Oposição puxa o freio de mão do impeachment

Aécio Neves,Geraldo Alckimins,Blog do Mesquita,PolíticosComo sempre escrevo: tudo junto e misturado, ou como diz uma música que não lembro o nome: “…é por debaixo dos panos…”
Essa é a eficientíssima oposição brasileira. É de chorar. Só pensam neles mesmo. A população que se exploda e aguente a roubalheira indefinidamente.
No capitalismo, tem sempre alguém vendendo alguma coisa. Inclusive a honra.


Foi cancelada a reunião que o senador Aécio Neves, presidente do PSDB, pretendia realizar nesta terça-feira (25) com lideranças tucanas e dos demais partidos de oposição —DEM, PPS, Solidariedade e PSC.

Marcado na semana passada, nas pegadas do asfaltaço de 16 de agosto, o encontro contaria com a presença do jurista Miguel Reale Júnior.

Nele, os oposicionistas esboçariam uma estratégia para tentar chegar ao afastamento de Dilma Rousseff da Presidência da República.

Os parceiros do PSDB se deram conta se que as grandes iniciativas tucanas devem ser tratadas descontando-se a taxa de divisão do ninho.

No debate sobre o impeachment, o alto tucanato voltou a ser um grupo de amigos integralmente feito de inimigos.

Diante da falta de entendimento entre Aécio, Geraldo Alckmin e José Serra preferiu-se puxar o freio de mão.

Enquanto a oposição aguarda por um fato relevante que a unifique, o pedaço do PMDB que se dispõe a compor uma frente suprapartidária pelo afastamento de Dilma começa a desligar Aécio da tomada.

Em combinação com parlamentares de outros partidos, peemedebistas articulam para a noite de quarta-feira um encontro de deputados que namoram com a ideia de ver Dilma pela costas.


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A praga do jornalismo declaratório

Mídia Entrelinhas Blog do MesquitaOs desdobramentos da matéria publicada pelo jornal Estado de S.Paulo na sexta feira (22/11) sobre o escândalo dos trens em São Paulo ofereceram uma prova a mais do batido recurso do “ele disse, ela disse” que engana o leitor ao divulgar uma declaração como se ela fosse um dado, quando na realidade é apenas a desculpa canhestra de suspeitos de corrupção.

A maioria dos jornais que repercutiu a matéria do Estadão se limitou a publicar negativas e explicações sem aprofundar um milímetro nas investigações sobre as denúncias feitas pelo ex-funcionário da Siemens, Everton Rheinheimer, contra dirigentes de partidos oposicionistas como PSDB, DEM e PPS.

O uso extensivo da técnica declaratória dá uma falsa impressão de imparcialidade ao leitor ou telespectador, que acaba ainda mais confuso depois de ler ou assistir ao noticiário sobre o caso.

Os envolvidos obviamente negam tudo porque a consulta do repórter foi burocrática, do tipo “o que o senhor tem a dizer sobre a denúncia?” O leitor que se vire para entender a notícia.

Mas os excessos no uso do “ele disse, ela disse” têm um aspecto ainda pior, pois tratam, como fato ou dado, declarações às vezes flagrantemente falsas ou distorcidas, sem que o leitor ou telespectador seja alertado pelo texto, áudio ou imagens do repórter ou editor.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Tudo isso configura uma clara omissão de grande parte das redações, que preferem seguir procedimentos burocráticos em vez de meter a cara na investigação cumprindo a missão que todos os leitores, ouvintes, telespectadores e internautas esperam dos jornalistas: dados, fatos e notícias capazes e facilitar a tarefa de entender o que está acontecendo.

A investigação de tantos escândalos e denúncias simultâneas complica extraordinariamente o trabalho dos jornalistas, ainda mais se levarmos em conta que os suspeitos ou acusados usam, rotineiramente, técnicas de omissão ou distorção de fatos. Mas a complexidade das situações não é desculpa, pois quando o noticiário não vai mais a fundo nos problemas quem sai beneficiado é quase sempre quem está sob suspeita.

