Tópicos do dia – 20/12/2011

07:43:35
TST admite “Big Brother” como prova para demissão por justa causa.
A 5ª Turma do TST considerou “lícita” filmagem feita pela Águas Amazonas S.A., fora do local de trabalho, para mostrar que um empregado não estava incapacitado para o serviço, como alegara ao pedir licença.
O rapaz, acidentado em 2005, ficou fora até 2008.

Depois, apesar de já considerado apto, continuou sem trabalhar e acabou demitido por justa causa.

O trabalhador entrou na Justiça, alegando “violação de direitos”.
Aí, a empresa, para “comprovar a justa causa”, passou a filmá-lo até em frente de casa.

O empregado descobriu a bisbilhotice e pediu indenização de R$ 100 mil. Não levou.
Segundo o TST, a empresa “não teve a intenção de prejudicar o trabalhador nem de atentar contra sua honra ou imagem”.

07:56:38
Ah, a semântica
Dona Dilma chama as peripécias nada republicanas de seus (dela) ministros de “malfeito”. Que gracinha! Nos meus tempos de criança, malfeito, por exemplo, era lamber o glacê do bolo antes do aniversário. Meter a mão no butim do Estado tem outro nome, nobre senhora.

08:08:25
A “não notícia” e a chamada “grande” imprensa
Que grande imprensa? São uns nanicos ante o rolo compressor das redes sociais. Essas, independentes e sem rabos presos à politicalha, nem aos interesses corporativos. Aquela completamente vendida e dominada por “jornalistas” atolados até o pescoço em vender a alma, corações e mentes. Desde Randolph Hearst até ao mafioso Murdoch. Nunca a “não notícia” serviu para a propagação da notícia.

Aliás, a bem da verdade, não há mais imprensa. Somente publicadores de “releases”. As inutéis e narcisistas colunas sociais continuam a praticar vergonhosamente, a despudorada indecência do “merchandaising.”

11:15:49
Príncipe saudita Alwaleed investe US$ 300 milhões no Twitter
Alwaleed tem uma fortuna pessoal avaliada em US$ 20 bilhões.
Participação no Twitter veio após ‘meses de negociação’.
O bilionário príncipe saudita Alwaleed bin Talal, que investe em algumas das maiores companhias do mundo, revelou segunda-feira (19) ter adquirido participação acionária de US$ 300 milhões no site de microblogs Twitter, o que aumenta sua influência sobre o setor mundial de mídia.
Alwaleed, sobrinho do rei saudita e detentor de uma fortuna pessoal avaliada em pouco menos de US$ 20 bilhões pela revista “Forbes”, em março, já detém participação de 7% na News Corp e quer criar um canal a cabo de notícias.
A participação no Twitter, adquirida em sociedade por Alwaleed e sua companhia de investimento Kingdom Holding Co, resultou de “meses de negociações”, segundo a Kingdom. As ações da companhia subiram em 5,7% na abertura do pregão saudita, o que expressa a aprovação dos investidores a uma transação em um setor visto como de alto crescimento.
Se for aplicada avaliação de mercado que alguns analistas utilizam para o Twitter, de US$ 8 bilhões, o investimento de Alwaleed e da Kingdom equivaleria a uma participação de 3,75%.
“Nos últimos anos, o príncipe Alwaleed está se esforçando para ampliar sua presença nos setores de telecomunicações e tecnologia”, disse Hesham Tuffaha, vice-presidente de gestão de ativos no Bakheet Investment Group, em Riad.
“Um dos poucos setores a registrar crescimento significativo de receita nos últimos três anos foi o de tecnologia, o que explica que a Kingdom tenha escolhido o Twitter para ampliar seu diversificado portfolio”, acrescentou.
O uso do Twitter ajudou na disseminação de informações na “Primavera Árabe”, a série de revoltas que abalou o Oriente Médio e o norte da África este ano.
A Arábia Saudita conseguiu controlar os primeiros indícios de insatisfação entre seus habitantes ao anunciar um pacote de US$ 130 bilhões em gastos sociais.


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