Eleições 2010: Políticos que ‘comeram’ do Panetone do Arruda são apoiados por PT e DEM

Nada mais parecidos que PT, PSDB e DEM. Qual siameses, os partidecos trafegam na sarjeta comum dos interesses pessoais. Os interesses coletivos, para o quais são eleitos suas (deles) ex-celências, que se dane. Prevalece sempre o “fazemos qualquer negócio”. Assim é que, como por exemplo, coligações as mais esdrúxulas são firmadas. O PDT, que faz  parte da base governista, no Maranhão, via Jackson Lago, apoia o tucano Serra. No interior de São Ppaulo, prefeitos do DEM declaram apoio a Dilma Rousseff. Agora, vejam só, os dois partidos, PT e DEM, às favas ideologias e programas, apoiam fregueses contumazes do Panetone do José Roberto Arruda.
Espero que as urnas dêem o troco a essa turma.
O Editor


DEM e PT apóiam políticos que morderam o panetone

É curiosa, muito curiosa, curiosíssima a situação de ‘demos’ e petistas no Distrito Federal.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

As duas legendas haviam se comprometido a fechar suas porteiras para a bancada do ex-governador e ex-presidiário José Roberto Arruda.

Súbito, descobre-se sob as asas do DEM um filiado chamado João Luiz Arantes.

E, sob o guarda-chuva da coligação do PT, Luiz França, um filiado do nanico PHS.

Estão unidos por um par de coincidências. Os dois concorrem à Câmara Legislativa do DF.

Ambos provaram do “panetone” que nutria a bancada de apoiadores do governo Arruda no Legislativo local.

João Luiz e Luiz França são personagens da cinemateca de Durval Barbosa, o delator de Arruda. Aparecem recebendo maços de dinheiro.

Presidente do DEM-DF, o senador Adelmir Santana alega que João Luiz “apresentou toda a documentação” exigida de um candidato.

Acrescenta: “O partido não teve acesso ao vídeo e ao inquérito. Teremos que reunir a Executiva para discutir o que fazer”.

Admite: “É uma situação difícil, mas o discurso do DEM no combate ao mensalão é real”.

Presidente do PT-DF, Roberto Policarpo escorrega: “A gente tinha dito que ia evitar, mas quando fechamos as alianças não discutimos candidaturas…”

“…Nossa aliança é com o partido, e não com os candidatos. Os partidos deveriam ter feito essa depuração e agora esperamos que a sociedade faça”.

É tudo o que deseja, a propósito, o pêagáesse Luiz França: “A população vai saber distinguir quem trabalha e quem é hipócrita…”

“…Não quero ser julgado pela imprensa ou por um fanfarrão, quero ser julgado pelo povo”.

Então, tá! Tudo acertado, ficamos assim. Lavrem-se as atas.

blog Josias de Souza

Eleições 2010: Partidos sitiados pela corrupção

A democracia no Brasil foi vencida pela corrupção. De todas as matizes ideologias, a sarfanagem campeia solta nas pradarias desavergonhadas de todos os partidos, ditos políticos, mas que na realidade são feudos “coronelistas” para a perpetuação de uma elite sem moral e sem nenhum escrúpulo.

Alguns nefelibatas argumentam que no meio do joio existem grãos puros. Falácia!

Se os há, são coniventes e/ou omissos, o que os torna tão putrefatos quanto os demais componentes da corja política que nos infelicita e que nos tunga 38% de impostos para sustentar os infames discursos moralistas, verborreia contumaz expelida das tribunas e palanques.

Em boa parcela os Tupiniquins somos responsáveis também. Como nosso pequenos/grandes pecadilhos e na ânsia de levar vantagens, terminamos por nos igualar à essa turma na sarjeta onde não habitam a moral e a decência!

