Sala Social: Internet oculta – os segredos de um universo paralelo

Pedofilia,Dark Web,Internet,Blog do MesquitaMilhares de pedófilos estão usando a chamada dark web, (internet obscura, em tradução livre), para compartilhar, vender ou acessar imagens de crianças sofrendo abuso sexual.

Um britânico que disse ter fundado um desses sites disse à BBC que a página chegava a receber 500 visitantes por segundo.

Segundo ele, o site não está mais em funcionamento.
Em um relatório publicado neste ano, a agência de combate ao crime na Grã-Bretanha disse que criminosos estão cada vez mais se voltando para uma internet paralela, por onde passeiam de forma anônima, para realizar atividades ilegais.

No Brasil, “boa parte dos usuários são curiosos, que querem apenas ver o que existe por lá e ter a sensação de adentrar em um território da internet que é cercado de tabus”, disse o advogado e especialista em tecnologia e mídia Ronaldo Lemos, diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro (ITS Rio).

Segundo ele, uma fração menor de pessoas entra na dark web para praticar atividades ilícitas. E outra fração entra em busca de privacidade, de um canal de comunicação que não seja monitorado ou espionado.

A BBC Brasil conversou com a especialista em ciência da computação Juliana Freire, que faz pesquisas na New York University, nos Estados Unidos. Freire está prestes a embarcar em um projeto que deve revolucionar a forma como fazemos buscas na internet, permitindo, inclusive, que identifiquemos conteúdos “escondidos” na dark web.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

E apesar de sua determinação em conhecer e explorar os conteúdos desse universo, a pesquisadora não parece preocupada com a existência dessa internet obscura, fora do alcance das ferramentas de busca comuns – e das autoridades.

“Tráfico humano, pedofilia, essas coisas aconteciam. Pelo menos, se está lá e você consegue ver o conteúdo, você sabe que elas existem”.

Definições
A internet visível, ou surface web (internet de superfície), é uma porção minúscula de uma rede gigantesca, a deep web (internet profunda).

Esta rede profunda engloba bancos de dados cujo conteúdo não está indexado e, portanto, não pode ser acessado por ferramentas de busca como o Google.

Imagine, por exemplo, um site de venda de carros de segunda mão. As informações sobre os carros estão dentro do site, mas você só tem acesso a elas quando preenche um formulário dizendo que tipo de carro está procurando.

Também podemos incluir nessa web profunda uma porção da rede onde a publicação de conteúdos, bem como o acesso a eles, acontecem de forma anônima. Essa é a dark web, ou internet obscura.
A dark web inclui, por exemplo, redes como a Tor Network. Para acessá-la, é preciso baixar o Tor Browser. Esse browser torna o endereço do seu computador indetectável. Você viaja anônimo, tanto pela internet regular, quanto pela rede obscura.

Da mesma maneira, se você cria um site na rede Tor, o conteúdo fica lá, mas sua identidade não.
“Se crio um site, tenho de registrá-lo e criar um IP address, para identificação”, explica Freire. “Mas essas redes criam o IP address e ninguém sabe quem eu sou”.

Essa internet anônima é usada para todo tipo de atividade ilícita, como tráfico humano e tráfico de drogas.
Um desses sites, o supermercado de drogas Silk Road, operou na rede Tor durante mais de dois anos, até ser fechado pelo FBI.

Mas a Tor também é usada por militantes, intelectuais e outros grupos que precisam permanecer anônimos para sua segurança pessoal.

“No Irã, muitos usam o Tor para acessar a internet, na China acontece a mesma coisa”, diz Freire.

Passeio Perigoso?
A ideia de uma internet secreta, co-existindo com a rede visível, porém inacessível à maioria de nós, habitada por criminosos e libertários, parece coisa de ficção científica.
Freire diz que já passeou por essas terras sem lei. Não são necessariamente perigosas, ela diz. Mas contêm armadilhas onde podem cair os viajantes menos experientes.Pedofilia,Dark Web,Internet,Blog do Mesquita 2

“Já brinquei com isso. Fiz buscas sobre tráfico humano e não vi nada. Então, digitei a palavra cocaína e encontrei vários sites de venda. Mas meus colegas me disseram que muitos desses sites são armadilhas que o governo coloca lá para pegar você”.
“Você não sabe se é o governo ou se é um traficante de verdade – mas também é assim no mundo aqui fora”.

