Rabos presos evitam CPI no Congresso Nacional

Fotografia,Brasil,ÍndiosIsso aqui eu postei no meu blog lá nos idos de 2009.
Não mudou nada!

Não tem para ninguém. Os Tupiniquins, estamos assistindo, finalmente, o desfile da tribo dos caras pálidas rotos.

Sempre fomos bombardeados, principalmente pela mídia comprometida, com escabrosas e inacreditáveis estórias de corrupção.

Nunca se questionou, porém, a existência dos corruptores. Não existe corrupto sem corruptor. Simples assim!

Do mais insignificante município, perdido nos grotões, até os atapetados salões do Congresso Nacional, sabemos que o caixa dois é uma prática, digamos, tacitamente aceita. Uma praga que só vem à tona do charco, quando alguém, tipo Roberto Jeferson, não “recebeu” o prometido e é ameaçado de ser “boi de piranha”. Agora, causa pavor nos oposicionistas e nos aliados do governo, quaisquer tentativas de esclarecer as “despretensiosas” e milionárias doações da Camargo Corrêa.

Nesse momento, é transparente entender porque a oposição, a maior suspeita de “receber um por fora”, nem queira ouvir falar em CPI. Por seu (dele) lado, os petralhas governistas, que em tese teriam todo o interesse em mostrar o rabo preso da oposição, quedam-se num inexplicável e cúmplice silêncio tumular. Os aliados do “esse é o cara” precisam preservar negócios futuros. Afinal a eleição de 2010 está à porta, e a campanha de dona Dilma vai precisar de uns trocados…!

Fica evidente o medo da corja de ser soterrada, metaforicamente, pelo desabamento do Castelo de Areia.

CPI do “por dentro e do por fora”? Nem pensar, Botucudos.

Brasil,Índio Botocudo,Estamas Eucalol

Base e oposição descartam CPI sobre Camargo Corrêa

Em conversas reservadas com a Folha, deputados e senadores governistas e da oposição disseram que não há a menor chance de criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar a empreiteira Camargo Corrêa, alvo da Operação Castelo de Areia, da Polícia Federal.

As empreiteiras deram contribuições financeiras legais para 55% dos atuais congressistas, segundo dados fornecidos ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) – sem contar eventuais doações ilegais.

Um líder de partido aliado ao governo disse que investigar a Camargo Corrêa equivaleria “a destampar uma panela de pressão”. Um deputado da oposição afirmou que poderia haver um “efeito dominó” – começar a investigar a Camargo Corrêa e chegar a outras empresas.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Há também interesses específicos dos aliados do presidente Lula em jogar contra uma CPI. A Camargo Corrêa, segunda empreiteira com maior receita líquida no país, tem boa relação com o PT e com a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), potencial candidata à Presidência em 2010.

Além disso, a construtora participa de várias obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), sendo vista como uma parceira do governo para tocar investimentos do pacote de obras de Lula para tentar mitigar efeitos negativos da crise econômica.

Os dois tucanos presidenciáveis, os governadores José Serra (SP) e Aécio Neves (MG), também são apontados como políticos que possuem boas relações com a empreiteira. A Camargo Corrêa foi a maior doadora individual da campanha de Serra à Prefeitura de São Paulo, em 2004, com R$ 1 milhão. Aécio foi o quarto político que mais recursos recebeu das empresas do grupo em 2006, com R$ 379 mil.

Do lado do governo, pesa ainda outro fator para evitar a CPI. O Palácio do Planalto avalia que o estrago político da Operação Castelo de Areia já foi feito e atingiu a oposição, sobretudo o DEM, partido que faz críticas mais incisivas à administração petista.

Copa do Mundo 2014: Quatro desafios do Brasil nos 6 meses até a Copa

Torcida na Copa das Confederações / Crédito da foto: Reuters

Para provar que é capaz de sediar grandes eventos, o Brasil terá que vencer desafios.

Faltando exatos seis meses para a abertura da Copa do Mundo, o Brasil ainda busca vencer alguns desafios nos preparativos para o torneio e alcançar o grande objetivo de provar ao mundo sua capacidade para organizar grandes eventos.

No dia 12 de junho de 2014, Brasil e Croácia entrarão em campo para disputar a primeira partida da Copa na Arena Corinthians.

