PT e PSD fazem concluiu e enterram a CPI da Petrobras

Corrupção Ratos Políticos Blog do MesquitaSão farinhas do mesmo saco. Há anos que escrevo que PT e PSDB são siameses. Dois bandos de safados. Eu já havia escrito no blog e aqui que o acordo era o seguinte: vocês não mexem nos Tremsalão de São Paulo e nós enterraremos o Petrolão.

O acordo é pra valer, pois ambos os lados têm interesse de acobertar seus medalhões, estejam eles vivos ou mortos.

Aguardem que estou apurando o acordo envolvendo o jatinho do Eduardo Campos – figurativamente caiu talvez pelo excesso do peso do caixa 2 – e o apoio da família do “de cujus” à candidatura do Aécio.

Essa era a mudança pregada por Aécio Neves?

Ou alguém acredita que a safadeza seria tramada caso ele não tivesse concordado? Entendo que quem tem um capital de 51 milhões de votos, teria força suficiente para impedir o concluiu.

A imprensa ignora falar em Nilton Monteiro e Marco Aurélio Carone. Tenho certeza que muita gente iria ficar chocada se dessem um google pra saber quem são essas pessoas. E o Paulo Preto do Rodoanel?

Enquanto eleitores tucanos, petistas, coxinhas e petralhas se digladiam como otários, os donos do poder se regozijam e saem no fim de semana para tomar uma propina juntos.

Me apiedo dos ingênuos, das almas prenhes de boa vontade, dos que tomam partido desses partidos, e “parabenizo” aos trouxas que ficaram se agredindo verbalmente nas redes sociais durante as campanhas eleitorais.

Mensalão e o julgamento: e os outros?

Ou todos ou nenhum.
A parcialidade conspira contra os fatos e arruína a verdade.
São 42: Eduardo Azeredo,PSDB, mensalão mineiro, e já indiciado no STF, e Roberto Arruda, DEM, pelo mensalão de Brasília, denunciado pelo Procurador Geral da República, e aguardando decisão de acatamento da denúncia.

José Mesquita – Editor


Devem os mensaleiros ser punidos?

Claro, se possível todos os 38. No caso, com pena de cadeia, aquela que pode não recuperar, mas desmoraliza.

E o Carlinhos Cachoeira e sua quadrilha, deveriam receber sentenças acordes com suas lambanças, continuando por longo tempo na prisão, agora por decisão da Justiça de Goiás, sem direito a filigranas e subterfúgios que a lei penal faculta?

Positivo, também.

Ficaria a voz rouca das ruas satisfeita com esses resultados, não fosse a indagação que emergirá em seguida ao primeiro impacto dos julgamentos, se é que as expectativas se cumprirão: e os outros?

Os outros, infelizmente, vão muito bem, obrigado. [ad#Retangulo – Anuncios – Direita]Porque jamais se viu nação tão corrompida como a nossa. Em qualquer atividade prevalecem os vigaristas.

Dos grandes, daqueles que enviaram 520 bilhões de dólares para os paraísos fiscais, até os pequenos, os que roubam no peso do pão ou os que vendem o voto por um par de chinelos.

Por força de um poder público deteriorado desde o Descobrimento, formamos uma sociedade cruel, que de algumas décadas para cá apodreceu.

Vence quem pode tirar vantagem em tudo, aliás, uma injustiça para com o grande craque do passado, que em campo jamais deixou de dar o máximo de seus esforços.

É essa a realidade com que nos defrontamos.

Quem pode burla o fisco, sabendo não ficarem atrás os coletores de impostos. Os encarregados de fazer leis procuram primeiro saber onde e como elas irão beneficiá-los. Aqueles que apelam para a ilusão de uma outra vida distorcem a fé para locupletar-se nesta vida mesmo.

Dos julgadores, nem haverá que falar, boa parte empenhada tanto na venda de sentenças quanto no aumento de suas remunerações. Quem planta preocupa-se muito menos em aplacar a fome do consumidor do que com a elevação dos preços, mesmo às custas de quem compra.

Quem se dedica ao comercio dá preferência à falsa escassez de produtos, visando mantê-los estocados, sempre de acordo com o maior dos embustes da Humanidade, o tal Mercado.

Quem adota a industria avança na produção do supérfluo em detrimento do necessário, tomando-se como parâmetro os carros, de um lado, e os ônibus, de outro.

