Corrida do Ouro ameaça a Amazônia

Ouro extraído por garimpeiros acarreta desmatamento, poluição e violência antes de seguir para mercado global. Projeto de lei que permite mineração em terras indígenas gera temores de que garimpo ilegal se intensifique.

Ouro extraído ilegalmente é derretido e transformado em barras padronizadas

Vistos do alto, os arredores de Creporizão, uma cidade isolada da Amazônia no Pará, parecem um cobertor verde-escuro. Ao longo das estradas e rios que atravessam a floresta tropical, a vista é outra, devido às manchas marrons lamacentas que marcam suas margens: garimpos de ouro ilegais.

Todos os dias, centenas de exploradores procuram o metal precioso, e esperam encontrar algo nessa região. Alguns chegam aos garimpos de barco, rio acima e rio abaixo; outros vêm em pequenos aviões. São imagens que se tornaram cotidianas na maior floresta tropical do mundo, um dos principais motivos da vasta destruição da mata.

José Maria – que prefere ocultar seu sobrenome – é um dos garimpeiros vindos do estado do Maranhão, cerca de mil quilômetros a leste. Esperando à margem do rio para ser levado de barco até uma das minas, ele se defende: “A gente faz trabalho honesto aqui, para ganhar a vida. Qual é o problema?”

“Já está havendo uma corrida do ouro”

Os garimpos em que José e seus colegas trabalham se situam nos mais de 2 milhões de hectares da reserva onde vive uma das maiores etnias indígenas da Amazônia, os munduruku. Suas terras, ricas em minerais, são protegidas pela Constituição brasileira de 1988.

Segundo uma pesquisa de opinião de 2019, uma maioria esmagadora da população do Brasil é contra a mineração nas áreas indígenas. No entanto é justamente isso o que o presidente Jair Bolsonaro exige num controverso projeto de lei apresentado ao Congresso. Rodrigo Maia, o presidente da Câmara dos Deputados, apesar de considerar o projeto constitucional, adiou a votação, por não ser “o momento certo”.

O Ministério de Minas e Energia afirmou que planeja regular as atividades mineradoras em terras indígenas, acrescentando ser necessário consultar as comunidades indígenas, para que participem da extração de ouro. Embora alguns mundurukus tenham cedido à sedução do dinheiro rápido, a maioria da comunidade continua se opondo ao garimpo ilegal.

O mercúrio despejado no rio Tapajós durante o garimpo se espalha por afluentes que passam perto de Creporizão, no Pará

Aproximadamente um décimo da área do Brasil é classificada como “indígena”, dividindo-se em mais de 400 reservas. No entanto, segundo a Rede Amazônica de Informação Socioambiental Georreferenciada (Raisg), há mais de 450 zonas de mineração ilegais na Amazônia brasileira. Uma lei seguindo a vontade de Bolsonaro poderia acarretar um aumento dramático de tais atividades mineradoras.

“Se a lei passar, o teto vai cair na nossa cabeça”, comenta o antropólogo americano Glenn Shepard, que trabalha junto à população indígena afetada pelo garimpo ilegal. “A lei vai aquecer novamente as minas de ouro ilegais. Já está havendo uma verdadeira corrida do ouro, fora do controle dos grupos indígenas.”

A equipe de jornalistas Unearthed, do Greenpeace, noticiou que os garimpeiros planejavam continuar trabalhando mesmo durante a pandemia do novo coronavírus, acirrando assim os temores de contágio dos indígenas com a covid-19. O Ministério das Minas e Energia afirmou à DW que, antes mesmo da votação do projeto de lei, já recebeu mais de 4 mil solicitações para atividades mineradoras nas terras dos nativos brasileiros.

Riqueza à custa de vidas indígenas

Garimpeiros e indígenas encontram-se em conflito constante. Em julho de 2019, a Fundação Nacional do Índio (Funai) registrou que um líder da comunidade waiãpi fora morto por garimpeiros no Amapá. Segundo dados da Global Witness, só em 2018 foram mortos 20 ambientalistas e defensores dos direitos à terra no Brasil. A ONG internacional aponta que, com 43 assassinatos registrados em todo o mundo naquele ano, a mineração foi o setor mais mortal para os ativistas.

A mineração também causa graves danos ao meio ambiente, contribuindo decisivamente para o desmatamento: de acordo com a revista especializada Nature Communications, entre 2005 e 2015 ela foi responsável por 9% de toda a mata destruída na Região Amazônica.

Uma análise de imagens de satélite publicada pela ONG Monitoring of the Andean Amazon Project (MAAP) mostrou que em 2019 um total de 2 mil hectares de árvores foi derrubado na reserva dos índios munduruku – mais do que o dobro do ano anterior.

Em novembro de 2019, dezenas de líderes indígenas amazônicos se reuniram em Brasília para denunciar e apresentar queixa à autoridades competentes pelas irregularidades em suas terras.

