PONTE DOS ESPIÕES: O ADVOGADO E SUA PROFISSÃO

A “audiência” neste veículo é, sobretudo, de advogados ou de acadêmicos de direito. Então o tema desta coluna será interessante, creio. Em plena guerra fria, em que havia um contexto histórico muito mais perigoso de divisão entre capitalismo e comunismo/socialismo.

por Diógenes V. Hassan Ribeiro¹

 Na última coluna falei do filme Le tetê haute (De cabeça erguida), francês que destacava o papel de uma criança e depois adolescente em conflito com a legislação, mas neste filme era dada ênfase à atuação da magistrada da área de infância e da adolescência, papel maravilhosamente desempenhado por Catherine Deneuve.

Importante dizer que não pretendo transformar esta coluna em crítica de cinema. Aliás, já tratei de outros filmes nesta coluna. É que o cinema, como obra de arte, tem muito a dizer ao direito, ou o direito a dizer ao cinema. Por outro lado, não me sinto habilitado a ser crítico de cinema, nem é esse o objetivo.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Refiro alguns filmes por aqui como sugestão para os leitores. Assim, tanto o filme da coluna passada, como o desta coluna, são importantes para a compreensão do direito, mormente se considerarmos a época da história narrada. Há filmes que tratam do racismo e de julgamentos importantes na Cortes americanas, inclusive de investigações realizadas, como é o caso de Mississipi em Chamas, de 1988, em que atua Gene Hackman.

Há centenas de outros e os Estados Unidos como principal indústria cinematográfica mundial todos os anos lança no mercado filmes que versam sobre batalhas judiciais e lítigios (quem lembra de Kramer x Kramer, de 1978, em que Dustin Hoffmann e Meryl Streep disputam a guarda judicial do filho, premiado com cinco Oscars, ou de Filadélfia, dois Oscars, de 1993, que trata de uma firma de advogados, na época da AIDS, que exclui um advogado, Tom Hanks, que é representado em ação de indenização pelo advogado da personagem de Denzel Whashington?).

O filme, de Steven Spielberg, Bridge of spies, em que atua o oscarizado Tom Hanks, que está nos cinemas, é um resgate à profissão, muitas vezes incompreendida, dos advogados. O filme, na versão do título em português A ponte dos espiões, se baseia no romance homônimo de Giles Whittell, e trata da defesa, nos tribunais americanos, pelo advogado da personagem de Tom Hanks, de um espião russo que teria ocorrido em 1960,

A época de guerra fria, em que havia uma propaganda anticomunista presente diariamente na mídia em geral dá um tom de dificuldade profissional ao advogado. Na área criminal o advogado muitas vezes sofre essa estigmatização, quando se diz, por exemplo, que “defende bandidos” e coisas desse tipo, como se não houvesse, na Constituição Federal, o direito à ampla defesa que compreende uma defesa técnica e, mais que uma defesa eminentemente formal, uma defesa materialmente bem realizada.

Sobre isso não custa lembrar que muitas vezes julgamentos são anulados em razão da ausência de defesa. No tribunal do júri ocorre a dissolução do conselho de sentença quando o juiz, presidente do tribunal do júri, considera que o réu está indefeso.

A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, desde 1969, assegura, no verbete n° 523 da Súmula de Jurisprudência, que a falta de defesa do réu no processo penal constitui nulidade absoluta, mas a sua deficiência somente possibilita a anulação se houver prova de prejuízo para o réu. Abstraídas as atuais polêmicas sobre caber, no processo penal, os conceitos de nulidade relativa e de nulidade absoluta, especialmente advindos da insistente doutrina de Aury Lopes Jr., o fato é que, mesmo em época de ditadura militar no Brasil, antes, portanto, do grande sistema de garantias constantes da Constituição democrática de 1988, o Supremo Tribunal Federal editou essa Súmula, garantindo o direito de defesa.

E, muito tempo depois, por insistência da 5a. Câmara Criminal do TJRS, onde eu tive a felicidade de estar com a formação original e famosa por um ano, com a presença precursora de Amilton Bueno de Carvalho, foi abraçado o entendimento de que o réu não podia deixar de ter defensor no interrogatório judicial.

Portanto, o réu não pode ficar sem advogado. Nos Estados Unidos, é certo, por efeito da interpretação da VI Emenda à Constituição, constante da Declaração de Direitos de 1789, que entrou em vigor em 1791, o réu pode dispensar o advogado, porque a interpretação é a de que se trata de um direito, o que significa que, para tanto, deve haver a concordância do réu, ou que ele pode expressamente renunciar a esse direito e fazer a sua defesa pessoalmente.

Diversamente, no Brasil o réu não pode deixar de ter advogado, nem pode renunciar a advogado para fazer a sua defesa pessoalmente, ou pelo menos essa é a interpretação até agora em vigor.

Mas, retornando ao filme, o advogado sofre toda a discriminação e todo o rancor da cidadania em geral pelo fato de defender um homem de outra nacionalidade acusado de ser espião, na época da guerra fria. Envolve-se na defesa e conquista a confiança do acusado. Contra a pressão dos colegas de profissão, contra os cidadãos e contra a exposição da mídia, o advogado prossegue na defesa do acusado.

Custa crer, contudo, que o réu possa fazer em proveito próprio uma boa defesa, diante das limitações físicas, se estiver preso, e diante das limitações técnicas decorrentes do conhecimento da lei e da sua interpretação, assim como diante da falta de experiência, esta que, por vezes, é só o que resta em determinados casos.

O advogado do filme exerce, verdadeiramente, o papel de um advogado, um dos tripés da Justiça. Fique claro: mesmo que se trate de réu confesso de crime hediondo, a presença do advogado é essencial para que não seja exigido do réu que suporte nada além do que a legislação e a Constituição determinam.

_Colunistas-Diogenes

Prêmio Nobel da Paz está virando Oscar

O Premio Nobel, pelo menos o da Paz(?) está cada vez mais avacalhado.Espanto Blog do Mesquita

Vai superar em banalidade o Oscar. Senão vejamos:

Já foram contemplados entre outros pacifistas

Kissinger e Le Duc Tho (Vietnã), que o rejeitou.

Al Gore (Bore para os mais implicantes)

Yitzhak Rabin, Shimon Peres e Yasser Arafat. Que trio!!!

Anuar el Sadat e Menahem Begin. Que dupla!!!

Obama??? (fez o que pra receber o premio quando tinha somente um ou dois anos no cargo?)

Mohamed ElBaradei – declarou apoio ao golpe fratricida militar no Egito.


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Oscar 2014 – Marilyn Monroe – Fotografias

Norma Jeane Mortenson, Marilyn Monroe, nunca ganhou um Oscar, tendo atuado em 33 filmes.

