Çerra cumprindo o que lhe foi ordenado.

José Serra,Pre Sal,Políticos,Política Exterior,Política Internacional,Brasil,Submarino Nuclear,Banco dos Brics,Blog do Mesquita1. Primeiro o pré sal – esse já foi!
2. Com o fascista “hermano de los pampas”, trabalhando para desmontar o Banco dos BRICS.
3. Acordo nuclear com a empresa acima do Rio Grande, afunda – ainda em construção – o submarino nuclear dos Tapuias.
4. Com tratados como o TPP e o TISA, Çerra arrisca tirar do Brasil o status de ator global


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Baixa do petróleo põe em xeque ‘plano pré-sal’ para o Brasil

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Entusiasmado, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que o Brasil havia ganhado um “bilhete premiado”. “É nosso passaporte para o futuro”, disse.

A ideia do governo, na época, era usar essas reservas para impulsionar um projeto de desenvolvimento: parte dos recursos provenientes da exploração do petróleo seria direcionada a um fundo para a educação; além disso, regras de conteúdo local garantiriam o avanço, no país, de diversos setores – da indústria naval ao fornecimento de peças e serviços para a construção de plataformas.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Nove anos depois, a indústria petrolífera brasileira vive uma ressaca desse entusiasmo.

E não apenas em função da operação Lava Jato, que paralisou parte das operações da Petrobras. Ou da alta do dólar, que apertou as finanças da estatal, bastante endividada na moeda americana.

Para completar o que parece ser uma “tempestade perfeita”, no início da semana o barril tipo Brent, negociado em Londres, atingiu US$ 30,43 dólares, valor mais baixo desde 2004.

Em Nova York, o barril de West Texas Intermediate (WTI) caiu para baixo da casa dos US$ 30 pela primeira vez desde dezembro de 2003.

E analistas de instituições financeiras como o banco Goldman Sachs não descartam que o produto chegue ao patamar de US$ 20 ainda neste ano, embora muitos também esperem uma gradual recuperação dos preços no médio prazo.

“É um patamar de preços que lança dúvidas sobre as margens de lucro que podem ser obtidas com a exploração do pré-sal e reservas não convencionais mundo afora”, opina David Zylbersztajn, ex-diretor geral da Agência Nacional de Petróleo.

“O que fica claro é que o pré-sal nunca foi um passaporte para o futuro nem um bilhete premiado. Foi um erro apostar tantas fichas em um setor que, apesar de extremamente importante e relevante, também é volátil.”

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A Petrobras diz que conseguiu alcançar um custo de extração no pré-sal da ordem de US$ 8 o barril, o que mantém a extração como vantajosa. Segundo a empresa, a extração dessas reservas estaria, inclusive, superando as expectativas.

“A constatação da melhor produtividade dos poços do pré-sal em relação ao previsto na época da descoberta, associada aos ganhos de eficiência que obtivemos na construção de poços, tem permitido reduzir significativamente os investimentos previstos”, diz a Petrobras em comunicado à BBC Brasil, citando a “diminuição do número de poços a serem construídos e o menor tempo gasto para construí-los” e alegando que isso tem dado competitividade à exploração, mesmo com os preços baixos.

“A produção média por poço no pré-sal tem se mostrado bem superior à média mundial e, ao mesmo tempo, o tempo necessário para a construção dos poços foi reduzido em mais de 50% nos últimos cinco anos”, agrega a empresa. “Paralelamente, o atual cenário de baixos preços do petróleo no mercado mundial tem levado a uma redução dos custos, por parte dos fornecedores, de diversos bens e serviços utilizados.”

Walter de Vitto, analista de energia da Consultoria Tendências, porém, explica que para viabilizar novos investimentos o custo se torna maior – algo em torno de US$ 40 e US$ 50.

“O pré-sal sem dúvida é uma benesse, algo positivo para o Brasil, mas talvez seja a hora de repensar a estratégia para explorar essa riqueza, levando em conta a volatilidade desse mercado”, opina Vitto.

“Parece que foi um erro, por exemplo, ter atrasado a exploração em quase dois anos em um momento em que os preços estavam nas alturas para se conseguir definir um novo marco regulatório.”

Causas

Analistas atribuem a recente queda do petróleo a três fatores.

“Para começar, como o produto é cotado em dólar, no geral seus preços tendem a cair quando a moeda americana se valoriza, como agora”, diz de Vitto.

Um segundo fator de pressão sobre os preços seria o excesso de oferta.

“A questão é que quando os preços do petróleo estavam altos foram feitos muitos investimentos e abertas novas áreas de exploração”, explica Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE).

Como resultado, a produção se expandiu em um momento em que a economia global não cresce muito e, portanto, a demanda não está grande.

“Por isso, o que temos é basicamente um problema de oferta”, diz Pires.

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Para completar, houve uma mudança na estratégia dos grandes produtores da commodity, como a Arábia Saudita.

No passado, esses países costumavam fazer cortes em sua produção para manter os preços relativamente estáveis, sempre que havia uma queda significativa.