O Editor


País assiste à flexibilização das fronteiras ideológicas

Prisioneiros do próprio impudor, PSDB e PT baniram do debate eleitoral de 2010 um tema antes obrigatório: corrupção.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Desapareceu da cena política brasileira a presunção de superioridade moral. As legendas que polarizam a disputa integraram-se à perversão comum a todas as siglas.

Nos últimos 16 anos – dois mandatos de Fernando Henrique e dois de Lula – o brasileiro assistiu a uma notável flexibilização das fronteiras éticas e ideológicas.

A “social-democracia” tucana e o “socialismo” petista provaram-se capazes de ceder a todas as tentações -da maleabilidade nos costumes às alianças esdrúxulas.

Impossível, por exemplo, mencionar o mensalão sem especificar o sobrenome. Há o mensalão do PT, o mensalão do PSDB mineiro, o mensalão do DEM de Brasília.

Na composição das alianças, a integridade dos ovos não vale mais nada. Só importa o proveito da omelete, convertida em tempo de TV.

Os candidatos nem se preocupam em varrer as cascas para baixo do tapete. Acham que não devem nada para o eleitor, muito menos explicações.

A união do impensável com o inacreditável não assusta mais. Até a imprensa trata as coligações com notável indulgência.

Sobre o pano de fundo da decomposição, a ex-militante Dilma Rousseff é uma nova mulher. Dá as mãos a José Sarney, um sobrevivente da ditadura que ela se jacta de ter combatido.

José Serra abraça Orestes Quércia. E esquece que, junto com FHC, Franco Montoro e Mario Covas, deixara o PMDB para não chamar de companheiro quem agora admite como aliado.

O PT de Dilma converte em heróis da resistência políticos incontroversos como Renan Calheiros e Jader Barbalho. O PSDB de Serra silencia.

A reação soaria a pantomima. Renan foi ministro de FHC. Da Justiça! Jader mandou e, sobretudo, desmandou na Sudam e no Senado da era tucana.

Quem observa a sucessão de 2010 tem a impressão de que a política perdeu pelo caminho algo essencial: o recato. Quem se assombra com o já visto não imagina o que está por vir.

Institucionalizou-se a impudência sem culpa. A adesão de ex-puros a ex-inimigos, mais que estratégia, tornou-se comunhão de estilos.

A corrupção virou uma bandeira órfã porque, generalizada, a desfaçatez fez da anomalia algo, por assim dizer, normal. Formou-se um insuperável deficit estético.

blog Josias de Souza

Eleições 2010: Serra tem que ser maior que o PSDB para ganhar

Respeitando, mas não concordando, com a opinião do articulista — veja texto abaixo — , acredito que o maior problema de José Serra é a definição de um vice.

Pelo visto até agora entre os mais eplumados tucanos não há “unzinho”, que queira abandonar o poleiro para descer à planície e cerrar fileira ao lado de Serra na batalha da disputa elietoral.

Quando olha para as fileiras do DEM,  Serra deve considerar os estrago que a turma do Panetone — mensalão do DEM — poderá fazer ao seu (dele) discurso.

Desfenestrado Arruda, que era um provável vice, agora as supeitas lançadas sobre Rodrigo Maia tornam a escolha muito mais cautelosa.

Enquanto isso, Dilma Rousseff…

O Editor


Se quiser ganhar, Serra tem de ser maior que o PSDB – diz analista político[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

O pré-candidato tucano José Serra terá de ampliar sua base eleitoral para muito além do PSDB se quiser vencer a petista Dilma Rousseff. O tucano deve concentrar sua ação em regiões onde a margem de vantagem da ex-ministra é menor. As previsões são do analista político e consultor, Luciano Dias, da CAC Consultoria.

“Para que você vença uma eleição majoritária você tem de ser maior que o seu partido. Tem de agregar preferências eleitorais muito mais amplas do que sua própria base”, lembra Dias, que compara: “assim como o Lula foi maior que o PT, que tem 25% do voto do Brasil. O Lula tem o dobro disso”.

