Cármen Lúcia faz uma visita surpresa à Papuda

Louvo a ação da Ministra, que nos permite sonhar com uma luz no fim do túnel dessa questão tão complexa.
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Entendo, contudo, que também uma maior atenção deve ser na prevenção, olhar a vulnerabilidade do indivíduo antes de entrar na vida ilícita. Uma presença mais incisiva do Estado na comunidade carente e atender o cidadão com os direitos garantidos, nos serviços públicos. Saúde e educação em tempo integral.

O Brasil tinha mais de 40 milhões de miseráveis quando a ditadura militar terminou. Se tivéssemos lideranças como a presidente Cármen Lúcia no poder durante algumas décadas, viveríamos num país menos violento. Tudo o que os marginalizados sofrem na cadeia, descontam depois como se vingassem de uma sociedade selvagem.
José Mesquita/Editor
Ps. Aos adeptos de Talião recomendo deixarem o achismo ao lado e darem, nem que seja uma mera passagem d’olhos, no livro “Dos delitos e das penas” do filósofo italiano do século XVIII, Cesare Bonesana, Marquês de Beccaria.


Um dia depois de cancelar sua participação em encontro de juízes estaduais num resort de luxo na Bahia, a ministra Cármen Lúcia aproveitou o sábado para fazer uma visita surpresa à penitenciária da Papuda, em Brasília.

Presidente do Supremo Tribunal Federal e também do Conselho Nacional de Justiça, ela passou cerca de duas horas e meia no interior do presídio — de 9h às 11h30.

Esta é a segunda visita de Cármen Lúcia a um presídio deste que ela assumiu as presidências do Supremo e do CNJ, em 12 de setembro. Suas incursões são batizadas de “inspeções repentinas”.
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A primeira ocorreu em 21 de outubro, numa cadeia de Natal, capital do Rio Grande do Norte. Em ambas, a ministra testemunhou flagelos que se tornaram comuns nas cadeias do país. Entre eles a superlotação.

Notícia veiculada no site do CNJ anotou, por exemplo, que na Papuda Cármen Lúcia “visitou uma ala onde havia uma cela com 18 homens ocupando oito vagas.”

O texto esmiuçou a cena: “Para dormir, os detentos afirmaram que precisam forrar a superfície da cela com colchões, porque não há camas para todos. Não era possível enxergar o piso do alojamento com tantos presos sentados no chão e sobre as camas.”

Num espaço projetado para abrigar 1,4 mil presos, acotovelam-se 3,2 mil detentos.

Noutra unidade da Papuda, chamada de Centro de Detenção Provisória, o quadro é descrito como “mais dramático”.

Ali, “aproximadamente 4 mil presos se espremem num espaço destinado a 1,6 mil vagas.” Um dos presos brindou Cármen Lúcia com um gesto que caracteriza a superlotação. Gesticulou num instante em que nos agentes carcerários não o observavam.

O excesso de presos contrasta com a escassez de funcionários. Há em todo o complexo da Papuda algo como 15 mil presos. Para vigiá-los e atendê-los, há 1.483 servidores.

A ideia de Cármen Lúcia é elaborar um “diagnóstico” da situação carcerária no Brasil. Não chega a ser uma proposta original.

Há no país cerca de 622 mil presos. Não faltam diagnósticos sobre o inferno em que se converteram as cadeias do país.

O problema é que, feito o diagnóstico, as autoridades não conseguem aviar a receita.
Fonte:BlogJosias de Souza

Collor chama Janot de fascista, sujeitinho a toa e diz que ele tenta constranger Senado

Collor,Blog do MesquitaQuero ver essa valentia quando “elle” estiver “hospedado” na Papuda. Não há mais como voltar ou jogar a sujeira para debaixo do tapete. As máscaras caíram e está todo mundo nu.

Todos salafrários, só querem salvar suas peles. O povo! A o povo que se dane. Mas, o mais trágico é a inquietante pergunta: Onde está a tal da oposição?

Será que também tem rabo preso neste lamaçal? O acórdão que está sendo urdido é tão escancarado, que é de se estranhar o tamanho do silêncio.
José Mesquita


 

O senador Fernando Collor de Melo (PTB-AL) voltou a atacar, nesta segunda-feira (24), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, durante discurso na tribuna do Senado.

Collor chamou Janot de “figura tosca” e o acusou de “arbitrariedade” na denúncia apresentada no âmbito da Operação Lava Jato contra ele e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, por corrupção e lavagem de dinheiro.