Hoje, porém, com a abertura de novas áreas de exploração, esses países hesitam em adotar essa estratégia com medo de perder mercado.

“Os preços podem continuar caindo até maio e poderiam chegar a US$ 20. Mas a grande questão para a indústria petrolífera não é tanto até onde podem cair, mas por quanto tempo devem se manter nesse patamar mais baixo”, diz de Vitto.

“E, felizmente para as empresas e países produtores, acho que há certo consenso de que no segundo semestre já deve haver uma recomposição de preços para a casa dos US$ 40 ou US$ 50, que seria até maior não fosse a perspectiva de o Irã voltar a esse mercado com o fim das sanções ao país.”

Pires, do CBIE, concorda que no médio prazo a tendência é de alta.

“Com o principal problema é o excesso de produção, conforme as empresas ajustem seus planos de negócios a essa nova realidade teremos uma recuperação gradual dos preços”, opina.

Revisões

Com a queda nas expectativas de receita, muitas empresas do setor de fato já estão anunciando uma revisão de seus planos de negócios e investimento mundo afora. Principalmente nas áreas de exploração mais caras.

A britânica BP, por exemplo, anunciou que irá cortar 4 mil empregos em suas atividades de produção e exploração em diversos países.

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A própria Petrobras nesta terça-feira anunciou uma redução de quase 25% em sua previsão de investimento para o período 2015-2019 em um comunicado no qual citou a mudança de patamar dos preços do petróleo e do câmbio.

No novo plano de negócios, a empresa projeta o petróleo a US$ 45 na média para 2016 e prevê que um corte de investimentos de US$ 32 bilhões do que era previsto inicialmente.

“São mais de US$ 30 bilhões que deixarão de ser investidos na economia e isso evidentemente terá um efeito relevante em toda a cadeia produtiva do setor, na geração de empregos e etc.”, diz Zylbersztajn. “Por isso, o país perde no médio e longo prazo.”

No curto prazo, como ressaltam de Vitto e Pires, é difícil dizer se o Brasil ganha ou perde com a queda do petróleo.

O país ainda é um importador de derivados dessa commodity e uma baixa dos preços tende a reduzir os custos dessas compras, aliviando a pressão sobre a balança comercial brasileira.

Além disso, como os preços dos combustíveis não foram reduzidos internamente, a Petrobras tem ganhado com a diferença de preços entre os mercados interno e externo.

“Mas essa é uma situação que, cedo ou tarde, a empresa será pressionada a mudar”, diz de Vitto.

“Trata-se de uma peculiaridade do mercado brasileiro, mas acho que dá para dizer que, do ponto de vista da estatal petrolífera, uma queda do preço do petróleo é sempre uma má notícia. E ao afetar os investimentos no setor, o Brasil também perde”, opina De Vitto.
Ruth Costas/BBC

RESPOSTA AO EDITORIAL DE O GLOBO QUE CHAMA O PRÉ-SAL DE “PATRIMÔNIO INÚTIL”

A Globo, em seu editorial de domingo, 20, destila ódio contra  a Petrobrás. “O pré sal pode ser patrimônio inútil”.

Entendo a ira global contra a Petrobrás, mãe do seu filho mais pródigo, o pré-sal. Já na década de 90, a Globo comparava a Petrobrás a um “paquiderme” e chamava os petroleiros de “marajás”, numa campanha que visava manchar a imagem da empresa.
Na ocasião, os petroleiros reagiram a essa farsa global e fomos, em passeata, até o Jardim Botânico, sede da Globo, para protestar contra Roberto Marinho, mas eles não desistiram.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]
A mais contundente resposta a essas difamações foi o pré-sal que já produz mais de hum milhão de barris por dia, o suficiente para abastecer juntos todos os países do MERCOSUL. Essa é uma resposta muito dura para a empresa dos marinhos a Globo, sendo uma empresa decadente que vive a perder audiência e a demitir jornalistas, sua principal mão de obra.
Um deles, talvez o mais brilhante, com certeza o mais probo, Sidney Resende, que foi demitido pelo todo poderoso, Ali Kamel, chefe do jornalismo da empresa, por postar em seu facebook a seguinte frase: “Se pesquisarmos a quantidade de boçalidades escritas por jornalistas e ‘soluções’ que, quando adotadas, deram errado, daria para construir um monumento maior do que as pirâmides do Egito. Nós erramos. E não é pouco. Erramos muito.”
Rezende continuou: “O Governo acumula trapalhadas e elas precisam ser noticiadas na dimensão precisa. Da mesma forma que os acertos também devem ser publicados. E não são. Eles são escondidos. Para nós, jornalistas, não nos cabe juízo de valor do que seria o certo no cumprimento do dever”.

A fama da Globo vai longe. Deu no New York Times: “Rede Globo, a ‘TV irrealidade’ que ilude o Brasil”.