O raciocínio simples esconde o que pode ser o segredo da vitória: um discurso permeável a outras correntes políticas, capaz de agregar preferências e não desagregá-las.

Essa estratégia será melhor sucedida em regiões onde a preferência por Lula e o PT é historicamente menor, possibilitando margens mais amplas de diferença nos resultados das urnas. “As vantagens absolutas produzidas a favor de Lula [em outras eleições] foram na Bahia e no Rio de Janeiro.

São estes os estados que produzem margem significativa a favor de uma candidatura” – afirma Dias, para quem estes resultados fazem a real diferença no cômputo final da eleição

Segundo este raciocínio, o efeito positivo da eventual escolha de Aécio Neves para vice de Serra está superestimado. “Se observarmos a eleição passada, Lula venceu com uma vantagem de 7 mil votos em Minas. Se Serra vencer em Minas com vantagem semelhante, também não vai fazer diferença no cômputo geral”, calcula o analista.

“No Sudeste, o campo de batalha onde o governo teve a sua vitória, foi no Rio de Janeiro, não foi em Minas Gerais”.

Para Luciano Dias, Serra vencerá a eleição no Rio Grande do Sul com margem acima de 10% de vantagem, e no Mato Grosso do Sul.

“A candidata do PT fazer propaganda lá é perda de tempo”, afirma, taxativo, lembrando que nestas localidades fará pouca diferença para Dilma ter palanque duplo.

Nos estados do nordeste, a situação se inverte. Ali, Serra terá muita dificuldade de avançar e Dilma já está na frente, mesmo sem ter sequer abocanhado toda a margem de votos que tradicionalmente vão para Lula na região. “Ainda há espaço para Dilma crescer mais 20% no nordeste”, estima Luciano.

Daí o cálculo: ou Serra amplia sua base e avança no sudeste, ou pode não chegar ao segundo turno.

blog da Christina Lemos

Mensalão do DEM: Durval Barbosa diz que Rodrigo Maia recebia dinheiro do esquema de José Roberto Arruda

Como das vezes anteriores, caso do mensalão do PT, aos poucos os fatos vão envolvendo personagens nunca dantes imaginados fazendo parte do “imbroglio”. Fica-se sem saber até onde vai o denuncismo, ou se a verdade é a que está posta.

Pela capacidade de ‘cineasta’ de Durval Barbosa, esse Panetone político é mais um complicador na campanha de Serra, que tem o DEM como aliado incondicional. Se Durval Barbosa continuar falando vai ser um salve-se quem puder nas hostes oposicionistas.
O próprio DEM que almeja indicar o candidato a vice na chapa de Serra, fica cada vez mais enfraquecido. Na quinta feira passada o programa do DEM na TV foi todinho dedicado a Serra. Chamou atenção a insegurança demonstrada por Rodrigo Maia durante as aparições ao longo do programa. A pergunta que não quer calar é: porque Arruda não invoca a delação premiada e premia os Tupiniquins com a verdade?
A corja do PT, cuequeiros e mensaleiros, deve estar rindo às bandalhas. Chegou-se a um ponto no qual corrupção passa a ser algo trivial. A continuar assim, não vai sobrar um só partido para apagar a luz!
“Asinus asinum fricat”.

O Editor


Rodrigo Maia recebia mensalão do DEM, diz Durval Barbosa

O ex-secretário de Relações Institucionais do Distrito Federal e delator do mensalão do DEM, Durval Barbosa, afirmou que o presidente nacional do partido, o deputado federal Rodrigo Maia (RJ), era um dos beneficiários do esquema de corrupção do ex-governador do DF José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM).[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Segundo Barbosa, a participação de Maia no esquema é um dos focos da nova fase das investigações do Ministério Público Federal, com as quais colabora através de um acordo de delação premiada. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

“O acerto do Rodrigo era direto com o Arruda”, disse Barbosa.

