Ministério dos Esportes: ‘Era roubo. Eu vi maços de dinheiro distribuídos’

Parece não ter fim!

Nenhuma semana se passa sem denúncias de corrupção. Agora voltam as acusações de corrupção acontecidas no Ministério dos Esportes a época do senhor Orlando Silva.

Novamente envolvida na roubalheira, aparece uma ONG. Aliás, por que a CPI das ONGs nunca saiu do papel?

José Mesquita – Editor


Certas coisas são tão evidentes que só um cego olharia duas vezes.

No ano passado, foram tantas as evidências de malfeitos praticados por ONGs no Ministério dos Esportes que Dilma Rousseff mandou ao olho da rua o ministro da época, Orlando Silva (PCdoB).

A providência retirou a pasta das manchetes. Porém…[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Surge agora uma novidade que indica que a limpeza não chegou aos armários do ministério.

Subcontratado pelo Instituto Contato, entidade ligada ao PCdoB, o micro-empresário catarinense João Batista Machado, dono da JJ Logística Empresarial Ltda., contou ao repórter Fernando Junqueira: desviaram-se 90% das verbas de dois convênios firmados com o Ministério dos Esportes em 2009 e 2010, sob Lula.

A coisa envolvia o fornecimento de lanches para crianças atendidas pelo programa Segundo Tempo.

Sediada em Tanguá, região metropolitana do Rio, a firma de João Batista deveria fornecer os lanches que alimentariam a criançada durante atividades esportivas em períodos complementares ao horário da escola.

O ministério liberou R$ 4,65 milhões. Desse total, diz João Batista, apenas R$ 498 mil foram usados na aquisição de alimentos. Malversaram-se os outros R$ 4,15 milhões.

“Era tudo roubo. Vi maços de dinheiro serem distribuídos”, relata o dono da JJ Logística.

Beneficiaram-se dos desvios políticos de Brasília, de Santa Catarina e do Rio.

Os nomes? O denunciante não revelou.

Candidato a vereador em São Paulo, o ex-ministro Orlando Silva não foi eleito. Obteve uma suplência.

O Instituto Contato negou as acusações do seu contratado.

Hoje gerido por Aldo Rebelo (PCdoB-SP), o Ministério dos Transportes rescindiu os convênios e informou que vai investigar a nova denúncia.
blog Josias de Souza 

Oficiais das forças armadas agredidos por esquerdopatas

Esses marginais desconhecem o significado da lei de Anistia? Pisam a Constituição Federal ao irem de encontro ao Direito de Reunião e a Liberdade de Expressão.
Onde estava a polícia que não prendeu os badeneiros.

Espera-se que o Ministério Público indicie essa corja nos rigores da lei e que todos paguem na cadeia as agressões e ofensas cometidas. Afinal, Direitos Humanos não é uma via de mão única.

Como lidar com essas múmias esquerdoides que assume a idiotia como primado?
José Mesquita – Editor


Eis a grande obra de Maria do Rosário até aqui: Militares da reserva são agredidos e chamados de “porcos” e “assassinos”
Rainaldo Azevedo/Veja

Maria do Rosário, a ministra dos Direitos Humanos, e Dilma Rousseff, a presidente que a nomeou para a pasta, estão começando a colher os frutos, quem sabe esperados, de suas ações.

O Brasil passou os últimos 33 anos — desde a Lei da Anistia, em 1979 — construindo a democracia e o estado de direito. Agora, há grupos firmemente empenhados em fazer o país marchar para trás. Ou para o lado: aquele da revanche, do pega pra capar, da violência. Questões que haviam sido superadas, ou que estavam justamente adormecidas, são reavivadas com paixão cruenta.

O incentivo à revanche está em toda parte. Se Dilma acha que está no bom caminho, que continue a dar corda a seus radicais. Leiam o que informam Wilson Tosta e Heloísa Aruth Sturm, no Estadão. Volto no próximo post.

[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]Dezenas de militares da reserva que assistiram ao debate “1964 – A Verdade” ficaram sitiados no prédio do Clube Militar, na Cinelândia, no centro do Rio, na tarde desta quinta-feira, 29. O prédio foi cercado por manifestantes que impediram o trânsito pelas duas entradas do imóvel.

O evento marcou o aniversário do golpe militar de 1964 e reuniu militares contrários à Comissão da Verdade. Ao fim do evento, eles tentaram sair, mas foram impedidos por militantes do PC do B, do PT, do PDT e de outros movimentos organizados que protestavam contra o evento.

“Tortura, assassinato, não esquecemos 64″, gritavam os manifestantes. “Milico, covarde, queremos a verdade”, diziam outros. Velas foram acesas na frente da entrada lateral do centenário do Clube Militar, na Avenida Rio Branco, representando mortos e desaparecidos durante a ditadura militar. Homens que saíam do prédio foram hostilizados com gritos de “assassino”. Tinta vermelha e ovos foram jogados na calçada, sem atingir ninguém.

Homens do Batalhão de Choque foram ao local e lançaram spray de pimenta e bombas de efeito moral contra o grupo, que revidou com ovos. Um dos manifestantes foi imobilizado por policiais e liberado em seguida após ser atingido supostamente por uma pistola de choque, e outro foi detido e algemado.

Os militares foram orientados a sair em pequenos grupos por uma porta lateral, na rua Santa Luzia, mas tiveram que recuar por conta do forte cheiro de gás de pimenta que tomou o térreo do clube. A Polícia Militar tenta conter os manifestantes e chegou a liberar a saída de algumas pessoas pela porta principal, mas por medida de segurança voltou a impedir a saída.

Um grupo que saiu sob proteção do Batalhão de Choque da Polícia Militar foi alvo de xingamentos. Os manifestantes também chamaram os militares de “assassinos” e “porcos”. Mais tarde, a saída dos militares da reserva foi liberada por meio de um corredor criado por PMs entre o prédio até a entrada do metrô, na estação Cinelândia, a poucos metros do Clube Militar.

