Sob FHC, também houve ‘corrupção organizada’

Em depoimento à força-tarefa da Lava Jato, o petrodelator Nestor Cerveró disse que Delcídio Amaral recebeu propinas de US$ 10 milhões quando era diretor de Óleo e Gás da Petrobras, no governo FHC. 

Incomodado, Fernando Henrique Cardoso subiu no caixote do Facebook para gritar: “Se houve algo durante o meu governo, foi conduta imprópria do Delcídio, não corrupção organizada, como agora.”

Hummm… Não é bem assim.

Os fatos demonstram que o petismo realmente exagerou. Enxergou o poder como um favo de mel. Enfiou os dedos. Lambeu-os com gosto. Por algum tempo, desfrutou de todas as dádivas do mundo. Hoje, foge das abelhas.

Mas FHC sabe que a corrupção no seu governo não foi ocasionada pela conduta imprópria de personagens obscuros. Apenas para refrescar a memória do ex-presidente tucano, cabe citar o caso Sudam.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Sob FHC, quem dava as cartas na Sudam era Jader Barbalho (PMDB-PA), hoje um aliado do petismo. No auge do escândalo, que terminou com a cassação do mandato do personagem, Jader contratou a consultoria Boucinhas & Campos para provar que seu patrimônio pessoal não era de R$ 30 milhões, como se noticiava.

Tinha razão. A Receita Federal descobriria depois que essa cifra correspondia apenas à multa devida por Jader.

O patrimônio era maior.

À Receita, Jader alegou que sua prosperidade resultava sobretudo do suposto êxito que obtevera como agronegociante. Para o fisco, o sucesso estava escorado em informações falsas. Minuciosos, os auditores chegaram a bater à porta de supostos compradores de gado da Fazenda Rio Branco, de Jader.

Entre as imposturas corroboradas pelo Fisco estava a hipotética compra, em 1998, de uma fazenda no Pará.

Pertencia a José Osmar Borges, a quem Jader teria pago R$ 600 mil, em três parcelas. Os auditores não encontraram vestígio do trânsito do dinheiro. Ou seja, Jader teria recebido a propriedade de presente. O mimo media 6 mil hectares.

Dono de três CPFs, controlador de seis empresas, Osmar Borges foi acusado de desviar mais de R$ 100 milhões em incentivos fiscais da Sudam.

Boa parte liberada por afilhados de Jader, que FHC acomodora barbalhamente nos fundões da administração tucana.

Se a memória lhe falhar, FHC pode tocar o telefone para o governador do Mato Grosso, Pedro Taques.

Recém-filiado ao PSDB, Taques era, na época da gestão tucana, procurador da República.

Ajudou a varejar a Sudam. Jader, por Barbalho, chegou a ser algemado e preso. Passou poucas horas na cadeia. Eram tempos pré-Sérgio Moro.

Até por isso, a corrupção organizou-se.
Blog Josias de Souza

Eleições 2014: Marina Silva quem diria

Lobo Cordeiro Blog do MesquitaA politiqueira Marina Silva, a política melancia – verde por fora e vermelha por dentro – só queria um lugar para armar a fianga ¹ dela.

Fosse qual fosse o armador. Os Tapuias continuamos infelicitados por essa súcia. Seja qual for o eleito ou reeleito – Dilma Mensalão, Aécio Tremsalão, o neo Collor pernambucano agora também fazendo parte da rede – estará nas mãos de Sarney, Renan e demais pulhas.

Nenhuma surpresa. Como todo político, D. Marina só queria um armador, qualquer um, pra armar sua fianga.

Da sustentabilidade para a oportunidade.

E seja quem for o eleito, ou reeleita, Sarney, Renan e demais membros da súcia continuaram infelicitando os Tapuias. É isso.

Tá tudo junto e misturado. Como sempre foi desde Cabral. Esse negócio de comunistas, socialistas, variantes cínicas, e outras porqueiras é somente para enrolar. A súcia é uma só.

Quem irá continuar mandando é a Avenida Paulista, acoitada por Sarney, Renan e outras “Canis lupus”.