Muitos profissionais alegam, com razão, que o jornalista não dispõem dos mesmos recursos materiais e legais atribuídos à policia e ao ministério público para fazer investigações ou esclarecer denúncias. Mas o fato de não poder indiciar suspeitos não elimina a responsabilidade dos jornalistas em ajudar os leitores, ouvintes, telespectadores e internautas a compreender o que acontece à sua volta.

O compromisso dos jornalistas é com o público, e não com as autoridades ou com quem estiver envolvido nas denúncias. Se as versões dos implicados, da polícia, juízes ou advogados são incompletas, incoerentes, contraditórias ou distorcidas, a função do jornalista é dar conhecimento ao público dessas questões.

Os problemas com coberturas de escândalos, cada vez mais frequentes, impõem aos jornalistas uma obrigação adicional de estar sempre bem informado para poder fazer avaliações das declarações. A maioria dos entrevistados sempre sabe mais do que o jornalista.

É uma situação normal porque é justamente por esse maior conhecimento que está sendo consultado. Isto cria um desequilíbrio informativo em que o entrevistado sempre tem maior capacidade para manipular ou criar contextos verossímeis para fatos, eventos e dados.

Para neutralizar esse desequilíbrio, o profissional depende de seu conhecimento e experiência. É um risco enorme usar intensivamente repórteres muito jovens ou inexperientes para entrevistar “raposas” da política, porque normalmente o resultado será o recurso ao “ele disse, ela disse” como padrão para a reportagem. É a forma de o repórter inexperiente salvar a sua pele, mas a responsabilidade é de quem o destacou para o trabalho.

O jornalismo declaratório começa a se tornar endêmico nos jornais, revistas, telejornais e páginas Web causando uma grande irritação entre leitores, ouvintes, telespectadores e internautas que, ao não conseguirem entender o que realmente está acontecendo, acabam diante de um dilema: ignorar tudo ou passar a não acreditar na imprensa.
Carlos Castilho/Observatório da Imprensa

Eleições 2014 e a dança dos interesses

Lobo Cordeiro Blog do MesquitaFirmeza ideológica é algo me deixa emocionado.

Os tucanos José Serra e Álvaro Dias, e a redista(?) Marina “melancia” – verde por fora e vermelha por dentro – Silva, estão com os pezinhos no PPS.

Ps. PPS é o o nome novo(?) do antigo PCB do comunista de boutique Roberto “Adoro uma Mamata” Freire.


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Eleições 2014: Mobilização Democrática é o novo partido criado no Brasil

Criado mais um partido para a “sopa de letrinhas”.

“Ajuntaram-se” o PPS do comunista de araque Roberto Freire, e um tal de PMN, seja lá o que signifique.
Resulta no MD, Mobilização Democrática.
Ouvi bem alí que servirá de legenda para candidatura de Serra.


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Eleições 2014: Serra ‘serra’ cada vez mais a oposição

Tomate Inflação Eleição 2014 Dilma Rousseff Alpino Blog do MesquitaOposição pra valer até agora só quem faz é o tomate.

Ouve-se o espocar de fogos e o rufar de tambores pras bandas do PT e aliados. Ou cúmplices.
O certo mesmo é que com a oposição cada vez mais dividida, Dona Dilma, até agora, navega em águas serenas rumo à reeleição.

Boa parte dessa tranqüilidade do PT deve ser creditada à raiva iracunda que José Serra destila em Aécio Neves. É mágoa ancestral.

Dilma deleita-se com o atual quadro político.

A única oposição real à sua reeleição é a volta da inflação que desrespeita qualquer marketing político, pois é resultado da incompetência declarada desse governo.
Ouve-se em alguns lugares rumores que Serra será candidato a presidente em 2014. Mas não pelo PSDB

A manobra é fazer de Serra o candidato “novo”, oriundo de uma sigla resultante da fusão do PPS com o PMN.


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Eleições 2014: José Serra no PPS?