A Petrobrás tem sido a principal vítima da Globo e seus erros mostram uma incompetência que vai muito além da região do pré-sal, ela é abissal, onde a luz do sol jamais chega, talvez essa escuridão dificulte  o entendimento da Globo. O Custo de produção do pré-sal é de US$ 9/barril, dito em 2015 pela diretora da Petrobrás, Solange Guedes, em Houston, na palestra para as multinacionais de petróleo e diante dos maiores especialistas do mundo.  Esse é um dos menores custos de produção no mundo, só conseguido graças à alta produção dos poços do pré-sal.
Se a Globo faz campanha diuturnamente desclassificando a Petrobrás, o mundo a exalta quando lhe concede, pela terceira vez, o principal prêmio da indústria do petróleo, o OCT. Além de premiada, a Petrobrás foi a empresa que conseguiu a maior capitalização da história do capitalismo, em 2010. E para que não falem que isso é coisa do passado, a Petrobrás, em 2015, conseguiu vender, de forma relâmpago, US$ 2,5 Bi, em Nova York, com títulos que só serão resgatados depois de cem anos.
Esse sucesso incomoda! Além disso, a Petrobrás, depois de abastecer de derivados de petróleo o Brasil há  62 anos, ininterruptamente, participa em 13% do nosso PIB. E o pré-sal, que a Globo de forma irresponsável chama de “patrimônio inútil”, vai garantir nosso abastecimento no mínimo nos próximos 50 anos. E o petróleo continua a ser a principal matriz energética no planeta.
Também é o petróleo, que a Globo trata como inútil, o centro da maioria das guerras contemporâneas como no Iraque e Afeganistão.
Além de guerras, os EUA fazem todo tipo de artimanha como a tentativa de derrubada de governos na Venezuela, onde se localiza a maior reserva de petróleo do planeta, ultrapassando a Arábia Saudita, já que os últimos presidentes do país não têm sido subservientes aos interesses yankees; como também no Brasil, onde está havendo uma gigantesca conspiração contra o governo federal e a Petrobrás, e para isso usam pessoas chamadas de  “brasileiras”, como parte da mídia e alguns deputados e senadores entreguistas. Isso tudo é porque o EUA, para quem não sabe, é o maior consumidor de hidrocarboneto da terra, entretanto só possui petróleo para apenas os próximos três anos conspirando assim, em outros países, para abocanhar o petróleo alheio.
A mídia, e principalmente a Globo, tenta fazer agora  com a Petrobrás o que fez com a Vale do Rio Doce, maior mineradora de ferro do mundo, no governo de Fernando Henrique Cardoso, depreciando-a através de campanhas sórdidas na mídia, para facilitar a  sua venda, a Vale foi vendida a preço irrisório.
Com a Petrobrás, a campanha de privatização de FHC e da mídia, principalmente da Globo, falhou! Conseguimos barrar a privatização da Petrobrás, nessa ocasião, década de 90, graças a maior greve de petroleiros da história, de 32 dias, e o ato na porta da Globo. Será que teremos que voltar à porta da Globo?
*Emanuel Cancella é coordenador do Sindicato dos Petroleiros do Estado do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ) e da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP).

Requião: o grande capital não quer derrubar a Dilma

Senador Roberto Requião,Políticos,PMDB,Blog do MesquitaO senador Roberto Requião (PMDB-PR) participou nessa segunda-feira 02/08, em São Paulo, no Instituto Barão de Itararé, do lançamento do livro “Cultura do silencia e democracia no Brasil – ensaios em defesa da liberdade de expressão (1980-2015)”, do professor Venício A. de Lima.

 

PT votou a urgência urgentíssima para vender o pré-sal à Chevron!​

Requião tinha acabado de denunciar o caráter pigal da prisão do prisioneiro José Dirceu, que acabou devidamente transferido para o jornal nacional.

Diante de uma plateia de blogueiros sujíssimos e do professor Fábio Konder Comparato, Requião soltou o verbo com desenvoltura que não se vê num petista (no Senado ou fora dele).

Alguns trechos do pronunciamento de Requião (a transcrição não é literal):

– Eu acreditava que o Lula era um intelectual orgânico. Mas descobri que não é. Ele foi um representante dos sindicatos para intermediar os interesses do povo com o grande capital.

– Um dia eu contei para o Lula como tratei a Comunicação no Paraná. Cortei todas as verbas de publicidade. Investi na tevê estatal, a TV Educativa, e fiz um acordo com Hugo Chávez para distribuir o sinal pela Telesur.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

– Lula ouviu, pareceu muito interessado, e me disse: vai ali e diga ao Dirceu.

– Dirceu ouviu e disse, mas, Requião, o Governo já tem uma tevê: é a Globo.

– Eles achavam que com o velho esquema do FHC, das verbas publicitárias do Governo, eles iam conquistar a Globo.

– Essa mídia técnica do Lula (e da Dilma – PHA) só favorece os grandes grupos de mídia !

– Através do Fernando Henrique (que entende muito de corrupção na China e da compra de reeleição – PHA) a banca já disse que a Dilma é honrada e séria.

– E é !

