Eleições 2018: Bolsonaro acusa Temer de usar o Exército

Bolsonaro Diz Que Temer Usa o Exército Para Se Beneficiar

Único militar na disputa presidencial e espécie de porta-voz dos militares na política, o capitão da reserva e deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) criticou o decreto assinado por Michel Temer que prevê a intervenção federal na segurança pública do estado do Rio de Janeiro. “É um decreto político por parte do presidente Temer, que usa as Forças Armadas em causa própria”, disse Bolsonaro, que classificou a iniciativa como uma piada.

De acordo com o parlamentar, Temer deveria fazer intervenção em seu governo. “A verdadeira intervenção tem que começar no governo Temer. E tirar a bandidagem que está do lado dele. Deviam sair todos de lá e descer para comer feijão com arroz”, acrescentou. “Uma intervenção desse tipo sem uma causa de excludente de ilicitude (estado de necessidade) é piada”. Os relatos foram publicados na Gazeta do Povo.

Com a medida do governo Temer, as Forças Armadas assumirão a responsabilidade do comando das polícias Civil e Militar no estado do Rio até o dia 31 de dezembro de 2018. O interventor federal será o general Walter Souza Braga Netto, comandante do Leste. Ele também assumirá o comando da Secretaria de Administração Penitenciária e do Corpo de Bombeiros.

Por que o PSDB está em silêncio diante das denúncias contra Eduardo Cunha?

“A moral e a coerência tucanas são mesmo um primor”. Essa é a crítica ao “silêncio constrangedor” dos parlamentares do PSDB em relação à denúncia contra Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o fato de o líder da bancada ter participado de reunião com o peemedebista “a portas fechadas”

Eduardo Cunha,Aécio Neves,Lava Jato,Crrupção,Blog do Mesquita

O deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) criticou, nas redes sociais, o comportamento de parlamentares tucanos em relação à denúncia contra Eduardo Cunha (PMDB-RJ) por corrupção e lavagem de dinheiro ao STF nesta quinta-feira 20. A PGR pede restituição de mais de U$ 80 milhões, além de prisão de 184 anos para o atual presidente da Câmara.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Nesta quinta, Wyllys postou em sua página no Facebook: “A bancada do PSDB na Câmara Federal – também conhecida como o ninho dos tucanos – não só mergulhou em silêncio constrangedor em relação à denúncia da PGR contra Eduardo Cunha (acusado de corrupção passiva e de lavagem de dinheiro), como o deputado Carlos Sampaio, líder da bancada do PSDB, participou de reunião a portas fechadas com Eduardo Cunha (da qual participaram também o líder do DEM, Mendonça Filho, e do PSC, André Moura) para ver meios de blindar o denunciado e o manter na presidência da Câmara”.

“Ah, a moral e a coerência tucanas são mesmo um primor, né? FHC também ainda não abriu o bico. Por quê? Quanto ao DEM e ao PSC, nós já sabemos a que valores servem esses partidos”, continuou o deputado do PSOL. Seu partido, sob liderança do deputado Ivan Valente (SP), pede a saída de Cunha da presidência da Casa e ainda a abertura de um processo de investigação na Comissão de Ética e Decoro Parlamentar, o que abre caminho para a cassação de seu mandato.

Em uma nota pluripartidária assinada ontem, deputados pediram o afastamento de Cunha do comando da Casa. Confira abaixo o manifesto de deputados de dez partidos contra Cunha:

A denúncia contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, por corrupção e lavagem de dinheiro, apresentada pela Procuradoria Geral da República, é gravíssima. Com robusto conjunto probatório, ela não apenas reforça as informações sobre o envolvimento de Cunha no esquema criminoso investigado pela Operação Lava Jato, como expõe o Parlamento brasileiro e torna insustentável a sua permanência na Presidência da Casa.

O Ministério Público acusa Eduardo Cunha de corrupção e lavagem de dinheiro – referente ao recebimento de US$ 5 milhões de um lobista e outras milionárias transações. Apurou-se também que Cunha se utilizou de requerimentos de informação para chantagear empresários que estariam com parcelas de propina em atraso – requerimentos esses originados em seu gabinete e assinados pela então deputada Solange Almeida.

A diferença da condição de um investigado em inquérito para a de um denunciado é notória. Neste caso, Cunha é formalmente acusado de ter praticado crimes. Com a denúncia do Ministério Público, a situação torna-se insustentável para o deputado, que já demonstrou utilizar o poder derivado do cargo em sua própria defesa.

