Cuidado com o pen drive ‘assassino’

tecnologiausb-killervirussegurancpainternetdadosEstá à venda um novo dispositivo que, ao ser conectado à porta USB de qualquer equipamento, destrói o aparelho.

Vivemos tempos incertos em relação à segurança de nossos equipamentos e à privacidade do usuário.

A ameaça vem agora na forma de um dispositivo, um pen drive aparentemente inocente que, no entanto, pode inutilizar qualquer computador de maneira definitiva em questão de segundos.

O dispositivo foi batizado com um nome bem sugestivo: USB Killer (assassino de USB); acaba de ser colocado à venda no mercado, e os estoques estão esgotados.
[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]

Como esse dispositivo funciona exatamente? Do tamanho e formato de um pen drive, o USB Killer, quando conectado a uma porta USB, acumula parte da carga elétrica do próprio equipamento ao qual está conectado em capacitores e, em seguida, envia de volta essa carga de uma vez, danificando o computador.

Há duas más notícias neste particular dispositivo: a primeira é que repete esse ciclo de carregar e descarregar até que seja fisicamente desconectado do equipamento atacado, e a segunda é que qualquer dispositivo equipado com uma porta USB pode ser uma vítima potencial do USB Killer.

Seus criadores são um grupo de especialistas em segurança digital de Hong Kong e, aparentemente, a intenção do projeto é positiva. O USB Killer nasceu inicialmente, em 2015, como um dispositivo voltado para os fabricantes de computadores como uma ferramenta para checar a segurança dos produtos comercializados.

A ideia parecia nobre: a empresa venderia esses dispositivos de teste com o objetivo de permitir que os fabricantes reforçassem a segurança dos equipamentos, mas a verdade é que o interesse por eles diminuiu rapidamente, e hoje em dia, apenas um fabricante, a Apple, conta em seus computadores com um sistema que evita esse tipo de ataque.

“Pelo que pudemos verificar”, escrevem os criadores do USB Killer em seu blog, “à exceção da Apple, os demais fabricantes optaram por não proteger os seus usuários”. O projeto, que foi lançado com muita força e grandes perspectivas de futuro, veio subitamente por água abaixo com a aparente recusa por parte dos fabricantes de checar o grau de proteção apresentado por seus equipamentos com o uso desse dispositivo.

Esse grupo de empreendedores, porém, longe de jogar a toalha, decidiu promover uma virada inesperada: se os fabricantes os ignoravam, eles passariam essa ferramenta para as mãos dos próprios consumidores.

Acaba de ser lançado, e os estoques já estão esgotados

Mais uma vez, a abordagem parecia louvável: o próprio usuário poderia testar o seu equipamento para ver se ele é capaz de aguentar um ataque desse tipo. No entanto, parece evidente que nenhuma pessoa, em sã consciência, irá atacar os seus computadores para ver se o seu fabricante os protegeu ou não.

Enquanto se discute o aspecto ético deste empreendimento, seus criadores se adiantam às críticas argumentando que o seu produto visa a aprimorar a segurança e não a destruir equipamentos e comparando o seu eventual mau uso com o que se pode fazer com qualquer outro objeto, como “um martelo ou um tijolo”.

Os criadores se adiantam às críticas argumentando que seu produto visa a aprimorar a segurança e não a destruir equipamentos

De toda maneira, o USB Killer já está à venda a um preço de 49,95 euros (183 reais), embora os estoques não poderão ser repostos até meados deste mês. Resta saber se esse lançamento irá provocar alguma reação da parte dos fabricantes e se estes se disporão a proteger seus equipamentos diante desse tipo de ataque.
José Mendiola Zuriarrain/Elpais

Tecnologia: Pendrive ‘assassino’ frita computador em apenas alguns segundos

Pendrive,Vírus,Tecnologia,Blog do MesquitaVocê chega à sua mesa no trabalho e se depara com um pendrive sobre o teclado. Liga seu computador, espeta o aparelho no USB para ver o que há dentro dele, e de repente seu PC não funciona mais.

Você pode ter sido vítima de uma das pegadinhas mais cruéis que a tecnologia pode oferecer: o USB Killer.

O dispositivo foi revelado ao mundo em março deste ano pelo pesquisador russo conhecido como “Dark Purple”, e agora ganhou uma nova versão ainda mais mortal. Segundo seu criador, O USB Killer 2.0 é capaz de fritar praticamente qualquer dispositivo com uma interface USB.

O aparelho se disfarça como um pendrive, mas ele não tem o menor intuito de guardar arquivos.

Sua única função é armazenar energia para descarregá-la de volta no computador (ou outro dispositivo com porta USB), potencialmente queimando a máquina.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

A nova versão usa o dobro da tensão do que a anterior para fazer seu estrago. Você pode vê-lo em ação abaixo:

O texto original explicava que, ao conectar o aparelho na porta USB do computador, um conversor DC/DC invertido carrega os capacitores a -110 volts (agora a -220 volts).

Ao chegar nessa medida, o conversor é desligado, ao mesmo tempo que é aberto um transistor que descarrega a tensão na porta USB. Quando a carga fica baixa, o conversor volta a funcionar, até que o estrago esteja completo.