– O capital financeiro quer é operar os espaços para seu projeto – não quer derrubar a Dilma.

– Quer é espaço para o Cerra entregar o pré-sal.

– Como é que a Petrobras não tem competência para explorar o pré-sal ? Aquilo ali em cada dez furos você acha petróleo em dez !

– O projeto do Cerra de entregar o pré-sal à Chevron, como está no WikiLeaks, só não passou no Senado porque eu, o PCdoB e o Lindberg Farias  instalamos no Senado um clima de terror !

– E o líder do PT Senado, o Delcídio Amaral, o Delcídio !, assinou o projeto de urgência urgentíssima para votar e aprovar o Cerra, para vender o pré-sal à Chevron !

– O líder do Governo assinou ! E muitos petistas se recusaram a assinar um documento para derrubar a urgência urgentíssima do Delcídio !

– Eles entregaram a Petrobras a homens do mercado. Que vão fazer com a Petrobras o que São Paulo fez com a Sabesp e o Jaime Lerner (e o Daniel Dantas) fez com a Sanepar.

– Diminuir os investimentos, e entregar !

– A Petrobras está sendo administrada com a lógica do mercado.

– E o Levy proibiu o BNDES de emprestar dinheiro à Petrobras !

– Essas empresas da Lava Jato … o Governo deveria estatizar elas todas. Prende os corruptos e deixa as empresas de pé !

– Eu também sou a favor da estatização completa da Petrobras.

– O grande capital não quer a ruptura com a Dilma. Eles querem fazer ela sangrar !

– E nós não podemos defender os erros da Dilma. Ajuste ? Sim, era necessário. Mas, isso aí é arrocho e arrocho, não !

– O jogo do grande capital não é prender o Lula nem derrubar a Dilma. E eu ponho a minha mão no fogo por ela.

– A base de apoio ao Eduardo Cunha é supra-partidária. E ele só foi eleito por culpa do PT, que resolveu adotar uma posição fisiológica, hegemônica.

– Governo de coalizão ? Sem essa ! Não vou defender o PMDB, mas o que está aí não é culpa de coalizão nenhuma.

– A coalizão do Governo é com o grande capital !

– O Fernando Henrique vendeu o Bamerindus ao HSBC por R$ 1. E o Bradesco comprou o Bamerindus por US$ 5 bilhões !

– Quer melhor que isso ?

– A coalizão não escolheu o Levy ! Quem escolheu foi ela !

– O que ganhou a eleição foi o discurso da Dilma contra o que o Aécio ia fazer. E ela chega lá e faz o que o Aécio ia fazer !

– O objetivo não pode ser derrubar a Dilma.

– Mas mudar a política da Dilma.

– O Ibope dela está em 7,16% !

– Precisa explicar mais ?

– A tese que unifica os brasileiros progressistas hoje é a defesa da Petrobras, o nacionalismo !

– Quem quer quebrar a Petrobras hoje é seu novo Conselho de Administração.

– Que quer administrar a Petrobras como se fosse uma empresa privada !

– O Serra tem cobertura do Levy e do Governo – senão, o Delcídio não votava com ele !

– Eu quero o monopólio absoluto da Petrobras !

Corrupção e soberania nacional

“[…] é preciso estar atento e forte…”
Caetano Veloso

Sinal Radioatividade,Blog do Mesquita

Ontem, em mais um episódio relacionado à Operação Lava Jato, foi decretada, pelo juiz Sérgio Moro, a prisão do vice-almirante da reserva Othon Luiz Pinheiro da Silva, pois, segundo um delator, ele teria se beneficiado pelo recebimento de propina.

Esta prisão, ao contrário da maioria das anteriores, acende uma “luz amarela” que parece alertar que pode haver muito mais interesses envolvidos nessa mega-operação da Polícia Federal do que aqueles que supomos.

Em primeiro lugar, e para que eu não seja mal interpretado, que fique bem claro: todo e qualquer cidadão comprovadamente envolvido em corrupção deve ser penalizado conforme determina a lei – seja ele agente político (e não importa a qual partido pertença ou a qual partido esteja vinculado: devem cumprir pena, caso condenados, os políticos do PT, bem como seus homens de confiança, assim como políticos e agentes de qualquer outro partido) ou particular interessado.

Não é possível compactuar com a corrupção ou relativizar seus efeitos.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

A luta contra a corrupção deve ser contínua.

O motivo, porém, que faz acender a tal “luz amarela”: o vice-almirante preso ontem foi o responsável pelo início e pela continuidade do desenvolvimento da tecnologia nuclear brasileira. A questão, aparentemente, começa a extrapolar o universo da corrupção e, ao que tudo indica, já esbarra na própria soberania nacional.

O programa nuclear brasileiro (e isso não é sabido pela maioria dos cidadãos) é de excelência ímpar, e já há muito tempo despertou o interesse de potências estrangeiras.

