Publicidade invisível na internet é prática abusiva nas relações de consumo

Não há dúvida: a influência que os consumidores têm sobre os outros é muito maior do que a de qualquer publicitário ou grande empresa.

Lavagem Cerebral,Blog do Mesquita

Essa é a conclusão do experimento promovido pelo publicitário Martin Lindstrom e detalhado no livro “Brandwashed”[1].

Inspirado pelo filme The Joneses[2], Lindstrom patrocinou uma ação publicitária inusitada na Califórnia: uma família mudou-se para um bairro de classe média-alta para promover a venda de bens de consumo aos vizinhos por meio da simples recomendação, mas sem revelar o seu vínculo comercial. As vendas das marcas sugeridas pelos atores cresceram exponencialmente.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Na sociedade pós-industrial, a ampla disseminação da oferta exige que as empresas mantenham fortes vínculos com os consumidores, a fim de viabilizar o escoamento da produção. Exsurge nítida, assim, uma relação simbiótica da sociedade de consumo com a publicidade, que é o primeiro passo para a formação desses vínculos.

É fato que as estratégias publicitárias evoluíram para ganhar amplitude e permitir uma maior interação com os consumidores, especialmente por meio das redes sociais, blogs e páginas na internet. Para ganhar mercado, as marcas passaram a disputar espaço na memória das pessoas (e dentre ostrending topics[3]) por meio de iniciativas inovadoras. A criatividade provou ser uma excelente ferramenta para angariar um pouco da atenção do público-alvo, geralmente dispersa em meio a tantas campanhas.

Todavia, existem limites éticos e jurídicos a balizar as ações de comunicação da oferta. É direito básico do consumidor a proteção contra a publicidade enganosa e abusiva, os métodos comerciais coercitivos ou desleais (art. 6º, IV, Código de Defesa do Consumidor) [4]. Tal disposição ganha especial relevo à luz do artigo 5º, XXXII, da Constituição Federal. Na medida em que a proteção ao consumidor constitui um direito fundamental e um dos princípios da ordem econômica (art. 170, V, CF), ela deve ser assegurada pelo Estado e observada pela iniciativa privada.

É desleal a campanha publicitária que — sem se identificar como uma mensagem patrocinada — envolve o consumidor para impingir-lhe uma oferta. Nos termos do artigo 36 do CDC, “a publicidade deve ser veiculada de tal forma que o consumidor, fácil e imediatamente, a identifique como tal.”  Na sistemática da legislação protetiva, o consumidor não é balizado pelos padrões de homem-médio, pois todo consumidor é vulnerável (e, alguns deles, são hipervulneráveis[5]).

Nesse contexto, entende-se como publicidade invisível toda e qualquer mensagem publicitária que não pode ser identificada pelo consumidor. Com ela, a atenção é atraída para determinada oferta sem que ele perceba estar sendo abordado por uma ação publicitária. O reconhecimento dessa modalidade de comunicação como prática abusiva nas relações de consumo se justifica, principalmente, pela violação ao princípio da identificação da mensagem publicitária. Segundo Lucia Magalhães Dias[6], trata-se de princípio decorrente do próprio dever de transparência e lealdade nas relações de consumo, tema recepcionado pelas mais diversas legislações do mundo.

Inúmeras ações relatadas na obra Brandwashing são eficazes justamente porque omitem do consumidor a sua essência: não se revelam como comunicações patrocinadas. A atriz que fez amizades com as vizinhas para incitar o consumo de determinados bens ganha poder de persuasão porque nós, natural e instintivamente, confiamos mais nas pessoas que conhecemos. E se a publicidade é invisível, não é possível criar as reservas mentais necessárias sobre a mensagem que está sendo compartilhada: acreditamos que ela é isenta, enquanto, na verdade, é parcial.

Vale lembrar que a Lei 12.965/2014, que instituiu o Marco Civil da Internet, também estabelece dentre os seus fundamentos a defesa do consumidor. Ressaltou-se expressamente que se aplicam as disposições do CDC aos contratos celebrados em meio eletrônico (arts. 2º, V, e 7º, XII). Lamentavelmente, o problema da dissimulação da mensagem publicitária é pandêmico na internet. São incontáveis os exemplos de promoção comercial de produtos e serviços em meio a vídeos, postagens, jogos, reportagens, etc.

