Tópicos do dia – 31/08/2012

09:36:10
Mensalão: Com os pés no chão, pois toga não levita!

A lei não prevê caixa 2, é claro, mas trata caixa 2 como infração menor. Essa excrescência permite que essa corrupção domine todas as eleições desde Deodoro.
Por conta disso é que o mensalão tucano teria passado despercebido e estaria funcionando até hoje, se a bandalheira do Lula e asseclas não tivesse vindo a lume.

Só quando descobriram a existência do cínico Delubio Soares e seu imoral “recursos não contabilizados” é que descobriram, por tabela, o mensalão tucano (e mesmo assim, com uma enorme má vontade em aprofundar as investigações, com medo de atingir Aécio Neves, José Serra e Geraldo Alckmin.

A lei é assim. É uma porcaria de lei, porque empreiteiras, bancos e até bicheiros (!) financiam campanhas, em geral buscando vantagens futuras nos governos.
O mais é por que a selecinha não ganhou a olimpíada, e descobriram que o Neymar só tem topete.

09:41:38
Mensalão, o julgamento.

O julgamento dos mensaleiros por desvio de dinheiro público como “NUNCANTESNESTEPAIZ” poderia despertar na sociedade uma iniciativa de criar uma LEI proibindo a doação para campanhas políticas por pessoas jurídicas. Todos os grandes escândalos envolvem empresas e seus dirigentes (DELTA, BANESTADO, REDE13, BB-VISANET, SANGUESSUGAS, ALOPRADOS do Lula, GAUTAMADUTO, DUDADUTO, VALERIODUTO etc. e, bote etc. nisso), contaminando o Legislativo e corrompendo autoridades como na farra em PARIS com a dança exótica dos guardanapeiros embriagados com champanhe francesa legítima, domesticados pelo dono da DELTA em troca de obras bilionárias.

O americano costuma dizer que não existe almoço grátis entre políticos e empresários, lá nos EUA é proibida a doação por pessoas jurídicas, o Brasil poderia copiar a maior democracia do planeta, atraindo políticos mais honestos sem suborno de empresários. Junto com as doações por empresas vem toda sorte de crimes, desde sonegação de impostos até assassinatos, como a morte de Celso Daniel, onde o Brasil conheceu o sinistro Sombra do PT, o responsável para punir aqueles que não aceitam pagar o mensalão.

A história, repetida insistentemente, pelos advogados dos réus do mensalão no STF é a balela do Caixa 2, para pagar dívidas de campanha: ora bolas, é tudo Caixa 3, propina para políticos enriquecerem, não existe comprovação documentada de pagamento por serviços contratados de campanha política, ou, estamos diante de uma Sonegação de Impostos tutelada por autoridades da república contra os cofres públicos “destepaiz”!

10:01:24
Os mensaleiros e os ladrões de galinha

Depois de todos os elogios ao Supremo Tribunal Federal, aberta que está a avenida para a condenação da maioria dos mensaleiros, surge o primeiro buraco no asfalto. Ironicamente, coube ao caminhão do ministro Cezar Peluso diminuir a marcha, ele que até prisão determinou para os primeiros cinco réus. Porque ao fixar a pena para o deputado João Paulo Cunha, Marcos Valério, Henrique Pizzolato e dois penduricalhos, o mestre parou nos seis anos. Três por corrupção passiva e três por peculato. Significa que pela lei vigente o ex-presidente da Câmara teria direito a regime semi-aberto, caso não recebesse outra condenação por lavagem de dinheiro. Traduzindo: ficaria em casa durante o dia, obrigado apenas a dormir na cadeia.

A pergunta que se faz é porque, então, o ladrão de galinha fica preso durante o inquérito e o julgamento e, depois, continua trancado em tempo integral, sem direito a beneficio. Por ser pobre, não dispor de excepcionais advogados e carecer de diploma universitário? Deveria ser a lei igual para todos. Quantas galinhas poderiam ser compradas com os 50 mil reais oferecidos por Marcos Valério? Muitas mais, até um aviário, por conta do contrato de publicidade celebrado entre eles.

Claro que a pena para esse primeiro lote de bandidos não estava completa. Mais um voto em favor da acusação de lavagem de dinheiro, dado pelo presidente Ayres Brito,  determinou que os seis anos de prisão aumentem, nesse caso em regime fechado. Resta aguardar, sem desejos de vingança, mas tendo presente haver chegado a oportunidade de a Justiça demonstrar serem todos iguais perante a lei.
Carlos Chagas/Tribuna da Imprensa

10:37:42
Supremo será rápido com financiadores do mensalão

Ao entrar na segunda das sete fases do julgamento do mensalão, a expectativa do relator e de ministros é que o processo de decisão seja acelerado. Joaquim Barbosa considera que a fase mais longa e complexa foi superada com a conclusão do item 3 da denúncia. As próximas etapas tendem a ser apreciadas com mais agilidade, inclusive a do item 5, iniciado nesta quinta, que trata dos financiadores do mensalão.

O relator ainda não votou, mas já classificou como “cadeia de ilicitudes” a atuação de dirigentes do Banco Rural, que concederam empréstimos milionários às empresas de Marcos Valério e ao PT. Em 2003, foram R$ 3 milhões ao partido, e R$ 29 milhões a duas agências do publicitário. Para Barbosa, as operações de empréstimos foram fictícias, porque o modo como as operações foram feitas denota que nem os credores pretendiam resgatar o dinheiro, nem os tomadores do empréstimo tinham a intenção de pagar a dívida.

Dos réus desta etapa, Kátia Rabello, José Roberto Salgado, Vinícius Samarane são acusados de gestão fraudulenta, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Ayanna Tenório, a quarta ré do grupo, responde pelas mesmas acusações, com exceção de evasão de divisas. A tendência é que sejam julgados em bloco, uma vez que sua atuação é semelhante – o que difere entre eles é o grau de responsabilização.

A característica de ação em grupo, que justifica a acusação de formação de quadrilha, deve levar a sentenças mais rápidas e simplificadas. A soma das penas máximas dos crimes dos quais os quatro réus são acusados passa dos 30 anos de prisão.
blog da Christina Lemos

16:55:12
PT e Aecio Neves fazem festa: Haddad sobe 6 pontos percentuais e Serra cai 5

Pesquisa Datafolha divulgada quarta-feira pela TV Globo no Jornal Nacional mostra em São Paulo Celso Russomano (PRB) com 31% das intenções de voto – mesmo patamar do levantamento anterior -, seguido de José Serra (PSDB), com 22%, e Fernando Haddad, com 14% das intenções de voto. Em relação ao último levantamento, o tucano caiu 5 pontos percentuais; já Haddad subiu 6 pontos.

E a rabeira também começa a se definir. A pesquisa mostra Gabriel Chalita (PMDB), com 7%; seguido de Soninha Francine (PPS), com 4%; Paulinho da Força (PDT), com 2% das intenções de voto; Carlos Giannazi (PSOL) e Ana Luiza (PSTU) têm 1% cada. Os demais candidatos não pontuaram. Brancos e nulos são 10%. Não sabem ou não opinaram somam 7% dos eleitores.

Em relação à rejeição, Serra lidera com 43%, seguido de Paulinho da Força (25%), Soninha (24%) e Haddad (21%). Russomanno tem 15% de rejeição.
O Datafolha ouviu 1.069 eleitores paulistanos entre os dias 28 e 29 deste mês. A margem de erro da pesquisa – registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) com o número 00582/2012 – é de três pontos, para cima ou para baixo.
Carlos Newton/Tribuna da Imprensa


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