A rede profunda inclui, ainda, sites desativados que permanecem ali no cyber space, como prédios fantasma.
Alguns especialistas tentaram, ao longo dos anos, quantificar, dar uma dimensão à internet profunda. Os resultados variam. Em 2001, o acadêmico americano Michael K. Bergman publicou um estudo sugerindo que a deep web seria entre 400 e 550 vezes maior do que a internet de superfície e que ferramentas de busca convencionais estariam alcançando apenas 0,03% do total de páginas disponíveis.

Juliana Freire, no entanto, desconfia desses números.
“Alguns tentaram medir isso mas não consigo acreditar nos estudos mais recentes que li, não estou convencida. É difícil de estimar o tamanho dessas coisas”.

Desafio
E à medida que a internet cresce e se transforma, cresce também o desejo de cientistas como Juliana Freire de explorá-la. Governos e autoridades, por outro lado, querem domá-la.
Até 2011, Freire trabalhava para a University of Utah, em Salt Lake City. Lá, esteve envolvida no projeto Deep Peep, que se propunha a desenvolver ferramentas para indexar conteúdos armazenados em bancos de dados na internet profunda.

“A ideia era indexar todos esses bancos de dados para que a gente pudesse ter acesso a eles usando um sistema de buscas comum, como o Google”, explica Freire.
“Uma ferramenta como essa é útil se você está interessado em conteúdos que vêm de fontes diferentes”. Ou seja, ela evita que você tenha de entrar individualmente em cada um dos sites para procurar a informação. Fazendo um paralelo, Freire cita sites de comparação de preços, que coletam dados de várias empresas oferecendo um determinado serviço.

“Encontrar os dados necessários para sites de comparação, e para engenhos de busca verticais, requer um processo laborioso. O nosso objetivo era criar uma forma mais rápida, eficiente e automática de descobrir os sites que serviam de ponto de entrada para bancos de dados online”.
Parte da tecnologia usada no Deep Peep foi patenteada pela University of Utah.

Agora, Freire se prepara para um novo desafio. Ela é uma entre vários pesquisadores participando do programa Memex, a convite da Defense Advanced Research Project Agency (Darpa), uma agência do Exército americano.

O programa tenta criar um novo paradigma para buscas na internet, explica Freire.
“Grupos foram convidados a criar um conjunto de ferramentas que nos permitam fazer buscas sob medida. Por exemplo, estou interessada em um tópico e quero fazer uma busca na internet profunda. Então eu digo, me faz uma busca e um relatório desse assunto de acordo com as especificações tais”.
“Ou seja, são ferramentas que te ajudam a encontrar e analisar dados”.

Um detalhe importante é que essa nova tecnologia permitirá fazer buscas na internet obscura.
“O Memex quer ver tudo, quer ver dark web, surface web, deep web”, ressalta Freire.
“Essa tecnologia tem várias aplicações. Vai ajudar governos a encontrarem conteúdo que está escondido na darkweb – por exemplo, conteúdo sobre tráfico humano. Vai ser útil no jornalismo investigativo, em pesquisas… para a ciência, (uma tecnologia como essa) é fundamental”.

Efeito Snowden
Em maio de 2013, um consultor da NSA (Agência Nacional de Segurança) dos EUA, Edward Snowden, denunciou para o mundo que o governo dos Estados Unidos vinha secretamente arquivando comunicações entre cidadãos feitas pela internet e por telefone.

Na época, Snowden disse ao jornal britânico The Guardian que não queria viver em um mundo onde “tudo o que faço e digo é gravado”.

Nesse contexto, a ideia de que exista uma rede de comunicações fora do alcance de governos e autoridades ganha um atrativo a mais.

“Apesar do intenso preconceitos contra as chamadas deep web e dark web, são canais que surgiram a partir de ferramentas de proteção à privacidade”, diz Ronaldo Lemos.

“Em vários países do mundo, especialmente em regimes autoritários onde a rede é controlada e as liberdades civis ameaçadas, esse tipo de de espaço torna-se um dos poucos ambientes públicos onde é possível manifestar pensamentos e opiniões de forma livre”. E acrescenta:
“Não existe apenas uma dark net, mas várias. Elas são uma consequência da estrutura aberta da internet. Apesar dos inúmeros problemas que elas trazem e que devem ser combatidos, eles são o preço a se pagar por manter a internet com uma arquitetura descentralizada, livre e aberta”.