Exercer a Presidência da Câmara dos Deputados exige equilíbrio, postura ética e credibilidade. A responsabilidade de dirigente maior de uma das casas do Poder Legislativo é incompatível com a condição de denunciado. Em defesa do Parlamento, clamamos pelo afastamento imediato de Eduardo Cunha da Presidência da Câmara dos Deputados. Parlamentares do PSOL, PSB, PT, PPS, PDT, PMDB, PR, PSC, PROS, PTB.

Tucano disse a diplomatas que Alckmin é da Opus Dei

WIKILEAKS OS PAPÉIS BRASILEIROS

Matarazzo chamou alckmistas de “baixo clero” do PSDB, diz telegrama de 2006.

Texto diz que secretário recebeu diplomatas em seu gabinete; ele nega as críticas e afirma não se lembrar do encontro.

Em conversa com diplomatas americanos, o secretário de Cultura de São Paulo, Andrea Matarazzo (PSDB), afirmou que o governador Geraldo Alckmin pertencia à Opus Dei, relata um telegrama obtido pelo WikiLeaks.

O diálogo ocorreu em 14 de junho de 2006, quando o tucano disputava a Presidência. Matarazzo era secretário municipal de Coordenação das Subprefeituras.

Procurado pela Folha, ele negou as opiniões registradas no documento e disse não se lembrar do encontro.

De acordo com o telegrama, o secretário definiu o atual chefe como um “católico conservador” e foi categórico quanto à sua atuação na igreja:

“Obviamente Alckmin é um membro da Opus Dei, apesar das suas negativas, opinou Matarazzo”.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

O governador sempre negou ligação com a Opus Dei, uma das prelazias mais conservadoras do catolicismo. Ele não quis falar ontem.

Segundo o relato, Matarazzo via Alckmin como um político de “orientação direitista”, que só conseguia ver o mundo “da perspectiva de São Paulo” e “não tinha ideia de como conduzir uma campanha nacional”.

Ligado ao ex-governador José Serra (PSDB), o secretário teria afirmado que os aliados mais próximos de Alckmin, como o secretário Edson Aparecido (Desenvolvimento Metropolitano), habitavam o “baixo clero” do PSDB.

Os alckmistas poderiam demonstrar “alguma habilidade política”, mas não teriam “ideia do que é necessário para operar uma campanha em escala nacional”.

Isso também valeria para o presidenciável.

“Embora o mote do choque de gestão tenha apelo no meio empresarial, os eleitores do Nordeste, que Alckmin precisa conquistar para derrotar Lula, não têm ideia do que ele está falando”, anotaram os diplomatas após o encontro.

O telegrama afirma que o tucano foi claro ao dizer que Serra não se empenharia na campanha do aliado e que Aécio Neves e Fernando Henrique Cardoso participariam “sem nenhum entusiasmo”.

“Matarazzo explicou que o PSDB não está fortemente unido em torno de Alckmin, apesar das manifestações públicas em contrário”, diz o texto.

“Aos 64 anos, Serra sabe que, se Alckmin vencer, suas chances de chegar à Presidência acabam.”

CAIPIRA

Em outro telegrama de 2006, os diplomatas relatam ter ouvido do então governador Cláudio Lembo (DEM) que FHC considerava Alckmin um “caipira”.

De acordo com os documentos vazados, Matarazzo recebeu em seu gabinete o cônsul-geral dos EUA em São Paulo, Christopher McMullen, e um assessor político.

O secretário disse ontem que o relato dos diplomatas “não tem o menor fundamento” e que seu teor “certamente é uma besteira”.

“Nunca falei isso de Opus Dei. É um delírio”, afirmou.

Bernardo Mello/Folha de S.Paulo

Collor: Ministério Público pede condenação do ex-presidente

“Elle” está novamente enrolado com a justiça.

E de nada vai adiantar alegar que tem “aquilo” roxo nem muito menos querer que um juiz “engula” seja lá o que for, como fez com o senador Pedro Simon.
O Editor


O Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a condenação do senador Fernando Collor (PTB-AL) por manipulação do resultado de pesquisa eleitoral divulgada nas eleições de 2010, quando ele concorreu ao governo de Alagoas.

Para o MPE, Collor deve ser enquadrado no dispositivo da Lei da Ficha Limpa que torna inelegível político condenado por abuso do poder econômico ou de autoridade e por utilização indevida de veículos ou meios de comunicação social em benefício de candidato ou de partido político.