A explicação acima pode parecer muito técnica, mas o resumo da obra é simples. Em termos leigos, o aparelhinho acumula carga do computador e descarrega de volta no computador com o intuito de queimar tudo que for possível.

Ao devolver a tensão para a fonte de energia, o USB Killer é capaz de queimar o processador e a placa-mãe do computador.

No entanto, é improvável que o HD seja afetado, o que significa que o processo não é o mais indicado para quem tem a intenção de eliminar informações de um computador.

Fonte: Olhar Digital / Via Mashable

O Pendrive

por: Eduardo G. Souza

Haroldo tirou o papel do bolso, conferiu a anotação e perguntou à balconista: “- Moça, vocês têm pendrive?”

“- Temos, sim.” Respondeu a balconista.

“- O que é pendrive? Pode me esclarecer? Meu filho me pediu para comprar um.”

“- Bom, pendrive é um aparelho em que o senhor salva tudo o que tem no computador.”

“- Ah, É como um disquete…”

“- Não. No pendrive o senhor pode salvar textos, imagens e filmes. O disquete, que nem existe mais, só salva texto.”

“- Ah, tá bom. Vou querer um.”[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

“- Quantos gigas?” Perguntou a balconista.

“- Hein?”

“- De quantos gigas o senhor quer o seu pendrive?”

“- O que é giga?” Perguntou Haroldo.

“- É o tamanho do pen.”

“- Ah, tá. Eu queria um pequeno, que dê para levar no bolso sem fazer muito volume.”

“- Todos são pequenos, senhor. O tamanho, aí, é a quantidade de coisas que ele pode arquivar.”

“- Ah, tá. E quantos tamanhos têm?”

“- Oito, dezesseis, trinta e dois, sessenta e quatro, cento e vinte e oito gigas…”

“- Hmmmm, meu filho não falou quantos gigas queria.”

“- Neste caso, o melhor deve levar o maior.”

“- Sim, eu acho que sim. Quanto custa?”

“- Bem, o preço varia conforme o tamanho. A sua entrada é USB?” Perguntou a balconista.

“- Como?” Pergunto atônito Haroldo.

“- É que para acoplar o pen no computador, tem que ter uma entrada compatível.”

“- USB não é a potência do ar condicionado?”

“- Não, potência de ar condicionado é BTU.” Respondeu a Balconista.

“- Ah! É isso mesmo. Confundi as iniciais. Bom, sei lá se a minha entrada é USB.”

“- USB é assim ó: com dentinhos que se encaixam nos buraquinhos do computador. O outro tipo é este, o P2, mais tradicional, o senhor só tem que enfiar o pino no buraco redondo. O seu computador é novo ou velho? Se for novo é USB, se for velho é P2.”

“- Acho que o meu tem uns dois anos. O anterior ainda era com disquete. Lembra do disquete? Quadradinho, preto, fácil de carregar, quase não tinha peso. O meu primeiro computador funcionava com aqueles disquetes do tipo bolacha, grandões e quadrados. Era bem mais simples, não acha?”

“- Os de hoje nem têm mais entrada para disquete. Ou é CD ou pendrive.”

“- Que coisa! Bem, não sei o que fazer. Acho melhor perguntar ao meu filho.”

“- Que tal o senhor ligar pra ele?” Sugeriu a balconista.

“- Bem que eu gostaria, mas meu celular é novo, tem tanta coisa nele que ainda nem aprendi a discar direito.” Confidenciou meio sem jeito Haroldo.

“- Deixa eu ver. Poxa, um Smarthphone! Este é bom mesmo! Tem Bluetooth, woofle, brufle, trifle, banda larga, teclado touchpad, câmera fotográfica, flash, filmadora, rádio AM/FM, TV digital, dá pra mandar e receber e-mail, torpedo direcional, micro-ondas e conexão wireless…” Falou empolgada a balconista.

“-Blue… Blue… Bluetufe? E micro-ondas? Dá prá cozinhar com ele?” Perguntou meio confuso Haroldo.

“- Não senhor. Assim o senhor me faz rir. É que ele funciona no sub-padrão, por isso é muito mais rápido.”

“- Pra que serve esse tal de blutufe?” Haroldo, confuso, balançou a cabeça.

“- É para um celular comunicar com outro, sem fio.” Explicou a balconista.

“- Que maravilha! Essa é uma grande novidade! Mas os celulares já não se comunicam com os outros sem usar fio? Nunca precisei fio para ligar para outro celular. Fio em celular, que eu saiba, é apenas para carregar a bateria…”

“- Não, já vi que o senhor não entende nada, mesmo. Com o Bluetooth o senhor passa os dados do seu celular para outro, sem usar fio. Lista de telefones, por exemplo.”

“- Ah, e antes precisava fio?”

“- Não, tinha que trocar o chip.” Disse a balconista.

“- Hein? Ah, sim, o chip. E hoje não precisa mais chip?” Questionou Haroldo sem entender.

“- Precisa, sim, mas o Bluetooth é bem melhor.”

“- Legal esse negócio do chip. Então o meu celular tem chip?”

