Mensalão do DEM chega a Joaquim Roriz

Os notórios José Roberto Arruda e Joaquim Roriz, parceiros no Mensalão do DEM.

Um a um caem as pseudo-vestais da moralidade. O que se pensava ser propriedade do PT, o mensalão, se estende como um polvo indecente por todos os partidos.

Do Senador Azeredo, o real descobridor de Marcos Valério, passando pelos Panetones do Arruda, o antes alvar DEM, cujo dedão é pródigo em apontar sujeiras nas hostes adversárias, e que agora faz parte do time dos mensaleiros, dá com os costados no finório Joaquim Roriz, que, assinale-se, ao usar a mulher como candidata laranja, transformou a justiça eleitoral em um bagaço.

O Editor


O instituto fundado pela candidata ao governo do Distrito Federal, Weslian Roriz (PSC), foi beneficiado pelo mesmo esquema que mais tarde patrocinou o mensalão do DEM, segundo o Tribunal de Contas do DF.

O Instituto Integra aparece na lista de irregularidades em contratos de informática da Codeplan (Companhia do Desenvolvimento do DF).

Na época, a companhia estava sob a administração do governador Joaquim Roriz (2003-2006) e era presidida por Durval Barbosa.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Barbosa veio a ser o delator do mensalão do DEM.

O caso envolve empresas também contempladas pelo esquema já no governo José Roberto Arruda (2007-2010). Essas empresas foram indiciadas pela Polícia Federal na operação Caixa de Pandora.

Segundo o delator e a CPI da Codeplan, a companhia de desenvolvimento foi o embrião do esquema do mensalão – possibilidade admitida pelo próprio Roriz.

Todas as “falhas graves” apuradas pelo tribunal no Instituto Integra são do período em que Weslian era presidente da ONG (2004-2006).

Filipe Coutinho e Gabriela Guerreiro/Folha de S.Paulo

Eleições 2010: Serra abandonado pelo DEM e por FHC?

Será que só restará a Serra o apoio do mensaleiro do DEM, o rei dos Pantones, José Roberto Arruda?

O Editor


“Meus caros amigos”: Bye, bye Serra

Gostaria de ganhar a eleição, mas essa não é questão de vida ou morte. Se o PSDB acha que ganha sozinho, ‘hasta la vista, baby’!

Paulo Bornhausen, líder do DEM (SC) na Câmara, sobre o vice de José Serra.

Panorama Político/O Globo

***

Fernando Henrique é um poço de dúvidas

Fernando Henrique Cardoso confidenciou a interlocutor de sua mais absoluta confiança recentemente que tem sérias dúvidas sobre a possibilidade de José Serra (PSDB-SP) vencer a eleição presidencial.

“E olha que estou tentando ajudar”, disse o ex-presidente, atualmente em tour pelo exterior -com retorno previsto para o dia 2.

Mônica Bergamo/Folha de S. Paulo


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Sérgio Guerra, cotado para vice de Serra, nomeia funcionários fantasmas no Senado

Agora como é que fica o discurso das vestais moralistas?O DEM, atolado até o pescoço nos Panetones do Mensalão do DEM. Os fantasmas do Efraim Moraes continuam assombrando o PFL, ops, DEM. Agora o PSDB que alardeia apoio do PTB do Senador Mozarildo Cavalcante — esse, responde a processo no STF por contrabando — e pra completar tem o provável candidato à vice de Serra, Senador Sérgio Guerra, envolvido na costumeira prática dos senadores de nomear funcionários fantasmas.
PT?Ri aos bandalhos.

O Editor


Cotado para vice de Serra, Guerra nomeia “fantasmas”

Hoje na Folha Presidente do PSDB e um dos principais cotados para ser vice na chapa de José Serra à Presidência, o senador Sérgio Guerra (PE) emprega uma família de funcionários “fantasmas” no Senado, informa reportagem de Breno Costa, publicada nesta quarta-feira pela Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).

