Eleições 2010: Caso Paulo Preto ainda vai incomodar, e muito, José Serra

Antes do primeiro turno eu já havia publicado aqui no blog que duas bombas poderiam estourar no colo de José Serra. Uma seria o escândalo da compra dos trens da Aslom para o metro de São Paulo. Essa ainda não está com o pavio aceso.

A outra seria o caso do Paulo Preto, ex-superintendente da DERSA.

Paulo Preto apelido de Paulo Vieira de Souza, é o engenheiro que segundo denúncias do senador eleito pelo PSDB, Aloysio Nunes Ferreira, teria sumido com cerca de R$ 4 milhões, arrecadados para a campanha eleitoral de Serra. Logo Aloysio desmentiu a notícia e confirmou apenas que teria recebido um empréstimo de R$300mil de Paulo Preto, mas que já o tinha quitado.

Serra, no mesmo embalo disse em um dia que não conhecia Paulo Preto. No dia seguinte, pasmem, o mesmo Serra saiu em defesa de Paulo Preto.

O agora “desaparecido” engenheiro foi diretor de engenharia da Dersa, empresa estatal paulista responsável pelo Rodoanel (que custou mais de R$ 5 bilhões), e pela ampliação da marginal Tietê, na capital (obra orçada em R$ 1,5 bilhão).

De Valter Cardeal a Erenice Guerra, passando por Paulo Preto tudo exala mau cheiro!
O Editor


PT prepara ofensiva judicial contra PSDB e Paulo Preto

Ex-assessor de José Serra foi acusado de desviar R$ 4 milhões em doações para um suposto caixa dois da campanha

O líder do PT na Câmara, Fernando Ferro (PE), e o líder do governo, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), preparam uma ofensiva judicial contra o PSDB e o ex-diretor da Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa), empresa do governo paulista, Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto.

Ferro e Vaccarezza devem ingressar ainda hoje com uma representação no Ministério Público Federal (MPF) e Ministério Público Eleitoral (MPE) em que pedem a abertura de investigação contra o ex-assessor do candidato do PSDB à Presidência, José Serra.

Paulo Preto respondia por grandes obras de infraestrutura do governo de São Paulo, como o Rodoanel. Ele foi acusado de desviar R$ 4 milhões em doações para um suposto caixa dois da campanha de Serra, segundo reportagem da revista IstoÉ.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Em entrevista ontem ao programa Roda Viva, da TV Cultura, o senador eleito por São Paulo Aloysio Nunes Ferreira (PSDB) rechaçou as acusações, mas confirmou que é amigo pessoal de Paulo Preto. Ele também admitiu que recebeu R$ 300 mil de empréstimo do ex-diretor da Dersa, mas declarou que já o quitou.

A denúncia passou a fazer parte da campanha depois que a presidenciável do PT, Dilma Rousseff, levantou a polêmica no primeiro debate com seu adversário neste segundo turno, transmitido pela Rede Bandeirantes.

O PT passou a explorar a acusação contra o ex-assessor de Serra como estratégia para proteger Dilma das denúncias de corrupção envolvendo sua principal ex-assessora, a ex-ministra-chefe da Casa Civil Erenice Guerra.

Ao recorrer ao Ministério Público, o PT repete estratégia amplamente utilizada pelos tucanos durante a campanha, em que protocolaram vários pedidos de investigação das denúncias de tráfico de influência na Casa Civil contra Erenice Guerra, veiculadas pela imprensa.

Ainda ontem, a oposição fez nova investida ao Ministério Público: decidiu pedir a investigação das recentes denúncias que têm como alvo Valter Luiz Cardeal, presidente do Conselho de Administração da Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE), ligado politicamente a Dilma.

Reportagem da revista Época afirma que uma empresa subordinada à Eletrobras teria sido usada para concessão de garantias de empréstimo externo para empresa privada de forma fraudulenta.

Andrea Jubé Vianna/Agência Estado

Eleições 2010. Serra: imprecisão, omissão, presunção. Dilma: incoerente, inconseqüente, imprudente.

