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Blog do Mesquita,Corrupção,Remédios,Crime,Justiça,Brasil

Condenada por superfaturamento na venda de remédios para o governo,empresa continua vendendo para o governo

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O GONAPEPTYL DEPOT é um remédio usado para tratamento de alguns tipos de câncer, como o de mama e próstata, e endometriose. É distribuído pelo Sistema Único de Saúde por meio de convênios com as secretarias estaduais e municipais de saúde. Em 2010, cada dose do medicamento custava R$ 177. Ou deveria custar. O governo do Mato Grosso, por exemplo, achou razoável pagar R$ 319,65. Comprou pelo menos 200 delas de uma distribuidora de remédios chamada Hospfar – todas superfaturadas.

As compras chamaram a atenção do Tribunal de Contas e do Ministério Público do Mato Grosso, que abriram investigações contra a empresa. Não foram as únicas. O roteiro com a Hospfar se repetiu em pelo menos sete outros estados.

RELATORIO TECNICO 20087 2011 0114 pages

A Hospfar distribui uma linha ampla de itens hospitalares para os governos federal, estaduais e prefeituras. São produtos de higiene pessoal, limpeza, fios cirúrgicos, cosméticos e medicamentos de referência genéricos e similares. Só no governo federal, entre 2011 e 2017, a empresa manteve 991 contratos e convênios com dezenas de órgãos subordinados a dez ministérios. Faturou R$ 379 milhões. Na verdade, continua faturando mesmo após as denúncias e as comprovações de produtos superfaturados.

Fraudes em três níveis de governo

Os três sócios da Hospfar, Brandão de Souza Rezende, Moisés Alves de Oliveira Neto e Marcelo Reis Perillo, são réus por formação de cartel, associação criminosa, desvio de dinheiro público, fraude em licitações e superfaturamento de preços. Além de inflar os preços, eles são acusados de liderar um esquema que embutia no valor dos produtos vendidos para as secretarias de saúde os 17% do Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços, o ICMS. Na nota fiscal, declaravam a isenção tributária a que os estados têm direito, e embolsavam indevidamente os recursos.

O trio de sócios também responde a 51 processos pela venda de produtos a preços mais altos para o SUS. No total, o valor das multas aplicadas pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, a CMED, órgão responsável por estabelecer limites para preços de medicamentos e pela fixação e monitoramento do desconto mínimo obrigatório para compras públicas, chega a R$ 13,7 milhões.

Em Goiás, a empresa causou um rombo de mais de R$ 13 milhões. O estado era governado pelo primo de um de seus sócios.

Só em Goiás, estado então governado por Marconi Perillo, primo de Marcelo Reis Perillo, a Hospfar e mais duas empresas, a Milênio e Medcomerce, são acusadas de causar um rombo de mais de R$ 13 milhões à União e ao estado com venda de remédios superfaturados entre 2002 e 2006.

O Ministério Público estadual condenou a Hospfar a restituir aos cofres públicos pagamentos irregulares recebidos na compra de medicamentos caros, com recursos repassados por meio do SUS. Na condenação, o Ministério Público de Goiás bloqueou os bens dos condenados e proibiu a empresa de participar de qualquer licitação da Secretaria Estadual de Saúde e de celebrar qualquer contrato com o Estado de Goiás. A empresa recorreu e reverteu a decisão.

Procurada, a Hospfar disse, por meio de sua assessoria de imprensa, que sempre praticou “preços em plena consonância com os editais licitatórios e com a legislação vigente”. Sobre as multas por superfaturamento, a empresa argumenta que já apresentou as defesas com as “devidas justificativas legais”, e que “considera inadequado se manifestar” antes da decisão final da justiça. Segundo a empresa, as multas “só passam a existir quando os processos forem julgados, o que ainda não é o caso”.

Cientes do histórico, os sócios da Hospfar já tentaram apagar os rastros judiciais na internet. Eles entraram com uma ação para pedir a remoção de todos os seus processos do JusBrasil, site que indexa processos públicos. Não deu certo – os processos continuam no ar.

Presunção de inocência

A Hospfar foi fundada em Goiânia em 1991. A empresa cresceu rapidamente ao longo das últimas décadas, especialmente a partir de 2000. Em apenas seis anos, foram inauguradas sedes em Brasília, Belo Horizonte, Belém, Recife, Cuiabá e São Paulo. Apesar da coleção de condenações e irregularidades, os negócios com o governo continuam a pleno vapor.

Hoje, o principal cliente da Hofspar no governo é o Ministério da Defesa, com 539 contratos ativos, seguido da Educação, com 267. A Saúde vem em terceiro, com 125 – e são também os mais caros: R$ 200 milhões. Só o Departamento de Logística em Saúde, subordinado ao ministério da Saúde, rendeu à empresa R$ 114 milhões.

‘Não há ilegalidade nas contratações’, diz o TCU.

