Há provas de que senador Fernando Bezerra do PSB recebeu propinas, diz PF

Mais um sepulcro caiado que é juiz do Impeachment. No senado são 35 os senadores enroscados no Petrolão. E todos vomitando probidade.

José Mesquita


 Segundo o jornal O Estado de S.Paulo, a Polícia Federal comprovou recebimento de verba ilegal por parte do parlamentar para a campanha de reeleição de Eduardo Campos ao governo de Pernambuco

Advogado do senador disse, por meio de nota, que desconhece a informação sobre a conclusão do inquérito

A Polícia Federal (PF) comprovou que o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) recebeu R$ 20 milhões do ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa, referente ao pagamento de propina para a campanha de reeleição de Eduardo Campos ao governo de Pernambuco.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

A informação foi divulgada pelo jornal O Estado de São Paulo, e acrescenta que a denúncia foi feita pelo próprio ex-diretor, que em sua delação premiada disse aos investigadores que o pedido do senador foi feito entre 2010 e 2011.

O valor foi pago por empreiteiras com o objetivo de assegurar a obra de infraestrutura na Refinaria Abreu e Lima e incentivos tributários, “o que de fato veio a ocorrer”, concluem os investigadores. A obra na refinaria foi contratada pela diretoria da Petrobrás comandada por Paulo Roberto Costa.

De acordo com a PF, “restou demonstrado que Bezerra participou ativa e substancialmente na solicitação de propina às empresas envolvidas e também se beneficiou de uma parte do montante ilícito”.

Segundo a reportagem, o inquérito que apura o envolvimento do senador no esquema de corrupção foi concluído e já está com o relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, ministro Teori Zavascki. Bezerra responde por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Para a PF, o senador era o “braço direito” de Eduardo Campos e, na época dos fatos denunciados,  o parlamentar – que foi ministro de Dilma Rousseff e é pai do atual ministro de Minas e Energia, Fernando Filho – era secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco e presidente do Complexo Industrial Portuário de Suape.

Os investigadores também constataram que o esquema beneficiou o ex-governador de Pernambuco, que morreu em um acidente aéreo em 2014.

O advogado de Fernando Bezerra disse, por meio de nota, que desconhece a informação sobre a conclusão do inquérito, e que as acusações contra seu cliente são baseadas apenas em depoimentos de delação premiada, sem nenhuma prova concreta até o momento.

Leia a matéria completa no jornal O Estado de S.Paulo

Eleições 2014: Marina uma profissional esperta

Máscaras,Blog do Mesquita,Eleições  2014,Aécio Neves,Dilma Rousseff,Eduardo Campos,Marina SIlvaSobre o avião, Marina não sabia de nada, usou o aparelho sem perguntar. Podia ter perguntado quem emprestou e por quê, já que quem empresta sempre espera alguma coisa em troca.

Vou me desviar um pouco do meu esporte favorito que é comentar a Presidente Dilma Rousseff e seu governo medíocre e falar um pouco da nova pretendente ao cargo, Marina Silva. Nova em termos, já que já foi Senadora da República, Ministra do governo Lula e também pretendente à Presidente nas eleições de 2010.

Marina quer renovar a política – uma “nova forma de fazer política” ela – diz pô-la a serviço do cidadão. O invólucro é bom, mas qual é o recheio? Só platitudes, banalidades, trivialidades. Nada de concreto.

Na entrevista ao JN foi obrigada a falar sobre o avião que o PSB recebeu, emprestado, ou arrendado, ou sabe-se lá o quê, adquirido por amigos proprietários com dinheiro transferido por laranjas. Ela não sabia de nada, usou o aparelho sem perguntar. Podia ter perguntado quem emprestou e por quê, já que quem empresta sempre espera alguma coisa em troca. Até aí, ainda vá lá. Mas uma nova forma de fazer política deveria se preocupar com isso.

Sabendo, agora, que o jatinho foi adquirido com aporte de dinheiro de laranjas, e percebendo que é dinheiro “sujo”, certamente produto de propinas pagas por pessoas com interesses em contratos de governo, não deveria imediatamente exigir do seu partido uma explicação definitiva?[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Não seria esse um princípio de uma “nova política”? O seu vice, deputado federal Beto Albuquerque, disse que o partido não tinha nada com isso. Então quem? Aliás, ele é, por acaso, o símbolo da nova política? Ela teve que, como na velha política, se submeter ao partido?
Vamos adiante.