Dilma Rousseff e os lobos

Nesse presidencialismo de coalizão, que é o sistema que vigora no Brasil desde o governo Sarney, não houve, nem há presidente da república que consiga aprovar leis no Congresso Nacional. Para tal, o chefe do poder executivo dessa depauperada república, se veja obrigado a fazer “acordos” para formar a amoral “base de sustentação” do governo. Estabelece-se assim, uma democracia sem confronto de ideias, mas somente em torno do toma-lá-dá-cá.

Com a popularidade que dispõe é chagada a hora da presidente ignorar esse balcão de negócios e informar a população por que tal projeto não foi aprovado no Congresso. É provável que a população assim informada exercesse pressão sobre os parlamentares, obrigando-os a cuidarem mais das necessidades da nação que de seus mesquinhos interesses.

Só não entendo como nós, o povo, já cansados dessa sopa de letrinhas venais – PMDB,PCdoB,PT,PMDB,PSDB, e mais uma súcia de partidecos – não já fomos à rua clamando a favor da virtude republicana.
Essa negociata imoral, despida de quaisquer convergências programáticas e/ou ideológicas, está na base de toda a corrupção que infelicita a Taba dos Tupiniquins.

José Mesquita – Editor


Dilma brinca com os lobos do Congresso movida pela ilusão de que lida com gatos domesticados.
Dilma Rousseff, informam seus auxiliares, aprendeu uma lição no seu primeiro Waterloo no Senado. Não ficou muito claro para o condomínio governista qual foi o aprendizado. É como na história do menino que gostava de puxar o rabo do gato.

Um dia o gato deu uma mordida no menino. E ele aprendeu a lição. Na vez seguinte, o menino deu uma cacetada na cabeça do gato antes de puxar o rabo. O que fará Dilma nas próximas vezes?, eis a dúvida que embatuca os “aliados”.

A maioria dos governistas acha que Dilma respondeu ao recado do Senado com outro recado: às favas com todos os pruridos políticos. Há apoiadores rebeldes no plenário? Cacetada neles![ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

A troca dos dois líderes – Jucá no Senado e Vaccarezza na Câmara— espalhou no Legislativo um rastilho de rancores. Dona da caneta, Dilma fez o que bem quis. Nem por isso livrou-se do risco de outras derrotas. Ao contrário, potencializou-o.

Pela nova lógica que passou a conduzir os movimentos do Planalto, sob influência da ministra Ideli Salvatti, isso só quer dizer que o que falta para garantir as vitórias legislativas é a permanente ameaça de reações radioativas. Na próxima vez…

Meio zonzos, os comandantes da infantaria congressual crêem que a lição do apagão do Senado deveria ter sido outra. Dilma olharia ao redor e se daria conta de que a causa do curto-circuito está na cozinha do Planalto, não no Congresso.

A base da coligação atual é a mesma que deu suporte a Lula, só que ampliada. Carrega as mesmas virtudes (poucas). São idênticos também os vícios (muitos). Ao absorver a mega-aliança que se formou na eleição de 2010, Dilma sinalizara que jogaria o jogo.

Significa dizer que não teria ministros, mas auxiliares capazes de saciar os apetites dos partidos e providenciar os votos. O consórcio treme porque não se sente suficientemente atendido nas verbas, nos cargos e no prestígio. Pior: avalia-se que Dilma entrega ao PT a mercadoria que sonega aos demais partidos.

Ao servir ressentimento a aliados que pedem os privilégios de que se julgam credores, Dilma produz isolamento, não unidade. Se desejava governar como freira, deveria ter sacado sua castidade no instante em que Lula a levou para passear no bordel.

A tática de Dilma parte de uma premissa falsa. Coisa de política neófita. Onde a presidente enxerga felinos domesticados não há senão feras criadas. Lobos e raposas já farejam os próximos movimentos do porrete. E não se dispõem a oferecer graciosamente nem a cabeça nem o rabo.

No Senado, Dilma entregou a liderança que era exercida desde sempre por Romero Jucá a Eduardo Braga, senador de primeiro mandato. No câmbio oficial, um pemedebê por outro. No paralelo, um novo líder que se aparelha para presidir o Senado e desafia a proeminência de Renan Calheiros e de José Sarney.

Na Câmara, Dilma substituiu Cândido Vaccarezza por Arlindo Chinaglia. No oficial, seis por meia dúzia, um petê por outro. No paralelo, um novo líder que é visto pelos colegas como cultor do sonho de voltar à presidência da Câmara.

Na guerra fria inaugurada por Dilma, ficou entendido que foi armada no Planalto uma bomba atômica: ou o PMDB se enquadra ou o governo moverá céus e terras para impedir que a legenda obtenha em fevereiro de 2013 o comando simultâneo das duas Casas legislativas.

Como não pensa noutra coisa senão em tornar-se novamente o mandachuva do Senado, Renan cuidou de informar que não está morto. Com a rapidez de um raio, valeu-se da prerrogativa de líder do PMDB para converter o “desalojado” Jucá em novo relator da Comissão Mista do Orçamento Geral da União.

Henrique Eduardo Alves, líder do PMDB e candidato à presidência da Câmara, também apressou-se em reavivar da tribuna a memória do Planalto e do petismo. Lembrou que PT e PMDB celebraram um acordo.

Prevê que, saindo o petê Marco Maia, vai ao painel de controle da Câmara um pemedebê. Henrique absteve-se de dizer, por desnecessário, que falava em causa própria. É algo que ninguém ignora.

Henrique também recordou que o contrato atual é mera renovação de outro. Firmado na legislatura passada, o primeiro acerto teve Chinaglia como beneficiário direto. Na época, ele revezou-se na presidência da Câmara com o atual vice-presidente da República Michel Temer.