Segundo a reportagem, oito parentes de Caio Mário Mello Costa Oliveira, uma espécie de “faz-tudo” do senador, foram nomeados em seu escritório de apoio em Recife, mas não dão expediente nem são conhecidos por quem trabalha lá. Cinco foram nomeados no mesmo dia, em 17 de setembro de 2009. Juntos, recebem cerca de R$ 20 mil mensais.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

A Folha informa que mesmo Caio Mário Mello Costa Oliveira, que efetivamente assessora o senador, não dá expediente no escritório, pelo qual é nomeado. Sérgio Guerra nomeou dois filhos, dois irmãos, três sobrinhos e uma cunhada de Caio Mário, todos como assessores parlamentares.

OUTRO LADO

Em entrevista por telefone e por escrito, Sérgio Guerra afirmou que todos os funcionários comissionados lotados no escritório dão “suporte” às suas atividades de senador em todo o Estado.

“Você acha que eu pago eles para quê? Para chupar chiclete? Eles me ajudam na política, no meu trabalho lá, de um jeito ou de outro.”

O senador confirmou que seu único escritório de apoio em Pernambuco é o que foi visitado pela reportagem, em Boa Viagem, em Recife.

Ao ser informado de que apenas uma secretária trabalhava no escritório, Guerra disse que ali é o local de suas “atividades mais fechadas”.

Folha de São Paulo

Paulo Maluf na lista de procurados da Interpol

Nem tudo está perdido. Um dia a casa cai!

Cuidai-vos Mensaleiros, Cuequeiros, Panetoneiros, Delubianos e Valerioduteiros.

Ah!, sai daí Zé!

Eleições 2010: Aécio bate o pé e DEM exige a vice de Serra

Sai o “eu sou neguinha de Caetano Veloso e entra o “eu sou mestiço” de Aécio Neves.
É possível que a alardeada mineirice dos políticos das Alterosas, não encontre em Aécio Neves seu mais fiel representante.
O neto de Tancredo Neves parece estar mais próximo daquele tipo de criança que se não for no banco da frente do carro, joga a chupeta ao chão, faz beicinho e diz que não vai.

O Editor

PS 1. Será que ao “acenar” com a candidatura de José de Alencar, o estrategista Lula aplicou um freio em Aécio?
PS 2. Essa estória de puro sangue está mais para cavalos e menos para políticos. Espera-se, então, que a disputa não cavalgue para troca de coices.
PS 3. Com o Arruda ‘Panetone’ na cadeia, quem o DEM indicaria para vice?


Com recusa de Aécio, DEM exigirá indicação do ‘vice’

Aliado do PSDB não se dispõe a ceder a vaga para Tasso

Inviabilizado o ‘Plano Aécio’, DEM ameaça ‘chutar o balde’ se PSDB lhe negar a vice

[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]Às voltas com o inferno astral das pesquisas, o PSDB está prestes a empurrar para dentro da não declarada candidatura de José Serra uma encrenca nova.

Arma-se uma confusão em torno da escolha do candidato à vice-presidência na chapa oposicionista. No centro da polêmica, está o tucano Tasso Jereissati (CE).

Na fase em que a “cabeça” da chapa ainda era disputada entre Aécio Neves e José Serra, ficara entendido que caberia ao DEM indicar o vice.

Sentindo-se preterido, Aécio abdicou da disputa em dezembro. Voltou suas baterias para Minas Gerais, de cujas urnas planeja extrair uma cadeira no Senado.

A partir daí, tucanos e ‘demos’ firmaram um pacto não escrito: moveriam as montanhas de Minas para fazer de Aécio o vice de Serra.

Aécio deu de ombros para a pressão. Nem o último Datafolha, que acomodou Dilma Rousseff nos calcanhares de Serra, o fez mudar de idéia.

“Sou mestiço”, disse Aécio nesta segunda (1º), ao reafirmar sua resistência à idealizada chapa “puro-sangue”.

Súbito, o tucanato passou a perscrutar alternativas a Aécio. Para desassossego do DEM, foi ao noticiário o nome do grã-tucano Tasso Jereissati.

Uma tentativa de evitar que o “sangue” da chapa tucana seja contaminado pelo panetone-vírus, um micróbio que levou à cova a seccional do DEM em Brasília.

Ao farejar o cheiro de queimado, a tribo ‘demo’ levou as mãos ao tacape. Avisa, por ora a portas fechadas, que não aceitará a manobra.

