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Política do Fed gera desigualdade, diz Nobel de economia

Em entrevista ao Business Insider, o prêmio Nobel de economia Joseph Stiglitz afirmou que a presidente do Fed (banco central dos Estados Unidos) tem feito um bom trabalho no comando da autoridade monetária americana.

O prêmio Nobel de Economia, Joseph StiglitzJoseph Stiglitz: para ele, presidente do Fed tem feito um bom trabalho até agora.
Segundo ele, Yellen foi a primeira pessoa no cargo a assumir que as políticas do Fed geram “desigualdade de riquezas”. O economista entende que o momento atual é desafiador para a economia americana e disse que a presidente do Fed tem acertado em manter os defensores do aumento de juros em segundo plano, especialmente por causa da fraqueza do mercado de trabalho.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Na última quarta-feira (21), o Fomc (comitê de política monetária do Fed) decidiu manter inalterada a taxa de juros dos EUA em seu atual patamar, entre 0,25% e 0,50% ao ano.

“Eu apoiei fortemente a ida de Yellen à presidência do Fed. Eu acho que ela está trabalhando em um ambiente bem difícil. Ela tem se mostrado aberta ao fato de que há limites na política monetária”, disse Stiglitz. “O que nós precisamos é de uma política fiscal, mas isso não está muito próximo.”

De acordo com ele, Yellen “é a primeira presidente entre praticamente todos os que passaram pelo banco central americano a apontar que o que o Fed faz gera desiqualdade, desigualdade de oportunidades”. O Nobelde economia se referiu às políticas do Fed, especialmente o QE (quantitative easing —programa de recompra de ativos).

“Quando você reduz a taxa de juros a zero ou próximo de zero, isso prejudica os aposentados. Quem fica com a riqueza? A riqueza fica com as pessoas no topo da pirâmide. Então, o QE, apesar de não ter sido intencional, acabou ampliando a desigualdade”, afirmou.

“O grande debate é há os defensores da elevação dos juros, e a Yellen, como membro do conselho de política monetária, está tentando lidar com os políticos nesse cenário desafiador. Por outro lado, eu acredito que, agora, há muitas pessoas no conselho preocupadas com o desemprego nos EUA. E a Yellen é uma dessas pessoas.”

Sobre o que esperar para os próximos meses, Stiglitz acredita que o mercado de trabalho é o que mais preocupa. “Quando eu olho para a economia americana, eu vejo que o risco de inflação permanece muito, muito remoto e a persistência do desemprego permanece muito real”.

“Muitas pessoas veem a taxa de desemprego dos EUA abaixo de 4% e se perguntam: não é uma boa taxa? A resposta é que o mercado de trabalho continua muito fraco. Uma prova disso é a baixa participação da força de trabalho. Tem muitas pessoas que deixaram de procurar emprego ou que foram forçadas a aceitar trabalhos de meio período”, completou.

Efeito

A decisão do Fomc de manter os juros inalterados nos EUA não foi surpresa para o mercado. “O Fed está na seguinte situação: ele tem que subir os juros, mas não pode fazer isso de maneira rápida. Por isso, cria volatilidade de vez em quando para ‘ajustar’ as carteiras bancárias”, afirmou André Perfeito, economista-chefe daGradual Investimentos.

“É parecido com o dilema de um general que no campo de batalha tem de recuar seu exército: ele precisa fazer isso não tão rápido que pareça covardia, nem tão devagar que pareça provocação”, continuou o economista.

Segundo Perfeito, “há bons motivos para desconfiar que os juros já cumpriram o papel nesse mundo sem futuro, onde a liquidez empoça fartamente nos balanços bancários”.

“Se de um lado a atividade bancária tradicional perdeu sentido uma vez que não tem para quem emprestar (…), por outro subir os juros pode ser um desastre justamente para os bancos tradicionais que estão com suas tesourarias lotadas de títulos. Ou seja, elevar os juros implica que o preço dos títulos irá cair e, assim, teremos mais perdas patrimoniais nos balanços bancários”, concluiu o economista.

Câmbio

A possível elevação dos juros nos EUA é monitorada de perto nos países emergentes, porque a expectativa é de que um aumento da taxa pressione a cotação do dólar para cima.

Uma alta dos juros deixaria o rendimento dos títulos do Tesouro americano mais atraentes, o que provocaria uma migração de recursos hoje alocados nos emergentes de volta para os Estados Unidos.

Com menos oferta de dólar nos emergentes, a cotação da moeda americana subiria em relação às divisas locais. No Brasil, alguns especialistas acreditam que o cenário político interno pesaria mais sobre o câmbio do que a política monetária americana.

Roberto Indech, analista da corretora Rico, é um deles. “Caso medidas de ajuste fiscal como a PEC que limita os gastos do governo e a reforma da previdência sejam colocadas em votação no curto prazo, há a perspectiva para uma melhora na economia, o que valorizaria o real”, disse.
Anderson Figo, de EXAME.com

George Soros alerta para colapso da UE em caso de “Brexit”

Logo quem! Soros especula nos mercados financeiros mundiais através de uma firma clandestina extracontinental.Magnata húngaro George Soros

A “Quantum Fund NV”, é um fundo de investimentos privados que administra para uma série de especuladores anônimos, um capital estimado entre 4 e 7 bilhões de dólares.
O Quantum Fund está registrado em um paraíso fiscal do Caribe, nas Antilhas Holandesas, em Aruba. Para evitar o controle das autoridades fiscais dos USA, sobre suas movimentações financeiras, Soros contrata exclusivamente cidadãos europeus para seu Conselho Administrativo.