Eleiçõe 2014 Serra PPS Blog do MesquitaO PT agradecerá penhoradamente a Serra e Aécio por facilitarem a reeleição de Dona Dilma.
José Mesquita – Editor


José Serra enfrenta resistência à candidatura no PPS

Apesar de o presidente nacional do PPS, deputado federal Roberto Freire (SP), dizer que receberia o ex-governador José Serra (PSDB) “de braços abertos” caso ele queira se filiar ao partido, há uma ala que rejeita a hipótese de o tucano se tornar o candidato da legenda à Presidência em 2014.

A avaliação de alguns membros do PPS é a de que Serra, que já perdeu duas disputas ao Planalto, é um nome já desgastado.

“(José) Serra é um retrocesso do ponto de vista de uma política inovadora que o PPS está buscando”, disse o vereador de São Paulo Ricardo Young, para quem o tucano representa a “velha política”.

Ex-integrante do PV e ligado ao Movimento da Nova Política, da ex-senadora Marina Silva (sem partido), Young defende que o PPS coligue com um eventual novo partido de Marina ou participe da criação de uma nova legenda que agregue o grupo dela.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

“Preterido”

“O Serra acabou de sair de uma disputa presidencial. Não teria sentido ele ser preterido no PSDB e virar candidato do PPS”, disse o deputado federal Arnaldo Jordy (PA).

“Não há um projeto presidencial para o Serra dentro do partido”, afirma o vereador de Recife e ex-deputado federal Raul Jungmann.

Serra avalia trocar de partido para viabilizar sua candidatura à Presidência, já que a tendência é que o candidato do PSDB seja o senador Aécio Neves (MG).

Uma avaliação dentro do partido é que a transferência de José Serra seja uma bandeira pessoal de Roberto Freire, amigo do tucano. Freire nega, entretanto, que haja resistência ao nome do ex-governador.

O deputado também afirma que a ida de Serra não deve ser condicionada à candidatura dele à Presidência, mas não descarta a hipótese.

Outras opções consideradas pelo PPS para 2014 são apoiar o próprio adversário interno de Serra, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), ou o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), numa tentativa de rachar a base do governo Dilma Rousseff.
Transcrito da Folha de S.Paulo

Roberto Freire e o comunismo de oportunismo

Recebo e-mail, mais um, em exaltação ao lamacento Roberto Freire, repassado por um ex-oficial, que sempre conheci cerrando fileiras intransigentemente conta qualquer pessoa com o mais leve tom avermelhado que remetesse a comunismo.

Inacreditável que esse honrado oficial pregue loas para um desqualificado comunista de oportunismo chamado Roberto Freire.

Interessante, na realidade trágico e lamentável, como o mundo dá voltas, e me leva cada vez mais a não entender a natureza humana, regada pelo inexplicável, fazer de um comunista notório, um pulha de substrato da ditadura do proletariado, Roberto Freire, antes execrado e perseguido como nocivo à democracia, ser transformar em ícone por alguns remanescentes do movimento de 1964, tão somente, por oportunismo, externar aversão ao Lula.

Meu pai, já falecido, me ensinava; não existe e nem existirá ex-comunista. O combativo General Almir Macedo de Mesquita, com 40 anos de serviços prestados, com fervor e desprendimento à gloriosa arma de artilharia, nossa última esperança que é o Exército Brasileiro, deve estar se revirando na tumba ao ver companheiros de caserna incensando pulhas da categoria desse comunista oportunista.

Dilma Rousseff: IBOPE encurrala a oposição

Os partidos de oposição, assim como os que estão no poder, não têm nenhum projeto para o Brasil. Lotados de aproveitadores e oportunistas de toda espécie, o espectro político brasileiro é uma vergonha.

No caldeirão das impropriedades, nepotismos e corrupção, estão todos no mesmo angú. Nenhum partido, governistas ou “oposicionistas” tem estofo moral para fazer coisa alguma.

