Fatos & Fotos – 25/02/2021

Globo não noticia crimes de Moro, Deltan e Erika porque é sócia do consórcio mafioso


 


“Quando os que mandam perdem a vergonha, os que obedecem perdem o respeito.” Jean-Poul de Gondi, cardeal de Retz, político francês


Pintura de Sir Lawrence Alma-Tadema
( 1836-1912 )



Bolsonaro exigiu da Pfizer condições que não pediu à AstraZeneca. Posição do presidente impediu encomendas e atrasou imunização contra Covid19


Após 2 anos de exaustivas pesquisas com o auxílio da equipe do Instituto Rubens Barrichello de Análises Políticas, Rodrigo Maia chegou a uma conclusão que pode abalar a Bolsa de Tóquio.


Deputados querem ser mais que Deus. Já têm foro privilegiado, imunidade pra qse tudo. Até bandidos cumprindo pena há no Congresso. Agora querem a PEC MasterVIP. Brasil virou país de castas – de militares, juízes, parlamentares, família Bolsonaro. Nós, o resto, somos os párias.


Gotthardt Kuehl, 1850-1911


Últimas 48h contra impunidade
– STJ anula provas contra Flávio Bolsonaro
– MPF arquiva processo contra Abraham Weintraub
– Conselho de Ética – ética? Hahaha – arquiva processo contra Eduardo Bolsonaro
– Conselho de Ética arquiva representação contra Carla Zambelli
– Câmara dos Deputados apresenta PEC que blinda os fungos, ops!, ato falho, deputados – só podem ser presos se forem pegues assassinando a mãe no plenário durante uma sessão.
– Desenho?


A melhor forma de acabar com o tráfico de drogas no Brasil é colocar o sargento Garcia na logística do tráfico. A droga nao vai chegar à lugar nenhum.


O Sinistro Ricardo Salles nomeia esposa do cancro Daniel Silveira para cargo comissionado no Jardim Botânico do Rio.
Esse fungo ministerial sapateiam na cara da gente decente, mas deixa estar, jacaré, que a lagoa há de secar.


Bo Bartlett,American, b.1955 s/d s/t


Ah!, tô nem aí porque não sou acionista da Petrobras. Pense outra vez: -Sobe o dólar e com ele a energia elétrica, combustíveis e pão, por exemplo; – Aumentou o risco Brasil. Empresas pagarão juros maiores, produzirão menos e com mais custos; – Menos investimento, emprego e renda. Bom dia. Desenho?



Foto do dia – Fotografia de Steve McCurry


Brasil tem quase 30 fábricas de vacina para gado e só 2 para humanos.


Pintura de George Shipperley- s/d s/t


Em 1964, os militares alegaram perturbação da ordem para se contrapor ao governo Jango e dar um golpe. Agora, estão ao lado de um desordeiro.


Erika Marena já foi exonerada e indiciada? Essa é a imagem que a Polícia Federal quer ter registrada em sua história? Japonês tornozelado como jeito e delegada que assina qqr coisa que a quadrilha envia? Sério isso? Nós pagamos para que uma picareta autue por inspiração criminosa?

O que se sabe sobre a nova variante do coronavírus que levou a novo lockdown na Inglaterra

GETTY IMAGES
A Inglaterra implementou novas restrições após descoberta de variente do coronavírus

Autoridades da União Europeia (UE) estão discutindo uma resposta conjunta a uma nova variante do Sars-CoV-2 que é mais infecciosa e foi detectada no Reino Unido.

Mais de 40 países já fecharam suas fronteiras com o país até o momento, por receio da disseminação da nova variante.

Um aumento de casos de coronavírus no sudeste e leste inglês, incluindo Londres, está ligado à disseminação desta nova variante — embora ela já seja encontrada em todo o país, de acordo com o governo britânico.

Isso fez com que o primeiro-ministro Boris Johnson anunciasse medidas mais rígidas de isolamento para 20 milhões de pessoas na Inglaterra e em todo o País de Gales.

A nova variante, surgida após mutações, se tornou a forma mais comum do vírus em algumas partes da Inglaterra em questão de meses. O governo britânico diz que há motivos para acreditar que ela seja bem mais contaminante, possivelmente 70% mais transmissível.

