Cinco perguntas sobre o mercado bilionário por trás de função de pagamentos do WhatsApp

Popularidade do WhatsApp no Brasil e dificuldades com mercado da Índia levaram empresa a lançar serviço por aqui.

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Desde segunda-feira (15/6), quando foi anunciado o lançamento de uma plataforma própria de pagamentos dentro do WhatsApp, o assunto tem gerado repercussão nas redes, com muitas pessoas comemorando e outras levantando questionamentos.

O aplicativo de conversas começou a implementar um sistema que permitirá transferências para outras pessoas e pagamentos no cartão de crédito e débito dentro do aplicativo. Atualmente, só algumas contas tem acesso ao serviço, que será disponibilizado gradualmente a todos os usuários, diz a empresa.

“Ao simplificar o processo de pagamento, esperamos ajudar a trazer mais empresas para a economia digital e gerar mais oportunidades de crescimento”, anunciou a empresa. Ainda não há previsão de quando o serviço estará disponível para todos.

A nova função é um investimento do Facebook — a empresa dona do WhatsApp — no mercado de pagamentos em cartão de crédito que movimentou R$ 297 bilhões no Brasil só nos três primeiros meses de 2020, segundo a Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços).

Entenda em cinco perguntas o que está por trás desse lançamento e como o novo serviço do WhatsApp vai funcionar.

Porque o Brasil é o primeiro país em que o WhatsApp vai implementar o serviço?
Antes de anunciar o serviço no Brasil, o WhatsApp vinha testando pagamento na Índia — onde tem mais de 400 milhões de usuários — há meses. Dificuldades com o sistema de regulação no país asiático, no entanto, geraram atrasos no lançamento do serviço para um público mais amplo.

O anúncio, na segunda-feira, de que o sistema seria inaugurado no Brasil, gerou surpresa no setor. A empresa diz que a motivação é que “o WhatsApp é muito usado no Brasil, tanto por pessoas quanto por pequenas empresas” e que a intenção é expandir para outros países depois.

“Acreditamos que os pagamentos digitais podem apoiar o desenvolvimento econômico no Brasil, estimulando a inovação e facilitando a transferência de dinheiro entre pessoas em todo o país”, diz a empresa, em nota.

“Sabemos que os usuários locais amam o WhatsApp e entendemos que o fornecimento desse recurso pode ajudar a acelerar a conscientização e a adoção de pagamentos digitais.”

A empresa cita também os mais de 10 milhões de pequenos negócios existentes no país, uma área na qual vem investindo há algum tempo, com o lançamento do WhatsApp Business (conta exclusiva para empresas), por exemplo. Pela conta comercial, os usuários podiam mostrar seus produtos e falar com clientes, mas não podiam receber pagamentos.

“Os pagamentos por meio do WhatsApp facilitam as operações em tempos difíceis como esses, além de ajudar no crescimento e na recuperação financeira dessas empresas”, diz o WhatsApp.

WhatsApp tem mais de 120 milhões de usuários brasileiros
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Qual o tamanho do mercado (em valores ou número de transferências) que o WhatsApp pretende atingir com o serviço?
O WhatsApp não divulga o tamanho da fatia que espera conquistar no mercado de transações online no Brasil. Mas o potencial é grande: atualmente a plataforma de conversas tem mais de 2 bilhões de usuários no mundo, mais de 120 milhões deles no Brasil.

No ano passado, o WhatsApp foi o aplicativo de celular mais usado no país, segundo a empresa de monitoramento App Annie.

Além disso, o potencial dentro das transações realizadas através de cartões de crédito também é enorme: os cartões de crédito movimentaram quase R$ 1,16 trilhões em 2019, segundo a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs). Isso é equivalente a mais de 15% do PIB (Produto Interno Bruto) do ano.

Esse número de transações inclui tanto os pagamentos por maquininhas presencialmente quanto os feitos online, através dos meios de pagamento conhecidos como “gateways”, como o PayPal, o PagSeguro e MercadoPago.

Com parceria da Cielo, o WhatsApp será mais um desse gateways, mas, de acordo com o que foi divulgado até agora, funcionará apenas dentro do próprio aplicativo — sem possibilidade de incorporá-lo a outros sites.

O uso do serviço para vendas tem aumentado na pandemia. Segundo o Google Trends, a busca conjunta por “WhatsApp” e “Vendas” cresceu 25% entre abril e junho de 2020 em comparação com o primeiro trimestre.

O pagamento por WhatsApp não pode facilitar golpes e fraudes pelo aplicativo? Meus dados estarão protegidos?
A preocupação com a proteção de dados é central em um serviço como esse, explica o advogado Guilherme Dantas, especialista em finanças do escritório SiqueiraCastro. “E os órgãos reguladores estão de olho nisso”, afirma.

A Cielo, que faz parceria com o WhatsApp no novo sistema de pagamento, foi notificada nesta semana pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), órgão do Ministério da Justiça e Segurança Pública, para dar explicações sobre uma suposta coleta de “amplo conjunto de dados de vendedores cadastrados em suas plataformas”.

A empresa afirma que a acusação não tem qualquer fundamento.

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Sistema de pagamentos do WhatsApp será implementado gradualmente
O Facebook, que é dono do WhatsApp, também já esteve na mira das autoridades por vazamento de dados de usuários, mas mudou seus protocolos e diz ter resolvido o problema depois do escândalo envolvendo a empresa Cambridge Analytica, que usou informações de mais de 50 milhões de pessoas, sem o consentimento delas, em serviços de propaganda política.

Desde então, o CEO do Facebook, Mark Zuckenberg, pediu desculpas pelo caso e fez alterações e reformas para corrigir “os erros”, que, segundo a empresa, permitiram o uso indevido dos dados. O Facebook também implementou o Regulamento Geral de Proteção de Dados da União Europeia em todos os locais do mundo onde opera.

Quanto à possíveis fraudes e golpes, o WhatsApp diz que seus pagamentos “foram criados priorizando os recursos de segurança.”

A empresa também recomenda que todos os usuários no Brasil ativem a autenticação de duas etapas, para segurança adicional da conta. “E lembramos que as pessoas nunca compartilhem sua senha com outras pessoas”, diz a empresa, em nota, lembrando também que todo pagamento vai exigir senha ou impressão digital.