Ontem na Fenasucro, em reunião com os usineiros, Marina, que nunca morreu de amores por eles, e os tinha como verdadeiros predadores da natureza, admitiu que o setor procurou se ajustar para produzir com sustentabilidade, com mecanização da colheita de cana para evitar “mão de obra de penúria”. E diz que é possível falar de agricultura e pecuária com a preservação do meio ambiente. Mais uma platitude. Promete um “marco regulatório”. O que quer dizer isso?
Essa é a nova política? Existe algo mais velho que esse discurso para agradar plateias específicas em períodos eleitorais? Marina não é amadora, é profissional, e esperta. Não tem nada de novo.

Ela fala sem consistência: “o Brasil terá de escolher e apostar no sonho de que possamos ter um Estado eficiente, escolhendo os melhores e não os indicados por interesses partidários”. Só isso? Escolher os melhores é, sem dúvida, uma obrigação do dirigente público. Mas para fazer o quê? Como fazer o Estado eficiente? É preciso dizer.

Agora a recessão, sem vírgula.

Eu não poderia deixar de falar do Mantega. Já o respeitei mesmo quando fazia avaliações do futuro no estilo de Polyana, personagem de uma escritora americana. Polyana queria uma boneca mas ganhou um par de muletas que não precisava. O pai lhe ensinou assim que deveria ficar contente por não precisar usar as muletas. E a menina ficou contente, e essa atitude passou a se chamar de “jogo do contente”. Agora a nossa Polyana, Guido Mantega, fica contente com os índices de nossa economia que ele dirige por tanto tempo ( talvez o mais longevo dos Ministros da Economia ). Com índices baixos de desemprego, segundo ele, tudo vai bem.
Mas pra azar da nossa Polyana, acaba de sair a informação do IBGE sobre o PIB do 2% semestre: menos 0,6%. Como o do primeiro semestre, depois da revisão, é de menos 0,2% temos o que se chama de recessão técnica.

O Brasil parou. Parou não. Recua. Como temos crescimento vegetativo da população, o PIB per capita tem uma queda expressiva. Dilma já se sabe. Acabou. E Marina vai propor o quê? Os próximos capítulos prometem.

Eleições 2014: Crescem divergências entre PSB e Marina Silva

PSBarina Silva,Eduardo Vampos,Eleições 2014,Blog do MesquitaVolto a repertir. São dois farsantes a serviço do Lula. O Collor pernambucano é Lula até aos subterrâneos de Hades, e essa “angelical” Sucuri amazônica é Petista até a última folha de uma palmeira de pupunha.
José Mesquita


O mau desempenho de Eduardo Campos nas pesquisas fez crescer no PSB o debate interno sobre as limitações que a parceria com Marina Silva e sua Rede impõem ao projeto presidencial da legenda. Além de discordar nos detalhes, os integrantes da coligação começam a se desentender no essencial.

No detalhe, o PSB contrariou Marina ao aprovar em São Paulo a aliança com o governador tucano Geraldo Alckmin. No essencial, os correligionários de Campos estão incomodados com a aversão da candidata a vice ao fechamento de acordos que poderiam aumentar o tempo de propaganda da coligação no rádio e na tevê.

Nesse ponto, o incômodo se alastra para outro partido que integra a caravana de Campos, o PPS. Presidente da legenda, o deputado Roberto Freire ecoa, em privado, a preocupação dos operadores do PSB com o nanismo eletrônico da candidatura, que dispõe, por ora, de pouco mais de dois minutos de propaganda.

Há uma semana, Freire teve uma conversa com Alckmin, cuja reeleição o PPS também apoia. Os dois conversaram sobre o interesse de Gilberto Kassab, do PSD, de tornar-se vice na chapa de Alckmin. Freire manifestou-se a favor, desde que Kassab desistisse de apoiar, no plano nacional, a reeleição de Dilma Rousseff.

Lero vai, lero vem Alckmin também revelou-se incomodado com a hipótese de associar-se a Kassab sem que ele se desvinculasse de Dilma. O governador tucano ainda não digeriu o fato de o atual vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, do PSD de Kassab, ter virado ministro de Dilma.

Freire enxergou na conversa com Alckmin uma oportunidade para alargar a coligação de Campos. Sugeriu ao presidenciável do PSB que tentasse atrair Kassab para o seu projeto. Para checar a disposição de Kassab, decidiu-se acionar o ex-senador catarinense Jorge Bornhausen, cujo filho, o deputado Paulo Bornhausen, é, hoje, presidente do diretório do PSB em Santa Catarina.

