Construtora responsável por viaduto que desabou, matando dois, já fez doações para vários partidos 

Ratos de colarinho branco políticos Congresso nacional Blog do MesquitaA construtora Cowan S.A., responsável pela obra do viaduto em Belo Horizonte que desabou na quinta-feira (3) matando duas pessoas, é alvo de muitas polêmicas e denúncias.

A primeira veio à tona em 2012, dando conta de que a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) assinou o contrato para a obra antes mesmo que o Consórcio Integração, que na época era formado pelas empresas Delta e Cowan, existisse de fato.

Na ocasião, as construtoras não se pronunciaram.

Em abril 2012, o Ministério Público (MP) de Minas Gerais instaurou inquérito para investigar o contrato.

Em fevereiro de 2012, dois dias após a Polícia Federal prender o bicheiro Carlinhos Cachoeira na operação Monte Carlo, a prefeitura de Belo Horizonte emitiu nota de empenho para pagar a Delta separadamente de sua parceira nas obras do BRT/Move na avenida Pedro I.

A manobra foi realizada para evitar que um eventual bloqueio das contas da Delta prejudicasse a Cowan.

Em julho de 2012, a Delta, que era  investigada pela CPI do Cachoeira por ter supostamente recebido recursos públicos intermediados pelo contraventor, deixou oficialmente o consórcio, que passou a ser comandado apenas pela Cowan.

Na época foi descoberto, por meio de um relatório elaborado pelo Tribunal de Contas do Estado, que havia sobrepreço de até 350% em alguns produtos ligados à obra.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Desabamento deixou duas pessoas mortas
A Cowan divulgou nota oficial em que lamenta “profundamente o ocorrido com o viaduto sobre a Avenida Pedro I”. “Neste momento, a prioridade é o apoio às vitimas e aos familiares. A empresa informa que já enviou ao local a equipe técnica para iniciar as investigações”, diz a nota.

A tragédia não isenta de responsabilidade a construtora Cowan, que também financia campanhas políticas. Em 2012, a empresa desembolsou R$ 2.826.264,29 para os partidos. No dia 28 de setembro de 2012, segundo o TSE, a Cowan fez uma doação de R$ 500 mil ao PCdoB; no dia 20 de setembro, R$ 1 milhão para o PMDB; no dia 4 de outubro, R$ 500 mil para o PMDB; no dia 25 de outubro, R$ 326.264 para o PMDB; e no dia 28 de setembro, R$ 500 mil para o PSDB. 

O contrato assinado originalmente tem o valor de R$ 170, 999 milhões. A Cowan, fundada em 1958 em Montes Claros (MG), é conhecida por ter mais de 80% de seus negócios fechados com o Governo, mantendo ainda obras em rodovias, barragens, usinas hidrelétricas, aeroportos, saneamento, transporte urbano, mineração, além de exploração e produção de petróleo e gás.

Em Belo Horizonte a Cowan executa obras na Linha Verde (liga o centro de BH até o Aeroporto de Confins), duplicações da BR-040 (feitas pelo DNIT antes do leilão), e Gasoduto do Vale do Aço, ampliação do Aeroporto de Confins (pistas de pouso e decolagem) e do metrô do Rio de Janeiro.

Homens do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais resgataram na madrugada desta sexta-feira (4) o corpo de um rapaz de 25 anos, vítima do desabamento de um viaduto em Belo Horizonte. Charlys Frederico Moreira do Nascimento dirigia um Fiat Uno de cor cinza e foi encontrado dentro do veículo.

A corporação confirmou também a morte de Hanna Cristina Santos, de 24 anos, que dirigia um micro-ônibus no momento do acidente. Segundo os bombeiros, o número de pessoas feridas no desabamento do viaduto permanece em 22, sendo três operários. Três vítimas já foram liberadas e as demais continuam hospitalizadas.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, as equipes permanecem no local do acidente, na Avenida Pedro I, na altura do bairro São João Batista, região de Venda Nova, para fazer ações preventivas e de isolamento. Não há previsão de encerramento dos trabalhos.

O empreendimento total incluía ainda a instalação de um sistema expresso de ônibus (BRT), instalação de passarelas e alargamento de rodovia. Com esse acidente, os supersticiosos já temem a semifinal da Copa na capital mineira.

O complexo tinha início previsto para setembro de 2011 e conclusão prevista para janeiro do ano passado. O empreendimento faz parte da matriz de responsabilidade da Copa, que definiu o complexo viário como obra da prefeitura de Belo Horizonte.
Jornal do Brasil

Cachoeira é intimado a depor em processo contra governador de Goiás

Empresário e mais seis pessoas devem participar de audiência, em Goiânia.

Marconi Perillo é investigado por suposta ligação com contraventor.

O bicheiro Carlinhos Cachoeira durante sessão da CPI do Congresso que investiga relações do contraventor com políticos  (Foto: Globonews/Reprodução)
Carlinhos Cachoeira durante sessão da CPI do
Congresso Nacional (Foto: Globonews/Reprodução)

O contraventor Carlos Augusto Ramos, oCarlinhos Cachoeira, foi intimado a depor por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que acatou o pedido do procurador-geral da República, Roberto Gurgel. O empresário será testemunha no inquérito que investiga suposta relação entre ele e o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB).