Há poucos anos circulou por meio das redes sociais brasileiras o vídeo aparentemente amador de um rapaz que pedia ajuda aos internautas para encontrar uma moça por quem ele teria se apaixonado. O jovem relatou detalhadamente como ocorreu o encontro e alegou ter perdido o papel onde estaria escrito o número de telefone da sua amada. A repercussão do vídeo foi expressiva, gerando comoção de muitas pessoas que tentaram ajuda-lo compartilhando a sua história. Somente quando o terceiro vídeo de série foi divulgado revelou-se que o relato era, na verdade, uma ação de marketingde um novo modelo de um aparelho celular.

A campanha gerou polêmica porque envolveu inúmeros consumidores antes de revelar a sua natureza comercial. O Procon e o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária foram instigados a intervir. A despeito das dezenas de queixas de consumidores, o julgamento pelo Conar resultou no arquivamento sem qualquer sanção porque supostamente se trataria de mero teaser.[7]

De fato, dadas as características e a legítima finalidade do teaser, não seria razoável exigir nele a identificação do anunciante ou do produto anunciado. Entretanto, é imperioso que o teaser seja, desde o primeiro momento, identificável pelo consumidor como uma mensagem de caráter publicitário. Em outras palavras: não é preciso revelar imediatamente o anunciante ou o bem anunciado, mas é fundamental, para a proteção do consumidor, que se revele tratar-se de publicidade.

Na medida em que a prática abusiva da publicidade invisível tem potencial para ludibriar os consumidores, ela pode comprometer até mesmo a aplicação da lei, uma vez que é difícil sua identificação pelos operadores do Direito. Daí a absoluta relevância da preocupação ética: a publicidade invisível deve ser combatida principalmente pelos agentes publicitários, que podem fidelizar a marca e criar vínculos com o consumidor sem violar os seus direitos, protegendo o mercado de consumo e o desenvolvimento do país.[8]

Não é à toa que, durante o XIII Congresso Brasileiro de Direito do Consumidor, promovido pelo Instituto Brasileiro de Política e Direito do Consumidor (Brasilcon), foi aprovada, por unanimidade, uma tese independente nos seguintes termos: “A publicidade invisível, entendida como a mensagem publicitária que não é perceptível como tal, constitui prática abusiva nas relações de consumo, ainda que apresentada sob a forma de teaser e/ou divulgada por meio da internet.”[9]
Por Laís Bergstein


[1] LINDSTROM, Martin. Brandwashed: tricks companies use to manipulate our minds and persuade us to buy. Nova York: Crown Publishing, 2011.
[2] Filme dirigido por Derrick Borte, lançado no Brasil em 24 de dezembro de 2010 com o nome “Amor por contrato”.
[3] Trata-se da lista de temas mais comentados por meio da rede social (microblog) Twitter.
[4] MARQUES, Claudia Lima; BENJAMIN, Antonio Herman V.; MIRAGEM, Bruno. Comentários ao Código de Defesa do Consumidor. 3. ed. rev., ampl. e atual. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2010. p. 245.
[5] Essa concepção de hipervulnerabilidade ou vulnerabilidade exacerbada é explicada nos escritos de Claudia Lima Marques, Bruno Miragem, Cristiano Heineck Schimitt, Antônio Carlos Efing, Adolfo Mamoru Nishiyama e Roberta Densa, dentre outros.
[6] Mais sobre esse tema: DIAS, Lucia Ancona Lopez de Magalhães.Publicidade e direito. São Paulo: Ed. RT, 2010. p. 65 a 67.
[7] CONAR. Representação nº 174/12. Julgado em Setembro de 2012. Disponível em: <www.conar.org.br> Acesso em: 12 ago. 2016.
[8] EFING, Antonio Carlos; BERGSTEIN, Laís Gomes; GIBRAN, Fernanda Mara. A ilicitude da publicidade invisível sob a perspectiva da ordem jurídica de proteção e defesa do consumidor. São Paulo, Revista de Direito do Consumidor, v. 81. Jan – Mar / 2012. p. 91 – 115.
[9] Instituto Brasileiro de Política e Direito do Consumidor (BRASILCON). Teses Independentes. XIII Congresso Brasileiro de Direito do Consumidor. Disponível em: <http://brasilcon.org.br/xiiicongresso/pagina/teses> Acesso em: 12 ago.2016.

 

Laís Bergstein é advogada, mestre em Direito Econômico e Socioambiental (PUC-PR), doutoranda em Direito do Consumidor e Concorrencial (UFRGS) e associada ao Brasilcon.

Revista Consultor Jurídico

Internet: Estatísticas, dados e projeções atuais sobre a Internet no Brasil

Segundo o Ibope Media, somos 94,2 milhões de internautas tupiniquins (dezembro de 2012)[1], sendo o Brasil o 5º país mais conectado[2].