O senador voltou a reclamar por não ter sido ouvido pelos investigadores antes de a denúncia ser entregue ao Supremo Tribunal Federal (STF). Collor também chamou Janot de “sujeitinho à toa, sem eira nem beira” e disse que o procurador-geral é um “fascista da pior extração”. “Ele está esterilizando, e ele conhece bem isso, os poderes da República que garantem a nossa democracia”, completou.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

“Há meses venho denunciando o perfil dessa figura tosca de Janot. A começar pelos sucessivos vazamentos de informação que correm em segredo de Justiça. […] Até hoje sequer fui ouvido para esclarecer mentiras e embustes politicamente arquitetados pelo senhor Janot. Meu depoimento foi marcado e por duas vezes desmarcado, na véspera dos mesmos”, disse Collor.

“Não poderia deixar de trazer essa incoerência e arbitrariedade do procurador-geral da República. […] Depois de tanto arbítrio, onde foi parar o direito de ampla defesa? Onde foi parar o contraditório? E a presunção de inocência?”, questionou.

Collor e Cunha foram denunciados na última quinta-feira (20) por Janot por suposto envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras investigado na operação. O procurador-geral pediu a condenação dos dois sob a acusação de terem cometidos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

De acordo com as investigações, Collor teria recebido, entre 2010 e 2014, R$ 26 milhões como pagamento de propina por contratos firmados pela BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras. Ele nega.

Collor encerrou seu discurso com uma citação do filósofo grego Plutarco: “Nada revela mais o caráter de um homem do que seu modo de se comportar quando detém um poder e uma autoridade sobre os outros: essas duas prerrogativas despertam toda paixão e revelam todo vício”.

A assessoria de Rodrigo Janot informou que o procurador-geral da República não iria comentar o caso.

Esta não foi a primeira vez que Collor atacou Janot da tribuna do Senado. No dia 5 de agosto, o senador xingou o procurador-geral da República em discurso. “Afirmações caluniosas e infames! Filho da puta”, afirmou Collor em tom mais baixo, mas que foi captado pelo microfone.

O senador criticava o despacho do procurador, que negou a devolução de seus carros de luxo. Collor afirmou que eles foram comprados por empresas legalmente constituídas e das quais é sócio majoritário.

Em documentado enviado ao Supremo Tribunal Federal, Janot disse que não há razão para devolver os carros de luxo — uma Lamborghini, uma Ferrari, um Bentley e um Land Rover — apreendidos mês passado na casa do senador. Janot também afirmou que o grupo do parlamentar recebeu R$ 26 milhões de propina no período entre 2010 e 2014.

Collor afirmou que as empresas não são de fachada e foram legalmente constituídas. As parcelas de pagamento dos carros que estariam em atraso seria uma questão comercial. “Não podendo, jamais, em tempo algum, sob risco de grave ação judicial a quem afirme que tal atraso se deve a falta de recursos escusos.”
Jornal do Brasil

Se o juiz Nicolau Lalau ganhou a liberdade, o que Zé Dirceu e o resto da quadrilha estão fazendo na Papuda?

Desta vez, não tem mais como manter os mensaleiros na prisão.Corrupção, Juiz Nicolau,Blog do Mesquita,Ipunidade,Zé Dirceu,Mensalão

Temos de respeitar nossas leis e nos conformar.

O Brasil é assim mesmo, não vai mudar nunca. Se o juiz Nicolau dos Santos Neto já ganhou o alvará de soltura, por haver cumprido 1/6 da pena, ter mais de 60 anos e sofrer de doença grave, o que os mensaleiros estão fazendo na Papuda?

Vamos deixar de lado nossas convicções sobre o que é certo ou errado, vamos aplaudir os corruptos, vamos endeusar Sérgio Cabral, Fernando Henrique Cardoso, Blairo Maggi, Newton Cardoso, José Roberto Arruda, a família Lula com Rosemary e tudo, a família Maluf, a família Perrela, a família Roriz, a família Sarney, a família Jefferson, a família ACM, a família Collor e por aí a fora.

Gente, este país está de cabeça para baixo, Ruy Barbosa era um imbecil e o povo deveria ter eleito Ademar de Barros, aquele do rouba, mas faz.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Até os comunistas são corruptos, o PCdoB é de fazer Marx e Engels se revirarem no túmulo.