O gabinete do ministro responsável pelo inquérito, Humberto Martins, confirmou aoG1 que ele expediu uma carta de ordem para que a Justiça de Goiás ouça o contraventor e outras seis pessoas envolvidas no esquema deflagrado pela Operação Monte Carlo. A audiência, que será comanda pelo juiz federal Alderico Rocha Santos, está marcada para a próxima quarta-feira (17), às 14h20, em Goiânia.

Governadores têm foro privilegiado e só podem ser investigados e julgados pelo STJ. Essa é a primeira vez que Cachoeira é intimado a depor em um processo que averigua a suposta relação dele com uma autoridade detentora de privilégios. Roberto Gurgel entendeu que o procedimento referente a Marconi Perilloprecisa de novas diligências, entre elas o depoimento dessas pessoas intimadas. O inquérito investiga suposta corrupção passiva.

Além de Carlinhos Cachoeira, foram intimados a comparecer à audiência o ex-diretor da Delta Construções Cláudio Abreu; o ex-vereador de Goiânia Wladimir Garcêz (PSDB); o ex-presidente do Detran Edivaldo Cardoso; e mais três pessoas envolvidas na venda de uma casa do governador num condomínio fechado de luxo da capital. A comercialização do imóvel deve ser um dos pontos principais da diligência.

A defesa de Marconi Perillo foi intimada sobre a realização da audiência. O advogado do governador de Goiás, Antônio Carlos de Almeida Castro, afirmou ao G1 que comparecerá à diligência, mas o seu cliente não deve ir, até porque não é obrigado a se apresentar ao juiz.

marconi perillo (Foto: globonews)
Governador de Goiás Marconi Perillo
(Foto: Reprodução/Globonews)

“Estamos muito tranquilos quanto ao inquérito. No que diz respeito ao governador não há nada que se preocupar”, ressaltou. O advogado afirmou ainda que essa audiência é um desdobramento do fato do próprio Marconi Perillo ter pedido a abertura de um inquérito. “É um procedimento normal”, declarou.

G1 tenta contato com os advogados de todos os outros envolvidos, mas nenhum atendeu às ligações.

Cachoeira e as outras seis testemunhas são obrigados a comparecer à audiência. Se não justificarem uma possível falta, o juiz responsável pelos depoimentos pode determinar a condução coercitiva dos sete à 5ª Vara Federal em Goiânia, onde serão ouvidos. Alderico Rocha Santos, que comandará a audiência, condenou Carlinhos Cachoeira a 39 anos e 8 meses de prisão devido ao crimes denunciados pela Operação Monte Carlo. O contraventor ganhou o direito de recorrer da setença em liberdade.

O procurador-geral da República, após concluir as investigações, decidirá se oferece ou não denúncia contra Marconi Perillo. Caso o Superior Tribunal de Justiça aceite uma eventual denúncia, o inquérito é convertido em ação penal e o governador passa à condição de réu.

Venda de casa
Interceptações telefônicas apontam que o verdadeiro comprador do imóvel que pertencia a Marconi Perillo foi Cachoeira e, para isso, ele teria usado laranjas na transação. No entanto, quatro versões sobre a venda da casa foram apresentadas na CPI mista instalada no Congresso Nacional, no ano passado.

Casa que pertenceu a Marconi Perillo, em Goiânia (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Casa que pertenceu a Marconi Perillo, em Goiânia
(Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Uma delas foi a contada pelo delegado Matheus Mella, da Polícia Federal, que coordenou a Operação Monte Carlo. Ele afirmou que a residência foi comprada por um sobrinho de Carlinhos Cachoeira. O governador Marconi Perillo teria recebido R$ 1,4 milhão em três cheques.

Na versão de Perillo, quem intermediou a venda foi o ex-vereador de Goiânia Wladimir Garcez, mas a escritura saiu em nome do empresário Walter Paulo Santiago. O governador confirmou que recebeu R$ 1,4 milhão em três cheques.

Já Garcez declarou que comprou a casa para si e que pediu dinheiro emprestado a Cachoeira e a Cláudio Abreu, ex-diretor da empresa Delta. Depois, segundo ele, percebeu que não possuía dinheiro suficiente para pagar a dívida e revendeu o imóvel a Walter Paulo Santiago.

Em depoimento à CPI, Walter Paulo afirmou que pagou em dinheiro pela casa para Wladimir Garcez e Lúcio Fiúza, ex-assessor do Perillo. O empresário declarou que, depois de comprar o imóvel, emprestou a residência a Garcez, que, por sua vez, a emprestou a uma amiga, Andressa Mendonça, mulher de Cachoeira.
Paula ResendeDo G1 GO

Tópicos do dia – 14/08/2012

09:26:47
Julgamento do Mensalão: “Se fosse o Collor, estaria preso, mas no Lula não pega”.

Um abatido Roberto Jefferson, em seu apartamento, na Barra da Tijuca, fez esse comentário no momento em que seu advogado no caso do mensalão, Luiz Francisco Barbosa, disse que o ex-presidente Lula deveria estar entre os réus.
Apesar da aparente contradição entre a versão que sustentou durante sete anos – a de que Lula era inocente –, Jefferson mantém o discurso de que, em sua opinião, o petista não tinha conhecimento do mensalão.

