Juca Kfouri: negócios da TV no futebol podem ser piores que os de empreiteiras

Juca Kfouri, que se restabelece de um problema sério de saúde justamente em meio ao caldeirão que se tornou o futebol – mundial e brasileiro – nestes dias, publica hoje um texto de “memórias”  sobre os personagens brasileiros deste “Fifalão”.
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Lembranças que terminam com uma frase demolidora: ” o mundo das transmissões esportivas pode ser mais sujo e pesado que o das empreiteiras”

É impossível separar os muitos milhões que elas custam dos muito mais milhões que geram e dos vários milhões que, para consegui-las, se distribuem das gavetas para gavetas.

Por mais que seja cultivada entre nós – sobretudo os que amam o jornalismo esportivo, onde comecei, como estagiário, minha vida profissional –  a esperança de que tudo se modifique, sabemos que o dinheiro é um Moloch e pode estar em curso – qualquer semelhança é mera coincidência, apenas uma mudança donos mundiais  do futebol.

Preciosas, mesmo, são as gavetas da memória de Juca, das quais saem histórias do passado que ajudam a entender o presente. E a temer, sem que isso faça senão encorajar a luta destemida, pelo futuro.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Jogar o jogo

Juca Kfouri, na Folha

Já contei as três histórias aqui, separadamente.

José Maria Marin, então presidente da FPF, em 1985, depois de ter sido governador biônico de São Paulo, me garantiu, num voo para Assunção, que era impossível sair pobre do Palácio dos Bandeirantes.

Íamos ambos a um jogo da seleção brasileira contra a paraguaia pelas eliminatórias da Copa de 1986.

Dizia ele que independentemente da vontade do político, tudo que se fazia no Estado separava 10% ao governador e não seria ele a mudar tal estado de coisas.

Nunca antes eu estivera com Marin.

Dez anos depois, recebi a visita de J.Hawilla em meu escritório, pois eu acabara de iniciar minha carreira solo depois de 25 anos de Editora Abril. Roberto Civita me pedira para parar de criticar Ricardo Teixeira, porque eu inviabilizava que a TVA fizesse contratos com a CBF.

Hawilla dizia não aguentar mais ter de acordar antes dos filhos para pegar aFolha, e esconder deles, caso tivesse alguma coluna minha contando seus malfeitos.

Jurou que não era sócio de Ricardo Teixeira e garantiu que adoraria viver num mundo em que não fosse necessário comprar cartolas, mas que ele jogava o jogo.

Tínhamos até pouco tempo antes deste encontro uma boa relação. E ele me propôs ser sócio da Traffic.

Finalmente, em 1992, eu havia sido convidado para almoçar com o engenheiro Norberto Odebrecht.

Então, além da “Placar”, eu dirigia a “Playboy”, que fizera reveladora reportagem sobre as empreiteiras brasileiras, de autoria do repórter Fernando Valeika de Barros.

Era demolidora. Como ilustração, um muro de ouro, lama e sangue.

O fundador de uma das maiores construtoras do país foi direto ao ponto, após elogiar a exatidão do que havia lido: “Você acha que eu gosto de ter de pagar para bandido liberar o que os governos me devem?”

Antes de responder, me lembrei da conversa com Marin.

Ao responder, com a arrogância que caracteriza a nós, jornalistas, primeiramente agradeci o elogio feito à reportagem. E em vez de responder, fiz nova pergunta: “Mas por que alguém tão poderoso como o senhor não denuncia os bandidos?”.

“Porque eles acabam comigo e com milhares de empregos que mantenho no Brasil e no exterior.”

Não me restou outra saída que não a de dizer que por essas e por outras é que sou jornalista, não empreendedor.

Diga-se, a bem da verdade, que em nenhum momento da realização da matéria houve qualquer pressão por parte da Odebrecht, diferentemente do que fez a CBF para negociar direitos de TV com a Abril.

Tudo isso para contar que o mundo das transmissões esportivas pode ser mais sujo e pesado que o das empreiteiras.