As ultracentrífugas para enriquecimento de urânio desenvolvidas no Brasil pelo programa conduzido pelo Vice-Almirante Othon são muito mais eficientes, em termos energéticos, do que as mais modernas centrífugas em utilização na Europa ou nos EUA.

Segundo o almirante Alan Arthou, diretor do Centro Tecnológico da Marinha, o Brasil foi o único país a desenvolver ultracentrífugas por levitação magnética, tecnologia que proporciona esse desempenho energético significativamente maior. Quem conhece efetivamente o ramo assegura que as centrífugas brasileiras só encontram concorrência naquelas desenvolvidas no Irã (o que, se confirmado, explicaria muita coisa que ocorreu nos últimos anos).

É de se ressaltar que, além do aspecto estratégico do tema e de sua evidente vinculação ao futuro da soberania nacional, o mercado do enriquecimento de urânio, segundo estimativas, movimenta cerca de 20 bilhões de dólares por ano. Além disso, sob a batuta do Vice-Almirante está sendo desenvolvido o primeiro submarino nacional movido a energia nuclear, fundamental se considerados os aparentemente intermináveis campos de petróleo do Pré-Sal localizados em mar aberto na costa brasileira.

Segundo a agência de notícias Defesanet, especializada em defesa, estratégia e inteligência e segurança, a prisão do Vice-Almirante Othon pode incentivar o ataque ao único projeto estratégico brasileiro que realmente eleva a nação a um patamar vários níveis acima. Nas entrelinhas: não seria o Vice-Almirante o alvo, e sim a Eletronuclear e toda a estratégia nuclear brasileira.

Abstraídos o prejuízo causado pelas ações da Lava Jato no desenvolvimento da infraestrutura nacional e seus efeitos negativos no próprio crescimento do PIB, e mais uma vez deixando claro que ninguém em sã consciência pode ser contrário ao combate à corrupção e respectiva penalização de seja lá quem for (almirante, político, bilionário, governador ou presidente), é necessária muito mais cautela na análise dos desdobramentos (e, especialmente, da motivação) das ações da Polícia Federal e das decisões do juiz Sérgio Moro.

É possível, em última análise, que não se trate apenas da corrupção, e que interesses geopolíticos, industriais e comerciais estejam atuando nos bastidores. É possível que o nosso futuro esteja sendo desconstruído sem que tenhamos consciência disso.
por: Ronaldo Del Dotore

A estranha história do Almirante Othon, que dedicou a vida à soberania do Brasil

O Vice-Almirante Othon Pinheiro da Silva, mandado prender hoje por Sérgio Moro, é o mais legítimo sucessor do também Almirante Álvaro Alberto, que pôs em risco a própria carreira para desenvolver o conhecimento brasileiro sobre a energia nuclear e sua aplicação prática.

Submarino Nuclear,Brasil,Othon Pinheiro da Silva,Blog do Mesquita

Othon – como fizera Alberto em 1953, quando conseguiu o apoio de Getúlio Vargas para que o Brasil importasse secretamente centrífugas para enriquecimento de urânio, bloqueadas pelos EUA à última hora – também recorreu a expedientes bem pouco ortodoxos para superar os boicotes, as dificuldades e a incredulidade e fazer o Brasil dominar o ciclo de enriquecimento do urânio.

Obter para o nosso país o domínio do ciclo da energia nuclear é semelhante ao que fez Prometeu fazendo o fogo deixar de ser privilégio dos deuses do Olimpo.
Desta história, porém, saltam situações muito estranhas.

Othon, hoje com 76 anos, já tocou projetos milionários e até bilionários: além do enriquecimento de combustível nuclear, o projeto brasileiro de submarino, construção de navios, obras de infra-estrutura e muitos outros.

Tem um currículo técnico e operacional invejável, que inclui pós-graduações em engenharia mecânica e nuclear no famosíssimo Massachusetts Institute of Technology, nos EUA.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Enfrentou, ao longo da carreira, indizíveis pressões norte-americanas contra a absorção de tecnologia nuclear por países de sua zona de influência e resguardou segredos pelos quais, com facilidade, alguém que estivesse disposto a lesar seu país poderia ter vendido por uma pequena fortuna.

Agora, o MP diz que Othon teria recebido R$ 4,5 milhões como vantagens por um contrato aditivo de R$ 1,24 bilhões para a construção de Angra 3. Ou 0,36% do valor.

A Folha publica que sua empresa de consultoria teria recebido, em sete anos, R$ 6,1 milhões.

Isso dá R$ 870 mil por ano.
De faturamento bruto, é menos do que está sendo proposto para a fixação de limite para a classificação como microempresa, segundo o Sebrae.

Muito menos do que alguém com a sua história profissional poderia ganhar com consultoria empresarial no mercado. Bem menos do que muitos oficiais militares e policiais, depois de aposentados, obtém com empresas de segurança privada.

Ninguém, militar ou civil, está imune a deslizes e se os praticaram devem ser punidos. Como todos devem ter a presunção de que são inocentes e o Almirante Othon sequer foi chamado a explicar os valores faturados por sua empresa de consultoria.