12:17:44
Não escapa ninguém: Declarada inidônea empresa ligada ao PSDB

Em razão de “ações ilícitas”, a empresa Diana Paoluci S/A foi declarada inidônea pelos Correios e Telégrafos e proibida de participar de novas licitações na estatal. Essa e outras duas, Mercosul Comercial e Capricónio, controlam o milionário negócio de fornecimento de uniformes escolares ao governo paulista, que lhes rendeu mais de R$ 200 milhões, com evidências de superturamento, quando era secretário de Educação Alexandre Schneider, o “vice problema” de José Serra.

Máfia da Mooca
As empresas que monopolizam o fornecimento de uniformes ao governo são conhecidas no mercado como a “máfia da Mooca”.

Investigação
Reportagem de Claudio Dantas Sequeira, para a revista IstoÉ desta semana, revela que a Policia Federal investiga a Máfia da Mooca”.

Gastos elevados
Segundo as investigações, só um contrato com aval de Alexandre Schneider pode ter custado R$ 33,5 milhões a mais ao Estado.

Doações eleitorais
Consulta ao TSE revelou que sócios de empresas da “Máfia da Mooca” fizeram doações expressivas em dinheiro ao PSDB nacional.
coluna Claudio Humberto

15:39:53
Marconi Perillo: STJ autoriza diligências contra o governador de Goiás.

O ministro Humberto Martins, do Superior Tribunal de Justiça, autorizou diligências do inquérito para apurar as relações do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), com o empresário Carlinhos Cachoeira. A decisão de Martins atende a solicitação do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, baseando-se em gravações telefônicas feitas durante a Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, que investigou Cachoeira e esbarrou em suas relações com políticos. Perillo alega que ele pediu a investigação da Procuradoria e reafirma não ter relações com Cachoeira.

16:15:12
Lula mensalão e miragens.

Então fica acertado assim:
As pirâmides do Egito são uma miragem, o homem na Lua é truque que a Nasa encomendou a Hollywood, e o Lula não fazia a menor ideia que existia o mensalão.


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Tópicos do dia – 30/07/2012

11:02:39
Educação: Indianos e leitura

Não chega a ser um consolo, mas serve como alerta e ajuda a controlar um pouco a paranóia de muitos diante da internet: a maior parte dos golpes praticados com identidades falsas, seja o talão de cheques, o cartão de crédito ou o RG de terceiros, ocorre com o computador desligado.
Familiares, amigos, empregados e companheiros de trabalho podem ser mais perigosos e causar mais prejuízos aos nossos bolsos do que a internet, mesmo com a quantidade absurda de iscas e armadilhas existentes no mundo virtual.
Quem duvida basta dar uma olhada no Identity Fraud Survey Report, produzido pela Javelin Strategy Research.
O documento completo tem 150 páginas, está disponível em www.javelinstrategy.com e está sendo oferecido a bancos, empresas de crédito e shoppings eletrônicos por US$ 2.500.

16:43:55
PF detém a senhora Cachoeira para depoimento após tentativa de subornar o juiz da Monte Carlo

Na semana passada, ao inquirir Carlinhos Cachoeira, o juiz Alderico Rocha Santos perguntou se era casado ou solteiro. Voltando-se para Andressa Mendonça, a lindinha que o chama de “meu amor”, o réu prometeu-lhe casamento. “É só o Ministério Público me liberar. No primeiro dia, tá?” Ali, sob refletores, Andressa brindou a audiência com um “também te amo”.

Longe dos holofotes, Andressa trocava a meiguice pelo jogo bruto. Antes do matrimônio, preocupava-se com o patrimônio. Para tentar livrar o companheiro da encrenca que conspurca os negócios, a senhora Cachoeira teve uma conversa atravessada com o magistrado Alderico Santos.

Lero vai, lero vem o juiz da Monte Carlo entendeu que Andressa tentava suborná-lo para que aliviasse a situação de Carlinhos Cachoeira. Pior: a companheira do bicheiro insinuou que a quadrilha dispunha de um dossiê contra o juiz. Disse que a peça iria às manchetes. E ofereceu-se para bloquear a publicação em troca de uma sentença que inocentasse Cachoeira, devolvendo-o ao meio-fio.

O doutor informou ao Ministério Público sobre o ocorrido. Juntou imagens da entrada e saída de Andressa no prédio da Justiça Federal, em Goiânia. Nesta segunda-feira (30), cinco agentes da Polícia Federal bateram à porta de madame. Estavam munidos de dois mandados judiciais. Detiveram-na para prestar depoimento e varejaram-lhe o domicílio. Levaram computadores, tablets e papéis.

O inquérito que levou Cachoeira à cadeia revelara que o bicheiro prosperou na indústria da jogatina ilegal comprando a conivência de autoridades. A bela apenas tentou mimetizar a fera. Às vezes dá certo. Noutras ocasiões dá bolo. De simples bibelô do escândalo, Andressa passou à condição de protagonista de um inquérito. Foi proibida de manter contatos com os investigados da Monte Carlo, entre eles o ‘amado’ Cachoeira. Para não ir em cana, madame terá de pagar fiança de R$ 100 mil. Nesse ritmo, o Brasil corre enorme risco de tornar-se um país sério.
blog Josias de Souza 


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Tópicos do dia – 16/07/2012

11:26:31
CPI do Cachoeira: Por que a Globo retaliou Fernando Collor via Rosane Collor

12:11:47
Eleições 2012.

“Preparem-se. Podem armazenar otimismo para vencerem a carga de pessimismo.
Oposição ou governo não têm projetos, são apenas golpistas da esperança.”
Hélio Fernandes

15:05:09
Rosane, ex-Collor, a literata do agreste: me engana que eu gosto.