De acordo com a Fecomércio-RJ/Ipsos, o percentual de brasileiros conectados à internet aumentou de 27% para 48%, entre 2007 e 2011[3]. O principal local de acesso é a lan house (31%), seguido da própria casa (27%) e da casa de parente de amigos, com 25% (abril/2010). O Brasil é o 5º país com o maior número de conexões à Internet[4].[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Internautas ativos

50,7 milhões de usuários acessam regularmente a Internet[5]. 38% das pessoas acessam à web diariamente; 10% de quatro a seis vezes por semana; 21% de duas a três vezes por semana; 18% uma vez por semana. Somando, 87% dos internautas brasileiros entram na internet semanalmente[6].

Segundo Alexandre Sanches Magalhães, gerente de análise do Ibope//NetRatings, o ritmo de crescimento da internet brasileira é intenso. A entrada da classe C para o clube dos internautas deve continuar a manter esse mesmo compasso forte de aumento no número de usuários residenciais.[7].

Gráfico exibindo o crescimento da internet nas residências, com uma penetração de 8,6% em 2001 até 20,4% em 2007

Tempo médio de navegação

Desde que esta métrica foi criada, o Brasil sempre obteve excelentes marcas, estando constantemente na liderança mundial. Em julho de 2009, o tempo foi de 48 horas e 26 minutos, considerando apenas a navegação em sites. O tempo sobe para 71h30m se considerar o uso de aplicativos on-line (MSN, Emule, Torrent, Skype etc)[8]. A última marca aferida foi de 69 horas por pessoa em julho de 2011[9].

Comércio eletrônico

Em 2008 foram gastos R$ 8,2 bilhões em compras on-line[10]. Em 2009, mesmo com crise, foram gastos R$ 10,6 bilhões[11]. 2010 fechou com R$ 14,8 bilhões, atingindo 1/3 de todas as vendas de varejo feitas no Brasil[12] e em 2011 foram gastos R$ 18,7 bilhões[13]. Ainda assim, apenas 20% dos internautas brasileiros fazem compras na internet; aqueles que ainda não compram, não o fazem por não considerar a operação segura (69%) ou porque não confiam na qualidade do produto (26%)[14].

Publicidade on-line

A internet se tornou o terceiro veículo de maior alcance no Brasil, atrás apenas de rádio e TV[15]. 87% dos internautas utilizam a rede para pesquisar produtos e serviços[16]. Antes de comprar, 90% dos consumidores ouvem sugestões de pessoas conhecidas, enquanto 70% confiam em opiniões expressas online[17].

Venda de Computadores

São 60 milhões de computadores em uso, segundo a FGV, devendo chegar a 100 milhões em 2012[18]. 95% das empresas brasileiras possuem computador[19]. A difusão da Internet está diretamente associada ao crescimento do número de computadores, que têm suas vendas impulsionadas pelos seguintes fatores: aumento do poder aquisitivo, crescimento do emprego formal e do acesso ao crédito, avanço da tecnologia, baixa do dólar e isenção de PIS e Cofins sobre a venda de computadores e seus componentes[20].

Banda larga

Modem com LEDs acessos
Foto: Declan Jewell

Atingimos 10,04 milhões de conexões em junho de 2008: um ano e meio antes do previsto, já que essa era a projeção para 2010[21]. Quanto ao volume de dados, o incremento foi de 56 vezes de 2002 até 2007. E a projeção é de um aumento de 8 vezes até 2012[22]; o número de conexões móveis cresceu de 233 mil para 1,31 milhão em um ano[23]; Sistemas gratuitos de banda larga sem fio (Wi-Fi) funcionam nas orlas de Copacabana, Leme, Ipanema e Leblon, nos Morros Santa Marta[24] e Cidade de Deus[25] e em Duque de Caxias[26]. Estão nos planos: São João de Meriti, Belford Roxo, Mesquita, Nova Iguaçu, Nilópolis, Rocinha, Pavão-Pavãozinho, Cantagalo e 58km da Avenida Brasil[27], todos no Rio de Janeiro.

13% dos internautas brasileiros tem uma velocidade de banda larga de 128 a 512 Kbps; 45% tem 512 Kbps a 2 Mbps; 27% usa 2 Mbps a 8 Mbps[28] Se compararmos com os números de outubro de 2011, perceberemos a migração dos usuários para velocidades superiores.

Resoluções de tela

Desde agosto de 2008, fazemos um estudo informal sobre a resolução de tela utilizada pelo internauta brasileiro. Hoje, nota-se que as resoluções estão cada vez mais pulverizadas. O negócio agora é o design adaptável!