Frustrando-se o plano Aécio, o DEM vai exigir o retorno ao acerto original: considera que a posição de vice é sua. E não admite que ninguém tasque.

O blog ouviu, na noite passada, dois políticos da direção nacional do DEM. Ambos disseram que, sem Aécio, ou mistura-se o sangue ou haverá problemas.

Um dos líderes ouvidos pelo repórter pronunciou duas frases singelas:

1. “O tempo de TV do DEM é idêntico ao do PSDB”.

2. “Quem manda na convenção do DEM somos nós, não o PSDB”.

Dito de outro modo: Serra dispõe, hoje, de menos tempo de televisão que Dilma Rousseff, rodeada por uma mega coligação…

…Se for adiante a idéia de trocar Aécio por Tasso, o DEM ameaça tomar outro rumo na convenção do partido, marcada para junho.

Assim, ou PSDB engole as passas do panetone brasiliense ou se arrisca a comparecer à campanha aliado apenas ao PPS e a outras legendas cujo apoio ainda negocia.

Entre elas o mensaleiro PTB de Roberto Jefferson e o PSC de Joaquim Roriz, uma espécie de precursor dos malfeitos que desaguaram em José Roberto Arruda, engolfando-o.

“Problemas todos os partidos têm”, disse um dos líderes do DEM ao repórter. “Nós soubemos lidar com os nossos…”

“…E não vamos admitir ser tratados como aliados de segunda classe. Não somos”.

De resto, a direção do DEM considera um “grave erro” a abertura da caça ao “alazão” alternativo antes de explicar, tintim por tintim, os porquês da recusa de Aécio.

O diabo é que o próprio Aécio, na manifestação feita nesta segunda-feira, levou água para o moinho de Tasso Jereissati –“um bom nome”, ele disse.

De resto, o governador tucano de Minas já elaborou os argumentos que levará à mesa de um jantar que terá com José Serra, nesta quarta (4).

Dirá que serve mais e melhor à causa da oposição se conservar o foco em Minas, o segundo maior colégio eleitoral do país.

Alega que o eleitorado do Estado apreciaria ter um mineiro em quem votar para presidente. A vice, ao contrário, pode soar como prêmio de consolação.

Algo que, no dizer de Aécio, frustraria seus eleitores. E, no limite, tiraria votos da chapa tucana em vez de agregar-lhe força.

Daí sua decisão de concentrar-se na campanha de seu candidato ao governo mineiro, Antonio Anastasia, e na sua própria campanha –ao Senado, não a vice.

Ou seja, a menos que o PSDB consiga produzir o milagre do convencimento, Serra terá de comparecer aos palanques de 2010 ao lado de um vice ‘demo’.

blog Josias de Souza

Mensalão do DEM: Arruda aponta para José Agripino, Rodrigo Maia e Demóstenes Torres

A lógica da ameaça velada, não revelada, principalmente se verdadeira, é própria de gangster. O que os Tupiniquins esperam é que Arruda, ao contrário do que fizeram Delúbio Soares e Marcos Valério — enfrentaram a lei do silêncio, mesmo pagando alto preço pessoal, para proteger os chefes “bote a boca no trombone” e conte tudo o que sabe. Nenhum silêncio, nessas alturas do escândalo do Mensalão do DEM, irá salvar seu (dele) pescoço.

Políticos brasileiros, não generalizando nem tão pouco particularizando, são iguais nas suas (deles) falta de escrúpulos. Habitam o pantanoso território dos sem caráter, dignidade e a necessária vergonha na cara. Parece existir uma vocação atávica para a corrupção e o cinismo.

Em relação à Arruda é preciso ficar-se com “um pé atrás”, diante da sua (dele) contumaz maestria em atuar melodramas piegas, vide caso da violação do painel do Senado, quando jurou inocência apelando para os próprios filhos. Agora, o meloso político dos Panetones. traveste-se de chantagista.

A pergunta que não quer calar é: porque Arruda não invoca a delação premiada e premia os Tupiniquins com a verdade?