Além de ter um charme, um glamour, ainda maior, uma gente esperta que, de repente, vai a Suíça e fica. Presa.

E também para insistir que ou se criam novos métodos de governança ou tudo seguirá na mesma porque o Homem, como se sabe, é um projeto que não deu certo.

Só nisso, Juca, faço-te um “meio reparo”. Ainda não deu certo, mas há de dar.
Fonte: Tijolaço

Copa 2014: a taça da roubalheira é nossa

A saga da construção do estádio mais caro da Copa do Mundo

O Estádio Mané Garrincha, em Brasília, é um exemplo de como as obras públicas no Brasil são delirantes, demoradas e absurdamente caras

Em ÉPOCA desta semana, duas reportagens abordam nossa cultura de atrasos em obras públicas. Uma relata por que a construção do Estádio Mané Garrincha, em Brasília, é uma das empreitadas mais delirantes já feitas com dinheiro público no Brasil. Outra investiga as principais causas do não cumprimento de prazos nos projetos públicos no país.

Leia abaixo um trecho da reportagem sobre o Estádio Mané Garrincha:   

CAPÍTULO 1
O projeto 

Em dezembro de 2006, o arquiteto Eduardo de Castro Mello descobriu pela TV que o Brasil seria candidato à sede da Copa de 2014. “A candidatura do Brasil é legítima e tem o apoio de todas as Federações da América do Sul”, disse Ricardo Teixeira, então presidente daConfederação Brasileira de Futebol, a CBF. “O presidente Lula já deu repetidas vezes prova de que será um agente fundamental para a realização da Copa do Mundo. E a iniciativa privada dará a resposta, que, tenho certeza, será positiva.” O plano inicial de Teixeira, como vendido ao público, desenhava o melhor dos mundos para o Brasil: o país, se escolhido sede da Copa, receberia um dos maiores eventos esportivos do planeta – e não pagaria nada por isso. “Não vai ter dinheiro público”, disse Teixeira.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

>>Terrorismo: pode acontecer na Copa?

Dias depois, Castro Mello ligou para o recém-eleito governador do Distrito Federal e companheiro de outras empreitadas, José Roberto Arruda. Eles se conheciam desde a construção do antigo Estádio Mané Garrincha, nos tempos em que Arruda era fiscal da Novacap, a empresa de obras do governo de Brasília. “José Roberto, é hora de retomarmos o projeto do estádio, que está parado no tempo”, disse Castro Mello. O Mané Garrincha nascera da megalomania do regime militar. As obras do “Brasil Grande” do general Emílio Garrastazu Médici, então presidente do país e um apaixonado por futebol, erguiam-se em Brasília também. O Mané Garrincha, um estádio olímpico para 140 mil pessoas, viria a integrar o complexo esportivo Médici, no centro de Brasília, que incluiria ainda um ginásio e um autódromo. Todas obras superlativas, pagas com dinheiro público – e para lá de questionáveis em termos estéticos, financeiros ou urbanísticos. O projeto do estádio coube ao escritório da família de Castro Mello, cujo pai, Ícaro, tinha experiência na construção de estádios em São Paulo. Em 1974, após um ano de obras aceleradas, o estádio foi inaugurado às pressas. Somente uma parte do anel superior ficara pronta. Isso conferia ao estádio um aspecto banguela – daí a observação de Castro Mello de que o Mané estava “parado no tempo”.

