Resistir é preciso: Casal de idosos mostra casa cercada por rodovia na China

Um casal de idosos chineses foi surpreendido por uma pista construída em torno de sua casa, nos arredores da cidade de Wenling, na província de Zhejiang.

 
Zuo Baogen recusou a indenização oferecida pelo governo chinês

Zuo Baogen se recusou a vender o imóvel para a construção da rodovia que vai ligar a cidade a uma nova estação de trem.

O chinês de 67 anos diz que a casa vale R$ 190 mil, mas o governo queria pagar apenas R$ 82 mil.

A imagem da casa em meio a uma rodovia se transformou em um símbolo da resistência de moradores chineses removidos. Eles reclamam que a indenização recebida do governo é muito baixa.

A pista ainda não foi aberta para o t tráfego de automóveis.
BBC Brasil 


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PSDB ‘cumprimenta’ Dilma por ‘privatização’ de rodovias e ferrovias

Creio que há uma enorme distorção na “leitura” dos fatos.

Concessão de bem público não é Privatização.
No meu entender a presidente Dilma Rousseff não vai privatizar nada. O que ela vai fazer são parcerias público-privadas em serviços ferroviários e infraestrutura, principais segmentos para que o Brasil possa se desenvolver plenamente. No plano político fica a constatação que PT e PSDB são “esquerdistas” do mesmo viés.
José Mesquita – Editor


No lançamento de programa de concessões, presidente falou em ‘parceria’.
Em nota, Sérgio Guerra disse que Dilma aderiu ao programa do PSDB.

O presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), divulgou nota nesta quarta-feira (15) em que “cumprimenta” a presidente Dilma Rousseff “por ter aderido ao programa de privatizações”, segundo ele, “há anos desenvolvido pelo partido”. Mais cedo, Dilma lançou no Palácio do Planalto o Programa de Investimentos em Logística: Rodovias e Ferrovias, para repassar à iniciativa privada a construção, operação e exploração de estradas e linhas de trem para alavancar os investimentos em infraestrutura no país, previstos em R$ 133 bilhões nos próximos 25 anos.

Oficialmente, a medida é classificada como concessão dos serviços públicos. Durante e após o evento, a presidente usou também o termo “parceria” e disse que, com o programa, está “tentando consertar alguns equívocos cometidos na privatização das ferrovias”.

Na nota, Guerra diz que o PSDB lamenta o “atraso” das medidas, mas que “esta mudança de rumo adotada pelo governo significa avanços para o país”. “Sabemos que a presidente poderá ser cobrada por adotar medidas opostas às que defendeu em sua campanha eleitoral de 2010”, diz a nota em outro trecho. Na disputa de 2010, a propaganda do PT criticou supostas tentativas do governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) de privatizar estatais, como a Petrobras.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

O texto assinado por Guerra inicia dizendo que “o PSDB sempre colocou os interesses dos brasileiros acima dos interesses partidários”. Ao lamentar o “atraso” das medidas, diz que, “a curto prazo, não poderão atenuar o decepcionante crescimento do PIB brasileiro“.

“Esperamos que o improviso e a falta de convicção, por parte do governo e de seu partido, não impeçam a implantação dessas decisões importantes para o Brasil”, conclui a nota.

Questão ‘falsa’
Em entrevista concedida após o lançamento do programa nesta quarta, Dilma foi questionada sobre “privatização” e respondeu que essa era uma “questão absolutamente falsa”.

“Eu, hoje, estou tentando consertar em ferrovias alguns equívocos cometidos na privatização das ferrovias. Hoje, eu estou estruturando um modelo no qual nós vamos ter o direito de passagem de todos quanto precisarem transportar sua carga”, afirmou a presidente.

Segundo Dilma, o que está sendo feito “é o resgate da participação do investimento privado em ferrovias, mas é também o fortalecimento das estruturas de planejamento e de regulação”. Para ela, “ninguém que é dono de uma carga pode controlar uma ferrovia”.

Nas próximas semanas, o governo deve anunciar medidas semelhantes para aeroportos e também a renovação das concessões no setor elétrico com objetivo de baratear a oferta de energia.

‘Desatar nós’
No discurso, durante a solenidade, a presidente disse que os R$ 133 bilhões previstos para obras do programa de concessão de rodovias e ferrovias “são decisivos para desatar vários nós”.

Ela convocou empresários presentes à solenidade, no Palácio do Planalto, a participar do processo. “Investimento, senhores e senhoras, é uma palavra-chave”, disse.

A presidente disse reconhecer que a “parceria” do governo com o setor privado é “essencial” para os investimentos.

“Não estamos desfazendo de patrimônio publico para acumular caixa. Estamos fazendo parceria com o setor privado para beneficiar a população, saldar uma dívida de décadas de atraso em investimento em logística e sobretudo para assegurar o menor custo logístico possível, sem monopólios”, declarou.
G1 

Desleixo e impunidade

Por: Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa.
blog do Noblat

Lendo o editorial de O Globo de ontem parei no primeiro parágrafo e fiquei um bocado de tempo imóvel, sem conseguir prosseguir na leitura:

“Se um Boeing lotado de passageiros tivesse caído, sem deixar sobreviventes, em algum ponto do Brasil entre sábado e a Terça-Feira Gorda, o país estaria a esta hora chorando uma tragédia. O acidente aéreo não aconteceu, mas nesse mesmo período as estradas brasileiras foram palco de uma tragédia de igual dimensão”.

A verdade, quando vem assim seca, sem enfeites, tem o mau costume de nos assaltar.

213 mortos e 2441 feridos certamente não impediriam o carnaval de fluir pelos sambódromos, ruas e praças do país, mas quero crer que salpicassem de amargor a folia.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Os jornais dividiriam, ainda que a contragosto, suas capas com fotos da alegria e da dor.

Assim é a vida, dirão os mais céticos.

A notícia não foi escamoteada; os números citados copiei de reportagens e análises lidas nos grandes portais e jornais: Para especialistas, chuva e aumento da frota não explicam número de mortes nas estradas ou Estradas têm o carnaval mais violento da história: quase 50% mais mortes.

Mas o que não houve foi a tal da comoção nacional.

Que teria havido se essas mortes tivessem ocorrido de um só golpe.

Quem já perdeu uma pessoa amada numa estrada mal conservada ou mal policiada, não pode compreender o justo esparrame que se faz sobre um desastre aéreo, comparado ao silêncio das autoridades a respeito das mortes nas estradas.

E, no entanto, nosso chão é muito mais cruzado que nossos céus…

Excesso de velocidade, embriaguês, cansaço, desrespeito, abusos de toda sorte, tudo isso é culpa do motorista.

Estradas mal sinalizadas, sem acostamento, com a “pista” toda esburacada, sem fiscalização rigorosa, isso não é culpa do motorista.

Na BR-460, MG, um carro caiu numa cratera formada há quatro (4) meses! Não havia sinalização nessa BR que não cruza nenhum rincão muito ermo: vai dar em Lambari, cidade turística daquele estado.

Não entraram nessa conta macabra as rodovias estaduais ou vicinais– as estatísticas são da Polícia Rodoviária Federal.

Andam ansiosos pela criação da Comissão da Verdade, não é?

Pois peço que incluam a seguinte verdade: do Recife a Brasília, por Salgueiro e Petrolina, cortando o interior das imensas Bahia e Minas, em direção a Belo Horizonte, Brasília, depois Rio e de volta ao Recife passando por Salvador, Aracaju e Maceió, percorremos, meu marido e eu, em 1971, uma das mais perfeitas estradas em que já viajei.

Governar era abrir estradas. Conservá-las, será o quê?