Em diálogo com Kassab, seu amigo desde o tempo em que ambos coabitavam o DEM, Bornhausen verificou que o mandachuva do PSD não soou 100% avesso à ideia de rever a promessa de apoiar Dilma. Conforme já noticiado aqui, em troca da garantia da posição de vice na chapa de Alckmin, Kassab admitiu pelo menos a hipótese de empurrar o seu partido para uma neutralidade na disputa federal.

Os aliados de Campos querem mais do que isso. Entre quatro paredes, a cúpula do PSB de São Paulo, que indicou o deputado Márcio França para o posto de segundo na chapa de Alckmin, se dispõe a abrir mão da posição se Kassab entregar o tempo de propaganda do PSD federal para Campos.

O problema é que o êxito eventual de uma articulação como essa provocaria um curto-circuito nas relações com Marina. Pode-se acusar a líder da Rede de tudo, menos de incoerência. Para Marina, a lógica eleitoral é como a gravidez: nenhuma mulher pode estar um pouquinho grávida, como não se pode defender uma política um pouco nova.

Numa entrevista que concedeu ao blog em outubro de 2013, logo depois de firmar a parceria com Eduardo Campos, Marina fixou os seus limites: “Não queremos subordinar essa visão de política de país à lógica de que é o ajuntamento de partidos para ter mais tempo de televisão que vai ser o determinante”, disse.

Sem meias palavras, Marina declarou que, “com certeza”, não admitiria uma aliança com Kassab (assista abaixo). Quer dizer: ninguém pode alegar agora que fechou um acordo com a ex-senadora no escuro. Ficou entendido desde o início que, se personagens como Kassab entrassem na coligação por uma porta, Maria poderia se retirar por outra, levando consigo o prestígio materializado nos 20 milhões de votos que amealhou na sucessão de 2010.

Pesquisa feita por um grande instituto a pedido do PSB revela que o volume de intenção de votos de Campos cresce na razão direta da associação do nome dele com o de Marina. É graças a essa perspectiva de crescimento que os correligionários de Campos ainda trazem na coleira suas opiniões sobre a estrela da chapa. Mas a harmonia, por artificial, é cada vez mais frágil.

Nesta segunda-feira, Marina estará em Belo Horizonte. Terá um encontro com a seção mineira da Rede, dará uma palestra e concederá entrevistas. Muito provavelmente, ela realçará mais uma divergência em relação ao PSB. Em Minas, como queria Marina, o partido de Campos distanciou-se do PSDB de Aécio Neves.

Diferentemente do que sucedeu em São Paulo, o PSB mineiro optou por lançar uma candidato próprio ao governo estadual. Porém, escolheu o deputado federal Júlio Delgado, velho aliado do tucanato, para encabeçar a chapa. Maria e sua Rede pegam em lanças por outro nome: o médico e ambientalista Apolo Heringer Lisboa.

Evocando os vínculos de Delgado com o PSDB mineiro, Apolo refere-se a ele como candidato “laranja”. Sustenta que a convenção estadual do PSB para a escolha do candidato a governador vem sendo organizada “de forma manipulada e viciada, bem aos padrões da velha política”, sem respeitar “a democracia interna e a ética.”
blog josias de Souza

Eleições 2014: Campos e Marina discutem aliança com Alckmin

Eduardo Campos e Marina Silva se reunirão nesta quinta-feira (5) na capital paulista.

O presidenciável do PSB e sua companheira de chapa tentarão superar suas divergências em relação aos rumos da campanha em São Paulo.

O PSB de Campos insiste em integrar-se à coligação do governador tucano Geraldo Alckmin, que disputa a reeleição.

Marina e sua Rede preferem o lançamento de um candidato próprio ao Palácio dos Bandeirantes.

Na expectativa de que o impasse seja dissolvido, o comando do PSB paulista convocou para esta sexta-feira (6) um encontro do diretório estadual. Nele, planeja-se aprovar um indicativo de apoio ao governador tucano.

A grossa maioria da legenda trabalha com a expectativa de acomodar na vice de Alckmin o deputado federal Márcio França, que preside o PSB em São Paulo.

Em público, Eduardo Campos insinuou que não cogita intervir no diretório paulista do PSB.