Até lá, o governo brasileiro, juntamente com o Comitê Organizador Local (COL), precisa entregar à Fifa os seis estádios que ainda estão em construção – dos 12 que serão utilizados na Copa -, incluindo o próprio estádio paulista, que sediará a abertura.

Além dos palcos das partidas, o país se comprometeu também com obras de infraestrutura e mobilidade urbana. Parte delas está em andamento e, segundo o cronograma divulgado pelo governo no último mês, deverá estar pronta até junho do ano que vem.

A outra parte acabou sendo postergada e será entregue somente depois do Mundial por conta de atrasos na execução ou no financiamento dos projetos.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Todas essas obras faziam parte da Matriz de Responsabilidades, um documento assinado por representantes do governo federal e pelos responsáveis de todas as 12 cidades-sede contendo todos os projetos que deveriam ser feitos para a organização da Copa do Mundo no Brasil – incluindo as obras de estádios, aeroportos, portos, hotéis, etc, consideradas o grande “legado” da Copa.

Dos 108 projetos que constavam na Matriz, 21 já foram concluídos e 22 foram excluídos da lista porque não ficarão prontos até junho de 2014. Essas obras acabaram entrando no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e, mesmo não sendo entregues para o Mundial, continuarão contando com os incentivos do governo concedidos para as intervenções da Copa do Mundo – isenção fiscal, financiamento público, etc.

Áreas Obras Previstas Obras Concluídas
Mobilidade urbana 45 3
Aeroportos 30 10
Portos 6 1
Infraestrutura de turismo 41 nenhuma
Hotéis 16 7

Fonte: Ministério do Esporte (algumas das ‘obras previstas’ não estão listadas na Matriz de Responsabilidades)

Ronaldo no sorteio da Copa do Mundo / Crédito da Foto: Reuters

Membro do COL; ex-jogador Ronaldo prometeu “a melhor Copa de todos os tempos”

Para comprovar que é capaz de realizar grandes eventos como a Copa do Mundo, o Brasil precisará vencer os desafios de finalizar todas essas obras a tempo para o torneio, que receberá 32 seleções e, segundo estimativas do próprio governo, pelo menos 600 mil turistas de todo o mundo.

A preocupação principal da Fifa até agora tem sido com os estádios, já que as outras obras não são consideradas “essenciais” para a realização do Mundial. Ainda assim, o COL promete à entidade “a melhor Copa de todos os tempos” e garante que o país estará devidamente preparado para receber o maior evento esportivo do mundo em 2014.

“A Copa é uma grande oportunidade para a gente mostrar que, além de termos grandes jogadores, nós também somos grandes organizadores e vamos mostrar ao mundo que organizar também é o nosso forte. Faremos dessa Copa do Mundo a mais bonita de todos os tempos”, garantiu Ronaldo, ex-jogador da seleção e membro do COL, em visita à BBC em Londres no último mês.

Abaixo, a BBC Brasil detalha os quatro grandes desafios que o Brasil terá nos próximos seis meses até a Copa do Mundo.

A entrega dos seis estádios ainda em construção para a Copa do Mundo (Manaus, Natal, Cuiabá, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre) é um dos maiores desafios do Brasil nos seis meses restantes até o Mundial.

Estádio em Manaus / Crédito da foto: AP

Uma das grandes preocupações da Fifa é com a entrega dos seis estádios restantes

Nem mesmo o Comitê Organizador Local (COL) ou o próprio governo brasileiro admitem a possibilidade de algum dos estádios não ficar pronto para a Copa.

Eles reconhecem, porém, o atraso das obras – nenhuma das seis em andamento será entregue dentro do prazo inicial estipulado pela Fifa, que termina em 31 de dezembro.

Não é apenas necessário finalizar todos os seis estádios restantes até a Copa – é preciso entregá-los à Fifa com tempo suficiente para que ela realize neles os tradicionais “eventos-teste”, que servem como ensaios para o Mundial.

A expectativa do governo brasileiro e do COL é de que todos os palcos dos jogos da Copa estejam nas mãos da Fifa até abril.

