Paulo Preto já era ligado aos tucanos desde a época do ‘trator’ Sérgio Motta

Prosseguem as descobertas, surpreendentes, a respeito do “Delúbio do Rodo Anel” e as despesas não contabilizadas do tucanato paulista.

Ao mesmo tempo prossegue o suspeito silêncio dos jornalões e das sujíssimas revistas semanais sobre o provável tucanoduto. Afinal “não se abandona um companheiro ferido na estrada”. Né não?

O Editor


[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Serjão demitiu Paulo Preto da telefônica CTBC

Paulo Vieira de Souza, o “Paulo Preto”, que teria sumido com R$ 4 milhões em doações “não contabilizadas” de empresários paulistas (o que José Serra desmentiu, a seu pedido), gravita em torno do tucanato há anos.

Mas ainda está por ser explicada sua demissão da Cia Telefônica da Borda do Campo (CTBC), de São Bernardo do Campo (SP), ordenada pelo então ministro das Comunicações, Sérgio Motta.

Mesmo ramo

Empresário e tucano histórico, o falecido Sérgio Motta atuava, digamos assim, no mesmo ramo de Paulo Preto.

Preso por receptar…

Em junho deste ano, Paulo Preto foi preso sob acusação de receptar uma jóia de ouro furtada de joalheria do shopping Iguatemi, São Paulo.

…uma jóia furtada

Paulo Preto foi à loja Gucci avaliar uma jóia e o vendedor a reconheceu como a peça havia sido furtada um mês antes, e chamou a polícia.

Homem-bomba

Depois de Paulo Preto, está prestes a ressurgir sob os holofotes Platão Fischer-Puhler, ex-todo-poderoso diretor do Ministério da Saúde quando José Serra (PSDB) foi ministro. O homem é nitroglicerina pura.

coluna Claudio Humberto

Eleições 2010: Serra se irrita com pergunta sobre Paulo Preto, o suposto caixa 2 do PSDB

Esse misterioso Paulo Preto foi diretor do Dersa e foi acusado poelo hoje eleito senado pelo PSDB, Aloysio Nunes Ferreira, de ter “sumido” com 4 milhões de reais do caiza de campanha da campanha do tucano José Serra.

Como é que o José Serra ontem dizia que não conhecia Paulo Preto e que isso era um factóide da Dilma? Hoje já defende o “desconhecido” de ter desviado 4 milhões do caixa da campanha. O cara trabalhou no governo dele como diretor da Dersa e era o arrecadador de recursos para a campanha do tucano.

Esperemos para saber se a ‘imparcial’ revista Veja terá uma capa na próxima semana com a foto de Paulo Preto com a tarja ‘caixa2’, ou então com a manchete “a Erenice” do Dersa.
Estaremos diante de um novo Tucanoduto? O primeiro, antes do mensalão do PT, foi criado pelo Senado Eduardo Azeredo (PSDB-MG) quando foi candidato ao governo de Minas Gerais, lá nos anos 90. Lembre-se que o senador Azeredo foi o inventor e o primeiro operador dos ‘serviços não contabilizados’ do notório Marcos Valério.
O Editor


No RS, Serra se irrita com pergunta sobre Paulo Preto

No domingo (10), Dilma levou às câmeras um ex-diretor de estatal rodoviária paulista.

Associou-o ao “sumiço” de R$ 4 milhões das arcas eleitorais tucanas. Serra, curiosamente, silenciou.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Ouvido pela repórter Andréa Michael, o acusado, Paulo Preto, chiou: “Não se larga um líder ferido na estrada”.

Com 48 horas de atraso, Serra resgatou o “líder” do meio-fio: “A acusação contra ele é injusta”.

Nesta quarta (13), decorridas 72 horas da mudez inicial, José Serra descobriu que parte do seu problema está na imprensa.

De passagem por Porto Alegre, Serra foi inquirido por um repórter do jornal “Valor Econômico” sobre Paulo Preto.

Crispou-se: “Isso é pauta petista”. Deu por encerrada a entrevista. Mais tarde, disse que, no embate com Dilma Rousseff, não irá à “rota da truculência”.

Manterá o tom. Se agredido, responderá, apontando “inverdades e falsidades”. E enfrentou a “pauta petista”:

“[…] A Dilma está preocupada com desvio de dinheiro na minha campanha que não aconteceu. Eu estou preocupado com o desvio de dinheiro na Casa Civil”.

Importunada pelos repórteres, Dilma talvez se anime a imitar o rival: “Sobre Erenice não falo. Isso é pauta tucana”.

Mais um pouco e os dois comitês ainda divulgarão uma nota conjunta à imprensa: “É proibido divulgar pautas inconvenientes”.

Um pedaço do tucanato está amargamente arrependido de não ter botado a boca no mundo em agosto, quando a “IstoÉ” tratou pela primeira vez de Paulo Preto.

A bala ficou quicando na grande área. Súbito, virou uma “pauta petsta”.

– Em tempo: O PT-SP protocolou no Ministério Público estadual um pedido de investigação de Paulo Preto.

blog Josias de Souza