Em privado, ele sinalizou aos correligionários que dirá a Marina que se considera de mãos atadas. Havia concordado com a tese da candidatura própria.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

O PSB indicara Márcio França. Mas a Rede torceu o nariz. Como não planeja uma intervenção, sugerirá que PSB e Rede caminhem separadamente em São Paulo.

Prevalencendo esse encaminhamento, o PSB, que já integra a atual gestão de Alckmin, ficaria à vontade para negociar sua incorporação ao projeto reeleitoral, dessa vez na condição de vice.

E a Rede, embora esteja hospedada no PSB, apoiaria outro candidato, possivelmente Gilberto Natalini, do PV.

A hesitação do PSB levou Alckmin a abrir negociação com Gilberto Kassab, do PSD, que também deseja ser seu vice. Mas o governador disse a correligionários que prefere ter como número dois de sua chapa um representante do partido de Eduardo Campos.

Precavido, Alckmin decidiu usar todo o tempo que o calendário da lei eleitoral lhe oferece.

Marcou a convenção em que o PSDB formalizará sua recandidatura para 28 de junho, dois dias antes do encerramento do prazo legal.

Até lá, espera que o PSB já tenha superado o drama existencial em que mergulhou depois que Marina se associou a Campos.
Blog Josias de Souza

Eleições 2014: Eduardo Campos, Marina Silva, Ongs e ‘otras cositas mas’

Duas caras Blog do MesquitaTodos, eu disse todos, o farsantes que militam na política Tapuia necessitam de doses maciças de “memoriol”.

Li com atenção inclusive nas entrelinhas, o discurso do ex-aliado siamês até a semana passada do PT, Eduardo Campos, no lançamento da sopa de letrinhas, pegue na rede de arrastão, para a disputa da Presidência da República dessa infelicitada Taba.

Pois bem; está lá que “é preciso colocar em primeiro lugar os interesses estratégicos do país!” Lindo não?

Ex-celência para colocar em “primeiro lugar os interesses estratégicos do país” é preciso combinar com as ONGs internacionais das quais Dona Marina Silva é uma “rede”.

Assisti a formação da rede da campanha Campos Mariana.

Agora aguardarei assistir de braços dados no palanque o “Socialista” Eduardo Campos e a ex-integrante do Partido Revolucionário Comunista, Marina Silva de braços dados com figuras como os Bornhausen de Santa Catarina.

A política é dinâmica, mais aí já é o exagero da falta de caráter.


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Renan Calheiros não tem moral

Líder do PSB Beto Albuquerque: “Renan Calheiros não tem moral”

Deputado Beto Albuquerque - PSB Foto: Ag. Câmara
Deputado Beto Albuquerque – PSB – Foto: Ag. Câmara

O deputado gaúcho Beto Albuquerque, líder do PSB na Câmara, pagou na mesma moeda as ameaças e ironias que o presidente do Senado dirigiu ao seu partido e ao presidenciável Eduardo Campos. “O Renan Calheiros não tem moral para questionar nenhuma outra pessoa”, disse Beto ao blog. “O problema do Renan não é o PSB, mas a Petrobras, onde ele deixou digitais.”

Renan (PMDB-AL) olha de esguelha para o PSB desde o instante em que os senadores da legenda entregaram à oposição as assinaturas que colocaram em pé o pedido de CPI da Petrobras. Evoluiu do olhar atravessado para os ataques verbais depois que Rodrigo Rollemberg (DF), líder do PSB no Senado, adensou o movimento que matou a candidatura de Gim Argello (PTB-DF), um senador multiprocessado, a uma cadeira vitalícia de ministro do Tribunal de Contas da União.

Renan soou ameaçador ao defender que a CPI, na versão agigantada proposta pelo PT, vasculhe contratos do Ministério da Ciência e Tecnologia, pasta gerida por Campos no primeiro mandato de Lula, com a empresa Ideia Digital, que faz campanhas eleitorais para o PSB.

Ele indagou: “Ora, como é que o Congresso vai investigar a Petrobras, e eu acho que deve investigar, e não vai investigar o Metrô [de São Paulo], o Porto de Suape [de Recife], a corrupção que houve com dinheiro público no Ministério da Ciência e Tecnologia, que pagou inclusive marqueteiros nas campanhas eleitorais?”[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Em nota, o PSB informou que, na gestão de Eduardo Campos, a pasta da Ciência e Tecnologia não contratou a empresa Ideia. Na conversa com o blog, Beto Albuquerque disse que o objetivo de Renan não é senão o de impedir que a Petrobras seja varejada numa CPI.