O estudo dessa nova forma do coronavírus ainda está em um estágio inicial, contém grandes incertezas e uma longa lista de perguntas sem resposta.

Os vírus sofrem mutações o tempo todo e é vital entender se essas mutações estão ou não mudando o comportamento do vírus e alterando a doença. Essa variante específica está causando preocupação por três motivos principais:

• Ela está substituindo rapidamente outras versões do vírus

• Ela possui mutações que afetam partes do vírus que são provavelmente importantes

• Já se verificou em laboratório que algumas dessas mutações podem aumentar a capacidade do vírus de infectar células do corpo.

Tudo isso constrói um cenário preocupante, mas ainda não há certeza. Novas cepas podem se tornar mais comuns simplesmente por estarem no lugar certo na hora certa — como a cidade de Londres, que tinha poucas restrições até recentemente.

“Experimentos de laboratório são necessários, mas é desejável esperar semanas ou meses para ver os resultados e tomar medidas para limitar a propagação? Provavelmente não nessas circunstâncias”, diz Nick Loman, professor do Instituto de Microbiologia e Infecção da Universidade de Birmingham, no Reino Unido, que defende as restrições para tentar conter essa versão do vírus.

Quão rápido ela está se espalhando?

Essa cepa foi detectada pela primeira vez em setembro. Em novembro, cerca de um quarto dos casos em Londres eram causados por essa nova variante, aumentando para quase dois terços dos casos em meados de dezembro.

Pesquisadores têm calculado a dispersão de diferentes variantes na tentativa de estabelecer o quão infecciosas elas são. Mas separar o que é devido ao comportamento das pessoas e o que é devido ao vírus é difícil.

O dado citado pelo primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, é que a variante pode ser até 70% mais transmissível — é um dado que havia aparecido em apresentação do pesquisador Erik Volz, do Imperial College de Londres, na sexta-feira.

Durante a palestra, ele disse: “É realmente muito cedo para dizer… Mas pelo que vimos até agora, está crescendo muito rapidamente, está crescendo mais rápido do que [uma variante anterior] jamais cresceu. É importante ficar de olho.”

Não há um número “certeiro” de quão mais infecciosa pode ser essa variante. Números muito mais altos e muito mais baixos do que 70% estão aparecendo em pesquisas ainda não publicadas integralmente.

Inclusive ainda há dúvidas se essa versão é realmente mais infecciosa.

“A quantidade de evidências em domínio público é inadequada para chegar a conclusões firmes sobre se o vírus realmente aumentou sua transmissibilidade”, diz o virologista Jonathan Ball, professor da Universidade de Nottingham.

Ao se replicar, os vírus geram mutações ou erros na sequência dos compostos representados pelas letras ‘a’, ‘g’, ‘c’, ‘u’

Como ela surgiu e se espalhou?

Acredita-se que a variante surgiu em um paciente no Reino Unido ou foi importada de um país com menor capacidade de monitorar as mutações do coronavírus.

Atualmente, ela pode ser encontrada em todo o Reino Unido, exceto na Irlanda do Norte, e está fortemente concentrada em Londres, sudeste e leste da Inglaterra. Os casos em outras partes do país não parecem ter decolado.

Dados da Nextstrain, que monitora os códigos genéticos das amostras virais em todo o mundo, sugerem que casos com essa variante na Dinamarca e na Austrália vieram do Reino Unido. A Holanda também relatou casos.

Uma variante semelhante que surgiu na África do Sul compartilha algumas das mesmas mutações, mas parece não estar relacionada a esta.

Isso já aconteceu antes?

Sim. O vírus que foi detectado pela primeira vez em Wuhan, China, não é o mesmo que você encontrará na maioria dos cantos do mundo.

A mutação D614G surgiu na Europa em fevereiro e se tornou a forma globalmente dominante do vírus. Outra, chamada A222V, se espalhou pela Europa e estava ligada às férias de verão na Espanha.

O que sabemos sobre as novas mutações?
Uma análise inicial da nova variante foi publicada e identifica 17 alterações potencialmente importantes.

