Tópicos do dia – 04/02/2012

09:18:34
Dilma, demissão de ministros e Recursos Humanos
Fosse gerente de RH em uma empresa qualquer da iniciativa privada, Dona Dilma já teria sido demitida por incompetência na seleção e recrutamento de gerentes. Ou não?
Palocci, Alfredo Nascimento, Wagner Rossi, Pedro Novais, Orlando Silva, Carlos Lupi, Mário Negromonte, e um Aguinaldo a caminho da lixeira da pretensa faxineira.

09:27:32
Dilma, Cuba e Guantánamo
Impressiona, na visita de Dilma a Cuba, como algumas pessoas notáveis aqui no Brasil ainda não aceitam, a esta altura do campeonato, a democracia como um valor universal. Todo mundo tem o direito de ir e vir, divergir, de se reunir, protestar ou militar num partido que não seja o único do pedaço. Além disso, o desrespeito aos direitos humanos é hediondo, seja em Guantânamo ou Havana.
Ancelmo Gois

09:47:10
Hackers e Bancos
Sistema de pagamentos da Redecard falha em dia de ataque hacker
O sistema de pagamentos da credenciadora de cartões Redecard ficou fora do ar durante parte desta sexta-feira, 3, causando transtornos e prejuízos, segundo relatos de empresas e consumidores. O dia foi marcado por mais uma onda de ataques cibernéticos a sites de instituições financeiras e entidades, todos de autoria do grupo Anonymous.

A Redecard admite que sua página na internet apresentou intermitência ao longo do dia “em função de uma sobrecarga de acessos”, mas nega que o fato tenha interferido na funcionalidade das transações da rede de pagamentos. A credenciadora afirma ainda que não houve o comprometimento da segurança dos dados dos clientes.

O site de compras coletivas Peixe Urbano foi uma das empresas afetadas. Em nota, a companhia diz que o link para pagamento via Redecard ficou intermitente nesta sexta-feira. O impacto, segundo o site, foi minimizado pelo fato de os usuários terem outras formas de transação disponíveis.

Durante a tarde, o Twitter do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) do Peixe Urbano orientou os clientes a usarem outros meios de pagamento, uma vez que “toda a Redecard está fora do ar”, segundo escreveu a empresa no microblog.
Bianca Pinto Lima/Estadão.com.br 


[ad#Retangulo – Anuncios – Duplo]

Facebook lança serviço de compras coletivas

O Facebook Deals, disponível para teste em apenas cinco cidades americanas, é o mais novo concorrente do Groupon nos Estados Unidos

O Facebook lançou nesta terça-feira (26) o Deals, o aguardado serviço de compras coletivas da rede social, em cinco cidades americanas: Atlanta, Austin, Dallas, San Diego, e São Francisco.

Com isso, a empresa de Zucerberg entra em um mercado bastante saturado, liderado nos Estados Unidos pelas jovens empresas Groupon e LivingSocial.

Mas mesmo saturado, é um mercado atrativo.

O Groupon é uma das empresas de maior sucesso da internet americana: foi lançado em novembro 2008 com uma proposta bem simples – ofertas diárias por email de compras coletivas – e pouco mais de dois anos depois está se preparando para uma oferta pública de ações de US$ 25 bilhões.

O maior problema do Groupon era que o serviço de compras coletivas é fácil de copiar.

O Brasil é um exemplo: depois do Peixe Urbano, pioneiro no país, a internet brasileira foi tomada por dezenas de serviços do tipo.

Mas agora o problema é maior: o Facebook adicionou um novo elemento: compras coletivas sociais.

O Deals deve ser mais focado em coisas que possam ser feitas com mais pessoas – nada como descontos em massagens ou outros tipos de promoções comuns nas compras coletivas por email – e vai ser possível compartilhar os eventos com os amigos.

Por exemplo: comprar um ingresso para um show com desconto e publicar no mural para os amigos também comprarem ingressos para aquele show.

Não há previsão para que o serviço chegue ao Brasil.

Revista Época

A febre das compras coletivas

De uma hora para outra os sites de compras coletivas apareceram e, tão rápido quando surgiram, tornaram-se um sucesso instantâneo na rede, dada a sua divulgação viral.

Clickon, Grupon, Peixe Urbano, já são mais de 250 empreendimentos semelhantes, só no Brasil.

Provavelmente você faz parte de algum e talvez até já tenha comprado alguma coisa. Mas será que o negócio realmente é bom? Ou, perguntando de outra forma, é bom para quem?

No recente To Groupon or Not To Groupon: New Research on Voucher Profitability (link para o paper no final do texto), Edelman, Jaffe e Kominers questionam o resultado destas ofertas avaliando sua lucratividade segundo dois aspectos: discriminação de preços (oferecer preços diferentes a grupos distintos de clientes, como fazem as companhias aéreas) e publicidade (divulgação em massa um estabelecimento através da oferta).[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Ora, atrair novos clientes com base em descontos torna-se um bom negócio quando este cliente retorna e paga o preço cheio. Mas este raramente é o caso, conforme conta Utpal M. Dholakia no excelente Why Employees Can Wreck Promotional Offers.

Segundo pesquisa realizada por Dholakia com 150 estabelecimentos que usaram os seviços do Groupon entre Junho de 2009 e Agosto de 2010, “a maioria dos usuários está apenas atrás das ofertas, sentem-se no direito de ter um tratamento especial, não gastam mais do que o preço da oferta e não deixam gorjeta”.

Tal comportamento, como se é de esperar, tem impacto direto no elo mais fraco da cadeia: os funcionários.

Boa parte dos estabelecimentos que participam destas ofertas anunciam itens não muito populares, como peeling de diamante, mergulho autônomo ou passeios de helicóptero. São, portanto, negócios com pouca experiência com o tipo de público atraído e, consequentemente, despreparados para lidar com o volume de procura que acabam atingindo.

O resultado é um descasamento entre o que podem oferecer e o que o cliente espera, podendo causar descontentamento para ambos os lados. Mas será que isso não é previsível?

Pela inexperiência, os lojistas são incapazes de prever como um fluxo acima da média pode afetar seu negócio. Seus funcionários ficam ressentidos com o trabalho extra (sem a gorjeta extra, como dito antes) e não vêm sentido em vender serviços e mercadorias por um preço tão baixo. Assim, é improvável que ofereçam uma experiência positiva para o cliente.

Vai ser ruim, mas vai ser bom…

Como será que um restaurante acostumado com uma lotação típica de 60% atenderá seus clientes quando suas mesas ficarem 100% ocupadas por semanas a fio, ainda mais com pessoas que não costumam frequentar este tipo de ambiente? Será que os garçons aguentam? Terão estoques suficientes? A cozinha dará conta da demanda, com a mesma qualidade?

Dholakia sugere que os donos dos estabelecimentos precisam se preparar para que o tiro não saia pela culatra. Devem buscar, por exemplo, alternativas para compensar o trabalho a mais e as gorjetas a menos, de forma a obter o buy-in antecipado do seu quadro funcional para aumentar as chances de sucesso da promoção.

Outro cuidado que devem ter é evitar que repetidos descontos deteriorem a imagem do serviço, trocando um grande número de clientes no curto prazo pela desvalorização de sua marca no longo prazo. Preços baixos, ainda que promocionais, tendem a estabelecer novos patamares de preços dificultando a volta à tabela tradicional.

Caso contrário os sites de compras coletivas correm o risco de ser um serviço que apenas desmascara estabelecimentos que praticam margens de lucro exorbitantes.
Veja aqui o paper de Edelman, Jaffe e Kominers (em pdf).

fonte: The New Yorker