequer votado. Não houve repercussão ou apoio. Na Constituinte Estadual a regra ficou consagrada.

Completei meu mandato de governador até o último minuto. Não disputei eleição e fiquei sem mandato por oito anos. Mesmo assim não requeri a aposentadoria. Abri mão de 6 milhões e 400 mil reais, segundo revela o governo estadual ao anunciar ao país que tenho 1 milhão e 600 mil reais a receber retroativamente (valor que corresponde a 5 anos, por lei).

Nunca alardeei o fato ou o explorei eleitoralmente. Era o único ex-governador do Paraná a não requerer aposentadoria. Não soube o que foi feito com o dinheiro que constitucionalmente me pertence.

Desde 2007 venho amadurecendo a idéia de utilizar esses recursos na ação social. Confidenciei a algumas pessoas e recebi por escrito apelo de duas instituições beneméritas de Curitiba, que gostariam de ser contempladas: o Lar O Bom Caminho e o Pequeno Cotolengo. Adiei o projeto em razão da antecipação do processo eleitoral. Encerradas as eleições retomei a idéia e apresentei o requerimento.

Não pretendia fazer propaganda dessa iniciativa, mas houve quem se encarregasse disso. E como. Aliás, nunca procurei alardear que dispenso também 15 mil reais mensais de verba indenizatória e 3 mil e 800 reais de auxílio moradia, a que tenho direito como Senador. Se, quando propus acabar com o benefício da pensão de ex-governadores não houve repercussão e apoio, quando a requeri, foi o que se viu.

Não desejo causar constrangimento aos que constitucionalmente recebem, mas a veiculação do fato obriga-me a esse esclarecimento. Esse foi meu objetivo ao requerer a aposentadoria: dar a esse dinheiro a destinação social que considero adequada.

Acredito que será melhor aplicado do que tem sido. E o farei de forma transparente, sempre prestando contas.

Senador Alvaro Dias”

blog Christina Lemos

Eleições 2010: PT quer CPI do Paulo Preto para desgastar Serra

Autor: Laerte

Repete-se a velha cantilena. Quando se está no governo, “necas” de CPI. Quando se está na oposição, CPI a qualquer preço!

No meio do sanduiche da corrupção explícita, quedam-se os abestados Tupiniquins que acreditam haver algum farelo de decência na sarjeta onde se engalfinham PSDB e PT.

O Editor


PT quer abrir CPI para ‘investigar’ Paulo Preto, em SP

O PT de São Paulo deseja abrir na Assembléia Legislativa do Estado uma Comissão Parlamentar de Inquérito.

Diz-se que o objetivo é o de esquadrinhar a gestão de Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, na Dersa.

Lorota.

Minoritário na Assembléia, o petismo sabe que não reúne forças para abrir CPIs.

Precisa das assinaturas de 32 deputados. Dispõe de 23.

O partido de Dilma Rousseff sapateia em torno de Paulo Preto para tentar desgastar José Serra.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Em nota, o comitê de Serra desdenhou: “Quando não se envolve em escândalos, o PT aproveita o pouco tempo que lhe resta para fabricar factoides”.

Tachou de “ridícula” a ideia de CPI.

Isinuou que a legenda de Dilma deveria se ocupar de suas próprias encrencas:

“O PT tem um rol extenso de escândalos e muito com que se preocupar: a família Erenice, a família Cardeal, o libanês Cassel, o mensalão, os dólares na cueca…”.

Acusado de “sumir” com R$ 4 milhões de um suposto caixa dois da camanha tucana, Paulo Preto nega o malfeito. Serra também.

O pedido de CPI do PT-SP deve ter destino semelhante ao de um requerimento apresentado pelo PSDB no Senado: a gaveta.

O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) propusera que Dilma Rousseff fosse à Comissão de Justiça para explicar-se sobre o Erenicegate.

Dilma disse que, de Alvaro Dias, não aceitava convite “nem para um cafezinho”.

A tropa governista no Senado brecou a iniciativa.

Quem com maioria fere em Brasília, com maioria será ferido em São Paulo.

blog Josias de Souza

Eleições 2010: PSDB e DEM são os melhores aliados do PT

Enquanto a fogueira das vaidades, e dos interesses pessoais, das oposições arde, Dilma Rousseff agradece aos pés fogueira junina, a existência de uma oposição pamonha. Para embolar a canjica, Rodrigo Maia, presidente do DEM, declara à Folha de S.Paulo: ” a eleição nos já perdemos. Não podemos perder é a dignidade”! Onde já se viu se perder o que não se tem?
Já o senador Álvaro Dias — uma das ‘vestais’ do PSDB — alimenta a fogueira:
” O DEM é um partido de mensaleiros”! Para não deixar de colocar lenha na ‘fogueira amiga’ o deputado Ronaldo Caiado completou

Será que ao PSDB o ganho de tempo na TV, em função da coligação com DEM, compensará a perda de identidade com o eleitor tucano?