O recurso do MPE contesta decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) que, apesar de reconhecer que ocorreu fraude na pesquisa eleitoral, entendeu que o caso não configurou abuso de poder e uso indevido dos meios de comunicação a ponto de gerar a inelegibilidade de oito anos prevista na Lei da Ficha Limpa.

O MPE explica que a pesquisa foi realizada pelo instituto Gape, que pertence ao grupo de comunicação da família do petebista, e teve os dados deturpados com o claro intuito de beneficiar a candidatura de Collor e seu vice, Galba Novais Júnior.

Os dados foram veiculados no jornal “Gazeta de Alagoas”, que foi multado pela divulgação.[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]

“Impossível reconhecer que a fraude não importa em abuso, notadamente quando é visível o escopo de privilegiar candidato determinado, atentando-se para o fato de que este é, nada mais nada menos, que sócio-proprietário da pessoa jurídica responsável pela manipulação e divulgação dos dados”, afirma o MPE no recurso.

Segundo o texto da Lei da Ficha Limpa, a manipulação da pesquisa já pode ser considerada ato abusivo mesmo que não altere o resultado da eleição.

Segundo o MPE, mesmo diante da “inovação legislativa”, o TRE-AL entendeu que “além do requisito da fraude da pesquisa, para a imposição da inelegibilidade é necessário a comprovação de que o abuso do poder econômico ou político, ou ainda o uso indevido dos meios de comunicação, sejam hábeis a comprometer a normalidade e legitimidade das eleições”.

Se o recurso for acolhido pelo TSE, Fernando Collor poderá ficar inelegível até 2018.

O jornal “Gazeta de Alagoas” também questiona perante o TSE decisão do TRE-AL que o condenou ao pagamento de multa pela divulgação da suposta pesquisa fraudulenta.

O relator dos processos é o ministro Arnaldo Versiani.

O Globo

Câmara gastou R$ 44,4 milhões com horas extras em 2009

A Câmara gastou em 2009 R$ 44,4 milhões com o pagamento de horas extras de funcionários. O valor é 64,4% (R$ 17 milhões) maior do que o gasto em 2008, quando foram gastos R$ 27 milhões pelas sessões deliberativas que passaram das 19h.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]O valor, no entanto, fica abaixo do pago pelo Senado em 2009 a seus servidores. A Casa registrou um crescimento de 4,4% em relação a 2008, gastando um total de R$ 87,6 milhões.

O aumento acontece mesmo depois do anúncio de regras mais rígidas no controle de ponto dos servidores e o limite de pagamento de duas horas extra/dia.

A Câmara possui mais de 15 mil funcionários, entre servidores concursados, cargos de confiança e secretários parlamentares que trabalham nos gabinetes dos 513 senadores.

Só recebem o pagamento extra os que assinam a folha de ponto, distribuída, segundo a assessoria da Câmara, por volta de 20h/ 20h30 nos dias em que a sessão se estende além do horário. A dotação para a folha de pagamentos da Casa, em 2009, foi de R$ 2,6 bilhões, num orçamento global de R$ 3,2 bilhões.

De acordo com a assessoria de imprensa da Câmara, o aumento no montante de horas extras pagos pode ser explicado por vários fatores.

Um deles é o número maior de sessões que passaram das 19h de um ano para outro. Em 2009, 74 sessões extrapolaram o horário, contra 52 em 2008.

E o maior número de sessões extraordinárias foi possível depois do entendimento dado pelo presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), em relação ao trâmite das medidas provisórias na Casa, que permitiu votações de emendas constitucionais e outras propostas, mesmo quando a pauta estava trancada por MPs, o que não ocorreu em 2008.

De Isabel Braga/O Globo:

Carlos Ayres Brito e o terceiro mandato

Frases lapidares do Ministr0 Carlos Ayres Brito do Supremo Tribunal Federal.

Embora tenha sido nomeado pro STF  pelo chefe dos Tupiniquins, o ministro foi lapidar em relação a maluquete ideia de um terceiro mandato para o apedeuta do agreste. O deputado Jackson Barreto (PMDB-SE) – sergipanos, decorem esse nome para não reconduzir tal lúgubre figura, arremedo de Cháves e Evo Morales ao parlamento – é o autor da energúmena iniciativa.

“…A república postula a temporalidade e a possibilidade de alternância de poder…”

“…Quanto mais se prorroga o mandato, mais [o país] se distancia da república e se reaproxima da monarquia…”

“…Dizer que é constitucional o terceiro mandato é dizer que o quarto também é…”

“…E não tem como evitar dizer que é constitucional o quinto mandato, fragilizando a ideia de república.”

