Internet, jornais e publicidade

O papel e o digital na encruzilhada
Por Summer Harlow

Reproduzido do blog Jornalismo nas Américas, 5/3/2012; título original “Jornais americanos perdem sete dólares em publicidade impressa para cada dólar investido em publicidade digital”

“A busca por um novo modelo de negócios”, um estudo publicado na segunda-feira (5/3) pelo Projeto de Excelência em Jornalismo do Pew Research Center, sobre a tendência das receitas nos jornais americanos mostra que enquanto as vendas de anúncios nos impressos caíram uma média de 9% durante o último ano, os ingressos com publicidade digital cresceram 19%.

Em outras palavras, para cada dólar recebido com publicidade digital, sete são perdidos em publicidade impressa.

Assim, apesar da promessa da publicidade digital, o documento sugere que as receitas com publicidade online não estão compensando as perdas do impresso, e que “a inércia cultural é um fator importante”, já que a maioria dos jornais não estão apenas priorizando as vendas de anúncios digitais.

Como muitos executivos de jornais pesquisados ??observaram no relatório, é difícil mudar o foco para o lado digital, especialmente quando as vendas no impresso ainda compreendem 92% do total de receita publicitária.

A pesquisa realizada durante 16 meses examinou informação financeira privada de 38 jornais americanos e incluiu entrevistas com 13 executivos de companhias donas de 330 jornais no total, explicou a agência de notícias AFP.

Baseada no estudo, a cadeia de rádio pública dos Estados Unidos (NPR) destacou quatro “estratégias vencedoras” para ajudar os periódicos a “ter lucros no mundo digital”: “aproveitar o boom”, “diversificar a publicidade digital”, “ser criativo” e “acabar com as guerras de cultura corporativa nas salas de redação”.

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Ao prever o futuro dos jornais daqui a cinco anos, os executivos entrevistados disseram que os jornais continuarão a ser impressos e distribuídos, só que com menos frequência, talvez apenas aos domingos.

Os jornais também continuarão a se “diluir” conforme as redações forem diminuindo.

Outras descobertas notáveis ??do relatório mostram:

** Há cerca de 1.350 jornais em inglês que sobrevivem nos Estados Unidos, dos cerca de 1.400 que havia cinco anos antes. A maioria tem uma tiragem inferior aos 25.000 exemplares.

** Só 40% dos jornais pesquisados dizem que a publicidade segmentada é uma parte importante de seus esforços em vendas.

** A publicidade em dispositivos móveis constituiu apenas 1% dos lucros digitais em 2011.

** Menos da metade dos jornais (44%) informaram que estão tratando de desenvolver fontes de renda não tradicionais, tais como a organização de eventos, consultorias ou vendas de produtos e novos negócios.

Facebook lança lista de interesses, ‘seu jornal personalizado’

Lidar com o volume excessivo de posts — muitas vezes inconvenientes — que abarrotam a timeline do Facebook tem sido motivo de queixa de muitos usuários.

O novo recurso que a rede social anuncia nesta quinta-feira, 8, chamado interest lists (“listas de interesses”, em tradução literal), pretende resolver esse problema.

 

A ideia é que o conteúdo possa ser segmentado de acordo com os interesses do usuário.

Se o gosto é por notícias de esporte, por exemplo, pode-se criar uma lista só com as páginas de sites que noticiam esporte no Facebook.

Funciona como o feed de notícias tradicional, com a diferença de que só as atualizações da página selecionada aparecem na timeline.

Na prática, é um recurso estilo “Google Reader” dentro da rede social.[ad#Retangulos – annunios – direita]

Para o Facebook, o objetivo das listas de interesses é dar ao usuário a oportunidade de criar seu “jornal personalizado”.

O blog All Things D vê a novidade também como uma maneira de esconder posts irrelevantes, evitando a exclusão de amigos, e de acompanhar aquilo que é mais importante.

O recurso das “listas de interesses” estará disponível para os usuários nas próximas semanas, segundo a rede social.

Mas ele já foi liberado para alguns perfis hoje — aparece no menu à esquerda da página inicial.

Uma pesquisa conduzida pelo Pew Research Center revelou, recentemente, que está crescendo o número de pessoas que excluem amigos do Facebook.

Nayara Fraga/Estadão

Imprensa OnLine nos Estados Unidos

Sete grandes tendências da imprensa online nos EUA
por: Flamínio Fantini
blog do Noblat

Vai muito bem a imprensa online nos Estados Unidos. É o que mostra um dos mais abrangentes estudos anuais sobre a mídia americana, divulgado quarta-feira. Focado na indústria de notícias, leva o nome de The State of the News Media.

Faz parte do Projeto para Excelência no Jornalismo, do Pew Research Center, de grande reputação em sua área.