Média brasileira de resolução de tela – Abril/2012
Largura Agosto/2008 Agosto/2009 Abril/2010 Abril/2012 Total internacional[29]
até 800px 15% 7,73% 4,10% 1,50%
até 1024px 65,1% 47,88% 45,48% 26,69% 18,09%
até 1280px 19,9% 30,16% 34,57% 17,93% 20,45%
até 1440px 5,80% 7,32% 30,79% 23,47%
até 1920px 4,44% 3,53% 5,62% 12,50%

Navegadores

Outra importante referência: qual navegador os brasileiros andam usando? Veja a tabela abaixo, ligue o fod@-se pro IE6 e seja mais feliz!

Navegadores utilizados pelos brasileiros – Abril/2012
Navegador Agosto/2009 Abril/2010 Abril/2012 Internacional[30]
Chrome 4,20% 11,10% 41,64% 25,30%
Firefox 28,42% 33,18% 20,80% 24,30%
IE8 14,09% 21,62% 15,00% 12,70%
IE9 12,86% 10,72%
Safari 0,91% 2,21% 4,13% 6,40%
IE7 30,59% 23,05% 1,87% 5,38%
IE6 21,38% 8,35% 0,50%
Opera 0,41% 0,49% 0,45% 2,10%

Segundo dados da Net Applications, em março de 2011 o mercado estava assim dividido: Internet Explorer (56,77%), Firefox (21,74%), Chrome (10,93%)[31].

Desigualdade Social

A desigualdade social, infelizmente, também tem vez no mundo digital: entre os 10% mais pobres, apenas 0,6% tem acesso à Internet; entre os 10% mais ricos esse número é de 56,3%. Somente 13,3% dos negros usam a Internet, mais de duas vezes menos que os de raça branca (28,3%). Os índices de acesso à Internet das Regiões Sul (25,6%) e Sudeste (26,6%) constrastam com os das Regiões Norte (12%) e Nordeste (11,9%)[32].

No Mundo

O número de usuários de computador vai dobrar até 2012, chegando a 2 bilhões. A cada dia, 500 mil pessoas entram pela primeira vez na Internet[33] e são publicados 200 milhões de tuítes[34]; a cada minuto são disponibilizadas 48 horas de vídeo no YouTube[35]; e cada segundo um novo blog é criado[36]. 70% das pessoas consideram a Internet indispensável[37]. Em 1982 havia 315 sites na Internet[38]. Hoje existem 174 milhões[39].

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A imagem dos fios que ilustra esta página é de autoria de Groupe ANT.

Crise também afeta grandes portais da web

O que está sendo praticado pelos grandes portais está contribuindo para a perda de credibilidade, e consequentemente de público.

Mais preocupados em quantidade que em qualidade. Isso transparece na parcialidade com que esses portais veiculam notícias que são claramente de seus interesses corporativos.

Nas redes sociais, assim como em nossas relações sociais cotidianas, o que vale é o poder de influência e a veracidade explícita dos fatos, e não a quantidade.

O Editor


O mesmo fenômeno responsável pela crise no modelo de negócio dos jornais impressos começou agora a atingir também os produtores de conteúdo na internet, segundo dados que acabam de ser divulgados pelo insuspeito setor da publicidade online.

As revistas Slate e Salon, as mais bem sucedidas publicações do gênero da internet, estão perdendo anunciantes num ritmo que oscila em torno dos 12% ao mês.

Fenômeno idêntico afeta os sites Yahoo! e American Online (AOL), cujo modelo de negócios passou a ser alavancado pela produção de conteúdos informativos, após os insucessos na área de buscas e correio eletrônico pago, respectivamente.

Segundo a empresa norte-americana de marketing eMarketer a participação da AOL no bolo publicitário dos grandes portais na web caiu de 6,8% em 2009 para magros 4,4% em 2011, e tende a bater nos 3,7% em 2012.

Enquanto isso, o portal Yahoo! patina nos 16% no mesmo período, enquanto o mecanismo de buscas Google saltou de 3,6% em 2009 para previstos 16,7% do faturamento global em 2012.

Outro site que cresceu vertiginosamente é a rede social Facebook, que foi de 7,3% há dois anos para 21,6% em 2011 e deve chegar aos 23,8% no ano que vem, segundo o eMarketer .

Valor alto

A empresa de consultoria financeira Mcquarie Group confirmou queda de faturamento publicitário da AOL num informe divulgado na primeira semana de setembro, no qual faz previsões pessimistas para os portais que tradicionalmente se apóiam o hard news.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Tanto as revistas Slate e Salon como o Yahoo e a AOL estão pagando o preço de não terem dado a devida atenção a uma regra básica do capitalismo: o excesso de oferta provoca a queda de preços.

