Eleições 2014: oposição burra entrega bandeira para Dilma Rousseff

Leio:

“Dilma começa, amanhã, a ouvir a sociedade. Presidente quer transformar em ações concretas, já nesta segunda-feira, seu pronunciamento feito em rede nacional, cuja frase mais importante foi ‘estou ouvindo vocês e não vou transigir com a violência’.

Antolhos Blog do Mesquita

Oposição incompetente. Imóvel, de visão estreita e maniqueísta deu de bandeja uma bandeira para Dona Dilma para 2014.

Só D.Dilma se mexeu e vai empalmar as articulações sobre as reivindicações oriundas das manifestações. Chama-se inversão de expectativas. Quem deveria estar na linha de frente para dar paternidade às manifestações seriam os partidos de oposição. Mas esperar o que desses paleolíticos que fazem política com o fígado?


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Dilma Rousseff diz que não discrimina oposição

Que oposição? Que bicho é esse? Com Tucanos e Demos votando no Calheiros? Há, há, há.
As oposições no Brasil optaram pela liberdade política servil!

Oposição Dilma Rousseff Blog do MesquitaIlustração – es.paperblog.com

Desse jeito a “tchurma” da estrela vai ficar no poder até que Diógenes não tenha mais lume no lampião.

O Gustavo Fruet e Eduardo Paes, tucanos d’antes dos mais emplumados, eram os mais incisivos acusadores do PT na CPI dos correios.

Ou era um filme de ficção o que eu assistia?

Eles hoje são Dilma Futebol Clube desde criancinhas. Já passaram o Zé, na seara dos capachos.


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Petrobras, os opositores e Hobbes

Entre as coisas que abomino está a parcialidade.

Entre essas, a ideológica, que para mim é sintoma de desonestidade intelectual.

A oposição, e os que abominam o governo atual, não se manifestam quanto a cada vez maior intervenção do Estado na gestão da Petrobras, caminho certo para o desastre.

Entre os males que o governo faz à Petrobras está a manutenção artificial do preço dos combustíveis – política muito mais eleitoreira que econômica.

Mas, como todos, oposição inclusive, se beneficiam desse “precinho camarada”, não leio, nem ouço qualquer manifestação contra esse Estado “Hobbesniano”, se me permitem o neologismo.

À frente, veremos o resultado disso.


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Eleições: sempre que está perdendo a oposição ameaça com período de trevas

A polarização da disputa política nas eleições para presidente do Brasil permite que se vislumbrem dois cenários. Ambos perigosos para a oxigenação, tão essencial, à democracia. Em uma possível vitória de Dilma Rousseff, o PT irá mais e mais estabelecendo uma perigosa hegemonia, estendendo seus (dele) tentáculos com voraz apetite sobre o Estado brasileiro.

Temo, nesse caso, que não haverá mais uma oposição que possas expressar algum vigor. Há exemplo do que aconteceu no governo Lula, essa oposição trafegará entre a ira santa de meia dúzia de indignados e o tráfego de interesses acomodados em um disfarçado governismo aproveitador.

Caso o vencedor seja José Serra, já se sabe que tipo de iracunda, irracional e destrutiva oposição petista o tucano terá que enfrentar.
O Editor


Quando a oposição perde, apita: PRIiiiiii!

O perigo da mexicanização está na transformação do Nosso Guia em “El Jefe Máximo” do Lulato

QUANDO A OPOSIÇÃO brasileira é devastada pelo resultado eleitoral, alguém apita: “PRIiii!”. É um grito de advertência contra o perigo da instalação de um regime de partido único (de fato) no Brasil. Algo parecido com a coligação de políticos, burocratas, sindicalistas e cleptocratas que governou o México de 1926 a 2000, boa parte do tempo sob a sigla do Partido da Revolução Institucionalizada.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

O apito de PRI costumava soar depois da eleição. Agora ele veio antes, com um inoportuno componente de derrotismo. Ele soou em 1970, quando a popularidade do general Médici e os camburões da polícia esmagaram o MDB. A oposição ficou com 87 das 310 cadeiras da Câmara, perdendo até o terço necessário para requerer uma CPI. O governo elegeu 42 senadores, perdendo apenas no Rio de Janeiro e na antiga Guanabara. Era o PRI.

Quatro anos depois, o MDB elegeu os senadores em 16 dos 22 estados. Não se falou mais em PRI.

Em 1986, cavalgando o Plano Cruzado, o PMDB de José Sarney elegeu 22 governadores, 36 senadores e a maioria dos deputados. Novamente: PRI! Três anos depois Fernando Collor de Mello elegeu-se presidente da República e, desde então, o apito calou-se, para voltar a ser ouvido agora.

Falar em PRI no Brasil quando o PSDB caminha para completar 20 anos consecutivos de poder em São Paulo é, no mínimo, uma trapaça. Sabendo-se que o PT conformou-se com uma posição subsidiária nas eleições para governadores, o espantalho torna-se risível.

É nessa hora que se deve olhar para o espantalho. Ele não é o que quer o tucanato abichornado, mas o paralelo histórico tem algo a informar. O PRI surgiu depois de uma revolução durante a qual mataram-se três presidentes e desterraram-se outros dois.

Seu criador não foi Emiliano Zapata, muitos menos Pancho Villa (ambos passados nas armas), mas um general amigo dos sindicatos e dos movimentos sociais. Chamava-se Plutarco Elias Calles, assumiu em 1924, saiu em 28 e governou até 1935 por meio de prepostos, fazendo-se chamar de “Jefe Máximo”. Esse período da história mexicana é conhecido como “Maximato”. A boa notícia para quem flerta com um Lulato é que Calles parece-se com Nosso Guia na política voltada para o andar de baixo e até mesmo fisionomicamente, sem barba.

A má notícia vai para a turma do mensalão. Um dia “El Jefe Máximo” teve uma ideia e decidiu entregar o poder ao companheiro de armas Lázaro Cárdenas. Encurtando a história, Cárdenas dobrou à esquerda, exilou meia dúzia de larápios do “Maximato”, inclusive um ex-presidente e, em 1936, despachou o próprio Calles, que ralou cinco anos de exílio.

O que está aí para todo mundo ver é o Lulato, com Nosso Guia pedindo votos para sua candidata e uma grande parte do eleitorado, consciente e satisfeita, dizendo que atenderá com muito gosto ao seu pedido. Um país com a sofisticação econômica do Brasil, com a qualidade da sua burocracia e com o vigor de suas instituições democráticas não cai nas mãos de um PRI qualquer.

Apitando-se, faz-se barulho, e só. O problema da oposição brasileira, com sua vertente demófoba, chama-se Lula, “El Jefe Máximo”, que o embaixador Celso Amorim chamou de Nosso Guia e Dilma Rousseff qualificou como o “grande mestre, ele nos ensinou o caminho”.

Elio Gaspari/O Globo