Chrome supera o Internet Explorer como o navegador mais usado no Brasil

Navegador do Google teve quase 40% de participação em novembro e destronou o Internet Explorer, segundo a StatCounter. 

O browser do Google, o Chrome, se tornou o programa mais usado para navegar na internet no Brasil, desbancando o longo reinado do Internet Explorer da Microsoft, de acordo com os dados da empresa de análise de dados StatCounter.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]A empresa divulgou nesta quinta-feira, 1º, que mundialmente o Chrome se tornou o segundo browser mais usado e ultrapassou o Firefox pela primeira vez.

Em novembro, o Chrome foi usado em 39,81% dos acessos registrados pela empresa no Brasil, enquanto o IE foi usado em 34,43% deles, somando todas as suas versões.

O Firefox, da fundação Mozilla, teve uma pequena recuperação na queda de uso que vem sofrendo no Brasil desde fevereiro de 2010 quando atingia 34,7% do mercado.

Em novembro ele foi usado em 23,83% dos acessos, um aumento de quase 1% em relação a outubro.

Comparando com os dados novembro de 2010, o IE teve uma queda de 23,3%, enquanto o Chrome teve um aumento de 48,7%. O Firefox, até então o maior concorrente do Chrome, teve uma queda menor, porém contínua, embora mostre uma leve recuperação no último mês.

O Safari, da Apple, teve participação de 1,9% em novembro e o Opera 0,5%.

A chegada do Chrome à primeira posição no Brasil coincide com uma recente campanha de televisão que o Google fez para promover o seu navegador, veiculada na TV aberta desde setembro. Nesse período o Chrome ganhou quase 10 pontos porcentuais de participação no País.

Não é a primeira vez que o Chrome se torna o navegador mais popular de um país.

Além do Brasil, ele é o mais usado em outros 28 países entre os 228 analisados pelo StatCounter, incluindo os vizinhos Argentina, Paraguai, Uruguai, Colômbia e Venezuela, além do Chile.

O Chrome também é o mais popular na Índia e no Paquistão. O primeiro país em que ele conquistou a primeira posição foi a Albânia, em setembro de 2010.

Entre as regiões analisadas pelo StatCounter (África, América do Norte, América do Sul, Antártica, Ásia, Europa, Oceania), a América do Sul é a única em que o Chrome é o navegador mais usado.

Mundialmente, o Chrome é o segundo navegador mais popular, atrás do IE e pouco acima do Firefox.

O navegador da Microsoft segue líder com seus 40,6% (ante 48,1% de um ano atrás). O Chrome tem 25,7% (ante 13,3%); o Firefox tem 25,2% (ante 31,1%); enquanto Safari fica 5,9% e o Opera com 1,8%.

Desde que foi lançado em setembro de 2008, o Chrome teve um rápido crescimento no Brasil.

No mesmo período, o uso do Internet Explorer caiu de 71,28% (em outubro de 2008) para os atuais 34,43%.

Filipe Serrano/O Estado de S.Paulo

Opera – Pioneiro dos navegadores faz 15 anos

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Um dos primeiros navegadores da internet nasceu há exatos 15 anos, comemorados nesta quarta-feira (29). Em abril de 1994, os cientistas noruegueses Jon von Tetzchner e Geir Ivarsoy escreveram as primeiras linhas do código que viria a ser o navegador Opera.

E, para comemorar o aniversário, a empresa lançou um quadrinho que narra a história de criação do browser, cujo número estimado de usuários –entre sistemas operacionais Windows, Macintosh e Linux— é de 40 milhões. Na página, também é possível baixar o navegador e conferir sua história completa.

Originalmente concebido para o sistema operacional Sun OS, atualmente o Opera está disponível para quase todas as plataformas –e isso inclui a maioria dos computadores, dispositivos móveis e até mesmo nos videogames Nintendo Wii.

Segundo um texto reproduzido pelo site da revista Wired, o navegador Opera detém o crédito de precursor por ter originado muito do que se utiliza atualmente na navegação, incluindo características como novas guias (ou tabulações de página), movimentos do mouse, o uso de gráficos vetoriais escaláveis (SVG, na sigla em inglês) e elementos que foram base fundamental para os mais recentes padrões da web. O Opera também popularizou a ideia de mostrar favoritos na página, em miniatura, quando se abre uma nova janela, copiados pelo Safari e pelo Firefox.

A participação do Opera no mercado de browsers não é grande –entre 2% e 4%, praticamente o mesmo número cravado pelo jovem Google Chrome.

O site da revista aponta ainda que se deve considerar o quanto o Opera contribuiu para a internet nos últimos 15 anos –e o que pode fazer na próxima década e meia.

O Opera continua oferecendo itens únicos para navegação: atualmente, traz características não encontradas em outros browsers, como a capacidade para tomar notas em uma página da internet, sincronização dos favoritos de todas as plataformas e o Opera Turbo, que comprime páginas para aumentar a velocidade da banda larga, em vários tipos de conexão à internet.

da Folha

Internet Explorer perde terreno para a concorrência

Deitada por longo tempo no berço esplêndido da falta de concorrência, a Microsoft se vê agora às voltas com ameaças reais.

