Artes Plásticas – 20/07/2021 – Henry Lerolle,Franz von Stuck,Andrew Wyeth,Gerardo R Caro,Giuseppe Castiglione,Andre Kohn,Pablo Picasso,Raphael Delorme,Iosif Krachkovsky,Vincent Van Gogh,Joseph Wright,Josef Loukota,Paul Peel,Matsuura Shiori,Georges Seurat,Suzanne Daynes-Grassot,Auguste Frederic Dufaux,Renato Guttuso,Henri Lebasque,Charles Cottet,Robert Knoebel,Sandro Botticelli,Takashi Nahara,Itzchak Tarcay,Ivan Shishkin,Auguste Renoir,Josef Loukota,Charles Isaac Ginner,Nicaise De Keyser

Nicaise De Keyser
The Orient and the Occident,1854


Josef Loukota,Czech,(18791967)
Ballet Dancer,1938


Andre Kohn – st sd


Gerardo R Caro – st sd


Charles Isaac Ginner.
Evening, Dieppe, 1911


Pablo Picasso
Night Fishing at Antibes,1939


Raphael Delorme,Les mouettes sd


Auguste Renoir,The Bathers, 1887


Henri Matisse (1869-1954),Nu nacré


Ivan Shishkin
Study for the painting,
Chopping wood,1867


Itzchak Tarcay – Grace, sd


Henry Lerolle (1848 – 1929)
A Lady At Her Toilette,1877


Franz von Stuck – Dancers,1896


Andrew Wyeth,The Stone Fence sd


Iosif Krachkovsky,Spring in Crimea,1900


Vincent Van Gogh st sd


Joseph Wright,Italian Landscape sd


Josef Loukota,Czech,(18791967)
Ballet Dancer,1938


Nail Box – Escultura


Paul Peel st sd


Giuseppe Castiglione

Un pecher en fleurs et deux hirondelles, sd

Empereur Qianlong et son epouse,1736

Ayusi brandissant sa lance
aneantit les rebelles,1755


Matsuura Shiori st sd


Georges Seurat,Le Chahut (1889-1890)


Escultura de Takashi Nahara.
Positive & Negative – Altura:1,75m – Granito


“Renato Guttuso,La strada sd


Henri Lebasque (French painter)
Jeune femme lisant dans un jardin,1900


Sandro Botticelli


Robert Knoebel
Träumende Frau im Boot,1900


Auguste Frederic Dufaux st sd
Swiss painter (July 12, 1852- July 2, 1943)


Charles Cottet
Jeune fille de l’île de Sein,1909


Suzanne Daynes-Grassot (1884-1976)
Reclining Nude sd

Artes Plásticas – XLII

Escultura de Benoist Van Borren


Sandro Botticelli
Retrato de Simonetta Vespucci,1490
057 x 042cm


Sebastiano Ricci,1659 – 1734
Hercules and Omphale


Instalação de Ai Weiwei,installed,886
Bienal de Veneza,2013


André Deymonaz ( França 1946)
Somewhere in Provence


Andre Derain
Charing Cross Bridge, London,1906


Serafima Blonska
Pussy Willow Sunday,1900


Ton Dubbeldam
Home in the Heart of the Country – s/d


Os incríveis desenhos hiper-realistas feitos a lápis de Kohei Ohmori


Ex-Libris


René Magritte,The blank signature,1965


Allan Friedlander,Pleasant Heart s/d


Craig UnderhillArtes Plásticas,Cerâmicas,Blog do Mesquita,Craig Underhill


Alexandre Osmyorkin (1892 – 1953)
View from the window on city street ,1930


Escultura de Chris Kircher


Escultura de Joe Brubaker


Andreassen Baade,Norwegian, 1808-1879,
A Norwegian Fjord by Moonlight, 1855


Ivan Shishkin,Grass, 1892


Robert Kirkland Jamieson (1881 – 1950)
s/t s/d

Approach to a Cotswold Village s/d

The Valley of the Clyde s/d

A Sluice on the Windrush s/d

A Cotswold Farm s/d

A Road in Suffolk s/d


Lisa Adams,Revelation, 2015

Comportamento,Blog do Mesquita,Censura,Queima de Livros

Savanarola; o arauto das trevas e a fogueira das vaidades

Objetos associados à tentação e ao pecado são queimados na Fogueira das Vaidades

A queima foi vista como um ato religioso, com o objetivo de limpar a alma e rejeitar prazeres mundanos. A fogueira foi acesa no dia das festividades da Terça-Feira Gorda – celebração carnavalesca que ocorre no dia anterior à Quarta-feira de Cinzas.