Quer dizer: levando sua tática às últimas consequências, Dilma arrisca-se a converter o Orçamento de 2013, a ser votado em dezembro de 2012, numa peça tóxica. E comprará uma briga com Henrique, com o pacato Temer e com um PMDB que, embora trincado, costuma unificar-se em tempos de guerra.

De resto, a troca de líderes, idelizada como remédio contra a divisão, terminou resultando numa soma cujo resultado foi menos zero. Onde havia apenas divisão parcial agora existe desconfiança generalizada.

De cabelos hirtos, os aliados enxergam na movimentação de Dilma, tida por amadora, as digitais de Ideli, definida como primária. Eduardo Baga, o novo líder do Senado, integra o chamado G8, grupo de senadores “independentes” do PMDB.

Imaginou-se que, sob a nova liderança, os “independentes” se reposicionariam em cena. Tolice. Jarbas Vasconcelos alinhado ao Planalto? Nem a porretadas. Pedro Simon sem acidez na língua? Pode esquecer. Roberto Requião no cercadinho? Impensável.

Ou seja: além de não dissolver a independência, o Planalto levou os dependentes às armas. Numa brincadeira de corredor, Eduardo Braga disse que já providenciou um “colete à prova de balas”. Nada poderia ser mais acertado. Abriu-se o paiol.

Na Câmara, a ascensão de Chinaglia foi recebida com dezenas de pés atrás. A sessão que entrou pela noite desta terça (13) foi dedicada à despedida de Vaccarezza e à recepção do novo líder.

Coube ao ex-petê Chico Alencar, hoje um combatente do PSOL, traduzir a cena. Impressionado com a enxurrada de elogios ao líder deposto, disse que, se Dilma tivesse ouvido seus aliados, jamais teria dado a “rasteira” em Vaccarezza.

Chinaglia assume sob o signo da desconfiança num instante em que o condomínio arma uma cilada para o governo no Código Florestal. A primeira providência do novo líder foi requerer o adiamento da votação.

Quem olha Dilma a partir das arquibancadas fica com a impressão de que ela responde à chantagem dos aliados com altivez e espírito público. Quem a observa a partir dos plenários da Câmara e do Senado tem a percepção de que a presidente escala o cadafalso acenando para a platéia.

O relacionamento do governo com seu condomínio precisa, não é de hoje, pegar um ar fresco. Mas a lição dessa penúltima crise deveria ser a de que a premissa sobre a qual Dilma ergueu os alicerces políticos do seu governo é feita da mesma matéria prima usada por seus antecessores: o cinismo.

É um pouco tarde para corrigir o erro. Agora, ou Dilma entrega o que lhe exigem os lobos e as raposas ou vai colecionar derrotas legislalivas em conta-gotas. Uma aqui, outra acolá. Pior: arrisca-se a chegar em 2014 assistindo à derrocada do seu projeto reeleitoral e descobrindo que aprendeu a lição errada.
Blog Josias de Souza

FHC: Corrupção e poder

O que era episódico se tornou um ‘sistema’ para a ‘governabilidade’. ¹

Fonte:http://cellus.com.br

O novo ministro do Esporte, Aldo Rebelo, afirmou recentemente que os desmandos que ocorreram em sua pasta se devem a que as ONGs passaram a ter maior participação na concretização de políticas públicas. E sentenciou: ele só fará convênios com as prefeituras, não mais com segmentos da sociedade civil.

Ou seja, em vez de destrinchar o que ocorre na administração federal e de analisar as bases reais do poder e da corrupção, encontra um bode expiatório fora do governo.

No caso, quanto eu saiba, é opinião de pessoa que não tem as mãos sujas por desvios de recursos públicos. Não se trata, portanto, de simples cortina de fumaça para obscurecer práticas corruptas. São palavras que expressam a visão de mundo do novo ministro: o que pertence ao “Estado”, ao governo, é correto; o que vem de fora, da sociedade, traz impurezas…

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]O mal estaria nas ONGs em si, não no desvio de suas funções nem na falta de fiscalização, cuja responsabilidade é dos partidos e dos governos.

Esse tipo de ideologia vem associado à outra perversão corrente: fora do partido e do governo, nada é ético; já o que se faz dentro do governo para beneficiar o partido encontra justificativa e se torna ético por definição.

Repete-se algo do mensalão. Naquele episódio, já estava presente a ideologia que santifica o Estado e faz de conta que não vê o desvio de dinheiro público, desde que seja para ajudar os partidos “populares” a se manterem no poder.

Com uma diferença: no mensalão se desviavam recursos públicos e de empresas para pagar gastos eleitorais e para obter apoio de alguns políticos. Agora, são os partidos que se aninham em ministérios e, mesmo fora das eleições, constroem redes de arrecadação por onde passam recursos públicos que abastecem suas caixas e os bolsos de alguns dirigentes, militantes e cúmplices.

A corrupção e, mais do que ela, o “fisiologismo”, o clientelismo tradicional sempre existiram. Depois da redemocratização, começando nas prefeituras, o PT — e não só ele — enveredou pelo caminho de buscar recursos para o partido nas empresas de coleta de lixo e nas de transporte público (sem ONGs no meio…).

Há, entretanto, uma diferença essencial na comparação com o que se vê hoje na esfera federal. Antes, o desvio de recursos roçava o poder, mas não era condição para o seu exercício. Agora, os partidos exigem ministérios e postos administrativos para obter recursos que permitam sua expansão, atraindo militantes e apoios com as benesses que extraem do Estado.

É sob essa condição que dão votos ao governo no Congresso. O que era episódico se tornou um “sistema”, o que era desvio individual de conduta se tornou prática aceita para garantir a “governabilidade”.