O ex-secretário também apontou o envolvimento do PMDB no esquema de Arruda. O dinheiro, segundo ele, era entregue ao presidente do diretório do partido no DF, o deputado federal Tadeu Filippelli.

“Filippelli recebia R$ 1 milhão por mês para o PMDB”, afirmou Barbosa. O ex-secretário não deu detalhes sobre os supostos pagamentos ao DEM e ao PMDB, argumentando que o acordo com o MP o impede de falar sobre assuntos relativos à investigação.

Questionado sobre o andamento da Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, que desencadeou o escândalo, Barbosa afirmou que “mais uns 60 vão ser presos”.

Terra

Eleições 2010: Assim como faz o PT, DEM e Serra desrespeitam a lei eleitoral

No universo eleitoral brasileiro quem disse que o crime não compensa? Com irrisórias multas de R$5mil, partidos e candidatos continuarão a fraudar a legislação eleitoral.

O programa do DEM apresentado na televisão foi um acinte à legislação eleitoral. Assim, com os criticados e multados petistas, os democratas abusaram de fazer propaganda ilegal.

Já José Serra, seguindo a linha cínica de “não bater” no Presidente Lula, elegeu o pau mandado Agripino Maia, para “fazer o serviço”. Aliás, fica a dúvida se foi proveitoso para a imagem de Serra aparecer associado ao partido do mensalão do Panetone de José Roberto Arruda, e, mais recentemente aos inexplicáveis fantasmas do gabinete do Senador Efraim Morais, ambos do DEM. Teria Serra acertado o alvo?

Por último, mas não por fim, como diria o bardo inglês, os Tupiniquins queriam o que? Depois do que Lula, PT e Dilma fizeram nos últimos meses, desrespeitando a lei e a justiça, só podia dar nisso.

O Editor

Serra e Dem desrespeitam a lei

O que foi ao ar há foi uma fraude.

O DEM anunciou que apresentaria um recente encontro de partidos políticos ao longo dos 10 minutos do seu programa semestral de propaganda partidária.

O que se viu foi um compacto da solenidade de lançamento da pré-candidatura à presidência da República de José Serra, do PSDB. A solenidade aconteceu em Brasília, lá se vai mais de um mês.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

A lei dos partidos, de número 9096 de 1995, é clara. Está dito no seu artigo 45, parágrafo 1, que fica “vedada a participação [no programa] de pessoas filiadas a partidos que não são responsáveis pelo programa”.

Serra não poderia ter aparecido no programa. Muito menos estrelado o programa como o fez.

Não foi um programa de partido. Foi um programa de aspirante a candidato a presidente da República – o que caracteriza propaganda eleitoral antecipada.

O mais irônico foi ouvir Serra fazer uma apologia do Estado de Direito e dizer, no final do programa, que nenhum brasileiro está acima da lei.

Ele e os responsáveis pelo programa do DEM se puseram descaradamente acima da lei.

A Justiça Eleitoral será provocada a examinar a ilegalidade do que foi ao ar.

Caso proceda como procedeu no caso de recente programa do PT, se limitará a cassar o próximo programa partidário do DEM, previsto para o primeiro semestre de 2011.

É pouco. É uma forma de premiar o desrespeito à lei.

blog do Noblat

Efraim Morais: O senador que tem assessoria para fantasmas

Os Tupiniquins continuamos sendo assombrados pelas mais inacreditáveis maracutais germinadas sob os putrefatos tapetes do Congresso Nacional.

O DEM, que já arrasta o pesado Panetone do Mensalão do José Roberto Arruda, está às voltas com mais uma denúncia de corrupção explícita envolvendo o Senador Efraim Morais – DEM,PB .

Será que o partido das iracundas vestais do moralismo varrerá para baixo do tapete mais uma falcatrua que só costuma apontar como patrimônio imoral do PT?