Muitos tesouros culturais importantes foram incinerados naquele dia, incluindo cópias de livros considerados imorais, como obras de Boccaccio e manuscritos de canções seculares. Esculturas e pinturas antigas também foram queimadas: peças de artistas de renome como Fra Bartolomeo e Lorenzo di Credi acabaram virando cinzas. Acredita-se até que várias obras-primas de Sandro Botticelli – mais famoso por pintar o Nascimento de Vênus – foram queimadas pelo próprio artista, que era seguidor de Savonarola.

O pôlemico sacerdote era conhecido por seus sermões apocalípticos. Depois que a dinastia dos Médicis foi derrubada em 1494, ele se tornou um líder político e espiritual da cidade de Florença. A fogueira foi o ponto alto de sua carreira. No entanto, sua popularidade declinou em pouco tempo. No ano seguinte à queima ele foi excomungado e executado.

A Capela Sistina como só Michelangelo havia visto, num livro de 115.000 reais

Seus criadores passaram cinco anos fazendo mais de 270.000 fotos digitais, em alta resolução, para oferecer todos os afrescos da sala do Vaticano em escala real e com um nível inédito de detalhes.

Nas palavras do próprio Michelangelo Buonarroti: “Minha alma não encontra escada para o céu, a menos que seja pela beleza da Terra.” Ele se referia ao seu trabalho na abóbada da Capela Sistina, que ocupou quase cinco anos de sua vida (1508 a 1512). “Após quatro anos de torturas e mais de 400 figuras de tamanho real, me senti tão velho e exausto quanto Jeremias. Tinha 37 anos e nem sequer meus amigos já reconheciam o ancião no qual eu havia me transformado”, disse o artista depois de concluir o trabalho.

Num espaço de mais de 1.000 metros quadrados e a 20 metros de altura, Michelangelo criou uma série de afrescos de arquitetura simulada onde incluiu o desenvolvimento das histórias do Gênesis com aquelas mais de 400 figuras em tamanho natural. Uma criação monumental, encomendada pelo papa Júlio II, que extrapolou as características próprias da arte renascentista, mas que ninguém pôde observar com o nível de detalhes criado pelo pintor, a não ser subindo com sua própria escada até o céu.

A editora Callaway Arts and Entertainment, em colaboração com os Museus Vaticanos e a editora italiana Scripta Maneant, subiu por essa escada num projeto fotográfico que exigiu mais tempo de trabalho que a própria obra de Michelangelo, cinco anos, e que oferece um olhar inédito da Capela Sistina em sua plenitude. Após vender todos os exemplares em italiano, a editora lança agora a versão em inglês.

Graças às mais novas tecnologias da fotografia digital, The Sistine Chapel apresenta em três volumes as imagens com alta resolução, tamanho natural e uma precisão de cor de 99,4% da abóbada de Michelangelo e dos afrescos pintados ao lado do altar por Sandro Botticelli, Perugino e Ghirlandaio, entre outros artistas do Renascimento, por ordem do papa Sisto IV. É uma das peças mais extravagantes do universo editorial, que custa 22.000 dólares (cerca de 115.000 reais), incluindo envio e manuseio.

Mais de 270.000 fotos digitais em alta resolução permitem reconstruir os afrescos em escala real e com uma precisão de cor de 99,4%, revelando detalhes que até hoje só Michelangelo pôde ver. CALLAWAY / EL PAÍS

“Acreditamos que se trate de uma compra por impulso, possivelmente a mais cara do mundo editorial”, reconheceu em nota o fundador da Callaway, Nicholas Callaway. Mas justificou: “Podemos dizer, sem exagerar, que este é o livro definitivo sobre a Capela Sistina.” A publicação pode ser reservada no site da Callaway, e parte dos lucros serão destinados aos Museus Vaticanos.

Com design tipográfico de Jerry Kelly, os textos são assinados por Antonio Paolucci, ex-diretor dos Museus Vaticanos e ex-diretor geral de Patrimônio Cultural de Toscana, que relata a história por trás das cenas de A Criação do Mundo, A Criação de Adão e Eva, O Pecado Original, O Sacrifício de Noé e O Dilúvio. Na opinião de seus criadores, no entanto, o que confere a The Sistine Chapel um valor de conservação são as mais de 270.000 imagens feitas para poder reproduzir as obras.