Houve mudanças na proteína spike — que é a “chave” que o vírus usa para abrir a porta de entrada nas células do nosso corpo e sequestrá-las. A mutação N501 altera a parte mais importante do spike, conhecida como “domínio de ligação ao receptor”. É aqui que o spike faz o primeiro contato com a superfície das células do nosso corpo. Quaisquer alterações que tornem mais fácil a entrada do vírus provavelmente serão uma vantagem para o patógeno.

“Parece ser uma adaptação importante”, disse Loman.

A outra mutação — batizada de H69/V70 — apareceu algumas vezes antes, incluindo nos visons infectados na Dinamarca.

A preocupação era que os anticorpos do sangue daqueles que sobreviveram ao novo coronavírus fossem menos eficazes na defesa contra a nova variante do vírus. Mais uma vez, serão necessários mais estudos de laboratório para realmente entender o que está acontecendo.

O trabalho de Ravi Gupta, professor da Universidade de Cambridge, sugeriu em laboratório que essa mutação aumenta em duas vezes a capacidade do vírus de infectar células.

“Estamos preocupados, a maioria dos cientistas está preocupada”, diz Gupta.

Isso torna a infecção mais mortal?

Ainda não há evidências de que a variante seja mais mortal, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, mas governos e pesquisadores estão monitorando a questão.

Em uma entrevista coletiva posterior à fala de Ghebreyesus, Michael Ryan, diretor do programa de emergências da OMS, afirmou que a nova variante não representa uma situação “fora de controle”, pois a taxa de reprodução do vírus já foi bem maior em outros momentos da pandemia. Entretanto, ele reconheceu que as medidas preventivas decididas pelos países em resposta à cepa encontrada no Reino Unido são “prudentes”.

No momento, apenas ser mais transmissível já seria suficiente para a variante causar problemas nos hospitais. Se pessoas forem infectadas mais rapidamente, mais pessoas vão precisar de tratamento hospitalar em menos tempo.

Com a chegada das vacinas, o coronavírus sofrerá uma pressão natural para mutar a fim de infectar pessoas imunizadas, como ocorre com a gripe

As vacinas funcionarão contra a nova variante?
Acredita-se que sim, pelo menos por enquanto.

Mutações na proteína spike levantam perguntas porque as três principais vacinas — Pfizer, Moderna e Oxford — treinam o sistema imunológico para atacar a proteína spike.

No entanto, o corpo aprende a atacar várias partes dessa proteína. É por isso que as autoridades de saúde continuam convencidas de que a vacina funcionará contra essa nova variante.

“Mas se deixarmos essa variante se espalhar e sofrer mais mutações, isso pode se tornar preocupante”, diz Gupta. “Este vírus está potencialmente em vias de se tornar resistente à vacina, ele deu os primeiros passos nesse sentido.”

O vírus consegue se tornar resistente à vacina quando, ao mudar de formato, se esquiva dos efeitos da imunização e continua a infectar as pessoas.

O coronavírus evoluiu em animais e passou a infectar os humanos há cerca de um ano. Desde então, tem passado por quase duas mutações por mês — entre uma amostra colhida hoje e as primeiras da cidade chinesa de Wuhan há cerca de 25 mutações.

Ao longo de sua trajetória, o coronavírus ainda está “testando” diferentes combinações de mutações para infectar humanos de maneira adequada. Já vimos isso acontecer antes: o surgimento e o domínio global de outra variante (G614) é visto por muitos como o momento em que o vírus aprimorou sua capacidade de se espalhar.

Mas logo a vacinação em massa colocará um tipo diferente de pressão sobre o vírus, porque ele terá que mudar para infectar as pessoas que foram imunizadas. Se isso impulsionar a evolução do vírus, talvez tenhamos de atualizar regularmente as vacinas, como fazemos anualmente com a gripe sazonal, para manter o ritmo.

Segundo Anderson Brito, virologista do departamento de epidemiologia da Escola de Saúde Pública da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, “os coronavírus evoluem principalmente por substituições de nucleotídeos” e “não fazem rearranjos genômicos como o vírus da gripe”.