O Editor


Ibope de Dilma não deixa oposição emergir no país

Reportagem de página inteira de Vera Rosa, O Estado de São Paulo de 01 de janeiro, com base em pesquisa realizada pelo Ibope, patrocinada pela CNI, revela que o sucesso do governo Dilma Rousseff no primeiro ano de mandato não deixa margem para a oposição emergir no cenário político do país.

Seu desempenho atinge 55% de bom e ótimo e uma aprovação geral da ordem de 70%, conforme o gráfico produzido pela Editora de Arte do jornal. Apenas uma fração de 9% a considera ruim e péssima.

Não é quase nada.

Os partidos de oposição como o PSDB, DEM e PPS não encontraram ainda um caminho.

Os números falam por si.

É possível, como invariavelmente acontece, que leitores deste site contestem os índices e repitam não acreditar em pesquisas. Mas se acreditarmos em levantamentos de opinião pública, em matéria política, vamos acreditar em quem?

Não há alternativa.

Nas eleições presidenciais de 2010, o Ibope e o Datafolha apontaram a vitória de Dilma sobre José Serra por 56 a 44 dos votos úteis. O acerto foi total.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Aliás, a respeito de eleições, as pesquisas são as únicas que podem ser comprovadas na prática. De um lado, as previsões. De outro os resultados. Se não houvesse precisão (de mais de 90%), os institutos já teriam fechado. Uma constatação lógica.O que ocorre com o executivo e a oposição?

A resposta tem que ser encontrada. Seis ministros, em doze meses, foram demitidos por corrupção. Nelson Jobim por insubordinação. O governo não se desgastou. Pelo contrário. Sua aprovação subiu 5 pontos depois da tempestade. Logo a corrupção não é – sem discutir o mérito da questão – um tema popular.

Popular é o panorama salarial. Tem sido móvel, especialmente o mínimo que, este ano, aumentou 14%, o dobro da taxa inflacionária apontada pelo IBGE.É evidente que o debate salarial não se restringe as piso, embora seja este responsável pelo pagamento de 27% da mão de obra ativa brasileira. Mas pesa no contexto e no conceito. Basta comparar a mobilidade salarial nos governos Lula e Dilma com a imobilidade nos oito anos de FHC. Aí, a meu ver, situa-se o ponto principal da questão. Outro o desemprego. A taxa, com FHC, passava de 10%. Hoje está em 6 pontos.

Houve descompressão social. Acrescente-se a isso o êxito (conservador, mas êxito) do programa Bolsa Família. Os que as recebem, é claro, não desejam perdê-las. Mesma coisa que, a partir de 1943, aconteceu com Vargas ao implantar a CLT. Antes dela, não havia férias remuneradas, descanso semanal, aviso prévio, horas extras, indenizações trabalhistas. Os trabalhadores, nas urnas, deveriam votar em quem? Acredito que estas colocações traduzem os números do Ibope-CNI e acrescentaram à reportagem de Vera Rosa.

Um outro assunto. Em sua página de domingo, O Globo e a FSP, Élio Gáspari referiu-se à atuação de Alexandre Tombini à frente do Banco Central confrontando seu estilo com o de Henrique Meireles, extremamente oposto. Gáspari cita o recuo da taxa dos juros pagos pelo governo aos bancos para rolar a dívida interna imobiliária, segundo o Diário Oficial de 30 de setembro do ano passado, na escala de 2,2 trilhões de dólares.

Cada ponto corresponde assim a 22 bilhões de reais. Recuaram (os juros) 2,5%. Diminuiu a despesa do país por causa disso? Não se pode ter certeza. Pois é preciso comparar se a queda da taxa ao aumento do volume de títulos no mercado. A despesa aparente diminuiu 50 bilhões por ano.

Porém – eis aí uma pergunta que a oposição deveria fazer – qual o aumento físico na colocação de novos papeis? Deveria fazer, mas não faz. Isso porque os oposicionistas não desejam, pois ocupam posição conservadora no processo político. E têm pânico em contrariar os banqueiros. Esta a verdade.
Pedro do Coutto/Tribuna da Imprensa 

Oposição em desespero: PSDB,DEM e PPS planejam fusão

Vai daqui uma sugestão para esse novo partido: Arena!