Para Juliana Freire, no entanto, a vigilância pelo governo é um problema menor.
“O Google, o Facebook, o Twitter, sabem de tudo. O Google está lendo todos os seus e-mails.
“Você querer privacidade e ficar preocupada com o governo é bobagem porque tem companhias que provavelmente saberem mais do que o governo”.

“Imagina o tanto que você revela ao Google só ao fazer buscas?”, questiona.
“A privacidade é impossível. O que é necessário é regulamentação, porque agora não dá mais para parar esse processo”.
Mônica Vasconcelos/BBC Londres

Pais subestimam riscos da internet, diz especialista no combate à pedofilia

Os riscos do uso precoce e não monitorado da internet por parte de crianças são subestimados, afirma o advogado americano Ernie Allen, um dos maiores especialistas do mundo no combate a crimes de exploração infantil.

(BBC)
Um dos maiores especialistas do mundo no combate a crimes de exploração infantil, Ernie Allen afirma que uso precoce e não monitorado da internet por crianças pode representar grandes riscos.

Além de colaborar com a Interpol, Allen é consultor de autoridades de países como Estados Unidos, Inglaterra e Itália e de empresas de tecnologia como Microsoft, Google e Facebook. Em 1998, ele fundou o Centro Internacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas (ICMEC, na sigla em inglês), rede global de proteção ao abuso e à exploração sexual infantil, presente em 22 países, inclusive no Brasil.

Em entrevista à BBC Brasil em Roma, na Itália, onde esteve a convite do Telefono Azzurro, linha que recebe denúncias de violações aos direitos da infância, Allen defende que os pais imponham limites ao conteúdo acessado pelos filhos.

“A internet mudou o mundo e isto é fantástico. Com ela as crianças podem aprender, se divertir e entrar em contato com pessoas com os mesmos interesses”, argumenta. “O lado negativo é a enorme exposição de menores de idade a imagens de conteúdo adulto, a comportamentos de agressão verbal e bullying, à pornografia, além da proliferação de crimes como roubo de identidade, uso inapropriado de dados pessoais, tráfico de armas, venda de drogas e redes de pedofilia.”[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

De acordo com Allen, o convívio das crianças com tais assuntos pode modificar a percepção do que é normal, o modo como elas se relacionam com o sexo oposto e como interagem com o mundo. “Vivemos em uma sociedade onde sexualização de crianças é vista como natural”.

Ele cita um estudo americano realizado em 2009, que revela que 53% dos meninos e 28% das meninas com idade entre 12 e 15 anos assistem a cenas sexo explícito na rede. A pesquisa mostrou ainda que 32% de crianças de dez anos estão expostas à pornografia online.

“Existem medidas simples e básicas para minimizar os riscos para as crianças, mas são pouco utilizadas pelas famílias. As empresas de tecnologia têm feito um enorme esforço para promover o uso gratuito de filtros e sistemas de bloqueio de conteúdos inapropriados para menores, mas apenas 28% dos pais empregam estes sistemas. No caso de celulares é ainda pior: o uso cai para 16%”.

“Os pais devem ser conscientes de que os riscos existem mesmo sem que os filhos saiam de casa. Ao mandar uma foto de uma criança aos avós, eles devem ter em contam que estão mandado aquela imagem para o mundo. É preciso saber que quando se está online, se está em público”.

“As redes sociais representam uma grande oportunidade de socialização, ajudam a encontrar pessoas desaparecidas, a promover mobilizações, mas as crianças não deveriam usá-las”, opina.

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Aumento do uso de smartphones entre crianças dificulta supervisão dos adultos sobre conteúdo acessado, diz Allen

Allen chama atenção ainda para o uso da rede por parte de adolescentes para agressões verbais e morais. “Temos visto um aumento de casos de extorsão sexual, em que adolescentes filmam cenas de sexo com seus parceiros e depois ameaçam divulgar o conteúdo aos pais da vítima ou aos colegas de escola”, diz.

“O bullying não é uma novidade, mas é particularmente insidioso quando ocorre online, porque o agressor é protegido pelo anonimato e pode enviar o conteúdo para qualquer parte do mundo”.

Pedofilia

Mas o principal problema a ser enfrentado, segundo o especialista, é o aumento de casos de pedofilia online. Estima-se que mais de 1 milhão de imagens de pornografia infantil circulem via web. “Com a internet, ficou mais fácil e menos arriscado cometer esses crimes”.

