Kadafi: chega ao fim mais uma ditadura sanguinária

Cuidem-se, mas será inútil, os ditadores e demais pulhas que infernizam a vida de seus povos.

Como um dominó, é inexorável a queda de todas as peças que tiranizam nações.

Embora a execução do ditador Líbio tenha sido uma barbárie, é compreensível a fúria vingativa da população que padeceu 42 anos sob o tacão do psicopata.

As impressionantes fotos de Kadafi executado pelos rebeldes, certamente estão censuradas em Cuba, China – essa, brutal tanto quanto, mas cinicamente não combatida devido aos interesses do capital -, Coréia do Norte e outros feudos comandados por ditadores e genocidas de todos os matizes. Fidel e cia., sabem que um dia a casa cai e aí a turba irá cobrar a conta.

Desde os brioches de Maria Antonieta que oprimidos não aceitam comer o pão que o diabo amassou.

Essa é a lei do retorno.

O Editor


O fim da era Kadafi

Com o fim de Kadafi, que teria sido morto em confronto com os “rebeldes” na cidade de SIRTE, ainda não se sabe com certeza as circunstâncias da morte do ex-ditador, o certo é que se inicia uma nova fase política, econômica e militar na Líbia.

As cidades foram destruídas pelos bombardeios das forças militares da OTAN, notadamente a capital Trípoli. Será preciso um esforço espetacular voltado para a reconstrução da infraestrutura do país.

As instalações petrolíferas estão em frangalhos.

Para completar, os líbios terão que indenizar o esforço de guerra, ou seja, todos os gastos da máquina de guerra da OTAN. Como farão isso: lógico que será com o recurso natural (petróleo) em abundância no solo líbio.

O fim (morte) de Kaddafi é uma magistral lição de vida, com toda a contradição que a tragédia encerra.

Trata-se do exemplo de que quem com o ferro fere com o ferro será ferido.

Podem durar 40 anos ou 40 meses, não importa o tempo, um dia o raio cai na cabeça daquele que usou a espada, de quem torturou e matou sem dó nem piedade.

O ocaso de ditadores e opressores de seus povos segue o mesmo rito que atingiu hoje o coronel Kaddafi.

Só para lembrar tempos passados, Hitler, Mussolini, o rei Luiz XVI, Maria Antonieta, Danton, Robespierre, Marat, Nero, Saddan Hussen foram para o espaço e seus exemplos foram solenemente ignorados, porque os ditadores de plantão pensam que serão eternos.

Talvez seja uma questão de inteligência. Ou não, como diz o poeta Caetano.

E a vida segue seu curso inexoravelmente.

Roberto Nascimento/Tribuna da Imprensa