>>Ex-governador José Roberto Arruda é condenado a cinco anos de prisão

NÚMEROS O estádio Mané Garrincha, em Brasília, na semana passada. Ele será inaugurado com cinco meses de atraso – e com o dobro do custo previsto no orçamento  (Foto: Celso Junior/ÉPOCA)

Cabiam no banguela 42 mil pessoas, capacidade mais que suficiente para atender o público de clássicos como Planalto e Jaguar ou do time da gráfica do Senado contra o Coenge, um combinado dos servidores do governo de Brasília. A capital federal sempre viveu o futebol pela TV, torcendo pelos times grandes do Rio de Janeiro e de São Paulo. “Recentemente, Brasília contribuiu para a menor renda mundial verificada num campeonato, quando apenas um torcedor compareceu para assistir a uma partida final de um torneio local (Grêmio Brasiliense 2 x 1 Coenge)”, disse o então presidente da Federação Desportiva de Brasília, Wilson de Andrade, pouco antes da construção do Mané Garrincha. Ele afirmou que havia estádios inacabados na capital e que os poucos times locais não tinham torcedores nem sequer dinheiro para pagar a conta de luz. Esse estado de coisas lastimável não mudaria com o novo estádio. Logo se quebrou a promessa, feita pelo governo de Brasília, de continuar a construção dos demais anéis. Quebrou-se também a promessa, feita pela CBD, antigo nome da CBF, de promover no novo estádio jogos dos grandes times do país. Com os anos, o Mané Garrincha e suas linhas interrompidas tornaram-se apenas um elemento fora do lugar no desenho curvo da paisagem de Brasília.

>>Joseph Blatter: “Copa das Confederações é mais do que apenas um ensaio para a Copa do Mundo”

O tempo voltou a andar para o Mané no começo de janeiro de 2007, quando Arruda recebeu, em seu gabinete no Palácio do Buriti, o arquiteto Castro Mello. Do Buriti, Arruda e Castro Mello avistavam, pela janela, a silhueta do inacabado Mané, a menos de 1 quilômetro. “Apresentei um pré-estudo, e, depois de 20 minutos de reunião, ele anunciou que Brasília seria a sede da Copa, e eu o autor do novo Mané Garrincha”, disse Castro Mello numa tarde de março deste ano, ao lado do filho, Vicente, também arquiteto, terceira geração da família a desenhar o Mané. Eles estavam numa sala de reuniões no pequeno prédio que abriga a administração do novo Mané, rebatizado mais uma vez. (De Estádio Hélio Prates da Silveira, passara a se chamar Mané Garrincha em 1983, logo após a morte do jogador.) Agora, passaria a se chamar Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha. Na antessala, acarpetada de verde-grama do chão ao teto, uma maquete de 4 metros quadrados materializava o projeto do novo estádio. Um vídeo institucional repetia na tela LCD os números grandiosos da obra. Faltava um número especial: R$ 1,5 bilhão – o custo, até aquele momento, do estádio mais caro da Copa (o orçamento inicial era de aproximadamente R$ 697 milhões). “Não interessa se é o mais caro, é o melhor”, disse Castro Mello. Ele assegurava que o novo Mané “colocará Brasília no mapa”. “Tem de quebrar o ovo para fazer a omelete.” Atrás da sala onde perorava, erguia-se, quase pronta, a colossal omelete de 1 quilômetro de diâmetro, cercada por 288 pilares de 36 metros de altura.

Qualquer aspecto do estádio envolve números hiperbólicos. Em sua construção, trabalharam cerca de 6 mil pessoas. Empregaram-se 177.000 metros cúbicos de concreto na obra – mais do que nas Petronas Towers, as torres gêmeas de Kuala Lumpur, na Indonésia, que estão entre os prédios mais altos do mundo. A cobertura é um espetáculo de tecnologia: 9.100 placas captam energia solar para transformá-la em 2,4 megawatts de energia, suficientes para abastecer o estádio e mais 2 mil casas da cidade. Haverá 8.420 vagas de estacionamento, 22 elevadores, 50 rampas e 12 vestiários.