Ganhou o Globo de Ouro como melhor atriz em 1959, por sua atuação na comédia musical Some Like It Hot.

Marilyn Monroe 1957 Fotografia de Richard Avedon Musas do Cinema Arte Blog do Mesquita 04PLFBclique na imagem para ampliar


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Oscar 2014 – História: toda as atrizes indicadas e as ganhadoras

Vencedoras e indicadas ao prêmio Oscar desde 1920

Década de 1920
1929: Janet Gaynor – Seventh Heaven como Diane, Street Angel como Angela e Sunrise: A Song of Two Humans como a Esposa (Indre)
Louise Dresser – A Ship Comes In como Sr.ª Pleznik
Gloria Swanson – Sadie Thompson como Sadie Thompson

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Década de 1930
1930: Mary Pickford – Coquette como Norma Besant
Ruth Chatterton – Madame X como Jacqueline Floriot
Betty Compson – The Barker como Carrie
Jeanne Eagels – The Letter como Leslie Crosbie (indicação póstuma)
Corinne Griffith – The Divine Lady como Emma Hart
Bessie Love – The Broadway Melody como Hank Mahoney

1930: Norma Shearer – The Divorcee como Jerry Martin
Nancy Carroll – The Devil’s Holiday como Hallie Hobart
Ruth Chatterton – Sarah and Son como Sarah Storm
Greta Garbo – Anna Christie como Anna Christie
Greta Garbo – Romance como Madame Rita Cavallini
Norma Shearer – Their Own Desire como Lucia “Lally” Marlett
Gloria Swanson – The Trespasser como Marion Donnell

1931: Marie Dressler – Min and Bill como Min Divot
Marlene Dietrich – Marroco como Mademoiselle Amy Jolly
Irene Dunne – Cimarron como Sabra Cravat
Ann Harding – Holiday como Linda Seton
Norma Shearer – A Free Soul como Jan Ashe

1932: Helen Hayes – The Sin of Madelon Claudet como Madelon Claudet
Marie Dressler – Emma como Emma Thatcher Smith
Lynn Fontanne – The Guardsman como a Atriz

1934: Katherine Hepburn – Morning Glory como Eva Lovelace
Mary Robson – Lady for a Day como Apple Annie
Diana Wynyard – Cavalcade como Jane Marryot

1935: Claudette Colbert – It Happened One Night como Ellie Andrews
Grace Moore – One Night of Love como Mary Barrett
Norma Shearer – The Barretts of Wimpole Street como Elizabeth Barrett Browning
Bette Davis – Of Human Bondage como Mildred Rogers

1936: Bette Davis – Dangerous como Joyce Heath
Elizabeth Bergner – Escape Me Never como Gemma Jones
Claudette Colbert – Private Worlds como Dra. Jane Everest
Katherine Hepburn – Alice Adams como Alice Adams
Miriam Hopkins – Becky Sharp como Becky Sharp
Merle Oberon – The Dark Angel como Kitty Vane

1937: Luise Rainer – The Great Ziegfeld como Anna Held
Irene Dunne – Theodora Goes Wild como Theodora Lynn
Gladys George – Valiant Is the Word for Carrie como Carrie Snyder
Carole Lombard – My Man Godfrey como Irene Bullock
Norma Shearer – Romeo and Juliet como Julieta

1938: Luise Rainer – The Good Earth como O-Lan
Irene Dunne – The Awful Truth como Lucy Warriner
Greta Garbo – Camille como Marguerite Gautier
Janet Gaynor – A Star Is Born como Esther Victoria Blodgett
Barbara Stanwyck – Stella Dallas como Stella Martin Dallas

1939: Bette Davis – Jezebel como Julie Mardsen
Fay Bainter – White Banners como Hannah Parmalee
Wendy Hiller – Pygmalion como Eliza Doolittle
Norma Shearer – Marie Antoinette como Maria Antonieta
Margaret Sullavan como Three Comrades como Patricia “Pat” Hollmann

Década de 1940
1940: Vivien Leigh – Gone with the Wind como Scarlett O’Hara
Bette Davis – Dark Victory como Judith Traherne
Irene Dunne – Love Affair como Terry McKay
Greta Garbo – Ninotchka como Nina Yakushova “Ninotchka” Ivanoff
Greer Garson – Goodbye, Mr. Chips como Katherine

1941: Ginger Rogers – Kitty Foyle como Kitty Foyle
Bette Davis – The Letter como Leslie Crosbie
Joan Fontaine – Rebecca como a Segunda Sr.ª de Winter
Katherine Hepburn – The Philadelphia Story como Tracy Lord
Martha Scott – Our Town como Emily Webb

1942: Joan Fontaine – Suspicion como Lina McLaidlaw Aysgarth
Bette Davis – The Little Foxes como Regina Giddens
Olivia de Havilland – Hold Back the Dawn como Emmy Brown
Greer Garson – Blossons in the Dust como Edna Kahly Gladney
Barbara Stanwyck – Ball of Fire como Katherine “Sugarpuss” O’Shea

1943: Greer Garson – Mrs. Miniver como Kay Miniver
Bette Davis – Now, Voyager como Charlotte Vale
Katherine Hepburn – Woman of the Year como Tess Harding
Rosalind Russell – My Sister Eileen como Ruth Sherwood
Teresa Wright – The Pride of the Yankees como Eleanor Twitchell Gehrig

1944: Jennifer Jones – The Song of Bernadette como Bernadette Soubirous
Jean Arthur – The More the Merrier como Constance “Connie” Milligan
Ingrid Bergman – For Whom the Bell Tolls como María
Joan Fontaine – The Constant Nymph como Tessa Sanger
Greer Garson – Madame Curie como Marie Curie

1945: Ingrid Bergman – Gaslight como Paula Alquist Anton
Claudette Colbert – Since You Went Away como Anne Hilton
Bette Davis – Mr. Skeffington como Fanny Trellis
Greer Garson – Mrs. Parkington como Susie “Sparrow” Parkington
Barbara Stanwyck – Double Indemnity como Phyllis Dietrichson

1946: Joan Crawford – Mildred Pierce como Mildred Pierce Beragon
Ingrid Bergman – The Bells of St. Mary’s como Irmã Mary Benedict
Greer Garson – The Valley of Decision como Mary Rafferty
Jennifer Jones – Love Letters como Singleton
Gene Tierney – Leave Her to Heaven como Ellen Berent Harland

1947: Olivia de Havilland – To Each His Own como Josephine “Jody” Norris
Celia Johnson – Brief Encounter como Laura Jesson
Jennifer Jones – Duel in the Sun como Pearl Chavez
Rosalind Russell – Sister Kenny como Irmã Elizabeth Kenny
Jane Wyman – The Yearling como Orry Baxter

