Eleições 2017: Platão, Rousseau, Marx e o Bode Ioiô

Assisti o último dia de propaganda política – lembrem-se; não é grátis. Nós que pagamos, pois as emissoras abatem o valor da exibição no IR – , espantado, e, compungido, com as apresentações dos diversos candidatos a Prefeito dessa infelicitada Fortaleza.

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Alvíssaras! Estamos salvos!

Os pretendentes à ex-celências – a exemplo das já ficcionais publicidades oficiais que nos bombardeiam, e esbanjam nossos impostos com delícias existenciais que nem a mítica Shangrilá possuía – , também nos acenam, os candidatos, à pantomima de outubro, com o paraíso na taba dos Alencares.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

De educação em padrões Suíços, a hospitais para humilhar Suecos, tudo será
possível. Penso em convencer meus filhos a abandonarem a “paleolítica” vida na Europa, e voltarem a habitar sob os coqueirais que um dia sombrearam o romance entre Ceci
e Peri.

Também eu, com tantos corredores exclusivos, ciclovias e ônibus fabricados pela RollsRoyce, penso seriamente em vender meu prosaico Ford K 2008, e desfrutar da fantástica mobilidade urbana que brotará da canetada do eleito.

Continuo afirmando que não há diferença entre partidos e candidatos. É uma grande, enorme, descomunal ópera bufa. A elite informada e a mídia, que oscila entre o parcial e o venal – saliento aqui, contudo, que não existe lei em nosso ordenamento jurídico que obrigue a nenhum órgão de imprensa ser imparcial – sabem disso.

Assim mantêm essa alternância entre os mesmos, locupletam-se nas concorrências, e esbravejam indignação nos convescotes sociais.

Agora que o PT foi obrigado a largar o osso, em quem irão colocar a culpa? Ou pensam que acabarão os Arrudas, Demóstenes e os Eduardo Azeredos – esse o criador do mensalão mineiro, apeado da presidência do PSDB por primeiro usuário do Marcos Valério? – ou os velhos, novos e novíssimos coronéis? E há um que fala em “faremos uma nova política”!
Hahaha! O cara é apoiado por dois dos atuais “coroneizões”!

Pelo que eu saiba, o bom Samaritano ficou na poeira bíblica. Não os há mais.
Àquela época não havia clonagem. E Irmã Dulce, Madre Tereza e/ou Frei Damião, jamais se dariam ao emporcalhamento.

Mas estou aí para a política.

É da minha natureza enfrentar moinhos, e não, aproveitá-los somente a brisa. Com podem ler constantemente em meus ‘posts’ nos blogs e em redes sociais, “resistir é preciso”. O PT foi apenas a cambada da hora, foi, e é?, – veremos – o espelho do momento. Eu caminho entre farsas, ancestralmente desde o Baile da Ilha Fiscal patrocinado pela família imperial(sic) brasileira à época.

De Rousseau, com seu farsesco ‘Contrato Social’, aos candidatos à Prefeitura de Fortaleza, são todos mentirosos, prometendo o que sabem que não entregarão, despidos de compromissos com o povo, e imbuídos tão somente em realizarem seus próprios interesses, e retribuírem os financiamentos recebidos para suas eleições.

Lamento pelos que, não faço juízo de valor dos motivos que os impulsionam, pensam, ou melhor acreditam, defendem e propagam, que existe somente a dicotomia entre o claro e o escuro.

Todos, de Platão, com sua monumental, e literalmente, platônica defesa do homem
cordial, a Marx, autor da surrealista ficção da possibilidade da existência de um coletivismo produtivo; de Adam Smith – esse parece não ter lido “O Mercador de Veneza” de Shakespeare, caso contrário sua obra “A História da Riqueza das Nações”seria mais realista e menos pragmática – , à “Mademoiselle Lagarde” são falaciosos, para ficar em um adjetivo mais ameno.

Karl Marx, em 18 de Brumário, 1852, livro escrito para explicar o golpe de Estado dado por Luis Napoleão, sobrinho do velho Napoleão, cita Hegel quando este afirma que todos os fatos e personagens de grande importância na história do mundo ocorrem, por assim dizer, duas vezes. E acrescenta a sua famosa frase: “a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa”. Herbert Marcuse arremata para concluir que a repetição de um evento como farsa pode ser ainda mais terrível do que a tragédia original.

Bode Ioiô é a opção menos cínica.

Censura. Juiz manda tirar do ar site que denuncia Prefeito de Varzea Grande em Mato Grosso

O doidivana do Caribe, o caudilho Hugo Chaves, continua arrebanhando adeptos da fúria censória. Assim como na Venezuela, para não dar explicações das tramóias à opinião pública, os poderes constituídos optam pelo inconstitucional cala a boca censório.

Contra a censura! Sempre! Antes que Cháves!

O editor

Justiça proíbe notícias contra prefeito de Várzea Grande (MT)
O site de informações da cidade de Várzea Grande (MT) vive dias difíceis.

Há duas semanas o portal www.vgnoticias.com.br foi proibido de publicar qualquer informação sobre o prefeito, Murilo Domingos (PR). Uma jornalista denunciou, com base em documentos do Tribunal de Contas do Estado, que houve uma fraude envolvendo a prefeitura.