Imagem aérea mostra garimpo na região de Creporizão, no Pará

“Seria a morte do nosso povo”: assim Alessandra Korap Munduruku, uma líder do estado do Pará, que participou do encontro, resume os efeitos de uma eventual legalização da mineração. A busca pelo ouro traz doenças, prostituição, dependência de drogas entre as crianças e conflitos violentos entre os homens, além de envenenar os peixes com mercúrio, enumera.

O mercúrio despejado no rio Tapajós durante o garimpo se espalha por seus afluentes, também pelos que passam perto de Creporizão e são fonte de água para as comunidades locais.

O neurologista Erik Jennings, atuante na cidade de Santarém, Pará, tirou amostras de sangue e cabelo de 112 nativos para medir seus níveis do metal pesado, numa pesquisa pioneira. “É um genocídio lento”, revelou à DW. “Mercúrio no corpo pode causar graves impedimentos cognitivos e visuais, e deformar os fetos.”

Ouro anônimo

Até mesmo o comércio de ouro legal no Brasil é, em grande parte, não regulado, o que permite negócios ilegais, enquanto a Região Amazônica vai sendo cada vez mais destruída.

“É relativamente fácil cometer fraude nesse setor. É quase impossível ir atrás de todos esses casos”, explica Luís de Camões Lima Boaventura, advogado em Santarém. “Até ser instalado um sistema computadorizado, as autoridades não têm como verificar a legalidade das transações. Para realizar uma transação ilegal com ouro, no momento só é preciso lápis e papel.”

Estimativas da Agência Nacional de Mineração indicam que a cada ano são comercializadas ilegalmente no Pará cerca de 30 toneladas de ouro, no valor de cerca de 4,5 bilhões de reais – mais de seis vezes o volume declarado oficialmente.

Quando garimpeiros como José Maria retornam a Creporizão, após a jornada que por vezes dura um dia inteiro, eles se dirigem a uma das muitas lojas de ouro da cidade. Lá, o metal trazido pelos garimpeiros é derretido e transformado em barras padronizadas.

Assim, ouro extraído ilegalmente torna-se parte do mercado global, e sua origem não pode mais ser traçada. E no fim, ninguém mais sabe que essas barras douradas são também responsáveis pelo monstruoso desmatamento, poluição ambiental e violência na Amazônia.

A era da extinção ‘Como uma bomba explodindo’: por que a maior reserva do Brasil está enfrentando destruição *

Garimpeiros estão devastando a reserva indígena Yanomami. Então, por que o presidente quer torná-los legais?

Nas profundezas da reserva indígena Yanomami, na região norte da Amazônia brasileira, as ruínas de um acampamento ilegal de garimpeiros emergem após uma hora em um pequeno avião e duas em um barco. Nenhuma estrada chega aqui.

Estruturas de madeira ao longo do rio Uraricoera, que antes sustentavam lojas, bares, restaurantes, farmácia, igreja evangélica e até bordéis, são tudo o que resta da pequena cidade. O exército queimou e jogou fora o lixo como parte de uma operação destinada a acabar com a mineração ilegal na reserva.

O exército pode ter levado a cidade, mas eles deixaram os garimpeiros, como são chamados os mineiros, que nesta manhã estão curvados em torno de um freezer, esperando os soldados acamparem rio abaixo para que possam voltar ao trabalho. A ONG brasileira Instituto Socioambiental estima que até 20.000 garimpeiros tenham invadido essa reserva, onde atualmente são proibidas a mineração e pessoas não autorizadas. Mas os garimpeiros podem não permanecer desautorizados por muito tempo: o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, prometeu legalizar seu trabalho com um projeto de lei no Congresso.
As ruínas de uma cidade garimpo em Tatuzão, destruídas pelo exército durante uma operação anti-mineração. Foto: João Laet / The Guardian

“Eu sei que é ilegal”, diz Bernardo Gomes, 59 anos, sentado à beira de um bar. Ex-funcionário da Vale, Gomes diz que seu tempo na empresa o ensinou a proteger o meio ambiente. “Hoje, infelizmente, estou ajudando a destruí-lo”, diz ele, explicando que um trecho próximo de árvores mortas foi sufocado pela lama sugada para fora do poço de mineração nas proximidades.

Em diferentes locais da reserva Yanomami, podem ser vista numerosas minas e barcaças de mineração. Acampamentos e bases foram destruídos ao longo da Uraricoera – mas seus bancos ainda estavam cheios de forasteiros.

Com 9,6 milhões de hectares (23,7 milhões de acres) de floresta selvagem – uma área maior que Portugal – Yanomami é a maior reserva do Brasil. Um quinto da população indígena morreu de doenças depois que 40.000 garimpeiros inundaram a reserva nos anos 80, segundo a Survival International. Os mineiros foram expulsos e a área foi declarada reserva em 1992, após uma campanha da Survival, fotógrafa Claudia Andujar e Davi Kopenawa, diretora da Associação Hutukara Yanomami, que convidou para visitar a reserva.