1948: Loretta Young – The Farmer’s Daughter como Katrin Holstrom
Joan Crawford – Possessed como Louise Howell
Susan Hayward – Smash-Up, the Story of a Woman como Angelica Evans Conway
Dorothy McGuire – Gentleman’s Agreement como Kathy Lacy
Rosalind Russell – Mourning Becomes Electra como Lavinia Mannon

1949: Jane Wyman – Johnny Belinda como Belinda McDonald
Ingrid Bergman – Joan of Arc como Joana d’Arc
Olivia de Havilland – The Snake Pit como Virginia Stuart Cunningham
Irene Dunne – I Remember Mama como Martha Hanson
Barbara Stanwyck – Sorry, Wrong Number como Leona Stevenson

Década de 1950
1950: Olivia de Havilland – The Heiress como Catherine Sloper
Jeanne Crain – Pinky como Patricia “Pinky” Johnson
Susan Hayward – My Foolish Heart como Eloise Winters
Deborah Kerr – Edward, My Son como Evelyn Boult
Loretta Young – Come to the Stable como Irmã Margaret

1951: Judy Holliday – Born Yesterday como Emma “Billie” Dawn
Anne Baxter – All About Eve como Eve Harrington
Bette Davis – All About Eve como Margo Channing
Eleanor Parker – Caged como Marie Allen
Gloria Swanson – Sunset Boulevard como Norma Desmond

1952: Vivien Leigh – A Streetcar Named Desire como Blanche DuBois
Katherine Hepburn – The African Queen como Rose Sayer
Eleanor Parker – Detective Story como Mary McLeod
Shelley Winters – A Place in the Sun como Alice Tripp
Jane Wyman – The Blue Veil como Louise Mason

1953: Shirley Booth – Come Back, Little Sheba como Lola Delaney
Joan Crawford – Sudden Fear como Myra Hudson
Bette Davis – The Star como Margaret Elliot
Julie Harris – The Member of the Wedding como Frances “Frakie” Addams
Susan Hayward – With a Song in My Heart como Jane Froman

1954: Audrey Hepburn – Roman Holiday como Princesa Ann
Leslie Caron – Lili como Lili Daurier
Ava Gardner – Mogambo como Eloise Kelly
Deborah Kerr – From Here to Eternity como Karen Holmes
Maggie McNamara – The Moon is Blue como Patty O’Neill

1955: Grace Kelly – The Country Girl como Georgie Elgin
Dorothy Dandridge – Carmen Jones como Carmen Jones
Judy Garland – A Star Is Born como Vicki Lester/Esther Blodgett
Audrey Hepburn – Sabrina como Sabrina Fairchild
Jane Wyman – Magnificent Obsession como Helen Phillips

1956: Anna Magnani – The Rose Tattoo como Serafina Delle Rose
Susan Hayward – I’ll Cry Tomorrow como Lillian Roth
Katherine Hepburn – Summertime como Jane Hudson
Jennifer Jones – Love Is a Many-Splendored Thing como Dra. Han Suyin
Eleanor Parker – Interrupted Melody como Marjorie “Margie” Lawrence

1957: Ingrid Bergman – Anastasia como Anna Koreff/Anastásia Nikolaevna Romanova
Carroll Baker – Baby Doll como Baby Doll Meighan
Katherine Hepburn – The Rainmaker como Lizzie Curry
Nancy Kelly – The Bad Seed como Christine Penmark
Deborah Kerr – The King and I como Anna Leonowens

1958: Joanne Woodward – The Three Faces of Eve como Eve White/Eve Black/Jane
Deborah Kerr – Heaven Knows, Mr. Allison como Irmã Angela
Anna Magnani – Wild Is the Wind como Gioia
Elizabeth Taylor – Raintree County como Susanna Drake
Lana Turner – Peyton Place como Constance MacKenzie

1959: Susan Hayward – I Want to Live! como Barbara Graham
Deborah Kerr – Separate Tables como Sibyl Railton-Bell
Shirley MacLaine – Some Came Running como Ginnie Moorehead
Rosalind Russell – Auntie Mame como Mame Dennis
Elizabeth Taylor – Cat on a Hot Tin Roof como Margaret “Maggie a Gata” Pollitt

Década de 1960
1960: Simone Signoret – Room at the Top como Alice Aisgill
Doris Day – Pillow Talk como Jan Morrow
Audrey Hepburn – The Nun’s Story como Irmã Luke (Gabrielle van der Mal)
Katherine Hepburn – Suddenly, Last Summer como Violet Venable
Elizabeth Taylor – Suddenly, Last Summer como Catherine Holly

1961: Elizabeth Taylor – BUtterfield 8 como Gloria Wandrous
Greer Garson – Sunrise at Campobello como Eleanor Roosevelt
Deborah Kerr – The Sundowners como Ida Carmody
Shirley MacLaine – The Apartment como Fran Kubelik
Melina Mercouri – Never on Sunday como Ilya

1962: Sophia Loren – La Ciociara como Cesira
Audrey Hepburn – Breakfast at Tiffany’s como Holly Golightly
Piper Laurie – The Hustler como Sarah Packard
Geraldine Page – Summer and Smoke como Alma Winemiller
Natalie Wood – Splendor in the Grass como Wilma Dean “Deanie” Loomis

1963: Anne Bancroft – The Miracle Worker como Anne Sullivan
Bette Davis – What Ever Happened to Baby Jane? como Baby Jane Hudson
Katherine Hepburn – Long Day’s Journey into Night como Mary Tyrone
Geraldine Page – Sweet Bird of Youth como Alexandra Del Lago
Lee Remick – Days of Wine and Roses como Kirsten Arnesen Clay

1964: Patricia Neal – Hud como Alma Brown
Leslie Caron – The L-Shaped Room como Jane Fossett
Shirley MacLaine – Irma La Douce como Irma La Douce
Rachel Roberts – This Sporting Life como Margaret Hammond
Natalie Wood – Love with the Proper Stranger como Angie Rossini

1965: Julie Andrews – Mary Poppins como Mary Poppins
Anne Bancroft – The Pumpkin Eater como Jo Armitage
Sophia Loren – Matrimonio all’Italiana como Filumena Marturano
Debbie Reynolds – The Unsinkable Molly Brown como Margaret “Molly” Brown
Kim Stanley – Séance on a Wet Afternoon como Myra Savage

1966: Julie Christie – Darling como Diana Scott
Julie Andrews – The Sound of Music como Maria von Trapp
Samantha Eggar – The Collector como Miranda Grey
Elizabeth Hartman – A Patch of Blue como Selina D’Arcy
Simone Signoret – Ship of Fools como La Condessa

