Romero Jucá e o feudo familiar em Roraima

Não o que reclamar de tão boa pessoa.

Assim como Sarney e outros ilustres parlamentares, sua (dele) ex-celência é um pródigo sustentáculo da família.

Eis um bom exemplo de pessoa dedicada à familia. Né não?

O Editor


Nomeado pelo então presidente da República, José Sarney, para governar o antigo território de Roraima no final dos anos 80, o pernambucano Romero Jucá estabeleceu-se na região e construiu um império inspirado em seu padrinho político.

Assim como a família Sarney controla o Maranhão há décadas, Roraima transformou-se num feudo da família Jucá.

O poder desmedido do hoje senador e líder do governo Lula permitiu nomear até a ex-sogra, de 78 anos, como “assessora”.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

A “Jucalândia” – como definem personagens dos meios político e jurídico de Roraima ao falar do poder do clã – inclui o controle, por meio de terceiros, de duas emissoras repetidoras de TV, Record e Bandeirantes, e a rádio Equatorial 93,3 FM.

A Band está em 8 dos 15 municípios.

No plano político, o alcance é mais amplo.

Num Estado onde vivem 400 mil pessoas e detém o voto mais caro do País, o líder do governo Lula assegurou mais oito anos no Senado, conseguiu eleger a ex-mulher e ex-prefeita de Boa Vista Teresa Jucá deputada federal, e o filho mais velho, Rodrigo Jucá (o “Juquinha”), deputado estadual – o segundo mais votado.

Levando-se em conta apenas o dinheiro contabilizado, Roraima exigiu um “investimento” de R$ 120 por voto.

Andrea Jubé Vianna/Agência Estado

Reserva Raposa Serra do Sol: Arrozeiro destrói tudo antes de sair

Conforme era esperado, a decisão do STF entregando o significativa área do território nacional para potências estrangeiras, quer dizer, tribos indígenas na Reserva Raposa Serra do Sol, provoca compreensível reação dos fazendeiros que ali produziam lavouras de arroz.

Mais uma vez, os brasileiros, assistimos à Marcha da Insensatez na versão Tupiniquin.

Maior produtor da região, Quartiero faz arrastão em suas fazendas

O fazendeiro Paulo César Quartiero, maior produtor rural instalado no interior da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, decidiu adotar a política da terra arrasada. Insatisfeito com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a sua saída daquela área até quinta-feira, ele está disposto a não deixar nada em pé.

Nenhuma casa, galpão, curral, rede de eletricidade, sistema de irrigação, nada que possa ser utilizado pelos índios, que, na sexta-feira, devem tomar posse das duas fazendas que ele possui naquela área – num total de quase 9 mil hectares. Até o piso das construções está sendo removido.

Ontem à tarde, na Fazenda Depósito, que fica a cerca de 170 quilômetros da capital, Boa Vista, a movimentação era intensa. De tempo em tempo, carretas enormes e fechadas, apropriadas para o transporte de gado, deixavam a fazenda, levantando nuvens de poeira.

Levavam aos poucos o rebanho da raça canchim que Quartiero possui, com quase cinco mil cabeças. Em outra parte, grupos de peões retiravam telhas, portas, esquadrias, estruturas metálicas, enfim, todo o material que pode ser aproveitado em outra obra. Logo atrás deles, vinha uma enorme retroescavadeira, derrubando paredes e revolvendo pisos.

Roldão Arruda – O Estado de São Paulo

A Crise, Roraima e reservas indígenas

Crise, que crise?

Gen Bda Eliéser Girão Monteiro Filho
ex comandante da 1ª Brigada de Infantaria de Selva (Boa Vista – Roraima)
futuro secretário de Segurança de Roraima

Em tempos de crise, diz o ditado popular, é que conhecemos melhor as pessoas.

Pois é: temos ou não uma crise?

No mundo inteiro é quase certo que esta situação é mais do que uma realidade, aliás, triste realidade.

Quais são os fatos?

São perdas de milhares de empregos, falta de produtos manufaturados, falta de alimentos, mau uso do dinheiro público, trazendo reflexos negativos para problemas sociais, políticos, econômicos, militares, enfim em todas as áreas.

Até nas maiores democracias do mundo, exemplos de aproveitamento da situação caótica que o mundo está passando nos mostram que: falar é fácil, fazer é que são elas.

O pagamento de bônus pela e para membros da alta administração de uma empresa de seguros nos Estados Unidos, trouxe revolta aos cidadãos americanos, em função de que esses pagamentos estavam sendo feitos a profissionais que foram responsáveis por prejuízos. E então, como pagar prêmios a quem trabalhou sem competência?