Mas a atual invasão do garimpeiro piorou após a posse de Bolsonaro. O presidente disse que a reserva é grande demais para sua população de cerca de 26.000 indígenas e que suas riquezas minerais devem ser exploradas. Seus ministros se encontraram com líderes garimpo.

Mas os garimpeiros trazem malária, prostituição e violência, argumentam líderes indígenas, enquanto os cientistas dizem que o mercúrio usado pelas mineradoras para separar as partículas de ouro da lama e do lodo entra nos rios e na cadeia alimentar. Suas escavações e barcaças perturbam os ecossistemas, assustam a vida selvagem e enchem os rios de lama, o que interfere no comportamento e a reprodução dos peixes.

Um posto de controle do exército no rio Uraricoera. Foto: João Laet / The Guardian

Os povos indígenas costumavam chamar essa região do rio Paixão de Mutum – ou Paixão de Curassow – em homenagem ao grande pássaro faisão que caçavam aqui. Agora é conhecido como Tatuzão – Grande Tatu – pelos poços que os mineiros arrancaram da floresta. Os mineiros substituíram o mutum.

“Alguém deveria nos ajudar. O governo não se importa, quer acabar com os indígenas ”, diz Geraldo Magalhães, 42 anos, indígena de Ye’kwana e vice-chefe da vila de Waikás, a duas horas de barco. Em novembro, líderes da maioria dos Yanomami e de tribos Ye’kwana muito menores enviaram uma carta a Bolsonaro. “Não queremos garimpo e mineração em nossas terras”, afirmou. “Garimpo fora!”

A Funai, agência nacional que trabalha para proteger as terras indígenas, planeja reabrir três bases na reserva. Mas operações repetidas do exército falharam em mudar os mineiros.

A apenas alguns minutos do rio em ruínas, o trabalho já foi retomado em um enorme poço de mineração, onde encerados e andaimes feitos de troncos e barbantes sustentam um banco de terra. Três homens trabalham na lama até a cintura com uma mangueira jorrando água sob uma árvore arrancada. A lama derrama uma mistura de madeira áspera, enquanto a fumaça negra sai de um motor diesel ensurdecedor: um inferno industrial operado manualmente em meio à beleza tropical selvagem.

Garimpo de ouro em Tatuzão – Foto: João Laet / The Guardian

“Estamos aqui para conseguir ouro. Essas são as nossas riquezas ”, diz o garimpeiro Fredson Pedrosa, 40 anos.“ Todos aqui estão contando com a saída do exército para que possam trabalhar novamente. ”

Os homens são de pequenas cidades do norte e nordeste empobrecidos do Brasil, onde afirmam que o salário mínimo de cerca de US $ 250 por mês é apenas o suficiente para sobreviver. “Você faz isso para manter sua família”, diz Denilson Nascimento, 33 anos.

Garimpeiros dizem que votaram em Bolsonaro depois que ele prometeu legalizar o comércio. “Sabemos que isso prejudica o meio ambiente”, diz Antonio Almeida, 24 anos, que comanda um bar aqui. “Mas há muita natureza, não há como você matar tudo”.

A mineração impactou fortemente a qualidade da água. Foto: João Laet / The Guardian

A mineração está profundamente entrelaçada com a vida local em Waikás. Quatro moradores trabalham como barqueiros para os mineiros, outros vendem comida em Tatuzão e dois administram um local de mineração menor nas proximidades. Pedágios por barcos no garimpo, por geradores, motores de barcos e televisões.

“O garimpo é uma realidade e eles estão acostumados a isso”, diz Edmilson Estevão, 33 anos, que foi criado na vila e trabalha para a associação Ye’kwana Wanasseduume. Alguns moradores trabalham com a mineração, outros a rejeitam, mas os Ye’kwana mantêm suas diferenças para si. “Mesma família, mesmo sangue”, diz ele.

O garimpo teve um forte impacto na caça, pesca e qualidade da água. “A caça está cada vez mais longe. Os peixes estão desaparecendo e estão contaminados com mercúrio ”, diz Júlio Ye’kwana, 39 anos, presidente de Wanasseduume. “Porcos selvagens viviam em torno da vila. Não mais.”

Quando a mineração na área de Tatuzão estava operando a pleno vapor, o rio onde as crianças tomam banho e as famílias coletam água com lama. “A água estava muito suja”, diz Nivaldo Edamya, 34 anos, chefe da vila. “O que o garimpo faz é ruim. Desmatamento, várias doenças, é por isso que sou contra elas. ”

Pesquisas acadêmicas sobre os impactos da garimpo – ou Mineração Artesanal e de Pequena Escala de Ouro (ASGM) – na biodiversidade corroboram essas queixas.