O Editor


PSDB, DEM e o vice: quem se dispõe a assumir o lugar da razão?

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Costumo recorrer a Polônio, personagem de Hamlet, como símbolo de que a prudência e a moderação nem sempre são premiadas. Ele é mais lembrado pela famosa frase sobre os delírios do príncipe maluquete: “É loucura, mas tem método” — em versão que acabou quase se popularizando entre nós. Mas era também aquele, se pensarem bem, que atuava para evitar o banho de sangue.

Huuummm… O príncipe quis o banho de sangue, e a dinastia dos Hamlet foi para o vinagre. Não era um exímio político. Não mesmo! Eu espero, para o bem do processo político, que os Polônios, na crise que ora envolve a relação PSDB-DEM, tenham mais sorte, já que há, para continuar na metáfora, um monte de principezinhos ouvindo a voz de fantasmas. A peça deixa claro o que acontece quando se sai usando a espada para lá e para cá, enfiando no primeiro coitado que se move atrás da cortina tentando resolver a crise.

Eu realmente não creio que o DEM tenha motivos para gostar da condução do processo de escolha do vice, embora, na reta final, tenha havido um pouco mais de conversa do que se informa por aí. Foi um processo atrapalhado. Mas agora há um fato que está dado. O senador Álvaro Dias (PSDB) será o vice na chapa de Serra. E ao DEM resta verificar se leva a sua contrariedade ao extremo do rompimento, ignorando o que tem a perder e um passado de parceria com os tucanos que não lhe fez mal nenhum — muito pelo contrário — ou se faz política, admitindo que ela comporta reveses. O maior revés que pode lhe advir, diga-se, é a vitória da candidata do PT. Se o Democratas acha que isso já está dado, então, evidentemente, cessou o seu papel nessa disputa. Mas isso tem algumas implicações.

Quem vai ser o Polônio do DEM? Alguém se dispõe a tal tarefa, ou ficarão todos entre o ódio e a perplexidade, assistindo aos Hamlets a dar gritos de guerra no salão, dispostos a passar no fio da espada o primeiro vulto que se move? Eis uma boa questão.

Reitero: não há razões para o DEM gostar do encaminhamento dado. Este escriba mesmo — que não tem partido, mas, como Dilma, tem lado — já expressou até qual teria sido a sua escolha se escolhesse: o deputado José Carlos Aleluia (BA), depois que o nome da senadora Kátia Abreu (DEM-TO) se tornou inviável porque decidiu se manter à frente da CNA. Não aconteceram nem uma coisa nem outra. É um dado da realidade. A questão agora é saber o que é principal e o que é secundário nesse jogo.

O deputado Rodrigo Maia, presidente do DEM, deu uma declaração ao Globo típica de quem está pronto para a guerra de extermínio, como se alguém lucrasse com ela — a não ser o PT, evidentemente: “A eleição nós já perdemos, não podemos perder é o caráter”. Isso ajuda? A frase não parece nem mesmo à altura da gravidade do momento. Se o presidente da legenda, que deve ser referência de temperança, atua assim, o que se espera? E ele acha que a derrota já está dada por quê? Só porque o DEM não terá o vice? Não posso crer — nem ele. E se, a seu juízo, já não há mais esperanças, a que se deve tanto esforço? É o melhor modo de fazer pressão?

Na Folha de hoje, lê-se:

Maia afirmou que o DEM fará convenção na quarta-feira aprovando a aliança com Serra, mas colocando como candidato a vice um filiado seu. “Vamos esperar ele indicar o nome do DEM. Se não indicar, vamos aprovar o nosso nome”, declarou.

Questionado sobre o possível imbróglio jurídico se os tucanos mantiverem o nome de Dias, foi sucinto: “Pergunte ao advogado do PSDB”.

É uma resposta com laivos de surrealismo ao que já era bastante confuso. O que Rodrigo Maia e os demais democratas precisam se perguntar é quem sai ganhando com tais arroubos. Ademais, como conciliar o que ele disse à Folha com o que disse ao Globo? Pode recorrer à Justiça só para ser sócio da derrota certa? Acho que não! Parece que o melhor seria ter um pouco mais da prudência de Polônio e um pouco menos de ímpeto de Hamlet, né? —- buscando uma solução que não seja trágica.

Rodrigo Maia e alguns outros radicais precisam descobrir o valor que a “reação proporcional” tem em política. E precisa pôr na balança o que a associação de seu partido com os tucanos rendeu até agora. E eu tendo a dizer que o resultado é bastante satisfatório. E se deve começar pelo óbvio.