Além da coleção de denúncias, a Hospfar também recebeu 530 sanções baseadas na Lei de Licitações – a maioria por atraso na entrega de medicamentos. Entre elas, três suspensões que, em tese, a impediriam de fechar negócios com o órgão que a sancionou por períodos pré-determinados. Mas isso nunca aconteceu.

Segundo o Tribunal de Contas da União, são os órgãos que contratam as licitações que decidem se as multas aplicadas são preventivas, educativas ou repressivas a ponto de proibir novos contratos. “Há muitos processos por improbidade administrativa, mas não há trânsito em julgado e prevalece a presunção de inocência”, explicou Frederico Julio Goepfert Junior, Secretário de Controle Externo de Aquisições Logísticas do TCU.

Em pregões eletrônicos, por exemplo, o critério é sempre o menor preço. Se a empresa vencer a licitação e apresentar todos os documentos que provam o cumprimento das exigências do edital, e não estiver impedida de atuar, não há como rescindir o contrato. “Não há ilegalidades nessas contratações.”

Um esquema velho conhecido

A Hospar não é a única que se beneficia de esquemas de superfaturamento na área da saúde. Os processos que investigam a empresa também mencionam outras 15 – entre elas, a Artfio, Cristália, Cristalfarma e Rioclarense. Todas são rés ou condenadas por crimes contra a administração pública – mas, na prática, continuam fornecendo medicamentos e produtos hospitalares para o governo federal.

Só a Cristália, por exemplo, foi investigada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica, o Cade, com outras 14 empresas por prática de cartel em licitações públicas destinadas à aquisição de medicamentos.

O Cade encontrou evidências que sócios da Cristália e das outras empresas monitoravam as licitações para acertar previamente quais seriam as vencedoras e os valores a serem ofertados por cada uma, como os lotes seriam divididos, quais apresentariam propostas ou não apresentariam lances. A prática teria ocorrido desde 2007 até 2011, em Minas Gerais, São Paulo, Bahia e Pernambuco na venda de medicamentos antidepressivos, ansiolíticos, analgésicos, sedativos, anticoagulantes, além de medicamentos para hipertensão, refluxo e tosse.

A denúncia foi feita pelo Ministério Público do Estado de Minas Gerais, que realizou interceptações telefônicas e mandados de busca e apreensão nas sedes das empresas investigadas.

O esquema, no entanto, também não impediu o governo de continuar comprando. A Cristália ainda possui 1.613 contratos com órgãos subordinados a oito ministérios e até com a Presidência da República. O maior contratante é o Ministério da Defesa, com 962 pagamentos. No total, a empresa já recebeu R$ 1,8 bilhão do governo – R$ 515 milhões só em 2017.

Procurada, a Cristália disse que “está prestando os devidos esclarecimentos para comprovar sua idoneidade nos processos licitatórios e tem rígidas normas de compliance para garantir a excelência em todos os serviços prestados”.

Nova terapia contra câncer é mais eficaz que quimioterapia

Tratamento: a droga imunoterápica ainda terá que ser aprovada por órgãos de saúde para ser disponibilizada em clínicas.

Mulher recebendo tratamento em hospital

 Cientistas desenvolveram um novo tratamento que promete aumentar o tempo de vida de pacientes com tipos agressivos de câncer. O estudo revelou que os voluntários que receberam a droga imunoterápica Nivolumab viveram, em média, dois meses a mais do que aqueles que receberam quimioterapia tradicional.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]

A pesquisa, que foi publicada no New England Journal of Medicine, teve a participação de 361 pacientes com câncer de cabeça e pescoço. Todos eles já haviam passado pelo tratamento quimioterápico e não mostraram melhora. De acordo com o estudo, 600 mil casos da doença são diagnosticados todo ano no mundo, sendo que os pacientes nessa condição vivem cerca de seis meses.

Dos 361 voluntários, 240 foram tratados com Nivolumab e 121 receberam tratamentos com um de três tipos diferentes de quimioterapia durante quase dois meses. De todos os participantes que receberam a droga imunoterápica ao longo de um ano, 133 morreram (55,4%), enquanto 85 pessoas (70,2%) das que fizeram quimioterapia faleceram.

A pesquisa também revelou que, em média, a taxa de sobrevivência dos pacientes que tomaram o Nivolumab foi de 7,5 meses, enquanto a mesma taxa das pessoas que fizeram o tratamento quimioterápico foi de 5,1 meses.

Além de aumentar o tempo de vida dos pacientes, o Nivolumab também melhorou a qualidade de vida deles. Os pesquisadores notaram que apenas 13% dos pacientes que fizeram o novo tratamento tiveram efeitos colaterais – como enjoo e falta de apetite – em comparação com 35% dos voluntários que passaram pela quimioterapia.

