Ataque cibernético é ameaça para os Estados Unidos

Os que não são adeptos das teorias conspiratórias dizem que melhorias em sistemas de segurança em redes de computadores, aliadas a sistemas de redundância, monitoramento de softwares e a supervisão humana fazem com que seja virtualmente impossível que ataques digitais causem mortes em qualquer tipo de escala, seja ela grande ou pequena.

Ataques às redes informáticas deixaram de ser um crime individual e transformaram-se numa séria ameaça que pode paralisar o funcionamento de países inteiros. No dia 25 de Outubro, representantes da Comissão Europeia apresentaram as suas propostas para pôr fim a este problema, numa audição realizada pela subcomissão parlamentar da Segurança e da Defesa.

Três casos que exemplificam o problema:
Em 2007, durante o período de tensão com a Rússia, ocorreram ataques reiterados aos sítios das instituições públicas e meios de comunicação social da Estônia.
Em 2008, o site do governo e do presidente da Georgia  esteve inoperacional durante a guerra da Ossétia do Sul.
Em Março de 2009, os sistemas tecnológicos de informação de governos e organizações privadas de 103 países foram atacados por uma rede que extraía documentos de natureza confidencial.

A Comissão Européia que estuda o assunto alerta para o impacto econômico que ataques cibernéticos podem provocar.
“Os ataques cibernéticos podem ter consequências econômicas nefastas: em caso de falha numa Infra-estrutura de Informação Crítica pode equivaler a perdas de 250 mil milhões de dólares norte-americanos.
Os estudos indicam que existe uma probabilidade de 10% a 20% de uma ocorrência dessa natureza nos próximos 10 anos.”
O Editor


EUA veem ameaça de ataque cibernético no futuro
O Departamento de Defesa dos EUA estima que mais de 100 organizações de inteligência estrangeiras já tentaram hackear o acesso às redes do país.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Os Estados Unidos enfrentarão uma grande ameaça das cibertecnologias no futuro, o que exigirá coordenação entre setores civis e militares para proteger redes de um ataque, afirmou o secretário de Defesa Robert Gates nesta terça-feira.

‘Creio que há uma grande ameaça futura. E há uma considerável ameaça atualmente’, disse Gates durante evento do Wall Street Journal. ‘E é essa a realidade que nós todos enfrentamos’.

O Departamento de Defesa dos EUA estima que mais de 100 organizações de inteligência estrangeiras já tentaram hackear o acesso às redes do país. Todos os anos, também são hackeados dados de agências do governo, de empresas e de universidades, segundo autoridades.

Os principais fornecedores do Pentágono – incluindo Lockheed Martin, Boeing e Northrop Grumman – estão investindo no crescente mercado global de cibertecnologia, estimado em até 140 bilhões de dólares por ano.

Gates afirmou que o exército norte-americano já progrediu significativamente na proteção de seus sites e trabalha com parceiros do setor privado para incluí-los na iniciativa.

Entretanto, como permitir que o conhecimento do Pentágono seja aplicado para proteger a infraestrutura doméstica pode ser uma questão complicada por razões legais, que incluem preocupações com liberdades civis.

‘O ponto-chave é que a única defesa que os EUA têm contra outros países e possíveis ameaças no ambiente cibernético é a Agência Nacional de Segurança’, disse Gates, referindo-se à unidade do Departamento de Defesa que protege informações e redes de segurança nacional e intercepta comunicações externas.

G1/Reuters

Pedofilia e Internet. Funcionários do Pentágono fizeram download de pornografia infantil

Funcionários compraram e fizeram download de pornografia infantil, diz Pentágono.
Documento foi divulgado pelo órgão norte-americano nesta sexta (23).
Relatório ressalta que violação pôs em risco a segurança nacional dos EUA.