O levantamento chega à oitava edição. Nele, os pesquisadores do Pew abordam aspectos marcantes na produção do noticiário, em 2010, na TV aberta e a cabo, nos jornais impressos e revistas, nas rádios e na internet.

A seguir, compilamos sete das grandes tendências num segmento específico, o da internet. Mais dia, menos dia, elas chegarão também ao Brasil, com intensidade ainda a ser verificada. Se é que já não desembarcaram por aí, sem avisar.

1. Acesso ao noticiário: internet ultrapassa jornal impresso

Em dezembro de 2010, pela primeira vez, 46% dos americanos afirmaram que acessam o noticiário online de diversas áreas pelo menos três vezes por semana, ultrapassando os jornais impressos (40%). Apenas o noticiário local de TVs é mais popular que a internet, com 50% da preferência. Além disso, entre todos os tipos de veículo, somente a internet ganha público para o noticiário, rapidamente, enquanto os demais meios perdem.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

2. Blogs e Twitter: duas agendas completamente diferentes

Blogueiros e tuiteiros demonstram interesses radicalmente diferentes. Em 2010, os blogueiros abordaram praticamente os mesmos assuntos dominantes na mídia convencional. De um ranking dos cinco temas preferidos, nada menos que quatro também lideravam a mídia convencional. São eles: recessão, eleições americanas de 2010, sistema de saúde pública e guerra no Afeganistão. No Twitter, a liderança ficou com quatro das mais importantes marcas da era digital: Apple, Google, o próprio Twitter e o Facebook. Isso sugere que os internautas usam o Twitter, em parte, como um fórum de assuntos de consumo, para divulgar, compartilhar e criticar novos gadgets e avanços tecnológicos.

3. A nova fronteira: celulares, smartphones e tablets

Quase a metade dos americanos (47%) já recebe algum tipo de noticiário local por meio de celulares, smartphones e aparelhos wi-fi (como o Ipad e outros tablets). Em geral, buscam atendimento a necessidades imediatas, como previsão do tempo, condições de trânsito e dicas de comércio local A publicidade paga nesse segmento teve um impressionante salto de 79%, em 2010, e já responde por quase 3% dos gastos em publicidade online.

4. Publicidade: internet também ultrapassa jornal impresso

Pela primeira vez, mais dinheiro foi gasto em veículos online do que em jornais impressos. A publicidade online cresceu 13,9% e chegou a US$ 25,8 bilhões, em 2010. Estima-se em US$ 22,8 bilhões a publicidade nos jornais impressos. A maior parte dos gastos na internet (48%) se deu no marketing de busca, como acontece na área paga do Google. Apenas 23% foram para a publicidade em banners. O marketing de busca gera pouca receita para as empresas que mantêm os sites de notícia. Encontrar formas remuneração pela oferta de conteúdo continua a ser um grande desafio para esses sites.

5. Dependência de novos intermediários no mercado

A indústria da notícia não está mais no comando do seu próprio destino. Tradicional ou voltado para a web, o jornalismo ainda produz a maior parte do conteúdo disponível, mas agora há novos intermediários para se chegar até ao público. Crescentemente, as empresas de jornalismo dependem, por exemplo, de “agregadores de notícia” (a exemplo do Google) e das redes sociais (tipo Facebook), para atrair parcela substantiva de sua audiência. Algo semelhante acontece com a indústria da notícia diante dos fabricantes de celulares, smartphones e tablets, segmentos com os quais passou a dividir receitas comerciais.

6. Resistência ao noticiário online pago

A aceitação de cobrança pelo noticiário é um problema. Até agora, menos de 40 jornais adotaram o pagamento – um número reduzido, já que os EUA têm mais de 1.300 diários. Nos sites que passaram a cobrar pelo serviço, apenas 1% dos usuários optaram por pagar. Até o momento, vêm tendo sucesso apenas os veículos de informação financeira, destinada a um público de elite, como Financial Times e The Wall Street Journal.

7. Um novo ambiente nas redações

Com um número menor de profissionais, as redações contam hoje com jornalistas mais jovens e versáteis, engajados na produção multimídia e no uso de ferramentas de interação com o público, como os blogs. Há uma nova “ecologia da notícia”, com muita experimentação e entusiasmo. Mas também com salários menores, exigência de mais velocidade na produção, menos treinamento e mais trabalho voluntário, resultando em queda na qualidade profissional do jornalismo. Diversas empresas anunciaram, recentemente, contratações numericamente expressivas para trabalho online, como AOL, Bloomberg e Yahoo!.

Leia mais sobre a pesquisa The State of the News Media (em inglês)

Sites de notícias lucram mais que jornais nos EUA, diz estudo

A internet cada vez mais incomoda a receita dos grandes grupos de mídia impressa.