Kevin Harrington, um dos autores do estudo, disse em um comunicado que os resultados indicam que a os médicos agora tem um novo tratamento que pode prolongar significativamente a vida dos pacientes com câncer de cabeça e pescoço. “Eu estou ansioso para vê-lo (o tratamento) nas clínicas.”

O Nivolumab faz parte de um grupo de medicamentoschamado de inibidores de checkpoint. Eles bloqueiam a ligação entre receptores nas células imunológicas e suas proteínas irmãs – essa inativa as células de defesa do corpo. Esse bloqueio faz com que as células imunológicas identifiquem as células cancerosas e as destruam.

Essa não é a primeira vez que cientistas fazem pesquisas com o Nivolumab para o tratamento de câncer. Um estudo, também publicado no New England Journal of Medicine, mostrou que pessoas com câncer de pulmão que receberam o medicamento viveram, em média, 3,2 meses a mais do que aqueles que receberam quimioterapia.

O Nivolumab ainda terá que passar por aprovação pela Agência Europeia de Medicamentos antes de ser disponibilizado para pacientes com câncer de cabeça e pescoço do sistema nacional de saúde do Reino Unido (NHS).
Marina Demartini/EXAME

Anvisa autoriza prescrição de remédios à base de maconha

Anvisa autoriza prescrição e importação de remédios com canabidiol e THC no país.

Anvisa autoriza prescrição de remédios à base de maconha
Os medicamentos contendo as substâncias devem ser importados por pessoa física, para tratamento de saúde, mediante prescrição médica (Foto: Reprodução/Internet)
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta segunda-feira, 21, a Resolução 66, no Diário Oficial da União. A resolução autoriza a prescrição e importação de medicamentos e produtos contendo canabiodiol e/ou tetrahidrocanabidiol (THC).
Essas substâncias são encontradas na planta da maconha, e são muito utilizadas em remédios para inibir convulsões.

Na resolução, ficou determinado que  os medicamentos contendo as substâncias devem ser importados em caráter de excepcionalidade por pessoa física, para uso próprio, para tratamento de saúde, mediante prescrição médica.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Em janeiro de 2015, o Canabidiol (CBD) foi retirado da lista de substâncias proibidas no Brasil e passou para a lista C1 da Portaria 344/98, que regula define os controles e proibições de substâncias no país.

Confira abaixo o texto da resolução:

“Art. 1º O artigo 61 da Portaria SVS/MS nº 344, de 12 de maio de 1998, passa a vigorar com a seguinte redação:

‘Art. 61 (…)

  • 1º Excetuam-se do disposto no caput:

I – a prescrição de medicamentos registrados na Anvisa que contenham em sua composição a planta Cannabis sp., suas partes ou substâncias obtidas a partir dela, incluindo o tetrahidrocannabinol (THC).

II – a prescrição de produtos que possuam as substâncias canabidiol e/ou tetrahidrocannabinol (THC), a serem importados em caráter de excepcionalidade por pessoa física, para uso próprio, para tratamento de saúde, mediante prescrição médica.

  • 2º Para a importação prevista no inciso IIdo paragrafoo anterior se aplicam os mesmos requisitos estabelecidos pela Resolução da Diretoria Colegiada – RDC nº 17, de 6 de maio de 2015.” (NR)

De acordo com a Anvisa, a discussão sobre a reclassificação do Canabidiol teve início em 2014 a partir da identificação de pacientes com síndromes que levam a espasmos e epilepsia e que encontram no CBD a melhor resposta terapêutica para seus tratamentos.

O Canabidiol é uma substância extraída a partir da planta Cannabis, cujo uso no Brasil é proibido.

Zika Vírus: A “midiapondria” e os interesses mercadológicos

Remédios,Negócios,Indústria Farmacêutica,Zika,Blog do MesquitaNo início desse mês, o Google News indicava a ocorrência de cerca de 38 milhões de notícias com a palavra “zika vírus”.

Se considerarmos que há uma gama de produtos midiáticos que não chegam ao buscador, esse número deve ser ainda maior.

Por Armanda Miranda – Publicado originalmente no site Objethos, 15/2/2016, sob o titulo “O sika virus e a mediopondria: três momentos de uma cobertura”

O assunto, considerado de interesse público devido aos constantes alertas emitidos pelo Estado e pelos organismos de saúde, tem ocupado também os programas de entretenimento, como os populares Encontro com a Fátima Bernardes e Domingão do Faustão. A tentativa de analisar como tais produtos desenham o fenômeno é importante por dois motivos: o jornalismo produz conhecimento e, como tal, fomenta o debate sobre o assunto.