Ele afirma que, com o surgimento da web, os pedófilos deixaram de ser criminosos isolados e passaram a interagir e a compartilhar imagens e informações com pessoas que têm o mesmo interesse. “Quase nunca estas pessoas correspondem ao estereótipo de criminosos. São médicos, advogados, esportistas, policiais, empresários”.

Em 2002, o ICMEC criou um um sistema para tentar identificar as vítimas de pedofilia retratadas em imagens que circulam na rede. Segundo Allen, no primeiro ano de atividade, o centro recebeu cerca de 60 mil fotografias. Em 2014, o serviço recebeu mais de 24 milhões de imagens, entre fotos e vídeos. “E não estamos falando de fotografias com crianças em toalha de banho. Mais de 80% das imagens retratam a penetração sexual das vítimas.”

Desastre

O grande inimigo da segurança na rede, de acordo com o especialista, é o anonimato. “Sou advogado e defendo a liberdade de expressão e o direito à privacidade, mas considero o anonimato absoluto na internet um desastre”.

Allen cita a plataforma TOR, desenvolvida pelo governo americano para possibilitar o uso da rede por dissidentes políticos e jornalistas de forma anônima.

“Garantir a liberdade de expressão a esse grupo é um propósito nobre. O problema é que não são as únicas pessoas a utilizar este sistema. É fundamental que haja rastreabilidade dos acessos e das atividade realizadas na web. Precisamos ser capazes de chegar à pessoa que cometeu o crime. A obrigação máxima de cada país é proteger a infância”.

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Brasil está entre os países com maior incidência de denúncias por divulgação de imagens de pornografia infantil

Brasil

Segundo os dados das principais companhias de tecnologia americanas, o Brasil está entre os países com maior incidência de denúncias por divulgação de imagens de pornografia infantil, ao lado de EUA, México, Índia, Indonésia e Tailândia.

“O Brasil tem feito muitos avanços para combater a exploração infantil em geral, mas ainda há muito a ser feito”, diz ele, citando os trabalhos contra a prostituição de menores realizados durante os preparativos para a Copa do Mundo e o empenho da juíza mineira Simone dos Santos Lemos Fernandes, que conheceu nos Estados Unidos, em um projeto do International Centre for Missing and Exploited Children (ICMEC).

Para Allen, individualizar os criminosos e identificar as vítimas de pedofilia é uma emergência que requer empenho global. Ele sugere a criação, por parte de cada país, de um arquivo de fotos compartilhado com o banco de dados da Interpol e a adoção de tecnologias que permitem o reconhecimento de imagens de pedofilia, mesmo após terem sido modificadas, como o PhotoDNA, desenvolvido pela Microsoft e adotado por companhias como Facebook, Google, Twitter.

Embora seja cedido gratuitamente, o sistema exige a adaptação de softwares das empresas que pretendem utilizá-lo.

Bloqueio de conteúdo adulto

Segundo Allen, um dos únicos líderes mundiais a discutir seriamente o tema da pedofilia online é o atual primeiro-ministro inglês, David Cameron.

Cameron solicitou às quatro principais empresas de tecnologia do país sistemas que bloqueiem automaticamente o acesso a sites inapropriados para menores de idade em todos os componentes eletrônicos.

“É um ótimo sistema. Os adultos continuam podendo acessar o que quiserem. A única diferença é que, para visitar determinados sites, é preciso uma solicitação”.

Em 16 e 17 de novembro, será realizado nos Emirados Árabes Unidos o próximo encontro do seminário internacional “We Protect Children”.

“Espero que o governo brasileiro participe com um alto representante. Se não for possível a presença da presidente da República, que participe pelo menos o ministro da Justiça”, diz Allen.

Pedofilia. Francesa se passa pelo filho para prender pedófilo

Francesa finge ser o filho na internet e ajuda a prender pedófilo

Uma mãe francesa fingiu ser seu filho de 13 anos em sites de discussões e denunciou um suposto pedófilo à polícia, que foi preso e indiciado por “corrupção de menores na internet”.

Brice Robin, procurador da cidade de Montpellier (sul da França), onde o homem foi detido, felicitou a mãe “por seu comportamento exemplar” e por ela ter protegido não apenas seu filho, mas também “todas as crianças do site e ter alertado a polícia”.

A mãe passou a fiscalizar as conversas do filho na internet após ter assistido a uma palestra dada por policiais na escola onde trabalha sobre o perigo de pedófilos que frequentam sites para crianças e jovens.

“Eu permiti que meu filho se inscrevesse em um site de discussões, mas pedi o código de acesso”, conta a mãe, cujo nome não foi revelado.