Dessa forma, as “bases” dos governos resultam mais da composição de interesses materiais do que da convergência de opiniões. Com isso, perdem sentido as distinções programáticas, para não falar nas ideológicas: tanto faz que o partido se diga “de esquerda”, como o PCdoB; ou centrista, como o PMDB; ou de centro-direita, como o PR; ou que epíteto tenham: todos são condôminos do Estado. Há apenas dois lados: o dos condôminos e o dos que estão fora da partilha do saque.

O antigo lema “é dando que se recebe”, popularizado pelo deputado Cardoso Alves no governo Sarney, referia-se às nomeações, ao apadrinhamento que eventualmente poderiam levar à corrupção, mas em si mesmos não o eram. Tratava-se da forma tradicional, clientelista de fazer política.

Hoje é diferente, além da forma tradicional — que continua a existir —, há uma nova maneira “legitimada” de garantir apoios: a doação quase explícita de ministérios com as “porteiras fechadas” aos partidos sócios do poder.

Digo “legitimada” porque, desde o mensalão, o próprio presidente Lula outra coisa não fez do que justificar esse “sistema”, como ainda agora, no caso da demissão dos ministros acusados de corrupção, aos quais pediu que tivessem “casca dura” — ou queria dizer caradura? — e se mantivessem nos cargos.

Em um clima de bonança econômica, a aceitação tácita desse estado de coisas por um líder popular ajuda a transformar o desvio em norma mais ou menos aceita pela sociedade.

Pois bem, parece-me grave que, no momento em que a presidente esboça uma reação a esse lavar de mãos, um ministro reitere a velha cantilena: a contaminação adveio das ONGs.

Esqueceu-se de que o governo tem a responsabilidade primordial de cuidar da moral do Estado. Não há Estado que seja por si só moral, nem partido que seja imune à corrupção pela graça divina. Pior, que não possa se tornar cúmplice de um sistema que se baseie na corrupção.

O “sistema” reage a essa argumentação dizendo tratar-se de “moralismo udenista”, referência às críticas que a UDN fazia aos governos do passado, como se ao povo não interessasse a moral republicana. Ledo engano.

É só discutir o tema relacionando-o, por exemplo, com trapalhadas com a Copa para ver se o povo reage ou não aos desmandos e à corrupção. A alegação antimoralista faz parte da mesma toada de “legitimação” dos “malfeitos”.

Não me parece que a anunciada faxina, embora longe de haver sido completa, tenha tirado apoios populares da presidente. O obstáculo a uma eventual faxina não é a falta de apoio popular, mas a resistência do “sistema”, como se viu na troca de um ministro por outro do mesmo partido, possivelmente também para preservar um ex-titular do mesmo ministério, que trocou o PCdoB pelo PT e hoje governa o DF.

Estamos diante de um sistema político que começa a ter a corrupção como esteio, mais do que simplesmente diante de pessoas corruptas.

Ainda há tempo para reagir. Mas é preciso ir mais longe e mais rápido na correção de rumos. E, nesse esforço, as oposições não devem se omitir. Podem lutar no Congresso por uma lei, por exemplo, que limite o número de ministérios e outra, se não a mesma, que restrinja ao máximo as nomeações fora dos quadros de funcionários.

Por que não explicitar as condições para que as ONGs se tornem aptas a receber dinheiros públicos? Os desmandos não se restringem ao Ministério do Esporte, há outros na fila. Os dossiês da mídia devem estar repletos de denúncias.

Não adianta dizer que se trata de “conspirações” contra os interesses populares. É da salvaguarda deles que se trata.

¹ Fernando Hemrique Cardoso é ex-presidente da República/blog do Noblat

Tópicos do dia – 01/11/2011

10:39:03
Brasil: da série “Óleo de Peroba nele”
Olhem só que gracinha da lavra do presidente do PCdoBolso:
“O nosso partido sai engrandecido desses últimos acontecimentos.”
Renato Rabelo, presidente do PC do B, partido do ex-ministro Orlando Silva, do Esporte.

11:47:38
É a crise!
Informe da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima):
Existem atualmente no Brasil, sil, sil, 64.866 pessoas com mais de R$ 1 milhão aplicado nos bancos, o que representa um aumento de 2,6% em relação a dezembro do ano passado.


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Orlando Silva: “blindagem” do ministro é prato cheio pra imprensa internacional

Penso não se aplicar a presunção de inocência para afastar alguém de um cargo político enquanto se procede a apuração dos fatos.

Itamar Franco, quando Presidente da República, o afastou o seu amigo Henrique Hargreaves, então Ministro da Casa Civil, que foi investigado, e quando isento de qualquer culpa voltou ao governo.

Será tão difícil Dona Dilma agir assim no caso do Ministro Orlando Silva? Não se trata de linchamento, nem moral, nem político, mas uma simples tomada de posição em nome da ética e da moralidade da coisa pública.

A propósito de falcatruas, provas e presunções lembro-me de duas frases emblemáticas;
“Os políticos acreditam que uma tolice se torna fato se for espalhada aos berros”. Charles Pierce;
“A ausência da evidência não significa evidência da ausência”. Carl Sagan

O Editor


Blindagem do ministro Orlando Silva representa mais uma desmoralização para o Brasil na imprensa internacional.

A preservação do ministro do Esporte, Orlando Silva, no cargo, em meio a gravíssimas acusações de corrupção que envolvem também seu antecessor, Agnelo Queiroz, hoje governador do Distrito Federal, representam mais um vexame internacional para os brasileiros.

Sem ter como responder, somos obrigados a aturar importantes jornais estrangeiros, como o espanhol “El Paíz” e o inglês “Financial Times”, a publicarem matérias que nos desmoralizam, dizendo que o governo do Brasil precisa combater a corrupção, o que significa afirmar que atualmente não o faz.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

O pior é que, como dizia o genial cineasta Orson Welles quando esteve no Brasil, “it’s all true”, ou seja, é tudo verdade. Não há dúvida de que Lula fez um bom governo, superando inclusive uma grave crise internacional, e a sucessora Dilma Rousseff também está indo bem, administrativamente, se não levarmos em conta o problema da corrupção sistemática. E é tudo verdade.