O WhatsApp diz também que não recebe, transfere ou armazena fundos durante o processamento da transação. “Se um usuário tiver um problema, o banco terá um registro da transferência e poderá fornecer assistência às vítimas de fraude. Também será identificado no extrato bancário como “FBPAY WA” e incluirá o destinatário”, explica.

“É importante reforçar que todas as transferências são registradas pelos bancos parceiros, para que haja um registro de todas as transações. Além disso, estabelecemos limites para a quantia que pode ser transferida por transação, por dia e por mês”, diz a empresa.

Casa haja crimes, como golpes, ocorrendo dentro da plataforma, diz a companhia, o WhatsApp “responde a solicitações legais válidas da aplicação da lei em situações em que há investigação para esses crimes”.

O serviço é regulado pelo Banco Central? Como funciona a regulação?
O advogado Guilherme Dantas explica que já existe previsão na legislação para esse tipo de serviço — ele está regulado pela Lei 12.865/2013, que trata de métodos eletrônicos de pagamentos.

O pagamento no WhatsApp será feito com cartões de débito ou crédito das bandeiras já existentes, como Visa e Mastercard.

“Na prática, vai ser mais uma forma de pagamento online como as que já existem, como PicPay”, explica Dantas.

“Então foi uma surpresa o anúncio, o impacto da notícia foi grande, mas eles não estão exatamente inventando a roda, é mais um agente em um mercado em expansão”, diz.

Foi uma surpresa positiva, na visão de Dantas, porque aumenta a concorrência no mercado, o que é positivo para o consumidor.

“E não é só no pagamento online que cria concorrência, cria concorrência com bancos, que estão por trás dos meios de pagamento tradicional”, explica.

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Os cartões de crédito movimentaram quase R$ 1,16 trilhões em 2019 no Brasil.
Na segunda, o Banco Central, que regula o sistema financeiro, emitiu uma nota dizendo que cogitava integrar o serviço do WhastApp ao Pix — um programa de transferências instantâneas que está sendo criado pelo próprio BC — mas que, por enquanto, vigiará o seu desenvolvimento.

A preocupação do BC, explica Dantas, é com o fato de que a iniciativa do WhatsApp ser fechada, apenas para transações dentro do aplicativo.

Outra preocupação do BC, segundo Dantas, é a de que “o WhatsApp esteja dando preferência para um agente no mercado, que é a Cielo“.

Mas, segundo ele, outros agentes podem procurar fazer parte da iniciativa e, se o WhatsApp barrar, tanto o BC quanto o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) podem ser procurados para garantir o acesso.

A Justiça vai aceitar doações eleitorais por esse meio?
Sendo o aplicativo mais popular no Brasil, o WhatsApp foi muito usado durante as eleições — tanto em campanhas legítimas quanto na disseminação de fake news.

Esse cenário fez com que muitas pessoas levantassem o questionamento de como a nova função de pagamentos poderia ser utilizada em um contexto eleitoral.

A princípio, pela forma como foi anunciado, o Whatsapp Pay não poderá ser utilizado para doações eleitorais, explica Michel Bertoni, advogado especializado em direito eleitoral e membro da Comissão de Direito Eleitoral da OAB/SP.

Há duas formas de campanhas eleitorais receberem doações por débito e crédito permitidas pela Justiça: através do site da campanha e em sites de financiamento coletivo (crowdfunding), explica Bertoni.

De acordo com as normas de financiamento de campanha, em ambos os casos, é preciso que o pagamento seja feito no próprio site, através de meios de pagamento (gateways) que possam ser incorporados ao site — alguns métodos de pagamento online permitem essa função, como o PayPal e a PagSeguro, por exemplo. No caso do crowdfunding, também é possível pagar em aplicativos cadastrados na Justiça Eleitoral.

Mas — pelo menos de acordo com o que o WhatsApp divulgou até agora — o pagamento pelo aplicativo será de conta para conta, ou seja, sem possibilidade de incorporar o pagamento em um terceiro local.

Além disso, explica Bertoni, há uma série de outras regras que precisam ser cumpridas, como a possibilidade de emissão de recibo com identificação do CPF e nome do doador.

“Dentro daquilo que o WhatsApp se propõe a fazer hoje, não seria possível a doação para campanha via WhatsApp”, explica o advogado. “Se tivesse interesse, a plataforma teria que dar um jeito de criar uma solução técnica, como um plug-in, que pudesse ser incorporado aos sites ou aplicativos das empresas de crowdfunding”

Ou seja: nas configurações anunciadas, qualquer doação feita para campanhas eleitorais através de Whatsapp será ilegal — e pode até configurar caixa-dois.

No entanto será possível que campanhas façam pagamentos por WhatsApp, se feitos com o cartão de crédito e débito e CNPJ da campanha e devidamente declarados à Justiça Eleitoral.

O capital não dorme! Coronavírus: os negócios globais que conseguiram crescer durante a pandemia

Muitos estão usando a internet para fazer compras, o que pode ser uma notícia boa para o comércio eletrônico; custos, no entanto, têm crescido para as empresas.

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A pandemia de coronavírus causou muitos problemas para a economia global, mas as medidas de isolamento social que restringem a circulação de pessoas também ajudaram, por outro lado, algumas empresas a prosperar.

No entanto, mesmo nas histórias de sucesso, é preciso interpretar os dados com cuidado.

Por exemplo, muitos estão usando a internet para fazer compras, o que pode ser uma notícia boa para o comércio eletrônico. Mas os números da gigante americana Amazon, no entanto, contam uma história diferente.

Pertencente ao homem mais rico do mundo, Jeff Bezos, a empresa ganhou as manchetes em meados de abril como uma das vencedoras claras da crise dos coronavírus, com hordas de clientes entrando em seu site e gastando cerca de US$ 11 mil (R$ 63 mil atualmente) por segundo.

Em resposta, as ações da Amazon registraram um aumento histórico.

Mas duas semanas depois, os contadores do grupo se viram diante de uma situação diferente. Dizem que a empresa poderá sofrer perdas pela primeira vez em cinco anos, quando seus dados financeiros forem divulgados entre abril e junho.