E o pior, em relação à proteção do dinheiro do cidadão, este está entregue à própria sorte. Quem escondeu no colchão não perdeu quase nada. Entretanto, aqueles que confiaram no sistema financeiro internacional e nas autoridades, perderam toda uma vida de economias e sonhos.

É a globalização negativa, mostrando ao mundo que a proteção de seus bens é um fenômeno muitas vezes virtual, muito mais frágil do que em qualquer época do passado.

A confiança do cidadão eleitor, entretanto, está depositada nas autoridades por ele escolhidas, que devem ou deveriam proteger os interesses dos que os escolheram. Pelo menos, assim estão organizadas a quase totalidade das sociedades do mundo.

Aqui no Brasil, quando dos primeiros sintomas da crise, há uns oito meses atrás, autoridades foram à mídia dizer que não haveria tal situação em nosso país; outras que seria apenas uma marolinha. Fica difícil culpar erros de avaliação, mas, também não podemos demonstrar que somos ingênuos. A estrutura de um país é complexa e as informações disponíveis aos dirigentes precisam ser completas e confiáveis.

E aí, como ficamos? Aqueles que ouviram os apelos para que fossem às compras, estão agora correndo riscos de não terem como pagar seus compromissos, simplesmente por terem perdido seus empregos, pela insegurança do mercado e a alta de suas despesas pessoais.

Enfim, estão instaladas a dúvida e o medo. É o ponto de partida para o aparecimento de fatos espetaculares, provocados pelos mesmos dirigentes, na busca do esquecimento dos problemas maiores do país.

Assim, temos observado o acirramento do nacionalismo em países vizinhos, como pretexto para solução da tal crise, mas na verdade para calar as vozes da oposição.

No Brasil são decisões que invertem o sentido dos direitos coletivos e individuais que produzem movimentos com finalidades amnésicas, como por exemplo, a concessão de grandes extensões de terras para pequena representatividade nacional. É a volta dos grandes latifundiários.

E tudo sem a consulta ao membro da Federação brasileira, diretamente envolvido, para saber como poderia ou poderá solucionar os problemas decorrentes da decisão do poder central.

Aliás, decisão foi o que faltou desde o início dos problemas naquela região, nos idos dos anos 90, apesar de várias orientações terem sido prestadas aos dirigentes de então, principalmente pelas áreas militar e de inteligência. Infelizmente, a solução veio em dois capítulos, um em 2005 e outro em 2009, com o prenúncio infeliz que dias melhores não virão.

Não nos cabe aqui apresentar mais detalhes sobre como a situação chegou a esse ponto, apenas levantar o interesse para a reflexão. Mesmo considerando que houve uma decisão judicial e que a mesma terá que ser cumprida.

Ou melhor, o assunto é tão complexo que deveríamos admitir nossa incompetência em estudá-lo. Não foi somente uma decisão, foram duas: a primeira do Poder Executivo e a segunda do Supremo Tribunal Federal.

Perguntas simples deveriam ter sido respondidas antes das decisões:

– na ação de retirada dos ditos invasores poderá haver quebra da segurança pública nas cidades?

– haverá reação? Há risco de mortes dentre os que se sentirem prejudicados, exatamente como o ocorrido em Eldorado dos Carajás, no Sul do Estado do Pará?

– como fica a redução na arrecadação dos impostos decorrentes da atividade produtiva de arroz que foi mandada ser destruída?

– como será equacionada a convivência entre índios de mesma etnia que têm pensamentos diferentes em relação à integração com os não índios?

– quem efetivamente irá prover o dia a dia da segurança pública dentro dessa enorme área demarcada? Merece citar que na caso da Raposa Serra do Sol, o Ministério Público Federal de Roraima, enviou recomendação ao governador daquele estado, para que retirasse todos os elementos de policiamento de dentro da terra indígena. Quem fará o cumprimento da manutenção da ordem do STF?

– quem irá garantir que após a ação de retirada, os direitos dos índios serão garantidos, principalmente considerando-se essa diferença de pensamento?

como fica a situação daqueles miscigenados, isto é, daquelas famílias compostas por índios e não índios? Terão que pagar pela ousadia de repetirem os mesmos passos de seus antepassados?

– apesar de ter sido reescrito pelo Supremo Tribunal Federal, que não pode haver impedimento da circulação da Polícia Federal na terra indígena, quem vai garantir que a presença dessas tropas realmente vai passar a ocorrer? Temos que considerar que hoje não há efetivo disponível para cumprir tal decisão e que, em função da negada crise, as contratações de mais pessoal pelo Governo Federal já estão ameaçadas de serem adiadas.