Serra bancou Gilberto Kassab como candidato à Prefeitura de São Paulo em 2008, comprando uma briga feia com o seu próprio partido. Fez Guilherme Afif, atual vice na chapa de Geraldo Alckmin, seu secretário. E é evidente que a legenda ganhou um peso no estado e na cidade que jamais teria na marcha em que historicamente vinha. O upgrade foi dado por Serra. Fosse a personagem que alguns democratas querem pintar agora, teria deixado Kassab no sereno para não ter de administrar a confusão.

“Ah, ele não o fez por amor ao DEM, mas porque se tratava de defender a gestão que também era sua…” Claro, claro! Em política, idealistas sempre somos nós, e oportunistas, os outros. O que interessa é saber se o partido ganhou ou perdeu quando o então governador tomou aquela decisão. Estamos falando da maior cidade do país, de um orçamento maior do que o da maioria dos estados. E também de um provável cargo de vice-governador da maior unidade da federação. O DEM ganhou ou perdeu?

A aproximação nem é tão recente assim. Derrotado em 2002 — e o então PFL estava rompido com ele —, Serra assumiu a presidência do PSDB em 2003, e teve início um movimento de reaproximação entre os dois partidos, que resultou juntamente na indicação, no ano seguinte, de Kassab para vice na sua chapa à Prefeitura de São Paulo

Rodrigo Maia sabe que Serra atuou de forma importante para formar o palanque na Bahia, que tem o democrata Paulo Souto como candidato ao governo. Sabe também que, num dado momento, Geddel Vieira Lima (PMDB) se dispunha até a deixar o ministério em favor de composição com os tucanos no Estado. Mas o tucano apoiou a opção DEM. O presidenciável se movimentou também em Santa Catarina, onde o PMDB decidiu enfrentar a direção nacional do partido para apoiar a candidatura de um democrata.

Serra foi crucial para convencer o peemedebista dissidente Jarbas Vaconcelos a se candidatar ao governo de Pernambuco, o que é visto como essencial para que o senador Marco Maciel tente a reeleição. Rodrigo deveria se perguntar se a aliança com Fernando Gabeira (PV), no Rio, que dá um bom palanque à pretensão de Cesar Maia se eleger ao Senado, teve ou não o dedo de Serra, que também arrumou o palanque para DEM no Piauí, no Sergipe e no Rio Grande do Norte.

Isso tudo fica longe da imprensa porque, afinal, a exemplo de Rodrigo, boa parte do jornalismo também acha que a eleição já está decidida. O que vai acima é informação, não juízo de valor. O presidente do DEM certamente não está disposto a abrir mão dessas composições. Mesmo certo, diz, de que não haverá vitória, ele não se mostra disposto nem mesmo a abrir mão do apoio a Serra. Mas também não quer renunciar à guerra.

Querem que eu escreva de novo? Escrevo! Não acho que a condução tenha sido a mais hábil, e há motivos efetivos para a direção do Democratas estar descontente. Mas também há um limite para a contrariedade. E o limite é não atuar contra a sua própria causa porque, afinal, se considera alvo de uma deslealdade ou algo assim. Ademais, essa confusão não foi construída unilateralmente. A posição do partido de vetar qualquer nome tucano menos um — só aceitava Aécio Neves, que não aceita — é, por qualquer ângulo que se queira, heterodoxa. Sempre parece uma intromissão indevida não na aliança — o partido tem o direito de tentar indicar o vice —, mas no partido alheio.

Vão querer arrastar essa crise até quarta, levá-la além, como anuncia o presidente do Democratas, apelando à Justiça? E quem ganha com isso? Alguém pode se confortar: “Ah, a gente perde, mas eles também”. E aonde isso os leva? Há um ditado italiano sobre a tolice de arrancar os próprios olhos só porque o outro o desafiou a provar que é macho — o ditado se refere a outra parte da anatomia masculina; eu só o estou tornando mais “domingável”… Também não dá para imitar o gesto daquele esquadrão que foi demonstrar seu inconformismo com a injusta crucificação de Brian no filme A Vida de Brian, de Monty Python: eles protestaram praticando suicídio coletivo…

Rodrigo Maia acha que a derrota já está dada? Se acha mesmo, deve ceder o lugar àqueles que, no partido, não acham — se é que existem. Se não existirem, então é a hora de todos eles brincarem de outra coisa. Mas eu tendo a crer que isso é só retórica um tanto desastrada. O DEM tem, sim, do que reclamar. Mas também tem o que preservar. Que tal todo mundo decidir pensar só um pouquinho no reino da Dinamarca?

Até porque, caros democratas, não existe solução em que todos perdem. No Brasil, ultimamente, quando quase todos perdem, ganha o PT.