Dentro de 13 dias, duas facções (criminosas?) tentarão aprisionar 195 milhões de brasileiros, e uma das maiores riquezas do mundo.
Hélio Fernandes/Tribuna da Imprensa

Que campanha, posso dizer, repetindo a decepção que manifesto sempre, com o que República. (Muita gente me escreve, me pergunta por que não coloco exclamação no final da frase. Não uso sinais inúteis e redundantes, como exclamação, ponto e vírgula, reticência, nada que complique ou macule a palavra).

Serra e Dilma (Lula) perdem tempo, abusam e desperdiçam oportunidades. Serra sabe que não vai ganhar. Dilma tem medo de não ganhar.

Eleitoralmente andam de muletas, politicamente nem conseguem arranjar muletas, administrativamente, dois fracassos ambulantes e permanentes.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Gastam um preciso tempo (não para eles) que deveria ser usado para explicar e convencer o eleitorado. E olhem que apesar da abstenção de 27 milhões de eleitores, ainda sobram 108 milhões. (Nos EUA, em 1960, o auge do comparecimento, escolha Kennedy-Nixon, votaram 60 milhões. Nada a ver com o voto obrigatório).

Serra e Dilma deveriam estar usando o espaço da televisão e dos jornalões amigos, para conversar sóbria e dedicadamente com os cidadãos-contribuintes-eleitores, mostrar suas convicções, recolher, nos debates, contribuições para seus próprios projetos e programas de governo.

Não, em vez disso, se trancafiam, se enclausuram em assuntos que nada têm a ver com as tarefas, os Poderes e as obrigações do Presidente, chefe do Poder Executivo.

Me refiro naturalmente às questões do ABORTO e do CASAMENTO GAY. A campanha está dominada, nos dois lados, por esses assuntos, que são puramente pessoais. Sendo que usar o ABORTO, constrangedor, (e que me recuso a comentar atingindo um candidato ou o outro) fragiliza os dois lados, não deveria ter sido trazido para uma campanha que não tem nada a ver com o voto.

Dilma e Serra esgotam o inútil, não reservam o mínimo de tempo que seja para as grandes questões nacionais. É que Serra e Dilma estão igualmente “ilhados” no comprometimento, qualquer que seja a exigência do comprometimento nacional.

1 – Não podem tratar de DÍVIDA INTERNA e EXTERNA, tanto o governo FHC quanto o de Lula M-E-N-T-I-R-A-M d-e-s-b-r-a-g-a-d-a-m-e-n-t-e, que palavra, sobre o assunto.

2 – Juros altíssimos comprometem FHC (Serra) e Lula (Dilma). FHC entregou esses juros a Lula em 25 por cento, depois de estar em 44 por cento. Lula manteve em quase 12%, um absurdo.

3 – Nenhuma linha sobre a Amazônia, no primeiro e no segundo turno.

4 – Embora considerem que o MEIO AMBIENTE seja assunto predominante, não se interessaram. Quer dizer: no primeiro turno, achavam que a questão era de Dona Marina. No segundo, sabem que Dona Marina perdeu a importância, não querem se comprometer, consideram que o assunto será resolvido nos bastidores, na troca de cargos.

***

PS – Portanto, tudo que está no título em relação a Dilma e Serra, rigorosamente verdadeiro. Nunca vi campanha eleitoral tão sórdida, corrupta e vergonhosa. Como aliás acontecerá com a vitória de qualquer um deles.

PS2 – Serra não será presidente. Seus “adeptos” estão alarmados, já “discutem” entre eles, se Serra deve ser novamente prefeito de São Paulo, enfrentando Dona Marta.

PS3 – A quase certeza da derrota levaria à quase certeza da vitória de Dilma. Isso poderia ser considerado compensação? A não ser que fosse COMPENSAÇÃO CONTRA.

PS4 – Também “esqueceram” ou “não se lembraram” de falar na IMPORTANTÍSSIMA REFORMA PARTIDÁRIA. Por que exigiriam partidos fortes, convenções, participação direta do povo. Se tudo isso existisse, não seriam candidatos.

PS5 – Tenho que pedir desculpas pelas seis (6) palavras que usei no título, 3 para Serra, 3 para Dilma. Por favor, juntem as 6 e rotulem os dois candidatos com elas.

PS6 –Na verdade, Dilma e Serra MERECEM um dicionário de restrições, de A a Z.