Resumo patético da opereta bufa:
Também mamei nas tetas da República. Agora, 20 anos depois, não podendo sobreviver com pensão ‘merreca’ de R$18.000, vou entregar as maracutaias daquilo. Mesmo que ele fique roxo.
Ps. É provável, até mais que provável, que o livro da nova concorrente de Sarney e Paulo Coelho faça “plim,plim.

18:06:23
Demóstenes Torres, o falso paladino da moral, vai continuar recebendo R$40Mil/mês do do nosso sofrido dinheirinho.

Nada vai acontecer a Demóstenes, que continuará ganhando quase R$ 40 mil mensais.
Não tem maior importância a decisão da Corregedoria-geral do Ministério Público do Estado de Goiás, que instaurou um procedimento disciplinar contra o procurador de Justiça Demóstenes Torres.
Em nota, a corregedoria afirma que o objetivo é “apurar eventual infringência de dever funcional”, com base nas informações divulgadas a partir da Operação Monte Carlo. Diz ainda que a apuração tem caráter sigiloso, e o órgão já solicitou documentos ao Senado Federal e à Procuradoria-Geral da República.

Na quarta-feira, logo após a cassação de Demóstenes por quebra de decoro parlamentar no Senado, a corregedoria do MP-GO havia informado que aguardava o retorno do procurador às suas funções para “adotar as providências pertinentes para instauração de procedimento disciplinar para apuração de eventual falta funcional”.
A sala destinada a ele na 27ª Procuradoria de Justiça está pronta, com dois auxiliares à disposição. Mas nenhum processo foi distribuído para a procuradoria da qual Demóstenes é titular. O senador cassado retornou ao MP goiano na quinta-feira (12), mas pediu licença do cargo por cinco dias.

Mas nada vai acontecer a ele. Continuará atuando como procurador, ganhando R$ 24 mil por mês, além da aposentadoria precoce como senador, por ter cumprido mais de oito anos de mandato. Somando as duas fontes de renda, Demóstenes chega a quase R$ 40 mil. Nada mal.
Carlos Newton/Tribuna da Imprensa


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Tópicos do dia – 09/07/2012

09:22:51
Ministra do STF nega pedido para suspender processo de Demóstenes.

Defesa do senador tentou barrar investigação do Senado até que Justiça se posicione sobre legalidade das provas; para Carmen Lúcia, no entanto, assunto cabe ao Legislativo.
A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Carmen Lúcia negou nesta sexta-feira, 15, o pedido de liminar feito pelo senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) para que seu processo no Conselho de Ética fosse suspenso. Demóstenes queria que o Conselho de Ética aguardasse o julgamento da Justiça Federal da validade das escutas telefônicas que embasam as investigações da Polícia Federal e do Ministério Público na Operação Monte Carlo.
No entendimento da defesa, domente depois de saber se as provas são legais, o Conselho daria seguimento ao processo de cassação de Demóstenes por quebra de decoro parlamentar, por suas ligações com o contraventor Carlinhos Cachoeira, cuja atuação está sendo investigada também em comissão mista parlamentar de inquérito.

Conforme a assessoria do STF, a ministra afirma na decisão, ainda não liberada, que esse é um assunto interno do Legislativo e que não caberia ao tribunal interferir.

A defesa sustenta que o senador não teve o direito de produzir provas técnicas relacionadas às gravações de conversas telefônicas. Segundo os advogados, houve cerceamento de defesa.

09:40:20
Mensalão: Roberto Jefferson diz que julgamento será jurídico.

Jefferson diz que, pelo que ouviu dos políticos, o julgamento do mensalão será ‘jurídico’.
O presidente nacional do PTB e pivô das denúncias do escândalo de compra de votos de parlamentares, conhecido como mensalão, o ex-deputado federal Roberto Jefferson afirmou à Agência Estado que “está na hora de se julgar o caso e de virar essa página da história”, numa referência ao início do julgamento do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), previsto para começar no dia 2 de agosto.

Fumando um charuto no bar de um hotel de luxo na capital paulista, o ex-deputado disse estar sereno com o processo e pediu que os ministros do STF “não se contaminem pelo sentimento político” criado pela aproximação do término do processo na justiça. O presidente do PTB disse que pelo que ouviu dos políticos, o julgamento será jurídico.

Jefferson estava no mesmo hotel onde o ministro da Fazenda, Guido Mantega, reuniu-se com empresários na tarde de sexta-feira, na capital paulista, mas disse que não conversou com o ministro.

Sobre as eleições de São Paulo, Jefferson comemorou a aliança de seu partido com o PRB, do deputado Celso Russomanno, com a indicação de seu correligionário, o presidente licenciado da OAB-SP, Luiz Flávio Borges D”Urso. “A aliança é boa, pois criou-se uma alternativa à dicotomia de ou PSDB ou ou PT”, disse. “Chega dessa polarização que afeta o Brasil”, concluiu o deputado, que diz seguir fazendo viagens políticas pelo Brasil.
Gustavo Porto e Francisco Carlos de Assis/Ag. Estado

11:37:07
Serra e PSDB são multados em R$ 100 mil por propaganda eleitoral antecipada

O candidato tucano à prefeitura de São Paulo, José Serra, e seu partido, o PSDB, foram multados em R$ 50 mil cada por propaganda antecipada. A decisão da juíza eleitoral Carla Themis Lagrotta Germano, da 1ª Zona paulistana, foi anunciada na sexta-feira, e refere-se a denúncias feitas pelo PMDB e pelo PT contra a propaganda partidária da legenda do ex-governador. Na produção, há convite aos filiados tucanos para que compareçam à convenção que homologou o nome de Serra como candidato tucano. A multa foi de R$ 50 mil por ser a terceira vez em que Serra e o PSDB são denunciados por propaganda antecipada na mesma circunstância, do programa partidário — as duas anteriores denunciadas em junho.
Coluna Claudio Humberto

12:41:49
Advogado diz que goleiro Bruno e Macarrão tiveram relacionamento homossexual.