Ps. 1 – Da série: “Eu não estou ficando louco”: Marina Silva, a “verdete”, no mesmo palanque com Ronaldo Caiado, o motosserra.

Ps. 2 – Pedro Taques.Se o juízo, no lugar do “fazemos qualquer negócio”, permeasse o interesse público.

¹ Fianga = Rede de dormir como é chamada em algumas regiões do nordeste.

Tópicos do dia – 12/07/2012

08:35:06
Sem imunidade, Demóstenes pode até ser preso.

O ex-senador Demóstenes Torres, que foi cassado por 56×19 votos, com cinco abstenções, perdeu com o mandato um bem precioso para alguém em sua situação: a imunidade. O processo retorna à primeira instância, em Goiás, e ele fica sujeito até a prisão, caso o juiz do caso considere necessário. Seus advogados estão tranqüilos: a prisão somente é aplicada no caso de o investigado ameaçar testemunhas, erro que o ex-senador, experiente operador do Direito, não cometeria.
coluna Claudio Humberto 

08:41:33
Demóstenes Torres e a cassação: as decisões estavam tomadas.

Foi triste, penosa e longa a reunião do Senado, ontem, quando da cassação do mandato de Demóstenes Torres. Menos pela presença constrangedora dele no plenário, bem como por sua emocionada defesa, mais pela repetição de todos os fatos que levaram à abertura do processo contra ele por quebra do decoro parlamentar. Os pronunciamentos de Humberto Costa, relator no Conselho de Ética, e de Pedro Taques, na Comissão de Constituição e Justiça, serviram para que eles contraditassem discursos anteriores de Demóstenes Torres.
Carlos Chagas/Tribuna da Imprensa

08:45:12
Agripino Maia: ‘Não sei que tipo de relação Morais tem com Cachoeira’.

O presidente do DEM, senador Agripino Maia (RN), afirmou com exclusividade à Coluna que ainda não conhece o suplente do senador cassado Demóstenes Torres, Wilder Morais (DEM), mas que espera que ele o procure nos próximos dias para tratar de sua posse no Senado. “Estimo que ele me procure nos próximos dias para cumprir as exigências e tomar posse”, afirmou. Agripino disse não temer o fato de Morais ser o ex-marido da mulher do bicheiro Carlinhos Cachoeira, Andressa Mendonça. Para o senador, isso é uma “questão privada” que não merece temor. “Eu acho que ele deve ter uma relação conflituosa hoje, já que é ex-marido da atual esposa [do Cachoeira]. Eu não sei que tipo de relação que ele teve ou tem com o Cachoeira, mas, se pesarem acusações, elas deverão ser esclarecidas”, disse. Ao comentar a cassação do senador Demóstenes Torres, Agripino garante: “do ponto de vista partidário, esse assunto se encerrou com o processo disciplinar”.
coluna Cláudio Humberto 

11:08:19
Desembargadora é acusada por PMs de desacato em blitz da lei seca.

Ela estava em carro dirigido por filha que foi parado na Avenida Paulista.
Mãe e filha dizem que policiais foram agressivos.
Uma blitz de trânsito terminou em confusão no fim da noite desta quarta-feira (11) na Avenida Paulista, em São Paulo.Segundo a Polícia Militar, uma motorista se recusou a fazer o teste do bafômetro. Ela e a mãe, que é desembargadora, teriam desacatado os policiais. Já as duas dizem que os policiais as agrediram.

A desembargadora Iara Rodrigues de Castro e a filha, a advogada Roberta Sanches de Castro voltavam de um show quando foram paradas pela PM em uma blitz da lei seca. A filha dirigia o carro.  Segundo os policiais, ela teria se recusado a fazer o teste do bafômetro. Houve uma discussão, que foi gravada com um celular por um policial.

Roberta teria chamado a blitz de “palhaçada” e perguntado aos policiais se eles sabiam com quem estavam falando.
Já a desembargadora afirma que a polícia foi agressiva. “Pediram documento, nós demos, simplesmente disseram ‘desce todo mundo do carro que nós vamos revistar’. Falei ‘não, cadê o mandado?’. Ele falou ‘ah, não vai deixar?

