Luís Nassif recebeu R$ 5,7 milhões e Paulo Henrique Amorim faturou R$ 2,6 milhões dos governos petistas

Dois dos jornalistas mais afinados com os governos do PT e críticos viscerais do PSDB receberam — juntos — 8,3 milhões de reais em publicidade estatal.

Paulo H. Amorim e Luís Nassif receberam 8,3 milhões do governo petista

Luís Nassif, um dos mais qualificados jornalistas de economia do País, recebeu — no período em que o PT está no poder — 5,7 milhões de reais.

Ele é um dos críticos mais consistentes do projeto tucano e um dos defensores mais frequentes do projeto petista no plano nacional.

Paulo Henrique Amorim, que faz uma cruzada visceral em defesa dos governos do PT e uma crítica persistente e agressiva ao tucanato, faturou 2,6 milhões de reais no mesmo período.

Leia sobre atração do PT pelos monopólios no link:

http://www.jornalopcao.com.br/colunas-e-blogs/imprensa/governo-dilma-rousseff-gastou-r-23-bilhoes-com-publicidade-e-favorece-monopolios-de-comunicacao-23991/


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Internet ameaça a mídia tradicional

Se há algo que nunca consegui assimilar, por ser absolutamente incoerente, é o fato de jornalistas que escrevem furibundamente sobre, e contra, a corrupção do governo do PT, e que têem – enquanto tiver poder sobre o que escrevo, não adotarei reforma ortográfica determinada por decreto – seus salários pagos, em parte, ou no todo, por veículos de comunicação que possuem significativa parte de suas receitas oriundas de publicidades de órgãos e empresas desse mesmo governo corrupto. Por dedução lógica, devo concluir que parte dos salários desses jornalistas, é dinheiro fruto da corrupção que denunciam. Assim, fica estranho que tais jornalistas tenham o discurso midiático apartado do que praticam.
José Mesquita – Editor

PS. 1 – Essas são questões avessas, ou mesmo rebeldes, à confrontação meramente analítica, mais próximas do embate dialético e à persuasão retórica.
PS. 2 – Estou exercendo o mesmo direito constitucional de livre expressão que os jornalistas citados.
PS. 3 – Não há no ordenamento jurídico brasileiro nenhuma norma que obrigue jornalistas e órgãos de imprensa a ser coerentes.
PS. 4 – A corrupção no governo do PT e o aparelhamento do Estado são fatos incontestáveis. 


Força da internet já assusta mídia tradicional

Foto: Edição 274

Nesta semana, Veja circula com oito páginas do Ministério da Educação e uma dos Correios; no entanto, blogueiro da Abril, Reinaldo Azevedo, condena publicidade em meios que fazem “um troço parecido com jornalismo”; nesta quarta-feira, foi arquivado o inquérito contra Erenice Guerra, aquela que Veja ajudou a detonar, com um amontoado de mentiras

José Serra comprou uma briga inglória. Ao propor uma ação judicial contra a publicidade oficial em blogs de dois jornalistas que o criticam, Paulo Henrique Amorim e Luís Nassif, tudo o que ele conseguiu foi uma hashtag #SerraCensor que despontou entre os assuntos mais comentados do dia, além de um artigo de seu porta-voz informal, Reinaldo Azevedo.

O blogueiro da Abril publicou artigo em que condena publicidade em sites que fazem “um troço parecido com jornalismo” (leia mais aqui). Mas disse, no entanto, que veículos tradicionais, como Veja, por exemplo, não devem renunciar à publicidade oficial – já que ela está aí. Veja, de fato, não renuncia a ela. Na edição desta semana, seu maior anunciante é o Ministério da Educação, com oito páginas. Além disso, há também uma página dos Correios.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

O movimento de Serra e Reinaldo, na verdade, não ocorre isoladamente. Trata-se de algo organizado. Antes deles, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso tratou do tema numa coluna no Estado de S. Paulo. Depois, foi seguido por Eugênio Bucci, que, além de consultor de Roberto Civita, presidente da Abril, foi também citado na decisão do juiz Tourinho Neto que quase soltou Carlos Cachoeira – na decisão, Tourinho, sabe-se lá por que, determinou que o contraventor, em liberdade, não poderia se aproximar de dois jornalistas: Policarpo Júnior e o próprio Bucci.

Enquanto estiveram no poder, os tucanos jamais se incomodaram com a questão da publicidade oficial. Andrea Matarazzo, braço direito de Serra, foi um ministro da Secretaria de Comunicação de FHC muito querido por donos de empresas de mídia. Reinaldo Azevedo, quando foi empresário, teve apoio da Nossa Caixa e do ex-ministro Luiz Carlos Mendonça de Barros, mas o projeto da revista Primeira Leitura acabou naufragando.