Natal, Porto Alegre e Manaus

Dos seis estádios ainda inacabados, três são motivo de maior preocupação para a Fifa: Arena da Baixada (Curitiba), Arena Pantanal (Cuiabá) e a Arena Corinthians (São Paulo).

As demais arenas, embora atrasadas, mostram estar com obras adiantadas, e a expectativa é de que sejam concluídas já em janeiro.

A Arena das Dunas, em Natal, está 94% concluída, faltando apenas finalizar a colocação dos assentos e fazer o acabamento.

Já o Beira-Rio, em Porto Alegre, tem 92% das obras prontas, restando ainda por fazer o restante da cobertura e a colocação dos últimos assentos.

Em Manaus, a construção da Arena Amazônia tem 90% de avanço, com o gramado já concluído e com a instalação das cadeiras e do sistema elétrico em execução.

Curitiba, Cuiabá e São Paulo

Arena Pantanal, em Cuiabá / Crédito da foto: AP

A Arena Pantanal, em Cuiabá, estava sem o gramado até semana passada

O caso do estádio Arena da Baixada, em Curitiba, é o mais preocupante e levou até à realização de uma reunião separada com a Fifa na segunda-feira passada, um dia antes da entidade se reunir com todas as outras cidades-sede para saber as atualizações das obras.

“A Fifa tinha definido que o Atlético-PR faria o primeiro jogo teste no dia 26 de janeiro, mas o gramado vai terminar de ser colocado no dia 21, então é impossível”, explicou o secretário da Copa do Paraná, Mário Celso Cunha, em entrevista à BBC Brasil.

“Agora o primeiro jogo-teste ficou entre para o fim de fevereiro, para testar o gramado, a iluminação, o placar. E a inauguração, com 100% executado, será dia 26 de março, dia do aniversário do Atlético-PR.”

Segundo o secretário, a principal dificuldade de Curitiba para cumprir os prazos do estádio têm sido com relação ao financiamento dele pelo BNDES, pela demora do banco em liberar o dinheiro. O orçamento da obra já está estourado – a previsão era de R$ 184,6 mi e o custo atual é de R$ 326,7 mi – e ainda faltam pelo menos R$ 9 mi serem liberados para a conclusão dos trabalhos.

A Arena Pantanal, em Cuiabá, é outra em situação preocupante.

Até a semana passada, o estádio estava sem o gramado, sem a cobertura e sem os assentos. A grama foi colocada em tempo recorde – menos de 24h – na quinta-feira e, assim, as seleções que irão jogar no estádio puderam ver como está o campo na visita que fizeram no último final de semana.

O caso da Arena Corinthians – que deve receber o jogo de abertura do Mundial, Brasil e Croácia, em 12 de junho – se tornou preocupante após o acidente ocorrido na obra ainda no fim de novembro, quando o estádio se encaminhava para cumprir o prazo estipulado pela Fifa.

O guindaste que erguia o último módulo da cobertura acabou caindo com a peça, matando dois operários. Com isso, a parte da obra onde ocorreu o acidente está interditada e o guindaste só voltará a operar ali no dia 16 de dezembro.

Apesar disso, o gramado do estádio já está pronto e as cadeiras estão sendo colocadas. O atual prazo da entrega da obra completa é abril de 2014 para eventos-teste.

“A previsão do Corinthians, proprietário do estádio, é de realizar esses eventos aumentando gradativamente a capacidade do público e testando vários aspectos logísticos do estádio”, explicou a coordenadora do Comitê Paulista para a Copa, Raquel Verdenacci, à BBC Brasil.

“Em um período de 30 dias haverá oportunidade para cerca de três eventos oficiais”, estimou.

Renata Mendonça e Jefferson Puff
Da BBC Brasil em São Paulo e no Rio de Janeiro

Tópicos do dia – 05/05/2012

09:15:12
Novo inquérito-bomba
Vital do Rêgo, presidente da CPI mista do Cachoeira, recebeu do procurador-geral, Roberto Gurgel, uma informação destinada a mexer com a já nervosa Brasília das últimas semanas.

Gurgel informou que, na sexta-feira passada, enviou à Justiça um novo inquérito que investiga a jogatina (e, claro, Carlinhos Cachoeira) – não é nem a Operação Monte Carlo e nem a Las Vegas, ressalte-se.

