Senadores solidários com Eduardo Azeredo

De Adriana Mendes, de O Globo:

O presidente da Comissão da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Eduardo Azeredo (PSDB-MG), durante a reunião da comissão na manhã desta quinta-feira recebeu a solidariedade dos colegas Cristovam Buarque (PDT-DF), Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) , Paulo Duque (PMDB-RJ), Heráclito Fortes (DEM-PI), Geraldo Mesquita (PMDB-AC) e Eduardo Suplicy (PT-SP).

Azeredo é acusado de montar um esquema de desvio de dinheiro público, quando era governador de Minas Gerais e concorria à reeleição, o inquérito é conhecido como o “mensalão mineiro”. O caso está sendo julgado no Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Joaquim Barbosa, relator do inquérito no Supremo, votou na quarta-feira pela abertura de ação penal contra o senador tucano.

(Comentário meu: Por que a onda de solidariedade a Azeredo?

Por que ele é um cara simpático?

Por que os senadores examinaram todas as provas e evidências colhidas pela polícia e o Ministério Público e concluíram que ele é inocente no caso do mensalão mineiro?

Por que ele é senador como os outros que lhe prestaram solidariedade?

Por que o “eu não sabia” dele está valendo menos que o “eu não sabia” de Lula?

Por que todos os políticos ou a maioria deles se vale de Caixa 2 e, portanto, não é justo que só Azeredo pague a conta?

Por que? Por que?)

Lula põe no bolso os picaretas do senado

Brasil: da série “Relembrar é preciso”!

O que está transcrito abaixo serve para que os Tupiniquins não subestimem a capacidade ladina do apedeuta, nem tampouco se deixem levar pelas vestais que vociferam midiáticos moralismos da tribuna do senado.

Afinal, o que se esperar de um parlamento de que apaniguou de ACM a Jader Barbalho; do boiadeiro Renan Calheiros a zumbis Colloridos; de tipinhos nefelibatas como o cassado, por corrupção, Mão Santa a beócios vassalos com Paulo Duque, e hoje se  encontra prenhe de suplentes extriônicos?

Pode-se discutir a serviço de que, ou de quem Lula excercita essa competência, mas jamais negá-la.

O editor

ACORDÃO: LULA BOTOU NO BOLSO 400 PICARETAS

Aconteceu no mensalão. Está acontecendo agora!

A canalha faz a chantagem, e a oposição entrega os pontos. Acanalha-se também!

É para salvar Arthur Virgílio? Ele ainda poderia renunciar, antes da abertura do processo no Conselho de Ética. Não se tornaria inelegível. E poderia dizer em discurso que o teria feito para que tudo, MAS TUDO MESMO, pudesse ser apurado.

É mentira que o acordão aponta para um empate. O acordão é derrota!

É a derrota da oposição.

É a derrota de quem tem vergonha na cara!

É a derrota da ética!

Mas, acima de tudo, é a derrota da parte do povo que presta – sim, porque uma parte do povo também não serve para nada – e da política.

Sérgio Guerra (PE), presidente do PSDB, disse qualquer coisa como: “Se continuar assim, o povo não vota mais na gente”.

Eu espero que o povo que presta não vote mais em nenhum dos protagonistas dessa pantomima.

O PT dominou todo o processo político porque Lula, esperto como é, percebeu que todos eles tinham e têm um preço.

Afinal, foi Lula quem disse que, ali, havia 300 picaretas.

Ele tinha razão. Agora são 400.

Antes, ele tentava vencer os 300 picaretas. Agora, decidiu unir-se a eles. Na verdade, ele os comprou.

Renuncie, Arthur Virgílio, e peça para que se investigue tudo. Esta seria a sua maior contribuição para o Brasil.

Mas não! Pelo visto, acontecerá tudo de novo, como no mensalão!

Eu não acho que a oposição que temos seja igual ao PT. Não é, não! Há uma grande diferença entre os dois grupos.