A desmoralização do país se agrava em função da Copa do Mundo de 2014, que torna ainda mais escandalosas as notícias sobre gravíssimas irregularidades justamente no setor que cuida dos preparativos do campeonato esportivo mais importante do mundo. A imprensa britânica, ainda mordida porque a Fifa não aceitou fazer as próximas Copas na Inglaterra, vai deitar e rolar. Sexta-feira, o jornal “The Guardian” já repercutia as más notícias sobre o Brasil.

Os britânicos, que deveriam se contentar em difamar o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, nos últimos tempos vivem a acusar também João Havelange, o dirigente esportivo internacional mais importante da História, como se ele fosse tão corrupto quanto seu ex-genro. Não sabem (ou não querem saber) que Havelange sempre foi um empresário de sucesso, um homem rico, dono da Viação Cometa, uma das maiores transportadoras do país, e de várias outras empresas. Jamais precisou se corromper para ganhar dinheiro, o maior erro de sua vida foi colocar o genro na CBF, e hoje paga caro por essa falha.

Na sexta-feira, o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, já considerava decidida a demissão do ministro Orlando Silva. Em coletiva para jornalistas de vários países, na sede da entidade em Zurique, Valcke disse que está pronto para conversar com um novo interlocutor da presidente Dilma, em novembro, quando virá ao Brasil para discutir a organização da Copa do Mundo de 2014.

“Terei um encontro com a nova pessoa indicada pela presidente para conduzir a Copa no plano governamental. Tenho a confiança de que a presidente tomará a decisão correta, independentemente do que acontecer com o ministro Orlando Silva”, anunciou.

O maior escândalo esportivo do Brasil, na verdade, não são as fraudes com as ONGs no Ministério do Esporte. O que mais nos desmoraliza são os inacreditáveis gastos com a construção e reforma dos estádios de futebol, que sairão quatro ou cinco vezes mais caros do que obras semelhantes que acabam de ser realizadas na Itália e na Alemanha.

Quase todas as reformas estão sendo feitas sem projeto previamente detalhados. Consequentemente, sem licitações sérias e disputadas com lisura. Os aditivos aos contratos se multiplicam, impunemente, enquanto os órgãos responsáveis pela fiscalização (os Tribunais de Contas da União e dos Estados) fazem seguidas denúncias que não adiantarão nada.

Em matéria de corrupção, ninguém tirará do Brasil o título de campeão mundial. Neste particular, a Copa de 2014 realmente está destinada a ficar na História. E repetindo Orson Welles, é tudo verdade.

Carlos Newton/Tribuna da Imprensa

Tópicos do dia – 22/10/2011

08:14:00
Abaixo-assinado pela proibição da prática das vaquejadas -> www.peticaopublica.com.br


08:15:45
Nomes exdrúxulos
Continua o desfile de nomes estranhos que povoam o universo dos escândalos do PT.
Nesta encrenca no Ministério do Esporte, surgem uma Ralcilene, ex-funcionária da pasta, e um Waucilon, candidato a deputado pelo PCdoB.


08:34:42
Turismo para todos
Pesquisa do Ibope para a Abav (Associação Brasileira de Agências de Viagem) mostra que 74% dos brasileiros das classes C, D e E viajaram de avião nos últimos cinco anos, e 53% se hospedaram em hotéis de rede.


08:36:28
O Vereador e o eleitor mendigo
Vereador diz na internet que tem ‘vida de príncipe. Já o eleitor…


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Brasil: A republiqueta que funciona em caixa de sapato

O que era antes privativo dos mensaleiros e cuequeiros do PT, agora se propaga por partidos, também sempre decantados como éticos.

Esse descalabro é mais um dos exemplos envolvendo partidos políticos, no caso PCdoB e Ongs. A “tunga” dos cumpanheros tem a única finalidade de se apropriar do dinheiro público.

Sim, é inacreditável que um Ministro de estado seja acusado de receber propinas na garagem do prédio de seu escritório oficial.

O que é de estranhar, especificamente em relação às denúncias complementares, e não ao fato em si, é qual a razão de o policial João Dias ter feito as denúncias mais detalhadamente em reunião com parlamentares da oposição, e não diretamente à Polícia Federal.

Aliá, o PM alegou questões de saúde para o seu (dele) não comparecimento ao depoimento marcado à Polícia Federal. Ocorre que no mesmo horário ele estava reunido em uma das salas do Congresso Nacional com líderes de oposição.
O certo seria ter entregue as provas para a Polícia Federal.
Que eu saiba do que está normatizado na Constituição Federal, mais especificamente no art. 58, § 3º – “As comissões parlamentares de inquérito, que terão poderes de investigação próprios das autoridades judiciais, além de outros previstos nos regimentos internos das respectivas Casas, serão criadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, em conjunto ou separadamente, mediante requerimento de um terço de seus membros, para a apuração de fato determinado e por prazo certo, sendo suas conclusões, se for o caso, encaminhadas ao Ministério Público, para que promova a responsabilidade civil ou criminal dos infratores” – portando somente na vigência de um CPI, o que não é o caso nessa que foi uma reunião privada, o senador Álvaro Dias não tem poderes próprios do judiciário nem do Ministério Público.

E continua a pergunta que não quer calar, e nunca é respondida: e os empresários que corrompem os corrompidos? Quem são?
Nomes! Queremos nomes!

Faltou também ser revelado pelo insigne denunciante, e para que a denúncia se revestisse do máximo de credibilidade, qual foi a sua (dele) parte no butim.