O Editor


Arruda redigiu manuscrito com ‘acusações’ ao DEM

Documento tem 12 folhas e foi entregue a advogados

Entre os ‘alvos’ estão o Deputado Rodrigo Maia,  Senador Agripino Maia e Senador Demóstenes Torres

Informados, parlamentares dizem não recear ameaças

Detido há 18 dias, o governador afastado do DF, José Roberto Arruda, dedicou parte de seu tempo na prisão à redação de um manuscrito.

Acomodado em 12 folhas, o texto contém “acusações” de Arruda contra seu ex-partido, o DEM. Menciona expoentes da legenda.

Entre eles o presidente da agremiação, deputado Rodrigo Maia (RJ); e os senadores Agripino Maia (RN), líder no Senado; e Demóstenes Torres (GO).

Neste sábado (27), segundo apurou o blog, Arruda entregou o documento a uma dupla de advogados que o visitou na superintendência da PF, em Brasília.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Os visitantes integram a equipe do escritório do criminalista Técio Lins e Silva, do Rio, contactado para reforçar a defesa do preso.

Encontraram um Arruda que, a despeito do convívio com a perpsectiva da detenção longeva e a ameaça de impeachment, revelou-se avesso à ideia da renúncia.

Ao contrário, Arruda pareceu pintado para a guerra. O manuscrito de teor acusatório foi ao cofre do escritório de advocacia.

Não há, por ora, informações nem sobre o teor da peça nem sobre os reais propósitos do autor, trancafiado numa sala da PF desde 11 de fevereiro.

Informados pelo repórter, na noite passada, acerca da existência do texto de Arruda, Rodrigo, Agripino e Demóstenes reagiram.

“Não faço idéia do que ele vai inventar”, disse Rodrigo Maia. “Não posso comentar algo que não sei o que é”.

Um dos autores do requerimento que levou Arruda a se desfiliar do DEM para evitar a expulsão, Demóstenes Torres foi à jugular:

“Em relação a mim, não há de ser nada além de um Fernandinho Beira Mar falando do juiz que o condenou. No meu caso, topo a briga”.

“A meu respeito, ele não tem o que inventar”, ecoou Agripino Maia, que também advogou a expulsão de Arruda. “Não tenho nenhuma relação com ele”.

As ameaças de Arruda frequentam os subterrâneos do DEM desde o dia em que o partido passara a considerar a idéia de expurgá-lo de seus quadros.

Pela primeira vez, o diz-que-diz ganha a forma de um texto. Mas a ausência de divulgação conserva as supostas denúncias ainda no campo da chantagem.

Nos últimos dias, Arruda estendeu as ameaças aos integrantes da pluripartidária bancada do panetone, com assento na Câmara Legislativa do DF.

Na sexta (26), uma comissão especial do legislativo brasiliense abriu, em votação unânime, o processo de impeachment contra Arruda.

Nesta semana, o pedido de cassação passará pelo segundo estágio, uma votação no plenário. A perspectiva é de aprovação.

Diante da evidência de abandono, Arruda mandou dizer aos aliados que claudicam que pode arrastá-los para o centro do escândalo, incriminando-os.

No que diz respeito à bancada distrital, os arroubos de Arruda fazem nexo, já que o impeachment é matéria ainda pendente de deliberação.

Dá-se o oposto em relação às baterias que Arruda aponta na direção da cúpula do DEM.

Agripino Maia realça o fato de que o partido não se dobrou às ameaças veladas que Arruda já fazia antes de redigir seu manuscrito, indicando-lhe a porta de saída.

Um sinal de que prevaleceu na legenda o grupo disposto a tratar Arruda com desassombro.

Na fase em que era festejado como único governador eleito pelo DEM no pleito de 2006, Arruda ajudou a fornir as arcas da legenda.

Na campanha municipal de 2008, direcionou doações de empresários com negócios no GDF para o diretório nacional do partido.

Quanto? O DEM informa que não foi muito, mas ainda não se animou a trazer a público uma cifra.

Dos cofres nacionais, a verba provida por Arruda foi rateada, junto com outras doações, entre diretórios de municípios nos quais o DEM disputava prefeituras.

A direção do partido sustenta que não recebeu um mísero centavo por baixo da mesa. Tudo teria sido feito como manda a lei: com recibo e escrituração formal.