“Mas, e as vacinas? Provavelmente serão efetivas por mais de um ano”, escreveu em seu perfil no Twitter.

Fatos & Fotos – 29/12/2020

 


As ilustrações de Tang Yau Hoong


Desemprego cresce 2,7% em um ano, enquanto aumenta a informalidade. A taxa de informalidade chegou a 38,8% da população ocupada com 32,7 milhões de trabalhadores informais no país.


Escultura de Mikhail Gubin XVIII


Uma pessoa dá uma festa de arromba de 5 dias, em plena pandemia, reunindo uma pequena multidão em sua mansão. A questão é: só dono da festa parece estar em outro planeta? E todos os envolvidos (músicos, convidados, empresas terceirizadas que dão suporte ao rega-bofe) ficam como?


Automóveis Clássicos – Desoto Hood,1946


Até Sócrates, Platão e Aristóteles vão ser vacinados e a gente não.
Grécia recebe primeiro lote da vacina da Pfizer; a vacinação começará amanhã. Além de 1,2 milhão de unidades esperadas da vacina americana, o país tem acorodo com as empresas Moderna e AstraZeneca.
Γαμώτο Μπολσονάρο.


Relatório da Polícia Federal mostrou que delação de Palocci foi inventada. Foi retirada de pesquisas na internet e notícias falsas de jornais.
E a golpista mor, Globo, divulgou 24 hs com vinheta de plantão. Serviu para gerar fato político na semana que antecedia as eleições de 2018.


Fim do auxílio emergencial.
O povo irá viver como?


Morreu Pierre Cardin. Visionário e pioneiro na moda, estilista francês tinha 98 anos


Como é, Bolsonaro? Não pode interferir na Anvisa para salvar vidas, mas na Polícia Federal e na Abin para proteger os filhos bandidos, pode?



Foto do dia Gjon Mili


Pintura de Gustav Klimt
Lady with a Fan, 1918


Estou impressionado como a vulgaridade infectou o país. Não que antes do Bolsonaro ela não existisse, mas esse governo abriu a porteira. Não  bastassem os Olavos e Saras, um site di-rei-tis-ta faz manchete que Fux “botou (aquilo) na mesa”. Não respeitam o STF ou é ele que não se dá ao respeito?


Ex-Libris Roman Nikolaevich Sustov


Motivos para o fracasso brasileiro:
1.Negacionismo
2.Troca de ministros da saúde na pandemia culminando com um que não conhece o SUS
3.Gasto de dinheiro com remédio que não funciona
4.Falta de planejamento para vacinação
5.Falta de liderança na crise
6.Descaso com a vida alheia
7.Uma vírus na rua e um verme no poder
8.Todas as acima


Empregadores podem exigir que os trabalhadores recebam a vacina Covid-19, afirmam os EUA

A Comissão Federal de Oportunidades Iguais de Emprego disse que os funcionários poderiam ser impedidos de trabalhar se recusassem a vacina.

A administração de uma vacina Covid-19 por um empregador não entra em conflito com o Ato dos Americanos com Deficiências, disse uma agência federal. Crédito … Grant Hindsley para o The New York Times

Os empregadores podem exigir que os trabalhadores recebam a vacina Covid-19 e impedi-los de trabalhar se recusarem, disse o governo federal em diretrizes publicadas esta semana.

Especialistas em saúde pública consideram os empregadores desempenhando um papel importante na vacinação de um número suficiente de pessoas para alcançar a imunidade coletiva e controlar uma pandemia que já matou mais de 300.000 americanos. A vacinação generalizada contra o coronavírus evitaria que as pessoas morressem, reiniciaria a economia e daria início a um retorno a alguma forma de normalidade, dizem os especialistas.

Os empregadores estavam esperando a orientação da Comissão de Oportunidades Iguais de Emprego dos EUA, a agência que aplica as leis contra a discriminação no local de trabalho, porque exigir que os funcionários sejam testados para o coronavírus toca em questões médicas espinhosas e de privacidade cobertas pela Lei dos Americanos com Deficiências de 1990

A orientação, emitida na quarta-feira, confirmou o que os advogados trabalhistas esperavam.