Nele, também por meio de grampos, sairiam chamuscados quatro ministros do STF, onze do STJ e vários deputados.

(Atualização, à 0h56. O senador Vital do Rêgo enviou o seguinte e-mail: “Prezado jornalista Lauro Jardim, para dirimir quaisquer dúvidas, em respeito à sua prestigiada coluna e em razão do meu ofício, informo-lhe que no encontro com o Procurador Roberto Gurgel não recebi qualquer informação sobre novo inquérito ou pessoas e titularidades envolvidas”. A coluna mantém a informação publicada)
Por Lauro Jardim/Veja On-line

09:31:07
Delta também financiou a campanha de Dilma
É longo o braço da Delta nas campanha eleitorais. Segundo registra a Justiça Eleitoral, a empresa de Fernando Cavendish doou oficialmente R$ 1,150 milhão à campanha de Dilma Rousseff (PT) à presidência da República, em 2010. E se transformou na empresa que mais recebeu recursos para tocar obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Estima-se que esses valores podem ter chegado a R$ 4 bilhões.


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Eleições 2010: Serra e as promessas inviáveis eleitoreiras

O tucano José Serra continua como dizem no nordeste, variando. Que outra explicação menos prosaica para avaliar as promessas palanqueiras/elitoreiras de quem sempre se pautou pelo discurso responsável, centrado na realidade e no bom senso e que agora descamba pelo surrealismo das promessas voltadas para ascender nas pesquisas?

O Editor


As promessas do candidato do PSDB à Presidência, José Serra, de elevar o mínimo para R$ 600, ampliar o número de beneficiários e instituir o 13º do Bolsa Família custariam cerca de R$ 50 bilhões aos cofres públicos.

O tucano aposta no discurso das bondades sociais para atrair o eleitorado de menor renda e também os aposentados.

Em referência ao embate deste ano dos pensionistas com o governo para conseguir reajuste maior da aposentadoria, Serra ressaltou que, em seu govemo, os idosos terão 10% de aumento.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

O presidenciável é econômico com as palavras ao explicar de onde pretende tirar dinheiro para arcar com as promessas. Diz apenas que no Orçamento existem muitas “gorduras” e que se a “roubalheira” fosse extinta, haveria recursos para tudo. Os R$49,1 bilhões em despesas geradas com as promessas de Serra, no entanto, correspondem a todo montante de investimento previsto para o setor público em 2011, incluindo o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Previdência, Trabalho e Desenvolvimento Social seriam as pastas que sentiriam o maior impacto das políticas propostas por Serra. Só os gastos com aposentadorias e pensões, atualmente estimados em R$ 275,1 bilhões para o próximo ano, custariam R$ 17,8 bilhões a mais com o salário mínimo de R$600 (veja quadro). O impacto total na Previdência seria de R$25,7 bilhões.

Efeito cascata

O efeito cascata do reajuste do mínimo atinge também a concessão do seguro-desemprego. Na área trabalhista, o impacto estimado pela Consultoria de Orçamento do Senado é de R$2,7 bilhões. E para conceder o Bolsa Família a mais 15 milhões de famílias, seria preciso o aporte de R$15,8 bilhões.

O consultor de Orçamento do Senado José de Ribamar Pereira da Silva explica que na Lei Orçamentária Anual estão previstos cenários de impacto nos gastos globais do governo levando em conta valores do salário mínimo.

“Cada R$ 1 de aumento no salário mínimo tem impacto de R$ 286,1 milhões no total do orçamento da Previdência”, exemplifica.

Na lista de promessas de Serra também estão a proposta de conceder bolsas para jovens de famílias beneficiárias do programa de renda estudarem e o projeto de triplicar o orçamento do Ministério da Cultura. Analistas afirmam que as iniciativas só seriam viáveis com cortes ou com a criação de impostos.

O coordenador da bancada do PSDB na Comissão de Orçamento, deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), afirma que o candidato fez estudo da peça prevista para 2011 e que a Lei de Diretrizes Orçamentárias concedeu ao presidente que será eleito em outubro o direito de decidir o valor do mínimo e a discussão final do plano de receitas e despesas da União. “Para que haja um salário de R$600, é evidente que tem que se fazer ajustes.”