Muitos dos garimpeiros são de pequenas cidades do norte e nordeste empobrecidos do Brasil. Foto: João Laet / The Guardian

Marcelo Oliveira, especialista em conservação do World Wildlife Fund, encontrou altos níveis de mercúrio em peixes a 150 km de locais ASGM na Amazônia. Ele e outros pesquisadores descobriram mercúrio nos golfinhos do rio Amazonas – quase metade dos estudados tinha níveis perigosamente altos – e outros pesquisadores descobriram níveis recordes de mercúrio em peles de onça-pintada perto de locais ASGM no Pantanal brasileiro. “Este é um problema invisível”, diz ele.

Aves e mamíferos maiores são sensíveis a mudanças na cobertura florestal e na vegetação e fogem das áreas de garimpo, diz David Lutz, professor assistente de pesquisa com sede nos EUA em estudos ambientais no Dartmouth College, que estuda ASGM na Amazônia peruana por uma década. Perturbação maciça. É como uma bomba explodindo. Isso é tão drástico quanto você verá ”, diz ele, depois de ver fotos de Tatuzão.

A mineração causa desmatamento e mudanças na qualidade da água e na estrutura do rio, dizem os cientistas. Foto: João Laet / The Guardian

Um estudo realizado por Lutz e colegas no Peru descobriu que a qualidade da água foi severamente afetada perto dos locais da ASGM. A lama e o lodo engrossaram os rios, reduzindo a visibilidade, o que perturbaria o comportamento sazonal e até os hábitos de criação de peixes e o ciclo de vida dos insetos. “Há um punhado de espécies que podem lidar com essa mudança, de modo que essas espécies se tornam dominantes e diminuem o número de outras espécies”, diz Lutz.

Perto de Waikás, duas barcaças de madeira rústica, usadas para dragar ouro, estão escondidas em um afluente. Bancos de areia, pedras e lama sugados pelas barcaças se formaram no rio. “Eles estão remodelando a estrutura do rio”, diz Lutz. “Isso realmente mudará o sedimento.”

Nas décadas de 1980 e 1990, William Milliken, etnobotânico de Kew Gardens, documentou os impactos nas áreas Yanomami degradadas pela ASGM, como o desaparecimento de jacarés e a redução de plantas como a videira venenosa de peixes. “É provável que aconteça novamente”, disse ele.

A pesquisa acadêmica apóia as denúncias indígenas sobre o efeito da mineração na biodiversidade da reserva. Foto: João Laet / The Guardian

O mercúrio que os mineradores usam para separar as partículas de ouro da lama e do lodo é despejado nos rios e queimado no ar, diz Luis Fernandez, ecologista tropical e diretor do centro de Inovação Científica da Amazônia da Universidade Wake Forest nos EUA.

O mercúrio se espalha para o ecossistema aquático por meio de um processo chamado de biomagnificação e se concentra rapidamente à medida que passa na cadeia alimentar.

“A cadeia alimentar funciona como um amplificador de sinal”, diz ele. “A química ambiental nos trópicos é muito mais rápida do que nas regiões temperadas.”

Um estudo recente descobriu que 92% dos povos indígenas em uma vila perto de Waikás tinham níveis mais altos do que seguros de mercúrio em seus cabelos. Foto: João Laet / The Guardian.

Um estudo publicado em 2018 descobriu que 92% dos povos indígenas em uma vila perto de Waikás, onde um local de garimpo operava, tinham níveis de mercúrio mais altos do que os seguros em seus cabelos. Em Waikás, o nível foi de 28%. “Aqui, todos os garimpeiros usam mercúrio”, diz um mineiro.

Uma hora de voo pelas colinas da selva, saindo de Waikás – passando por um poço de garimpo e acampando com sua própria horta – leva você ao posto de saúde de Maloca Paapiú. O povo Yanomami que ele serve vive em casas comuns de grandes famílias, no meio da floresta densa, alcançada por trilhas enlameadas e sinuosas. Aqui, homens e mulheres usam tinta preta e vermelha no rosto e no corpo e as mulheres usam saias curtas de folhas, lanças de bambu nos narizes e bochechas; crianças descalças saltam agilmente pelos troncos escorregadios que servem como pontes através de numerosos córregos e rios.

Garimpeiros invadiram esta região no final dos anos 80. Agora eles estão se aproximando novamente.

Noemia Yanomama, 40, diz que viu um acampamento de garimpo perto das colinas onde ela caça. Ela teme que jovens indígenas tragam doenças sexuais de prostitutas nos campos. “Logo eles chegarão perto da comunidade. Isso me deixa muito triste ”, diz ela.

Rapazes e adolescentes se reúnem diariamente no posto de saúde para cobrar os celulares que compraram trabalhando nos garimpos, alcançados após por horas de caminhada. Uma vila abandonada a alguns anos estava antes a apenas algumas horas de distância.

Isso está criando uma divisão de gerações com os pais, que ainda caçam com arcos e flechas. “O garimpo não é nosso amigo. Chamamos de doença ”, diz Tibiana Yanomama, 42.