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A empresa diz que terá que gastar US $ 4 bilhões para lidar com a disseminação da covid-19.

Despesas em tempos de coronavírus

Apesar de ter gerado muito mais dinheiro entre janeiro e março, a Amazon enfrenta custos crescentes para lidar com o aumento de pedidos, forçando-a a contratar 175 mil trabalhadores a mais.

A empresa diz que terá que gastar US$ 4 bilhões para lidar com a disseminação da covid-19, que inclui fornecer a seus trabalhadores equipamento de proteção individual e realizar operações de desinfecção em seus gigantescos armazéns.

Esse valor excede os ganhos da Amazon durante o primeiro trimestre de 2019 (US $ 2,5 bilhões).

A Amazon tem resistido há muito tempo aos sindicatos, argumentando que prefere falar diretamente com seus funcionários sobre quaisquer preocupações que eles tenham.

Antes de seu anúncio sobre o custo dos custos da covid-19, a Amazon havia sido criticada por razões de segurança pela forma como trata sua força de trabalho durante a pandemia.

A Netflix ganhou 16 milhões de novos assinantes nos últimos meses – Direito de imagem GETTY IMAGES

O boom do streaming

O setor de entretenimento doméstico tem sido um vencedor claro na quarentena, mantendo uma tendência crescente que já vinha de antes.

Nos últimos anos, o streaming vem se tornando cada vez mais popular.

Apesar do número de pessoas que foram ao cinema em todo o mundo ter crescido 18% nos últimos dois anos, as assinaturas da Netflix aumentaram 47% no mesmo período.

Não é de surpreender que o setor de entretenimento doméstico prospere quando tantas pessoas não têm escolha a não ser ficar em casa.

“Na Itália e na Espanha, por exemplo, as novas instalações de aplicativos da Netflix aumentaram 57% e 34% durante o confinamento (respectivamente)”, disse à BBC o analista de tendências Blake Morgan.

“As pessoas precisam de entretenimento e escapismo agora mais do que nunca.”

A Netflix anunciou em 22 de abril que ganhou quase 16 milhões de novos clientes entre janeiro e abril.

Produções paralisadas e câmbio desfavorável

Mas, mesmo em um caso tão bem-sucedido, há aspectos negativos. As condições de confinamento paralisaram a produção de novas séries e filmes.

Além disso, muitas moedas nacionais perderam valor devido à pandemia, o que significa que os mais novos clientes internacionais da Netflix não estão trazendo tanto dinheiro para a empresa americana.

Outra grande empresa de entretenimento americana que teve lucro mas também perdas durante a pandemia é a Disney.

A empresa teve que fechar seus parques de diversões quando as medidas de contenção foram implementadas. Isso custou à Disney pelo menos US$ 1,4 bilhão, de acordo com o CEO Bob Chapek.

Mas, ao mesmo tempo, a demanda pelos serviços de streaming da Disney explodiu.

A plataforma Disney+, lançada em novembro, agora tem quase 55 milhões de assinantes, número que a Netflix levou cinco anos para obter.

Duas das maiores empresas de entrega do mundo, Fedex e UPS, com sede nos Estados Unidos, pediram ao governo dos EUA apoio para lidar com problemas logísticos causados ​​por restrições impostas pelo confinamento. Direito de imagem GETTY IMAGES

Problemas de logística durante o confinamento.

Poderíamos esperar que o crescente comércio eletrônico também trouxesse lucros para as empresas de entrega que deixam pacotes à sua porta, mas também nesse caso há problemas.

Duas das maiores empresas de entrega do mundo, Fedex e UPS, com sede nos Estados Unidos, pediram ao governo dos EUA apoio para lidar com problemas logísticos causados ​​por restrições impostas pelo confinamento.

Embora tenha havido um aumento no número de clientes particulares comprando online, as operações mais lucrativas são entre empresas, e a demanda dessas empresas caiu porque muitas tiveram que fechar suas portas ou reduzir suas atividades durante a pandemia.

Até agora, os lucros da UPS caíram mais de 26% neste ano.

Profissionais do sexo estão sofrendo com a pandemia.
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Sexo vende, mas não traz tanto lucro aos profissionais.

Da Colômbia à Dinamarca, houve um aumento na venda de brinquedos sexuais durante o confinamento.

É um ótimo negócio, com um mercado que movimentou quase US$ 27.000 milhões em 2019.

A covid-19 parece ter dado um impulso à indústria de brinquedos sexuais, com empresas especializadas em dispositivos de alta tecnologia que oferecem “experiências de longa distância” se beneficiando do distanciamento social.

Mas o coronavírus gerou perda de renda – e aumentou os riscos à saúde – para profissionais do sexo.

Em muitos países, as trabalhadoras do sexo não têm direitos trabalhistas e não são elegíveis para programas de ajuda do governo, colocando-as na pobreza e deixando algumas sem moradia durante a pandemia.

O Japão é uma exceção, sendo um país que ofereceu ajuda financeira a profissionais do sexo durante esta crise.

Vendas de colchões de ioga cresceram – Direito de imagemGETTY IMAGES

Exercício em confinamento

As restrições de movimento e viagens foram má notícia para as academias, mas a venda de equipamentos de treinamento para quem faz exercício em casa aumentou.

Na Austrália, por exemplo, houve uma corrida por itens de fitness, de pesos a tapetes de ioga.

As vendas do Smartwatch cresceram 22% no início de 2020, em comparação com o mesmo período de 2019, de acordo com um relatório da consultoria Strategy Analytics.

“Muitos clientes usam relógios inteligentes para monitorar sua saúde e exercícios durante o confinamento”, disse à BBC Steven Waltzer, analista da empresa.

Os personal trainers tentam usar a internet para substituir as sessões tradicionais, mas essa situação é difícil para muitos profissionais do setor e várias academias tiveram que fechar suas portas.

Plataforma Zoom permite que músicos no Equador façam transmissões aos fãs – Direito de imagemGETTY IMAGES

Comunicação online e trabalho remoto

Com milhões de pessoas em todo o mundo trabalhando em casa, as ferramentas de comunicação online ganharam popularidade.