As empresas e os empregadores estão em uma posição única para exigir que um grande número de americanos que de outra forma não receberia a vacinação o façam porque seu emprego depende disso.

A lei de deficiência limita a capacidade dos empregadores de exigir exames médicos, como exames de sangue, análises de respiração e exames de pressão arterial. São procedimentos ou testes, muitas vezes administrados em um ambiente médico, que buscam informações sobre as condições físicas ou mentais de um funcionário.

A administração de uma vacina Covid-19 a um trabalhador por um empregador não se encaixa nessa definição, disse a comissão.

“Se uma vacina for administrada a um funcionário por um empregador para proteção contra a contratação da Covid-19, o empregador não está buscando informações sobre as deficiências de um indivíduo ou o estado de saúde atual”, afirmou, “e, portanto, não é um exame médico . ”

Em seu site, a comissão disse que exigir que um funcionário mostre prova de ter recebido a vacinação contra a Covid-19 não equivaleria a uma investigação relacionada à deficiência.

“Existem muitos motivos que podem explicar porque um funcionário não foi vacinado, o que pode ou não estar relacionado à deficiência”, disse a comissão.

Quando podemos começar a fazer planos?

Nós sabemos como conter a pandemia. Como fazemos as pessoas ouvirem?
Mesmo assim, os empregadores podem precisar ter cuidado sobre como lidam com o processo.

Questões de vacinação pré-triagem podem violar um A.D.A. disposição sobre inquéritos relacionados com deficiência. Os empregadores que administram vacinas, segundo a orientação, devem mostrar que as perguntas pré-triagem são “relacionadas ao trabalho e consistentes com as necessidades do negócio”.

A orientação surge em meio ao ceticismo sobre a vacinação entre grande parte do público. Uma pesquisa recente com cerca de 2.000 bombeiros da cidade de Nova York descobriu que quase 55% disseram que não receberiam uma vacina se oferecida por seu departamento, de acordo com a CNN.

Apenas 42% dos negros americanos dizem que pretendem ser vacinados, de acordo com uma pesquisa da Pew Research. E 58% dos americanos no geral indicaram que receberiam a vacina Covid-19, de acordo com uma pesquisa do Gallup Panel de novembro.

A desconfiança nas vacinas também está sendo alimentada por comentaristas e grupos políticos.

Em seu programa da Fox News, Tucker Carlson esta semana destacou as histórias de um pequeno número de americanos que tiveram reações adversas à vacina da Pfizer. E especialistas que estudam o extremismo advertiram que grupos que protestaram contra os resultados das eleições e os bloqueios da Covid-19 nos Estados Unidos estão agora voltando sua atenção para o movimento antivacinas.

O lançamento de uma vacina e questões logísticas urgentes sobre sua distribuição sinalizam que o fim da pandemia está próximo, mas o vírus também é mais mortal do que nunca, com os Estados Unidos relatando mais de 3.000 mortes por dia, pela primeira vez vez este mês.

Enquanto os governos federal e estadual se preparam para os esforços de vacinação em grande escala, as mensagens do governo Trump sobre a pandemia permanecem confusas.

O vice-presidente Mike Pence há poucos dias ofereceu uma festa de Natal em sua residência, onde convidados posaram para fotos sem máscaras, de acordo com os participantes. Mas na manhã de sexta-feira, Pence recebeu sua primeira vacina ao vivo na televisão. Ele foi acompanhado por sua esposa, Karen Pence, e Jerome Adams, o cirurgião geral.

A administração disse que o evento ao vivo tinha como objetivo “promover a segurança e eficácia da vacina e construir confiança entre o povo americano”.

A vacina potencial contra o coronavírus da Moderna ganha o status de “via rápida” da FDA

Moderna Inc. disse na terça-feira que a Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA concedeu a designação “fast track” para sua vacina experimental contra o coronavírus, uma medida que acelera o processo de revisão regulatória.