O PT é Cavalcante. A oposição é cavalgada. (*) Cavalcantes e cavalgados estão se unindo contra o povo, a decência, a vergonha na cara. Que ninguém mais seja eleito. Nunca! Essa gente merece ser liderada por Sarney. Na verdade, Sarney é um pouco melhor do que eles porque é chefe. Eles são tão ruins que se deixam chefiar por ele.

(*)É claro que há exceções. Sempre há. Mas exceções não determinam o destino da história.

blog do Reinaldo Azevedo

Sarney põe a culpa na internet e nos blogs

O bigode mais ‘enrolado’ do senado, sua (dele) ex-celência senador José Sarney se disse vítima da internet.

Entre outras ‘boutades’ declarou à Folha de S. Paulo e ao Jornal do Brasil:

“Qualquer site destruirá qualquer um com sua capacidade reprodutiva. A proteção à imagem e o direito de resposta vão desaparecer”.

Bestial pá!

É a popular e burlesca estória do “sofá na sala”.

Nem os blogs ou qualquer outra publicação da internet inventaram os diálogos do vovozinho com a netinha, nem os recebimentos de ajuda moradia indevidos, nepotismos explícitos, a quetão nebulosa da Fundação Sarney e patrocínios desviados, nem todas os outros fatos pelos quais sua (dele) ex-celência foi denunciado ao Conselho de Ética do Senado.

Não foram os blogs que instalaram o decrépito e serviçal suplente do suplente do senador Paulo Vassalo, ops, Duque, o qual sob o relho do boiadeiro senador Renan Calheiros, de uma só chicotada, arquivou todas as representações contra o marimbondo de fogo do Maranhão.

Por outro lado, ou pelo mesmo lado, causa espanto que o PT, o partido que ao longo do tempo mais portava a indignação, esteja conivente e omisso em relação às denúncias.

Alguém avise, informe, ensine, ao vestuto membro da Academia Brasileira de Letras, entre chás e brioches, das modificações havidas no processo informativo. À época das capitanias hereditárias, havia um claro identificador entre emissores e receptores de notícias. Agora, na época dos ‘bits e bytes’, a informação circula exponencialmente amplificada por quem tiver um computador e uma conexão de internet. Contudo, essa amplitude não significa necessariamente invencionice.

Sua (dele) ex-celência, no entanto, usufruindo da liberdade da internet, liberdade que condena a quem o critica, montou uma tropa de choque para atuar na internet. Um grupo de profissionais foi contratado para divulgar na ‘web’ as versões dos fatos de acordo com sua (dele) ótica. Ótimo que assim seja. Nada mais salutar para a democracia que o constitucional princípio do contraditório. Que sobreviva a versão mais verdadeira dos fatos.

Convém salientar a advertência do jornalista norte-americano Charles Pierce:
“Os políticos acreditam que uma tolice se torna fato se for espalhada aos berros”.

O senador timbira, do Amapá, que controla quase toda a imprensa do infelicitado Maranhão, não entende que a internet é território livre dos capitães-mores, de suas caramunhas, e que os blogs independentes estão ao largo de suas ferroadas censórias.

Paulo Duque: ‘denúncias contra Arthur Virgílio são consistentes’

Brasil: da série “só dói quando eu rio!”

Pois não é Tupiniquins, que o vassalo presidente do conselho de ética do senado, suplente do suplente de senador Paulo Duque saiu-se com essa?
Sua (dele) ex-celência disse “considerar a representação contra o líder do PSDB, senador Artur Virgílio (AM), mais ‘consistente’ do que as ações protocoladas no contra o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP).

Políticos Senador Suplente Paulo Duque PMDB

Abaixo as acusações contra Arthur Virgílio que proporcionaram representação contra o tucano no conselho de ética:

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Acusado de nomear o seu (dele) ‘personal trainer’ como funcionário do Senado

Permitir que um assessor morasse na Espanha, fazendo curso de teatro, recebendo salários, inclusive horas extras, do Senado.