Como forma de produção do conhecimento, o jornalismo tem um papel muito relevante nos períodos de incerteza: é ele quem se ocupa de tentar organizar as informações e levá-las ao público com uma linguagem abrangente e sem vícios do campo de origem. Se os cientistas se preocupam, agora, em tentar compreender a dinâmica do vírus, os jornais têm a missão de sintetizar isso de modo que a audiência consiga entender melhor o momento sem que para isso precise de um diploma de biologia ou medicina. Este percurso da “tradução” é tradicional no jornalismo científico e também vem sendo a tônica nos produtos do jornalismo especializado em saúde. Nas palavras de Lopes et al (2012, p.131):[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

A comunicação mediática passou a ser entendida como o meio privilegiado para aumentar o conhecimento e a consciência das populações sobre os assuntos de saúde, bem como para influenciar as suas percepções, crenças e atitudes, muito para além do clássico modelo de comunicação médico-paciente.

Como campo relevante para a propagação do debate público, o jornalismo traz em seus produtos questões que podem levar à tomada de posição sobre determinados fatos. É assim, por exemplo, que se tem discutido como os agentes públicos podem orientar a prevenção da proliferação do mosquito ou mesmo como o país precisa de mais investimento em ciência e tecnologia para reagir a momentos de incerteza. Ao ter contato com os argumentos difundidos na esfera midiática, por fontes que muitas vezes revelam posições contrastantes, a audiência se sente parte do que ocorre em dimensões que transcendem sua casa, seu bairro, sua cidade.

Também é pertinente identificarmos o jornalismo como um produto cultural. Assim, se a cobertura segue um rumo alarmista, podemos considerar que os agentes públicos também emitem estes alarmes de forma sistemática. Se ela parece confusa e fragmentada, também compreendemos que é por se tratar de um fenômeno novo, em processo, incerto. Não estamos falando que o jornalismo reflete uma suposta realidade, nem isentando os seus produtos dos erros, mas é importante pensar na cobertura dentro de um contexto de indefinições. Os produtos midiáticos são frutos do seu tempo e estão a ele conectados.

Partindo dessas definições do jornalismo, elencamos três diferentes momentos da cobertura sobre o zika vírus. A perspectiva é cronológica, o que não significa que ela seja assumida como absolutamente linear. Os links foram coletados a partir de alertas do Google News para expressões como “zika vírus”, “microcefalia” e “Ministério da Saúde”.

  1. A incerteza

Consideramos o decreto de situação de emergência por conta da associação do zika vírus à microcefalia como o ponto alto do início da cobertura jornalística. Em 11 de novembro, o portal UOL publicou a notícia, em associação às estatísticas da doença divulgadas pelo estado de Pernambuco.

Trata-se de um momento de total incerteza – tanto dos órgãos públicos, quanto dos produtos jornalísticos. Há, também, a ênfase na busca de dados estatísticos, uma das formas mais recorrentes de objetivação dos fatos em textos jornalísticos. Outra preocupação é a de didatizar o fenômeno e elucidar questões que antes era restritas aos corpos médicos.

Os desencontros de informação são evidentes, algo que parece comum diante de um período de incertezas, mas que exige um movimento de análise permanente dos produtores de conteúdo a fim de identificar erros e problemas de informação. A opção por divulgar casos suspeitos também pode ser questionada, especialmente se as atualizações dos dados forem negligenciadas

Neste momento, os produtos jornalísticos tendem a assumir um tom catastrófico, alarmista e sensacionalista – o que pode eventualmente prejudicar as políticas de contenção formuladas pelos órgãos públicos ou mesmo originar uma epidemia que não existe. A ânsia em sair na frente e em produzir informações sobre algo ainda desconhecido pode resultar em prejuízos para a audiência, que não raramente tem no jornalismo sua principal fonte de informação.

  1. Adesão à ciência

Em um segundo momento da cobertura, percebeu-se a busca contínua de didatização do fenômeno, na tentativa de minimizar as sensações de riscos. Entraram, aí, as notícias que se propunham a derrubar mitos e as que se comunicavam com o leitor no sentido de fazê-lo compreender informações que antes circulavam de modo restrito. A prevenção também passou a ser pauta, com destaque para dicas práticas e utilitárias.

Foi nesta fase, também, que identificamos um movimento interessante a ser estudado: a transformação dos cientistas e pesquisadores brasileiros em definidores primários. Se no primeiro momento da cobertura os agentes públicos e organismos de saúde tinham o peso das fontes oficias, neste segundo momento os próprios cientistas passaram a ser visados pelos jornalistas. Mais do que isso: a imprensa começou a acompanhar o trabalho de centros de referência, como a Fiocruz.

Tradicionalmente, o jornalismo científico é criticado por se ater às descobertas e às certezas (sempre incertas, diga-se) produzidas pela ciência. Neste caso, o movimento pareceu diferente, voltado também aos processos, como no caso do acompanhamento de uma equipe de investigadores da Universidade de São Paulo ou até mesmo na humanização da figura dos cientistas, algo pouco comum em coberturas desse tipo.