“Renan corre da CPI. E, ao correr, expõe as digitais”, disse o deputado, hoje um dos políticos mais próximos de Eduardo Campos. “Quem corre dessa CPI mostra as digitais deixadas na Petrobras. Não adianta vir furungar (remexer) coisas dos outros. Não tem base moral nem legitimidade para falar de ninguém.”

Renan é padrinho político do ex-parlamentar cearense Sérgio Machado. Ele comanda a Transpetro, braço naval da Petrobras, desde 2003. Preso na Operação Lava-Jato, o ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa tinha as costas esquentadas na Petrobras por PT, PMDB e PP. Outro ex-diretor, o recém-demitido Nestor Cerveró, fora indicado pelo PT do senador Delcídio Amaral e endossado pelo PMDB de Renan.

Noutra investida contra o PSB, Renan ironizou a iniciativa de Rodrigo Rollemberg, o líder da legenda no Senado, de articular com a oposição, como alternativa técnica à malograda indicação de Gim Argello, o nome de Fernando Moutinho Ramalho Bittencourt, um ex-auditor do próprio TCU. “Escolher um técnico foi um avanço do líder Rodrigo Rollemberg, porque da outra vez que ele fez uma indicação para o TCU foi da mãe de um governador”, disse Renan, entre risos.

Ele se referia à ex-deputada federal Ana Arraes, filha do ex-governador pernambucano Miguel Arraes e mãe de Eduardo Campos. Em articulação comandada pelo filho, Ana foi alçada a uma poltrona de ministra do TCU em 2011. Sob críticas da imprensa, o nome dela foi aprovado na Câmara e no Senado. Nessa época, Renan não fez reparos.

“Renan esqueceu do que houve em junho do ano passado”, disse Beto Albuquer. “Eu me lembro muito bem o que se gritava nas ruas: ‘Fora, Renan’. Isso não está mais nas ruas, mas no sofá da sala de todo mundo não se ouve outra coisa. Em vem querer nos investigar? Ora, francamente. Insisto: o problema do Renan não é o PSB. O problema dele é a Petrobras.”
Blog Josias de Souza

Eleições 2014: Eduardo Campos é mais um rei dos jatinhos

Eduardo Campos Blog do MesquitaCampos usou R$ 4 mi para rodar o país em jatinhos desde 2012

Valor leva em consideração somente o gasto com aviões alugados para viagens de Campos para fora do Estado

Criticado pela oposição em Pernambuco, governador disse que ‘todas as viagens’ que fez foram a serviço

“Todas as viagens que fiz foram a serviço. Se em alguma viagem eu vou a serviço e, por acaso, tem uma agenda partidária ou política, eu faço questão que essa viagem não seja custeada pelo Estado de Pernambuco”.
Eduardo Campos, governador de Pernambuco e pré-candidato à Presidência em 2014

O governo de Pernambuco desembolsou ao menos R$ 4 milhões no aluguel de jatinhos executivos para que o presidenciável Eduardo Campos (PSB) e sua comitiva rodassem o Brasil e fossem a outros países, entre janeiro de 2012 e julho deste ano.

Alguns dos deslocamentos foram feitos tanto para cumprimento de agenda oficial quanto para tratar de assuntos relativos ao partido.

Nesse período, numa espécie de pré-campanha, Campos foi se afastando aos poucos da base da presidente Dilma Rousseff e buscou aliados para seu projeto de se candidatar ao Planalto em 2014.

O valor leva em consideração apenas o gasto com aviões alugados para viagens de Campos para fora de PE, segundo notas fiscais das viagens obtidas pela Folha.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Em agosto de 2012, por exemplo, o Estado desembolsou R$ 103,3 mil para que Campos se deslocasse ao Rio e a São Paulo para receber uma medalha e reunir-se com um grupo de empresários.

No mesmo mês, mais R$ 89 mil foram desembolsados numa viagem à capital paulista para reunião com um empresário do ramo de alumínio.

Já para que Campos marcasse presença no velório de dona Canô, mãe de Caetano Veloso e Maria Bethânia, foram gastos R$ 27 mil para voar até Salvador e, de lá, seguir para o interior da Bahia.