O advogado Rui Pimenta, defensor do goleiro Bruno Souza, afirmou que seu cliente e Luiz Henrique Romão, o Macarrão, tiveram um relacionamento homossexual e uma carta supostamente escrita pelo goleiro e endereçada ao amigo seria, na verdade, uma forma de colocar um ponto final no relacionamento entre os dois. Ambos estão presos acusados pela morte de Eliza Samudio, ex-amante de Bruno, e vão a júri popular, ainda sem data marcada, junto com outros seis réus.

A revista Veja trouxe reportagem neste fim de semana afirmando que a carta seria um pedido do goleiro a Macarrão para que ele assumisse o assassinato de Eliza, desaparecida desde junho de 2010.

Apesar de ter contestado neste domingo (8) a veracidade da correspondência, Pimenta revelou que, caso seja verdadeira, a carta foi feita com uma razão distinta da que foi reproduzida pela revista.
UOL Notícias


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Demóstenes Torres: por que não renuncia o despachante de luxo do Cachoeira?

É inacreditável que diante das contundentes provas, o senador Demóstenes Torres, a mais visível, falsa e hipócrita vestal do moralismo rastaqüera, não renuncie.

Parece que o “despachante de luxo de Carlos Cachoeira”, expressão constante do relatório do Senador Humberto Costa na Comissão de Ética do Senado, conta com o corporativismo, praga cultiva com desvelo no parlamento Tupiniquim, e/ou pelo fato da votação no plenário se dá através do voto secreto – outra excrescência amoral, imoral, e antidemocrática, para não ser condenado pelos pares. E pares aí, cai como uma luva nas ex-celências, excetuando-se um ou outro dedo mais asséptico.

Se o inefável alter ego de Cachoeira não renunciar, nenhuma surpresa, já que políticos brasileiros não tem nenhuma ideologia, que não e amora “fazemos qualquer negócio”, nem muito menos a mais leves crises de remorsos ou de consciência. O moralista de sarjeta será mais uma alma a perambular pelos emporcalhados tapetes, e será mais um marginal da cidadania a assombrar o antro produtor de escândalos.
José Mesquita – Editor


Renuncie senador
Coluna do Augusto Nunes/Veja

A reação do timaço de comentaristas à descoberta do lado escuro do senador Demóstenes Torres escancarou o abismo que separa o Brasil que presta do país reduzido pela Era Lula a um imenso clube dos cafajestes. Confrontados com as ligações promíscuas entre o parlamentar do DEM goiano e o delinquente Carlinhos Cachoeira, reveladas por VEJA, os brasileiros decentes não engoliram as desculpas indigentes gaguejadas pelo amigo de bicheiros. Continuaram a ver as coisas como as coisas são. E enxergaram no que parecia um oposicionista engajado no combate à corrupção mais um prontuário em ação na Casa do Espanto.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

É reconfortante a leitura dos comentários que enriqueceram o primeiro post sobre Demóstenes Torres. Os textos não escondem a decepção e a perplexidade dos que respeitam a lei, os valores morais e as normas éticas. Mas nenhum cede à tentação de justificar o injustificável. Nenhum escorrega no farisaísmo, na hipocrisia e na pouca vergonha que orientam a contra-ofensiva que invariavelmente mobiliza pais-da-pátria e soldados rasos quando um bandido de estimação é pilhado em flagrante.

Para o país que pensa, o que já foi revelado é suficiente para a incorporação de Demóstenes à bancada dos fora-da-lei. Nenhum comentarista berrou que todos são inocentes até o julgamento do último recurso. Ninguém exigiu mais provas, nem rabiscou outro poema celebrando o “devido processo legal”. Isso é conversa de devoto da seita que primeiro inocenta e depois canoniza todos os culpados do rebanho.

Demóstenas capitulou? Paciência. A rendição não virá, e o vazio deixado pelo desertor começa a ser preenchido pelo senador Pedro Taques, do PDT de Mato Grosso. Também originário do Ministério Público, Taques avisou nesta segunda-feira que não tratará com indulgência o colega com quem vivia dividindo projetos e ideias. “Vou tomar as minhas providências”, informou. “Não podemos proteger os amigos e prejudicar os inimigos”.

Numa das conversas telefônicas gravadas pela Polícia Federal, a advogada Flávia Coelho, mulher do senador, conta a Carlinhos Cachoeira que o marido estava sob o assédio de cardeais do PMDB interessados em anexá-lo ao que Ciro Gomes qualificou de “ajuntamento de assaltantes”. Flávia e Cachoeira parecem muito animados com a ideia, que por algum motivo gorou. Pior para Demóstenes. Se tivesse atendido aos desejos da dupla, estaria neste momento sob a proteção de Lula, amparado por Dilma Rousseff e transformado pela turma da esgotosfera em mais uma vítima da mídia golpista.