O problema, aqui, é partir para um outro extremo: o de fortalecer a fé na ciência, como se a ela nada pudesse escapar. Em períodos de incerteza, é comum que determinadas instituições se fortaleçam. Se o poder público pode ser elevado ao posto de culpado por não conseguir conter uma suposta crise, os cientistas ganham o status de potenciais pontos de fuga dessa mesma crise. Reforça-se, assim, o estereótipo da ineficiência do Estado e da crença segura na ciência.

  1. O caminho do debate público

Identificamos, agora, um terceiro momento da cobertura da epidemia: o fortalecimento dos argumentos que constituem o jornalismo como um espaço de debate público. É o que temos acompanhado, por exemplo, nas discussões acerca da legalização do aborto para gestante com fetos diagnosticados com microcefalia.

O debate promete acirrar argumentos favoráveis e contrários à indicação da interrupção da gravidez, envolvendo o poder público e o judiciário e a religião. A cobertura também busca a humanização da temática, recorrendo a histórias de vida de jovens com microcefalia e abordando a temática social que emerge desta questão.

Trata-se, em suma, de um momento de mobilização de fontes antagônicas, da busca da racionalidade científica de um lado (ou do saber médico, como preferiria o filósofo Michel Foucault) e do apelo à religião e à política de outro. A polêmica, evidentemente, alimenta o debate e também mobiliza a audiência, gerando engajamento, cliques e compartilhamentos.

Neste mesmo momento, a ciência ainda revela suas incertezas, os agentes públicos continuam a se manifestar na tentativa de reduzir danos e de acenar para a prevenção. Por outro lado, os desencontros de informação (aqui e aqui, por exemplo) e a ênfase nas estatísticas também persistem. Ao divulgar os casos suspeitos – com números sempre altos – , o poder público e a imprensa tendem a aumentar a sensação de pânico e de incerteza, o que pode motivar na audiência uma dependência cada vez maior dessas informações, ainda que estas sejam tão duvidosas quanto é o próprio vírus.

O protagonismo do (bom) jornalismo especializado em saúde

Ao tentar  levantar a cronologia da cobertura jornalística sobre o zika vírus, podemos concluir, ao menos no estágio em que estamos hoje, que os produtos midiáticos alimentam o que chamaremos de midiapondria: uma necessidade permanente por parte da audiência de receber informações atualizadas sobre pautas da área.

Mas quem calcula essa necessidade? Como os jornalistas sabem que o leitor realmente está interessado neste volume de pautas? Por um lado, seria um interesse óbvio, considerando que o jornalismo é produto cultural e estamos sintonizados a uma era de cuidados com o corpo e com a mente, uma era da saúde perfeita, como já disse o filósofo Lucien Sfez. Por outro, não se pode desconsiderar que se trata de um interesse dos próprios veículos, de seus financiadores e da estrutura biopolítica à qual estamos integrados. Nas palavras de Kucinsky (2012), esta temática também precisa ser compreendida à luz dos interesses mercadológicos que projeta:

“Revistas como a Veja produzem capas de saúde regularmente, porque são as capas que vendem, na concepção de mercado que eles têm; mesmo quando está caindo um World Trade Center, eles fazem questão de a cada três ou quatro edições dar uma capa de saúde. (…) Então nós vemos que há uma espécie dum turbinamento: a saúde é vendida como mercadoria e, portanto, na mídia ela é mais mercadoria ainda, é dupla-mercadoria porque tem que ser muito mercadológica a forma como é apresentada, a forma como é tratada”.

Em qualquer cenário, o jornalismo especializado em saúde acaba alçado ao papel de protagonista de um tempo de indefinições. Por conta disso, é importante que ele esteja alinhado às estratégias de prevenção, sem apelar para um tom catastrófico e alarmista e buscando organizar os fatos de forma a minimizar dúvidas. Para os midiapondríacos, nenhum remédio é melhor do que a informação de qualidade.

Armanda Miranda é doutoranda no POSJOR/UFSC e pesquisadora do Objethos

Referências:
KUSCINSKY, Bernardo. Jornalismo e Saúde na Era Neoliberal. Disponível em:http://www.scielo.br/pdf/sausoc/v11n1/10.pdf. Acesso em: 10 de outubro de 2013.
LOPES, Felisbela et al. (org). Ebook. A saúde em notícia. Repensando práticas de comunicação. Universidade do Minho. 2013. Disponível em: <http://www.ics.uminho.pt/uploads/eventos/EV_8167/20131217286093508750.pdf&gt;. Acesso em: 12 dez. 2013.

“As farmacêuticas bloqueiam medicamentos que curam, porque não são rentáveis”

Richard J. Roberts: “É habitual que as farmacêuticas estejam interessadas em investigação não para curar, mas sim para tornar crónicas as doenças com medicamentos cronificadores”. Foto de Wally Hartshorn

O Prêmio Nobel da Medicina Richard J. Roberts denuncia a forma como funcionam as grandes farmacêuticas dentro do sistema capitalista, preferindo os benefícios econômicos à saúde, e detendo o progresso científico na cura de doenças, porque a cura não é tão rentável quanto a cronicidade.