O que mais impressiona é não se ouvir uma manifestação do mais indignado moralismo de Agripino Maia, Heráclito Fortes, Rodrigo Maia e demais impolutos membros do “virginal” partido. E o apoplético PSDB, aliado fiel do DEM, não irá pedir CPI?

O editor

Gabinete de Efraim tem contínuo para os fantasmas

A Polícia Legislativa do Senado tomou o depoimento de Gilberto Rocha da Mota. Vem a ser contínuo do gabinete do senador Efraim Morais (DEM-PB).

Gilberto foi ouvido em 21 de maio. Por quê? O nome dele aparece numa procuração que o autorizou a tomar posse no Senado no lugar de duas irmãs.

São elas: Kelly Janaína Nascimento da Silva, 28; e Kelriany Nascimento da Silva, 32. Jamais derramaram uma gota de suor no Legislativo.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

A despeito disso, os salários pingavam-lhes nas contas bancárias regularmente.

Tecnicamente, são “fantasmas”. Mas, dias atrás, apareceram. Em carne e osso.

Disseram que foram penduradas na folha do Senado à revelia. Nem sabiam que eram servidoras. O dinheiro? Nunca viram a cor.

Deve-se à repórter Josie Jeronimo a revelação do teor do depoimento do contínuo Gilberto.

Ele contou que era usualmente acionado para tomar posse no lugar de terceiros. Quem o acionava?

“Em todas as vezes que precisei tomar posse para algum comissionado, o pedido era feito pela Rosemary”, disse à Polícia do Senado.

Rosemary Ferreira Alves de Matos, eis o nome completo da personagem citada pelo contínuo. Serve como secretária no gabinete de Efraim.

O assessor para fantasmas disse mais à polícia: conhece contínuos que prestam o mesmo tipo de serviço para outros parlamentares.

Como assim? Funcionários que, como ele, são acionados para assumir no lugar de servidores que não dão as caras no ato de posse.

Gilberto disse não se recordar do número de servidores em nome dos quais tomou posse.

No caso das irmãs Kelly e Kelriany, o “recrutamento” é atribuído a Mônica da Conceição Bicalho, outra servidora da equipe de Efraim.

Atribui-se a movimentação das contas das “fantasmas” a uma irmã de Mônica, Kátia da Conceição Bicalho. Chegava ao numerário por procuração.

No depoimento, o contínuo Gilberto disse que nunca viu nem Mônica nem Kátia. Só a secretária Rosemary, que o incumbiu de tomar posse por Kelly e Kelriany.

O gabinete do ‘demo’ Efraim é local sabidamente mal-assombrado. Foram detectados ali pelo menos cinco fantasmas.

A despeito disso, o corregedor do Senado, Romeu Tuma (PTB-SP), acha que não é o caso, por ora, de abrir investigação contra o colega.

Em contato com a Polícia do Senado, Tuma limitou-se a sugerir uma acareação entre as “fantasmas” Kelly e Kelriany, a “recrutadora” Mônica e a “recebedora” Kátia.

Ouvido, o advogado Geraldo Faustino, que representa as irmãs convertidas em “fantasmas” involuntárias, criticou a ideia de Tuma:

“Como ele quer fazer acareação se Mônica e Kátia nem prestaram depoimento, ainda?…”

“…E se elas não apresentarem uma versão contrária à da Kelly e Kelriany. É prematuro fazer acareação nesse momento”.

Está previsto para esta quinta (27), o depoimento de Mônica e Kátia –a recrutadora e a recebedora— à Polícia do Senado. Não se sabe se comparecerão.

Aos pouquinhos, o ambiente do Senado vai ficando tão irrespirável quanto na época em que a Casa foi sacudida pela crise chamada José Sarney.

Exceto pelo arquivamento de todas as representações que corriam contra Sarney no Conselho de Ética, nada se fez desde então.