Ela afirma ter visto no site mensagens “tendenciosas” de um homem de 31 anos, que a deixaram intrigada. “Ele dizia ser policial, médico e piloto de helicóptero”, diz ela.

De acordo com a mãe, a primeira mensagem do suposto pedófilo era simples e dizia que se seu filho precisasse de algo, não deveria hesitar em contactá-lo.

Ela diz ainda que o adulto tinha cerca de uma centena de amigos no site de discussões, entre eles inúmeros garotos de 11 a 13 anos.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

A mãe, que mora no sul da França, achou suspeito e decidiu então utilizar o pseudônimo do filho e se passar por ele nas discussões com o homem.

Uma amiga dela, mãe de um outro garoto de 13 anos, também se inscreveu com um perfil fictício de adolescente no site para criar uma armadilha para o suposto pedófilo.

“Irmãozinho”

Segundo ela, o homem se tornou rapidamente mais audacioso e passou a escrever mensagens dizendo que o adolescente era “seu irmãozinho e que ele o amava muito”, além de convites para encontros.

“Ele acabou me revelando que era homossexual e perguntou se eu já tinha tido relações sexuais com uma pessoa mais velha”, conta a mãe, acrescentando que o homem procedia da mesma forma e enviava o mesmo tipo de mensagens a sua amiga, que também fingia ser um adolescente.

Depois começaram as mensagens com caráter pornográfico. “Mesmo eu que sou adulta fiquei chocada. Ele chegou a se masturbar diante de uma webcam”, afirma.

A mãe gravou a cena e alertou a polícia após o homem ter proposto um encontro, na quinta-feira passada, imaginando que se tratava do adolescente.

Policiais que esperavam o homem no local e o prenderam imediatamente.

Segundo o procurador de Montpellier, Brice Robin, o homem reconheceu os fatos e pediu para receber tratamento psicológico.

O adulto, desempregado, não tem antecedentes na Justiça, afirma o procurador.

Tópicos do dia – 27/11/2011

07:47:44
Mais verba do FGTS vai ajudar empreiteira amiga

A presidenta Dilma continua jurando que detesta a figura do empreiteiro Marcelo Odebrecht, mas seu governo gosta tanto que pode dar para a empresa mais dinheiro do fundo de investimentos do FGTS (mas sem autorização dos trabalhadores, de cujos salários saiu a grana). Colocou R$ 450 milhões numa das empresas do próprio grupo, a Embraport, e adquiriu 26,5% de uma terceira, a Foz, e 30% da Odebrecht Transports.

E vem mais
Agora, o governo autorizou o aumento do uso do FGTS para obras da Copa. Certamente já com destino certo para empreiteiros.

Cadê o juiz?
A Odebrecht constrói ou reforma quatro arenas para a Copa. Lançou site para acompanhamento das obras. Mas para seguir a verba…

Concretando a conta
Só no combalido Maracanã, no Rio, a empreiteira conquistou a conta de duas das três reformas bilionárias realizadas em apenas dez anos.

Terceiro tempo
Para um governo que jurava não colocar dinheiro público nos estádios, é curioso vê-lo abrir o cofre para as empreiteiras em ano pré-eleitoral.
coluna Cláudio Humberto

07:51:16
Pedófilos: cadastro do mal
Ex-delegado da PF, o deputado federal Fernando Francischini (PSDB-PR) apresentará projeto de lei que cria o cadastro nacional de pedófilos. Acha fundamental para a polícia com o avanço do crime na internet

09:57:55
Internet e ditaduras
A Internet demonstra agora, mais que nunca, o potencial como arma para mobilizar a opinião pública, atropelando com tecnologia avassaladora a vontade imperial e a violência praticada pelos Estados totalitários.
Apesar das ameaças a internet revela os pés de barro das ditaduras.
Quanto maior for a universalização do acesso, mais a verdade deverá se sobrepor à fúria censória e contumaz dos Estado totalitários e seus criminosos ditadores.

10:11:08
Brasil: Oásis no deserto
Crise mundial traz grandes fabricantes para o Brasil.
As grandes potências estão em crise e a salvação está nos países emergentes – os Brics (Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul). Destes, o mais promissor para os fabricantes de motocicletas é o Brasil. E não só para os modelos pequenos, como também para os de média e alta cilindrada. Clima, geografia e políticas de produção e importação favorecem o país.
A análise acima não é de um economista, mas de Massimo Bordi, vice-presidente da fábrica de motos esportivas MV Augusta. Engenheiro, Bordi tem na bagagem 15 anos à frente da também italiana Ducati e um enorme conhecimento de tudo o que se refere às máquinas de duas rodas.