Todo o produto ou serviço com abundante oferta no mercado tende a custar cada vez menos, e foi justamente o que aconteceu com a informação desde que a internet passou a fazer parte do dia a dia de quase dois bilhões de seres humanos.

A avalancha informativa baixou a quase zero o preço da informação bruta e da notícia jornalística primária. O que os americanos chamam de hard news pode ser acessado hoje em milhares de páginas e blogs da internet, sem falar nas redes sociais e fóruns. O resultado é uma desvalorização inédita no preço cobrado pelos transmissores de informações e notícias.

Em compensação, os usuários da internet passaram a dar cada vez mais atenção aos sites que os ajudam a encontrar a notícia que procuram e que, quase sempre, está perdida no meio do chamado entulho informativo.

Toda a informação que não serve ou não é do interesse de uma pessoa é considerada lixo, conforme a polêmica Lei de Sturgeon, segundo a qual 90% do que está publicado na web é considerado lixo informativo.

Acontece que o que para uns é lixo para outros é informação útil. E quem separa o joio do trigo em matéria de informação são sites como o sistema de buscas Google, cujo valor estimado no mercado corporativo chega perto dos 200 bilhões de dólares, segundo uma avaliação da revista norte-americana Forbes.

O valor pode ser exagerado, mas é verossímil, pois o Google nos ajuda a achar a agulha no palheiro da internet, portanto não podemos viver sem ele.

Olho no futuro

Além disso, o mercado dos sistemas de busca na web, mesmo em expansão, está muito longe, mas muito longe mesmo da saturação em matéria de oferta de serviços. Portanto, a sua tendência é a valorização, enquanto as empresas jornalísticas perdem cada vez mais espaço diante da multiplicação frenética de sites ofertando o chamado hard news.

Há uma enorme perspectiva de valorização dos sites que oferecem informação qualificada, mas o problema aí é financeiro. Produzir informação contextualizada custa caro e, no momento, o mercado consumidor ainda é reduzido.

Quem quiser apostar nesse nicho tem que pensar no futuro e descobrir uma fórmula como a da Google, que não cobra nada pelos resultados de buscas na web mas usa a fidelidade dos usuários para faturar em publicidade online.

Carlos Castilho é jornalista e professor universitário
Reproduzido do Código Aberto, 13/9/2011, titulo original “Crise de receitas financeiras começa a afetar também os grandes portais na Web”

Google compra site de turismo

O Google avança seu pacote de serviços. Agora, ao adquirir a ITA Software, para a área de turismo e passagens aéreas.

Google compra site de busca de turismo por US$ 700 milhões

Negócio marca entrada da gigante de internet no setor de viagens on-line.

ITA é fonte de informações sobre passagens aéreas para indústria de aviação.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

O Google anunciou a aquisição do provedor de busca para a indústria de turismo ITA Software por US$ 700 milhões em dinheiro, ampliando sua supremacia em pesquisas na internet com as tecnologias da ITA que são amplamente utilizadas.

O negócio marca a entrada da empresa líder em publicidade e buscas na internet no setor de viagens on-line, e permite que o Google aumente seu serviço de pesquisas específicas.

A ITA é uma importante fonte de informações sobre passagens aéreas para a indústria de aviação, usado por companhias aéreas, agentes de viagens e outros sites.

G1/Reuters

Internet e publicidade

‘Empresários do clique’ aproveitam navegação dos internautas para ganhar dinheiro

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]”Ninguém enche o meu saco, não tenho horário fixo e trabalho de casa. “Ainda que a descrição seja um sonho para muitas pessoas, é exatamente essa a realidade do webmaster Rafael Pereira, 22. O jovem, que mantém três sites de conteúdo pornográfico, só trabalha em função disso e ganha em média R$ 1.000 por mês. Na época que era liberado mandar scrap (recado) em massa pelo Orkut, chegou a faturar quantias maiores. “Conhece alguém que não tem faculdade e já ganhou US$ 150 por dia?”

O caso de Rafael não é exclusivo. Como o webmaster, há diversas pessoas na rede que ganham dinheiro exibindo anúncios de links patrocinados, por meio de programas de afiliação.

Esse tipo de serviço de publicidade funciona da seguinte forma: uma pessoa que tem um site ou blog cria uma conta em um programa de afiliação – como Google Adsense ou o UOL Afiliados – e escolhe o tipo de bloco de publicidade que quer pôr na página. Em seguida, o programa de afiliação gera um código HTML, que deverá ser copiado para o site. Após algumas horas, o site passará a exibir publicidade de acordo com o conteúdo da página. Se o site for sobre carros, por exemplo, aparecerão anúncios sobre venda de veículos ou acessórios. A cada clique dado nos links patrocinados, o dono do site recebe dinheiro.