Esta história, construída a partir de um delator de fundilhos sujos que quer livrar sua pele dizendo o que lhe for mandado dizer não pode ser suficiente para enjaular um homem, muito menos um que tem uma extensa folha de serviços ao país.

As coisas na Operação Lava jato são assim, obscuras e unilaterais, com um juiz mandando prender como alguns militares mandavam prender na ditadura.

É indispensável que o país ouça, como o Dr. Moro não se interessou em ouvir, a versão do Almirante Othon sobre os fatos – se é que existiram – que a Polícia Federal e o MP dizem ter ocorrido.

E é estranho que se tenha escolhido justamente uma área tão sensível como a da energia nuclear para que o Dr. Moro detonasse suas bombas de fragmentação, que ferem e destroem honra e empresas nas áreas mais estratégicas para este pobre Brasil.
Por Fernando Brito/Tijolaço

Espaço marítimo brasileiro é vulnerável

A vulnerabilidade do mar brasileiro é, atualmente, o eixo da inquietação dos militares, embora não admitam o fato publicamente.

No entanto, as Forças Armadas reconhecem, em apresentações internas, que a defesa dos espaços marítimos brasileiros, incluindo a área do pré-sal, é um desafio abissal.

Segundo reportagem de Chico Otávio do jornal O GLOBO, além da conhecida defasagem tecnológica, cenários não afastam a possibilidade de questionamentos futuros sobre a soberania nacional nos campos mais remotos de exploração oceânica de petróleo.


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Petróleo: Falência anunciada

A atual queda dos preços do petróleo, atribuída em boa parte ao gás de xisto, está inserida em um movimento mais amplo de início do fim do atual ciclo de alta das commodities, o qual incluiria ainda o minério de ferro, as commodities agrícolas e até o ouro?

Falência anunciada
Mesmo que os EUA comecem a exportar gás natural liquefeito (GNL) para a Europa, ainda se trata de uma questão em aberto, devido aos custos dessa operação e ao volume do excedente exportador americano no médio prazo.

Em 2007, foi constituído nos Estados Unidos um empreendimento chamado “Energy Future Holdings”, destinado à compra no Texas de termelétricas a carvão. Seus controladores investiram US$ 8 bilhões do próprio bolso e fizeram dívida de outros US$ 37 bilhões na maior operação de compra alavancada da história dos EUA.

O banco de investimento Goldman Sachs e o investidor Warren Buffett (através da holding Berkshire Hathaway), entre outros nomes famosos, investiram no negócio, tendo somente Buffett emprestado US$ 2 bilhões à EFH. Em 29 de abril de 2014, a EFH entrou com pedido de falência na Justiça americana.

A causa da falência foi a queda dos preços do gás natural nos EUA, a partir de 2008, com a revolução do “shale gas” (em português, “gás de xisto”), o que tornou as termelétricas a carvão da EFH economicamente não rentáveis. Buffett recebeu US$ 837 milhões de juros da dívida e depois a revendeu por US$ 259 milhões em 2012, tendo tido prejuízo bruto de cerca de US$ 900 milhões.

Nem Warren Buffett, conhecido por apostar em bons negócios no longo prazo, previu o alcance da revolução, já em andamento em 2007, do gás (e petróleo) de xisto nos EUA, a qual fez o preço do gás para geração elétrica cair para menos da metade naquele país entre 2008 e 2014 e, mais recentemente, tem feito despencar os preços internacionais do petróleo. Segundo a Agência Internacional de Energia, os EUA já ultrapassaram Arábia Saudita e Rússia como primeiro produtor mundial de hidrocarbonetos.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Nova realidade

Há uma série de mudanças em curso no mundo diante dessa nova realidade. Primeiro, a queda dos preços do petróleo ameaça o desenvolvimento e a lucratividade de projetos de exploração de alto custo, como no Ártico e no pré-sal brasileiro.

Segundo, a redução do custo da energia nos EUA, em conjunto com o aumento do salário médio na China e outros países asiáticos com grande oferta de mão-de-obra barata nas duas últimas décadas, está provocando uma realocação da produção industrial com destino aos EUA, sobretudo de plantas intensivas em consumo de energia, como a produção de alumínio. Os países da UE, por sua vez, parecem não estar aproveitando essa tendência, por terem investido talvez demais em fontes limpas de energia cujo custo começa a se mostrar não competitivo.

Ainda em consequência da queda dos preços do petróleo, governos de países altamente dependentes da renda petrolífera, como Venezuela e Argélia, poderão ter problemas à frente na hora de fechar suas contas orçamentárias.

Por fim, há uma mudança geopolítica em curso, com os EUA cada vez menos dependentes do petróleo do Oriente Médio, o que tende a reduzir a importância da região no tabuleiro político internacional.

Quanto à redução da dependência europeia em relação ao gás russo, mesmo que os EUA comecem a exportar gás natural liquefeito (GNL) para a Europa, ainda se trata de uma questão em aberto, devido aos custos dessa operação e ao volume do excedente exportador americano no médio prazo.