PS7 – Como fiz com o ministro do STJ que QUERIA IR para o Supremo, Asfor Rocha. Um dicionário inteiro para Serra e Dilma, pura redundância. Todas as palavras NEGATIVAS, valem para os dois. As POSITIVAS, difíceis de encontrar.

Eleições 2010: Vox Populi diz que Dilma tem 54,5% dos votos válidos

Pesquisa Vox Populi divulgada hoje aponta a candidata Dilma Rousseff (PT) com 54,5% dos votos válidos, contra 45,4% de José Serra (PSDB), no segundo turno das eleições presidenciais.

Os votos válidos, desconsideram brancos, nulos e indecisos.

A margem de erro é de 1,8 ponto percentual.

A pesquisa foi realizada nos dias 10 e 11 com 3.000 eleitores.

Na eleição de primeiro turno, em 3 de outubro, Dilma teve 46,91% dos votos e Serra ficou com 32,61%.


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Eleições 2010: Campanha na Internet ganhará mais importância com o segundo turno

Nesta eleição, a internet enfim passou a ser usada como importante peça de campanha. Criou-se, para valer, o cabo eleitoral virtual.

Pela primeira na política brasileira, os partidos e candidatos usaram para valer a figura do cabo eleitoral virtual.

Mobilizados pelas cúpulas partidárias, um número imenso de militantes, principalmente petistas, tucanos e verdes, durante toda a campanha acompanharam atentamente os sites e blogs de política, como a Tribuna da Imprensa, inundando-os com comentários altamente facciosos.

Foi um verdadeiro festival. Qualquer reportagem ou análise, a favor ou contra algum candidato, era logo seguida de diversos comentários enviados pelos militantes virtuais. Até Joaquim Roriz passou a usar esse sistema.

Aqui no blog da Tribuna, tudo que sai contra Roriz recebe imediata resposta, quase sempre hilariante.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Alíás, desta vez fizeram tudo quanto é baixaria na internet, contra ou a favor deste ou daquele candidato. Os militantes virtuais foram pródigos e muito criativos, inclusive na bolação das mais estranhas teorias conspiratórias, principalmente envolvendo o governo Lula, que por si só já carregava tamanhas irregularidades que nem se precisava “criar” outras.

Em termos de baixarias, mesmo, nenhum candidato foi tão vilipendiado quanto Dilma Rousseff. Goste-se ou não dela, foi feio ver distribuída na internet, com foto e tudo, a matéria sobre sua suposta amante gaúcha, que estaria entrando na Justiça para exigir os direitos de companheira estável por 15 anos. Mas era fácil ver que se tratava de uma farsa. O “advogado” citado na “matéria”, Celso Langoni Filho, não existe na listagem da OAB nacional.

E não ficaram só por aí na internet. Alardearam também que Lula e Dilma teriam um caso e que esse seria o motivo do afastamento de D. Marisa Letícia, que não participou dessa campanha – “ela, que sempre foi vista ao lado de Lula, em todos os palanques das candidaturas dele”, diziam as fofocas distribuídas por e-mails.

Aqui no blog da Tribuna, os ataques de ambos os lados foram brutais. Basta conferir os comentários às matérias que abordavam a polêmica sobre a necessidade de haver controle sobre a imprensa, tese defendida pelo próprio presidente Lula. Os comentários têm sido marcados por um impressionante radicalismo, totalmente dispensável quando se vive em democracia plena.

E daqui para frente, no segundo turno, a tendência é de haver cada vez um maior fortalecimento da campanha política pela internet, o que seria até altamente democrático, mas desde que se criem mecanismos de proteção nos blogs e sites, para que os internautas só possam fazer comentários se estiverem usando seu próprio nome e endereço de e-mail, ao invés de se permitir acesso indiscriminadamente, sob qualquer pseudônimo, como acontece hoje.

E isso não seria censura, pelo contrário. Apenas acabaria com a covardia de quem se esconde atrás de pseudônimo e e-mail falso, para denegrir os outros. Liberdade de imprensa é isso aí, requer também responsabilidade. Caso contrário, paga-se caro na Justiça.

Carlos Newton/Tribuna da Imprensa