Segundo reportagem do portal, a empresa de “fachada” João Só Comercial e Distribuidora de Alimentos Ltda, foi criada para beneficiar a Casa Domingos, empresa da família do prefeito. Coincidentemente, a João Só, que só existe no papel, ganhava todas as licitações.

A prefeitura ingressou com uma ação na Justiça e o titular da Segunda Vara Cível do município, juiz Marcos José Martins Siqueira condenou o site a pagar multa diária de R$ 5 mil, caso não pare de escrever contra a prefeitura. Detalhe: a esposa do juiz, Rosane Lorenzi, é funcionária da prefeitura.

Marcos Siqueira é o mesmo magistrado que calou, por meio da justiça, o site Caldeirão Político, do jornalista Cícero Henrique, também de Várzea Grande. O portal VG notícias entrou com recurso, e aguarda a decisão do desembargador Donato Fortunato Ojeda.

Nossa equipe tentou entrar em contato com prefeito Murilo Domingos, mas não teve sucesso. A assessora de imprensa, que não quis se identificar, não soube passar qualquer informação sobre o assunto. Já o prefeito, não atendeu nossa ligação.

coluna Claudio Humberto

Resultado Final das Eleições 2008 de Fortaleza

Veja aqui o resultado oficial das eleições 2008 para prefeito da cidade de Fortaleza, Ceará.

NÚMERO NOME VOTOS SITUAÇÃO %VÁLIDOS PARTIDO
13 LUIZIANNE DE OLIVEIRA LINS 593.778 Eleito 50,160 PT
25 MORONI BING TORGAN 295.921 Não eleito 25,000 DEM
12 PATRICIA LUCIA SABOYA FERREIRA GOMES 183.136 Não eleito 15,470 PDT
50 RENATO ROSENO DE OLIVEIRA 67.080 Não eleito 5,670 PSOL
20 FLORENCIO NUNES NETO 22.874 Não eleito 1,930 PSC
36 JOSÉ RIBAMAR AGUIAR JÚNIOR 8.232 Não eleito 0,700 PTC
23 SERGIO BRAGA BARBOSA 6.235 Não eleito 0,530 PPS
22 ADAHIL BARRETO CAVALCANTE SOBRINHO 4.828 Não eleito 0,410 PR
21 JOSÉ CARLOS VASCONCELOS 1.636 Não eleito 0,140 PCB

Fonte: TRE-CE
(Obs.: Dados gerados em 06/10/08 sujeitos a alteração)

Eleições para prefeitos – Vídeos do YouTube acessados mais de 30 mil vezes

Ainda tem quem não acredite que a Internet é a mídia mais importante para universalizar qualquer tipo de informação.

Do O Globo

Aperitivo na telinha da rede. No YouTube, 30 mil já assistiram a vídeos dos candidatos

De Sergio Duran:

Com apenas uma semana para o início da propaganda eleitoral na TV, a campanha já pega fogo na telinha. Do computador. Cerca de 30 mil pessoas já acessaram os vídeos dos candidatos disponibilizados no site YouTube. As imagens gravadas no corpo-a-corpo nas ruas, as propostas de governo, a biografia dos candidatos e jingles estão acessíveis aos eleitores na internet – uma prévia do material que será apresentado na televisão.

O grande apostador na exibição dos vídeos no site é o candidato Fernando Gabeira (PV). Com 43 programetes, o candidato já chamou a atenção de 16 mil usuários. A equipe de Gabeira mantém uma atualização quase diária das imagens, que chamam da “matéria-prima” para a televisão. Parte dos vídeos revela a seção “O Rio dos seus sonhos”, que será usada na TV, com entrevistas a moradores da cidade.

Eleições para prefeito e censura

A interpretação do que entrevista e do que é propaganda eleitoral, continua causando censura à imprensa.

Juiz multa a Editora Abril por publicar entrevista com Kassab
Na Folha de São Paulo

O juiz Marco Antonio Martin Vargas, titular da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, condenou ontem a Editora Abril S.A., responsável pela revista “Veja São Paulo”, a pagar R$ 21.282 por ter publicado entrevista, considerada propaganda eleitoral antecipada, com o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), pré-candidato à reeleição, também multado.

Esta é a terceira representação iniciada pelo Ministério Público e acolhida pela Justiça Eleitoral de primeira instância por entrevistas com pré-candidatos -as primeiras foram contra a Folha, a Editora Abril e a ex-prefeita Marta Suplicy (PT).

Na entrevista publicada pela “Veja São Paulo”, na edição de 11 a 18 de junho, o magistrado entendeu que Kassab extrapolou ao falar de propostas de campanha e ao criticar adversários políticos.

A entrevista, disse o juiz, “acabou transpondo o direito à informação jornalística e invadiu o campo da realização de proposta de governo”.
Vargas aplicou o polêmico artigo 24 da resolução 22.718, do Tribunal Superior Eleitoral, que informa que os pré-candidatos poderão participar de entrevistas antes de 6 de julho, quando a propaganda é liberada, “desde que não exponham propostas de campanha”.