Já a questão da reprodução do “boom” do gás de xisto em outros países, apesar de, do ponto de vista geológico, isso ser possível, na prática é uma tarefa com variáveis desafiadoras. Com a tecnologia existente hoje nos EUA, há reservas de gás de xisto em grande volume na China, Argentina, Argélia, Rússia, Canadá, Brasil e outros países.

Fenômeno a ser repetido?

Mas boa parte dos analistas considera a revolução do “shale” nos EUA não só um fenômeno geológico ou tecnológico, mas também institucional, pelas seguintes razões: a) existência de grande número de empresas de petróleo independentes de pequeno e médio porte, responsáveis por cerca da metade da produção total do país; b) abundância de água (o que não ocorre, por exemplo, na China); c) existência de uma indústria financeira capaz de bancar os riscos da exploração do gás de xisto; d) nos EUA, os recursos do subsolo pertencem aos proprietários da terra, diferentemente, por exemplo, do Brasil, onde pertencem à União; e) regime fiscal altamente flexível e atrativo.

Além disso, há nos EUA quase 6 milhões do poços de petróleo já perfurados, enquanto no Brasil não chegam a 30 mil. O subsolo americano, sobretudo nas áreas de maior ocorrência do gás de xisto (Dakota do Norte e Texas), já é ampla e detalhadamente conhecido, o que torna o sucesso exploratório do gás de xisto muito alto e compatível com o rápido declínio da produtividade média dos poços.

Some-se a isso uma extensa rede de gasodutos já implantada nos EUA, em contraste com, por exemplo, a reduzida rede do Brasil. Para se ter uma ideia do atual frenesi exploratório nos EUA, só em outubro último foram lá perfurados cerca de 9.500 poços, enquanto no Brasil, no ano de 2013, esse número foi de 140.

A comparação que fizemos foi com o Brasil, mas poderia ser com a Argentina, que possui ampla reserva de gás de xisto no campo de Vaca Muerta. Os investimentos necessários à viabilização do mesmo serão certamente muito maiores, em termos de capital inicial (Capex), para não falar dos custos operacionais (Opex), do que em Dakota do Norte e no Texas.

Daí a conta a fazer sobre a viabilidade do projeto tem que ser muito diferente da feita nos EUA, isso valendo também para as bacias do Solimões, do Amazonas e do Paraná, onde, no Brasil, estima-se haver significativo volume recuperável de gás de xisto.

Clique para ver o infográfico na íntegra

Para concluir, citamos um livro do investidor americano Jim Rogers entitulado “Hot Commodities”, no qual ele demonstra o caráter cíclico dos preços das commodities ao longo dos últimos 150 anos.

Os preços são determinados pela lei da oferta e procura, caindo e desestimulando novos investimentos quando há excesso de oferta e subindo e estimulando novos projetos quando a demanda sobe além da oferta. Esse processo tem gerado ciclos de aproximadamente 15 a 20 anos, tendo o mais recente ciclo de alta começado por volta de 1999.

Então, a pergunta que deixamos em aberto é a seguinte: a atual queda dos preços do petróleo, atribuída em boa parte ao gás de xisto, está inserida num movimento mais amplo de início do fim do atual ciclo de alta das commodities, o qual incluiria ainda o minério de ferro, as commodities agrícolas e até o ouro?
Carlos Serapião Jr., especial para Gazeta Russa

Economia: Recorde de produção de petróleo confirma potencial do pré-sal

A marca de 500 mil barris diários de petróleo produzidos na área do pré-sal confirmam o potencial geológico das reservas que recentemente estavam sob desconfiança do mercado.

Para chegar ao marco, a Petrobras contou com a contribuição de 25 poços produtores
Para chegar ao marco, a Petrobras contou com a contribuição de 25 poços produtores

Especialistas acreditam em uma aceleração da produção e ressaltam a expressividade do número, que surge em um momento importante e que deve gerar impacto na geração de empregos, capacitação de mão de obra, desenvolvimento tecnológico e fortalecimento da cadeia produtiva de bens e serviços dessa indústria.

Marcus Ianoni, professor do Departamento de Ciências Políticas da Universidade Federal Fluminense (UFF) acredita que o alcance dos 500 mil barris diários nos campos do pré-sal reafirma a capacidade empresarial da Petrobras. Ele destaca que a notícia surge em um momento importante, já que a empresa e sua gestão vinham sendo objeto de críticas e ataques, “frequentemente motivados por disputas políticas, sobretudo quando se está em uma conjuntura eleitoral”.