“- Lógico… Hoje todos tem… Sim, tem chip.”

“- Mas se tem bluetufe… O que faço com o chip?”

“- Se o senhor quiser trocar de operadora, portabilidade, o senhor sabe…”

“- Ah, sim, portabilidade, não é? Claro que sei. Não ia saber uma coisa dessas, tão simples? Imagino, então que para ligar tudo isso, no meu celular, depois de fazer um curso de dois meses, eu só preciso clicar nuns duzentos botões…”

“- Nããão! É tudo muito simples, o senhor logo apreende. Quer ligar para o seu filho? Qual é o número dele? Agora é só teclar, um momentinho… Agora é só apertar no botão verde… pronto, está chamando.”

Haroldo segura o celular com as pontas dos dedos, temendo ser levado pelos ares, para um outro planeta.

“- Oi filhão, é o papai… Sim… Me diz, filho, o pendrive é de quantos… Como é mesmo o nome? Ah, obrigado, quantos gigas? Sessenta e quatro gigas está bom? Ótimo… E tem outra coisa, o que era mesmo? Ah, nossa conexão é USB? É? Que loucura… Então tá, filho, papai está comprando o teu pendrive… De noite eu levo para casa.”

Haroldo devolveu o celular para balconista, que desligou o aparelho.

“- Que idade tem seu filho?” Perguntou a balconista.

“- Vai fazer dez em março.” Respondeu orgulhoso Haroldo.

“- Que gracinha…” Disse encantada a balconista.

“- É moça, ele é muito esperto… Bem vou levar um de sessenta e quatro gigas, com conexão USB.”

“- Certo senhor… Quer embrulhar para presente?”

Mais tarde, no escritório, Haroldo examinou o pendrive, um minúsculo objeto, menor do que um isqueiro, capaz de gravar filmes! “Onde iremos parar?” Pensou. Olhou, com receio, para o celular sobre a mesa. “Máquina infernal” Pensou. Tudo o que ele queria era um telefone, para discar e receber chamadas. E tem, nas mãos, um equipamento sofisticado, tão complexo que ninguém que não seja especialista ou tenha a infelicidade de ter mais de quarenta, saberá compreender.

Em casa, ele entrega o pendrive ao filho e pede para ver como funciona. O garoto insere o aparelho e na tela abre-se uma janela. Em seguida, com o mouse, abre uma página da internet, em inglês. Seleciona umas palavras e um ‘havy metal’ infernal invade o quarto e

os ouvidos de Haroldo. Um outro clique e, quando a música termina, o garoto diz: “- Pronto, pai, baixei a música. Agora eu levo o pendrive para qualquer lugar e onde tiver uma entrada USB eu posso ouvir a música. No CD do carro, por exemplo.”

“- O CD do carro tem entrada USB?”

“- É lógico. Claro que tem Pai.”

“- É? Quer dizer que eu posso gravar músicas num pendrive e ouvir no carro?”

“- E só, se o senhor não quiser, baixar direto da internet e gravar no pendrive…”

Naquela noite, antes de dormir, deu um beijo em Clarinha e disse: “- Sabe que eu tenho Bluetufe no celular?”

“- Como é que é?” Perguntou Clarinha.

“- Bluetufe… Não vai me dizer que não sabe o que é?”

“- Não enche, Haroldo, vamos dormir…”

“- Meu bem, você lembra como era boa a vida, quando telefone era telefone, gravador era gravador, toca-discos tocava discos e a gente só tinha que apertar um botão, para as coisas funcionarem?”

“- Claro que lembro, Haroldo. Hoje é bem melhor, né?”

“- É… Várias coisas numa só, até Bluetufe você tem… E conexão USB também.”

“- Que ótimo, Haroldo, meus parabéns… Mas vamos dormir.”

“- Clarinha, com tanta tecnologia a gente envelhece cada vez mais rápido. Fico doente de pensar em quanta coisa existe, por aí, e que nunca vou usar.” Continuou Haroldo atrapalhando o sono de Clarinha.

“- Ué? Por quê?” Perguntou Clarinha curiosa.

“- Porque eu recém tinha aprendido a usar computador e celular e tudo o que sei já está superado…”

“- Ah… Por falar nisso temos que trocar nossa televisão.” Falou Clarinha.

“- Ué? A nossa estragou?” Perguntou surpreso Haroldo.

“- Não… Mas a nossa não tem “full HD”, “Suporte Bluetooth/Wifi”, tecla SAP, “slowmotion”, “tela widescreen”, “conexões HDMI, RGB e USB” e reset…”

“- Tudo isso?” Haroldo ficou perplexo.

“- Tudo!” Balançou a cabeça afirmativamente Clarinha.

“- A nova vai ter até bluetufe?” Perguntou incrédulo Haroldo.

“- Boa noite, Haroldo, vamos dormir que eu não aguento mais…” Disse Clarinha virando de lado.

Haroldo dormiu é sonhou estar cercado de botões, conexões, pendrives, celulares, TVs…

(A personagem é fictícia, mas pode ser algum de nós, ou alguém que nasceu antes dos anos 70 a 80).