Vários funcionários do Pentágono, alguns dos quais violando regras de segurança, compraram e fizeram download de pornografia infantil em algumas ocasiões em computadores do Governo, segundo uma investigação.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Parte das conclusões da pesquisa, que se prolongou por vários anos, está contida em um documento de 94 páginas divulgado nesta sexta-feira (23) pelo Pentágono.

O relatório assinala que alguns desses funcionários trabalhavam para algumas das agências que lidam com os segredos mais confidenciais do governo norte-americano, inclusive a Agência de Segurança Nacional.

O documento ressalta ainda que os funcionários puseram em perigo o Departamento de Defesa, o Exército e a segurança nacional ao pôr em risco sistemas informáticos, instalações militares e autorizações de segurança.

Segundo o “Boston Globe“, o primeiro a relatar os resultados do inquérito nesta sexta, alguns dos envolvidos foram processados, enquanto outros casos permanecem “no limbo” ou tiveram as acusações retiradas, por falta de provas suficientes.

Como muitos detalhes importantes foram “camuflados” nos documentos, é impossível determinar quantas pessoas com vínculos com o Pentágono foram formalmente acusadas ou são suspeitas de receber pornografia inantil.

O inquérito federal sobre trabalhadores do círculo militar é parte de um amplo esforço iniciado em 2007 sob o codinome “Operação Flicker“, que já identificou mais de 5 mil pessoas que tiveram acesso a sites de pornografia infantil.

A compra de pornografia infantil é um crime nos Estados Unidos e o acesso à mesma em um computador do governo representa também uma violação das leis sobre o uso de propriedade pública.

G1

Pentágono é invadido por Crackers que roubam projeto de US$ 300 milhões

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F-35 Lightning II, máquina de guerra mais cara já projetada pelo Pentágono, foi alvo de roubo por crackers. (Foto: Divulgação)

Crackers levaram dados sobre construção do caça F-35 Lightning II.
Segundo ‘Wall Street Journal’, ataques podem ter sido feitos da China.

Um grupo de crackers invadiu os sistemas de computação do Departamento de Defesa dos Estados Unidos e copiou informações sobre a construção do caça F-35 Lightning II, o mais caro projeto já conduzido pelo Pentágono.

De acordo com o “Wall Street Journal”, os piratas copiaram informações que, em teoria, poderiam ensinar militares de outros países a se defender do avião, também conhecido como Joint Strike Fighter, cujo projeto está orçado em US$ 300 milhões

Ex-oficiais do governo americano ouvidos pelo “Wall Street Journal” afirmam que os ataques aparentemente foram feitos a partir da China, embora não seja possível afirmar com precisão a identidade dos crackers. Também não é possível estimar, por enquanto, os danos ao projeto e o provável risco de segurança criado pelo roubo de informações.

Segundo o jornal americano, os invasores conseguiram baixar um grande volume de dados sobre o avião, mas as informações mais críticas não foram atingidas. Partes mais importantes do projeto são armazenadas em computadores que não estão ligados em rede.

O F-35 Lightning II, construído por um consórcio liderado pela Lockheed Martin, é dotado de um software composto por mais de 7,5 milhões de linhas de código-fonte. O programa é três vezes mais complexo do que o utilizado em outros aviões de combate modernos.

Rede elétrica
No dia 8, o “Wall Street Journal” já havia revelado que espiões entraram na rede elétrica dos Estados Unidos e deixaram nela alguns softwares que poderiam ser usados para prejudicar o sistema.

Os crackers vieram da China, Rússia e outros países. Acredita-se que sua missão fosse investigar o sistema elétrico dos EUA e seus controles, informou o jornal, citando antigos e atuais dirigentes dos serviços de segurança norte-americanos.

Os intrusos não tentaram danificar a rede elétrica ou outros elementos cruciais de infraestrutura, mas os funcionários disseram que poderiam fazê-lo durante uma crise ou guerra. “Os chineses tentaram mapear a nossa infraestrutura, como a rede elétrica. Os russos também”, disse um funcionário dos serviços de inteligência ao jornal.

do G1