– como proceder para manter a capacidade de produção de arroz do Estado de Roraima, já que os maiores produtores estarão sendo expulsos de suas terras?

Não teria sido melhor prever um prazo para que outras áreas pudessem vir a serem disponibilizadas, evitando-se desemprego ou desabastecimento?

– e em relação aos indígenas proprietários do latifúndio, serão eles orientados a continuar a produção, ou terão a opção simples de abandonar a terra tornada produtiva?

– Finalizando, dizemos que decisão do Supremo tem que ser cumprida, mas que muitas dúvidas ainda pairam, cabendo à Corte Maior do nosso país arcar com a responsabilidade sobre tal ato.

– Cabe-nos ainda uma esperança de que o outro Poder excluído do problema, o Legislativo, decida estudar o ato de garantir os direitos dos representados, e reavaliar a competência sobre os estudos que conduzam à definição sobre as demarcações. E ainda, que o Executivo possa finalmente apresentar uma verdadeira política indígena, integradora e mantenedora das culturas e civilizações que temos em nosso país.

Por amor ao Brasil e por amor a Roraima, peço a Deus que eu esteja errado.

Sting. O roqueiro eco chato e o arroz

Um abaixo assinado liderado pela Ong, mais uma a voejar na amazônia, cobra ação do governo Lula contra os arrozeiros, aos quais chama de “ilegais”, na Reserva Raposa Serra do Sol de Roraima.

O eco chato nem sabe, claroa que não quer saber, que os agricultores são donos das terras nas quais, à gerações, cultivam o arroz. Alguns desses agricultores foram assentados através de ações legais do Incra.

Brasil – Da série “Acorda Brasil” – Ongs e Roraima

As questões que envolvem a Amazônia brasileira, estão se acumulando. A presença cada vez mais intensa e agressiva de Ongs atuando na região, preocupa todos os que têm conhecimento do que vem acontecendo. Entre estes, destacam-se militares que têm extenso conhecimento dos problemas da região e da atuação dessas organizações contra os interesses brasileiros na área.

Caso você ache que tudo não passa de delírio de adeptos das teorias conspiratórias, abaixo correspondência trocada entre dois oficiais brasileiros.

Caro amigo e Irmão,
Fico feliz em ser citado por você, um amazônida. Independente de sermos amigos, foram palavras muito bondosas, para um cara que apenas cumpre com sua promessa de defender a pátria, com honra e orgulho daqueles que tem a sorte de comandar.
Sobre o fato, escreví uma nota de esclarecimento e enviei ao meu Cmt de Área, que a aprovou e autorizou publicar. Afinal de contas, o cara chamado Mangabeira fez uma trapalhada danada em RR, mesmo após as observações de quem é da área.
O Cmt do Ex já esteve com o tal Senhor e deu o caso por encerrado.
Acredito que suas linhas são muito oportunas de lhe deixo com a liberdade de fazer o que quiser com elas. Até porque, não podemos nos sujeitar a censura, principalmente num momento como este.
Caso venham realmente a entregar toda a terra indígena da Raposa-Serra do Sol ao grupo do CIR, e estes iniciarem bloqueios, iremos continuar cumprindo nossa missão.
Esta é uma determinação do CMA!
Então, que aqueles entreguistas saibam da nossa força e determinação.

General Eliéser Girão Monteiro Filho.

“O comandante da 1ª Brigada de Infantaria de Selva, parlamentares federais e estaduais foram proibidos de acompanhar o ministro Mangabeira Unger em sua visita à Assembléia dos Tuxauas, realizada no Surumu.
Cel. Hiran – CMA

Graças as trapalhadas do governo federal em Roraima, que prosseguem sem controle, mais de 40% do território do Estado de Roraima se encontra sob a jurisdição, de fato, não de direito, do Conselho Indigenista de Roraima (CIR); da Agência Católica para o Desenvolvimento (CAFOD) – Igreja Católica da Inglaterra e do País de Gales; da Coordenadoria Ecumênica de Serviços (CESE) – Conselho Mundial de Igrejas; do Conselho Indigenista Missionário (CIMI) – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB); da Comissão Pró-Yanomami (CCPY); da Agência Norueguesa de Cooperação para o Desenvolvimento (NORAD) – Ministério de Negócios Estrangeiros; do Greenpeace; do Instituto Sócio-ambiental (ISA); da Oxfam e a Survival International dentre outras.