Virgílio nomeou um personal trainer, Oswaldo Alves, de Manaus, pago pela Casa, para orientar sua atividade individual.

O líder do PSDB Arthur Virgílio (AM) ainda enfrentará mais três acusações no Conselho de Ética da Casa.

O PMDB pede para que sejam investigados o repasse de US$ 10 mil a Arthur Virgílio pelo ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia, quando o senador fazia uma viagem a Paris; e as “indenizações de saúde” – ressarcimento por tratamento de saúde pago pelo parlamentar – relativos ao caso da mãe de Virgílio, falecida em 2006, que pode atingir o valor de mais de R$ 780 mil.

A representação do PMDB também pede cópia da ficha financeira completa de Carlos Alberto Nina Neto, o aspone que viveu na Espanha pago pelo Senado, demanda o valor total do ressarcimento pagos pela Casa ao senador tucano pelos serviços de saúde, e ainda exige cópias da declaração de imposto de renda de Arthur Virgílio nos últimos cinco anos.

Todo o conteúdo da representação do PMDB foi lida pelo líder do partido, Renan Calheiros, nesta tarde, na tribuna de honra do Senado. A atitude resultou em um bate-boca entre Calheiros e o coronel Tasso Jereissati, o que forçou o presidente José Sarney a suspender a sessão para que os ânimos fossem acalmados.

PMDB protocola representação contra Arthur Virgílio

A sujeira se generaliza. A insensatez se instala a ponto de Renan Calheiros, da tribuna do senado, teorizar sobre ética.

Isso mesmo Tupiniquins. Renan Calheiros dando aula sobre ética.

Uáu!

O editor

Medida é retaliação às representações do PSDB contra José Sarney.

Líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), diz que crise agora é partidária.

Os senadores Arthur Virgílio (PSDB-AM) e Renan Calheiros (PMDB-AL), respectivamente oposição e aliado do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

O PMDB protocolou uma representação no Conselho de Ética contra o senador Arthur Virgílio (AM), líder do PSDB. A representação, assinada pela presidente do PMDB, Íris de Araújo (GO), foi protocolada no Conselho no final da noite desta quarta-feira (5). O teor, no entanto, ainda não foi divulgado.

O protocolo do PMDB cumpre a ameaça de retaliação feita pelo líder do partido no Senado, Renan Calheiros (AL). Segundo ele, ao representar contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), o PSDB transformou a crise política em partidária.

Na terça-feira (4), o PMDB chegou a protocolar de maneira errada a acusação contra Virgílio. Em vez de fazer o protocolo na Secretaria Geral da Mesa Diretora ou no Conselho de Ética, os assessores do partido entregaram a representação no gabinete pessoal do senador Paulo Duque (PMDB-RJ), presidente do colegiado.

Virgílio admitiu ter empregado durante um ano e meio um funcionário que estudava teatro na Espanha. O tucano já negociou com a Diretoria-Geral da Casa e devolverá em quatro parcelas os cerca de R$ 210 mil que o funcionário recebeu no período.

Denúncias arquivadas

Nesta quarta-feira (5), o presidente do Conselho de Ética do Senado, Paulo Duque (PMDB-RJ), rejeitou quatro pedidos de investigação contra o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), e um contra o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), na sessão do órgão desta quarta-feira (5). A oposição anunciou que vai recorrer da decisão de Duque.

Em suas decisões, Duque alegou que as matérias não apresentavam evidências que justificassem a abertura de investigação contra Sarney e Renan.

José Sarney ainda responde a sete pedidos de investigação no Conselho de Ética. São três representações apresentadas pelo PSDB, uma representação apresentada pelo PSOL e outras três denúncias formuladas por Arthur Virgílio.