Assim como o escândalo do mensalão do DEM de Brasília a oposição não olha para o próprio umbigo.
Quer dizer, sarjeta.
O Editor


Orlando Silva: Acusador afirma que entregou ‘gravação’ para revista

Reunido a portas fechadas com lideranças da oposição, o PM João Dias forneceu detalhes sobre o esquema de cobrança propinas da pasta dos Esportes. Informou que o balcão funcionava no prédio do próprio ministério, forneceu nomes de empresas e de pessoas, esmiuçou reuniões e disse ter gravado uma delas.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Mais: João Dias declarou a senadores e deputados oposicionistas que já entregou a gravação à revista ‘Veja’. Disse que será veiculada no próximo fim de semana. Segundo João Dias, soam no áudio as vozes de assessores do Ministério dos Esportes que se reuniram com ele a pedido do ministro Orlando Silva.

A conversa é de abril de 2008, época em que Orlando já ocupava a poltrona de ministro. Serviu para alinhavar um acordo nada republicano. Combinou-se que João Dias não denunciaria a engrenagem de cobrança de propinas. Algo que ameaçava fazer.

Em troca do silêncio, a equipe de Orlando Silva isentaria duas ONGs do PM de irregularidades em convênios firmados com o ministério. Coisa de R$ 3,2 milhões. O acordo fora esboçado, segundo João Dias, numa reunião que ele mantivera antes com o próprio Orlando Silva. Esse diálogo prévio não foi gravado.

Porém, disse o PM aos parlamentares, o áudio do segundo encontro, captado sem que os presentes soubessem, faz menção à combinação feita com o ministro. O blog conversou com três dos parlamentares que ouviram o relato de João Dias: Álvaro Dias (PSDB-PR), Chico Alencar (PSOL-RJ) e Ronaldo Caiado (DEM-GO).

Os três declararam-se impressionados com a riqueza de detalhes do relato. Em essência, o detrator de Orlando Silva contou o seguinte:

1. Rescisão retroativa: Combinou-se que João Dias, em litígio com os operadores do esquema de propinas, teria encerrados os convênios de suas ONGs. Embora o acerto seja de abril de 2008, o termo do encerramento dos negócios foi datado de dezembro de 2007. Por quê? Para evitar que irregularidades apontadas posteriormente caíssem na malha de órgãos de controle como TCU e da CGU.

2. Central de fraudes: João Dias disse que entrou em atrito com Orlando Silva e Cia. ao recusar-se a pagar propina de 20% sobre os convênios que celebrou. Pagou, segundo disse, entre 1% e 2%. A central de desvios funcionava, segundo o acusador, nas dependências do ministério. Envolvia convênios do programa ‘Segundo Tempo.’

3. Taxa de ‘assessoramento’: O acusador deu nome aos operadores dos contratos. Os contatos com as ONGs era feito por Ralcilene Santiago, funcionária do ministério e militante do PcdoB, partido do ministro. Cuidava da checagem da documentação e da estruturação dos convênios o advogado Júlio Cesar Vinha. A intermediação custava às ONGs até 20% do valor dos contratos. Feita a título de “assessoramento”, a cobrança era, segundo João Dias, “propina”.

4. Provedores de notas frias: João Dias contou que participavam do esquema empresas cuja função era a de prover notas frias para encobrir os desvios. Ele citou três logomarcas: HP, Infinita e Linha Direta.

5. R$ 1 milhão por baixo da mesa: De acordo com o relato do PM, o programa ‘Segundo Tempo’, concebido para levar atividades esportivas a crianças e adolescentes, destina verbas a ONGs de fancaria. Cumprem os convênios pela metade ou descumprem integralmente. Essas entidades devolvem parte do dinheiro recebido na forma de propinas. João Dias citou quatro ONGs que teriam repassado ao esquema R$ 1 milhão. Detalhista, ele dá os nomes das entidades e as cifras dos respectivos convênios: Liga de Futebol Society do DF (R$ 2 milhões), Instituto Novo Horizonte (R$ 3 milhões), Fundação Toni Matos (R$ 1 milhão), Associação Nossa Senhora Imaculada (R$ 600 mil).

6. Caixa dois do PCdoB: No dizer de João Dias, ex-candidato a deputado distrital pelo PCdoB-DF, a usina de desvios montada na pasta dos Esportes funciona “em todo país”. A verba malversada destinava-se, segundo ele às arcas eleitores clandestinas do PCdoB.

7. Testemunhas: João Dias disse que sua conversa com Orlando Silva, aquela em que foi esboçada a troca do silêncio pelo sumiço das irregularidades, ocorreu no gabinete do ministro e teve testemunhas. Estavam na sala assessores que ele identificou assim: Júlio Filgueiras, Valdemar e Adson (um dos parlamentares anotou Wadson).

8. Os assessores gravados: A reunião de abril de 2008, aquela em que a combinação feita com o ministro foi detalhada, ocorreu numa sala do sétimo andar do ministério. Deu-se, segundo o acusador, “na calada da noite”. Na gravação que João Dias diz ter feito sem o conhecimento dos presentes soam as vozes de Adson, Júlio Filgueiras, Charles e Fábio Hansen.

Realizada na sala da liderança do PSDB no Senado, a conversa de João Dias deixou impressionados os interlocutores. Para Álvaro Dias, há “elementos de sobra” para uma investigação do Ministério Público. Algo que requereu na segunda-feira.

Ronaldo Caiado comparou o esquema dos Esportes a uma quadrilha de traficantes: “É um relato demolidor. Revela operação semelhante às que fazem os traficantes no Morro do Borel ou na Rocinha. Só que, em vez de cocaína, trafica-se dinheiro”.

Para Chico Alencar, à margem de ”algumas inconsistências”, no pedaço que tratou “de nomes, períodos e negociações, o que se ouviu foi uma discrição fidedigna do velho esquema de caixa dois”.

Líder do PSOL, Chico enxergou no acusador, um PM que rico, a figura de um “cúmplice” do esquema. Discorda, porém, da tese de Orlando Silva segundo a qual não se deve dar crédito a bandido: “O mensalão do DEM veio a público na voz do delator Durval Barbosa. Ficou-se sabendo do mensalão do PT porque o Roberto Jefferson estava dentro e decidiu falar”.

