Fórmula Um: FIA perdeu a vergonha na cara

Ficou bem claro.

O doce internauta se lembra do que eu disse?

Se Alonso não for punido, nada feito.

Pois então.

O veredito que deu um tapinha na mão da Renault (que também fornece motores para a Red Bull) e aliviou para o lado do espanhol mostrou claramente que esta presidência da FIA não está interessada em impor um parâmetro ético ao esporte a motor.

Disse o jornal espanhol “El País” agora há pouco: “Excluir a un grande como Renault acarrearía consecuencias nefastas para el circo de Bernie Ecclestone, que parece haber perdido ya casi toda la credibilidad (…) El daño que la decisión ha provocado en la imagen de la FIA, de la fórmula uno y de Renault están aún por determinar”.

E o pior é que Ari Vatanen tem poucas chances de ser eleito como o próximo presidente da entidade. Mais provável que os delegados das entidades automobilísticas nacionais, em vez de votar pela renovação, optem por Jean Todt, representante da continuidade dessa bandalheira que aí está.

Comércio

“A F-1 não é puramente um esporte, é entretenimento. E este empreendimento (o JKSP, que promoveria o GP da Índia) é uma iniciativa comercial. A corrida de F-1 proposta não satisfaz as condições cujo foco é o empenho em se distinguir em uma competição, mantendo em vista todo o movimento do esporte das Olimpíadas para baixo.”

Com esta declaração, o ministro dos Esportes da Índia, M.S. Gill, recusou há coisa de um ano a proposta de usar US$ 36,5 milhões do contribuinte para a organização do GP de F-1 em seu país.

Por mais que o retorno de uma corrida de F-1 seja tentador, alguém agora ousa discordar do senhor Gill?

blog da Barbara Gancia

Fórmula Um tá parecendo o Senado brasileiro: tem maracutaia na pista

Vejam só.

Tal e qual um Sarney da fórmula um, o capo Briatore, também, tal e qual a cambada do senado, é ‘fazedor’ de atos secretos. A se confirmar a mafiosa ação, Fernando Alonso, o príncipe das Astúrias, que nem é namorado de neta, subiu ao pódium pela porta dos fundos.

Fica a pergunta: quem será o Agaciel Maia de lá?

O editor

FIA investiga acidente de Nelsinho Piquet em Cingapura-2008 e pode punir Briatore

A Fórmula 1 pode estar próxima de mais um escândalo. Neste domingo, Reginaldo Leme, comentarista da Rede Globo, revelou que a Federação Internacional de Automobilismo (FIA), contratou uma empresa independente para investigar o acidente de Nelsinho Piquet no GP de Cingapura de 2008, fato decisivo para a vitória de Fernando Alonso. Flavio Briatore, chefe da Renault, teria mandado o brasileiro bater de propósito na 16ª volta, três após o primeiro pit stop do espanhol.

Na ocasião, a estratégia de Alonso era considerada ousada e precisaria de um safety car no início da prova para dar certo. Coincidentemente, Nelsinho bateu em um local que forçaria a entrada do carro de segurança.

– O acidente do Nelsinho teria sido premeditado para que houvesse a entrada do carro de segurança em Cingapura. Ele bateu de uma forma muito estranha.

Recentemente, conversando com o Felipe Massa, ele me chamou a atenção disso. E o Felipe foi ao Briatore e disse: “Essa batida não está certa, aconteceu porque vocês quiseram”.

Outros pilotos levantaram esta hipótese na época e agora isso vem à tona por causa da investigação que a FIA está fazendo. Ela contratou uma empresa independente e tem depoimentos contundentes que incriminam Flavio Briatore – disse Reginaldo Leme na transmissão do GP da Bélgica na Rede Globo.

G1

Telecomunicação / Fórmula 1 – Ex-taxistas compra a Honda, agora Bruno Senna corre

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Segundo homem mais rico do mundo, o milionário mexicano Carlos Slim será o salvador da equipe Honda de Fórmula 1. O anúncio ainda não é oficial, mas é dado como certo pelo jornal italiano “La Stampa”, que garante ainda o brasileiro Bruno Senna ao lado de Jenson Button no cockpit da equipe.