A demarcação de Terras Indígenas localizadas em áreas de fronteira e, coincidentemente, sobre enormes jazidas minerais, trazem à tona novamente a questão da criação e o reconhecimento das ‘nações indígenas’, defendida por diversas organizações e países estrangeiros. Sem sombra de dúvidas, o nosso primeiro ‘Kosovo indígena’ iniciaria por Roraima e se estenderia pelo Amazonas, resultando da união da TI Raposa-Serra do Sol, da TI Ianomâmi e ‘Cabeça do Cachorro’. Seria o coroamento de todo este imbróglio de ações nefastas de ONGs, da adoção do ‘Estado plurinacional’, da ausência do estado nas terras indígenas, da total falta de ações coerentes por parte do governo ‘companheiro’ e de sua anuência à Convenção sobre os Direitos dos Povos Indígenas.

Dentro deste caos total, desta falta de princípios, caráter, dignidade e honra surge uma figura impressionante pela sua postura altiva, serene e patriótica que é o General Eliéser Girão Monteiro Filho – muito digno comandante da 1ª Brigada de Infantaria de Selva, sediada em Boa Vista – Roraima. Os regulamentos militares não me autorizam, como militar, criticar ou elogiar um superior hierárquico e por isso resolvo fazê-lo fora das lides castrenses como irmão maçom. Tive a honra e o privilégio de participar, com o General Monteiro, do Curso de Operações de Selva, em 1.999, no Centro de Instrução de Guerra na Selva, em Manaus, onde ele, merecidamente, se classificou em 1° lugar no Curso.

Raras vezes temos tido a oportunidade, nestes tempos em que a omissão é a regra, de ver alguém que reaja com autoridade, com dignidade, com responsabilidade, tomando atitudes coerentes com os princípios da ética, da honra e do patriotismo. É bom saber, meu caro Monteiro que jovens brasileiros tenham, hoje, a oportunidade de verificar que existem homens como tu nesse país para que não caiam no desalento da nossa águia de Haia que chegou a dizer, certa feita, que: ‘De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto’.”

Saiu na mídia – Tucano também é gente, gente!

Os puros de imaginação e os crédulos contumazes, acreditam piamente que somente a turma, assumidamente do “é dando que se recebe”, tem os ouvidos sensíveis aos apelos “patrióticos” do governo. Outras aves emplumadas, também, precisam do ninho orçamentário, mesmo que a coerência seja uma mercadoria negociável.

Da Folha de São Paulo
Silvio Navarro

CPMF 3- Lula libera verbas para bancadas tucana
Por Silvio Navarro, na Folha:

Num esforço para conseguir votos tucanos para aprovar a CPMF, o governo privilegiou bancadas de Estados chefiados pelo PSDB ao destinar verbas federais para emendas dos congressistas ao Orçamento.

Das dez bancadas que mais tiveram verbas federais empenhadas em novembro, cinco são de Estados do PSDB: Minas Gerais, Rio Grande do Sul, São Paulo, Roraima e Alagoas. Dessa lista, a bancada que mais recebeu recursos, disparado, foi a de Minas: R$ 86,4 milhões.
Foram liberados R$ 350 milhões no total para emendas de bancada até o dia 23 -praticamente o triplo do que foi liberado em outubro, R$ 118 milhões.

Essa modalidade de emenda é feita em conjunto por deputados e senadores do mesmo Estado para atender os pedidos do governador -em geral grandes obras. Segundo dados do Siafi recolhidos pela assessoria de Orçamento do DEM, a bancada gaúcha obteve R$ 15,3 milhões; a de São Paulo, R$ 10,5 milhões; e a de Roraima e a de Alagoas, R$ 10 milhões cada uma.

É na interferência dos governadores que o Planalto aposta para tentar virar alguns votos. O detalhamento das emendas individuais mostra que o governo escolheu a dedo os senadores beneficiados. Na ponta do ranking estão dois senadores que têm sido assediados para votar a favor da CPMF: o ex-presidente do PSDB Tasso Jereissati (CE), contemplado em R$ 2,1 milhões, e César Borges (PR-BA), com R$ 1,4 milhão.

Saiu na mídia – ONGS, mais uma delas…

Coluna Cláudio Humberto

Amazônia: ONGs espaçosas
O general Augusto Heleno, comandante da Amazônia, está entre os líderes militares que receberam e estão inquietos com uma denúncia que revela o crescente domínio de ONGs estrangeiras na região, a pretexto de “cuidar dos índios”. É o caso de uma certa Médecins du Mond, que mantinha hasteada a bandeira da União Européia para designar seu “território”, em área ianomâmi, no Estado de Roraima. Os militares estão indignados.