Paulinho da Força vira réu por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha

Deputado Paulo Pereira da Silva,Força Sindical,Blog do MesquitaO deputado federal Paulo Pereira da Silva (SP), o Paulinho da Força, fundador e presidente do partido Solidariedade, se tornou réu por ação penal aberta nesta terça-feira pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O parlamentar responderá por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e crime contra o sistema financeiro nacional.

Paulinho da Força foi denunciado por envolvimento na Operação Santa Tereza, da Polícia Federal, que investigou desvios de recursos do BNDES.

O Supremo decidiu aceitar a denúncia contra o parlamentar, apresentada pelo Ministério Público Federal, que acredita que ele se beneficiou do esquema.

Conforme a denúncia, Paulinho seria beneficiário de desvios em financiamentos concedidos pelo BNDES a uma loja e da Prefeitura de Praia Grande (SP).

Os valores seriam desviados através de uma empresa de consultoria que, segundo o MPF, não realizava os serviços para a loja e a prefeitura.

As “comissões”, ainda segundo as investigações, variavam de 3% a 4% dos valores dos financiamentos.

A defesa de Paulinho alega que ele não tem envolvimento no suposto esquema e que foi vítima de “tráfico de influência” por membros da suposta quadrilha.

Estes usariam o nome do deputado, segundo seu advogado, para justificar o valor dos serviços de consultoria cobrados pela empresa.


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Tópicos do dia – 10/11/2011

11:05:21
Ele pensa que tem a força?
Declaração de Paulo Pereira da Silva, presidente de uma tal de força sindical:
“Não dá para aceitar que a imprensa fique derrubando ministro de 15 em 15 dias.”
Quem “não dá para aceitar” cara pálida?
Se for corrupto, ou agasalhar corrupção, eu aceito até que seja de hora em hora!

11:12:51
Urubú Rei.
Renata Lo Prete, Folha de S. Paulo:
“De Brasília, José Dirceu tem orientado os pedetistas que se mobilizam na defesa da permanência de Carlos Lupi no Ministério do Trabalho a resistir “contra a mídia”. De lá também saíram petardos contra petistas com assento no Planalto. E elogios ao vice, Michel Temer.”

11:25:08
Traficante Nem vale hum milhão para advogado.
Um dos policiais militares envolvidos na ação que resultou na prisão do traficante Antônio Bonfim Lopes, conhecido como Nem, diz que os homens que ajudavam na fuga do criminoso chegaram a oferecer R$ 1 milhão de suborno para que eles fossem liberados. Nem foi preso na madrugada de quinta-feira (10). Ele é apontado como o chefe do tráfico de drogas da Favela da Rocinha, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

“Primeiro, eles ofereceram R$ 20 mil, depois, R$ 1 milhão para liberarmos eles”, contou o soldado Heitor, um dos agentes do Batalhão de Choque que abordou o veículo usado na tentativa de fuga do traficante. Nem foi encontrado no porta-malas do carro de luxo e preso com apoio da Polícia Federal.
–>> mais aqui

12:23:20
Segurem os bolsos!
Ouço agora na TV Senado entrevista com o, com licença da palavra, senador Romero Jucá:
“… precisamos avançar…” perora o senador.
Quando ouço sua ex-celência usar o verbo avançar coloco logo as mãos no bolso.

12:35:25
O ouro de Moscou e os revolucionários de Ipanema
Fidel Castro está entre os homens mais ricos do mundo, segundo a Revista Forbes.
De onde veio esse dinheiro?
Claro que do miserável povo cubano! E também do celébre “ouro de Moscou” que financiou essa porcaria de ditadura. Contudo du-vi-dê-ó-dó que o Chico Buarque e outros ‘revolucionários de Ipanema’ tenham destinado alguma renda de bilheteria de seus shows para a caixinha do genocida barbudo.

14:03:03
Milésimo jogo da seleção brasileira de futebol no Gabão???
Olha não entendo nada, ou quase nada de futebol, mas sei algumas coisas de ‘marketing’. A mais importante e famosa seleção de futebol, completando mil jogos, fosse de outro país, e o jogo seria transformado num evento mundial. Teriam que juntar dinheiro com auxílio de pá mecânica. Aqui os ‘çabios’ da CBF fazem um joguninho, com anônimos, nas profundas dum ‘paiseco’ dominado há 40 anos por uma família de ditadores. PUTZ!