Seu filho Oziel, 15 anos, fugiu para o garimpo mais próximo com seu amigo Marcos, 21 anos. Ambos passaram três semanas trabalhando lá, limpando a selva, antes que Tibiana fosse e os arrastasse de volta pra casa.

“Eu queria sapatos, um facão, uma lixa de afiar”, diz Marcos. “Eu queria uma rede. Eu queria trabalhar. Ele recebeu cinco gramas de ouro (no valor de cerca de US $ 180). Ele viu garimpeiros trabalhando com mercúrio e bebeu cerveja e rum de cana-de-açúcar. “Fiquei muito bêbado”, diz ele, com uma risada nervosa.

Crianças Yanomamas no centro de saúde Maloca Paapiú. Foto: João Laet / The Guardian

Tibiana está furiosa com Oziel. “Os jovens não ouvem”, diz ele. E ele está preocupado com os planos de Bolsonaro de legalizar o garimpo. “O que ele quer para o Brasil? Essa floresta é o Brasil ”, diz ele. Oziel pegou a malária, um problema recorrente nos campos de garimpo, onde piscinas de águas residuais fornecem criadouros para mosquitos. O posto de saúde de Maloca Paapiú atende 15 novos casos por semana.

Para os Yanomami, natureza e espiritualidade estão intrinsecamente ligadas: toda rocha, cachoeira, pássaro e macaco têm espírito, diz Maneose Yanomama, 55, xamã da comunidade Sikamabi-U. E os espíritos da natureza estão soando o alarme. “Os brancos estão se aproximando. Eles estão danificando nossas terras, estão destruindo nossos rios, estão arruinando nossas florestas ”, afirmou. “A natureza está com muito medo.”

*Com dados do The Guardian

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Dólar: A ordem financeira mundial poderá entrar em colapso?

Convencido de que a ordem financeira global baseada em dólar
poderá entrar em colapso em breve?Globalismo,Mundo,História,Economia,Blog do Mesquita

No momento, o status do dólar apoiado pelo petróleo da OPEP permite que a moeda desfrute do status do meio de troca mais estável e procurado no comércio. No entanto, vários países e atores não estatais procuraram recentemente mudar esse estado de coisas, propondo outras moedas, ouro ou mesmo criptomoedas como um substituto.

O Escritório do Diretor de Inteligência Nacional dos EUA, o poderoso órgão estatal que coordena a inteligência doméstica e estrangeira da comunidade de inteligência dos EUA, publicou um anúncio de emprego procurando por PhDs para avaliar ameaças ao sistema global do dólar.

A publicação, que apareceu na rede de oportunidades de emprego Zintellect da Oak Ridge Institution for Science and Education, que é frequentemente usada por agências federais dos EUA, parece ser real e está buscando candidatos que possam “fornecer novas informações úteis que não estão disponíveis hoje” para permitir os EUA “preparem-se para cenários que ameaçam minar o dólar como moeda de reserva mundial”.

© Foto: OAK RIDGE INSTITUTE DE CIÊNCIA E EDUCAÇÃO
Captura de tela de um anúncio de emprego na rede de anúncios de empregos Zintellect do Oak Ridge Institute for Science and Education.

A publicação explica que o status do dólar como moeda de reserva mundial oferece à América muitas vantagens e oportunidades, incluindo “jurisdição sobre crimes financeiros” associados a transações em dólares e a capacidade de “nivelar efetivamente sanções” contra países ou entidades à vontade.

O ODNI enfatiza que “os EUA mantêm o domínio internacional em grande parte devido ao seu poder financeiro e autoridades” e parecem querer que as coisas continuem assim.
Infelizmente, as notas postadas, vários fatores, incluindo o crescente poder econômico de países como China e Índia, bem como criptomoedas, ameaçam a supremacia do dólar.

O anúncio de trabalho, aplicável a cidadãos norte-americanos com um PhD e associado a um credenciado universidade norte-americana, faculdade ou laboratório do governo, bem como não-cidadãos empregados acima noemeados de ‘pesquisa conselheiro’, que tenham “profundo conhecimento” em áreas como economia, finanças e mecanismos bancários emergentes e alternativos. Curiosamente, a postagem também pede habilidades em terra e geociências, ciências ambientais e marinhas, vida saúde e ciências médicas, e nanotecnologia.

O projeto de pesquisa pede aos candidatos que “aproveitem todas as informações disponíveis, bem como avanços recentes em estatísticas aplicadas, inteligência artificial e aprendizado profundo” para determinar a causa mais provável esperada do declínio do dólar, o prazo envolvido e as prováveis ​​perspectivas econômicas e nacionais. consequências de segurança.
Os candidatos em potencial têm até 28 de fevereiro de 2020 para se inscrever e devem enviar um currículo e preencher uma inscrição detalhada. Não há informações sobre salários ou benefícios está disponível. Presumivelmente candidatos aprovados seriam pago em dólares.