“A captura digital dos afrescos sobreviverá aos próprios livros”, afirma Callaway no comunicado. Em seu formato impresso, “trata-se de uma obra voltada aos historiadores da arte, estudantes, colecionadores e curadores, que poderão estudar as obras apresentadas com um detalhe sem precedentes.”

Eles poderão examinar, por exemplo, o profundo conhecimento da anatomia humana demonstrado pelas figuras de Michelangelo: arquitetônicas, gigantescas, robustas, enérgicas e muito elegantes, que evidenciavam ao mesmo tempo o momento histórico vivido pela Itália na época. “Os leitores”, acrescenta a diretora editorial da Callaway, Manuela Roosevelt, “poderão ver os afrescos como ninguém pôde fazer desde que foram pintados, já que os visitantes da Capela observam as obras a uma distância de mais de 20 metros, e em paredes nas quais quase não se podem apreciar os detalhes.”


Assim, a escala real permite apreciar do jogo de luzes no rosto da Sibila Délfica até o uso do pontilhismo no nariz da Virgem, representada na cena do Juízo Final, passando por cerca de 220 detalhes dos afrescos de Michelangelo e dos mestres italianos do século XV.

“Consideramos que os livros podem ser e são objetos de arte em si mesmos”, diz Callaway. E justamente desse modo é tratada esta edição de três volumes de 60 x 17,78 centímetros, somando 822 páginas encadernadas em capas de seda com impressões em lâminas de prata, ouro e platina. Os Museus Vaticanos restringiram a tiragem a 1.999 cópias (1.000 em italiano, 600 em inglês e as demais em russo e polonês). “Se você a inserir no âmbito das coisas únicas, ou se a colocar no contexto do mercado de arte, 20.000 euros não é uma obra de arte cara”, afirma Callaway.

Detalhes das imagens que podem ser vistas no livro ‘The Sistine Chapel’.

Simonetta Vespúcio, a Vênus de Botticelli

O seu rosto é um dos mais conhecidos do mundo, imortalizado nos quadros de Sandro Botticelli. No entanto, poucas pessoas conhecem a história ou mesmo o nome dela que, por sua beleza, era considerada pelos contemporâneos a deusa Vênus renascida.

O nascimento de Venus – Detalhe – Sandro Botticceli

Simonetta Vespucci em retrato feito por Sandro Botticelli, hoje em Berlim (Gemäldegalerie). Imagem: Wikipedia (domínio público).

Simonetta Cattaneo nasce em Gênova no ano de 1453. A família de banqueiros, embora de origem nobre, encontrava-se então em dificuldade econômica após a queda de Constantinopla (1453), cidade onde possuía importantes filiais. Por essa razão, quando Marco Vespucci (primo distante do explorador Américo Vespucci, que deu o nome de América ao nosso continente), membro de uma importante família de banqueiros de Florença, apaixonou-se perdidamente pela jovem e bela Simonetta, seu pai não hesitou em dá-la como esposa ao rico rapaz. Simonetta Vespucci tinha então 16 anos.

Estátua de Américo Vespucci – obra de Verocchio – navegador que deu o nome ao continente americano, na fachada da Galleria degli Uffizi. Foto: Goran Bogicevic / 123RF.

O jovem casal, recém-casado, muda-se para Florença, cidade natal da família Vespucci. Florença naqueles anos, sob o governo do também banqueiro Lourenço de Médici, vivia seu período de máximo esplendor cultural, atraindo artistas e estudiosos de toda a Itália, patrocinados pela munificência do próprio Lourenço.

Lourenço de Médici, senhor de Florença e importante mecenas do Renascimento. Retrato de Agnolo Bronzino, Galleria degli Uffizi. Imagem: Wikipedia (domínio público).

Sendo ambas ricas famílias de banqueiros de Florença, a relação entre os Médici e os Vespucci era de grande familiaridade, e Simonetta pôde assim passar a frequentar, junto ao seu marido, a refinada e luxuosa corte de Lourenço de Médici, dito o Magnífico.

Piazza dela Signoria, sede do governo de Lourenço o Magnífico. Foto: Jakobradlgruber / 123RF.