Para outros, menos irônicos e mais ácidos, não há nada de estranho em tal união, pois afinal todos são farinha do mesmo saco.

Fica a sensação surrealista de um náufrago cedendo o salva-vidas para outro que está se afogando.

Ao PSDB resta reconhecer que é o partido do bem, e que os demais partidos são, ou eram, do mal.

Os partidos envolvidos na provável fusão abrigam, com as exceções de praxe, as mais desalentadoras e autoritárias do universo político da taba dos Tupiniquins.
O Editor


Partidos: Movimento deve ser posto em curso depois de 2012 sob a liderança de Aécio

O Democratas elegeu ontem presidente o senador José Agripino Maia (RN), no que pode ter sido uma das últimas convenções nacionais do partido, cujas origens remontam à antiga Arena do regime militar.

A data-chave do DEM é a eleição municipal de 2012, após a qual a oposição deve abrir uma discussão sobre a fusão dos três partidos – além do Democratas, o PSDB e o PPS já conversam discretamente sobre o assunto, nos bastidores.

O que se espera, entre os demistas, é que o senador tucano Aécio Neves, o mais provável candidato do PSDB em 2014, assuma o comando dessas articulações.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Embora a tendência seja o DEM atar seu projeto político ao de Aécio, outros atores tucanos ajudaram na recomposição e trégua provisória do partido, dividido entre as alas do ex-presidente da sigla Jorge Bornhausen (SC) e do até ontem presidente, Rodrigo Maia (RJ).

O principal deles foi o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que atuou para desestimular deputados estaduais e federais do Democratas e estaduais do PPS a deixar seus partidos para seguir o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, na fundação de um novo partido (PDB).

José Serra também ajudou, para tentar evitar que Kassab desencadeasse a ruptura no DEM.

Aliado de Bornhausen, Kassab foi o grande ausente na convenção de ontem, reforçando a impressão de que sua saída do DEM é iminente. Externamente, os dirigentes do DEM afirmam que a fase mais aguda da crise que atinge o partido está superada. Em termos.

Ao tornar públicas suas conversas com o governador Eduardo Campos (PE) sobre a fusão do novo partido que planeja criar com o PSB – uma espécie de partido “janela”-, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, praticamente inviabilizou a adesão de figurões como Jorge Bornhausen (SC), Kátia Abreu (TO), e do ex-senador Marco Maciel, que é adversário de Campos em Pernambuco. Todos estiveram presentes ontem à convenção.

O risco, no entanto, não passou e a avaliação do DEM é que vai perder quadros para o partido de Kassab – se for efetivamente um partido e não apenas um instrumento de passagem para outra legenda – em função das situações locais, além do adesismo governista. Um exemplo: em Goiânia, o senador Demóstenes Torres é candidato a prefeito, mas quem domina a máquina partidária é o deputado Ronaldo Caiado, seu adversário. O problema afeta outros partidos, inclusive o PT (o deputado João Paulo, do Recife, é um exemplo). É nesse quadro que o partido de Kassab pode levar vantagem.

O maior trunfo do Democratas é o tempo de televisão, o que uma legenda nova como seria a do prefeito de São Paulo não terá – só o tempo dos parceiros nas coligações ou do partido ao qual se fundir, como o PSB. Além do tempo de TV, também o fundo partidário permanece integralmente com o DEM.

São com esses recursos e tempo de televisão no horário eleitoral gratuito que o DEM esperar obter o melhor resultado possível nas eleições municipais de 2012, a fim de entrar nas discussões sobre a sucessão presidencial com algum peso. Evidentemente, se o partido obtiver um resultado excepcional, o que não é esperado, a discussão sobre a fusão com os outros dois atuais partidos da oposição deve ser revista.