Na arte, nos esportes, na ciência e na administração, a fórmula é a mesma: lucrar primeiro, antes que outros o façam.

Fazer o quê, nem vindo ao caso, hoje, lembrar da imensa legião que por má inclinação ou por necessidade, lança-se ao crime e à violência? Só tem uma solução: começar tudo de novo…

NÃO DEU OUTRA

Antes mesmo de se iniciar o julgamento do mensalão já começaram a canibalizar-se os 38 réus e seus advogados.

Será fascinante assistir no plenário do Supremo as acusações que os mensaleiros se fazem esta semana através da mídia, cada um tentando saltar de banda às custas do antigo parceiro de tramóia.

No fundo, estão colaborando com o Ministério Público.
Carlos Chagas/Tribuna da Imprensa

Eleições 2010: Analistas, pesquisas e mentiras

Vinho de outras pipas
Dora Kramer

Obrigados pela lei a fabricar omissões onde a honestidade com o público requereria nitidez, os analistas da cena política são forçados a mentir no rádio e na televisão em suas análises sobre o desempenho dos candidatos presidenciais nesta temporada de debates e entrevistas.

De onde se produz, por exemplo, a obra de ficção segundo a qual Dilma Rousseff, José Serra e Marina Silva tiveram atuações “equivalentes” e que são mais ou menos iguais.

Só na cabeça de ervilha dos parlamentares inspiradores dessa legislação passa a idéia de que a opinião de comentaristas possa criar desigualdade a ponto de distorcer a vontade do eleitor. Por muito mais – o uso desbragado da máquina pública – o presidente da República investe diariamente no desequilíbrio do jogo.

Até pelo tempo de estrada, se José Serra se apresentasse no mesmo patamar das adversárias seria uma demonstração de incompetência com certidão passada em cartório do céu.

Serra já disputou várias eleições majoritárias (presidente, prefeito, governador e senador) e passou algumas dezenas de anos fazendo as coisas de modo a um dia concretizar o projeto de ser presidente.

Suas oponentes entraram nessa vida de exposição, cobranças e assédio praticamente anteontem, sendo que Dilma nunca pediu um voto e Marina se elegeu senadora por um Estado diminuto, o Acre.

Por essas e algumas outras a exigência do eleitor/telespectador em relação ao tucano é muito mais rigorosa.

A superioridade de Serra no assunto em pauta, o exercício da Presidência da República, é obvia e irrefutável. Tanto isso é verdade que os correligionários de Dilma comemoraram o fato de ela não ter tido uma atuação desastrosa. A candidata do PT leva vantagem neste aspecto: se não é péssima, fica convencionado que foi ótima.

Marina fica em certa desvantagem, pois a expectativa de que faça algo exótico e altamente estimulante do ponto de vista eleitoral é muito alta. No primeiro debate de televisão, por exemplo, a candidata do PV teve uma participação, digamos, normal.

Foi o suficiente para ser considerada a grande perdedora. Plínio de Arruda Sampaio, de quem não se esperava coisa alguma, conseguiu “vencer” e, de acordo com a tolice da estação, “bombar no Twitter“, mesmo dizendo ligeirezas radicais. Alguém já pensou o que seria feito de Serra ou de Dilma se à meia-noite um dos dois olhasse fixo para a câmera e falasse olho no olho para “você camponês que está me ouvindo”?

Pois é, a avaliação do desempenho dos candidatos no debate da Band, nas entrevistas do Jornal Nacional/Jornal das Dez (Globonews), depende da perspectiva e da expectativa do público.

O PT já está fazendo um carnaval por aí, alegando que a dupla de entrevistadores do JN favoreceu José Serra. Não se vê, entretanto, provas disso. Qual o assunto que poderia ser abordado e não foi? Qual a pergunta que poderia ter sido feita e não foi?

A temática economia e Banco Central – um tanto elaborada para o público em questão – foi abordada mais tarde no noticiário da TV paga e Serra tirou de letra, ao contrário de ocasiões outras em que saiu de si e caiu na besteira de se irritar quando cobrado sobre o assunto.

A questão é que a prática tornou Serra afiado no treino e o plano de vida o fez acumular passivo menos polêmico. Não há – ao menos à vista – constrangimentos sérios com os quais possa ser confrontado.