Naquele momento, em março, a omelete já estava bem atrasada. Tudo atrasou na construção do Mané, como atrasou, ressalte-se, nos demais estádios da Copa. A licitação atrasou. O início das obras atrasou. O estádio deveria ficar pronto em dezembro do ano passado. Não ficou. O novo prazo da Fifa encerrava-se em abril. O governador de Brasília, Agnelo Queiroz, marcou a inauguração para o aniversário da capital, em 21 de abril. Parecia um prazo impossível de cumprir. Chove muito em Brasília nesse período. Agnelo desafiou as previsões pessimistas – e perdeu. Seis dias antes do prazo, Agnelo adiou a inauguração para 18 de maio, menos de um mês antes da abertura da Copa das Confederações, quando o Mané receberá o jogo do Brasil contra o Japão. O governo de Brasília argumenta que as obras não estão atrasadas. “Estamos oito meses adiantados”, afirma Cláudio Monteiro, secretário da Copa do Distrito Federal. O calendário de Monteiro é peculiar: estabelece que o estádio só deveria ficar pronto em dezembro, para ser usado na Copa do Mundo.

Portanto, se não houver mais um adiamento, no próximo sábado – quatro décadas após o inesquecível clássico de um só espectador entre Grêmio Brasiliense e Coenge –, o novo Mané, aquele estádio que parara no tempo, será finalmente reaberto. A ocasião é especial: final do Candangão, como é conhecido o campeonato brasiliense de futebol. Em campo, em vez de Grêmio Brasiliense e Coenge, Brasília contra Brasiliense.
Flávia Tavares/Época

Tópicos do dia – 11/07/2012

12:49:56
Demóstenes Torres no cadafalso

Randolfe Rodrigues: ‘É evidente a atuação do senador junto a Cachoeira’

O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) afirmou nesta quarta-feira (11), na sessão que trata da perda do mandato do senador Demóstenes Torres (sem partido – GO), que a votação de hoje deve ser encaminhada em respeito aos agentes da Polícia Federal, dos delegados e dos procuradores da República. “Nós não podemos nos conformar com a palavra que cumpre o papel de convencer, temos que ser o exemplo”, disse. Ele chegou a citar Martin Luther King para convencer os colegas a votarem em favor da cassação de Demóstenes: “a cumplicidade com o erro em um lugar qualquer é um desvio ético em qualquer lugar”. “O representado atuou em favor dos interesses da organização criminosa. […] Servia a um outro senhor, que não o povo do seu estado, que não o povo brasileiro”, justificou. O senador Randolfe Rodrigues representa o partido autor do requerimento do processo contra Demóstenes.

14:28:31
Cassação de Demóstenes Torres: saldos.

1. Brasil: da série “perguntar não ofende”.
Ao contemplar as ex-celências que contritas se postavam no plenário. O que é mais patético? A cara lavada do réu ou a de seus julgadores?

2. Ironias das ironias: ex-marido da mulher de Cachoeira assumirá a vaga de senador aberta com a cassação de Demóstenes.

3. O site do Senado antecipou a cassação de Demóstenes em uma hora e meia mais ou menos.
Estava lá: “Por … a …, o senador por Goiás teve seu mandato cassado pelo Plenáro do Senado, que o considerou culpado da acusação de envolvimento com esquema de Carlinhos Cachoeira”.

4. Votos a favar – Foram 19. Não dá pra saber quais foram,  pois, aberração das aberrações, a votação é secreta. Não me supreenderei se não surgir ninguém dizendo que votou pela absolvição do senador.

14:56:00
Suíça decide divulgar escândalo que envolve Havelange e Ricardo Teixeira.

A justiça da Suíça tdecidiu tornar público os documentos sobre os subornos que a empresa de marketing da Fifa, a ISL, recebeu e pagou a cartolas. A BBC garante que dois dos cartolas envolvidos seriam Ricardo Teixeira e João Havelange, segundo o jornal O Estado de S. Paulo. Os documento, que eram mantidos sob sigilo, poderão finalmente ser divulgados. Em 2010, ambos foram condenados naquele país por receberem subornos da ISL em troca de acordos de transmissão de jogos, mas os nomes dos envolvidos foram protegidos, já que eles devolveram parte da propina e acertaram um acordo. Desde então, a Fifa tem sido pressionada a revelar os nomes dos envolvidos. Havelange se demitiu do Comitê Olímpico Internaional e Texeira da CBF, no acordo para o arquivamento do processo.
coluna Claudio Humberto


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Tópicos do dia – 08/03/2012

08:53:44
Gol! Copa do Mundo de 2014
Juca Kfouri, na Rádio CBN: “vamos para uma Copa com Dilma, que não fala com o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, que não fala com o presidente da Fifa, Joseph Blatter, cujo secretário-geral, Jérôme Valcke, não fala com o ministro do Esporte, Aldo Rebelo.”