1967: Elizabeth Taylor – Who’s Afraid of Virginia Woolf? como Martha
Anouk Aimée – Un Homme et une Femme como Anne Gauthier
Ida Kaminska – Obchod na Korze como Rozalie Lautmann
Lynn Redgrave – Georgy Girl como Georgy Parkin
Vanessa Redgrave – Morgan: A Suitable Case for Treatment como Leonie Delt

1968: Katherine Hepburn – Guess Who’s Coming to Dinner como Christina Drayton
Anne Bancroft – The Graduate como Sr.ª Robinson
Faye Dunaway – Bonnie and Clyde como Bonnie Parker
Edith Evans – The Whisperers como Maggie Ross
Audrey Hepburn – Wait Until Dark como Susy Hendrix

1969: Katherine Hepburn – The Lion in Winter como Leonor, Duquesa da Aquitânia (empate)
Barbra Streisand – Funny Girl como Fanny Brice (empate)
Patricia Neal – The Subject Was Roses como Nettie Cleary
Vanessa Redgrave – Isadora como Isadora Duncan
Joanne Woodward – Rachel, Rachel como Rachel Cameron

Década de 1970
1970: Maggie Smith – The Prime of Miss Jean Brodie como Jean Brodie
Geneviève Bujold – Anne of the Thousand Days como Ana Bolena
Jane Fonda – They Shoot Horses, Don’t They? como Gloria Beatty
Liza Minnelli – The Sterile Cuckoo como Mary Ann “Pookie” Adams
Jean Simmons – The Happy Ending como Mary Wilson

1971: Glenda Jackson – Women in Love como Gudrun Brangwen
Jane Alexander – The Great White Hope como Eleanor Backman
Ali MacGraw – Love Story como Jennifer Cavalleri
Sarah Miles – Ryan’s Daughter como Rosy Ryan
Carrie Snodgress – Diary of a Mad Housewife como Tina Balser

1972: Jane Fonda – Klute como Bree Daniels
Julie Christie – McCabe & Mrs. Miller como Constance Miller
Glenda Jackson – Sunday Bloody Sunday como Alex Greville
Vanessa Redgrave – Mary, Queen of Scots como Maria Stuart
Janet Suzman – Nicholas and Alexandra como Alexandra Feodorovna

1973: Liza Minnelli – Cabaret como Sally Bowles
Diana Ross – Lady Sings the Blues como Billie Holiday
Maggie Smith – Travels with My Aunt como Augusta Bertram
Cicely Tyson – Sounder como Rebecca Morgan
Liv Ullmann – Utvandrarna como Krsitina

1974: Glenda Jackson – A Touch of Class como Vicki Allessio
Ellen Burstyn – The Exorcist como Chris MacNeil
Marsha Mason – Cinderella Liberty como Maggie Paul
Barbra Streisand – The Way We Were como Katie Morosky
Joanne Woodward – Summer Wishes, Winter Dreams como Rita Walden

1975: Ellen Burstyn – Alice Doesn’t Live Here Anymore como Alice Hyatt
Diahann Carroll – Claudine como Claudine Price
Faye Dunaway – Chinatown como Evelyn Cross Mulwray
Valerie Perrine – Lenny como Honey Bruce
Gena Rowlands – A Woman Under the Influence como Mabel Longhetti

1976: Louise Fletcher – One Flew Over the Cuckoo’s Nest como Enfermeira Mildred Ratched
Isabelle Adjani – L’Histoire d’Adèle H. como Adèle Hugo/Adèle Lewry
Ann-Margret – Tommy como Nora Walker Hobbs
Glenda Jackson – Hedda como Hedda Gabler
Carol Kane – Hester Street como Gitl

1977: Faye Dunaway – Network como Diana Christensen
Marie-Christine Barrault – Cousin, Cousine como Marthe
Talia Shire – Rocky como Adrian Pennino
Sissy Spacek – Carrie como Carrie White
Liv Ullmann – Ansikte mot Ansikte como Dra. Jenny Isaksson

1978: Diane Keaton – Annie Hall como Annie Hall
Anne Bancroft – The Turning Point como Emma Jacklin
Jane Fonda – Julia como Lillian Hellman
Shirley MacLaine – The Turning Point como Deedee Rodgers
Marsha Mason – The Goodbye Girl como Paula McFadden

1979: Jane Fonda – Coming Home como Sally Hyde
Ingrid Bergman – Höstsonaten como Charlotte Andergast
Ellen Burstyn – Same Time, Next Year como Doris
Jill Clayburgh – An Unmarried Woman como Erica
Geraldine Page – Interiors como Eve

Década de 1980
1980: Sally Field – Norma Rae como Norma Rae
Jill Clayburgh – Starting Over como Marilyn Holmberg
Jane Fonda – The China Syndrome como Kimberly Wells
Marsha Mason – Chapter Two como Jennie MacLaine
Bette Midler – The Rose como Mary Rose Foster

1981: Sissy Spacek – Coal Miner’s Daughter como Loretta Lynn
Ellen Burstyn – Ressurection como Edna Mae McCauley
Goldie Hawn – Private Benjamin como Soldado Judy Benjamin
Mary Tyler Moore – Ordinary People como Beth Jarrett
Gena Rowlands – Gloria como Gloria Swenson

1982: Katherine Hepburn – On Golden Pond como Ethel Thayer
Diane Keaton – Reds como Louise Bryant
Marsha Mason – Only When I Laugh como Georgia Hines
Susan Sarandon – Atlantic City como Sally Matthews
Meryl Streep – The French Lieutenant’s Woman como Anna (Sara Woodruff)

1983: Meryl Streep – Sophie’s Choice como Sophie Zawistowski
Julie Andrews – Victor Victoria como Victoria Grant
Jessica Lange – Frances como Frances Farmer
Sissy Spacek – Missing como Beth Horman
Debra Winger – An Officer and a Gentleman como Paula Pokrifki

1984: Shirley MacLaine – Terms of Endearment como Aurora Greenway
Jane Alexander – Testament como Carol Wetherly
Meryl Streep – Silkwood como Karen Silkwood
Julie Walters – Educating Rita como Rita
Debra Winger – Terms of Endearment como Emma Greenway Horton

1985: Sally Field – Places in the Heart como Edna Spalding
Judy Davis – A Passage to India como Adela Quested
Jessica Lange – Country como Jewell Ivy
Vanessa Redgrave – The Bostonians como Olive Chancellor
Sissy Spacek – The River como Mae Garvey

1986: Geraldine Page – The Trip to Bountiful como Carrie Watts
Anne Bancroft – Agnes of God como Miriam Ruth
Whoopi Goldberg – The Color Purple como Celie Harris Johnson
Jessica Lange – Sweet Dreams como Patsy Cline
Meryl Streep – Out of Africa como Karen Blixen