Como se trata de um político da oposição, as milícias festejaram histericamente a chance de recitar, de novo, o bordão celebrizado por Chico Anysio quando encarnava Tavares, o canalha. “Sou, mas quem não é?”. Nós não somos, retrucam os textos do timaço dos comentaristas. Canalhas são os que tentaram impedir o despejo dos ministros ladrões e tentam agora garantir o emprego de um Fernando Pimentel. Canalhas são os que fazem do assalto aos cofres públicos um instrumento eleitoreiro. Esses têm tanta autoridade para atacar o senador goiano quanto teria um pedófilo para fazer palestras sobre educação infantil.

Demóstenes já foi condenado à morte política pelo eleitorado que traiu. Restam-lhe duas opções. A primeira é ignorar as provas e evidências, apostar no corporativismo da Casa do Espanto e vagar feito zumbi pelo Congresso até ser formalmente sepultado na próxima eleição. A outra é pedir desculpas aos eleitores ultrajados, devolver o cargo e voltar para casa. A segunda alternativa é menos indigna. E ofereceria à multidão de decepcionados o consolo de saber que alguns políticos ainda conseguem envergonhar-se dos pecados cometidos.

Renuncie ao mandato, senador.

Tags: Carlinhos Cachoeira, Casa do Espanto, Demóstenes Torres, Esgotosfera, Flávia Coelho, grampos

Tópicos do dia – 15/06/2012

08:41:38
Desespero de causa: Demóstenes apela ao Supremo e alega que as fitas foram adulteradas.

O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, que representa o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) e carrega o apelido de Kakay, ingressou quinta-feira com mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal para suspender o processo de cassação que tramita no Conselho de Ética do Senado.

Chama-se a isso “desespero de causa”, mostrando que o advogado Kakay se equilibra no espaço tentando evitar a queda do senador, que é mais do que esperada. A jogada do ilustre causídico é inteligente, mas delirante. Pretender que o Supremo interfira no Poder Legislativo é um sonho infantil.

Nem mesmo a provável decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que ameaça considerar ilegais as gravações telefônicas da Operação Monte Carlo, poderá interferir no Conselho de Ética do Senado. Seus efeitos serão internos, apenas no Poder Judiciário, anulando qualquer ação ou inquérito que esteja transcorrendo com base nas gravações.

Como se sabe, o desembargador Tourinho Neto, como relator no TRF da 1ª Região, considerou ilegais as gravações que servem de base de análise de integrantes da CPI. Para que as escutas sejam anuladas, a decisão dele ainda precisa ser aprovada por pelo menos outro juiz que integra a turma do tribunal, composta por três magistrados.

Em Brasília, especula-se que a composição da turma que julgará o tema é favorável ao voto que o desembargador e relator do caso, Tourinho Neto, já proferiu pela nulidade das escutas. A turma é composta por Tourinho, Cândido Ribeiro e o juiz convocado Marcos Augusto Souza.
Carlos Newton/Tribuna da Imprensa

08:54:16
Quatro brasileiros em lista internacional de corrupção.

No momento em que os brasileiros acompanham o desenrolar de mais um escândalo de desvio de dinheiro público, o Banco Mundial lança um banco de dados em que cita 150 casos internacionais de corrupção.
São diversas ocorrências em todo o mundo.
E o Brasil não passa despercebido. Entre os representantes estão o deputado Paulo Maluf e o banqueiro Daniel Dantas.
Batizado de The Grand Corruption Cases Database Project, o projeto reúne informações de casos em que foram comprovadas movimentações bancárias de pelo menos US$ 1 milhão relacionados à corrupção e lavagem de dinheiro.
A ideia teve origem em um relatório publicado pelo Banco Mundial no fim do ano passado. Segundo o estudo, a corrupção movimenta cerca de US$ 40 bilhões por ano no mundo.
O banco de dados coloca à disposição documentos e informações dos processos de cada caso, mas não há um ranking dos mais corruptos ou de qual país concentra casos mais graves e onerosos aos cofres públicos.

Débora Alvares/Estadão.com.br
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09:14:34
Fermentando a Pizza. Já é massa pan. PT e PSDB fazem acordo e poupam Serra e Dilma.

O líder do PT, Jilmar Tatto (SP), costurou acordo com líder do PSDB, Bruno Araújo (PE), para anular requerimento pedindo explicações à presidenta Dilma Rousseff sobre obras da Delta com o DNIT. Em troca, o PT vai retirar pedido de convocação de José Serra para esclarecer, na CPI mista do Cachoeira, o aumento de contratos com a Delta em sua gestão à frente da prefeitura e do governo de São Paulo.”

09:46:29
Miro denuncia ‘tropa do cheque’ e encontro secreto com Cavendish

Dois dos integrantes da CPI do Cachoeira estiveram em um restaurante em Paris, na Semana Santa, com Fernando Cavendish, então presidente da Delta. O encontro reuniu o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e o deputado Maurício Quintella Lessa (PR-AL).
Estava com os dois o deputado Eduardo da Fonte (PP-PE), que não faz parte da comissão de inquérito. Nesta quinta-feira, por 16 votos a 13, a CPI barrou a convocação de Cavendish numa sessão tumultuada. Ciro Nogueira fez discurso e votou contra a convocação. Maurício Quintella Lessa não estava presente.