Vai passar pelo bafômetro então’”, contou a desembargadora. A filha disse então que não faria o bafômetro por não apresentar sinais de embriaguez. Ela também disse que foi para cima de um dos policiais porque ele agrediu sua mãe.
“O soldado da PM empurrou minha mãe, e eu peguei e fui para cima dele, porque ele bateu na minha mãe”, disse Roberta.
Mãe e filha prestaram depoimento na corregedoria da PM acusando os policiais de agressão.

Já os policiais foram até uma delegacia da Zona Oeste e registraram boletim de ocorrência contra as duas por desacato.
Em nota, a PM disse que os policiais foram desacatados e agredidos por mãe e filha. Mãe e filha foram encaminhadas ao Instituto Médico-Legal (IML) para fazer exames de corpo de delito. A PM registrou a ocorrência como autuação de recusa de alcoolemia e desacato.
G1 

11:47:51
Dispensa de visto para EUA vai depender do Brasil

Para dispensar os brasileiros de tirar visto para entrar nos Estados Unidos, o país vai precisar preencher os requisitos exigidos pelo governo norte americano, previstos em estatuto.

“Eu não posso negociá-los (os termos do estatuto)”, afirmou hoje a Secretária do Departamento de Segurança Interna dos EUA, Janet Napolitano. “O que estamos fazendo é trabalhando para ver quão perto o Brasil está de preencher os requisitos”, disse a secretária a empresários durante evento na Câmara Americana de Comércio Brasil-Estados Unidos (Amcham).
Perguntada, no entanto, ela não detalhou quais seriam esses requisitos.

Durante o discurso sobre as relações entre os dois países, Janet se referiu ao fato como a “possível” entrada do Brasil no programa de dispensa de vistos.
Ontem, ela esteve em Brasília e assinou uma Declaração Conjunta de Intenções com o Ministro da Relações Exteriores, Antônio Patriota, e o da Fazenda, Guido Mantega. O documento estabelece a criação de um grupo de trabalho para resolver como será feita a eliminação das atuais exigências.
Todo o processo ainda deve demorar: a primeira reunião ocorrerá em Washington até novembro deste ano.

A secretária de Segurança Interna deixou claro que abolir o visto é algo em que “todos estão interessados”. “Isso representa trabalho nos Estados Unidos”, afirmou.
Foi com essa tônica que o presidente Barack Obama primeiro mencionou a intenção de mudar as regras de entrada para brasileiros, em janeiro deste ano. O anúncio foi feito ao eleitorado da Flórida, estado norte-americano onde ficam os parques da Disney, destino de grande parte dos 1,8 milhão de brasileiros que a diplomacia norte-americana espera para este ano.
Desde então, os EUA tem feito esforços para agilizar também a emissão de vistos, prometendo para isso a abertura de mais dois consulados, um em Porto Alegre e outro em Belo Horizonte.
A secretária de Relações Governamentais da Amcham, Michelle Tchernobilsky, considera que a medida terá efeitos benéficos também nas relações comerciais entre os países. “Facilita o acesso de homens de negócios de lá para cá e nossos para lá. Não é só turismo”, afirmou.
A embaixada em Brasília e os três consulados dos EUA – no Rio de Janeiro, em São Paulo e Recife – emitiram 566 mil vistos entre janeiro e junho deste ano, 36% a mais que em 2011.
Marcos Prates/G1


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Tópicos do dia – 07/06/2012

11:34:58
Políticos, “amizades” imorredouras, juras de fidelidade e coligações.

Interessante. Aliás, trágico. Político apoia, sobe ao palanque, tira fotos de mãos dadas com o V da vitória, jura por todos os juros que aquele candidato é a última coca cola no deserto, para eleger alguém. Aí os interesses desandam, e o antes iluminado, agora não passa de um nomeador de postes. Um nada. São tão sinceros quanto jogador que beija escudo de time no dia da apresentação. Com tantas coligações interesseiras, apartadas de qualquer identidade programática e ideológica, e mudanças de partidos ao longo da história, como dar crédito aos discursos de rompimento? Lá na frente, voltam a dividir o mesmo palanque, se os interesses de momento forem imperativos ao projeto pessoal de cada um. E o povo…
Lembro que os antigos correligionários de um ex-governador do Ceará, trabalharam para eleger outros senadores, deixando aquele que os tirou do anonimato sem mandato no senado federal.