A fusão também embute um outro risco, que depende da conjuntura pós eleitoral de 2012: se o governo Dilma Rousseff estiver muito bem avaliado, na ocasião, a tendência é que a oposição perca para o governo congressistas que não concordarem com a unificação (é uma justificativa aceita pela legislação eleitoral para a troca de partido).

Em avaliações feitas no Democratas, no mapa a fusão seria um excelente negócio para PSDB e DEM: os partidos são complementares, onde um é fraco, outro é forte ou ainda mantém alguma estrutura capaz de sustentar um partido viável no plano estadual. Por exemplo, o PSDB é fraco no Rio de Janeiro, Pernambuco, Bahia, Rio Grande do Norte e Santa Catarina, todos Estados onde o Democratas é mais forte que o parceiro de oposição ao governo do PT.

Em fase de reorganização e sem nomes à Presidência, outra avaliação corrente no DEM é que os polos de poder no país, no momento, são PT e PSDB. Logo, seja por meio da fusão ou de aliança, a tendência do partido em 2014 é novamente ficar com os tucanos na disputa presidencial, provavelmente com Aécio Neves. Os demistas, no entanto, reclamam da passividade até agora demonstrada pelo senador mineiro, mesmo reconhecendo que ainda não se passaram 90 dias de governo.

Agripino foi eleito com apoio dos dois grupos divergentes do partido, numa tentativa de unir a legenda. Uma de suas tarefas é tentar evitar uma debandada de demistas com Kassab. Uma das armas é a ameaça de recorrer à Justiça para recuperar o mandato dos infiéis. Para isso, demistas têm pareceres jurídicos atestando que quem sai de um partido só pode se beneficiar da exceção à regra da fidelidade partidária se assinar o ato de fundação.

No início, as notícias referiam-se à possibilidade de 70 prefeitos, 20 deputados, uma senadora e os dois governadores do partido o acompanharem. Agora, essa contabilidade caiu para menos de dez no caso dos deputados. E a senadora Kátia Abreu diz que, por enquanto, fica, dando um “voto de confiança” em Agripino. Os dois governadores – Rosalba Ciarlini (RN) e Raimundo Colombo (SC) – também decidiram ganhar tempo. A expectativa é que Agripino possa recompor e conciliar as demandas das diversas facções.

Agripino também cria expectativa nos outros partidos de oposição. O presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), compareceu à convenção. Eleito para mandato-tampão, Agripino propôs o calendário para eleição dos comandos municipais (16 de julho), estaduais (20 de agosto) e nacional (27 de setembro) – na qual deverá ser mantido no cargo, se conseguir manter a coesão.

“Não sou um beligerante. Sou um conciliador. Se os segmentos do meu partido que tinham divergências.

Raymundo Costa e Raquel Ulhôa/VALOR

Eleições 2010: as oposições e os adjetivos inúteis

O articulista do texto abaixo, a par o refinamento vernacular e educação dialética ambivalentemente exposta, ao criticar, e condenar com justa razão, os impropérios com os quais o chefe dos Tupiniquins vocifera contra a oposição, esquece (?) de também descer o malho nos iracundos Arthur Virgílio e ACM Neto, que da tribuna do congresso ameaçaram aplicar surra física no presidente da república.

E quando o ‘ariano’ Jorge Bornhausen, ex PFL e atual DEM, disse com todas as letras, referindo-se ao PT que: “Felizmente nos veremos livres dessa ‘raça’ por pelo menos 30 anos” estava correto?

Essa oposição “generosa” da qual se jactam tucanos de alta plumagem foi somente para “marcar território” para Aécio Neves.

Convém lembrar que enquanto o governo Lula lutava em todos as áreas para conseguir trazer as olimpíadas e a copa do mundo para o Brasil, a ‘generosa’ oposição sempre se manifestou contra.

Basta consultar os anais do congresso.
O Editor


Uma das peculiaridades do Brasil, além da inevitável jaboticaba, é que aqui nem o governo e nem a oposição sabem exatamente o que significa ser oposição, e qual o seu verdadeiro papel institucional num regime democrático.