Dilma, além de precisar responder pelos crimes dos outros ainda tem de ouvir se está preparada para ser presidente. A mesma pergunta para o tucano não faz o menor sentido, a não ser como forma de levantar uma bola para favorecê-lo.

Já foi dito aqui, mas convém repetir: qualidade de conteúdo e vitória eleitoral não são fatores que andam necessariamente juntos. Nem separados. Já tivemos excelentes governantes bem votados, preparadíssimos candidatos perdedores e fraudes evidentes celebradas pelo eleitor, que nem sempre tem compromisso com a lógica.

Alguns leitores me perguntam por que ainda não escrevi sobre o jovem Leandro dos Santos de Paula, chamado de “otário” e “sacana” pelo governador  do Rio, Sérgio Cabral  (PMDB), porque ousou ser “o povo que fala”, em que vez de “o povo que baba e agradece”. Se vocês notarem, tenho certa paixão por temas que vão sendo deixados pelo caminho. E se escreveu bastante sobre o episódio, com um registro que me pareceu, no mais das vezes, o correto. Darei destaque, no entanto, a um aspecto do conjunto, que remete a uma preocupação antiga deste escriba.

Mais até do que o “sacana e otário” de Cabral — e tenho a certeza de que ele diria tratar-se de uma forma carinhosa e viril de se relacionar com o povo… —, o que me incomodou foi a resposta do Babalorixá de Banânina quando o rapaz cobrou uma quadra de tênis. Disse o preclaro: “Isso é esporte da burguesia”. Isso, sim, é manifestação de má consciência, ainda que pareça apenas uma resposta convencional, até engraçada.

Antes de entrar no mérito da resposta e a que tipo de mentalidade ela apela, faço aqui uma pequena memória. Quanto o governo decidiu comprar lençóis e roupões de algodão egípcio, houve uma grita aqui e ali. Era como se Lula fosse o Leandro pedindo uma quadra de tênis: o ex-operário estaria se “aburguesando”. A crítica era bocó. Fiquei fora dessa conversa. Acho que, na única referência que fiz a respeito, recomendei que se comprassem também meias italianas para Lula, de cano mais longo, para que ele não ficasse com as canelas gordotas de fora quando sentado, o que me parece impróprio, no meu conservadorismo atroz, a um chefe de estado.

O presidente brasileiro é, sim, a expressão máxima da odiosa “burguesia do capital alheio”, mas essa é outra conversa. Aí se trata de um processo de ocupação do Estado pela “nova classe social”, oriunda da burocracia sindical. Nada tem a ver com lençol de 600 fios — a que até um presidente intelectual teria direito, se é que entendem a ironia. A grita era puro preconceito. Ali Kamel apontou isso à época, chamando aquele tipo de crítica de “classismo”.

Pois é… Na resposta a Leandro, Lula foi “classista”. Ao cochichar com Cabral, já surgiu o estrategista: “Se a imprensa descobre que a molecada não pode usar a piscina do centro esportivo…” O “classismo” do presidente — justamente ele… — tem sido um método na relação do estado brasileiro e das ONGs com os pobres. Não lhes cabe sonhar com o tênis, bastam o futebol e, de vez em quando, a natação. Já é uma oferta suficiente. Neste momento, um petista apressado já pensaria em interromper: “E o ProUni para os pobres”. Pois é… São os cursos universitários que estão mais para um futebolzinho numa quadra meio mixuruca do que para o… tênis! O leitor esperto percebeu que uso esses elementos como metáforas, claro!

A má consciência que toma conta do “discurso do social” vê na pobreza uma espécie de variante antropológica, de cultura particular, cujos sonhos e horizontes têm um limite, que não comporta uma quadra de tênis, tanto quanto seria demasiada ambição um ex-operário querer dormir em lençóis egípcios de 600 fios. Embora Lula acuse permanentemente o preconceito que haveria contra ele — e, pois, contra o “povo” —, a resposta dada a Leandro revela que ele se tornou um agente propagador daquela visão torta de mundo. No sentido daquela antiga crítica tacanha, ele não se “aburguesou” porque dormiu em lençóis egípcios, ele se “aburguesou” porque sustenta que Leandro não tem direito ao seu próprio lençol de fino trato — no caso, à sua quadra de tênis.