Prometera-se uma reforma administrativa. Contratara-se, ao preço de R$ 250 mil, a Fundação Getúlio Vargas. O tempo passou. E nada de reforma.

Manuseado por servidores do Senado, o trabalho da FGV resultou numa proposta de reestruturação administrativa. Em vez de enxugar, elevou os gastos.

A coisa foi à Comissão de Constituição e Justiça. Nomeou-se uma comissão de senadores para se debruçar sobre a proposta.

Na presidência, Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE). Como relator, Tasso Jereissati (PSDB-CE). No rol de membros, Pedro Simon (PMDB-RS) e Eduardo Suplicy (PT-SP).

Quando se imaginava que a plateia estava na bica de ser submetida a uma reforma digna do nome, o relator Tasso veio à boca do palco para anunciar uma novidade.

Decidiu-se, veja você, recontratar a FGV. Vai refazer o que se imaginava já feito. Mais R$ 250 mil. Preço “simbólico“, disse Tasso.

blog Josias de Souza

Eleições 2010: Propaganda do DEM usa ilegalidades que condena no PT

Pode ser que não faça muito bem à saúde da candidatura de José Serra a associação de sua (dele) imagem com o DEM. Afinal, depois do mensalão do Panetone de Brasília, o partido derivado do velho e corroído PFL, é um exemplo de telhado de vidro. Arrasta agora os funcionários fantasmas do senador Efraim Moraes DEM, PB. — e a condenação a dois anos de prisão do ex-prefeito de Curitiba Cássio Taniguchi – DEM,SC. por apropriação indébita de dinheiro público.

Assim, fica cada vez mais encurtada a distância entre o recém condenado mensaleiro Delúbio Soares, e as antes impolutas vestais dos democratas, agora cevadas de companheiros corruptos.

O Editor


Propaganda do DEM reproduz cena de ato pró-Serra


O DEM começou a exibir as inserções televisivas a que tem direito. O partido reproduz a tática que levara a oposição a reclamar do PT no TSE.

A peça do DEM exala José Serra. Exibe uma cena do ato de lançamento da candidatura do presidenciável tucano, ocorrido em 10 de abril, em Brasília.

Serra não fala, mas a imagem dele aparece na propaganda ‘demo’. Na abertura, o locutor faz menção ao lema do candidato: “…Unido, o Brasil pode mais”.

Na sequência, um pedaço do discurso que Rodrigo Maia, presidente do DEM, pronunciou no ato pró-Serra:

“Gostaria de falar aqui em nome de milhões de jovens brasileiros. Temos a obrigação de devolver a eles a capacidade de ter fé num futuro melhor…”

Depois, uma ironia com o bordão de Lula: “…O futuro começa aqui e agora, mas com uma força poucas vezes vistas na história desse país”.

Atrás do orador, um painel que não deixa dúvidas quanto à natureza eleitoral da propaganda: “Serra, Serra, Serra…”[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Nesta mesma quinta (20), o corregedor-geral do TSE, Aldir Passarinho, julgou reclamação do PT contra propaganda do DEM-SP.

Determinou a suspensão da publicidade. Tachou-a de campanha eleitoral disfarçada. Nela, o prefeito ‘demo’ Gilberto Kassab festeja Serra.

O PT prepara agora recurso contra a peça do DEM federal. Depois de usar o seu tempo de TV para trombetear Dilma, o petismo também mimetiza a oposição.

O partido de Lula guia-se pela Lei de Talião. Os advogados do PT terão de fazer hora-extra. Na quinta (27) da semana que vem, o DEM leva ao ar programa de dez minutos. Estará, de novo, impregnada de Serra.

Em junho, virão as inserções e os programas do PPS e do PSDB. Serra num. Serra noutro.

Sobrevirão as reclamações do PT. O TSE talvez imponha à oposição as mesmas multas que espetou no petismo. E a hipocrisia, pacificada, dará jucundas gargalhadas.

blog do Josias de Souza