Eduardo Bresciani Do G1, em Brasília

Senado: 70% do Conselho de Ética tem ficha com problemas

Ao menos 21 membros são alvo de inquérito, réus em ação ou têm ligação com nepotismo e atos secretos

A esperada benevolência do Conselho de Ética com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), pode ser explicada, entre outras coisas, pela biografia de seus integrantes. Pelo menos 70% dos membros do conselho são alvos de inquéritos autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), réus em ações penais e/ou envolvimento com nepotismo e atos secretos nos últimos anos. Caberá a esses senadores decidir na próxima terça-feira o destino dos pedidos de abertura de processo de cassação de Sarney.

Pressionado a renunciar, o peemedebista é acusado de ligação com boletins administrativos sigilosos, nomeação de parentes e afilhados, além de desvio de recursos da Petrobrás pela Fundação José Sarney. A fundação vive hoje a perspectiva de intervenção por parte do Ministério Público do Maranhão, por causa do desvio de cerca de R$ 500 mil de uma verba de patrocínio de R$ 1,34 milhão concedida pela estatal do petróleo.

O Estado cruzou a lista de integrantes titulares e suplentes do Conselho de Ética com escândalos recentes semelhantes aos que alcançaram Sarney. Poucos escapam. Dos 30 titulares e suplentes, ao menos 21 estão nessa malha fina.

A tropa de choque do PMDB, por exemplo, marcha unida nesse quesito. Os quatro titulares – Wellington Salgado (MG), Gilvan Borges (AP), Paulo Duque (RJ) e Almeida Lima (SE) – têm algum tipo de ligação com nepotismo, ato secreto ou investigação externa.

Outros quatro titulares aliados de Sarney também fazem parte desse grupo: Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), Gim Argello (PTB-DF), João Durval (PDT-BA) e Romeu Tuma (PTB-SP). Juntos com João Pedro (PT-AM) e Inácio Arruda (PC do B-CE), eles somam votos suficientes – entre os 16 titulares – para barrar as cinco representações que já foram protocoladas contra Sarney.

Porta-voz do presidente do Senado em plenário, Wellington Salgado é alvo de três inquéritos no Supremo por sonegação fiscal e crimes contra a Previdência. É suspeito ainda de empregar funcionários fantasmas em seu gabinete. Anteontem o Estado revelou que o presidente do Conselho de Ética, Paulo Duque, emprega um assessor fantasma no próprio órgão desde novembro.

Leandro Colon – Folha de São Paulo

Collor, Sarney e Lula: é puro deboche

Uma vez, quando se discutia se o mandato do então presidente José Sarney deveria ser de quatro ou cinco anos, escrevi que o Brasil havia se transformado em uma república bananeira, vistas as manobras sórdidas em favor do mandato mais longo.

Humor Cartuns Pizza Collor Sarney e LulaHoje, sou obrigado a pedir desculpas às repúblicas bananeiras. O Brasil é pior. Ou pelo menos sua política é pior. Virou deboche. Só pode ser deboche a eleição de Paulo Duque para presidir o Conselho de Ética do Senado, a julgar pela entrevista que deu à Folha. Espremendo bem as declarações, seu conceito de ética é mais ou menos assim: roubar pouco é ético.

Só se roubar muito pode, assim mesmo eventualmente, ser investigado pelo Conselho de Duque. Aliás, o conceito de muito ou pouco também é relativo, já que o ínclito senador orgulha-se de ter nomeado 5.000 pessoas para cargos públicos e ainda acrescenta que todas estão felizes. Pudera.

Trata-se, claramente, de um caso único no mundo de caçador de talentos republicanos, um disseminador de felicidade às custas do seu, do meu, do nosso dinheirinho.

Na véspera, aquela foto do abraço Lula/Collor já era um deboche. Deu nojo, mas nem escrevi a respeito primeiro porque nojo é mau conselheiro, segundo porque sabia que o leitor dispensaria intermediários para julgar a debochada cena. Estava certíssimo, como dá prova o “Painel do Leitor” de ontem, em que Silvério Oliveira diz tudo: “Eles se merecem”

Clóvis Rossi – Folha de S. Paulo