De 13 destinos visitados pelo governador desde o ano passado, apenas três deles não têm voos comerciais diretos partindo do Recife: Comandatuba (BA), São José do Rio Preto (SP) e Vitória (ES).

Ao longo desses 19 meses, em voos de Campos para reuniões de governo e encontros com Dilma, o governo pernambucano gastou R$ 2,4 milhões com esses jatinhos.

Voos fretados para reuniões com empresários consumiram R$ 899 mil e, para palestras, recebimento de medalha e solenidades, o custo para os cofres públicos foi de R$ 843,6 mil.

Os gastos com locação de avião também incluem viagens ao exterior. Foram R$ 289 mil no aluguel de um francês Falcon para participar de uma palestra sobre segurança pública na Colômbia e outros R$ 166 mil para apresentar as “potencialidades” de Pernambuco num encontro em Buenos Aires.

Em julho, pressionado pela oposição a divulgar os gastos com suas viagens, Campos disse: “Todas as viagens que fiz foram a serviço. Se em alguma viagem eu vou a serviço e, por acaso, tem uma agenda partidária ou política, eu faço questão que essa viagem não seja custeada pelo Estado de Pernambuco”.

Porém, em março de 2012, Pernambuco gastou R$ 69 mil para que o governador fosse a Brasília, onde, segundo sua agenda oficial, participou da abertura do “Seminário Nacional dos Pré-Candidatos a Prefeito do PSB” no país.

Em 14 de março de 2013, quando cumpria agenda administrativa em São Paulo, reuniu-se com empresários que queriam conhecê-lo.

Foi durante esse jantar que afirmou que “dá para fazer muito mais” do que Dilma.

Desde o início de seu primeiro mandato, em 2007, Brasília é o principal destino das viagens (122 vezes), seguido por São Paulo (46) e Rio (39).
Daniel Carvalho/Folha de S.Paulo

Eleições 2014: E se aparecer a banda “Fora PT”?

Política Justo Veríssimo Chico Anysio Blog do MesquitaMarina Silva está no PSB. Está?

Disputará a vice (mas pode não disputar) de Eduardo Campos, que até o mês passado estava na base de apoio do governo.

Marina tomou uma decisão imperial e fechou o acordo com o senhor do PSB em menos de 24 horas.

Disse que fez uma “aliança pragmática”, mas logo corrigiu-se: “programática”. Em torno do quê, não se sabe.

Se disso resultar apenas uma chapa, tem tudo para ser nova parolagem. Se dessa aliança nascer uma tentativa de frente antipetista, o caminho e a conversa serão outros.

Em matéria de chapa esquisita, ninguém superará a de Tancredo-Sarney.

No entanto, aquilo era uma frente contra o que a rua chamava de “isso que está aí”, e Tancredo foi eleito (indiretamente) sem ter apresentado programa.

Precisava?

Mário Covas, Ulysses Guimarães e Leonel Brizola não podiam imaginar que o segundo turno da eleição de 1989 seria disputado por Lula e Fernando Collor. Eram dois candidatos contra aquilo que estava ali.

Quem foi para a rua em junho saberá nos próximos meses que o Supremo está pronto para diluir as sentenças do mensalão.

Aquilo que Marina Silva exageradamente classificou de “chavismo” é apenas um aspecto do jogo bruto do comissariado petista.

Ele foi sentido nos tribunais, nos bancos oficiais, na porta giratória das agências reguladoras e na monumental trapalhada da proposta de Constituinte exclusiva.

Isso para não se falar nos grandes circos com padrão Fifa.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

A aliança dos dois ex-ministros do governo de Lula tanto pode acabar numa pirueta movida a palavrório como em algo maior.

Sinal de seu anacronismo é a notícia de que Fernando Bezerra Coelho harmonizará a aliança “pragmática”, ou “programática”. Até outro dia era ministro da doutora Dilma.

Faz parte do clã que controla Petrolina há meio século. O PT respondeu às ameaças mais encorpadas com a voz das urnas e prevaleceu porque o eleitorado preferiu “o que está aí”.

O comissariado buscará em 2014 a extensão do seu mandato até 2018. Serão 16 anos corridos. Jamais na história brasileira um partido conseguiu essa marca dentro de um só regime constitucional.

Os conservadores do Império tiveram 14 anos (1848-1862). Getúlio Vargas teve 15 (1930-1945), com três regimes e uma ditadura.

Os militares tiveram 21, com quatro ordens constitucionais. No 16º ano de vida, seu partido, a Arena, estava estilhaçado.