Saiba como funcionam os links patrocinados

Os programas de afiliação não divulgam a porcentagem de ganho de cada um dos envolvidos (quanto fica com eles e quanto vai para o dono do site), mas o que se sabe é que, em linhas gerais, o valor do clique em um link patrocinado vale centavos. No entanto, por mais que pareça pouco, há pessoas que vivem apenas com a renda de clique.

O analista de sistemas Paulo Lima, 24, tem como única atividade profissional cuidar do site de variedades que ele criou chamado “Mundo das Tribos”. De acordo com ele, a adesão a programas de afiliação é uma boa forma para ganhar dinheiro. “Com o que recebo de propaganda consigo viver bem e pagar uma equipe de profissionais freelancers, responsáveis pela inserção de conteúdo no site”, disse ele, que usa dois serviços de afiliação distintos. Porém, não é só criar um site e aderir a esses sistemas de publicidade. É preciso ter uma boa audiência, para que haja mais chances de o visitante acessar os anúncios — daí a contratação de pessoas para a produção de conteúdo no “Mundo das Tribos”. Segundo Lima, seu site tem em torno de 400 mil page views (visualizações de página) por mês.

Paulo Lima, 24, tem um blog e mantém um equipe de freelancers; tudo isso pago com o dinheiro ganho na exibição de links patrocinados.

Os próximos planos do ex-estudante de redes é fazer algum curso mais ligado à comunicação. “Estou pensando em entrar em um curso de publicidade. Não pelo fato de a profissão exigir, mas sim por hobby”.

Bônus e ônus

Apesar das vantagens, as pessoas que vivem de publicidade na internet também enfrentam problemas de instabilidade financeira. “Da mesma forma que já ganhei R$ 4 mil em um mês, algumas vezes só ganhei R$ 300”, disse Rafael, que mantém sites de conteúdo adulto. “Às vezes é melhor ter um trabalho fixo, porque você sabe exatamente quanto vai receber no fim do mês”. Mesmo assim, o webmaster não está à procura de emprego. “Só saio se me oferecerem mais do que eu ganho em casa.”

Por não haver garantia sobre valores, quem trabalha em função de publicidade de links patrocinados sempre busca outra forma de se precaver. Rafael, por exemplo, vai começar a pagar INSS como autônomo. Já Paulo Lima tem previdência privada e, paralelo a isso, faz investimentos em ações e renda fixa.

Conta cancelada

Há ainda o caso de pessoas que podem contar com esse dinheiro para pagar as contas e acabam sendo banidas dos programas de afiliação. Após o início da veiculação de links patrocinados em um site, se os anúncios receberem muitos cliques de um mesmo endereço, a conta da pessoa é cancelada e o site para de receber links pagos. Essa “overdose” de clique pode ser ocasionada, basicamente, por dois motivos: tentativa de fraude (uma empresa quer derrubar a concorrente e clica em um anúncio o dia inteiro) ou por inexperiência (os amigos clicam nos links patrocinados do blog de uma pessoa para tentar ajudá-la a faturar mais).

Douglas Lazarini, 21, viveu um caso parecido com o último descrito. Após divulgar seu blog na faculdade, ele teve a conta de afiliação bloqueada. “Assim que coloquei o endereço no Adsense, avisei para os meus amigos. Um deles chegou para mim e disse que tinha clicado 50 vezes em uma propaganda – o que vai contra as normas do programa”, disse ele, que teve sua conta suspensa.

Mesmo assim, o estudante pretende criar, em breve, mais dois blogs e garante que aprendeu a lição. “Na próxima vez, só vou divulgar e deixar as coisas acontecerem naturalmente”, planeja. “Os serviços de links patrocinados têm um código que identifica, após determinado número de cliques, se alguém está tentando fraudar o sistema de publicidade online”, finalizou.

Guilherme Tagiaroli/UOL Tecnologia

Internet já é a terceira midia em publicidade superando revistas

Internet supera revistas em publicidade, diz levantamento

A internet se transformou em 2009 na terceira maior mídia em receita publicitária, passando, pela primeira vez, o segmento de revistas.

Dos mais de US$ 440 bilhões gastos em propaganda no mundo, US$ 55,4 bilhões (12,6%) foram para a internet, segundo levantamento da consultoria ZenithOptimedia, do grupo Publicis.

Em um ano em que as receitas publicitárias globais caíram 9,8%, a televisão foi a mídia que sofreu menos. A razão, de acordo com a ZenithOptimedia, é que em tempos de recessão as pessoas assistem mais televisão.