A “soi disant” oposição, formada basicamente pelo PSDB,o DEM e o PPS, passou quatro e depois mais quatro anos brincando de esconde-esconde com as suas próprias convicções, se é que tinha algumas, e até mesmo com as suas próprias realizações,como se se envergonhasse de ter eliminado a inflação, de ter privatizado velhos e ineficientes elefantes brancos, de ter saneado o sistema bancário, de ter estabelecido regras civilizadas de responsabilidade fiscal – enfim, de ter plantado as sementes de uma estabilidade econômica sólida e sustentável e com ela os fundamentos para a modernização do País.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Deixando-se acuar covardemente pela avassaladora popularidade do presidente da República, a oposição, nas duas tentativas que fez de substitui-lo no governo, se acomodou à agenda que interessava a ele e ao seu partido, de tal forma que, em 2006, seu candidato, Geraldo Alckmin, não se constrangeu em usar um macacão cheio de logotipos de estatais para mostrar que não pretendia privatizá-las, e na tentativa deste ano, José Serra chegou a ensaiar um anódino pós-lulismo, colocando a imagem do presidente em seu horário eleitoral.

Além disso, encaixou o golpe da propaganda governista que transformou as concessões de exploração de petróleo em privatizações, e acabou tentando devolver ao governo a acusação de “privatizador”, transformando esquizofrenicamente uma virtude em pecado.

Essa é a parte que cabe à oposição.

No que diz respeito ao governo, o presidente Lula não se cansou de maltratar a oposição durante a campanha eleitoral, chegando quase a lhe negar a legitimidade, ao chamá-la de “turma do contra”, ao pedir a “extirpação” de um dos partidos que a compõem, e a chamar o futuro governador eleito de São Paulo de “aquele sujeito”,entre outras delicadezas.

No dia em que a presidente eleita,ao lado dele, deu a sua primeira entrevista coletiva – por sinal tranqüila, ponderada e civilizada, muito longe dos arranques quase apopléticos da campanha eleitoral- Lula não perdeu a chance de reiterar a sua estranha forma de encarar o papel da oposição numa democracia.

Ele pediu para ela um tratamento melhor daquele que deram a ele durante os oitos anos de seu governo.Pela estranha noção de democracia do presidente, considerando aquilo que de fato aconteceu durante os oito anos,só a unanimidade lhe serve.

“Contra mim,não tem problema, podem continuar raivosos, do jeito que sempre foram.Mas a partir de 1º de janeiro, que eles olhassem um pouco mais para o Brasil, que eles torcessem para que o Brasil desse certo”.

Além de ser uma acusação sobre cuja gravidade o presidente parece não ter refletido- dizer que a oposição torce para o Brasil dar errado é uma figura de retórica irresponsável e desmedida, como foram muitas das falas do presidente ao longo dos oito anos – é muito irônico que venham da boca do patrono de um partido que votou contra rigorosamente todas as propostas que colocaram o País nos trilhos, desde o Plano Real até o Proer, sem falar da recusa em votar em Tancredo Neves no Colégio Eleitoral na eleição que marcou o fim da ditadura, e em homologar a Constituição de 1988.

O Brasil tem muito a aprender para chegar à plenitude da democracia, até que um presidente deixe de chamar a oposição de “raivosa” e que um dos mais destacados líderes dessa oposição, o vitorioso senador eleito Aécio Neves, deixe de prometer uma “oposição responsável e generosa”.

Uma democracia de verdade não precisa ser condicionada por adjetivos inúteis.

Sandro Vaia é jornalista. Foi repórter, redator e editor do Jornal da Tarde, diretor de Redação da revista Afinal, diretor de Informação da Agência Estado e diretor de Redação de “O Estado de S.Paulo”. É autor do livro “A Ilha Roubada”, (editora Barcarolla) sobre a blogueira cubana Yoani Sanchez.. E.mail: svaia@uol.com.br