O que os incomoda, na verdade, é a nova realidade da informação no Brasil e no mundo. Antes, havia quatro ou cinco famílias relevantes no jogo da informação no Brasil. E os barões da mídia mantinham uma postura aristocrática, cuja cornucópia era alimentada por boas relações no setor público.

Hoje, com a internet, há muito mais vozes. O novo mundo é polifônico. E não apenas os governos, mas também as empresas privadas, já estão abraçando essa nova realidade. Nos Estados Unidos e na Inglaterra, por exemplo, a publicidade na web é muito maior do que nos jornais impressos. Na rede, a relação investimento/retorno é muito mais eficiente, além de mais transparente.

Um troço parecido com jornalismo

A investida do PSDB, com apoio de Reinaldo Azevedo, no entanto, veio em má hora. Nesta quarta-feira, os jornais noticiaram o arquivamento da denúncia contra a ex-ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, por absoluta falta de provas.

Antes do segundo turno das eleições presidenciais de 2010, Veja fez uma denúncia sobre a entrega de malas de dinheiro na Casa Civil, a partir de um diz-que-diz em off, e a Folha de S. Paulo denunciou um lobby bilionário no BNDES feito por um personagem que não passaria pela catraca de segurança da sede do banco na Avenida Chile, no Rio de Janeiro.

Não era jornalismo. Era um troço parecido com jornalismo, que ajudou a levar as eleições presidenciais de 2010 para o segundo turno.

Pode-se discutir a qualidade do jornalismo na internet, assim como nos veículos impressos.

Mas o que a mídia tradicional busca é apenas uma reserva de mercado. E demonstra medo crescente diante da força da internet.

O resto é conversa fiada.
blog 274 

Tópicos do dia – 23/02/2012

11:08:19
Alemanha: após Guderian, avança com a Blitzkrieg econômica.

A Alemanha percebeu que não dominaria a Europa, pós Versalhes, com os tanques de Guderian, e, o faz hoje com o poder do Marco Alemão, que alguns ingênuos chamam de Euro. Após os paraquedistas na segunda guerra, o potentado alemão desembarca novamente na Grécia com as seguintes “divisões” econômicas:
1. redução de 22% no salário mínimo
2. demissão de 150 mil funcionários públicos
3. aumento do desemprego nas atividades privadas
4. corte nos investimentos sociais
5. a diminuição no valor das aposentadorias
6. privatização de empresas públicas.
PS. Fraulein Merkel prepara agora a Blitzkrieg financeira para enfiá-la goela abaixo na Espanha, Portugal, França, além daquele monte de paísecos que vão do Báltico aos Balcãs e ao Mediterrâneo.

11:13:34
Planalto favorece Apple em licitações
Editais de licitação para a compra de tablets beneficiam produto da Apple. Segundo informações da Folha de SP, órgãos do governo federal copiam nos editais especificações técnicas exclusivas do iPad 2. A medida causa a exclusão automática de aparelhos fabricados por outras empresas. Atualmente, mais de dez fabricantes de tablets atuam no Brasil. Como exemplo de favorecimento, o jornal menciona uma licitação realizada pelo Planalto em outubro para a aquisição de 42 tablets para autoridades e assessores. Na época, a Presidência praticamente “copiou e colou” trechos do site da Apple. Ao ser questionada sobre o caso, a Presidência negou irregularidades,  e afirmou que as especificações correspondem à sua necessidade garantindo que a competição não foi descartada, já que existem vários fornecedores de um mesmo produto.

15:49:30
Jornalista Paulo Henrique Amorim condenado por racismo
Editor do blog Conversa Afiada e ex- estrela do jornalismo Global foi condenado a pagar a quantia de R$30 Mil – que deverá ser feita a uma instituição de caridade – conforme sentença proferida pelo juiz Daniel Felipe Machado.
Além da multa o jornalista terá que se retratar publicamente por uma publicação considerada racista em seu blog.
A ação foi movida pelo jornalista Heraldo Pereira, da TV Globo. Heraldo Pereira questionava a análise feita por Amorim, na qual chamava o colega de profissão de “negro de alma branca” e insinuava que Heraldo fosse empregado do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes.
O juiz decidiu que na retratação Amorim deverá publicar nos jornais Correio Braziliense e Folha de S. Paulo, um texto com o título “Retratação de Paulo Henrique Amorim Concernente à Ação 010.01.1.043464-9”.


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