A empresa que lidera o negócio de videoconferência é a Zoom; o aplicativo teve mais de 131 milhões de downloads em todo o mundo em abril, segundo a empresa de pesquisa Sensor Tower, 60 vezes mais que o mesmo período do ano anterior.

Mais de 18% desses downloads foram feitos na Índia, e o segundo país da lista são os Estados Unidos, com 14%.

O Zoom tornou-se a escolha preferida de muitas empresas e membros do público.

Embora a maioria das pessoas use a versão gratuita do aplicativo, que possui restrições como limites de tempo em uma chamada, o Zoom ganha dinheiro com usuários que pagam por seus recursos premium. Nos primeiros três meses de 2020, a empresa ganhou US$ 122 milhões, dobrando o que alcançou no mesmo período do ano passado.

Outro vencedor da tendência do “teletrabalho” foi o Slack.

A plataforma de mensagens instantâneas usada pelas empresas para comunicações internas disse que seus assinantes quase dobraram de número entre janeiro e março.

Ações do PayPalbateram recorde no dia 7 de maio
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Ações do PayPal

Uma das maiores empresas de pagamento digital do mundo, o PayPal, foi severamente afetada pela covid-19. Seu lucro líquido nos primeiros três meses de 2020 caiu para US$ 84 milhões, quase oito vezes menos que no mesmo período do ano passado.

Mas, ao mesmo tempo, as ações do PayPal atingiram seu valor mais alto em 7 de maio.

Como os analistas de mercado explicam isso?

Muitas pessoas enfrentam dificuldades financeiras e podem estar menos dispostas a gastar durante o confinamento, mas a mesma situação também pode incentivá-las a migrar para serviços de pagamento digital, um sinal potencialmente positivo para o futuro do PayPal.

O PayPal registrou 10 milhões de novas contas entre janeiro e março e processou até US$ 199 bilhões, um aumento de US$ 161,5 bilhões em relação ao mesmo período em 2019.

“Acreditamos que estamos alcançando um ponto de inflexão em todo o mundo, onde as pessoas estão vendo como é simples e fácil usar pagamentos digitais para serviços”, disse Dan Schulman, CEO do PayPal, a investidores em uma teleconferência em 6 de maio.

“Pesquisas mostram que agora as pessoas estão mais inclinadas a comprar online do que a voltar à loja”, acrescentou.

Covid-19; apó a pandemia os giganjtes da tecnologia terão ainda mais controle sobre o que você vê e pensa

Os algoritmos do Vale do Silício estão controlando seu mapa cognitivo, e os governos estão deixando isso acontecer. O Covid-19 está fornecendo a cobertura perfeita para reforçar esse controle – bem a tempo das eleições de 2020.

O neoliberalismo foi a cobertura perfeita para os oligarcas desencadearem guerras ideológicas para proteger os bilhões que saquearam dos contribuintes. Trilhões de dólares fluíram para o Vale do Silício, o berço da censura digital – censura que, sob muitos aspectos, é mais perigosa e insidiosa do que o golpe fracassado d’état de um presidente dos EUA apoiado no discurso com a farsa rússia e a farsa do impeachment.

Nas últimas duas décadas, as sociedades democráticas foram manipuladas pelos gigantes não-regulamentados de alta tecnologia do Vale do Silício, que agora controlam o fluxo de notícias e atacam com a Amazon, Facebook, Google, Twitter, YouTube, Instagram, Netflix, PayPal, Reddit, TikTok, Microsoft e Amazon, Apple e a perigosa Internet Of Things (acelerada pela 5G).FOTO DE ARQUIVO: Sheryl Sandberg do Facebook, uma forte defensora dos Clintons © Reuters / Philippe Wojazer
É difícil encontrar provas concretas, pois você nunca pode pegar os gigantes da tecnologia em flagrante. A maneira como eles propositalmente ocultam todos os seus dados e algoritmos de marca registrada serve apenas para reforçar as suspeitas e as evidências dispersas. Mas seus motivos têm sido transparentes em suas próprias declarações e ações públicas.

Covid-19 é a diversão perfeita.

Enquanto o Congresso passa movimentadamente mais resgates de bilhões de dólares para bilionários, a alta tecnologia furtivamente garante que as futuras gerações se tornem viciados em digital que cegamente aceitam e abraçam, como ovelhas, o surgimento da tirania digital. Os estudantes de hoje tropeçam como zumbis em transe, com os olhos fixos nos celulares, com medo de perder as atualizações em tempo real do Instagram ou os memes mais recentes do TikTok. O desenvolvimento do 5G pode resultar em uma Segunda Guerra Mundial silenciosa que garante o rápido desaparecimento de uma sociedade ocidental zumbificada sem que um único tiro seja disparado.

Os algoritmos do Vale do Silício determinam o conteúdo que você vê, quando o vê, como o vê ou se o vê. Se os “moderadores” sombrios e sem rosto discordam do seu ponto de vista ou se opõem à narrativa neoliberal oficial, ela desaparece e você é banido das sombras. Por exemplo, acredito firmemente que meu feed do Twitter do @PlanetPonzi é de sombra. O CEO do Twitter, Jack Dorsey, endossou um artigo como uma “ótima leitura”, no qual os autores refletiram como a política dos EUA ficou tão ruim (sob a Casa Branca Trump) que “não havia um caminho bipartidário a seguir … e o país está à beira de uma guerra civil.”

Eles continuaram: “Neste período atual da política americana, neste momento de nossa história, não há como um caminho bipartidário fornecer o caminho a seguir”. O apoio de Dorsey a este artigo estabelece um precedente que permite uma cultura tóxica no Twitter, o que provavelmente se refletiu na seleção de contas dos funcionários para o shadowban. Vice conduziu uma investigação que revelou como as famosas vozes conservadoras que usavam o Twitter eram constantemente suprimidas mais do que as contas liberais.

O Twitter nunca abordou os resultados do Vice e mais tarde negou alegações dizendo que era um erro ou que “sinais baseados em comportamento” aumentam a visibilidade de certas contas, enquanto suprimem a visibilidade de outras pessoas como parte do objetivo do Twitter “de melhorar a saúde das conversas públicas em Twitter.” Então, para reiterar, vozes conservadoras, incluindo membros existentes do Congresso dos EUA, como Matt Gaetz, foram suprimidas no Twitter.