O mais lamentável dessas gangorras de alianças políticas, com afagos em um momento, e ataques furibundos em outros, é levar de roldão os simpatizantes desses políticos. Esses partidários, dessa ou daquela facção política, descartam antigas amizades em defesa de seus ídolos políticos. Lá na frente, interesses, novamente meramente pessoais, faz com que os antes adversários políticos se agreguem novamente para nova ascenção ao poder. E aí, os interesses políticos desses partidários podem até ser recuperados, mas os afetos maltratados não o serão nunca mais. Findarão sós, embora com séquitos.

16:16:39
O espírito de corpo e o Congresso Nacional
por Dora Kramer/O Estado de S.Paulo

Antes tarde do que nunca.
Na perspectiva do velho ditado, tome-se como louvável a decisão do presidente do Senado, José Sarney, de ceder à pressão da maioria dos líderes partidários e pôr na pauta de votação da próxima quarta-feira a proposta de emenda constitucional que acaba com o voto secreto em plenário para processos de cassação de mandatos.
O problema é que a realidade revela uma tendência forte a favor do “nunca” em detrimento do “antes tarde”.

Traduzindo: deixando ao curso da vontade majoritária, o Congresso prefere mesmo manter os votos dos parlamentares sob a proteção do sigilo. Não é um juízo precipitado nem leviano, mas antes baseado em fatos. E estes são os seguintes: há várias propostas em tramitação no Senado que nunca foram mexidas, há a decisão de Sarney movida a intenso constrangimento por causa do caso Demóstenes Torres e há uma emenda já votada em primeiro turno na Câmara desde setembro de 2006.

Aprovada, diga-se, sob a tensão do escândalo do mensalão, envolvimento de parlamentares com a chamada “máfia das sanguessugas” e da proximidade das eleições. Foram 383 voto a favor, 4 abstenções e nenhum contra.
Na época a Câmara fez a cena e se retirou do palco. Nunca mais tocou no assunto, deixando o processo sem conclusão.
Agora se houvesse genuína disposição do colegiado em acabar com o voto secreto bastaria que Câmara e Senado fizessem um acordo para a retomada daquela votação.

Argumenta-se que a proposta a ser votada pelos senadores na semana que vem dificilmente terá sua tramitação concluída a tempo de, se aprovada, valer para o julgamento de Demóstenes Torres previsto para julho, antes do recesso.
Haveria economia de tempo se, no lugar de começar do zero, o Congresso terminasse o que começou: a Câmara faria a votação em segundo turno e a emenda seguiria para o Senado.

Dos deputados, contudo, não se ouve palavra a respeito e no Senado tampouco se levanta essa possibilidade. Como se as duas Casas não fossem instâncias do mesmo Poder.
A sugestão do senador Pedro Taques para que cada um abra o voto espontaneamente pode, se passar pelo crivo da Justiça, representar uma saída circunstancial. Mas não é uma solução.

17:48:20
PT teme reflexo do julgamento do mensalão nas eleições municipais

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de começar a julgar o mensalão no dia 1º de agosto deste ano preocupa o comando do PT.
Dirigentes do partido ouvidos agora à noite pelo Blog já reconhecem de forma reservada que esse julgamento irá interferir diretamente nas eleições municipais desse ano.

“Não tem como proibir que esse julgamento seja usado contra o PT na campanha eleitoral”, constatou um dirigente do partido. Para os petistas, esse foi o pior calendário possível.
Isso porque os votos dos ministros serão dados a partir da segunda quinzena de agosto, justamente quando começa a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão.

Já entre advogados com trânsito no STF, a avaliação é de que – independente das versões – a divulgação do encontro em que o ex-presidente Lula teria pressionado o ministro Gilmar Mendes a adiar o julgamento do mensalão ajudou a blindar o Supremo de ações externas.
O reflexo disso foi o consenso na Casa em torno do calendário apresentado hoje.
blog do Camarotti/G1

 


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