O guerrilheiro Genoino virou um farsante que se finge de doente, o militante banido Dirceu tem conta das ilhas Cayman, é amigo de Eike e também está milionário, enquanto o sindicalista Lula agora é codinome Barba, colaborador da ditadura, Bolsonaro que ser candidatar à Presidência da República, a guerrilheira Dilma Rousseff se alia a qualquer pilantra que lhe garanta meia dúzia de votos, a ex-ministra corrupta Erenice Guerra tornou-se uma das mais bem sucedidas lobistas de Brasília, é um nunca-acabar de velhas novidades.

Como dizia o filósofo paulista Silvio Brito, parem o mundo que eu quero descer…

Zé Dirceu e a capa da Veja

Sem entrar no mérito do conteúdo da matéria, a capa da revista Veja com Zé Dirceu, só pode ser ilegítima.

Capa Veja Zé Dirceu Papuda 01

Capa Veja Zé Dirceu Papuda 02

1. Não são permitidas presenças de repórteres no interior de unidades prisionais;

2. Não acredito que Zé Dirceu tenha posado voluntariamente para uma foto a um órgão de imprensa que não satisfeito com sua condenação e prisão ainda deseja seu (dele)fígado;

3. Alguém foi subornado para tirar a foto a serviço da revista;

4. Foram violados os direitos constitucionais do direito da privacidade e direito de imagem, pois o preso não está em espaço público;

5. Já estou de capacete para receber as pauladas dos sectários que têm o ódio sobreposto à lógica e a lei.

Ps. Na foto com legenda a qualidade é nitidamente de foto tirada a partir de celular de baixa resolução. O enquadramento é típico de foto tirada com a máquina não sendo segurada no nível do rosto. Na foto da capa o fotografado está olhando para cima. Se fosse uma foto padrão com pose para reportagem, o fotografado estaria olhando para câmera.


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Em tempos de Papuda, Simolândia dá exemplo

Logo que Joaquim Barbosa mandou prendê-los, os ‘presos políticos’ do PT manifestaram o desejo de puxar cadeia nos seus respectivos Estados.

Mudaram de ideia após conhecer os serviços carcerários do Papuda’s Inn. Confortados pelo governador Agnelo Queiroz (PT), que os visitou, os presidiários petistas acharam melhor permanecer em Brasília.

O goiano Delúbio Soares talvez mudasse de ideia se soubesse o que se passa na cidade de Simolândia (GO).

A cadeia local foi, por assim dizer, rejuvenescida. Em dois meses de obras, renovaram-se a cozinha, o pátio do banho de sol e até a fachada do imóvel.

Ainda sobrou dinheiro para a aquisição de um equipamento eletrônico de monitoramento dos presos. Deve-se o feito a uma parceria de três autoridades municipais.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]O promotor de Justiça Diego Braga, a presidente do Conselho de Segurança da cidade Maria de Fátima Pereira e o diretor da cadeia Valdick Feitosa da Silva se uniram para melhorar as condições do inferno carcerário. Fizeram isso com dinheiro coletado por meio de uma ferramenta chamada tecnicamente de “transação penal”.

Consiste no seguinte: nos casos que envolvem crimes de baixo potencial ofensivo, com pena inferior a dois anos de prisão, o Ministério Público oferece ao investigado a opção de negociar. Em troca do arquivamento da denúncia, o acusado se dispõe a prestar serviços à comunidade ou a pagar multas. Foi com a caixinha das multas que Simolândia humanizou seu presídio. O promotor Diego Braga diz que o próximo projeto a ser executado na cadeia é a construção de uma sala de aula.

Ao optar por Brasília, Delúbio Soares não sabe o que perdeu.

A pequena Simolândia (6.215 habitantes espalhados por 351 km²) fica mais perto de Brasília (260 km), onde despacha a presidente petista Dilma Rousseff, do que de Goiânia (465 km), onde trabalha o governador tucano Marconi Perilo.

A exemplo da Capital de Agnelo Queiroz, o município também é governado por um petista, o prefeito Celso Zanon.

Nascido num local assemelhado, a cidade goiana de Buriti Alegre, o ex-gestor das arcas do PT era professor de matemática antes de virar dirigente da CUT e militante do PT.

Abandonou a sala de aula em 1984. Em Simolândia, poderia se reencontrar com o giz e a lousa, ministrando aulas aos companheiros de cárcere.

Não teria status de funcionário da CUT de Brasília. Mas quem garante que a Vara de Execuções penais vai autorizar o retorno do preso à velha central sindical?
Blog Josias de Souza