Ave, ministro, a democracia agradece!

Além de ministro do STF, Ayres Brito é um intelectual com obra poética reconhecida.

>> biografia de Carlos Ayres Brito

Sarney teve eleitores de todos os partidos

Brasil: da série “O Tamanho do Buraco”!

Abaixo a lista dos Senadores que votaram em Sarney para presidente do Senado.

Votando no maribondo de fogo, essa “tchurma”, contribui para a “renovação” da mesa diretora que, sob a tutela de Sarney e contando com a participação do “renovador” Collor de Mello, que deverá função de destaque na direção do Senado.

PMDB (18 votos): Almeida Lima (PB), Garibaldi Alves (RN), Geraldo Mesquita (AC), Gerson Camata (ES), Gilvam Borges (AP), José Maranhão (PB), José Sarney (AP), Leomar Quintanilha (TO), Lobão Filho (MA), Mão Santa (PI), Neuto de Conto (SC), Paulo Duque (RJ), Renan Calheiros (AL), Romero Jucá (RR), Rosena Sarney (MA), Valdir Raupp (RO), Valter Pereira (MS) e Wellington Salgado (MG).

DEM (14 votos): Adelmir Santana (DF), ACM Jr. (BA), Demóstenes Torres (GO), Efraim Morais (PB), Eliseu Resende (MG), Gilberto Goellner (MT), Heráclito Fortes (PI), Jayme Campos (MT), José Agripino Maia (RN), Kátia Abreu (TO), Marco Maicel (PE), Maria do Carmo (SE), Raimundo Colombo (SC) e Rosalba Ciarlini (RN).

PC do B (um voto): Inácio Arruda (CE).

PP (um voto): Francisco Dornelles (RJ);

PR (quatro votos): César Borges (BA), Expedito Jr. (RO), João Ribeiro (TO), Magno Malta (ES).

PSB: (um voto): Antonio Carlos Valadares (SE).

PSDB (dois votos): Papaleo Paes (AP) e Marconi Perillo (GO).

PT (um voto): Delcídio Amaral (MS).

PTB: (sete votos): Epitácio Cafeteira (MA), Fernando Collor (AL), Gim Argello (DF), João Claudino (RR), Mozarildo Cavalcanti (RR), Romeu Tuma (SP) e Sérgio Zambiazi (RS).

Argh!

Mais um com dinheiro na cueca – Enivaldo Quadrado, réu no caso do mensalão, é detido em Cumbica com 360 mil euros não declarados

A Polícia Federal prendeu na madrugada de domingo, no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (SP), Enivaldo Quadrado, réu no caso do mensalão, com mais de 360 mil euros não declarados. Quadrado responde no Supremo Tribunal Federal (STF) a processo por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. (Relembre o escândalo de 2005)

Segundo a acusação do procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, saiu da corretora que pertencia a Quadrado, a Bônus-Banval, parte do dinheiro pago a parlamentares, supostamente em troca de apoio político ao governo federal.

Segundo Quadrado, em depoimento na CPI dos Correios, Valério movimentou cerca de R$ 6,5 milhões pela empresa. Quadrado afirmou que Valério tinha mentido à PF.

No desembarque, em São Paulo, policiais federais fizeram uma abordagem ao passageiro ao desconfiarem que ele demonstrava volume avantajado em algumas partes do corpo, e descobriram que ele tinha maços de dinheiro vivo nas meias, na cintura, dentro da cueca e também numa pasta de mão.

Na chegada em São Paulo, ele preencheu um documento no qual a Receita Federal pergunta se o passageiro está portando valores superiores a R$ 10 mil ou o equivalente em moeda estrangeira. A resposta dele foi não.

Após ser flagrado, Enivaldo admitiu que estava carregando 300 mil euros. Mas, na contagem, agentes da Receita Federal e da PF verificaram que havia mais: um total de 361.445 euros, quase R$ 1,2 milhão. Ele alegou que o dinheiro é de um amigo português e o recebeu como empréstimo para investir em veículos em São Paulo.

O homem foi preso por ter prestado informações falsas em documento oficial – crime que tem pena de até cinco anos de cadeia e mais multa.

Acusado de falsidade ideológica, ele foi transferido nesta segunda da Polícia Federal em Guarulhos para o Cadeião de Pinheiros, em São Paulo. O dinheiro foi confiscado pela Receita.

O advogado de Quadrado no caso do mensalão, Antonio Sérgio de Moraes Pitombo, foi procurado nesta segunda, mas não retornou.

do OGlobo