Há poucos dias, foi revelado que as grandes empresas farmacêuticas dos EUA gastam centenas de milhões de dólares por ano em pagamentos a médicos que promovam os seus medicamentos. Para complementar, reproduzimos esta entrevista com o Prêmio Nobel Richard J. Roberts, que diz que os medicamentos que curam não são rentáveis e, portanto, não são desenvolvidos por empresas farmacêuticas que, em troca, desenvolvem medicamentos cronificadores que sejam consumidos de forma serializada.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Isto, diz Roberts, faz também com que alguns medicamentos que poderiam curar uma doença não sejam investigados. E pergunta-se até que ponto é válido e ético que a indústria da saúde se reja pelos mesmos valores e princípios que o mercado capitalista, que chega a assemelhar-se ao da máfia.

A investigação pode ser planeada?

Se eu fosse Ministro da Saúde ou o responsável pelas Ciência e Tecnologia, iria procurar pessoas entusiastas com projetos interessantes; dar-lhes-ia dinheiro para que não tivessem de fazer outra coisa que não fosse investigar e deixá-los-ia trabalhar dez anos para que nos pudessem surpreender.

Parece uma boa política.

Acredita-se que, para ir muito longe, temos de apoiar a pesquisa básica, mas se quisermos resultados mais imediatos e lucrativos, devemos apostar na aplicada …

E não é assim?

Muitas vezes as descobertas mais rentáveis foram feitas a partir de perguntas muito básicas. Assim nasceu a gigantesca e bilionária indústria de biotecnologia dos EUA, para a qual eu trabalho.

Como nasceu?

A biotecnologia surgiu quando pessoas apaixonadas começaram a perguntar-se se poderiam clonar genes e começaram a estudá-los e a tentar purificá-los.

Uma aventura.

Sim, mas ninguém esperava ficar rico com essas questões. Foi difícil conseguir financiamento para investigar as respostas, até que Nixon lançou a guerra contra o cancro em 1971.

Foi cientificamente produtivo?

Permitiu, com uma enorme quantidade de fundos públicos, muita investigação, como a minha, que não trabalha directamente contra o cancro, mas que foi útil para compreender os mecanismos que permitem a vida.

O que descobriu?

Eu e o Phillip Allen Sharp fomos recompensados pela descoberta de introns no DNA eucariótico e o mecanismo degen splicing (manipulação genética).

Para que serviu?

Essa descoberta ajudou a entender como funciona o DNA e, no entanto, tem apenas uma relação indirecta com o cancro.

Que modelo de investigação lhe parece mais eficaz, o norte-americano ou o europeu?

É óbvio que o dos EUA, em que o capital privado é ativo, é muito mais eficiente. Tomemos por exemplo o progresso espetacular da indústria informática, em que o dinheiro privado financia a investigação básica e aplicada. Mas quanto à indústria de saúde… Eu tenho as minhas reservas.

Entendo.

A investigação sobre a saúde humana não pode depender apenas da sua rentabilidade. O que é bom para os dividendos das empresas nem sempre é bom para as pessoas.

Explique.

A indústria farmacêutica quer servir os mercados de capitais …

Como qualquer outra indústria.

É que não é qualquer outra indústria: nós estamos a falar sobre a nossa saúde e as nossas vidas e as dos nossos filhos e as de milhões de seres humanos.

Mas se eles são rentáveis investigarão melhor.

Se só pensar em lucros, deixa de se preocupar com servir os seres humanos.

Por exemplo…

Eu verifiquei a forma como, em alguns casos, os investigadores dependentes de fundos privados descobriram medicamentos muito eficazes que teriam acabado completamente com uma doença …

E por que pararam de investigar?

Porque as empresas farmacêuticas muitas vezes não estão tão interessadas em curar as pessoas como em sacar-lhes dinheiro e, por isso, a investigação, de repente, é desviada para a descoberta de medicamentos que não curam totalmente, mas que tornam crônica a doença e fazem sentir uma melhoria que desaparece quando se deixa de tomar a medicação.

É uma acusação grave.

Mas é habitual que as farmacêuticas estejam interessadas em linhas de investigação não para curar, mas sim para tornar crônicas as doenças com medicamentos cronificadores muito mais rentáveis que os que curam de uma vez por todas. E não tem de fazer mais que seguir a análise financeira da indústria farmacêutica para comprovar o que eu digo.

Há dividendos que matam.

É por isso que lhe dizia que a saúde não pode ser um mercado nem pode ser vista apenas como um meio para ganhar dinheiro. E, por isso, acho que o modelo europeu misto de capitais públicos e privados dificulta esse tipo de abusos.