1987: Marlee Matlin – Children of a Lesser God como Sarah Norman
Jane Fonda – The Morning After como Alex Sternbergen
Sissy Spacek – Crimes of the Heart como Babe Magrath
Kathleen Turner – Peggy Sue Got Married como Peggy Sue Bodell
Sigourney Weaver – Aliens como Ellen Ripley

1988: Cher – Moonstruck como Loretta Castorini
Glenn Close – Fatal Attraction como Alex Forrest
Holly Hunter – Broadcast News como Jane Craig
Sally Kirkland – Anna como Anna
Meryl Streep – Ironweed como Helen Archer

1989: Jodie Foster – The Accused como Sarah Tobias
Glenn Close – Dangerous Liaisons como Marquesa Isabelle de Merteuil
Melanie Griffith – Working Girl como Tess McGill
Meryl Streep – Evil Angels como Lindy Chamberlain
Sigourney Weaver – Gorillas in the Mist: The Story of Dian Fossey como Dian Fossey

Década de 1990
1990: Jessica Tandy – Driving Miss Daisy como Daisy Werthan
Isabelle Adjani – Camille Claudel como Camille Claudel
Pauline Collins – Shirley Valentine como Shirley Valentine-Bradshaw
Jessica Lange – Music Box como Ann Talbot
Michelle Pfeiffer – The Fabulous Baker Boys como Susie Diamond

1991: Kathy Bates – Misery como Annie Wilkes
Anjelica Huston – The Grifters como Lilly Dillon
Julia Roberts – Pretty Woman como Vivian Ward
Meryl Streep – Postcards from the Edge como Suzanne Vale
Joanne Woodward – Mr. & Mrs. Bridge como India Bridge

1992: Jodie Foster – The Silence of the Lambs como Clarice Starling
Geena Davis – Thelma & Louise como Thelma Yvonne Dickinson
Laura Dern – Rambling Rose como Rose
Bette Midler – For the Boys como Dixie Leonard
Susan Sarandon – Thelma & Louise como Louise Elizabeth Sawyer

1993: Emma Thompson – Howards End como Margaret Schlegel
Catherine Deneuve – Indochine como Eliane Davries
Mary McDonnell – Passion Fish como Mary-Alice Culhane
Michelle Pfeiffer – Love Field como Lurene Hallett
Susan Sarandon – Lorenzo’s Oil como Micaela Odone

1994: Holly Hunter – The Piano como Ada McGrath
Angela Bassett – What’s Love Got to Do with It como Tina Turner
Stockard Channing – Six Degrees of Separation como Ouisa Kittredge
Emma Thompson – The Remains of the Day como Mary Kenton
Debra Winger – Shadowlands como Joy Gresham

1995: Jessica Lange – Blue Sky como Carly Marshall
Jodie Foster – Nell como Nell Kellty
Miranda Richardson – Tom & Viv como Vivienne Haigh-Wood Eliot
Winona Ryder – Little Women como Jo March
Susan Sarandon – The Client como Reggie Love

1996: Susan Sarandon – Dead Man Walking como Helen Prejean
Elizabeth Shue – Leaving Las Vegas como Sera
Sharon Stone – Casino como Ginger McKenna
Meryl Streep – The Bridges of Madison County como Francesca Johnson
Emma Thompson – Sense and Sensibility como Elinor Dashwood

1997: Frances McDormand – Fargo como Marge Gunderson
Brenda Blethyn – Secrets & Lies como Cynthia Rose Purley
Diane Keaton – Marvin’s Room como Bessie
Kristin Scott Thomas – The English Patient como Katherine Clifton
Emily Watson – Breaking the Waves como Bess McNeill

1998: Helen Hunt – As Good as It Gets como Carol Connely
Helena Bonham Carter – The Wings of the Dove como Kate Croy
Julie Christie – Afterglow como Phyllis Mann
Judi Dench – Mrs. Brown como Rainha Vitória do Reino Unido
Kate Winslet – Titanic como Rose DeWitt Bukater

1999: Gwyneth Paltrow – Shakespeare in Love como Viola De Lesseps
Cate Blanchett – Elizabeth como Rainha Elizabeth I da Inglaterra
Fernanda Montenegro – Central do Brasil como Dora
Meryl Streep – One True Thing como Kate Gulden
Emily Watson – Hilary and Jackie como Jacqueline du Pré

Década de 2000
2000: Hilary Swank – Boys Don’t Cry como Brandon Teena
Annette Bening – American Beauty como Carolyn Burnham
Janet McTeer – Tumbleweeds como Mary Jo Walker
Julianne Moore – The End of the Affair como Sarah Miles
Meryl Streep – Music of the Heart como Roberta Guaspari

2001: Julia Roberts – Erin Brockovich como Erin Brockovich
Joan Allen – The Contender como Senadora Laine Hanson
Juliette Binoche – Chocolat como Vianne Rocher
Ellen Burstyn – Requiem for a Dream como Sara Goldfarb
Laura Linney – You Can Count on Me como Sammy Prescott

2002: Halle Berry – Monster’s Ball como Leticia Musgrove
Judi Dench – Iris como Iris Murdoch
Nicole Kidman – Moulin Rouge! como Satine
Sissy Spacek – In the Bedroom como Ruth Fowler
Renée Zellweger – Bridget Jones’s Diary como Bridget Jones

2003: Nicole Kidman – The Hours como Virginia Woolf
Salma Hayek – Frida como Frida Kahlo
Diane Lane – Unfaithful como Connie Summer
Julianne Moore – Far from Heaven como Cathy Whitaker
Renée Zellweger – Chicago como Roxie Hart

2004: Charlize Theron – Monster como Aileen Wuornos
Keisha Castle-Hughes – Whale Rider como Paikea Apirana
Diane Keaton – Something’s Gotta Give como Erika Berry
Samantha Morton – In America como Sarah Sullivan
Naomi Watts – 21 Grams como Cristina Peck

2005: Hilary Swank – Million Dollar Baby como Maggie Fitzgerald
Annette Bening – Being Julia como Julia Lambert
Catalina Sandino Moreno – María Llena Eres de Gracia como María Álvarez
Imelda Staunton – Vera Drake como Vera Drake
Kate Winslet – Eternal Sunshine of the Spotless Mind como Clementine Kruczynski

2006: Reese Witherspoon – Walk the Line como June Carter
Judi Dench – Mrs Henderson Presents como Laura Henderson
Felicity Huffman – Transamerica como Sabrina “Bree” Osbourne
Keira Knightley – Pride & Prejudice como Elizabeth Bennet
Charlize Theron – North Country como Josey Aimes