O encontro do empreiteiro com parlamentares foi denunciado pelo deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) e publicado em 1ª mão pelo site do GLOBO. Indignado com o adiamento da convocação do ex-presidente da Delta, Miro, sem citar nomes, pediu que a CPI investigasse se algum parlamentar tinha se encontrado com Cavendish na França. E alertou que poderia haver uma “tropa do cheque” em ação.
Demetrio Weber e Chico de Gois, O Globo
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10:42:18
Simon adverte Vaccarezza: ‘Você entrou para a História de forma maluca’

Logo depois do PT  conseguir adiar as convocações de Luiz Antônio Pagot e Fernando Cavendish na CPI – como antecipou o blog -, o senador Pedro Simon (PMDB-RS) teve conversa séria com o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP).

Simon disse que Vaccarezza entrou para a historia “de forma maluca”. “Vaccarezza,  para líder do governo, você não serve; mas para fazer essa defesa maluca para evitar o depoimento de Pagot, você serve. Isso é muito ruim para a sua biografia”, disse o senador. Simon ainda disse ao blog que conversou com Pagot por telefone e que ele tinha se colocado à disposição para prestar depoimento à CPI. De acordo com o senador, ele reafirmou essa disposição do ex-diretor do Dnit na conversa com Vaccarezza e reforçou que seria um erro a CPI evitar a convocação.

Simon também relatou que disse a Vaccarezza que, “com a votação de hoje, nascia um novo PT, que não tem nada a ver o PT das suas origens, com a ética e com sua história”.
blog do Camarotti/G1

20:36:56
Juiz manda soltar Cachoeira, mas ele fica preso. Operação Monte Carlo a um passo do lixo.

O desembargador Fernando Tourinho Neto, do TRF-1, tribunal sediado em Brasília, concedeu liminar num pedido de liberdade para Carlinhos Cachoeira. A ordem só não foi cumprida porque há outro decreto de prisão em vigor, expedido pela 5ª Vara do Tribunal de Justiça do DF.

A equipe do criminalista Márcio Thomaz Bastos, que cuida da defesa de Cachoeira, já trabalha para derrubar esse último obstáculo que impede o líder da quadriha de ganhar o meio-fio. A liberação de Cachoeira tornou-se uma questão de tempo.

A ordem de prisão revogada pelo desembargador Tourinho Neto fora expedida no processo da Operação Monte Carlo, que esquadrinhou a ação da quadrilha de Cachoeira. Esse processo corre na 11a Vara de Goiás.

A outra ordem de prisão, ainda em vigor, refere-se à Operação Saint Michel, espécie de filhote da Monte Carlo. Aqui, apura-se a ação da quadrilha num esquema para favorecer a Delta Construções em licitação do governo do DF.

No despacho em que mandou soltar Cachoeira, Tourinho Neto anotou que o motivo invocado para a prisão já não faz sentido: “Não há mais a potencialidade, dita no decreto de prisão preventiva, que traga perturbação à ordem pública.”

A juíza que comanda a 5ª Vara do DF pensa de outro modo. Tanto que negou, também nesta sexta (15), um pedido de habeas corpus protocolado em favor de Cachoeira. Munida do despacho do desembargador do TRF, a equipe de Thomaz Bastos já prepara um pedido de reconsideração da decisão da juíza.

O recurso será protocolado no plantão do final de semana. “A Operação Saint Michel é um desdobramento da Monte Carlo e estão relacionadas. Se o magistrado do TRF entende que a prisão não é necessária, também não seria no caso do Distrito Federal”, disse Augusto Botelho, um dos membros da equipe de defesa.

O advogado Thomaz Bastos vai além. Afirma que “a investigação está completamente esvaziada.” Como assim? Para ele, as escutas telefônicas que escoram as conclusões da Polícia Federal e do Ministério Público seriam ilegais.

Nesta semana, o desembargador Tourinho Neto votou a favor da anulação das provas, numa sessão da da 3a turma do TRF. Um outro magistrado pediu vista do processo. O julgamento sera retomado na semana que vem. A turma é composta de três desembargadores. Quer dizer: mais um voto e a Operação Monte Carlo vai ao lixo.


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Tópicos do dia – 12/06/2012

10:26:49
Algo anda muitíssimo mal na Suprema Corte

Quanto à fala do deputado petista Pepe Vargas sobre o Supremo, o idioma continua indo de mal a pior. Vale realmente considerar que a presença dos ministros do STF sob os holofotes da mídia anda exagerada. E que a eles mesmos caberia impedir a inadequada exposição, mantendo a compostura mínima que o cargo impõe.

Em certa cidade do Sul de Minas tem juiz que depois do expediente diariamente come churrasquinho de praça e toma cerveja no meio da rua com seus amiguinhos, provando que conduta reservada não é mais uma preocupação de suas excelências. E há advogados que eufemizam isso como sendo “não ter preconceito”. Quanto ao resto da fala do deputado, que se tomem as devidas providências.

Mesmo assim, vale ressaltar que algo anda muitíssimo mal na suprema corte, desde o fato de ministros que vão julgar a grande tramóia criminosa petista terem sido indicados por Lula, seja o Toffoli ou o Barbosa.

Como conta o livro do Frei Betto: o presidente teria pedido a seu assessor que arranjasse um ministro “preto” ou “negro” para o STF. Num aeroporto, parece que no Nordeste, Frei Betto conheceu Joaquim Barbosa e o convidou para ocupar o cargo. Barbosa esbravejou – parece ser até um estilo… – até que o assessor se identificou e provou ser consistente a proposta. E assim Barbosa entrou no olimpo.