Da reunião com João Dias, Chico Alencar foi à inquirição de Orlando Silva, que ocorria nas dependências da Câmara. Teve tempo de dirigir ao ministro questões suscitadas pelo PM.

Quis saber de Orlando Silva os nomes das pessoas que testemunharam a conversa dele com João Dias. “Ele não informou”. Perguntou-lhe sobre a reunião posterior, só com os assessores. “Ele respondeu: se houve, desconheço”. Inquiriu-o sobre o encerramento retroativo dos convênios das ONGs do PM. “Ele disse que desconhece totalmente”. Chico conclui: “Se vier a público a gravação, será possível cotejar o conteúdo com as declarações do Orlando [Silva].”

Nesta quarta, a oposição iria requerer a convocação de João Dias na Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara. Líder de Dilma Rousseff na Casa, Cândido Vaccarezza (PT-SP), avisou que o bloco governista vai rejeitar. Para ele, o assunto está encerrado. Chico Alencar brincou com Vaccarezza: “Esse assunto ainda vai exigir terceiro tempo e prorrogação”. Orlando Silva prestará novo depoimento, dessa vez no Senado. Quanto a João Dias, espera-se que compareça à Polícia Federal nesta quinta (20).

blog Josias de Souza

Os ladrões com ideologia são ainda piores do que os outros

Não há nenhuma reação consistente, pra valer, de nenhum segmento dos poderes da república. 

A Toga se “encolhe” já que não se interessa pelo assunto visto que paira um silêncio generoso sobre a acusação dos “bandidos da Toga”, abrindo caminho, se é que é possível, a se desmoralizou mais ainda.

O Legislativo, ah, o legislativo! Ceivado de Sarney, Calheiros, e Romeros, é subliminar parceira da falácia tão bem aplicada por uma oposição que se mostra um tanto quanto, nos subterrâneos dos interesses, uma espécie de “companheira dos “cumpaêiros” que mais e mais se mostra submissa às indecentes verbas parlamentares, que a todos interessa.

O Editor


O PMDB deveria reclamar de preconceito!

As evidências de malandragem no Ministério do Esporte são maiores e bem mais graves do que aqueles que determinaram a queda do Ministro do Turismo, Pedro Novais, e do ministro da Agricultura, Wagner Rossi. E, no entanto, nota-se um cuidado muito maior do próprio governo ao tratar do caso. Por quê? Se formos levar em conta o volume de recursos, então, o esquema que havia no Turismo vira brincadeira de criança. Desde 2003, o programa Segundo Tempo liberou quase… R$ 800 milhões!!! O PCdoB pode não ter obtido sucesso em fazer a revolução socialista. Mas é inegável que o partido conseguiu um jeito de distribuir a renda ao menos entre os seus.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Insisto: por que Dilma foi quase fulminante nos outros casos e enrola tanto com o Ministério do Esporte? Como prova um dos posts abaixo, VEJA evidenciou o esquemão já em 2008. No fim de 2010, ainda no governo do Apedeuta, as coisas se agravaram. Mesmo assim, a então presidente eleita manteve Orlando Silva na pasta. Agora, como se nota, o próprio ministro é engolfado pelos fatos. No fim das contas, há aquela má consciência de sempre: a corrupção promovida por um partido de esquerda, ainda que apenas nominalmente de esquerda, seria diferente da de um outro, que não carrega esse pedigree.

Eis aí uma das evidências, que se dá no terreno moral, a explicar por que todos os regimes socialistas, sem exceção, se tornaram ditaduras violentas e corruptas. Os esquerdistas se dão, mesmo!, todos os direitos e transformam suas vilanias e malandragens em atos de resistência política. Afinal de contas, eles têm um nobre propósito, não é?, que a direita não teria: a igualdade entre os homens. Em nome desse valor abstrato, eles podem praticar todas as safadezas concretas.

E ai daquele que denunciar! Se o fizer, só pode estar interessado em prejudicar a nobre luta dos valentes em defesa do bem, do belo e da justiça social. Como se consideram monopolistas da virtude e da caridade, suas teses dispensam demonstração. Eles estão sempre certos porque são naturalmente bons, e seus adversários estão sempre errados porque naturalmente maus, de sorte que o mal praticado por um esquerdista é bem, e o bem exercido por um opositor seu, um mal.

Isso demonstra quão genial foi George Orwell — que era simpático, na origem, às teses socialistas — no livro 1984, publicado em 1949. Ali aparecem (na versão para o português) a “novilíngua” (as palavras querem dizer o contrário do seu sentido de dicionário) e o “duplipensar”: por esse método, alguém pode pensar uma coisa e, ao mesmo tempo, o seu contrário. É a essência moral das esquerdas. Trotstky, o mais inteligente da geração de revolucionários russos de 1917, escreveu em 1936 o livro “Moral e Revolução”, em que fala de duas morais, a que serve e a que não serve aos bolcheviques: “A Nossa Moral e a Deles”. Trata-se de um dos textos mais indecentes jamais escritos. Falo com mais cuidado sobre esse monumento ao amoralismo num longo post, abaixo deste.

É evidente que nem o PT nem essa turma do PCdoB que está agarrada às tetas do Ministério do Esporte querem revolução social, socialismo ou algo parecido. Isso hoje daria uma trabalheira danada, ainda que fosse viável, e haveria o risco de eles perderem seus privilégios. Não há o menor risco de o “comunismo”, na versão conhecida, voltar a ser influente no mundo. O mesmo, no entanto, não se diga sobre ditaduras. Isso é outra coisa. Evento recente em São Paulo (o do promotor que denunciou como “nazistas” moradores que se opõem à mudança de endereço de um albergue) demonstra que a idéia de um estado dominado por esses “monopolistas do bem”, que submeta o conjunto da sociedade às suas vontades (ainda que num regime de economia de mercado) é, sim, possível. Pior: dá para criar a mímica da democracia numa ditadura.

