Nokia 3310, o celular ‘indestrutível’, está de volta

Nova versão do telefone que fez sucesso nos anos 2000 será apresentada em Barcelona.

O Nokia 3310, conhecido popularmente como o indestrutível por causa de sua resistência, está de volta.
A empresa finlandesa HMD, que comprou da Nokia Technologies a sua patente e os direitos sobre a marca e de sua imagem, anunciou a ressurreição do já clássico aparelho, quase um vintage, em versão renovada que será apresentada no Congresso Mundial de Telefonia (Mobile World Congress) a ser realizado em Barcelona entre 27 de fevereiro e 2 de março.
O indestrutível está de volta depois de uma entrada muito bem-sucedida do novo Nokia 6 na China.
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 A Nokia vendeu no mundo todo mais de 120 milhões de unidades do 3310, mas a chegada dos smartphones acabou por escantear aos poucos o modelo, apesar de sua fama, do funcionamento e do hipnótico jogo Snake 2.

A retirada oficial do mercado ocorreu em 2005. Agora, em fevereiro de 2017, quando parecia que o celular que causou furor nos primeiros anos do milênio tinha sido definitivamente enterrado pelos smartphones, a nova Nokia o lança mais uma vez, de olho em um mercado específico.

As informações sobre o ressurgimento do aparelho, divulgadas pelo The Guardian, indicam que ele só estará disponível inicialmente na Europa e na América do Norte e que custará em torno de 70 euros (245 reais). A versão original foi lançada em 2000 ao preço de 150 euros (525 reais).

Até relativamente poucos anos atrás, todos nós carregávamos um Nokia em nossos bolsos. Dois de cada três celulares vendidos no mundo eram da marca finlandesa. Seu império ruiu quase da noite para o dia com os aparecimentos dos aparelhos com tela táctil –o iPhone à frente– e do sistema operacional Android, da Google.
ElPais

Pressão da concorrência e expectativa do consumidor ameaçam gigantes da tecnologia

Inovação deixou de ser diferencial para se tornar obrigação de qualquer negócio que pretenda sobreviver. A zona de conforto virou espaço proibido até para a maior e mais tradicional das companhias

 | Divulgação

“Vivemos a quarta Revolução Industrial e quem não entender a inovação como uma necessidade diária vai abrir caminho aos que fizerem isso”. A defesa é de Claudio Carvajal Júnior, coordenador do curso de Administração e Gestão da Tecnologia da Informação da Faculdade de Informática e Administração Paulista (FIAP).[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]

Ele lembra que o tempo da inteligência artificial, robótica, nanotecnologia, impressão 3D, internet das coisas, realidade aumentada e machine learning não sóchegou, como se consolidou e trouxe consigo novos modelos de negócios.

A expectativa do consumidor impulsiona o lançamento de soluções transformadoras. E o aumento da qualificação dos concorrentes – que, em pouco tempo, torna o novo defasado – não dão chances à acomodação. “Nem a maior das organizações está imune aos efeitos da concorrência, ou pode visitar a zona de conforto se quiser continuar competitiva”, pontua Carvajal.

Veja exemplos de empresas que, diante de alterações de cenários, mudaram a estratégia de atuação ou, ao esperarem demais para isso, amargaram algumas crises.

Netflix

Desafio enfrentado – Em 1997, o Netflix iniciou as operações como um serviço online de locação de filmes. Dois anos depois, lançou um plano de assinatura em que os títulos que o cliente queria assistir em casa chegava por correio mensalmente e, ao devolvê-los, outros eram enviados. Em 2002, a companhia já tinha 600 mil assinantes e um catálogo de 11,5 mil títulos. Ao perceber alterações no comportamento do consumidor, lançou em 2007 o serviço de streaming – quando a transmissão de dados acontece de forma instantânea por meio de redes.

Solução encontrada – De 2008 a 2010, a empresa firmou parcerias com fabricantes de eletrônicos para que os filmes que disponibilizava fossem transmitidos em TVs, mas também em tabletes, computadores, videogames e smartphones. Há seis anos, enquanto a rede de locação Blockbuster pedia falência nos Estados Unidos, o Netflix ganhava o mundo. Em 2011 chegou ao Brasil e em 2013 iniciou a produção de séries e conteúdos originais, entre eles, sucessos de audiência como House of Cards e Orange is the New Black. Pelo custo atual equivalente a R$ 17,90 ou R$ 26,90 por mês, 81,5 milhões de assinantes distribuídos em todo o mundo aproveitam a tecnologia.