– Se as coisas continuarem assim, o Brasil será nosso principal mercado em cinco anos – afirmou em entrevista exclusiva ao Extra, em Milão.
Jornal Extra 

10:39:02
“Pras e pros Mirians Leitão e Sardenbergs” da vida que acusavam o BNDES de ‘gestão temerária’:
Lucro do BNDES cresce 29,5% em nove meses.
Apesar de prever empréstimos menores neste ano, o BNDES ampliou seu lucro em 29,5% de janeiro a setembro. O banco foi beneficiado pelo ganho gerado na participação acionária em empresas e pela redução da inadimplência.
Em nove meses, o resultado somou R$ 7,9 bilhões – R$1,8 bilhão mais do que no mesmo período de 2010 (R$ 6,1 bilhão).

16:51:21
Brasil: da série “só doi quando eu rio”!
Depois do “a nível de”, do gerundismo do “estarei enviando”, agora é a praga do ecológicamente correto.
Informa o Ancelmo Gois:
“Acredite. Semana passada, um fiscal do Ibama parou um cacique e perguntou se ele tinha… licença para usar as penas de seu cocar.
O índio, claro, disse que não e… teve o cocar apreendido e ainda levou uma multa! A história, verdadeira, chegou a Dilma, que ficou uma fera, e mandou lembrar ao fiscal que índio usa cocar desde sempre.”


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Internet: nova lei dificulta combate à pedofilia e facilita a censura

O projeto de lei 2126/2011 enviado ao Congresso pela Casa Civil da Presidência da República é uma mãe para as empresas de internet e uma dor de cabeça para a polícia.

O artigo 11, o mais polêmico, determina que o provedor deve guardar os dados de conexão “pelo prazo de um ano”, tempo considerado curto em se tratando de cerco a crimes cibernéticos como o de pedofilia, o maior mal da rede.

Conexão de risco

Há deputados loucos para estabelecer controle da internet, a pretexto de evitar os supostos “crimes contra a honra”.

Olho nos ‘posts’

O artigo 14 do projeto prevê punição dos sites por “danos decorrentes de conteúdo gerado por terceiros”, ou sejam, seus leitores.

Gaveta virtual

A Lei de Crimes Cibernéticos foi esquecida no Congresso.
Aprovada no Senado, dorme numa gaveta da Câmara. Foi protocolada há 11 anos.

Coluna Cláudio Humberto


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Eleições 2010: bispos e centenas de religiosos divulgam no Rio manifesto em apoio a Dilma

Encabeçado por sete bispos, entre eles dom Thomas Balduíno, bispo emérito de Goiás Velho (GO) e presidente honorário da Comissão Pastoral da Terra (CPT), e d. Pedro Casaldáliga, bispo emérito de São Felix do Araguaia (MT), foi divulgado hoje um manifesto de “cristãos e cristãs evangélicos e católicos em favor da vida e da vida em abundância”, que contava no início da tarde com mais de 300 adesões de religiosos e fiéis.

O texto será entregue a Dilma Rousseff (PT) na segunda-feira, no Rio, na mesma cerimônia em que a candidata à Presidência receberá apoio de intelectuais e artistas.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Os adeptos rechaçam que “se use da fé para condenar alguma candidatura” e dizem que fazem a declaração de voto “como cristãos, ligando nossa fé à vida concreta, a partir de uma análise social e política da realidade e não apenas por motivos religiosos ou doutrinais”.

No manifesto, eles deixam claro que “para o projeto de um Brasil justo e igualitário, a eleição de Dilma para presidente da República representará um passo maior do que a eventualidade de uma vitória do Serra (José Serra, presidenciável pelo PSDB)”.

O documento recebeu o apoio dos bispos Demétrio Valentini (Jales, SP); Luiz Eccel (Caçador, SC); Antônio Possamai, bispo emérito de Rondônia; Xavier Gilles e Sebastião Lima Duarte, bispo emérito e bispo diocesano de Viana (MA).

Também apoiam Dilma dezenas de padres e religiosos católicos como Frei Betto, pastores evangélicos, o monge da Comunidade Zen Budista (SP) Joshin, o teólogo Leonardo Boff, o antropólogo Otávio Velho e a professora da Universidade de São Paulo (USP) Maria Victoria Benevides.