Entre as prefeituras que disputou, o DEM priorizou 14, assentadas em cidades-pólo e capitais. Entre elas São Paulo e Rio de Janeiro.

Arruda teria solicitado que as verbas obtidas por seu intermédio não custeassem nem a campanha de São Paulo nem a do Rio. Por quê?

O governador argumentara que o DEM detinha as prefeituras dessas duas praças. Por isso, teria condições de obter doações por conta própria, sem a ajuda dele.

Nos próximos dias, vai-se saber se o texto produzido por Arruda é coisa a ser tomada a sério.

Alardeado como bala de prata, o documento pode se converter em mero festim se permanecer guardado nos cofres da banca advocatícia.

blog Josias de Souza

Mensalão do DEM: renuncia o governador em exercício Paulo Octávio

Paulo Octávio envia pedido de renúncia à Câmara do Distrito Federal

Sem apoio político, governador interino resolveu deixar o cargo.

Mais cedo, ele já havia pedido desfiliação do DEM.

O governador interino do Distrito Federal, Paulo Octávio, enviou na tarde desta terça-feira (23) à Câmara Legislativa do Distrito Federal um pedido de renúncia do cargo. Cerca de uma hora antes, às 15h, ele encaminhou ao DEM sua desfiliação ao partido –o que o deixaria sem partido para concorrer nas próximas eleições.

O governador interino teria tomado a decisão por não conseguir apoio político dos deputados distritais. Para oficializar a saída do cargo, a carta de renúncia precisa ainda ser lida no plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal. Na Câmara, a expectativa é de que a carta chegue às17h.

Na semana passada, Paulo Octávio já tinha “ensaiado” um pedido de renúncia. Ele chegou a convocar a imprensa para anunciar sua decisão, mas voltou atrás,apesar de dizer que já tinha sua carta de renúncia pronta.

Paulo Octávio ocupava o cargo havia duas semanas, em substituição ao governador José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM), afastado e preso por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), por tentar subornar uma testemunha do suposto esquema de corrupção no governo do Distrito Federal.

G1

Vídeo mostra José Roberto Arruda recebendo dinheiro, quando ainda era candidato a governador DF


Advogado dele diz que era para comprar panetones para carentes.
Vídeo foi gravado em um dos gabinetes de uma empresa do governo.

O vídeo foi gravado em um dos gabinetes de uma empresa do governo do Distrito Federal. Câmeras escondidas registraram um encontro do então presidente da Companhia de Desenvolvimento do Planalto, Durval Barbosa, com José Roberto Arruda, na época candidato a governador.

Arruda teria ido ao gabinete para pegar o dinheiro. Na cena, Durval entrega um maço de dinheiro na mão do atual governador do DF, que diz: “ah, ótimo!”

E continua… “Você podia me dar uma cesta, um negócio aqui.”

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Durval guarda o dinheiro em um envelope, sai de cena, e volta com uma sacola que deixa em cima da mesa. Arruda faz uma pausa, pensa melhor e diz: “eu estou achando que você podia passar lá em casa porque descer com isso é ruim.”

Pouco depois, Arruda pede à um assessor: “Rodrigo, leve isso pro carro pra mim.”

De acordo com as investigações, o dinheiro seria fruto do pagamento de propina por empresas que prestavam serviços para o governo do Distrito Federal.

O advogado do governador, José Gerardo Grossi, disse que o dinheiro mostrado nas imagens foi usado para comprar panetones, que seriam distribuídos para pessoas carentes do Distrito Federal.

Em um outro vídeo, o assessor de imprensa Omésio Pontes e o Domingos Lamoglia, ex-chefe de gabinete de Arruda e atual conselheiro do Tribunal de Contas do Distrito Federal, aparecem recebendo quatro maços de dinheiro. Os dois não foram localizados para responder à reportagem.

Esses vídeos a que a Rede Globo teve acesso foram entregues à Policia Federal e ao Ministério Público Federal e agora fazem parte da investigação comandada pelo Superior Tribunal de Justiça.

De acordo com o inquérito, os vídeos não têm sinais aparentes de montagem. E foram encaminhados ao instituto nacional de criminalística, onde estão sendo periciados.

G1