08:56:18
Câmara dos Deputados aprova mudanças na Lei Maria da Penha
O artigo reconhece o namoro como uma relação íntima de afeto. Se a proposta passar pelo Senado, casos de violência praticados por namorados também passam a ser julgados com mais rigor.

09:05:39
Sedes da Copa do Mundo de 2014
Pelo não andar da carruagem, no Ceará, obras da copa só o Castelão e pintura de meio fio.
Racional era não ter copa onde a saúde pública é uma doença crônica e a educação pública uma lição mal feita.

09:17:17
As conseqüência do uso intensivo do controle remoto.
Amaury Jr. apresentando seu programa sobre a Turquia, disparou essa pérola à entrevistada: você já é meia turca? Ao que ela respondeu: sim sou meio turca.

09:23:58
Mais um discípulo de buenices na TV brasileira.
Agora mesmo repórter, na TV diz: “…no sobrevoo aqui de cima…”
Fico imaginando um sobrevoo subterrâneo.

10:15:57
Galvão Bueno a caminho da fritura. Ave!
O gramático locutor se recusou a ser apresentador dos eventos das Olimpíadas de Londres através do Canal Esport TV, que faz parte do sistema Globo. Por menos, rodaram Armando Nogueira, Boni, Evandro Carlos de Andrade, Ricardo Boechat, e, não completamente, Fátima Bernardes.
Ps. E aquele da área de esportes, Fernando Vanucci, por ter aparecido comendo biscoito durante a exibição do programa. Certamente deveria ser um biscoito da sorte com conteúdo de azar.


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Tópicos do dia – 16/02/2012

09:54:39
CBF: o meio de campo continua enlameado.
Teixeira recebeu dinheiro de empresa que superfaturou jogo da Seleção
A Polícia Civil do DF descobriu, em suas investigações, cheques de R$ 10 mil que foram entregues ao presidente da CBF, Ricardo Teixeira. Os cheques foram emitidos por Vanessa Precht, uma das sócias da Ailanto, suspeita de ter superfaturado um amistoso da seleção brasileira na cidade do Gama (DF). Segundo a Folha, que divulgou sua informação, um contrato entre Vanessa e Teixeira, de março de 2009, estabelece um arrendamento da fazenda dele, em Piraí, a cerca de 80 km do Rio, para a sócia da Ailanto. Com a descoberta dos cheques, a polícia concluiu que há um vínculo entre Teixeira e a Ailanto, que organizou o amistoso contra Portugal, em 2008.

10:15:11
Ricardo Texeira na frigideira.
O notório deverá renunciar a qualquer momento e ir moreara em Miami. Deverá ssumir o provecto vice, José Maria Marin, 80 anos.
O senhor Marin tem um curriculum a altura:
Foi vice do Maluf, e assumiu na época que ele Maluf se candidatou a deputado federal e recebeu 815 mil votos.Foi zagueiro do São Paulo e presidente da Federação Paulista de Futebol. Recentemente foi flagrado pondo umas medalhas escondidas no bolso. Por outro lado se ele não assumir, assumirá o vice do Norte e Nordeste, o Fernando Sarney, filho do Senador José Sarney.

14:20:16
Tecnologia da informação a serviço da cidadania.
Documentos on line
A Biblioteca Nacional vai digitalizar 170 mil documentos de moradores do Rio (certidões de nascimento, casamento, óbito, divórcios, procurações, registros de imóveis…).
Em um mês, os cariocas já poderão consultá-los na internet.