2007: Helen Mirren – The Queen como Rainha Elizabeth II do Reino Unido
Penélope Cruz – Volver como Raimunda
Judi Dench – Notes on a Scandal como Barbara Covett
Meryl Streep – The Devil Wears Prada como Miranda Priestly
Kate Winslet – Little Children como Sarah Pierce

2008: Marion Cotillard – La Môme como Édith Piaf
Cate Blanchett – Elizabeth: The Golden Age como Rainha Elizabeth I da Inglaterra
Julie Christie – Away from Her como Fiona Anderson
Laura Linney – The Savages como Wendy Savage
Ellen Page – Juno como Juno MacGuff

2009: Kate Winslet – The Reader como Hanna Schmitz
Anne Hathaway – Rachel Getting Married como Kym Buchman
Angelina Jolie – Changeling como Christine Collins
Melissa Leo – Frozen River como Ray Eddy
Meryl Streep – Doubt como Irmã Aloysius Beauvier

Década de 2010
2010: Sandra Bullock – The Blind Side como Leigh Anne Tuohy
Helen Mirren – The Last Station como Sofia Tolstói
Carey Mulligan – An Education como Jenny Mellor
Gabourey Sidibe – Precious: Based on the Novel “Push” by Sapphire como Claireece “Preciosa” Jones
Meryl Streep – Julie & Julia como Julia Child

2011: Natalie Portman – Black Swan como Nina Sayers
Annette Bening – The Kids Are All Right como Nic
Nicole Kidman – Rabbit Hole como Becca Corbett
Jennifer Lawrence – Winter’s Bone como Ree Dolly
Michelle Williams – Blue Valentine como Cindy Heller

2012: Meryl Streep – The Iron Lady como Primeira-Ministra Margaret Thatcher
Glenn Close – Albert Nobbs como Albert Nobbs
Viola Davis – The Help como Aibileen Clark
Rooney Mara – The Girl with the Dragon Tattoo como Lisbeth Salander
Michelle Williams – My Week with Marilyn como Marilyn Monroe

2013: Jessica Chastain – Zero Dark Thirty como Maya
Jennifer Lawrence – Silver Linings Playbook como Tiffany Maxwell
Emmanuelle Riva – Amour como Anne
Quvenzhané Wallis – Beasts of the Southern Wild como Hushpuppy
Naomi Watts – Lo Imposible como Maria Bennett

Oscar 2014 – Elizabeth Taylor – Fotografias

Elizabeth Taylor, – Foto de Cecil Beaton

Elizabeth Rosemond Taylor, nasceu em Londres, em 27 de fevereiro de 1932, e faleceu em Los Angeles, 23 de março de 2011.

Vencedora de dois ‘Oscar’ como melhor atriz nos filmes Butterfield 8, 1961 e Who’s Afraid of Virginia Woolf em 1967, além de ter sido indicada outras vezes ao prêmio da Academia de Cinema de Hollywood

Elizabeth Taylor Fotografia de Cecil Beaton Musas do Cinema Arte Blog do Mesquitaclique na imagem para ampliar

Abraham Lincoln, quem diria, era operador de mensalão

Políticos - Lincoln Gore Vidal Blog do MesquitaQuem diria! O filme Lincoln do premiado Spielberg revela as entranhas do funcionamento do Congresso norte-americano.

O filme mostra como Lincoln comprou votos, por meio de ofertas de cargos a parlamentares do Partido Democrata, oposição, para aprovar a lei da abolição da escravatura nos USA, e garantir sua reeleição. Haverá quem diga que por uma causa tão nobre…

Paciência! Ninguém minimamente informado acredita que a guerra civil acima do Rio Grande foi por causa da abolição da escravatura.

O mais insignificante tijolo de Wall Street sabe que a questão era econômica. O norte estava comprando algodão por um preço muito alto aos fazendeiros do sul.

Alguns historiadores afirmam que presidente americano também teria sofrido uma insidiosa campanha pelo fato de não ter tido uma boa formação e não ser oriundo da classe dominante.

O falso moralismo é o último recurso dos imorais, e a política sempre foi movida a grana.
A história sempre surpreende, e fica provado que nenhuma verdade pode ser escondida do tempo.
José Mesquita – Editor
Ps. Será que alguma publicação da época estampou a foto de Lincoln com o texto de “Chefe de Quadrilha”?


Filme Lincoln faz lembrar compra de votos do mensalão
Por João Ozorio de Melo ¹

Lincoln, o filme produzido e dirigido por Steven Spielberg, terá um sabor especial para os brasileiros. As salas de cinemas do Brasil serão tomadas por uma impressão de déjà vu: a principal trama da história é um esquema de “compra” de votos de parlamentares para aprovar a 13ª Emenda da Constituição dos Estados Unidos, a da abolição da escravatura. O filme, para os críticos de cinema americanos e ingleses, descreve as habilidades políticas de um grande presidente americano. Para uma audiência brasileira, será impossível deixar de sentir um cheiro de “mensalão”.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

O filme se baseou, em parte, na biografia de Lincoln, escrita por Doris Kearns, Time de Rivais: o Gênio Político de Abraham Lincoln (The Political Genius of Abraham Lincoln). Toda a trama se desenrola nos meses finais do primeiro mandato do 16º presidente dos EUA, Abraham Lincoln, então já reeleito para um segundo mandato. A Guerra Civil americana, que se iniciou com o primeiro mandato de Lincoln, se aproxima do fim, com uma evidente vitória da União, abolicionista, sobre os 11 estados antiabolicionistas e, consequentemente, separatistas. A União já sabe que os confederados, praticamente derrotados, estão prontos para se render e assinar o tratado de paz. Essa visão é comemorada pelos políticos da União, que querem o fim imediato da guerra sangrenta e partir para o segundo projeto do governo, o de reintegrar o país.

Porém, a visão de Lincoln é mais ampla do que a de seus aliados. Ele percebe que o fim da guerra também significa o fim de seu projeto político principal, o de abolir a escravatura no país. Ele entende que sua Proclamação da Emancipação dos escravos, assinada em 1863, só é respeitada pelos estados confederados por força da guerra — ou do poder que lhe confere a guerra. Assinado o tratado de paz, os estados contrários ao abolicionismo podem voltar a explorar a escravatura, porque ele não dispõe de nenhum mecanismo jurídico (nem belicoso) para obrigá-los a aceitar a emancipação dos escravos. O único recurso é aprovar a emenda constitucional, antes da declaração do fim da Guerra Civil.

Mas as dificuldades para conseguir a aprovação da emenda são enormes — impossíveis de serem vencidas na opinião de assessores e políticos mais próximos de Lincoln.