14:15:42
Seleção Brasileira; Galvão Bueno faz escola e o FêBêApá ¹ faz falta.
Ouço o técnico da selecinha de futebol na TV:
“… o resultado do jogo depende do desempenho da seleção.”
Jura? ‘Nuncridito!’ É um gênio da obviedade.

¹ Aos mais novos que não sabem o que é o FêBêApá, façam uma busca no Google.


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Eleições 2010: Ciro Gomes não sabe nem o preço do Metrô em SP

Ciro não sabe nem o preço do Metrô em SP, mas tem “visão estratégica”

Em seu primeiro evento em São Paulo desde que seu nome surgiu como possibilidade para o governo do Estado, o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) ironizou ontem a resistência de parte do PT à sua eventual candidatura e utilizou suas raízes nordestinas para se conectar com a plateia.

Quando a reação negativa de uma ala de petistas entrou na conversa, Ciro disse que “faz muito bem, faz muito bem”. Por quê? “Porque senão não seria o PT”, afirmou, sorrindo.

Em uma hora, Ciro falou para quatro plateias diferentes de sindicalistas, em visita ontem de manhã ao 11º Congresso dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, ao lado dos deputados Márcio França, presidente do PSB de São Paulo, e Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força.

Mais tarde, chegou o senador Aloizio Mercadante (PT-SP), que defendeu candidatura única em São Paulo da base de apoio ao presidente Lula, mas evitou declarar apoio a Ciro.

(…)

Nem só de referências nordestinas foi articulado o discurso de Ciro. Ao responder sobre a política de alianças em Brasília, citou o intelectual comunista italiano Antonio Gramsci (1891-1937):

“Numa luta, toda aliança é normal, porém, é preciso explicar qual a hegemonia moral e intelectual da aliança. O que o Gramsci está querendo dizer é: você pode se juntar até com satanás para fazer a obra de Deus. Porém, se você está se juntando com o demônio para fazer a obra do demônio, não venha dizer que é anjo”, disse.

Na chegada, Ciro caiu em uma pegadinha do “CQC”. Não soube dizer quantos são os usuários do metrô tampouco qual o preço da passagem. Depois, disse que não parou para estudar isso e que sua melhor atribuição é “visão estratégica”.

Folha de São Paulo – Por Pedro Dias Leite

Daniel Dantas, Paulo Pereira da Silva, ética e justiça

O Conselho de Ética da Câmara Federal, agindo no mais descarado e imoral acobertamento corporativo, livrou o “depufede” Paulo Pereira da Silva, da cassação do mandato, acusado, que fora, de corrupção e outros pecadões amorais.

Na obscuridade catacumbica do Congresso Nacional, no plenário dos insensatos, mais um “companheiro” foi salvo da guilhotina.

Pode-se perceber que os políticos brasileiros continuam chafurdando na sarjeta das iniquidades.

Por outro lado, o lado bom das coisas que ainda funcionam na taba dos Tupiniquins, o caso Daniel Dantas, que se supunha emperrado nos e$caninho$ da impunidade, teve a definição que o povo esperava da justiça. O juiz Fausto De Sanctis, não se deixou intimidar e condenou o banqueiro ladravaz a pena 10 anos de reclusão mais pena de multa.

A condenação é em primeira instância, cabendo ao condenado recorrer da sentença em instâncias superiores. Veremos, agora, o quanto o “poder da grana que ergue e destrói coisas belas” é capaz de protelar o cumprimento da sentença.

Dois julgamentos chamam a atenção.
do blog da Lucia Hippolito

No primeiro, o juiz De Sanctis condenou Daniel Dantas a dez anos de prisão. Claro que cabe recurso, claro que ao advogados vão recorrer a tudo e a todos.

É possível que a sentença seja reformada? É possível.

É possível que a pena seja reduzida? É possível. Mas isto está para ser decidido ainda.