O antes onipresente Internet Explorer sofre o assédio de outros navegadores, junto aos usuários, que não estão mais dispostos a suportar a mesmice do navegador da empresa de Richemond.

Rivais crescem e ameaçam Internet Explorer

Nunca os adversários do Internet Explorer tiveram uma fatia tão grande do mercado de navegadores -um terço- desde que o software conseguiu a hegemonia, em 2002.

Hoje, o Explorer conta com 67,55% do mercado, de acordo com a Net Applications. É muito, mas a fatia da Microsoft só caiu desde janeiro do ano passado (75,74%), enquanto as dos maiores concorrentes praticamente só cresceram.

Navegador social baseado no Firefox está na versão 2.0; baixe no site www.flock.com
O Firefox, da Fundação Mozilla, tinha 16,98% há um ano. Hoje tem 21,53%. O Safari, da Apple, tinha 5,82%. Hoje tem 8,29%. E existe um concorrente que, apesar de ter apenas 1,12% do mercado, não pode ser ignorado: o Chrome, que não tem nem um ano e é patrocinado pelo Google.

Para deter os competidores, a Microsoft conta com o Internet Explorer 8, a ser lançado neste ano. “O IE vai voltar a crescer. Ele é o mais seguro e com melhor performance. Não falo de ser o mais rápido para ler uma página, mas para realizar toda uma tarefa, como chegar ao resultado de um jogo”, diz Osvaldo Barbosa de Oliveira, diretor-geral para mercado de consumo e on-line da Microsoft Brasil.

Barbosa também elogia a competição, “boa para o usuário, pois incentiva a inovação”.

Mark Surman, diretor-executivo da Fundação Mozilla, concorda: “Não há dúvidas de que a competição no campo dos browsers é boa.”

Surnam até elogia o Chrome, por ser de código aberto. “Quanto mais atores incentivando essa agenda, melhor para a web.”

Já o diretor de comunicação do Google Brasil, Felix Ximenes, diz que a competição não é importante à empresa, apesar de “ser lógico que exista”. “Tanto é que continuamos apoiando financeiramente a Fundação Mozilla”, diz. “Nós observamos que as pessoas usam mais de um navegador”, e foi nesse contexto que o Chrome foi desenvolvido. Segundo Ximenes, o software contempla recursos que faltavam em outros produtos. “Não é só um navegador. É uma plataforma para uma nova geração de aplicativos on-line.”

da Folha de S.Paulo – Gustavo Villas Boas

Comércio eletrônico invade o iPhone no Natal


Às vésperas da temporada de compras de final de ano, o comércio parece ter “descoberto” o iPhone como uma potencial arma para aumentar as vendas.

A Amazon.com anunciou nesta quinta-feira (04/12) uma versão do seu site de compras online para o telefone da Apple. Pelo aplicativo, é possível buscar produtos, consultar preços e finalizar a compra.

Mas a gigante do e-commerce não é a única que aproveitou a data “oportuna” para estrear no iPhone. Duas outras lojas conhecidas dos Estados Unidos – GAP e Target – lançaram recentemente aplicativos com temas natalinos para impulsionar suas vendas.

O aplicativo da GAP permite experimentar diferentes looks em modelos virtuais e “favoritar” as peças e acessórios escolhidos. Embora não seja possível finalizar a compra online, o aparelho indica a loja mais próxima do local em que a consulta foi feita.

O programa da Target dá um passo adiante na interação. Ele sugere presentes de Natal com base em critérios como idade e sexo do potencial presenteado. Se você se interessar por um das opções, basta clicar na foto e finalizar o pedido – neste caso, você é redirecionado para o navegador Safari.

Brasil é pioneiro

Mas não foram apenas as lojas norte-americanas que embarcaram no iPhone. No mês de novembro, o comparador de preços BuscaPé estreou sua versão para o portátil. Além de buscar produtos e comparar preços, é possível ligar diretamente para os fornecedores para tirar dúvidas, a partir de um botão disponível para algumas lojas.

Nesta semana, a Livraria Cultura também aderiu à moda e lançou seu aplicativo para o telefone da Apple. Como o software da Amazon, o aplicativo permite pesquisar produtos e finalizar a compra, em um ambiente protegido por criptografia.

Segundo Mauro Widman, desenvolvedor do aplicativo, optar pelo software em relação à simples adaptação do site ao aparelho – como muitos bancos e outras empresas fazem – traz vantagens como praticidade no uso e segurança.

“Toda a interatividade já está aparelho. Só é preciso baixar os dados específicos da pesquisa. Isso torna a navegação mais rápida, especialmente para quem não está conectado a uma rede Wi-Fi ou 3G”, explica o desenvolvedor.

Além disso, o aplicativo permite criptografar todos os dados na hora de fechar a transação, reforçando a segurança do processo. “A desvantagem é que cada mudança no software exige que o aplicativo seja baixado novamente”, reconhece Widman.

Segundo o desenvolvedor, os aplicativos de comércio eletrônico para o iPhone são ideais para as chamadas compras por impulso. “Se um amigo comenta sobre um livro durante um almoço no restaurante, você pode pesquisar o preço e fazer a compra na hora”, ele exemplifica.

Fica o recado para os peixes grandes do comércio eletrônico brasileiro, como Americanas.com, Submarino e Mercado Livre.

da Info