Respeitem os milhões de eleitores que reiteram sua intenção de votar na oposição e tratem de tentar ganhar a eleição.

blog Reinaldo Azevedo

Eleições 2010: Vice de Serra, Senador Álvaro Dias diz que DEM é partido de mensaleiros

Pra quem já foi eleitor de Lula, expulso do PSDB, ter se envolvido na elaboração de um dossiê sobre Ruth Cardoso, a declaração do senador Álvaro Dias, não surpreende.

Certamente a nitroglicerina verbal do senador poderá complicar a vida do Serra.

Álvaro dias declarou, segundo nota divulgado na coluna Painel da Folha de S.Paulo, que “o vice não seria do DEM, porque este é um ‘partido de mensaleiros’. Que agora ameaça deixar a aliança.”

Uáu!


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Eleições 2010: Senador Alvaro Dias, provável vice de Serra, já apoiou Lula e esteve envolvido em dossiê

Bastou que se anunciasse o Senador Álvaro Dias como vice de José Serra, para que começassem a pipocar as mais diferentes acusações. De participação em elaboração de dossiê — logo ele que é um dos mais veementes tribunos na condenação da nefasta prática — até sonegação fiscal, passando, claro, como sói acontecer, por nepotismo explícito. O Senador sentirá na carne, e nos votos, o peso de acusações que diária e visceralmente, costuma fazer a outrem.
Que se dê ao senador o amparo constitucional da presunção de inocência baliza legal que ele não costuma oferecer aos que acusa.
Assim, dá-se direito aos petistas de colocarem sobre suspeita — afirmam que o tal dossiê foi factóide da oposição à candidatura de Dilma — a “fabricação” do mais recente dossiê, supostamente preparado contra José Serra. A continuar nesse diapasão desafinado, das oposições, a candidatura de Dilma Rousseff parece uma sinfonia.

O Editor
PS. É relevante salientar que em post no Twitter, o deputado federal Ronaldo Caiado (GO), um dos vice-presidentes do DEM, criticou o anúncio pelo PSDB do nome do senador Álvaro Dias e classificou a atitude dos tucanos de “desastrosa e inconsequente”. “O PSDB precisa agir como parceiro, em busca da união. Respeitar acordos e aliados é primordial na política”, escreveu o deputado.


Alvaro Dias já apoiou Lula e teve nome vinculado a dossiê.
Por Laryssa Borges, de Brasília/UOL
Potencial vice de José Serra na corrida presidencial, o senador paranaense Alvaro Dias já teve episódios de conflito com o seu partido, o PSDB. Ele foi expulso da legenda em agosto de 2001, após ter assinado o pedido de instalação na CPI da Corrupção, que apuraria irregularidades na gestão Fernando Henrique Cardoso. Filiado ao PDT no segundo mandato do governo FHC, chegou a apoiar o então rival à gestão tucana, Luiz Inácio Lula da Silva, no pleito de outubro de 2002.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

De volta ao PSDB, Dias se tornou uma das vozes de oposição mais ferrenhas ao governo petista.

Em 2008 teve a imagem arranhada por ter um funcionário de seu gabinete envolvido na divulgação de informações de um suposto dossiê elaborado pela Casa Civil e com dados sigilosos e pessoais de FHC e da ex-primeira-dama Ruth Cardoso.

Na ocasião, o parlamentar admitiu ter recebido as informações confidenciais, mas alegou a prerrogativa constitucional para manter o sigilo de quem as havia repassado a ele. Judicialmente, Alvaro Dias tem contra si um processo por quebra de sigilo funcional no Supremo Tribunal Federal (STF) e acusações de difamação contra o ex-governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB).

Conforme a ONG Transparência Brasil, o eventual vice de José Serra deixou de declarar R$ 6 milhões à Justiça Federal relativos à venda de uma fazenda.

A omissão não constitui crime, pois é obrigatória apenas a declaração de bens ao Poder Judiciário.

Na época, disse que apenas não quis se expor com a venda da propriedade em Maringá.

No auge do escândalo do nepotismo, que motivou o Supremo a editar uma súmula proibindo a contratação de parentes, teve exonerada uma sobrinha que trabalhava no Senado.

No episódio, o senador disse que assim que foi dada a ordem da Suprema Corte pediu que Valéria Dias deixasse duas funções.

Nepotismo em dó maior

O que suas ex-celências fazem, Tupiniquins, com o seu, o meu, o nosso sofrido dinheirinho.

Sobrinha do Senador Álvaro Dias, ocupante contumaz da Tribuna do Senado em apontar o dedão acusatório contra malfeitos de adversários, Valéria Dias, perdeu o cargo no Senado por vínculos de parentesco.

Nada de choro por causa de uma bobagem dessas. Né?

Agora é gerente de projetos do Ministério do Esporte, no Rio.

Negócios na África

A sobrinha de Álvaro Dias esteve pelo Brasil em uma feira de negócios do futebol na África do Sul, segundo revelou o Blog do Cruz.