Devido à natureza opaca do Twitter, é impossível afirmar que o Twitter aumenta as contas individuais, garantindo que as postagens com as quais os moderadores do Twitter discordam nunca sejam vistas, mas é altamente provável. As avaliações estratosféricas “baseadas em fraudes por clique” das empresas sem fins lucrativos de zumbis do Vale do Silício continuam extraordinárias. A avaliação de US $ 20 bilhões do Twitter é hilária. A Elliott Management, de Paul Singer, é um investidor corajoso que acredita e confia no modelo de negócios do Twitter.

Outro exemplo pode ser encontrado simplesmente olhando os comentários direcionados a Boris Johnson, enquanto ele está sentado no hospital lutando contra o Covid-19. As pessoas estão pedindo sua morte e afirmando que ele merece estar nessa situação. Esses comentários ainda apareceriam se eles pedissem a morte de um liberal? Tudo bem, simplesmente porque Johnson é um conservador?

E não é apenas o Twitter.

Apesar de seu testemunho juramentado, a Pesquisa do Google foi flagrada manipulando dados de pesquisa, ocultando dados e criando algoritmos que fazem exatamente isso e não deixam evidências. Por exemplo: os artigos que escrevo são ocultados pela Pesquisa do Google (tente pesquisar no Google ‘Feierstein’, ‘Mitchell Feierstein’, ‘Feierstein rt.com’ e ‘Mitchell Feierstein rt.com’ e compare os resultados).

Cientistas de dados e psicólogos têm a mesma opinião. Dê uma olhada nos estudos de Ronald E. Robertson sobre o Efeito de manipulação de mecanismos de pesquisa publicados nos Anais da Academia Nacional de Ciências, que são fascinantes e condenadores.

Esses porteiros digitais têm o poder de controlar e manipular populações por meio da coleta de big data. Seu perfil digital contém um registro de tudo que você faz. Você está sendo rastreado e todos os seus movimentos e ações são gravados. Esses dados valiosos são compilados e armazenados pelas empresas listadas acima. Esses dados são valiosos e baseiam-se em suas preferências e em todos os itens que você pesquisou ou comprou na Internet, nas lojas que você visitou e nos lugares pelos quais viajou, seja de carro, ônibus, trem ou avião. Google, Amazon, Facebook e outros. estão gravando todos os seus movimentos. Todas essas são, pelo menos nominalmente, funções de exclusão – mas as empresas estão contando descaradamente que as pessoas não estão sendo incomodadas o suficiente para vasculhar as configurações e desmarcar todo isenções de responsabilidade de pequenos scripts.Tecnologia,Internet,Redes sociais

Parece assustador? Bem, é sim. O pior é que o controle total dos dados do consumidor – e o poder resultante de influenciá-lo – é combinado com preferências políticas claramente expressas.

Teddy Goff, estrategista de campanha digital de Hillary Clinton em 2016, enviou o seguinte email a Clinton e John Podesta, gerente de campanha de Clinton:

“As relações de trabalho com o Google, Facebook, Apple e outras empresas de tecnologia foram importantes para nós em 2012 e devem ser ainda mais importantes para você em 2016, dadas as posições ainda em ascensão na cultura. Essas parcerias podem trazer uma série de benefícios para a empresa. uma campanha, do acesso a talentos e possíveis doadores ao conhecimento antecipado de produtos beta e convites para participar de programas-piloto. Começamos a ter conversas discretas com algumas dessas empresas para entender suas prioridades para o próximo ciclo, mas encorajamos você, assim que sua liderança em tecnologia estiver no lugar, a iniciar discussões mais formais. ”

Você se lembra do slogan do Google “Não seja mau”? Bem, o Google é mau. É um dos maiores doadores da classe política irresponsável e paga de Washington.

A China contratou Eric Schmidt, do Google, para criar um sistema de crédito social chinês que espionasse e censurasse grande parte da população chinesa. Em resposta, os funcionários do Google publicaram a seguinte declaração: “Nos recusamos a criar tecnologias que ajudem os poderosos a oprimir os vulneráveis, onde quer que estejam.” Enquanto Schmidt representou esse Sistema de Crédito Social como estando apenas no estágio de desenvolvimento e não estaria concluído por anos, relatórios recentes afirmam que isso é uma mentira total e que o sistema está totalmente funcional.

“Nós sabemos onde você está. Nós sabemos onde você esteve. Podemos saber mais ou menos o que você está pensando.”
ex-CEO do Google, Eric Schmidt.

O presidente Obama se reunia com Schmidt com freqüência, e o Google exercia influência sobre a administração e as políticas de Obama. Os registros da Casa Branca mostram que, entre 2009 e 2015, enquanto o presidente Obama estava no cargo, funcionários do Google e suas entidades associadas visitaram a Casa Branca 427 vezes.

Em 2016, os relatórios da mídia sugeriram que os resultados de pesquisa do Google ocultaram más notícias sobre Clinton e retrataram Hillary de uma maneira muito mais favorável que Trump. Schmidt respondeu: “Não tomamos posição na eleição presidencial americana e nem espero que o façamos”.

Além do trabalho de Schmidt nas estratégias de tecnologia da campanha, ele também secretamente financiou um fornecedor da campanha de Hillary Clinton. Em outubro de 2016, Goff transmitiu um e-mail enviado a Clinton: “A palavra de Schmidt eclipsaria facilmente a operação de tecnologia de qualquer oponente de Clinton”.

Primeira quarentena, agora sinos de leprosos digitais: quanta liberdade os britânicos estão dispostos a se render em um ataque de pânico do Covid-19?
O ás de Mark Zuckerberg, COO do Facebook, Sheryl Sandberg, também estava trabalhando ativamente com John Podesta, gerente de campanha de Clinton, na campanha de Clinton. O político informou que Sandberg foi colocado na lista de Clinton para se tornar secretário do Tesouro dos EUA depois que Clinton venceu, embora Sandberg mais tarde tenha negado.