O que é importante registrar é que o processo retornou ao seu leito devido.

O processo contra Daniel Dantas parecia um trem desgovernado. Em certos momentos, perdemos o foco da questão para tratar de um delegado messiânico e de um presidente da mais alta corte do país que decidiu bater boca com juízes de primeira instância e com delegados.

As irregularidades nesse processo têm sido tais e tantas, que Daniel Dantas e seus advogados estavam adorando. Não conseguiam parar de rir.

A sentença do juiz, aplicando a Daniel Dantas a primeira condenação – que pode, perfeitamente, não ser a última – recoloca o processo em seu devido lugar.

Existem pesadas acusações contra Daniel Dantas e seus… associados, digamos.

Há uma investigação. O juiz examinou os autos, tomou os depoimentos que julgou necessários. E proferiu a sentença. Tudo dentro do mais rigoroso devido processo legal.

Agora as coisas voltaram aos eixos.

Enquanto isso… Naquele Planalto Central, outro julgamento chama a atenção.

Semana passada, o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados começou a julgar o pedido de cassação do mandato do deputado Paulo Pereira da Silva, por supostas estripulias financeiras cometidas com recursos do BNDES em prefeituras do interior.

Só para lembrar: o nobre parlamentar já está sendo processado no STF a partir de denúncia apresentada pelo procurador-geral da República.

Pois no Conselho de Ética, o relator pediu a cassação do mandato de Paulo Pereira da Silva. Com o pedido de vistas de um membro do Conselho, o julgamento foi adiado para hoje.

Na sessão da semana passada, o nobre deputado não compareceu porque estava numa cerimônia no Palácio do Planalto e à noite compareceu a um jantar com o presidente da República.

O julgamento no Conselho de Ética será retomado hoje. E mais uma vez o deputado Paulo Pereira da Silva não vai comparecer. E por quê?

Porque vai liderar uma marcha que pretende reunir mais de 30 mil pessoas na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. A 5ª Marcha das Centrais Sindicais defende a aprovação do projeto que acaba com o fator previdenciário no cálculo das aposentadorias e o que reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais.

Mais uma vez, o deputado Paulo Pereira da Silva tenta influir no resultado do processo no Conselho de Ética.

Na primeira vez, mostrando prestígio junto ao Planalto e ao próprio presidente da República.

Desta vez, dando um show de truculência.

Mais uma vez, cabe a pergunta: uma vez que é aberto o voto no Conselho de Ética, qual é o deputado que terá coragem de votar a favor da cassação do mandato do nobre deputado Paulo Pereira da Silva?

Câmara dos Deputados. Entrevista do presidente do Conselho de Ética

Brasil: da série “o tamanho do buraco”.

Não bastassem as constantes denúncias, processos e negociatas outras, em flagrante acinte ao povo brasileiro, suas (deles) ex-celências, elegeram como Presidente do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, o cidadão, cuja entrevista está publicada na Revista Veja que circula neste fim de semana.

O que resta?

Retrato do presidente do Conselho de Ética da Câmara.
De Alexandre Oltramari

O deputado federal Sérgio Moraes (PTB-RS) é um estreante no Parlamento, mas já angariou um imenso prestígio entre seus pares. Em apenas dezessete meses de mandato, ele foi escolhido para um dos postos mais importantes do organograma da Câmara dos Deputados: a presidência do Conselho de Ética. O cargo, que garante visibilidade e poder, principalmente em decorrência dos sucessivos escândalos de corrupção envolvendo políticos, exige isenção para expurgar amigos e correligionários quando necessário. Seu ocupante deveria apresentar, além disso, uma biografia acima de qualquer suspeita. O deputado Moraes não tem esses requisitos.