São necessários os votos de dois terços dos parlamentares para aprovar o projeto. E, apesar do Partido Republicano de Lincoln, maioria no Congresso, estar praticamente fechado com ele, faltam 20 votos. Enfim, para aprovar a emenda até o final de janeiro de 1865, antes do final da legislatura, é necessário conseguir esses votos dentro da oposição, o Partido Democrata, que é contrário ao abolicionismo.

Para assegurar todos os votos republicanos e conseguir negociar com democratas, Lincoln conta com um poderoso aliado, o fundador do Partido Republicano, Francis Preston Blair. Porém Blair, só tem uma vontade na vida: iniciar negociações de paz com os confederados e por fim à guerra civil. Em troca do indispensável suporte declarado de Blair à emenda da abolição da escravatura, Lincoln o autoriza a iniciar as negociações de paz.

Mas isso traz duas complicações para o projeto de Lincoln: o tempo passa a urgir; e para os republicanos radicais é um contrassenso terminar a guerra sem abolir a escravatura, porque, afinal, um dos principais motivos da guerra foi a abolição da escravatura. Um anúncio do fim da guerra irá anular os esforços para aprovar a emenda.

A saída é aprovar a emenda, de qualquer maneira, antes que uma eminente assinatura de tratado de paz se torne pública. E isso terá de ser feito com a ajuda de democratas que concordem em votar contra a orientação de seu partido. E um plano é arquitetado: negociar a adesão dos lame ducks, parlamentares (no caso, democratas) que estavam em fim de mandato, porque não foram reeleitos. Afinal, eles não precisam se explicar com seus eleitores, porque, de qualquer forma, já foram excluídos da carreira política, por falta de votos nas eleições parlamentares do ano anterior.

Ainda há resistência de políticos mais próximos a Lincoln, que preferiam voltar a submeter a emenda à próxima Legislatura, mas o presidente dá um murro na mesa e anuncia que a emenda vai à votação. Agora é correr contra o relógio.

O secretário de Estado William Seward, o homem que mais compartilha o dia a dia com o presidente, assume o comando da operação. Lincoln e Seward consideram inapropriado oferecer dinheiro, em moeda corrente, aos parlamentares. Decidem oferecer cargos no governo que vai se instalar com a posse de Lincoln para o segundo mandato (o que significaria renda mensal). O secretário contrata três agentes experimentados em lidar com parlamentares, que passam a fazer todos os tipos de manobras para contatar e negociar favores com os parlamentares, em troca de seus votos. Lincoln também contata parlamentares, mas com estratégias racionais, como a de explicar a importância do abolicionismo para os EUA, e emocionais.

O trabalho dos agentes, sob a supervisão do secretário de estado, é uma das partes mais interessantes — e divertidas — do filme, pela criatividade deles e pelas formas que observam e abordam cada parlamentar na mira do suborno. Eles acompanham os debates no Congresso de olho na reação dos parlamentares-alvo, a cada discurso, a cada aplauso ou protesto. Aos poucos, Lincoln, seu secretário de Estado e os agentes vão fazendo a contagem regressiva. “Só faltam 13 votos”…

Finalmente chega o dia da votação, os votos estão razoavelmente contados, mas ninguém sabe exatamente o que esperar de uns poucos indecisos. Não dá para afirmar se a emenda vai passar ou não.

A minutos do início da votação, outro problema. Chega a notícia de que representantes dos confederados estão em Washington para assinar o tratado de paz. Há um rebuliço no Congresso e a maioria decide suspender a votação. Três colaboradores correm até a Casa Branca levando um bilhete com a notícia a Lincoln. O presidente escreve rapidamente uma carta ao Congresso, dizendo: “Eu não sei da presença de confederados em Washington”. Isso é verdade. Ele sabia que os Confederados estavam chegando para o tratado de paz, mas lhes enviou uma ordem, por teletipo, para que ficassem fora da cidade, até que a emenda fosse votada.

Há gritaria, protestos. Mas a votação se inicia, finalmente, com grande ansiedade dentro do Congresso, no gabinete de Lincoln, nos quarteis militares, que acompanham a votação, e nas ruas. Com todo o suspense que Spielberg tem direito, apesar de a história ser conhecida, Lincoln ganha a votação com dois votos a mais do que o necessário — um dos quais de um deputado que declarou pessoalmente a Lincoln que jamais votaria a favor do abolicionismo.

O filme termina com o discurso de posse de Lincoln para o seu segundo mandato.

¹ João Ozorio de Melo é correspondente da revista Consultor Jurídico nos Estados Unidos.

Cinema: A deformação estrutural da imprensa

Câmera Voigtländer 1841

Crítico de cinema também é jornalista? As avaliações, resenhas e coberturas da cerimônia do Oscar revelam algo surpreendente: a grande maioria dos que escrevem sobre cinema não se sentem jornalistas, não reagem como jornalistas e, obviamente, não foram tocados pela maravilhosa alegoria contida no premiado O artista – uma celebração da perenidade da arte quando desafiada por novas tecnologias.

Jornalismo também é arte; o que vale para o cinema, vale também para a imprensa.

O uso de venerandas linguagens abandonadas há oitenta anos foi um recurso para tornar mais contundente a motivação inovadora. A nostalgia pode ser revolucionária, essa é exatamente a mensagem do filme. Pelo menos para este observador. Seus autores pretendiam algo mais do que a história de um astro do cinema mudo que não se ajusta aos talkies.

Não se trata de um drama particular dentro de um ofício – neste caso o título seria O Ator.

A ideia era transcender a crise produzida pela introdução do som no cinema e gerar uma provocação válida para qualquer gênero artístico quando ultrapassado pelo progresso tecnológico.

Charlie Chaplin também não se adaptou àqueles tempos ditos modernos e produziu um hilariante e perturbador questionamento sobre a imposição da modernidade.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

O artista é uma convocação a todos os artistas, inclusive àqueles que não se reconhecem como tal, para servir-se da tecnologia sem convertê-la em divindade inquestionável.

Os convocados são os músicos, poetas, fotógrafos, pintores, escultores, atores, escritores e naturalmente jornalistas. É uma metáfora sobre o desafio que artes e artistas enfrentam há milênios quando a sua forma de expressão é repentinamente ameaçada ou transformada por fatores exógenos.

Película humanista

Como aqui já foi dito (ver “Dois filmes sobre filmes – A metáfora é o jornalismo”), O artista é um exercício generalizado de autoestima e devoção artística. Tal foi o empenho em sua realização que poucos escapam dos efeitos deste gostoso gostar coletivo.

O cinema é a matriz e ponto culminante do show business. Não se ilude e não ilude: é negócio, visa lucros, lucros fabulosos, e não obstante tem funcionando como um fabuloso gerador de emoções, prazeres e também ideias.