“No geral, a trajetória da Petrobras, nos últimos dez anos, tem sido muito positiva. Em oito anos, o pré-sal, que era apenas um projeto, tornou-se uma realidade. Aempresa tem tradição e competência pioneira de exploração de petróleo em águas profundas e essa tradição avançou ainda mais com a descoberta e a efetiva extração de petróleo nos campos de pré-sal. Penso que um impacto disso será a aceleração da produção nos campos de pré-sal nos próximos anos, o que envolve geração de empregos, capacitação de mão de obra, desenvolvimento tecnológico e fortalecimento da cadeia produtiva de bens e serviços dessa indústria”, explica o professor.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Luciano Losekann, professor do Departamento de Economia da Universidade Federal Fluminense (UFF), vê uma situação bastante favorável, com uma recuperação da produção realizada no passado, e que estava estagnada nos últimos cinco anos. Losekann lembra que a visão negativa que repercutiu entre a imprensa, inclusive no exterior, em relação ao potencial do pré-sal, se defronta agora coma comprovação de que o pré-sal é bastante positivo e que a produção tende a crescer. Cumprir as metas traçadas no plano estratégico, aponta, é essencial para que a Petrobras faça frente aos grandes investimentos que realiza. “Eu acredito que daqui para frente a empresa vai cumprir as metas estabelecidas.”

Marcelo Colomer, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, doutor em Economia da Indústria e Tecnologia, ressalta que, “realmente, o volume de barris de óleo é um dado positivo por si, não só para o Brasil mas também para a Petrobras, inclusive pelo curto espaço tempo de exploração no pré-sal”, e também porque reafirma algo que estava em dúvida, que era o potencial efetivo da área descoberta há oito anos. “Muito se especulou que a produção vinha caindo fora do pré-sal e que a do pré sal não estava alta o suficiente para cobrir a queda”, comentou Colomer.

A produção de petróleo nos campos operados pela Petrobras na chamada província do pré-sal nas bacias de Santos e de Campos superou a marca dos 500 mil barris por dia (bpd) – atingindo 520 mil bpd no dia 24 de junho – o que configura novo recorde de produção diária. Desse volume, 78% (406 mil bpd) correspondem à parcela da Petrobras e o restante, à contribuição das empresas parceiras da companhia nas diversas áreas de produção da camada pré-sal. A produção foi alcançada oito anos após a primeira descoberta de petróleo na camada pré-sal, ocorrida em 2006. Para chegar ao marco, a estatal contou com a contribuição de somente 25 poços produtores.

A Petrobras, fundada em 1953, esperou 31 anos para alcançar a marca de 500 mil barris diários, o que ocorreu no final do ano de 1984, com a contribuição de 4.108 poços produtores. No pós-sal da Bacia de Campos, onde a primeira descoberta ocorreu em 1974, foram necessários 21 anos para se produzir 500 mil barris diários de petróleo. Este nível de produção, alcançado em 1995, contou com a contribuição de 411 poços produtores. Na porção americana do Golfo do México, por exemplo, foram necessários 20 anos, a partir da primeira descoberta, para se produzir 500 mil barris diários. No Mar do Norte, o patamar foi atingido em dez anos.

A produção média do pré-sal respondeu por 22% do total da produção operada no mês de maio pela Petrobras no Brasil. De 2010 a 2014, a média de produção diária dos reservatórios do pré-sal cresceu dez vezes, avançando de 41 mil barris para 520 mil barris por dia. Dos 25 poços em operação nessa província, dez estão localizados na Bacia de Santos, que responde por 53% da produção do pré-sal (274 mil barris por dia). Os outros 15 poços estão localizados na Bacia de Campos e respondem pelos 47% restantes (246 mil barris por dia).

A produtividade média por poço em operação comercial no Polo Pré-sal da Bacia de Santos tem sido da ordem de 25 mil barris de petróleo por dia, maior que a registrada no Mar do Norte (15 mil barris de petróleo por poço/dia) e no Golfo do México (10 mil barris de petróleo por poço/dia). Alguns poços do pré-sal da Bacia de Santos apresentam produtividade acima de 30 mil barris diários, como o LL-11, no projeto piloto de Lula Nordeste, com vazão média de 31 mil barris por dia, bem como o SPS-77 e o SPH-04, no piloto de Sapinhoá, com produção média de 34 mil barris diários cada um.

O pré-sal é uma sequência de rochas sedimentares formadas há mais de 100 milhões de anos no espaço geográfico criado pela separação do antigo continente Gondwana. Mais especificamente, pela separação dos atuais continentes Americano e Africano, que começou há cerca de 150 milhões de anos. Entre os dois continentes formaram-se, inicialmente, grandes depressões, que deram origem a grandes lagos. Ali foram depositadas, ao longo de milhões de anos, as rochas geradoras de petróleo do pré-sal. Como todos os rios dos continentes que se separavam corriam para as regiões mais baixas, grandes volumes de matéria orgânica foram ali se depositando.

À medida em que os continentes se distanciavam, os materiais orgânicos então acumulados nesse novo espaço foram cobertos pelas águas do Oceano Atlântico, que então se formava. Dava-se início, ali, à formação de uma camada de sal que atualmente chega a até 2 mil metros de espessura. Essa camada de sal depositou-se sobre a matéria orgânica acumulada, retendo-a por milhões de anos, até que processos termoquímicos a transformasse em hidrocarbonetos (petróleo e gás natural).
Jornal do Brasil