E foi daqui, a partir do rico ambiente da corte de Lourenço, que a fama de inigualável beleza de Simonetta tomou toda a cidade florentina. Muitos eram os poetas que a cantavam em seus versos, muitos eram os admiradores que competiam para ver, mesmo que por um só instante, a graça daquela que passou a ser chamada “Vênus de Florença”.

Dentre seus tantos admiradores havia também o jovem Giuliano de Médici, irmão mais novo de Lourenço o Magnífico e, portanto, segundo em importância na cidade. O rapaz era famoso entre os demais jovens da sua idade por sua coragem e valentia. Giuliano se apaixonou perdidamente por Simonetta, mas teve que viver seu sentimento apenas como um “amor cortês”, visto que a jovem era já casada e, para mais, com um membro da família Vespucci, aliada importante dos Médici.

Busto de Giuliano de Médici, irmão de Lourenço, com a armadura que usara no famoso torneio. Estátua de Andrea del Verrocchio, hoje nos Estados Unidos (National Gallery of Art). Imagem: Wikipedia (domínio público).

A paixão, porém, era tanta que em 1475, aos vinte e um anos, Giuliano resolve participar de um torneio a cavalo com os jovens mais corajosos da cidade na bela piazza Santa Croce, em pleno centro de Florença. O prêmio? Um emblema da deusa Atenas, cujo semblante era, na verdade, o da encantadora Simonetta Vespucci. O valente Giuliano sai vencedor do torneio e leva assim consigo, como prêmio, a imagem do belo rosto da amada.

Piazza Santa Croce em Florença, onde Giuliano venceu o famoso torneio. Foto: Uhland38 / 123RF.

Essa história de amor irrealizável não teve, todavia, um final feliz. Apenas um ano após o alvissareiro torneio no dia 26 de abril de 1476 Simonetta vinha a falecer, privando inesperadamente Florença da graça e do esplendor da sua jovem mais bela. Exatamente dois anos depois, igualmente no dia 26 de abril, morria também o jovem Giuliano, brutalmente assassinado durante uma missa na Igreja Santa Maria del Fiore em uma conspiração política que visava tirar os Médici do poder. De um só golpe Florença havia perdido seus dois jovens mais amados.

Igreja Santa Maria del Fiore, onde Giuliano de Médici foi brutalmente assassinado em uma conspiração. Foto: Brian Kinney / 123RF.

Mas Simonetta Vespucci possuía um outro célebre admirador, o qual garantiria que sua graça e encanto pudessem chegar até os dias de hoje: Sandro Botticelli, um dos maiores pintores da história de Florença e do mundo. A lembrança da beleza única de Simonetta e do sincero amor de Giuliano eram tão vivos em Botticelli que o pintor continuou a evocá-los em seus quadros mesmo anos após a morte dos jovens.

Vênus e Marte de Sandro Botticelli (National Gallery, Reino Unido). As feições dos deuses são as de Simonetta Vespucci e Giuliano de Médici. O quadro foi pintado em 1482, quatro anos após a morte de Giuliano e seis após a morte de Simonetta. Imagem: Wikipedia (domínio público).

No entanto, o quadro mais célebre de Botticelli, a sua obra-prima que tornou famosa em todo o mundo a beleza eterna de Simonetta Vespucci é O nascimento de Vênus, que está abrigado na Galleria degli Uffizi em Florença, cidade onde aquele fugaz amor ocorreu. Nele assistimos ao nascimento da deusa do amor e da beleza, Vênus, a qual surge das águas do mar por sobre uma concha, carregada pelo sopro dos ventos de primavera, fazendo renascer as flores e trazendo assim de volta a vida para a terra após o inverno:

O nascimento de Vênus de Sandro Botticelli, hoje na Galleria degli Uffizi. A deusa apresenta as feições de Simonetta, mesmo sendo o quadro pintado 9 anos após a sua morte. Imagem: Wikipedia (domínio público).

Não é difícil reconhecer nas feições da deusa da graça e do amor o semblante sem igual de Simonetta Vespucci. Uma beleza pura, singela, eterna, destinada a encantar para sempre o olhar de quem quer que a observe. Não deixe de contemplá-la, ainda que por alguns segundos, na sua passagem por Florença.

Por Yuri Borges Loyola

Pinturas Clássicas de Grandes Mestres

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