Josie Jeronimo/Correio Braziliense

Eleições 2010: Dilma, Serra e Marina prometem paraíso impossível para enganar eleitores

Afinal por que o Tiririca é que é o palhaço? Ele fala sério quando diz que não sabe o que faz um depufede federal. Por outro lado os presidenciáveis, Serra, Marina e Dilma, sabem muito bem o que fazem. Promessas enganadoras. Ao final, o palhaço é o eleitor.

Pinóquios, os candidatos à presidência com suas (deles) propostas hilárias transformam a taba dos Tupiniquins em picadeiro.

Algumas ficções, sem interlúdios, dos nefelibatas, que na vida privada são mais realistas que o rei:
– asfaltar a transamazônica;
– construir 400 km de linhas de metro – até hoje só foram construídas 900 metros por ano em São Paulo;
– 3 milhões de casas
– salário mínimo de R$ 600,00 a partir de 2011
– desenvolvimento sustentável. Essa é mais que hilária. Não existe preservação do ambiente sem mexer no lucro! Então…

O Editor


Caras e inviáveis. Assim especialistas classificaram as principais promessas dos candidatos à Presidência.

O GLOBO levantou o custo para tirar do papel algumas das propostas apresentadas na campanha, e os números são exorbitantes. Os valores superam em muitas vezes, por exemplo, o dinheiro necessário para a construção do trem-bala (R$ 34 bilhões) ou o orçamento anual da educação (R$ 56 bilhões).[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

E, mesmo que não falte dinheiro, não há projetos, licenciamento ambiental e tempo para transformar em realidade algumas das promessas nos quatro anos do próximo mandato.

Dez medidas anunciadas por Dilma Rousseff (PT), por exemplo, custariam R$ 287,8 bilhões em quatro anos de governo, o que representa dez vezes mais o que o governo investiu no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em 2009.

Para cumprir a mesma quantidade de promessas de José Serra (PSDB), o custo seria de R$ 206 bilhões no período, ou quatro vezes o orçamento do ano passado da saúde (R$ 72,9 bilhões).

E apenas três promessas de Marina Silva (PV) demandariam R$ 238 bilhões, somente com custeio, o que equivale a aproximadamente 8% de tudo o que é produzido no Brasil em um ano.

As promessas analisadas foram escolhidas do Promessômetro (www.oglobo.com.br/eleicoes2010), onde os internautas votam nas promessas feitas pelos presidenciáveis e só descobrem depois de votar quem assumiu tal compromisso.

É possível aprovar ou rejeitar as propostas, e, ao todo, desde o começo da campanha, 14.428 leitores já participaram.

Para calcular os custos dessas propostas, foram utilizados os valores divulgados pelos candidatos. Quando o dado não era disponível, se utilizou custo de obras/serviços semelhantes.

Entrou na conta o custo de manutenção das promessas.

Carolina Benevides e Henrique Gomes Batista/O Globo

Lula irá deixar uma dívida de R$ 90 bilhões para o próximo presidente

Brasil da série ” o tamanho do buraco!”
Segura peão!!! O chefe dos Tupiniquins não quer nem saber de responsabilidade fiscal. Para erguer “opote” tá metendo a mão no bolso dos Tupiniquins.
O Editor


Valor de ‘restos a pagar’ de 2010 para 2011 será recorde, por causa das obras do PAC; acumulado fica próximo do total de investimentos

BRASÍLIA – Após oito anos de governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixará a seu sucessor um bolo de pagamentos pendentes de R$ 90 bilhões, segundo estimativa da área técnica. Será um novo recorde, superando os R$ 72 bilhões de contas penduradas que passaram de 2009 para 2010.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Essas despesas que passam de um ano para outro são os chamados “restos a pagar” e ocorrem porque os ministérios muitas vezes contratam uma obra que não é concluída até dezembro. Como o governo se comprometeu (empenhou) a pagar a despesa, a conta acaba sendo jogada para o ano seguinte.

Os restos a pagar são uma ocorrência rotineira na administração pública, mas a conta se transformou numa bola de neve por causa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). À medida que as obras vão saindo do papel, o volume de despesas que ultrapassa o prazo de um ano vai aumentando, chegando ao ponto em que os restos a pagar são quase iguais ao total de investimentos previsto no ano.