O site oficial da Honda não fala nada sobre a negociação, mas, de acordo com o diário italiano, a divulgação da compra por Slim será feita após serem formalizados os detalhes de transferência de propriedade da equipe. A relação de Bruno Senna com o milionário mexicano é antiga, já que o brasileiro é patrocinado pela empresa de telecomunicações Embratel, de propriedade de Slim.

Aos 68 anos, Carlos Slim tem uma fortuna estimada em R$ 195 bilhões, ficando atrás apenas do investidor americano Warren Buffet na lista dos homens mais ricos do planeta. Na semana passada, ele já havia protagonizado uma cena insólita na Honda, quando foi conhecer a fábrica de Brackley, na Inglaterra. Seu helicóptero era tão grande que não pôde descer no heliporto da planta, obrigando os funcionários da equipe a esvaziarem o estacionamento para que ele pudesse descer.

Slim terá consultoria dos japoneses no primeiro ano

A aquisição por parte de Carlos Slim vai terminar com um período de incertezas na escuderia, que começou com a crise financeira que abalou o mundo este ano. Segunda maior montadora do Japão, a Honda era uma das maiores investidoras da Fórmula 1, mas teve problemas com a queda nas vendas de carros de passeio, sendo obrigada a reduzir a produção e cortar custos.

Segundo a proposta inicial de venda da Honda, Carlos Slim terá todo o suporte da montadora em seu primeiro ano, além de poder contar ainda com os experientes Nick Fry e Ross Brawn na escuderia. A experiência dos japoneses na Fórmula 1 é antiga, com a Honda tendo estreado na categoria em 1964. Em 1968, a equipe abandonou as pistas, voltando em 1983 apenas como fornecedora de motores. Nesse período, os japoneses conquistaram seis títulos mundiais, sendo que três deles com Ayrton Senna, tio de Bruno, no volante.

Com o fim da era turbo, a montadora deixou a Fórmula 1, voltando então em 2000, novamente fornecendo motores, desta vez para a BAR, além de dar consultoria no desenvolvimento do carro. Em 2006, os japoneses anunciaram a compra da escuderia, trocando o nome para Honda. A empresa também tinha participação não-oficial na Super Aguri, equipe que abandonou o grid após quatro corridas da última temporada por problemas financeiros.

Chegada de Bruno Senna marca saída de Rubinho

A presença de Bruno Senna na equipe vai marcar também o adeus de Rubens Barrichello após duas temporadas dele ao lado de Jenson Button. A saída de Rubinho, porém, já era previsível, na medida em que a Honda havia confirmado Button por mais um ano e vinha testando novos pilotos. Desde o fim da temporada 2008, a escuderia testava os brasileiros Lucas di Grassi e Bruno Senna, com vantagem para o segundo, que teve números melhores em Barcelona.

Vice-campeão da GP2, Bruno vai chegar à Fórmula 1 com a responsabilidade de carregar um dos sobrenomes mais famosos da categoria. Tricampeão mundial, Ayrton Senna é lembrado por muitos como um dos maiores pilotos da história da categoria. Bruno, por seu lado, chega sem muita experiência, tendo voltado às pistas em 2005, após ter interrompido a sua curta carreira em 1994 devido à morte do tio em Imola, mas com a fama de ter muita categoria.

Após correr em 2005 nas Fórmulas BMW e Renault, Bruno Senna se transferiu para a Fórmula 3 inglesa, onde começou a se projetar como um novo talento e terminou na terceira colocação do Mundial. Em 2007, Bruno dava os primeiros sinais de que gostaria de correr na Fórmula 1 e se transferiu para a GP2. Oitavo colocado em sua primeira temporada na categoria, Senna passou a um dos principais favoritos ao título no ano seguinte. Depois de figurar na primeira colocação durante a temporada, Bruno Senna acabou ultrapassado no fim por Giorgio Pantano, que ficou com o título.

do Globo