Seres humanos de qualquer classe, origem ou lugar sonham. Até Sinhá Vitória, em Vidas Secas, do grande Graciliano Ramos, sonhava com uma cama de couro quando chovia. E se deve oferecer ao “povo”, creio, caso se queira realmente mudar a sua vida e a escrita, mais oportunidades do que as consideradas “normais e próprias” a seu meio.

Voltando ao começo
Indaguei, certa feita, por que tantas ONGs sobem o morro, no Rio, ou vão à periferia, em São Paulo, para ensinar ao povo o que o povo já sabe: rap ou funk, batuque, malabarismo, artes circenses. Por que não lhes oferecer também Mozart, Manuel Bandeira ou Machado de Assis? Aquela “gente” que está lá não tem anseios distintos dos nossos, não, desde que tenha a oportunidade de alargar seu repertório. Sua origem não a condena a dormir eternamente na cama de ripa, sem direito a sonhar com a cama de couro bem esticado. É preciso abrir seus horizontes, sim,  para que ambicione a quadra de tênis e os lençóis egípcios de 600 fios.

E como se consegue isso? Por meio de uma educação que tenha um caráter universalista — aquela mesma a que, como diria Lula, os “burgueses” têm direito. O “povo” não pode mais ser visto como uma variante antropológica, como um ser de uma outra espécie, a quem voltamos, caridosos, os olhos, certos de que ele emitirá uma mensagem para nos comover, na sua poética rusticidade.

As políticas de “promoção dos pobres” hoje em curso têm um apelo identitário: algumas oportunidades lhes são oferecidas — não “quadra de tênis”, que é aí já é demais — não para que deixem de ser pobres, mas para que transformem a pobreza num saber e num discurso de auto-afirmação. Pode haver preconceito mais odiento do que esse? Pode haver discriminação de classe mais evidente.

Eleições 2010: Serra quer briga com vizinhos do Brasil?

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Serra faz campanha em Washington?

Será que Serra deseja realmente que o Brasil compre brigas com todos os seus vizinhos?

MARK WEISBROT

O QUE JOSÉ SERRA está tentando fazer? Em sua campanha pela Presidência do Brasil, ele acusou a Bolívia de cumplicidade no tráfico de drogas e criticou Lula por tentar mediar a disputa entre Washington e o Irã, e por recusar (em companhia da maioria dos demais países sul-americanos) reconhecimento ao governo de Honduras, “eleito” sob uma ditadura.

Por algum tempo ele optou por não aderir à campanha internacional de Washington contra a Venezuela, mas agora Serra e seu candidato a vice, Indio da Costa, também adentraram aquele pútrido pântano, alegando que a Venezuela “abriga” as Farc (Forças Armadas Revolucionárias Colombianas), o principal grupo guerrilheiro que combate o governo da Colômbia.

Que conste: a despeito de uma década de alegações, Washington ainda não conseguiu apresentar publicamente um traço de prova de que o governo de Chávez de fato apoie as Farc.

A única “prova” de que existe em domínio público vem de laptops e outros equipamentos de computação supostamente capturados pelas Forças Armadas colombianas em sua incursão ao território do Equador em março de 2008.

Blogueiros de direita como Reinaldo Azevedo repetem o mito de mídia de que a Interpol teria confirmado a autenticidade desses arquivos supostamente capturados, mas um relatório da Interpol nega enfaticamente essa possibilidade. Tudo que temos é a palavra das Forças Armadas colombianas -organização que sabidamente assassinou centenas de adolescentes inocentes e os vestiu como guerrilheiros.

Será que Serra realmente deseja que o Brasil compre brigas com todos os seus vizinhos a fim de se colocar desafiadoramente do lado errado da história? E isso apenas para se tornar o maior aliado direitista de Washington? Sim, caso Serra não tenha percebido, os Estados Unidos, sob o governo Obama como sob o governo Bush, só têm governos de direita como aliados no hemisfério: Canadá, Panamá, Colômbia, Chile, México. Existe um motivo para isso: a política norte-americana com relação à América Latina não mudou sob Obama.

Mesmo de um ponto de vista puramente maquiavélico -deixando de lado qualquer ideia de fazer da região ou do mundo um lugar melhor-, a estratégia “Serra Palin” faz pouco sentido. O Brasil tinha boas relações com Bush e pode ter boas relações com Obama sem incorrer nessa espécie desonrosa de servidão.

