Futuro dos smartphones pode depender da cera

A cera pode ser o componente-chave para os smartphones melhorarem no futuro.

(Foto: Wired)
Um grupo de pesquisadores da Universidade de Pensilvânia acredita que o material é capaz de resfriar os processadores, permitindo o uso simultâneo de todos os transistores e, consequentemente, tornando os aparelhos muito mais potentes.

Atualmente um dos grandes problemas dos chips é que o seu potencial é limitado pela temperatura.

Apesar de contar com bilhões de transistores, os componentes são capazes de utilizar apenas alguns deles simultaneamente.

Se todos fossem os transistores fossem usados ao mesmo tempo, a capacidade de processamento seria maior.

É nesse contexto que a cera (ou parafina) entra em ação através de um processo chamado “corrida computacional”.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Sempre que o chip usar seu potencial máximo e esquentar, a cera derrete um pouco e impede o superaquecimento.

Os pesquisadores já trabalham na inovação desde 2010.

Recentemente, eles conseguiram demonstrar os efeitos da tecnologia em um processador Intel i7 alimentado com 10W.

Os estudiosos acreditam que novidade ainda pode ser utilizada com potências de até 100W por curtos intervalos de tempo.

Além de melhorar a potência dos aparelhos, os pesquisadores acreditam que a tecnologia é capaz até mesmo de torná-los mais econômicos.

No entanto, não espere ver a novidade funcionando em breve.

Ela ainda deve demorar entre cinco e dez anos para se tornar praticável – isso porque o processo ainda é muito caro.
Por Redação Olhar Digital – Com informações da Wired.

China desenvolve o chip Loogson para concorrer com AMD e Intel

Loogson: O Chip Chinês para enfrentar a Intel e a AMD

Foto: Konstantin Lanzet/Creative Commons

Christopher Mims escreve na Wired (em inglês) sobre a linha de processadores desenvolvida na China, chamada Loongson (foto), para concorrer com a Intel e a AMD. É interessante comparar o projeto chinês, que deu origem a chips que já estão no mercado, com o brasileiro de atrair uma fábrica de semicondutores.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]O Brasil já teve sete fábricas de semicondutores, instaladas por aqui na década de 1970 pelas multinacionais Philips, Motorola, Siemens, NEC, Fairchild, Texas Instruments e National Semiconductors. Todas elas deixaram o País, por causa das restrições impostas pela reserva de mercado de informática. Em 2009, o Brasil importou cerca de US$ 3,2 bilhões em semicondutores, segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee).

O governo brasileiro tentou atrair uma fábrica de semicondutores na época da decisão sobre o sistema de TV digital a ser implantado aqui, sem sucesso. Ao contrário do que chegou a ser anunciado, os japoneses, donos do padrão, nunca se comprometeram a instalar uma fábrica no Brasil.

Enquanto o Brasil tenta atrair uma fábrica sem sucesso, os chineses decidiram desenvolver seus próprios chips. O projeto Loongson começou em 2001, no Instituto de Tecnologia Computacional de Pequim, com o objetivo, segundo Mims, de criar “um chip que fosse suficientemente versátil para equipar qualquer coisa, de um robô industrial a um supercomputador”. O primeiro PC com o processador, chamado Fuloong, foi lançado em 2006.

O texto publicado pela Wired cita o tamanho do mercado chinês de PCs, que somou 39,6 milhões de unidades em 2008, como uma das justificativas para o projeto. No mesmo ano, foram vendidos 12 milhões de computadores no Brasil. Por não serem compatíveis com a plataforma Intel, as máquinas com o Loongson rodam software livre, como o sistema operacional Linux.

blog Renato Cruz