14:28:48
Ministra das mulheres, aborto e falta de argumentos
Intolerância é um liame entre o preconceito e o Estado Totalitário.
Não concordar com as posições da nova Ministra das Mulheres – eu discordo frontalmente das posições abortistas dea referida senhora – não dá o direito de ofendê-la com adjetivos escatológicos. Quem assim age, carece de argumentos.
O debate democrático se faz com argumentos, elegância e educação. O mais é fascismo.

18:40:25
Lei da Ficha Limpa.
Maioria do STF reconhece a constitucionalidade da lei. Os ministros, que assim votaram, não reconheceram o princípio da irretroativadade da lei, um dos fundamentos que sustentam o edifício de segurança jurídica. Assim sendo, quado o cidadão pretender tomar alguma decisão sobre a legalidade de um ato a ser efetivado agora, ao invés de consultar um advogado, deverá consultar videntes e paranormais, pois somente tais advinhos poderão informar, ao desconstitucionalizado cidadão, que no futuro surgirá uma lei tipificando tal conduta como ilegal.


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Tópicos do dia – 09/12/2011

09:04:18
Ministro na “fritura” e a esfarrapada desculpa da mesmice.
“A partir da denúncia formulada pelo Globo, no fim de semana, a imprensa inteira começou a investigar e a divulgar supostos malfeitos praticados pelo ministro Fernando Pimentel. Além das notas explicativas que pouco explicam, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior saiu-se com os dois clássicos chavões a que apelaram seis ex-ministros acusados de corrupção: trata-se de um complô da mídia contra o governo Dilma, além de fogo-amigo, ou seja, denúncias inventadas por companheiros empenhados em conflitos políticos.”
Carlos Chagas/Tribuna da Imprensa

11:44:10
Contra a censura. Sempre!
Ah!, nada como os sofismáticos políticos brasileiros.
Tratam a nós, os Tupiniquins, como uma tribo de beócios. A “tchurma” servil ao notório Zé Dirceu dia e noite perora por uma tal “regulação da mídia”. O que desejam mesmo é a censura. Simples, e terrível, assim!

11:50:19
Romário e a CBF.
O “baixinho” continua, no parlamento, um artilheiro implacável.
Está pedindo intervenção na CBF, colocando o notório Ricardo Teixeira na marca do penalti.

13:16:38
Ex-governador condenado por corrupção a 14 anos de prisão. Calma! Foi nos USA.
Um juiz federal sentenciou o ex-governador de Illinois Rod Blagojevich a 14 anos de prisão cerca de três anos depois de ele ser preso e acusado de um amplo caso de corrupção, incluindo uma tentativa de leiloar o assento deixado vago no Senado por Barack Obama. Blagojevich, que chegou a ser uma estrela em ascensão no Partido Democrata, foi condenado em 18 acusações de corrupção. Embora a defesa tenha argumentado que os deslizes de Blagojevich não custaram um centavo ao Estado, o juiz James Zagel afirmou que o verdadeiro custo era “a erosão da confiança no governo”. Mais cedo, o ex-governador se dirigiu ao juiz de forma bastante contida, em contraste com sua presença geralmente animada. “Eu sou culpado”, afirmou. “E eu me desculpo sinceramente. Eu não tenho a quem culpar a não ser a mim mesmo, minha estupidez.”
As informações são da Dow Jones

15:13:58
Copa do Mundo 2014. Bebida alcoólica liberada. Tupiniquins “poderão encher a cara”!
A Comissão Especial sobre o Consumo de Bebidas Alcoólicas da Câmara dos Deputados lançou uma nota de repúdio à liberação da venda de bebidas alcoólicas em estádios durante a Copa de 2014. A aprovação foi feita ao final de uma audiência pública onde deputados ouviram o ministro Alexandre Padilha (Saúde) sobre as ações do governo no combate as drogas. O ministro Aldo Rebelo se posicionou contra a decisão na audiência. “Já há uma dificuldade de legislar sobre costumes. Quando você legisla sobre direitos e deveres é mais claro. Quando você disciplina hábitos, fica mais complexo”, afirmou.
Coluna Claudio Humberto