© AP PHOTO / JACQUELYN MARTIN
Nesta foto de arquivo de 15 de novembro de 2017, um trabalhador manuseia folhas impressas de notas de dólar no Bureau of Engraving and Printing em Washington.

Tendência Anti-Dólar

A Rússia ajudou a liderar a acusação de contestar a hegemonia do dólar nos últimos anos, depois de acusar Washington de “abuso total” de seu status cobiçado e de “uso cada vez mais agressivo de sanções financeiras”. No mês passado, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, confirmou que a Rússia continuaria “sua política voltada para a gradual desdolarização da economia”.Economia,Capitalismo,Blog do Mesquita 01

Uma vez que um dos maiores investidores em dólares e dívida dos EUA, Moscou diminuiu gradualmente a grande maioria de suas participações no Tesouro e aumentou a participação de ouro, yuan, euros e outras moedas no lugar do dólar na sua reserva de mais de US $ 500 bilhões.

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Além disso, parceiros comerciais russos, incluindo China, Turquia e Índia, concordaram com o uso de moedas locais para grandes acordos comerciais e contratos relacionados à defesa, em parte para permitir que contornem as restrições às sanções dos EUA.

No final do ano passado, a gigante russa de energia Rosneft, uma das maiores empresas de petróleo e gás do mundo, caiu o dólar a favor de euros em contratos de exportação. O Ministério das Finanças da Rússia também brincou com a idéia de mudar para euros em todo o comércio com a União Europeia.

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Seu celular também está destruindo a Amazônia

“Se você se preocupa com a Floresta Amazônica, não há nada que faça mais mal a ela do que a mineração aluvial. Você poderia jogar uma bomba nuclear na floresta, e isso seria melhor do que garimpá-la.”Ambiente,Amazônia,Ouro,Contaminação,Celulares,Ecologia,Meio Ambiente,Natureza,Brasil,Crimes Ambientais,BlogdoMesquita

Cris Bouroncle / AFP / Getty Images

Vista aérea de uma área quimicamente desmatada da floresta amazônica causada por atividades ilegais de mineração na bacia hidrográfica da região de Madre de Dios, no sudeste do Peru, em 17 de maio de 2019, durante a operação conjunta “Mercúrio” realizada por militares e policiais peruanos em andamento desde fevereiro de 2019.

Os incêndios florestais que estão assolando a Amazônia atraíram a atenção do mundo. Muitos cientistas acreditam que os pecuaristas, para limpar as terras, tenham causado os incêndios, estimulando grupos em todo o mundo — incluindo o governo da Finlândia — a pedirem um boicote à carne brasileira. Mas, para boicotar todos os produtos que estão destruindo a Amazônia, você precisaria fazer muito mais do que desistir da carne.

Você precisaria jogar fora seu celular, seu notebook, sua aliança de casamento e qualquer outra coisa contendo ouro.

“Não há como extrair o ouro sem destruir a floresta. Quanto mais acres você destrói, mais ouro obtém. É diretamente proporcional”, disse Miles Silman, cofundador do Centro de Inovação Científica da Amazônia (CINCIA) da Universidade Wake Forest.

“Não há como extrair o ouro sem destruir a floresta.”

O que alimenta essa demanda não é apenas o apetite mundial por barras e joias de ouro — as maiores finalidades dadas ao ouro —, mas também da alta tecnologia. Pequenas correntes elétricas circulam constantemente pelo seu iPhone, pela sua assistente virtual Alexa e pelo seu notebook — e quem transporta essas correntes é o ouro, um fantástico condutor de eletricidade que também é resistente à corrosão.

Embora não haja muito ouro dentro de um único dispositivo — um iPhone 6, por exemplo, contém 0,014 gramas, ou cerca de R$ 2 —, no total, o valor é espantoso. Segundo o pesquisador de mercado Gartner, mais de 1,5 bilhão de smartphones foram vendidos no ano passado, com 1,3 bilhão deles sendo dispositivos Android. Estes foram seguidos por 215 milhões de dispositivos iOS.

Portanto, a indústria de tecnologia, que consome quase 335 toneladas de ouro por ano, simplesmente precisará cada vez mais do metal.

“Há uma corrida do ouro na Amazônia no momento, exatamente como a corrida do ouro que aconteceu na Califórnia na década de 1850”, disse Silman.

De acordo com um estudo do CINCIA de 2018, a mineração artesanal, ou mineração em pequena escala conduzida por garimpeiros independentes, desmatou quase 250 mil acres de floresta tropical na região de Madre de Dios, no Peru, onde Silman concentra seu trabalho. Outro estudo, realizado por pesquisadores da Universidade de Porto Rico em 2015, descobriu que aproximadamente 415 mil acres de floresta tropical na América do Sul foram perdidos pela mineração de ouro. Um mapa compilado pelo grupo ambiental Rede Amazônica de Informação Socioambiental Georreferenciada mostra 2.312 locais de garimpo ilegal em 245 áreas em seis países, o que o grupo chamou de “epidemia”.