Fui um pouquinho longe para falar sobre a moral particular dos esquerdistas? Fui, sim! O que estou evidenciando é que aquela canalha que fica na rede defendendo larápios se acha superior aos defensores de larápios de outras legendas. Afinal, eles seriam herdeiros da velha moral revolucionária, compreendem?

No fundo, como lembrou Padre Vieira no “Sermão do Bom Ladrão”, citando São Basílio Magno, esses ladrões são piores do que os outros. Aqueles, ao menos, roubam correndo algum risco; estes roubam sem temor nem perigo.

blog Reinaldo Azevedo

Orlando Silva, ministro dos esportes, pisou na bola

Primeiro foram malas em refinados escritórios. Depois cuecas e meias. A propina agora chegou às caixas de sapatos. Em subsolos, porões apropriados para o habitat de ratos.
O desvio agora é em torno de um tal “Progama Segundo Tempo”.
Já imaginaram Tupiniquins, o que deve ter ocorrido no decorrer do primeiro tempo?
Marx se revira na tumba. Os “comunistas” foram cooptados pelo materialismo burguês.
Esse é o 5º ministro envolvido em tramoias.
Essa é a verdadeira herança maldita que o retirante de Garanhuns deixou para Dona Dilma.

O Editor


Denúncias da Veja ao ministro do Esporte já eram conhecidas. A novidade é que agora há testemunhas.

Já faz vários meses que a imprensa divulga graves denúncias contra o ministro do Esporte, Orlando Silva.

Aqui no blog já comentamos muitas vezes essas fraudes das ONGs “esportivas” ligadas ao PCdoB. Agora é revista ‘Veja’ que acusa o ministro de chefiar o esquema de desvio de dinheiro público para os cofres do seu partido, o PCdoB.

Silva, que está em Guadalajara, no México, onde assistiu à cerimônia de abertura dos Jogos Panamericanos ontem, disse estar “sereno, mas revoltado” com o que classificou de invenções e calúnias.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

“Quero repudiar as mentiras que foram publicadas pela revista. Uma pessoa que está sendo processada, um bandido, me acusa e eu tenho que me explicar. Já solicitei ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que seja aberto um inquérito criminal para que isso seja apurado. Só encontrei um dos caluniadores (João Dias Ferreira), uma vez, em uma audiência, a pedido do então ministro Agnelo Queiroz. O outro (Célio Soares), nem sei quem é. E duvido que ele me conheça também”, afirmou o ministro.

A reportagem da ‘Veja’ apenas repete as denúncias anteriores, mas acrescenta importantes informações, que ainda não tinham sido divulgadas. Afirma, por exemplo, que o próprio Orlando Silva teria recebido propina dentro da garage do ministério, em Brasília.

As demais afirmações são antigas, pois é mais do que conhecido o esquema de corrupção para irrigar os cofres do PCdoB a partir do desvio de verbas públicas para ONGs de fachada. Os recursos eram destinados à compra de materiais esportivos para crianças carentes, por meio do programa Segundo Tempo, tocado pelo ministério desde o governo Lula.

As denúncias sobre as ONGs foram facilmente comprovadas, porque apontavam as verbas distribuídas a organizações dirigidas por militantes do PCdoB, cujos projetos não foram desenvolvidos. Agora, Orlando Silva alega que as denúncias possam ter um fundo político, já que o ministério não realizará mais convênios com entidades privadas e estes serão feitos agora através de seleção pública. Ou seja, depois da porta arrombada é que se finge colocar uma tranca.

Segundo o ministro, já foram apresentados mais de 500 projetos, mas apenas entre 150 e 200 serão selecionados. Suas alegações são patéticas: “Este ano, os parceiros passaram a ser escolhidos por seleção pública, porque houve mais pedidos do que possibilidade de atender a demanda. Também passamos a não realizar convênios com entidades privadas, pois as públicas garantem um melhor sistema de controle.

Existe um processo no Tribunal de Contas da União para que a empresa relacionada a um dos acusadores devolva o investimento de cerca de R$ 3 milhões. Antes disso, houve a possibilidade de que houvesse uma prestação de contas mais clara, o que não aconteceu”, afirmou Silva.

Em nota complementar à defesa feita por Orlando Silva em Guadalajara, o Ministério do Esporte anunciou que irá acionar a Polícia Federal para investigar denúncias de propina na pasta divulgadas neste sábado em matéria da revista Veja. O pedido já foi feito ao ministro da Justiça José Eduardo Cardozo e terá como alvo denúncias feitas pelo policial militar João Dias em entrevista à revista. “Tenho a certeza de que ficará claro de que tudo o que ele diz são calúnias”, diz o ministro do Esporte, na nota.

Segundo a nota, que dá mais detalhes do contrato do ministério com o denunciante, por meio da Associação João Dias de Kung Fu e da Federação Brasiliense de Kung Fu, o policial teria firmado dois convênios, em 2005 e 2006 para atendimento a crianças e jovens, dentro do Programa Segundo Tempo.

Como o contrato não teria sido cumprido, o ministério determinou a suspensão dos repasses em junho de 2010 , com a instauração de Tomada de Contas Especial, enviando todo o processo ao TCU. O ministério exige a devolução de R$ 3,16 milhões, atualizados para os valores de hoje.

“A avaliação do ministro do Esporte é de que foi esse o motivo para João Dias fazer agora acusações de desvios de verbas do Segundo Tempo por um suposto esquema de corrupção no Ministério”, diz a nota , enfatizando que Orlando Silva afirma com veemência ser caluniosa a afirmação de João Dias de que houve entrega de dinheiro nas dependências do Ministério e pretende tomar medidas legais.

Carlos Newton/Tribuna da Imprensa