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Romário honra os votos que recebeu

O baixinho continua o artilheiro de sempre, e com a pontaria impecável. Assim como nos campos, onde reinou e deixou o nome na história com um dos grandes do futebol mundial, no parlamento, a rapidez de raciocínio e a famosa “língua solta”, vem fazendo jus aos que nele depositaram seus votos marcando gols em todas as posições.

Assim como não perdoava a bola sobrando na área, o baixinho chuta inapelavelmente para o gol, e diz com todas as letras que “”não vai ser a maior Copa de todos os tempos. Classes C, D e E, que realmente torcem e acompanham futebol dos seus times, não vão ter oportunidade de assistir aos jogos. Ingresso com preços absurdos. Essa Copa vai ser no Brasil, mas não vai ser do Brasil”
O Editor


Romário dá show de bola e mostra que já se tornou um político de verdade. Leia esta entrevista e veja se você não concorda com ele.
O comentarista Mário Assis nos manda esta preciosidade. Uma entrevista sensacional do deputado Romário (PSB-RJ) ao repórter Cosme Rimoli, da TV Record. Mostra que os eleitores que preferiram Romário não desperdiçaram seus votos.

Você foi recebido com preconceito em Brasília?

Olha, vou ser claro, para quem ler entender como as coisas são. Há o burro, aquele que não entende o que acontece ao redor. E há o ignorante, que não teve tempo de aprender. Não houve preconceito comigo, porque não sou nem uma coisa nem outra. Mesmo tendo a rotina de um grande jogador que fui, nunca deixei de me informar, estudar. Vim de uma família muito humilde. Nasci na favela.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Meu pai, que está no céu, e minha mãe ralaram para me dar além de comida, educação. Consciência das coisas… Não só joguei futebol. Frequentei dois anos de faculdade de Educação Física. E dois anos de moda. Sim, moda. Sempre gostei de roupa, de me vestir bem. Queria entender como as roupas eram feitas. Mas isso é o de menos. O que importa é que esta sede de conhecimento me deu preparo para ser uma pessoa consciente… Preparada para a vida. E insisto em uma tese em Brasília, com os outros deputados.

O Brasil só vai deixar de ser um país tão atrasado quando a educação for valorizada. O professor é uma das classes que menos ganha e é a mais importante. O Brasil cria gerações de pessoas ignorantes porque não valoriza a Educação. E seus professores. Não há interesse de que a população brasileira deixe de ser ignorante. Há quem se beneficie disso. As pessoas que comandam o país precisam passar a enxergar isso. A Saúde é importante? Lógico que é. Mas a Educação de um povo é muito mais.

Essa ignorância ajuda a corrupção? Por exemplo, que legado deixou o Pan do Rio?

Você não tenha dúvidas que a ignorância é parceira da corrupção. Os gastos previstos para o Pan do Rio eram de, no máximo, R$ 400 milhões. Foram gastos R$ 3,5 bilhões. Vou dar um testemunho que nunca dei. Comprei alguns apartamentos na Vila Panamericana do Rio como investimento. A melhor coisa que fiz foi vender esses apartamentos rapidamente. Sabe por quê? A Vila do Pan foi construída em cima de um pântano.

Está afundando. O Velódromo caríssimo está abandonado. Assim como o Complexo Aquático Maria Lenk… É um escândalo! Uma vergonha! Todos fingem não enxergar. Alguém ganhou muito dinheiro com o Panamericano do Rio. A ignorância da população é que deixa essa gente safada sossegada. Sabe que ninguém vai cobrar nada das autoridades. A população não sabe da força que tem. Por isso que defendo os professores. Não temos base cultural nem para entender o que acontece ao nosso lado. E muito menos para perceber a força que temos. Para que gente poderosa vai querer a população consciente? O Pan do Rio custou quatro vezes mais do que este do México. Não deixou legado algum e ninguém abre a boca para reclamar.