O Brasil não é El Salvador, país cujo governo vive sob chantagem por ameaças de enviar de volta ao seu território os milhares de emigrantes salvadorenhos que vivem nos Estados Unidos. E nem El Salvador tomou a estrada que Serra está percorrendo.

Não é apenas na Venezuela e na Bolívia que os Estados Unidos investem dezenas de milhões de dólares para adquirir influência política. Em 2005, como reportou este jornal, os Estados Unidos bancaram um esforço para mudar a lei brasileira de maneira a reforçar a oposição ao Partido dos Trabalhadores.

Washington tem grande interesse no resultado da eleição deste ano porque procura reverter as mudanças que tornaram a América Latina, no passado o “quintal” dos Estados Unidos, mais independente que nunca em sua história. José Serra está fazendo com que esse interesse cresça a cada dia.

TRADUÇÃO DE PAULO MIGLIACCI – FONTE FOLHA SP

Arruda e o Mensalão do DEM: quando o direito é um abuso

(…) A expulsão é um ato político. Nada tem a ver com a defesa de Arruda na Justiça -processo no qual terá o máximo de tempo possível. Quando o DEM ainda se chamava PFL, em 1997, a legenda expulsou em apenas 24 horas dois deputados flagrados vendendo seus votos no episódio da aprovação da emenda da reeleição.

Não havia vídeos. Bastou a convicção do delito cometido.

A concessão de tempo a Arruda inexiste no cotidiano de brasileiros comuns. Quando o circuito interno de TV num edifício flagra um funcionário cometendo algo ilícito, não há hipótese de os condôminos darem uma semana de prazo para a defesa. Demite-se no ato.

De Fernando Rodrigues/Folha de S.Paulo

Senado vota hoje censura para a internet

Os “ínclitos” parlamentares, que infelicitam e envergonham os Tupiniquins, querem a todo custo evitar que a sujeira que produzem seja replicada na internet.

Assim, começando pelo inventor do mensalão e descobridor de Marcos Valério, o até agora impune senador Eduardo Azeredo embora já denunciado no STF, suas (deles) ex-celências, petralhas inclusos, pretendem evitar que blogs, sites e Twitter revelem suas (deles) estripulias.

Para não perder o hábito pefelista, o senador José Agripino, líder do DEM — continuo insistindo. Chamar de democrata esse partido, recheado de Marco Maciel, Bonhausen e cia., só pode ser gozação com os Tupiniquins — com a cara lavada e enxaguada de Óleo de Peroba, defende a censura.

Esse senado, que patina na sarjeta da cidadania, não tem moral, sequer, pra criar normas de condomínio.

A turma do PT deverá ficar solidária com o projeto. Aliás, o partido, atolado até aos bigodes do Mercadante em malfeitorias ‘mis’, não quer ver divulgados acordos e conchavos com Quércias, Barbalhos, Renans e Romeros.

O maior medo dos donos do poder é o fato de que na internet não se aplica a regra da proporcionalidade. Nas outras mídias, o tempo de exposição no rádio e na televisão que cada partido tem direito, é proporcional ao número de parlamentares. Na internet essa regra não tem como ser aplicada.

Assim, os pequenos partidos vão dispor de tempo igual ou maior que os grandes partidos.

Não escapa ninguém do viés censório. Porque o Lula faz um pronunciamento pressionado os petralhas pra votarem contra o projeto de censura do senador Azeredo?

Contra a censura. Sempre! Antes que Cháves!

O editor

PS. Já circula na web: “ABAIXO O AI-5 DIGITAL DO SENADOR AZEREDO”!


Censura ainda ameaça internet na eleição

O Senado vai tentar concluir na terça-feira a votação da reforma eleitoral.

Um dos relatores da proposta, o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), reafirmou no domingo a disposição de alterar o texto votado na semana passada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) que restringe a cobertura jornalística de campanhas eleitorais na internet.

Ele quer deixar claro que apenas debates promovidos na rede ficarão sujeitos às regras hoje impostas às emissoras de rádio e TV. A mudança para acabar com a censura na internet, porém, ainda não tem consenso.

O líder do DEM, José Agripino (RN), por exemplo, é contra a alteração do texto.

– Acho que essa censura tem de ser mantida, até porque, no mundo dos blogs, há muita gente sendo financiada por governadores, presidentes de assembleias. É um perigo. Se não coibirmos, essas pessoa vão influenciar o resultado das eleições – justificou Agripino.

Adriana Vasconcelos – O Globo