Um exemplo de tais abusos?

Deixou de se investigar antibióticos por serem demasiado eficazes e curarem completamente. Como não se têm desenvolvido novos antibióticos, os micro organismos infecciosos tornaram-se resistentes e hoje a tuberculose, que foi derrotada na minha infância, está a surgir novamente e, no ano passado, matou um milhão de pessoas.

Não fala sobre o Terceiro Mundo?

Esse é outro capítulo triste: quase não se investigam as doenças do Terceiro Mundo, porque os medicamentos que as combateriam não seriam rentáveis. Mas eu estou a falar sobre o nosso Primeiro Mundo: o medicamento que cura tudo não é rentável e, portanto, não é investigado.

Os políticos não intervêm?

Não tenho ilusões: no nosso sistema, os políticos são meros funcionários dos grandes capitais, que investem o que for preciso para que os seus boys sejam eleitos e, se não forem, compram os eleitos.

Há de tudo.

Ao capital só interessa multiplicar-se. Quase todos os políticos, e eu sei do que falo, dependem descaradamente dessas multinacionais farmacêuticas que financiam as campanhas deles. O resto são palavras…

Publicado originalmente no La Vanguardia.
Tradução de Ana Bárbara Pedrosa

Remédios Antigos – Vinho de Cocaína

Remédios Antigos,Vino de cocaína Mariani,Memória,Publicidades antigasQuando foram descobertas, a Cocaína, morfina e até a heroína eram vistos como remédios miraculosos .

Hoje são proibidas, mas estavam legalmente disponíveis no passado.

Muitos dos fabricantes existem até hoje, e proclamavam até o final do século 19 que seus produtos continham estas drogas.

O Vinho Mariani (1865) era o principal vinho de coca do seu tempo.

Era recomendado também, vejam só, contra a influenza.

O Papa Leão XIII carregava um frasco de Vinho Mariani consigo e premiou seu criador, Angelo Mariani, com uma medalha de ouro.


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Remédios Antigos

Quando foram descobertas, a Cocaína, morfina e até a heroína eram vistos como remédios miraculosos . Hoje são proibidas, mas estavam legalmente disponíveis no passado.

Publicidade Antiga,Heroína da BayerHeroína da Bayer – Entre 1890 a 1910

Muitos dos fabricantes existem até hoje, e proclamavam até o final do século 19 que seus produtos continham estas drogas.

A heroína era divulgada como um substituto não viciante da morfina e remédio contra tosse para crianças.


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Tópicos do dia – 18/05/2012

09:31:59
O governo federal investirá R$ 1,2 bilhão no Nordeste para combater a estiagem, inclusive a seca verde que afeta os municípios do Ceará.
Novamente esse papo! Não resolvem pra valer nunca. Essas politiquinhas são paliativas desde D. Pedro. Chega de reuniões, comissões, sobrevoos de áreas e outras porcarias eleitoreiras.

09:39:25
SBT flagra mensagem de Vaccarezza para governador do Rio.
É uma pizzaria de porcarias. 

10:50:18
Dilma proíbe venda de remédios que não exigem receita em supermercados.

A presidenta Dilma Rousseff vetou a liberação da venda de remédios que não exigem prescrição médica em supermercados, armazéns, empórios, lojas de conveniência e similares. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (18). Segundo a presidente, a liberação “dificultaria o controle sobre a comercialização”. “Ademais, a proposta poderia estimular a automedicação e o uso indiscriminado, o que seria prejudicial à saúde pública”. No dia 25 de abril, a medida provisória havia sido aprovada pelo Senado.

16:06:21
Tem jeito não! Deputado do PT paga doméstica com verba da Câmara.
Crítico ferrenho da família Sarney e atual presidente da Comissão de Direitos Humanos, o deputado federal Domingos Dutra (PT-MA) é acusado de pagar uma empregada doméstica com dinheiro da Câmara. Regiane Abreu dos Anjos foi contratada em setembro de 2010, mas só descobriu que era funcionária fantasma do gabinete três meses depois, quando, demitida, procurou a 5ª Vara do Trabalho. Dutra alega ser vitima de adversários e disse que processa Regiane por “calúnia”.
Ps. Novamente a vítima é a culpada. Putz!
Registro policial
Regiane fez ocorrência na Polícia Civil, onde disse ter confiado seus documentos à mulher do deputado Dutra, para abrir conta na Caixa.

Fantasminha camarada
A documentação foi usada para nomear a doméstica como assessora parlamentar na Câmara, com salário que chega a R$ 3,1 mil por mês.

Sem conciliação
Domingos Dutra foi obrigado a indenizar a domestica com seis parcelas de R$ 1,5 mil, em razão de direitos trabalhistas negligenciados.