Escolha de Sofia

Dados levantados pelo site Contas Abertas, a pedido do Estado, mostram que em 2009, por exemplo, o governo tinha R$ 57,068 bilhões para investir, mas a conta de restos a pagar das obras contratadas nos anos anteriores era de R$ 50,850 bilhões.

Ou seja, se tivessem sido quitadas todas as obrigações pendentes, sobrariam R$ 6,218 bilhões para investimentos novos. “A cada ano, o gestor público fica nessa escolha de Sofia: ou paga os restos do ano anterior ou executa o orçamento do ano”, disse Gil Castello Branco, secretário-geral do Contas Abertas. “Não tem dinheiro para os dois.”

O dado parcial de 2010, até junho, mostra mesmo perfil. O saldo de restos a pagar em investimentos está em R$ 53,7 bilhões, para uma dotação de R$ 63,9 bilhões. No caso do PAC. há restos a pagar de R$ 30 bilhões, para um orçamento de R$ 24 bilhões.

“É um retrato do momento”, disse Castello Branco. Se o ano tivesse terminado em 30 de junho, o presidente Lula estaria legando a seu sucessor uma conta de R$ 53,7 bilhões. O governo não zera de imediato esse saldo porque, para isso, ele teria que deixar de fazer novos investimentos.

“A situação preocupa, porque se os restos a pagar ficam muito grandes, estreita-se o volume de recursos para novos projetos”, disse o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady Simão. “É preciso ficar atento para que os volumes sejam razoáveis, não escapem ao controle.”

Herança

Ele acrescentou que não há temor de calote com a mudança de governo, pois há uma legislação sólida sobre a condução do orçamento.

Se a conta de R$ 90 bilhões for herdada pela candidata do PT, Dilma Rousseff, ela não terá muito do que reclamar. Afinal, as despesas pendentes são geradas em grande parte por seu “filho”, o PAC, e seguem prioridades estabelecidas por uma administração da qual ela fez parte até 31 de março. O mesmo não se pode dizer dos demais candidatos.

“A margem de manobra estará bem estreita”, disse o economista Felipe Salto, da consultoria Tendências. “Mas isso é verdade até a página 2, porque é possível reduzir despesas de custeio de forma significativa e, assim, ampliar a margem.” Ele acredita que essa será a trilha a ser seguida por José Serra (PSDB), caso seja eleito, pelo fato de o tucano ter um perfil “mais fiscalista”.

Em muitos casos, a formação de restos a pagar é uma estratégia deliberada para evitar que as obras parem à espera da aprovação do orçamento.

Na divulgação de um dos balanços do PAC, Dilma Rousseff, então ministra da Casa Civil, foi questionada sobre o crescimento dos restos a pagar e respondeu que não há como evitar esse problema quando se realizam obras de maior porte.

O governo trabalha numa proposta de orçamento plurianual, que ataca justamente esse ponto, ao prever prazos maiores do que um ano para os investimentos. “Os restos a pagar são um problema em busca de uma solução”, disse Felipe Salto. Para Castello Branco, a situação é grave porque o Orçamento não é mais uma previsão de gastos para um só ano. “Acabaram com o princípio da anualidade.”

Lu Aiko Otta/O Estado de S. Paulo

Sarkozy e Lula selam acordo militar bilionário

Lula e Sarkozy fecham acordo militar de R$ 22,5 bi amanhã

O Brasil assina amanhã com a França o maior e mais importante acordo militar de sua história recente, comprando inicialmente € 8,5 bilhões em submarinos e helicópteros.

Provavelmente esta conta será aumentada em breve pela aquisição de caças franceses, se depender do desejo do Ministério da Defesa.

Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Nicolas Sarkozy celebram a “parceria estratégica” após a festa do Sete de Setembro. O valor, equivalente a R$ 22,5 bilhões no câmbio de sexta-feira, é muito superior às compras russas feitas pela Venezuela (menos de R$ 10 bilhões) ou aos acordos operacionais dos EUA com a Colômbia.

A preferência pelos caças franceses, um negócio em separado que pode chegar até a R$ 10 bilhões para o fornecimento de 36 aviões, foi confirmada à Folha pelo ministro Nelson Jobim (Defesa). Lula já dera declarações pró-Paris na semana passada, e Jobim diz que a escolha “faz sentido” no escopo de parceria estratégica.