Os gastos com TV caíram 6,7%, mas a fatia do segmento no bolo subiu de 38,1% para 39,4%. Jornais e revistas sofreram mais, levando a problemas financeiros centenas de publicações nos países desenvolvidos. A fatia dos jornais, que era de 25,1% em 2008, caiu para 23,1%. Para as revistas, a queda foi de 11,6% para 10,3%.

Pelas projeções da ZenithOptimedia, jornais e revistas vão continuar perdendo participação para a internet nos próximos anos, com a web se aproximando dos jornais em 2012. A internet deve receber 17,1% das receitas publicitárias em 2012, e os jornais, 19,4%. A TV deve ter um leve crescimento, fechando 2012 em 40,6%.

Para este ano, a consultoria prevê um crescimento de 2,2% nos gastos com publicidade, para US$ 456 bilhões. Mas o número ainda é bem inferior aos US$ 494 bilhões gastos em 2008, volume que só será superado em 2012 (R$ 499 bilhões).

Com EUA, Europa e Japão ainda em declínio em gastos de publicidade -os três mercados juntos vão encolher 0,8%-, o crescimento em 2010 virá dos países emergentes, alta de 8,5%. A América Latina, que cresceu 0,4% em 2009, deve ver o gasto com publicidade subir 9,3%. Ásia/Pacífico, excluindo Japão, deve crescer 10%.

Mariana Barbosa/Folha OnLine

Google: Europa aprova modelo publicitário

Anunciantes muitas vezes compram nomes de marca como termos de busca atrelados a seus produtos ou serviços.

Foto:Reuters

LUXEMBURGO – O mais alto tribunal europeu decidiu que o Google não infringiu a lei de marcas registradas ao vender anúncios vinculados a palavras-chave, depois que a Louis Vuitton e outras empresas alegaram que essa prática solapava suas marcas.

A Corte Europeia de Justiça (CEJ) decidiu hoje que os anunciantes têm o direito de adquirir termos de busca idênticos às marcas de rivais, desde que os consumidores não sejam iludidos quanto à procedência dos bens e serviços pelo modo como os anúncios são exibidos online.

O tribunal declarou que, nos casos em que anúncios confundem consumidores, os proprietários das marcas devem invocar seus direitos contra os anunciantes em questão, e não contra o Google, a menos que o Google não responda a queixas ou manipule de forma ativa os termos de buscas.

A decisão valida o sistema AdWords de publicidade vinculada a resultados de pesquisas, peça central das operações publicitárias do Google, que movimentam 23 bilhões de dólares anuais. Sistemas semelhantes são usados por adversários como o Yahoo! e oferecem aos proprietários de marcas mecanismos para impedir o uso indevido de seus nomes registrados.

“Foi uma boa decisão, em larga medida”, disse Fabian Zigenaus, advogado especializado em propriedade intelectual no escritório Linklaters, “Não proíbe o Google de vender a publicidade vinculada a termos de buscas e assim não coloca o modelo de negócios em risco, mas também protege os proprietários das marcas”, acrescentou.

Anunciantes muitas vezes compram nomes de marca como termos de busca atrelados a seus produtos ou serviços. O Google diz que essa prática beneficia os consumidores, os quais não desejam que seus resultados de busca se limitem a uma marca apenas.

Os proprietários de marcas também podem fazer lances pelos nomes destas como termos de busca e a ordem pela qual os links patrocinados são exibidos online é determinada principalmente por esse processo de leilão.

Reuters/Info Online

Marketing digital e as estratégias de posicionamento na web

Não basta estar presente na internet. Mas sim, se fazer presente de forma que resultados sólidos e constantes apareçam. Não basta construir um site se seu público alvo desconhece a sua existência. Para isso, contamos com poderosas ferramentas e estratégias de otimização e presença digital.

Quando falamos em presença digital, temos que falar de posicionamento, ranking e credibilidade. Quanto mais tempo o site está no ar, mais credibilidade pode conquistar, e maior é a facilidade para trabalhar seu posicionamento.

A Otimização de Sites, como é chamado o SEO (Search Engine Optimization) no Brasil, mostra-se como um dos mecanismos de marketing mais eficientes, se tratando de custo-benefício, trabalhando estratégias práticas e de muito valor para conquista de resultados, e estruturadas a partir de ferramentas de busca disponíveis nesse mercado.

Podemos dizer que o Google é uma das maiores ferramentas de posicionamento da web. O Sistema de PageRank, usado pelo Google ajuda a determinar a relevância ou importância de uma página. A Qualidade da página que possui links para um determinado site é um fator de extrema importância. Podemos dizer que o PageRank é um dos principais fatores considerados pelo Google para posicionar um site dentro de seu mecanismo de busca.