Pedofilia

O manifesto faz referência velada a casos de pedofilia nas igrejas para afastar a exigência de candidatos comprometidos com religiões. Os signatários do manifesto ressaltam: “Sabemos de pessoas que se dizem religiosas e que cometem atrocidades contra crianças e, por isso, ter um candidato religioso não é necessariamente parâmetro para se ter um governante justo. Não nos interessa se tal candidato(a) é religioso ou não.”

O documento tenta atrair eleitores de Marina Silva, do PV, lembrando que um país com sustentabilidade e desenvolvimento humano, como propôs a candidata à Presidência derrotada, “só pode ser construído resgatando já a enorme dívida social com o seu povo mais empobrecido”. Para eles, Dilma representa este projeto “iniciado nos oito anos de mandato do presidente Lula”.

”Arrogância”

Embora admitam terem “críticas a alguns aspectos e políticas do governo atual que Dilma promete continuar”, os signatários destacam saber a diferença entre “ter no governo uma pessoa que respeite os movimentos populares e dialogue com os segmentos mais pobres da sociedade, ou ter alguém que, diante de uma manifestação popular, mande a polícia reprimir”.

“Neste sentido, tanto no governo federal, como nos Estados, as gestões tucanas têm se caracterizado sempre pela arrogância do seu apego às políticas neoliberais e pela insensibilidade para com as grandes questões sociais do povo mais empobrecido”, afirma o texto.

Marcelo Auler/Agência Estado

Eleições 2010: Igreja volta a meter a colher no caldeirão da política

E prossegue a perigosa mistura de religião e política. Todos os regimes fundamentalistas, seja qual for o credo que os motive, desaguam em ditadura. A Igreja Católica, instituição que está atolada até o último botão das vestes em pedofilia, não deveria ter o desplante de apontar o dedo acusador contra qualquer pecador.

Esse arcebispo, Aldo Pagotto, não é a pessoa mais apropriada para fazer cobranças a ninguém. Agora lhe calçariam bem as sandálias da humildade em lugar das vestes de Torquemada.

Dilma Rousseff erra ao não assumir o que defendia quando ministra do governo Lula. Deveria discutir a descriminalização do aborto às claras. Não tem porque temer essa onda fundamentalista. A cada 22 segundos, dados da OMS, uma mulher faz aborto no Brasil, e a cada dois dias uma morre. As que podem abortam em clínicas sofisticadas, enquanto as Marias, Josefas e Raimundas se arriscam nos barracos abortivos espalhados na periferia das grandes cidades, muito apropriadamente apelidados de “fábricas de anjos”.

Aborto não é questão de religião. É questão de saúde pública. Fingir que essa realidade não existe é tão criminoso quanto o aborto em si.

É lastimável que o Brasil, Estado laico, volte a debates que jaziam incinerados na inquisição da idade média. Debate falso e eleitoreiro, enquanto as questões cruciais que afligem os Tupiniquins são deixadas de lado pelos dois ilusionistas candidatos à presidência da república, farinhas estragadas do mesmo saco, Serra e Dilma.
O Editor
PS 1. O menos alfabetizado dos brasileiros sabe que a legislação sobre aborto é competência do Congresso Nacional e não do Presidente da República. Seja ele(a) quem for.
PS 2. Pessoalmente sou contra o aborto. Em quaisquer circunstâncias. Inclusive nos casos admitidos previsto no Código Penal Brasileiro, art. 128.


Arcebispo da Paraíba acusa PT e Dilma de mentirem

Mesmo empenhados em convencer o eleitorado cristão de que sempre foi contra o aborto, a candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff, foi novamente criticada por um religioso acerca do assunto.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Em vídeo de 15 minutos divulgado no Youtube, o arcebispo metropolitano da Paraíba, dom Aldo Pagotto, acusa a candidata de mentir para eleitores sobre seus verdadeiros projetos para a país.

Segundo o bispo, o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por meio das ações de seu governo, contraria uma carta que ele teria escrito de próprio punho e encaminhado à Conferência dos Bispos do Brasil (CNBB) negando que estivesse disposto a legalizar o aborto no país.

– Estamos diante de um partido (o PT) que está institucionalmente comprometido com a instalação da cultura do morte no nosso país, que proíbe seus membros de seguirem suas próprias consciências e que se utiliza calculadamente da mentira para enganar eleitores sobre seus verdadeiros projetos à Nação.