O jornal de papel, como conhecemos, parece estar com os dias contados.

A média diária de exemplares vendidos nos EUA caiu de 62 milhões a 49 milhões desde que há 15 anos a Internet foi se tornando acessível a todos.

O ex-diretor de redação do Washington Post, hoje a cargo de investigar fórmulas digitais para reinventar o negócio do jornalismo, destaca o grande paradoxo que atravessa a imprensa mundial:

“Vivemos uma época horrível para os jornais, mas uma idade de ouro para o jornalismo. Os sítios da Internet dos grandes jornais diários registram um enorme crescimento do numero de leitores”.
O Editor


Leitores já preferem a internet, que vem ganhando espaço rapidamente, segundo o instituto de pesquisa de mídia Pew Research Center.

Pela primeira vez, mais norte-americanos estão lendo notícias na Internet do que em jornais impressos. Com maior audiência, os veículos online também tiveram receita publicitária superior aos resultados dos jornais online nos Estados Unidos em 2010.

As afirmações são do estudo “State of the News Media”, elaborado pelo instituto de pesquisa Pew Research Center, que analisa tendências mundiais da mídia.

Entre os norte-americanos entrevistados, 46% disseram que preferem ler notícias em sites de Internet, enquanto 40% afirmam que têm preferência pelo jornal impresso.

“As pessoas estão gastando mais tempo com a notícia do que nunca.

Mas quando se trata da plataforma de leitura, a web está ganhando terreno rapidamente, enquanto outros setores estão perdendo”, diz o estudo, que está na oitava edição.

Veja também:

* Venda da “Newsweek” encerra uma era

* Crise acentua problemas estruturais dos jornais impressos

* Em ano de PIB recorde, circulação de jornais cresce 1,5%

* Procura por notícias na internet cresce 67% nos EUA

* AOL compra “The Huffington Post”

Acompanhando a tendência, a receita publicitária de jornais impressos caiu 6,4% nos Estados Unidos em 2010, passando a US$ 22,8 bilhões (R$ 38,2 bilhões). Nos últimos quatro anos, a queda foi de 46%.

Enquanto isso, o faturamento com publicidade dos sites de notícias cresceu 13,9% no ano passado e atingiu US$ 25,8 bilhões (R$ 43,2 bilhões).

“Pela primeira vez, mais dinheiro foi gasto com publicidade online do que com propagandas no jornal impresso”, diz o Pew Research Center.

“Enquanto menos norte-americanos estão lendo jornais impressos, mais estão usando celulares e computadores em formato tablet, como o iPad, para obter notícias e informações locais.”

Segundo o estudo, a circulação dos impressos caiu 5% nos dias da semana e 4,5% aos domingos.

A estimativa dos pesquisadores é que as receitas dos jornais fiquem estáveis ou caiam ligeiramente em 2010, depois de terem tido uma queda de 10% de 2003 a 2009.

Os pesquisadores também preveem o corte de empregos nos jornais impressos.

“Esperamos uma perda de cerca de 1.100 a 1.500 pessoas, ou 3% a 4% do total.” Enquanto isso, os veículos online estão contratando funcionários, segundo o estudo, que cita os sites AOL, Yahoo! e “The Huffington Post”, que foi comprado pela AOL por US$ 315 milhões (R$ 528 milhões).

fonte: IG

José Saramago e a Gripe Suína

Gripe suína
Abril 30, 2009 por José Saramago

…”Em 1966, por exemplo, havia nos Estados Unidos 53 milhões de suínos distribuídos por um milhão de granjas. Actualmente, 65 milhões de porcos concentram-se em 65.000 instalações. Isso significou passar das antigas pocilgas aos ciclópicos infernos fecais de hoje, nos quais, entre o esterco e sob um calor sufocante, prontos para intercambiar agente patogénicos à velocidade do raio, se amontoam dezenas de milhões de animais com mais do que debilitados sistemas imunitários.”

Estátua no México,Gripe SuínaEstátua em praça pública no México

…”No ano passado, uma comissão convocada pelo Pew Research Center publicou um relatório sobre a “produção animal em granjas industriais, onde se chamava a atenção para o grave perigo de que a contínua circulação de vírus, característica das enormes varas ou rebanhos, aumentasse as possibilidades de aparecimento de novos vírus por processos de mutação ou de recombinação que poderiam gerar vírus mais eficientes na transmissão entre humanos”.

…”A comissão alertou também para o facto de que o uso promíscuo de antibióticos nas fábricas porcinas – mais barato que em ambientes humanos – estava proporcionando o auge de infecções estafilocócicas resistentes, ao mesmo tempo que as descargas residuais geravam manifestações de escherichia coli e de pfiesteria (o protozoário que matou milhares de peixes nos estuários da Carolina do Norte e contagiou dezenas de pescadores).”

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