Hollywood entrou na Segunda Guerra Mundial muito antes da Casa Branca.

A crise financeira de 2008 já produziu no cinema importantes representações (ficcionais e/ou documentais) que a mídia noticiosa sequer tenta emular, atropelada pela velocidade e pela fragmentação que ela própria gerou.

A grande verdade é que a imprensa não se estima porque não se encontrou. Não se reconhece. Suas insuficiências tornam-se cada vez mais visíveis – e não apenas para os críticos de mídia.

O que era uma crise de identidade transforma-se aos poucos em deformação estrutural. Hoje, o padrão de excelência em jornalismo já não se mede pela escrita, pela coragem moral ou pela ousadia intelectual, mas pela versatilidade em usar novas tecnologias.

O artista é renascentista. Ou, se quisermos, humanista. Faz bem porque soma, incorpora o passado com suavidade e abre um sorriso para o futuro.
Alberto Dines/Observatório da Imprensa

James Cameron, Avatar e para que serve a celebridade?

por Joaquim Falcão/blog do Noblat

James Cameron é uma celebridade. Ganhou o Oscar de melhor diretor com o filme Avatar. Como celebridade veio ao Brasil. Não veio filmar. Foi ao Amazonas. Veio protestar contra a hidroelétrica de Belo Monte.

Mobilizou a mídia nacional e internacional. A cada relato contra a construção da hidroelétrica, murmurava “Washington precisa saber disto. Vou avisar a Washington”, conforme relato de pessoas que estavam lá.

James Cameron não é especialista em ecologia, hidroelétricas ou mesmo Amazônia. Sua especialidade é filmes de Hollywood. Nem mesmo é ativista político e ecologista. Nada em sua biografia revela anterior engajamento. Na sua biografia no Google e no Wikipédia nada consta.

Como não consta nenhuma sugestão ou protesto sobre o fato de o governo americano não ter assinado o protocolo de Kyoto. Nem se pronuncia sobre o maior desastre econológico mundial, o vazamento provocado pela explosão da plataforma americana de perfuração no Golfo do México.

Sua vinda ao Brasil tem, no entanto objetivo claro: gastar o seu capital midiático como celebridade contra Belo Monte. Não se trata de analisar agora se Belo Monte deve ou não ser construída.

O que chamou atenção foi o uso instrumental do capital midiático que conquistou com o Oscar.

Até que ponto este uso instrumental é legítimo? Até que ponto a opinião de uma celebridade deve ser respeitada? Para que serve a celebridade?

Em português existem as palavras célebre e celebridade. Em inglês não. Inexiste célebre. Existe ou “famous”, famoso, ou “celebrity”, celebridade.

Trata-se, portanto de palavra da cultura americana. Tem pelo menos dois elementos estruturadores. Primeiro, a história da pessoa que justifica a celebridade pelo desempenho que teve.

Fez algo que outros não fariam. Sócrates na filosofia, Pelé no futebol e Alfred Hitchcock no cinema são célebres pela consistência e ineditismo de seus desempenhos. Este desempenho confere a celebridade uma certa autoridade. Impõe respeito.

O segundo elemento do conceito de celebridade é a divulgação, a difusão, deste desempenho, o que o faz granjear a atenção da opinião pública. Impõe atenção.

Sem presença e repercussão na mídia inexiste celebridade. Todos querem ser e são celebridades em potencial. São tantas e tão efêmeras que celebridade passou a ser hoje em dia uma commodity.

Celebridades positivas ou negativas. Com conteúdo, ou sem. Com história, ou sem.

Quando Zico mobiliza a juventude, e cria escolinhas de futebol, Zico une a celebridade que decorre de sua história e impõe respeito e atenção.

Quando Kennedy usou de seus discursos, de sua estética, de sua família, para defender valores democráticos que considerava básicos, por sua história pessoal impunha respeito e atenção.

Quando Madonna fala sobre transgressões e sensualidade na interpretação musical, impõe também respeito e atenção.

Sabem do que estão falando. Mas quando Madonna vai a um restaurante, seu elogio pouco me diz da excelência do cozinheiro. Impõe somente atenção.

A pergunta para que serve a celebridade, tem portanto duas respostas. Por um lado, a celebridade serve para dar um cunho de autoridade com base na experiência a uma determinada opinião. Impõe respeito. Por outro, serve para pautar a mídia, influenciar e mobilizar a opinião pública em volta desta mesma opinião. Impõe atenção.

Quando estes dois elementos estão juntos, temos um uso legítimo da celebridade.

Quando só existe o segundo temos um uso se não ilegítimo pelo menos perigoso ou apenas propagandístico da celebridade.

Ninguém pode retirar de James Cameron o legítimo direito de usar-se, celebridade que é, como bem aprouver. É um direito de cidadania global.

Muito menos em defesa de causas ecológicas, hoje um dever da sobrevivência de todos. Mas é preciso distinguir entre pautar a mídia, chamar a atenção a uma causa que considera justa, e o respeito que pode esperar de suas opiniões.

Cameron defendeu que os destinos da Amazônia não são de responsabilidade do Brasil. Mas de todo o mundo. Mais ainda, ontem mesmo na CNN, se declarou um ecologista apenas pós-Avatar, e defendeu que o Brasil deveria substituir Belo Monte, por projetos de energia eólica ou solar… Como também ninguém pode retirar-lhe o direito de ir se queixar a Washington sobre Belo Monte.

Mas não custa lembrar que a matriz energética do Brasil não dispensa e recomenda o uso de hidroelétricas. Que o Brasil é um país soberano. Aliás, o primeiro dever de casa para sua boa causa seria ler o clássico artigo de Cristóvão Buarque sobre a internacionalização da Amazônia (http://www.portalbrasil.net/reportagem_amazonia.htm).

O uso vazio da celebridade às vezes acaba se voltando contra a própria celebridade e a causa que defende. Desinforma em vez de ajudar a informar a opinião pública. Revela que não detém o conhecimento mínimo para propor o que propõe. Ilegítima a si mesmo.

A opinião pública não se move por atos de fé em celebridades. Há limites. Como dizia o jurista e diplomata brasileiro Gilberto Amado: Querer ser mais do que se é, é ser menos.

Outro dia um apresentador de televisão no auditório lotado de audiência magnífica, perguntou a jovem artista de novelas da Globo, o que achava de determinado assunto. Assunto complexo e que nada tinha a ver com sua arte de representar.

Contrariando a tentação das celebridades em tudo opinarem, ela respondeu: “Eu sou apenas uma artista. Minha opinião sobre este assunto não deve ter importância maior”. Rara sensatez..