Não podemos nos calar. A verdade nos libertará – advertiu dom Pagotto no vídeo.

O arcebispo lembra ainda que, em 2007, o PT aprovou uma resolução que incluindo a legalização do aborto e um novo estatuto que exigia, como requisito para ser candidato pela legenda, a concordância com as normas e resoluções partidárias.

Ele destacou também que em 2008 os deputados petistas Luiz Bassuma e Henrique Afonso foram acusados e condenados de terem ferido a ética do partido, após se posicionarem contra a aprovação do projeto de lei que legalizaria o aborto no país.

Adriana Vasconcelos/O Globo

Exploração sexual de menores: CPI não pune ninguém

CPI da Exploração Sexual: casos sem punições
Processo mais rumoroso envolve o governador do Amazonas
Seis anos após o encerramento da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Exploração Sexual, três casos rumorosos investigados pelo Congresso em 2004 ainda não foram julgados, terminaram em absolvição ou acabaram descartados pelo Ministério Público.

O de maior destaque envolve a suspeita de que o governador do Amazonas e candidato à reeleição, Omar Aziz (PMN), tenha feito programa com uma jovem de 15 anos, em 2003, quando era vice-governador. Ele nega.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

A acusação contra Aziz, vice-governador na época do escândalo, tem origem num inquérito da Polícia Civil sobre a atuação de duas cafetinas, em Manaus.

Em depoimento à polícia, a garota disse que tivera um encontro com um homem chamado Omar. O caso virou um escândalo político, mas na Justiça não foi longe. Em 2005, o MP descartou a participação de Aziz sem sequer interrogá-lo. E a investigação prosseguiu com foco em outros personagens.

O promotor João Lúcio de Almeida Ferreira excluiu Aziz da investigação com base somente em depoimento da jovem à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do Amazonas.

Na ocasião, ela voltou atrás e desmentiu o que sugerira no depoimento à polícia, à CPI do Congresso e em entrevista à revista “Época” — na qual narrou detalhes do encontro, afirmando que se tratava do então vice-governador.

A CPI estadual foi criada em 2004, a pedido de Aziz, depois que o caso veio a público no Congresso em Brasília. Duas fotos do vice-governador foram mostradas à garota.

Ela negou que fosse ele o homem de quem recebera R$ 150 para fazer um programa no segundo andar de uma loja de material de construção, em Manaus — o imóvel pertencia a um irmão de Aziz.

Demétrio Weber e Sérgio Marques/O Globo

Pedofilia e Internet. Funcionários do Pentágono fizeram download de pornografia infantil

Funcionários compraram e fizeram download de pornografia infantil, diz Pentágono.
Documento foi divulgado pelo órgão norte-americano nesta sexta (23).
Relatório ressalta que violação pôs em risco a segurança nacional dos EUA.

Vários funcionários do Pentágono, alguns dos quais violando regras de segurança, compraram e fizeram download de pornografia infantil em algumas ocasiões em computadores do Governo, segundo uma investigação.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Parte das conclusões da pesquisa, que se prolongou por vários anos, está contida em um documento de 94 páginas divulgado nesta sexta-feira (23) pelo Pentágono.

O relatório assinala que alguns desses funcionários trabalhavam para algumas das agências que lidam com os segredos mais confidenciais do governo norte-americano, inclusive a Agência de Segurança Nacional.

O documento ressalta ainda que os funcionários puseram em perigo o Departamento de Defesa, o Exército e a segurança nacional ao pôr em risco sistemas informáticos, instalações militares e autorizações de segurança.

Segundo o “Boston Globe“, o primeiro a relatar os resultados do inquérito nesta sexta, alguns dos envolvidos foram processados, enquanto outros casos permanecem “no limbo” ou tiveram as acusações retiradas, por falta de provas suficientes.

Como muitos detalhes importantes foram “camuflados” nos documentos, é impossível determinar quantas pessoas com vínculos com o Pentágono foram formalmente acusadas ou são suspeitas de receber pornografia inantil.

O inquérito federal sobre trabalhadores do círculo militar é parte de um amplo esforço iniciado em 2007 sob o codinome “Operação Flicker“, que já identificou mais de 5 mil pessoas que tiveram acesso a sites de pornografia infantil.

A compra de pornografia infantil é um crime nos Estados Unidos e o acesso à mesma em um computador do governo representa também uma violação das leis sobre o uso de propriedade pública.

G1