Já o PT, vai bem, obrigado, sonhando com uma reforma política que criaria o financiamento público das campanhas (dinheiro na mão do comissariado) e a instituição o voto de lista (o mesmo comissariado alinha os candidatos).

Não se tratará apenas de uma tentativa espichar o tempo de mando. O que há na mesa é um projeto explícito. Jogo jogado.

Para os costumes brasileiros, a longevidade petista seria uma novidade.

Contudo, nas quatro maiores democracias do mundo (Estados Unidos, Alemanha, França e Inglaterra), a sociedade deu o poder a blocos de poder longevos que fizeram grandes reformas.

O marqueteiro João Santana acha que Dilma Rousseff será reeleita graças a uma oposição viciada pela “antropofagia de anões”.

Marina Silva com Eduardo Campos tanto podem representar isso, devorando o tucanato, como podem formar uma banda tocando “Fora PT”.

Os eleitores decidirão quem dança.
Elio Gaspari/Folha de S.Paulo

Eleições 2014 e a (in)fidelidade partidária

Políticos,Brasil,Senador Heráclito FortesCada vez mais continuo, impressionado, banzado, boquiaberto, estupefato, maravilhado, pasmado, perplexo, surpreendido, surpreso, abalado, afetado, alarmado, chocado, comovido, compungido, deslumbrado, emocionado, enternecido, maravilhado, marcado, perturbado, sensibilizado, tocado, embevecido, enlevado, extasiado, seduzido, abismado, admirado, atônito com a competência plural dos seres públicos que pululam, e infernizam a vida dos infelicitados Tapuias.

Pois não que me deparo com a notícia de que o mais robustos, com trocadilho, por favor, iracundo do agonizante DEM, o não menos rotundo ex-senador Heráclito Fortes se descobriu PSB desde criancinha quando tomava banho às margens do Rio Parnaíba na aprazível Teresina?

O Verborrágico político era um dos que encabeça a lista dos políticos mais detestados pelo Lula. O apedeuta fez o possível, o impossível e mais um pouco, para exterminar a raça de Heráclito Fortes dos meios políticos. Tanto fez que o político do Piauí não conseguiusse a reeleição tão sonhada para o senado no pleito de 2010.

Pois agora pasmem!!!

Em concorrido, festiva e apoteótica cerimônia, sob a batuta do atual desgorvernador piauiense Wilson Martins,  o ex- inimigo público número um do PT, abandonou e o DEM e  filiou-se ao PSB.

Cenas dos próximos capítulos: Heráclito Fortes enfeitando, força de expressão, o enfeitando, o palanque presidencial de Eduardo Campos em 2014 como candidato a deputado federal.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Que metamorfose! De Pêfêlistas a Demo, sempre inimigo figadal do PT socialista e comunista, Heráclito Fortes se descobre, da noite pro dia, socialista de carteirinha. Ou carteirada.

O neo socialista fará companhia no socialista PSB a outro ex-Demo, Eduardo estimulou o ingresso de Heráclito no partido.

É o segundo inimigo figadal do PT que vira socialista em pleno voo. Outro ex-DEM e ex-PSD, e agora também socialista empedernido é Paulo Bornhausen, filho do ex-senador Jorge Bornhausen, outro que cultiva todos os ódios e pragas medievais contra o Lula.

O que o cinismo e o oportunismo político não forem capaz de fazer, nada mais o fará.

Eleições 2014: PSDB oposições e a sucessão

Política PT PSDB farinha do mesmo saco Blog do MesquitaSomente uma assepsia renovadora pode desanuviar o nevoeiro no qual o país dos Tupiniquins está mergulhado. E não há uma réstia de luz do sol visível.

Não há como considerar Aécio Neves um político com o perfil adequado para isso. Está mais para o neto do Tancredo do que para estadista. Se possuísse um mínimo de visão política, já teria dado adeus ao PSDB, pois o partido tucano já foi  PSDB, pois paulitizado há anos, transformado em feudo exclusivo dos grãos senhores Serra, Alckmin e FHC.

Aecinho no máximo, talvez, possa dar conta de uma sub-prefeitura em Ipanema.

Eduardo Campos na verdade é um PT que procura se mostrar como um não PT, mas não passa de um petista exibindo um verniz “ligth”.

Serra já foi defenestrado pelos próprios irreconciliáveis e vaidosos tucanos.
Marina me poupem.


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