José Mesquita


George Soros: “Se o Reino Unido sair, isso poderia desencadear em um êxodo geral e a dissolução da União Europeia passará a ser praticamente inevitável”

Dono de uma fortuna de US$ 24 bilhões, o megainvestidor George Soros disse nesta quinta-feira que há boa chance de a União Europeia (UE) entrar em colapso caso o Reino Unido opte por deixar o bloco (ação conhecida como “Brexit”), além de uma crise imigratória e desafios com a Grécia.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

“Se o Reino Unido sair, isso poderia desencadear em um êxodo geral e a dissolução da União Europeia passará a ser praticamente inevitável”, disse ele.

Ainda assim, Soros disse que a força recente na libra britânica é um sinal de que uma votação pela saída da UE é menos provável.

“Os mercados nem sempre têm razão, mas neste caso eu concordo com eles”, disse o investidor em uma entrevista ao The Wall Street Journal.

O bilionário de 85 anos, dono de um fundo que administra cerca de US$ 30 bilhões, também mostrou preocupação e ceticismo em relação à economia chinesa.

“A China continua a sofrer com a fuga de capitais e tem esgotado suas reservas em moeda estrangeira, enquanto outros países asiáticos têm acumulado moeda estrangeira”, disse Soros.

“A China está enfrentando um conflito interno dentro de sua liderança política e durante o próximo ano isso irá dificultar a sua capacidade de lidar com questões financeiras”, destacou.

Soros teme que novos problemas surgirão na China, em parte porque o país não parece disposto a abraçar um sistema político transparente que ele afirma ser necessário para aprovar reformas econômicas duradouras.

Pequim iniciou reformas no ano passado, mas voltou atrás em alguns esforços em meio a mercados turbulentos.

Alguns investidores estão começando a antecipar o aumento da inflação em meio a ganhos salariais recentes nos EUA, mas Soros disse que está mais preocupado que a fraqueza continue na China e exerça uma pressão deflacionária – uma espiral prejudicial de queda dos salários e preços – sobre os EUA e economias globais.

Fonte: Dow Jones Newswires/Estadão/Exame

Tecnologia: Rifle sem bala e pássaros treinados podem derrubar drones

Empresas e autoridades estão testando métodos de derrubar drones utilizando rifles sem balas e pássaros treinados.

Águia da policia holandesa atacando drone

Drone: águia vê aparelho como presa e leva-o para local seguro – Reprodução/YouTube

A companhia Battelle Innovations desenvolveu uma arma que emite um pulso de radiofrequência que interrompe a comunicação entre o drone e o operador.

Dessa maneira, mecanismos de auto-destruição também podem ser evitados e o aparelho cai no chão, podendo ser capturado.

Mas ele também pode ficar planando, sem obedecer a comandos, ou voltar ao seu ponto de origem.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Como não há balas, segundo a empresa, esse é um método de baixo risco para defender o espaço áereo de um país contra drones. O alcance desse rifle, entretanto, é de 400 metros.

Confira o vídeo a seguir. A reportagem continua logo abaixo.

Com a popularização de drones domésticos, a polícia holandesa tem uma abordagem diferente para combater esses aparelhos: águias treinadas.

O pássaro encara o drone como uma presa e, ao pegá-lo, leva-o para um local seguro.

A polícia nacional holandesa fez uma parceria com a companhia chamada Guard From Above, que é responsável tanto pelas águias quanto pelo treinamento antidrone.

O vídeo a seguir, em holandês, mostra o momento da captura do drone. Confira.

Algumas águias já atacaram drones domésticos por engano, como mostra o vídeo abaixo. O canal no YouTube chamado Melbourne Aerial Video recomenda: se você avistar uma ave de caça enquanto opera seu drone, pose-o.

Lobby das armas dos EUA se nega a debater com Obama

Obama,Blog do Mesquita,USAO poderoso grupo de pressão americano das armas, o National Rifle Association (NRA), negou-se a participar junto com o presidente Barack Obama em um programa organizado pela rede CNN e que será transmitido na noite desta quinta-feira.

Obama: “A NRA não vê qualquer razão para participar em uma operação de relações públicas orquestada pela Casa Branca”

Obama apresentou na terça-feira, em um emocionado discurso, uma série de medidas que visam a superar as falhas do sistema em vigor para o controle de antecedentes judiciais e psicológicos dos compradores de armas.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

No debate que será transmitido ao vivo da Universidade George Mason, em Fairfax (Virginia), espera-se que o presidente defenda sua iniciativa e critique novamente a inação de seus adversários republicanos, majoritários no Congresso e que se negam a lesgislar sobre o tema.

“A NRA não vê qualquer razão para participar em uma operação de relações públicas orquestada pela Casa Branca”, declarou Andrew Arulanandam, porta-voz da organização, que reivindica cinco milhões de membros em um país de 322 milhões de habitantes.
AFP