É muito importante possuir links externos de qualidade seguindo para o seu site, o que comprova que o site possui conteúdo interessante, o que podemos chamar de texto âncora. Quanto maior for seu PageRank é sinal de que mais pessoas linkam para você através de conteúdos relacionados ao conteúdo do seu site.

Algumas técnicas disponíveis, se bem trabalhadas podem elevar significativamente o processo de otimização, como também o aumento de tráfego do seu site por referencias (links externos).

Fique atento às estratégias escolhendo temas atuais e interessantes para seus visitantes, trabalhe com títulos criativos, que tenham relação com o conteúdo do seu artigo, procure usar o título do seu artigo como âncora para a sua respectiva URL, espalhe as palavras-chave (keywords) ao longo do seu texto, use algumas delas para linkar para páginas internas do seu site, submeta os seus artigos em sites de Social Bookmarking, isso influencia positivamente no PageRank.

Faça cadastro em diretórios, divulgue sua página nos principais meios de comunicação na web, submeta o feed de seu site ou blog em sites onde é permitido a submissão desse tipo de arquivo, crie novos conteúdos constantemente, trabalhe com press releases, participe de comunidades em redes sociais, faça comentários pertinentes que atraiam a atenção dos leitores e os estimule a visitar sua página, divulgue vídeos e os submeta em meios como Youtube, por exemplo…são tantas as possibilidades de conquistar seu público alvo, com técnicas práticas de marketing digital de posicionamento.

As pesquisas apontam um crescimento expressivo para o próximo ano, neste segmento de marketing. Em 2010, 84% das empresas brasileiras planejam realizar algum tipo de marketing online, o que representa um crescimento de 10% em relação a 2009. A constatação é da pesquisa Marketing Visão 360º realizada pela TNS Research International em parceria com o portal Mundo do Marketing.

Além disso, entre as organizações que investem até R$ 1 milhão de reais/ano a expectativa é que as iniciativas no ambiente digital respondam por 50% do orçamento da área. Naquelas que investem acima de R$ 10 milhões, a participação deverá alcançar 25%. Mais de 400 profissionais de marketing de companhias brasileiras e multinacionais, dos setores de serviço, varejo, bens de consumo e bens duráveis, foram ouvidos na pesquisa, em setembro deste ano.

Por: Roberto Soares Costa – Gerente de projetos na webrcosta@gadbrivia.com.br

Audiência da TV ladeira abaixo

TV- Perdendo Audiência

Por Hildeberto Aleluia 1

Faz tempo que a TV vem perdendo audiência no Brasil. Muito antes da Internet, começou o processo de desencanto. Todos devem se lembrar que nas décadas de 70 e 80 as manhãs eram tomadas por programas infantis, em todas as estações. Primeiro foi Os Trapalhões, ainda na velha Rede Tupi de TV e que depois passou para a TV Globo. Nesta havia ainda o programa do TOPO GIGIO que fazia tanto sucesso com as crianças e acabou por ganhar os adultos e o horário nobre. Algum tempo depois vieram todos os outros. O SBT com o programa do Bozo, da Mara, do Sergio Malandro, da Eliana e depois veio a Rede Manchete (hoje Rede TV), com o programa da Xuxa, depois da Angélica, entre outros. Isto sem contar com o programa do Sítio do Pica Pau Amarelo. A Rede de TV do governo também enveredou pelo rico filão. Dava audiência e faturamento. Alguns canais entravam pelas tardes com as mesmas atrações. A criança e o adolescente ditavam a programação. Tanto era assim que nos programas humorísticos da noite, os personagens infantis viraram atração e neles apareciam com freqüência.

Essa programação era tão forte que suscitava no país uma ampla discussão entre psicólogos e educadores sobre a escravização da criança pela tela da TV. Escravizar não escravizou, mas a TV instituiu entre nós a erotização da infância através de sua programação. E se foram trapalhões, bozos e companhias das manhãs. A programação infantil tal como era acabou. Veio um outro tipo de atração, mas sem a força do faturamento da outra.Hoje a criança está curtindo desenho na TV aberta ou por assinatura, ou vai para a Internet. E faz isso tanto em casa quanto na escola.Os jogos e DVDs ocupam o que sobra de tempo. Já o adolescente foi direto para a Internet mesmo. Foi o primeiro susto na TV. E agora não para de chegar safanões.

O Terra TV, canal do site provedor do mesmo nome, existe há três anos e reúne 9 milhões de usuários mês.

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