E assim como a corrida do ouro na Califórnia deu origem a uma ilegalidade que levou gerações até ser controlada, os fornecedores da indústria de tecnologia nem sempre conseguem atender à demanda, e às vezes recorrem à economia do garimpo ilegal da Amazônia.

Afp / AFP / Getty Images

Um garimpeiro mostra um pedaço de ouro após extração e processamento, em 6 de maio de 2008 em El Ingenio, Peru, 420 km ao sul de Lima. A mineração artesanal é responsável pela subsistência de mais de 40 mil famílias peruanas, e quase 15% da produção de ouro do país venha dessa atividade. Desde os anos 80, muitos campos de extração foram convertidos em pequenas cidades mineiras, sem serviços básicos e com altos níveis de poluição.

Uma investigação do Miami Herald em 2018 detalhou como vários negociantes da empresa de metais preciosos do sul da Flórida, a NTR Metals, compraram US$ 3,6 bilhões em ouro de minas ilegais na América do Sul. A NTR Metals desde então foi fechada e os negociantes presos. A empresa era uma subsidiária da Elemetal, uma importante refinaria de ouro dos EUA fornecedora da Tiffany & Co. e outras marcas de consumo, como a Apple, a qual disse que parou de trabalhar com a fornecedora, em divulgações corporativas para o ano de 2017 e 2018.

A Apple está longe de ser a única gigante da tecnologia que obtém ouro da região amazônica. Uma análise das divulgações corporativas feita pelo BuzzFeed News descobriu que Amazon (a empresa), Apple, Samsung, Sony e Google listam as refinarias Asahi e Metalor como fornecedores. Por sua vez, essas empresas, com sede respectivamente no Japão e na Suíça, compram parte de seu ouro das minas sul-americanas. De acordo com o Herald, essas empresas compram de corretores, que obtêm seu ouro de uma variedade de minas legais e ilegais na região.

Empresas como a Alphabet, controladora do Google, estão cientes dos impactos da mineração de ouro na Amazônia, e têm tomado medidas para resolver isso. Um porta-voz da empresa do Google apontou para sua política de minerais de conflito, e diz que conta com auditorias de terceiros para garantir que as fundições estejam em conformidade. Samsung, Sony e Amazon não responderam a um pedido para comentar o assunto. A Apple disse ao BuzzFeed News que todas as suas refinarias de ouro participam de auditorias de terceiros. “Se uma refinaria não for capaz ou não estiver disposta a cumprir nossos padrões, ela será removida da nossa cadeia de suprimentos”, disse um porta-voz da Apple. “Desde 2015, paramos de trabalhar com 60 refinarias de ouro por esse motivo.”

O ouro sujo não acaba apenas nos eletrônicos. Um relatório de 2015 do Ojo Público relatou que empresas vinculadas à London Bullion Market Association — uma organização que determina o preço internacional do ouro — adquiriram metais preciosos em campos de mineração ilegais no Peru, Bolívia e Brasil.

Estima-se que de 15% a 20% do ouro em joias e eletroeletrônicos inadvertidamente vem de minas de ouro de pequena escala, de acordo com a Fairtrade Gold, uma organização que defende o uso de metais preciosos de origem responsável.

“Uma parte do problema do ouro é que tudo vai para um caldeirão de derretimento. Assim, você pode ter uma barra de ouro onde parte dela vem de fontes responsáveis e parte de fontes ilegais, mas que se parece com qualquer barra de ouro”, disse Sarah duPont, presidente da Amazon Aid Foundation.

Essa extração ilegal e suja de ouro afeta o meio ambiente e os seres humanos que o mineram. Comparado à agricultura de soja ou à pecuária, o setor de mineração desmata menos acres de floresta da Amazônia.

No entanto, diz Silman, as emissões de carbono da mineração podem tornar o impacto ambiental da indústria entre 3 a 8 vezes maior do que os acres de superfície perdidos para a mineração podem sugerir.

Além de arrancarem árvores e outras plantas, os mineradores cavam de dois a quatro metros de profundidade no solo, onde o solo é rico em carbono. Esse solo pode ter milhares de anos, e a mineração do ouro libera esse carbono de volta à atmosfera, matando nutrientes na terra que são vitais para as plantas da floresta tropical.

“Se você se preocupa com a Floresta Amazônica, não há nada que faça mais mal a ela do que a mineração aluvial.”

“As taxas de crescimento nas minas são muito lentas, porque você lavou tudo o que é bom do solo”, disse Silman.

A mineração do ouro também transforma a paisagem de outra forma: “1 em cada 5 acres convertidos pela mineração não pode ser reflorestado porque ele é convertido em um corpo d’água. Então, acaba ficando igual a Minnesota, com milhares de lagos por toda a paisagem”, disse Silman. “Se você se preocupa com a Floresta Amazônica, não há nada que faça mais mal a ela do que a mineração aluvial. Você poderia jogar uma bomba nuclear na floresta, e isso seria melhor do que minerá-la.”