O fato de indicar ministros do STF estabelece obrigatoriamente um vínculo, claro, e muita gente lúcida poderá associar a demora inacreditável para julgar o mensalão a essa ligação tácita ou oculta entre os dois poderes.

Mas algo começa a se desenhar: a derrocada geral dessa estrutura de poder que teve nos anos Lula sua maior fase de agravamento. O Judiciário, por sua vez, não está em crise: ele já se desagregou e deteriorou de há muito, e sabe-se lá como se poderá reverter isso. Se é que se poderá reverter.

E ainda se soma ao quadro nada alentador para a Justiça o fato de Márcio Thomaz Bastos defender o bicheiro por 15 milhões, jogando mais tinta negra na já manchada imagem dos que abraçam a tarefa da Justiça.
Frederico Mendonça de Oliveira/Tribuna da Imprensa

10:40:23
CPMI do cachoeira. Começou o “enrolation”.

Perillo em vez de explicar as relações perigosas com Cachoeira esta no blá blá blá de fazer uma apologia do desenvoilvimento de Goiás, inclusive a paternidade da tão criticada, pelos tucanos, bolsa família. Deve ser um ato falho, abrigando um “apesar de mim”!

19:20:23
E agora ‘Josés’? Desembargador considera ilegais grampos da operação Monte Carlo.

Provas são consideradas nulas; Cachoeira só não foi libertado ainda porque um dos ministros pediu vista do processo. O desembargador Tourinho Neto, do Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF1), do Distrito Federal, reconheceu como ilegais as interceptações telefônicas da operação Monte Carlo, da Polícia Federal, que desmontou o grupo de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e consequentemente considera nulas as provas decorrentes desses grampos.
Ag. Estado
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Tópicos do dia – 08/06/2012

08:18:06
Gilmar mendes. Verdades e Mentiras 

08:32:22
Polícia Federal apura o desvio de mais de R$ 100 milhões do Banco do Nordeste

Lembra o caso dos dólares escondidos na cueca? Uma investigação obtida por ÉPOCA revela desvio de dinheiro envolvendo o mesmo banco – e o mesmo partido político.
No auge do escândalo do mensalão, em julho de 2005, nenhum caso chamou tanta atenção quanto os “dólares na cueca”, que levaram à renúncia de José Genoino à presidência do Partido dos Trabalhadores. Um assessor parlamentar do então deputado estadual cearense José Guimarães (PT), irmão de Genoino, foi detido pela Polícia Federal, no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Em suas roupas de baixo, havia US$ 100 mil em espécie. As investigações indicaram na ocasião que o dinheiro era propina recebida pelo então chefe de gabinete do Banco do Nordeste (BNB) e ex-dirigente do PT, Kennedy Moura, para acelerar empréstimos no banco. Passados sete anos, uma auditoria interna do banco e outra da Controladoria-Geral da União, obtidas por ÉPOCA, revelam um novo esquema de desvio de dinheiro. Somente a empresa dos cunhados do atual chefe de gabinete, Robério Gress do Vale, recebeu quase R$ 12 milhões. Sucessor de Kennedy, Vale foi o quarto maior doador como pessoa física para a campanha de 2010 do hoje deputado federal José Guimarães.
—>>>Mais aqui Revista Época

10:02:26
PT redundantemente – novamente, outra vez, como sempre – envolvido em maracutais e malfeitos diversos.

Dessa vez no Banco do Nordeste. Surpresa? Nenhuma! A impunidade favorece tudo isso.
A irracionalidade abdica da Ética e da Moral. Concordo. Abstraindo a utopia de Platão, a partir de Aristóteles, e alcançado a crítica mais dura em Hobbes, que entende ser o homem naturalmente mau, necessitando, a sociedade, de instrumentos de controle para evitar, ou minimizar, a barbárie. Rousseau imaginou um Estado mediador. Era um sonhador. Ou um demagogo mentiroso. Ou ambos. Hobbes, mais ciente da porcaria que é o ser humano, foi logo no porrete ao defender um Estado Leviatã pra colocar o “homínio” nos eixos na marra. Prova-se, com o inferno de Dante transposto da ficção para os dias atuais, que as teorias e ilações, filosóficas existenciais, de um ou de outro, não são capazes de evitar a autoextinção do homem, a mais predadora e autofágica das criaturas que perambulam por esse infelicitado planeta. De Amurabi a Obama. De Gengis Khan a Bin Laden. De Ricardo III ao prefeito da Xorroxó.

11:47:13
Também quero! Delta recebeu R$ 139 mi do BNDES

“A Planilha de financiamentos concedidos pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) à Delta Construções mostra que a empreiteira recebeu R$ 139 milhões entre 2010 e 2012, período das investigações que deram origem à Operação Monte Carlo. O valor representa mais da metade do total de empréstimos – R$ 249,7 milhões – obtido pela construtora, suspeita de envolvimento com integrantes da organização de Carlinhos Cachoeira. Só no governo da presidente Dilma Rousseff, segundo documentos, foram mais de R$ 119 milhões, sendo R$ 75,1 milhões em 2011. É o maior valor desde 2001, início das operações financeiras da construtora com o banco.”
Fonte: O Estado de São Paulo.


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