No entanto, as esperanças foram frustradas quando o mundo ficou chocado com a perda inesperada de Clinton. Por que eu trago isso à tona? Bem, Google, Facebook e Vale do Silício tiveram quatro anos para aperfeiçoar um sistema que garante que seu candidato vença e Trump perca. Eric Schmidt aprendeu com seus erros de 2016 e se opôs a tudo o que Trump. Schmidt não é o único que quer Trump fora, o mesmo acontece com 98% do Vale do Silício, o que garantirá que 2020 será diferente.

Conhecimento é poder e quem controla a mídia controla o fluxo de informações e controla o poder. É assim que essas empresas de tecnologia se propõem a atingir um objetivo comum: controlar seu mapa cognitivo. Não é sobre o que foi dito e debatido, é sobre o que está enterrado e deixado de fora.

Por que parece que a censura digital do Vale do Silício é a mesma censura digital da China? Simples, é o mesmo. Enquanto o Covid-19 destrói o mundo, a tirania digital está matando a democracia, enquanto o Congresso dos EUA fica em silêncio e deixa acontecer. Para ser claro, o Vale do Silício precisa de regulamentação e precisa agora. O congresso precisa acordar.

Tecnologia: Cientistas contra robôs armados

A inteligência artificial está atingindo um desenvolvimento tão intenso que inquieta até seus pesquisadores pelo uso indevido que se pode fazer dela.

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Mais de 1.000 cientistas e especialistas em inteligência artificial e outras tecnologias assinaram uma carta aberta contra o desenvolvimento de robôs militares autônomos, que prescindam da intervenção humana para seu funcionamento.

O físico Stephen Hawking, o cofundador da Apple Steve Wozniak, e o do PayPal, Elon Musk, estão entre os signatários do texto, que foi apresentado na terça-feira em Buenos Aires, na Conferência Internacional de Inteligência Artificial, um congresso onde estão sendo apresentados mais de 500 trabalhos dessa especialidade e ao qual comparecem vários signatários do manifesto.

O documento não se refere aos drones nem aos mísseis comandados por humanos, mas a armas autônomas que dentro de poucos anos a tecnologia de inteligência artificial poderá desenvolver e isso significaria uma “terceira revolução nas guerras, depois da pólvora e das armas nucleares”.

Especialistas reconhecem que existem argumentos a favor dos robôs militares, como o fato de que reduziriam as perdas humanas em conflitos bélicos. Ao contrário das armas nucleares, as autônomas não apresentam custos elevados e nem requerem matérias-primas difíceis de obter para sua construção, de acordo com os signatários. Por isso eles advertem que é “apenas uma questão de tempo” para que essa tecnologia apareça no “mercado negro e nas mãos de terroristas, ditadores e senhores da guerra”.

“Elas são ideais para assassinatos, desestabilização de nações, subjugação de populações e crimes seletivos de determinadas etnias”, alertam os cientistas, que propõem que a inteligência artificial seja usada para proteger seres humanos, especialmente civis, nos campos de batalha. “Começar uma carreira militar nas armas de inteligência artificial é uma má ideia”, advertem. Os cientistas comparam essa tecnologia com as bombas químicas ou biológicas.

“Não se trata de limitar a inteligência artificial, mas de introduzir limites éticos nos robôs, torná-los capazes de viver em sociedade e, sim, rejeitar claramente as armas autônomas sem controle humano”, explica Francesca Rossi, presidenta da conferência internacional e uma das signatárias do texto.

“Com a carta queremos tranquilizar as pessoas que a partir de fora deste mundo olham a inteligência artificial com uma preocupação às vezes exagerada. Nós também estamos interessados em limites éticos. Queremos reunir não apenas especialistas no assunto, mas filósofos e psicólogos para conseguir impor limites éticos aos robôs semelhantes aos dos seres humanos”, enfatiza.

O perigo de reprogramar

O argentino Guillermo Simari, da Universidade Nacional del Sur, organizador do congresso, compartilha da filosofia da carta. “As máquinas podem tomar decisões com as quais o ser humano não está de acordo. Os homens têm filtros éticos. É possível programar um filtro ético para a máquina, mas é muito fácil removê-lo”.

Simari acredita que o grande problema é a facilidade com que se pode reprogramar uma máquina. “Para fazer uma bomba atômica é preciso urânio enriquecido, que é muito difícil de conseguir. Para reprogramar uma máquina militar basta alguém com um computador digitando programas”.

No congresso também estão presentes aqueles que são contra a filosofia da carta. “Estão aqui os que acreditam que devemos continuar desenvolvendo a inteligência artificial e que ela pode ser controlada”, diz Ricardo Rodríguez, professor da Universidade de Buenos Aires e organizador do encontro. O debate entre os cientistas está vivo e agora passará para toda a sociedade.
Carlos E. Cuê/A.Rebossio

PayPal lança pagamento por códigos a partir de smartphones

A empresa de pagamentos eletrônicos PayPal, filial de eBay, anunciou o lançamento de uma modalidade de pagamento por código visual cifrado a partir de smartphones, um setor em pleno crescimento.

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A empresa de pagamentos eletrônicos PayPal, filial de eBay, anunciou o lançamento de uma modalidade de pagamento por código visual cifrado a partir de smartphones, um setor em pleno crescimento.

“Anunciamos outra inovação dentro do caminho que traçamos em matéria de pagamentos, com o lançamento de códigos de pagamentos”, informou PayPal em seu blog.

“Esta nova tecnologia permitirá a realização de pagamentos escaneando em um smartphone códigos QR”, que se apresentam sob a forma de um quadrado em módulos brancos e pretos, “ou recebendo um código de quatro cifras no celular para concluir uma compra”, explicou.

“Os códigos de pagamento são fáceis de utilizar e de compreender e recorrem a uma tecnologia muito difundida entre os comerciantes”, acrescentou.

Os usuários devem baixar o aplicativo PayPal em seu smartphone e se conectar, indicar o comércio em que estão realizando suas compras, depois o aplicativo transmite a seu telefone um código QR ou cifrado para validar a operação, informa o comunicado.
Fonte:Info


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Facebook pode lançar serviço que destaca publicações por US$ 2

Chamado de ‘Highlight’, recurso pago está em teste para alguns usuários.
Publicações ficam com maior destaque no Mural da rede social.