O corregedor da Câmara, Inocêncio Oliveira, acusou-o de atrasar propositalmente a abertura do processo de cassação do deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, envolvido em um esquema de desvio de dinheiro do BNDES. Moraes também já foi questionado por responder a ações no Supremo Tribunal Federal (STF). Uma delas é bisonha: manter um telefone público na casa do próprio pai. A parte mais constrangedora do currículo do parlamentar gaúcho, porém, data do início de sua carreira política, quando ele foi acusado de receptação de jóias roubadas e de envolvimento com uma rede de prostituição – crime pelo qual chegou a ser condenado em primeira instância. Assinante da revista leia mais em Xerife da ética

Na quinta-feira passada, VEJA fez duas entrevistas com Moraes. A primeira, por telefone, foi realizada enquanto ele aguardava, no aeroporto de Brasília, a saída de um vôo para o Rio Grande do Sul, onde reside. A segunda entrevista foi realizada pessoalmente no aeroporto de Porto Alegre, onde Moraes desembarcou por volta das 15 horas do mesmo dia. Tenso, o deputado disse palavrões e insinuou que VEJA estaria a serviço da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) para cassar o mandato do deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho. Ele também fez ameaças veladas e explícitas, inclusive de agressão. Eis os principais trechos das entrevistas.

Deputado, estamos fazendo um perfil do senhor e…

Eu já sei. Já fui informado de tudo. Vocês querem me f… Foram vasculhar a minha vida na minha cidade. Eu sei tudo o que acontece lá. Vocês querem me destruir, eu sei. A Fiesp deve estar com muita raiva do Paulinho (deputado Paulo Pereira da Silva, que responde a processo por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética presidido por Moraes).

Estou fazendo uma reportagem…

Reportagem de m… Reportagem coisa nenhuma. Vocês gostam de sangue. A VEJA está a serviço da Fiesp, que é contra o Paulinho. Querem acabar comigo para atingir o Paulinho. Foram remexer em coisas que aconteceram vinte anos atrás…

Qual era o seu envolvimento com prostituição e receptação de jóias roubadas em Santa Cruz?

Só vou dar entrevista se vocês publicarem tudo o que eu disser. Porque eu vou falar e só vão publicar o que vocês quiserem. Vocês não podem me questionar sobre isso. Quem é tu pra me questionar? Vou processar a revista, vou ganhar e vocês vão ter que publicar tudo o que eu disser.

O senhor era dono de uma casa de prostituição?

Era um bar. Tinha comida à venda. Toda a cidade ia lá. Prefeito, vereador, empresários.

Mas a sua boate era freqüentada por garotas de programa, inclusive menores de idade.

Eu não podia impedir ninguém de entrar lá. Tu queria que eu ficasse na porta pedindo a carteira de identidade de todo mundo que ia lá? Não tinha sexo. O que faziam depois não era problema meu. Se saíam dali e iam para o motel, o que eu poderia fazer?

A polícia obteve provas de que o senhor alugou uma casa no nome de sua mulher na qual garotas de programa, inclusive menores de idade, ficavam hospedadas. Eram as mesmas garotas que freqüentavam a sua boate.

Isso é perseguição de uns policiais que eu denunciei quando era vereador. Eles espancaram alguns trabalhadores, foram denunciados por mim e decidiram me perseguir. Me acusaram de um negócio maluco. A prova de que eu era inocente foi o apoio que recebi da minha comunidade. São oito mandatos, entendeu? Eu elejo quem eu quero. Me elejo a hora que eu quero. Tu acha que um cara desonesto engana tanta gente durante esse tempo todo?

Mas o senhor foi denunciado pelo Ministério Público e condenado à prisão, em primeira instância, pela Justiça.

Cuidado com o que tu fala. A VEJA é bandida. É uma guilhotina. Vocês querem sangue. Mas eu não baixo a cabeça pra ninguém. Posso até ficar chateado com essa matéria por causa dos meus filhos, que são pequenos e não têm nada que ver com o que aconteceu no passado, mas eu não me entrego. Quando eu te encontrar, a gente vai se pegar.

Como assim?

Eu não fujo de briga, não.

O senhor está me ameaçando?

Nunca briguei com ninguém na minha vida.

No aeroporto de Porto Alegre, depois de concluída a segunda parte da entrevista, gravada pelo deputado, ele desligou o aparelho e levantou-se da cadeira. Com o olhar fixo e o dedo em riste, avisou: “A Justiça que importa é a lá de cima. Quando a gente menos espera a nossa hora chega…Como é o teu nome mesmo?”