Precedente
Em março de 2009, o então deputado Alberto Fraga (DEM-DF) foi acusado de pagar uma babá nomeando-a assessora do seu gabinete.
coluna Claudio Humberto


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Tópicos do dia – 19/01/2012

08:18:36
Datena diz que Boninho, diretor do Big Brother, deveria ser preso
Faz sucesso na internet a declaração de Datena, dizendo que Boninho, diretor do Big Brother, deveria ser preso
O jornalista Hildeberto Aleluia nos chama atenção para a extraordinária repercussão das declarações do apresentador José Luiz Datena, sobre o episódio do estupro no Big Brother Brasil. Convidado por Adriane Galisteu para dar sua opinião durante o programa “Muito+”, Datena foi categórico: “Tinha que prender o diretor de programa da Rede Globo.”

Ele justificou dizendo que uma afiliada da Record foi tirada do ar por mostrar cenas de estupro durante um programa jornalístico. “Se a coisa fosse séria, tinha que prender o diretor, esse Boninho”, afirmou. “Mas não é.”

“A droga que é distribuída nessa porcaria desse programa aí, que é o álcool, é uma droga pesada e é a principal responsável por matar pessoas. Se você bota isso na televisão, bota um monte de meninos com os hormônios lá em cima e enche a cara de todo mundo, você está incitando que isso aconteça. Então a responsabilidade deveria ser primeiro de quem coloca o programa no ar, da Rede Globo de Televisão.”

O apresentador disse que a história toda parece ter sido “um grande golpe publicitário”, já que ninguém do canal foi preso.

“Você acha que alguém da TV Globo vai pra cadeia por causa disso? Evidente que não vai. Você acha que vão tirar o programa do ar? Evidente que não vai. Pode ser que dê um aperto no menino, no Daniel”, disse. “O resto é jogada comercial, o resto é jogada publicitária e é um verdadeiro absurdo. Esse tipo de programa estimula a sacanagem da molecada.”

Sobrou até para a emissora de Edir Macedo que, para Datena, não tem que falar mal da concorrência: “E a sacanagem daquela “Fazenda” lá? A única diferença é que o troço é atrás da moita em vez de ser no cafofo.”

08:24:24
Especialistas discutem projeto antipirataria dos EUA
O blecaute parcial na internet contra os projetos de lei antipirataria nos Estados Unidos demonstrou a capacidade crescente de articulação e manifestação via internet.
Para o vice-coordenador do Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV, Carlos Affonso, depois do papel de redes sociais como Facebook e Twitter na Primavera Árabe do ano passado, a chamada Web 2.0 ganhou uma interface engajada e não só colaborativa.

Vint Cerf, um dos pais da internet, que escreveu uma carta ao Congresso americano explicando que a manipulação do sistema de domínios da internet previsto na lei não funcionaria, disse ao GLOBO por e-mail que o problema da pirataria e da violação de direitos autorais é real, mas o “remédio” proposto é amargo demais.

— Os projetos são tão danosos às liberdades da internet que realmente precisam ser reconsiderados — afirma Cerf. — As comunidades legislativa e tecnológica precisam trabalhar juntas para encontrar meios de proteger a propriedade intelectual ao mesmo tempo que preservam os valores abertos da internet.
André Machado, O Globo

10:45:52
Brasil: da série “só doi quando eu rio”!
No “país dos impostos”, os remédios para nós, seres humanos, são taxados em  mais que o dobro dos produtos de uso veterinário.
“Se você entrar na farmácia tossindo, paga 34% de imposto. Se entrar latindo, paga só 14%.” Joelmir Betting


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Calvície – Tratamentos para a queda dos cabelos

Está mudando o perfil de quem procura um dermatologista com queixa de queda de cabelos. Senhores de mais de 50 anos, com cabelos brancos e ralos, cederam lugar aos mais jovens, na faixa dos 30 a 40 anos. Eles agora são maioria nos consultórios.

Os jovens buscam um tratamento aos primeiros sinais de queda: folículo salvos na juventude podem garantir a cabeleira no futuro. A escassez capilar tem ainda se tornado mais precoce e freqüente entre as mulheres. Culpa do stress, do cigarro, das dietas malfeitas e também do excesso de tintura, colorações, chapinhas e afins. Estima-se que 70% dos homens e 30% das mulheres vão exibir algum grau de calvície ao longo da vida – de quedas temporárias à alopecia genética e irreversível. A medicina dispõe de um bom arsenal antiqueda. Transplante de fios, remédios, suplementos e tratamentos estéticos, se não eliminam, ao menos são capazes de atenuar ou adiar o problema. Foram consultados vários especialistas sobre as alternativas recomendadas para as situações mais comuns de perda de cabelos.

Alternativas Antiqueda:
Transplante de Fios
Finasterida
Minoxidil
Suplementos Nutricionais
Intradermoterapia
Laser de Diodo de Baixa Intensidade
Jato de Gelo Seco

do Blog Implante Capilar