Além da devastação ambiental, o mercúrio, usado como amálgama para extrair o ouro da terra, contamina o suprimento de água e alimentos da região. De acordo com o Instituto Nacional de Saúde dos EUA, a mineração artesanal e em pequena escala de ouro é a principal fonte de mercúrioliberada no meio ambiente. Pesquisadores descobriram altos níveis de mercúrio, o qual tem efeitos sérios à saúde nos sistemas nervoso, digestivo e imunológico, em pessoas vivendo ao longo da fronteira Brasil-Venezuela, na área de Madre de Dios do Peru e no Suriname.

Joao Laet / AFP / Getty Images

Vista aérea do campo informal de mineração de ouro Esperança IV, próximo ao território indígena Menkragnoti, em Altamira, Pará, Brasil, na bacia amazônica, em 28 de agosto de 2019.

Apesar dos perigos, é improvável que a mineração do ouro na região amazônica diminua. O presidente Jair Bolsonaro está trabalhando para abrir mais da Amazônia à mineração.

O que pode ser feito? Segundo Kevin Telmer, diretor executivo do Artisanal Gold Council, uma organização que trabalha para profissionalizar e treinar o setor, o problema ambiental está vinculado ao da pobreza extrema.

Proibir a mineração em pequena escala não seria eficaz, de acordo com a Telmer: “As pessoas têm pedido a saída dos garimpeiros há 40 anos, e eles não saíram. O que a proibição faz é levar a economia ao mercado negro.”

“O que realmente é necessário são caminhos econômicos sustentáveis para os indivíduos que atualmente praticam o garimpo ilegal”, disse Payal Sampat, diretora do programa de mineração da Earthworks, uma organização sem fins lucrativos que iniciou uma campanha chamada No Dirty Gold (Sem Ouro Sujo, em tradução livre) em 2008. Sampat acrescentou que a compra de joias antigas e a manutenção de aparelhos eletrônicos por mais tempo é uma boa maneira de as pessoas reduzirem o consumo de ouro.

Silman, pesquisador do CINCIA, concorda. As minas exploradas legalmente, disse ele, estão pelo menos confinadas a uma pequena área, em vez de milhares de minas espalhadas pela paisagem. A tributação das operações de mineração também pode ajudar o fluxo de dinheiro a voltar para a colocação de empregos e outros programas: “Foram arrecadados US$ 3 bilhões em Madre de Dios, e muito disso escoou através das máfias. Há pouco mais de 100 mil pessoas vivendo naquela terra, e elas teriam recebido US$ 300 milhões em receita tributária”, disse ele.

O Artisanal Gold Council, disse Telmer, está trabalhando para fornecer treinamento e educação para os mineradores, reflorestar áreas mineradas e introduzir processos mais eficazes que o uso de mercúrio.

A formalização e a profissionalização do setor podem ajudar os mineradores a serem mais produtivos e também menos impactantes para o meio ambiente, disse Silman: “Depois de fazer tudo isso, pelo menos você pode tirar um bom proveito da mineração e ainda não destruir todas as oportunidades para o futuro dependentes da biodiversidade.”
Nicole Nguyen

Tecnologia/Celular – Iphone mais caro do mundo têm ouro e diamante

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Modelo chamado de ‘Kings Button’ é feito em ouro maciço 18 quilates.
iPhone estilizado pelo austríaco Peter Aloisson é o mais caro do mundo.

O design austríaco Peter Aloisson estilizou um iPhone com diamantes incrustados que custa 1,7 milhão de euros (cerca de R$ 5,4 milhões), sendo o iPhone mais caro do mundo. O modelo idealizado por Aloisson, que é chamado de ‘Kings Button’, é feito em ouro maciço 18 quilates, com detalhes em ouro branco e ouro rosa.

do G1

Amazônia – Índios e minerais estratégicos

Amazônia e as reservas indígenas

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Resumidamente, descrevemos abaixo os principais “índios” protegidos pelas ongs estrangeiras em Roraima:

– Índios NIÓBIO e TÂNTALO – Sem os quais é impossível a indústria aero-espacial, e só o Brasil o possui (98%).
– Índio OURO – A maior jazida do planeta se encontra em Roraima.
– Índios URÂNIO E TÓRIO: Enorme quantidade em Roraima, para combustível e armas nucleares, que em breve retomaremos o que foi sabotado na década de 80.
– Índia DIAMANTE: Roraima é riquíssima nessas jóias.
– Índios ALUMINIO E TITÂNIO: Sem os quais a metalurgia atual retorna à idade do ferro.

Os demais índios existentes por lá, são na verdade inúteis para as ONGs estrangeiras, servindo apenas de camuflagem para os seus reais interesses no Brasil.

Amazônia reservas minerais

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