“Ainda espero as considerações da FAB sobre preço e transferência de tecnologia. Eles não farão a escolha, mas indicarão prós e contras de cada avião”, disse Jobim. Concorrem com o Rafale o F-18 americano e o Gripen sueco. Ele conversa com Lula sobre o assunto hoje, indicando que o Ano da França no Brasil pode ser ainda mais festivo para Sarkozy.

O valor do acordo de amanhã, a ser pago em até 20 anos por meio de financiamentos (€ 6,1 bilhões) e desembolsos diretos, equivale a tudo o que está previsto para o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) neste ano. Os termos de financiamento não deverão ser assinados, pois ainda dependem de aprovação final no Congresso Nacional.

O Exército, “patinho feio” até aqui na cesta de compras militares, será contemplado com a assinatura de um protocolo de cooperação com a França para modernizar sua capacidade de combate.

De Igor Gielow – Folha de S. Paulo

Dilma Roussef deveria pedir licença do cargo

Como petralha nenhum, de mensaleiros à cuequeiros costuma largar o osso, acredito que o sensato comentário abaixo transcrito, não deverá fazer eco nos ouvidos dessa turma.

Será que os Tupiniquins, assistiremos outro trágico espetáculo como o encenado quando da fatídica doença de Tancredo Neves?

O editor

Comentário
Dilma deveria pedir licença do cargo

Saiu o Programa de Aceleração do Crescimento como principal ítem da agenda da ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil, candidata à sucessão de Lula.

No lugar, e contra a vontade de Dilma, entrou sua saúde.

Foi isso o que ocorreu quando em 25 de abril último Dilma admitiu que estava doente, confirmando notícia publicada naquele dia pelo jornal Folha de S. Paulo.

O episódio de ontem só serviu para consolidar o que ocorrera.

Resta saber se Dilma, Lula e todos que os cercam ainda insistirão com a história de que pouco mudará na vida da ministra depois da descoberta de que ela sofre de câncer linfático.

É canhestra e perigosa a tentativa de fazer Dilma se comportar como se nada de grave tivesse lhe acontecido. Infelizmente, aconteceu.

Disseram que ela não tem mais câncer desde o momento em que lhe os médicos extraíram um nódulo alojado debaixo da axila do seu braço esquerdo.

Nada mais falso.

O nódulo, em casos de câncer linfático e em linguagem de leigo, é uma manifestação da doença. Não basta eliminá-lo para que o doente possa ser considerado curado. Longe disso.

Como o sistema sangüíneo, o sistema linfático faz parte do sistema circulatório. Desempenha papel importante nas defesas do corpo contra a infecção e alguns outros tipos de doença, inclusive o câncer.

Disseram que Dilma seria submetida a sessões de quimioterapia (de princípio, seis) só por uma questão de cautela. Para evitar, por exemplo, a volta da doença.

Nada mais falso.

A quimioterapia, combinada com a ingestão de remédios, é vital para, digamos, matar a doença.

O câncer de Dilma foi detectado logo no início. As chances de ela se curar, de fato, são de 90% como informaram os médicos.

Mas não é recomendável a ninguém que sofra de câncer manter inalterada sua rotina de vida. Muito menos quando a rotina é estressante, pesada, exaustiva.

Até ontem, a ambição política de Dilma, alimentada por Lula, ditou todos os seus passos.

Qualquer coisa que tenha obrigado Dilma a tomar um jatinho e voar às pressas de Brasília a São Paulo deveria funcionar como um sinal de que chegou a hora da ministra pensar unicamente na preservação da própria vida.

Dilma deve pedir licença do cargo para se cuidar melhor, e a salvo dos holofotes da mídia. É o que a prudência e o recato recomendam.

É também o que recomenda o próprio cálculo político.

Nada será mais devastador para a candidatura dela do que o exame diário de cada um dos seus gestos à luz do seu estado de saúde.

E é inevitável que seja assim quando uma figura pública padece em praça pública.

Se o tratamento for bem-sucedido, como tudo sugere que poderá ser, Dilma terá tempo bastante para se dedicar novamente ao governo e à sua candidatura.

blog do Noblat