Garrafas pequenas rotuladas com um adesivo “Vaccine COVID-19” e uma seringa médica são vistas nesta ilustração tirada em 10 de abril de 2020. REUTERS / Dado Ruvic / Ilustração /(Reuters)

Moderna vem correndo para desenvolver uma vacina segura e eficaz contra o novo coronavírus que matou mais de 285.000 pessoas em todo o mundo.

Uma vacina ou tratamento que obtém a designação de “via rápida” é elegível para o status de “revisão prioritária” da agência, sob o qual o FDA pretende tomar uma decisão sobre a aprovação do medicamento dentro de seis meses.

Mais de 100 possíveis vacinas contra COVID-19 estão sendo desenvolvidas, incluindo várias em ensaios clínicos, mas a Organização Mundial da Saúde em abril alertou que uma vacina levaria pelo menos 12 meses.

Moderna espera iniciar um estudo em estágio avançado da vacina no início do verão e diz que há potencial para a aprovação de um pedido de marketing em 2021.

A vacina funciona com a tecnologia de RNA mensageiro (mRNA), que instrui as células do corpo a produzir proteínas específicas para o coronavírus que produzem uma resposta imune.

A abordagem pode ser usada em muitos tipos de tratamentos, mas ainda não foi aprovada para nenhum medicamento.

Fabricantes de medicamentos como Johnson & Johnson e Pfizer Inc, que estão trabalhando com a BioNTech SE da Alemanha, também estão trabalhando para desenvolver vacinas para o novo coronavírus.

No mês passado, Moderna recebeu financiamento de US $ 483 milhões de uma agência do governo dos EUA para acelerar o desenvolvimento da vacina.

Offshores escondem milhões de multinacionais norte-americanas

As 50 maiores empresas dos EUA terão enviado cerca de 1,4 biliões de dólares (1,2 biliões de euros) para paraísos fiscais entre 2008 e 2014.

Offshores escondem milhões de multinacionais norte-americanas

O montante, superior ao Produto Interno Bruto de Espanha, México e Austrália, foi colocado a salvo de tributação através de uma rede secreta de cerca de 1600 sociedades criadas em offshores, afirma a Oxfam.

Num relatório divulgado faz hoje uma semana, a organização não-governamental acusa as principais beneficiárias de apoio dos contribuintes norte-americanos de estarem no topo deste opaco esquema, e recorda que, no mesmo período, entre garantias públicas e ajudas federais, as multinacionais em causa receberam do erário público qualquer coisa como 11 biliões de dólares.

Aquela evasão fiscal custa às finanças dos EUA aproximadamente 111 mil milhões de dólares, calcula ainda a Oxfam.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

De acordo com a mesma fonte, citada por agências internacionais, a Apple (181 mil milhões de dólares), General Electric (119 mil milhões), Microsoft (108 milhões) e Pfizer (74 mil milhões) encabeçam a lista, mas nela encontram-se igualmente gigantes financeiras como o Bank of America, Citigroup, JPMorgan Chase ou Goldman Sachs, a construtora automóvel Ford e a aeronáutica Boeing, a Exxon-Mobil, a Coca-Cola, a Intel e a IBM.

Favorecimento

Sublinhando que o fosso entre ricos e pobres tem vindo a agravar-se continuamente nos últimos anos, a Oxfam considera que para tal contribui o facto de os ganhos de crescimento económico não estarem a ser distribuídos por quem cria riqueza.

“Não podemos continuar numa situação em que os ricos e poderosos evadem impostos deixando para os restantes o pagamento da factura», frisou o principal consultor fiscal da organização, Robbie Silverman.”

Nos EUA, as 50 maiores empresas suportaram apenas, entre 2008 e 2014, um bilião de dólares em impostos, tendo sido favorecidas por uma taxa média 8,5 pontos percentuais inferiores à taxa legal, e tendo recebido 337 milhões de dólares em incentivos fiscais.