O Facebook lançou para alguns usuários um sistema em que é possível pagar US$ 2 para fazer com que algumas publicações tenham mais destaque na rede social, segundo o jornal “Daily Mail”.

O recurso, chamado de “Highlight”, garantiria que o post será visto por mais pessoas dentro do site.

De acordo com o jornal, uma pesquisa afirma que apenas 12% dos amigos do usuário no Facebook leem as publicações.

Com o Highlight, o post selecionado ficará em maior evidência tanto na Timeline quanto no Mural do site.

A opção, que começou a ser testada com alguns usuários na Nova Zelândia, aparece ao lado do botão “Curtir”.

O novo serviço usa cartões de crédito e o PayPal como métodos de pagamento.

Ainda não há previsão de lançamento do serviço para toda a rede social.
G1


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Google processado por PayPal e eBay

PayPal e eBay processam Google por roubo de segredos comerciais

Google contratou executivo do PayPal da área de pagamentos móveis.

Gigante da internet lançou serviço que permite pagar pelo Android.

Google lançou na quinta-feira (26) sistema de pagamento por celular (Foto: Reprodução)

O eBay e sua subsidiária de pagamentos on-line PayPal registraram uma ação contra o Google na quinta-feira (26) alegando que a gigante da internet roubou os seus segredos comerciais quando contratou um executivo chave da empresa.

A ação alega que Osama Bedier, ex-executivo sênior do PayPal que trabalhava na área de pagamentos móveis, desviou segredos comerciais da companhia quando começou a trabalhar no Google no início de 2011.

Segundo o eBay, o PayPal e o Google colaboraram estreitamente durante três anos no desenvolvimento de um acordo comercial sob o qual o PayPal serviria como opção de pagamento para celulares com Android.

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Celular com Android vira ‘carteira’ em sistema de pagamentos do Google

“Quando o PayPal estava finalizando a negociação com o Android, Bedier foi entrevistado para uma vaga no Google sem informar o PayPal sobre isso”, afirmou a ação.

A vice-presidente do Google Stephanie Tilenius, também ex-executiva do PayPal, é acusada de ter violado o seu contrato com o eBay ao ter recrutado Bedier. O processo também alega que Bedier tentou recrutar outros ex-colegas do PayPal.

Os dois executivos, Bedier e Stephanie, comandaram na quinta-feira (26) o lançamento do sistema de pagamento para celulares do Google, em parceria com a MasterCard, Citigroup e a operadora de telefonia móvel Sprint.

G1


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Wikileaks: Assange critica empresas dos USA que boicotam o site

Fundador do WikiLeaks critica empresas dos EUA por ‘boicote’
Visa, MasterCard e PayPal são ‘instrumentos’ da diplomacia dos EUA, disse.
Julian Assange comparece de novo diante de tribunal londrino nesta terça.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]O fundador do site WikiLeaks, Julian Assange, criticou duramente nesta terça-feira (14) as operadoras de cartões de crédito Visa e Mastercard e a empresa de pagamentos na internet PayPal, que bloquearam as doações ao portal desde que ele foi detido em Londres, em um comunicado divulgado na Austrália.

“Agora sabemos que Visa, Mastercard e PayPal são instrumentos da política externa dos Estados Unidos. É algo que ignorávamos”, afirmou Assange a sua mãe, Christine, que repassou o comunicado à emissora Channel 7 e ao jornal “The Age”.

A denúncia acontece depois de as empresas citadas, assim como a Amazon, terem rompido seus vínculos com Assange e o WikiLeaks. As companhias negaram motivações políticas.

 

Manifestantes pró-Assange protestam nesta segunda-feira (13) em frente à Embaixada da Suécia no Reino Unido, em Londres. (Foto: AP)

Por intermédio da mãe, Assange pediu que a comunidade internacional proteja seu trabalho do assédio.

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Conheça a trajetória de Assange

“Faço uma chamada a todo o mundo para que se proteja meu trabalho e a minha gente destes ataques ilegais e imorais”, disse o australiano preso em Londres, que deve comparecer pela segunda vez nesta terça-feira diante do tribunal que decide sua extradição à Suécia. São esperadas manifestações pró-Assange em frente à corte.

“Minhas convicções permanecem inalteráveis. Eu continuo fiel a meus ideais. Estas circunstâncias não me farão mudar. Se este processo conseguiu algo, foi reforçar minha determinação na verdade”, disse.

Países que tiveram documentos 'vazados' pela Wikileaks

 

Apoio australiano

A imprensa da Austrália expressou nesta terça apoio a seu compatriota e não poupou críticas à primeira-ministra do país, Julia Gillard, por considerar ilegal o conteúdo do portal.

Diretores, editores e redatores-chefes de diários e emissoras de rádio e televisão do país escreveram uma carta aberta a Gillard na qual afirmaram que se oporão a qualquer iniciativa para levar à Justiça os responsáveis pelo vazamento dos documentos confidenciais.

G1

Wikileaks e os hackers que enfrentaram Visa, Master Card, Amazon e PayPal

“Os maganos da Amazon, do Mastercard, da Visa e do PayPal tentaram asfixiar o WikiLeaks e foram surpreendidos por uma revolta que juntou dezenas de milhares de micreiros, atacou seus portais e derrubou alguns deles.

Na Holanda, foi preso um ‘wikihacker’. Tem 16 anos.

À força dos poderosos contrapôs-se a mobilização dos teclados da internet.

O mundo do sucesso cibernético produziu figuras legendárias como Steve Jobs e Mark Zuckerberg, mas os ‘wikihackers’ vêm de outro universo, onde há algo de transgressor.

Por mais que haja ‘wikihackers’ pensando em virar Jobs ou Zuckerberg, quem eles admiram mesmo é Lisbeth Salander.

Com seis piercings só na cabeça e um dragão tatuado nas costas, ela é a micreira antissocial, introspectiva e malvada dos romances do sueco Stieg Larsson, autor da trilogia ‘Millenium’ (25 milhões de livros vendidos).[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Salander foi magistralmente interpretada por Noomi Rapace no filme ‘Os homens que não amavam as mulheres’.