Se o Pan foi assim, a Copa do Mundo no Brasil será uma festa para os corruptos…

Vou te dar um dado assustador. A presidente Dilma havia afirmado quando assumiu que a Copa custaria R$ 42 bilhões. Já está em R$ 72 bilhões. E ninguém sabe onde os gastos vão parar. Ninguém. Com exceção de São Paulo, Rio, Minas, Rio Grande do Sul e olhe lá…Pernambuco… Todas as outras sete arenas não terão o uso constante. E não havia nem a necessidade de serem construídas. Eu vi onze das doze…

Estive em onze sedes da Copa e posso afirmar sem medo. Tem muita coisa errada. E de propósito para beneficiar poucas pessoas. Por que o Brasil teve de fazer 12 sedes e não oito como sempre acontecia nos outros países? Basta pensar. Quem se beneficia com tantas arenas construídas que servirão apenas para três jogos da Copa? É revoltante. Não há a mínima coerência na organização da Copa no Brasil.

São Paulo acaba de ser confirmado como a sede da abertura da Copa. Você concorda?

Como posso concordar? Colocaram lá três tijolinhos em Itaquera e pronto… E a sede da abertura é lá. Quem pode garantir que o estádio ficará pronto a tempo? Não é por ser São Paulo, mas eu não concordaria com essa situação em lugar nenhum do País. Quando as pessoas poderosas querem é assim que funcionam as coisas no Brasil. No Maracanã também vão gastar uma fortuna, mais de um bilhão. E ninguém tem certeza dos gastos. Nem terá. Prometem, falam, garantem, mas não há transparência. Minha luta é para que as obras não fiquem atrasadas de propósito. E depois aceleradas com gastos que ninguém controla.

O que você acha de um estádio de mais de R$ 1 bilhão construído com recursos públicos? E entregue para um clube particular?

Você está falando do estádio do Corinthians, não é? Não vou concordar nunca. Os incentivos públicos para um estádio particular são imorais. Seja de que clube for. De que cidade for. Não há meio de uma população consciente aceitar. Não deveria haver conversa de político que convencesse a todos a aceitar. Por isso repito que falta compreensão à população do que está acontecendo no Brasil para a Copa.

A Fifa vai fazer o que quiser com o Brasil?

Infelizmente, tudo indica que sim. Vai lucrar de R$3 aR$ 4 bilhões e não vai colocar um tostão no Brasil. É revoltante. Deveria dar apenas 10% para ajudar na Educação. Iria fazer um bem absurdo ao Brasil. Mas cadê coragem de cobrar alguma coisa da Fifa. Ela vai colocar o preço mais baixo dos ingressos da Copa a R$ 240,00. Só porque estamos brigando pela manutenção da meia entrada. É uma palhaçada! As classes C, D e E não vão ver a Copa no estádio. O Mundial é para a elite. Não é para o brasileiro comum assistir.

Ricardo Teixeira tem condições de comandar o processo do Mundial de 2014?

Não tem de saúde. Eu falei há mais de quatro meses que ele não suportaria a pressão. Ser presidente da CBF e do Comitê Organizador Local é demais para qualquer um. Ainda mais com a idade que ele tem. Não deu outra. Caiu no hospital. E ainda diz que vai levar esse processo até o final. Eu acho um absurdo.

Muito além da saúde de Ricardo Teixeira. Você acha que pelas várias denúncias, investigações da Polícia Federal, ele tem condições morais de comandar a organização Copa no Brasil?

Não. O Ricardo Teixeira não tem condições morais de organizar a Copa. Não até provar que é inocente. Que não tem cabimento nenhuma das denúncias. Até lá, não tem condições morais de estar no comando de todo o processo. Muito menos do futebol brasileiro…
Tribuna da Imprensa