A Oxfam alerta, porém, que este não é um cenário exclusivo das companhias sediadas em território norte-americano, mas, antes, generalizado e extensível a cerca de 90 por cento das grandes empresas mundiais, estima a ONG, para quem o prejuízo causado em países pobres custa 100 mil milhões de dólares em receitas tributárias por ano.
Osvaldo Bertolino

Crise Mundial – As demissões nas empresas pelo Mundo: Caterpillar, Pfizer, Phillips, ING, Corus e General Motors

Diante da crise econômica global e na tentativa de reduzir os custos, empresas nos EUA, Europa e Japão anunciadas nesta segunda-feira (26) anunciaram dezenas de milhares de demissões. Somente as demissões divulgadas hoje somam mais de 61 mil empregos.

Entretanto, considerada uma compilação do efeito no emprego em montadoras japonesas divulgada hoje, o número pode atingir 86 mil. Pela manhã, a agência de notícias japonesa Jiji Press informou que as 12 maiores montadoras do Japão esperam cortar 25 mil empregos no atual ano fiscal, que termina em 31 de março.

No Brasil, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) anunciou nesta segunda-feira que, no estado, cerca de 130 mil postos de trabalho foram fechados no setor industrial no mês de dezembro. Todos os segmentos demitiram.

Veja abaixo as empresas que anunciaram demissões nesta segunda-feira:

Caterpillar
O maior corte foi anunciado pela fabricante de maquinários agrícolas e de construção Caterpillar. Diante de lucros menores, a empresa prevê um corte de 20 mil empregos em todo o mundo – procurada pelo G1, a companhia não informou se essa redução afetará o mercado brasileiro.

A Caterpillar encerrou o quarto trimestre de 2008 com lucro líquido de US$ 661 milhões (US$ 1,08 por ação), o que representa uma queda de 32,2% em relação ao mesmo período de 2007, quando o ganho líquido somou US$ 975 milhões (US$ 1,50 por ação).

Pfizer
Ao anunciar a compra da rival Wyeth por US$ 68 bilhões, a empresa farmacêutica Pfizer divulgou que deve fazer um corte de 10% em seu quadro de funcionários, o que pode representar cerca de 8 mil demissões na companhia.

A Pfizer, com sede em Nova York, também anunciou seus resultados correspondentes ao ano passado, no qual obteve lucro de US$ 8,104 bilhões – número parecido com o de 2007. No quarto trimestre de 2008, entretanto, a lucratividade despencou 90%, segundo a companhia.

Phillips
A gigante holandesa da eletrônica Philips anunciou que demitirá 6 mil pessoas em todo o mundo em 2009 em consequência da crise econômica mundial que afeta os resultados da empresa.

Esta reestruturação deve permitir ao grupo economizar 400 milhões de euros ao ano a partir do segundo semestre de 2009. A Philips registrou prejuízo líquido de 186 milhões de euros (242 milhões de dólares) em 2008, depois de perdas de 1,47 bilhão de euros no quarto trimestre.

ING
O grupo holandês de banco e seguros ING anunciou que demitirá 7 mil funcionários em todo o mundo em 2009, como parte de um plano de corte de gastos de um bilhão de euros.

O grupo financeiro, que teve prejuízo de 1 bilhão de euros (US$ 1,3 bilhões) em 2008, informou também que recorrerá a garantias de empréstimos de 22 bilhões de euros concedidas pelo governo da Holanda para seu portfólio de empréstimos com problemas.

Corus
A indiana Corus, segunda maior empresa siderúrgica na Europa, anunciou um plano para cortar 3.500 empregados no mundo, dos quais 2.500 na Grã-Bretanha.

A siderúrgica, propriedade da indiana Tata Steel, indicou que o corte é resultado da crise na indústria do aço.

Outras empresas
A operadora de telefonia americana Sprint Nextel anunciou nesta medidas de economias no primeiro trimestre, que incluem a demissão de 8 mil empregados, ou seja, quase 14% de seu quadro de funcionários no mundo.

A empresa especializada em materiais e produtos de construção Home Depot anunciou o corte de 7 mil empregos, quase 2% de seus efetivos no mundo, depois de fechar suas lojas de móveis de luxo, as Expo, e de reestruturar sua logística.

A General Motors (GM) anunciou a demissão de mais duas mil pessoas no segundo trimestre e o fechamento por uma semana, ou mais, de 14 das 24 unidades de montagem na América do Norte, durante o segundo e o terceiro trimestres.

do G1