Gótica, cerebral e emburrada, come o pão que o diabo amassou, mas seus trocos são dolorosos. Uma das desforras faz do Capitão Nascimento um pacifista.

A barreira do seu individualismo só é removida quando liga o computador, com o qual faz o que quer.

Ambígua até na sexualidade, Salander não é uma personagem que estimule a clonagem, mas todo hacker tem um pouco de Lisbeth.

A prosperidade dos anos 50 e a fé no poder da tecnologia ajudaram o escritor Ian Fleming a construir a figura de James Bond.

O poder que a gregariedade da internet dá hoje ao individualismo criou os ‘wikihackers’ e Lisbeth Salander.

Bond deixou atrás de si alguns tiques, um modelo de pasta e mais nada. O ataque aos portais da Amazon, do Mastercard, da Visa e do PayPal ensinou a essas empresas onipotentes que atrás de cada monitor não está apenas um freguês”.

Elio Gaspari

Wikileaks: Hackers assumem bandeira do WikiLeaks para iniciar 1ª ‘Guerra da Informação’

Um Exército de hackers voluntários está agindo em defesa do site WikiLeaks e entrou na disputa cibernética protagonizada por ataques e contra-ataques envolvendo a polêmica homepage, que divulga importantes documentos secretos pelo mundo, dando início assim à primeira ‘Guerra da Informação’.

A “Operation Avenge Assange” (Operação Vingar Assange), organizada por hackers após o cerco internacional contra o WikiLeaks e seu criador, Julian Assange, conseguiu nesta quarta-feira derrubar parte dos sistemas informáticos da rede de cartões de crédito MasterCard, prova do poder da mobilização espontânea através da internet.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

O protocolo IRC (Internet Relay Chat) é o ponto de partida do ataque contra a rede MasterCard, ao qual a Agência Efe teve acesso.

Nele, o moderador estabeleceu como título “Operação Payback.
Alvo: ‘www.mastercard.com’.

xistem coisas que o WikiLeaks não pode fazer. Para todas as outras existe a Operação Payback”.

No final da manhã desta quarta-feira, os operadores do IRC informavam que mais de 1.800 bots estavam inundando com Ataques de Negação de Serviços (DDoS) contra o endereço “www.mastercard.com”. A empresa reconheceu dificuldades em alguns de seus serviços.

Enquanto isso, outros usuários do protocolo informavam sobre o progresso do ataque com mensagens sobre o estado das operações da Mastercard em países tão distantes como Suécia, Sri Lanka e México, ou sobre a evolução das ações da companhia de cartões de crédito na Bolsa de Nova York.

“A primeira guerra da informação começou. Envie por Twitter e poste isso em qualquer site”, proclamava um dos hackers.

Outros solicitavam que o grupo dirigisse seus ataques contra os serviços de PayPal, Visa e inclusive contra a conservadora emissora de televisão “Fox News”. No entanto, o grupo de hackers denominado “Anonymous” mantém o ataque contra a Mastercard.

“Por favor, deixem de sugerir novos sites. Os líderes de ‘Anon’ decidiram que ‘mastercard.com’ deve permanecer apagado. Dessa forma, afetaremos o preço de suas ações. Obrigado”, explicava outro usuário.

Segundo o blog da empresa de segurança virtual Panda, o grupo havia atacado o sistema de pagamentos online PayPal pouco depois de o serviço anunciar o bloqueio financeiro ao WikiLeaks, embora o ataque tenha se limitado a um blog da empresa.

O Panda assinalou que o ataque DDoS contra o “ThePayPalblog.com” durante oito horas fez com que o blog sofresse 75 interrupções de serviço.

O “Anonymous” também conseguiu afetar gravemente o funcionamento do PostFinance, banco suíço que também bloqueou sua conta ao WikiLeaks, e ao escritório de advocacia sueco que representa as duas mulheres que acusaram Assange de estupro e abuso sexual.

Pelas acusações, a Justiça sueca e as autoridades policiais internacionais expediram um mandado de prisão contra o ativista australiano, que não viu alternativa senão se entregar às autoridades do Reino Unido, onde estava vivendo e onde está detido, aguardando a definição sobre se será extraditado à Suécia.

O grupo que organizou o ataque é um coletivo de hackers denominado “Anonymous” e que se reúne habitualmente pelo site “4chan.org”, uma simples homepage que é utilizada para divulgar mensagens, fotografias ou simplesmente discutir sobre política.

Este não é o primeiro ataque lançado pelo “Anonymous”. Considera-se que o grupo facilitou a identificação e detenção de vários pedófilos, mas talvez uma de suas ações mais conhecidas foi o chamado “Projeto Chanology”, iniciado em 2008, para protestar contra a Igreja da Cientologia.

Por causa desse protesto, que incluiu ataques DDoS como os que atingem agora a Mastercard, o grupo adotou a estética da história em quadrinhos “V de Vingança”, no qual milhares de pessoas usam uma máscara idêntica ao do enredo para evitar sua identificação pelas autoridades.

No ano passado, o “Anonymous” também se uniu aos protestos contra as eleições iranianas, vencidas pelo líder Mahmoud Ahmadinejad e consideradas fraudulentas pela oposição.

Em seus protestos, o “Anonymous” qualificou seus ataques como “Operation Payback” (Operação Vingança), mas, desde que o WikiLeaks começou a publicar as correspondências secretas da diplomacia americana e o site começou a sofrer assédio de empresas e Governos, o “Anonymous” decidiu lançar a “Operação Vingar Assange”.

“O WikiLeaks está apagado por Ataques de Negação de Serviços (DDoS). Há razões para crer que os Estados Unidos estão por trás, devido à natureza do vazamento (de documentos) do domingo 28 de novembro”, assinalou o grupo em seu site.

“Embora não estejamos filiados ao WikiLeaks, lutamos pelas mesmas razões. Queremos transparência e combatemos censura”, acrescentou o grupo. “Não podemos permitir que isso aconteça”.

“Por isso, vamos utilizar nossos recursos para aumentar a conscientização, atacar aqueles contrários e apoiar aqueles que estão ajudando a levar nosso mundo à liberdade e democracia”, finalizou a mensagem.

Agência EFE/O Globo