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Positivo Informática

Desafio enfrentado – Em 2010, a empresa viu seu lucro líquido despencar 74,1% no terceiro trimestre do ano, em relação ao mesmo período de 2009. Na época, a queda nas vendas dos computadores da companhia foi motivada, em parte pelo aumento da concorrência, em parte pelo barateamento de aparelhos importados. Depois, os resultados continuaram caindo. No quarto trimestre do ano passado, a receita da empresa reduziu 19,7%. A retração econômica, o aumento das vendas promocionais de computadores e tabletes decorrentes do excesso de estoque, além da permanente concorrência com a importação estão entre os desafios principais. A dificuldade acompanha um cenário global. Segundo a consultoria IDC, 2015 foi o pior ano da história para a indústria de computadores. No mundo, o índice de vendas caiu 10,4% e, no Brasil, 37%.

Solução encontrada – Há seis anos, a organização trabalha para diversificar atividades. Em 2010, expandiu as operações para a Argentina em busca de maior ocupação geográfica. Em 2012, apostou no ramo dos celulares. No segundo trimestre deste ano, viu suas receitas na área mais que dobrarem, chegando a R$ 164,4 milhões. A boa aceitação pelos oito modelos de smartphones da marca representou 78% da receita da categoria. Eles são distribuídos em onze mil pontos de vendas por todo o país.

De acordo com Mauricio Roorda, vice-presidente de Marketing e Produto na Positivo Informática, parte do bom resultado se deve à parceria com a Quantum, uma unidade de negócios que funciona dentro da Positivo, mas com autonomia e equipe própria. “Os aparelhos da marca têm maior valor agregado e excelente desempenho”, diz.

Ele também conta que uma parceria firmada com a VAIO no ano passado para produzir e comercializar computadores da marca no Brasil e a fabricação de aparelhos na África para um projeto de educação em Ruanda, em conjunto com a BGH, também devem trazer bons resultados. “Em abril deste ano, ainda entramos para a área de tecnologia aplicada à saúde”, lembra Roorda. A Positivo comprou 50% da startup curitibana Hi Technologies (HiT), que desenvolve soluções para monitoramento remoto de pacientes.

/ra/pequena/Pub/GP/p4/2016/09/07/Economia/Imagens/Vivo/88029FPIF5-3008034.jpgANDREW BURTON/AFP

Apple

Desafio enfrentado – O tempo áureo dos celulares da Apple pode estar chegando ao fim. Pelo menos, é o que sugerem números da companhia. No Brasil, no primeiro trimestre deste ano, as vendas de IPhones caíram 40% em relação ao mesmo período do ano passado. Foram comercializadas 489 mil unidades. É a segunda forte retração trimestral. Segundo dados da consultoria Gartner, a condição foi sentida por quase todos os fabricantes de celulares. Juntos, eles venderam 25% a menos do que nos três primeiros meses do ano passado. O problema para a Apple foi que ela perdeu mais que a média. Sua queda só foi menor que a da LG, cujas vendas desabaram 58,4%. Por outro lado, as vendas da sul-coreana Samsung, concorrente direta da empresa, caíram apenas 15%. Globalmente, os resultados também não foram positivos. A comercialização de IPhones diminuiu 16% em relação ao primeiro trimestre do ano passado. A falta de um lançamento realmente original e com alto valor agregado pelo ineditismo, é o que vem tornando o cenário difícil para a gigante.

Solução encontrada – Na busca por seguir faturando, a empresa declarou algumas vezes a intenção de apostar em realidade aumentada – quando informações do mundo real são exibidas em telas de aparelhos, como smartphones – e inteligência artificial. Apesar dos anúncios, nenhuma divulgação mais transparente das soluções foi feita até agora, o que motiva críticas e até dúvidas sobre a existência de estratégias reais. Por enquanto, a Apple contorna críticas que sugerem que ela possa ser ultrapassada por empresas como Amazon, Google e Facebook e jura trabalhar duro para não perder a “majestade”.

/ra/pequena/Pub/GP/p4/2016/09/07/Economia/Imagens/Cortadas/88029FPIF3-1805031-U20833317198TuG-U208333428920n-340x128@GP-Jornal-INTERIOR.jpgROSLAN RAHMAN/AFP

Nokia

Desafio enfrentado – A Nokia chegou a ser líder global em celulares, mas foi ultrapassada por concorrentes como Apple e Samsung. Em 2007, quando o IPhone chegou ao mercado, ela detinha metade do mercado mundial de smartphones. Seis anos depois, o índice caiu para 3%. A empresa chegou ter valor de mercado de 200 bilhões de euros, mas, por não conseguir se adaptar à rápida ascensão dos smartphones, vendeu em 2013 suas operações de celulares à Microsoft por US$ 7,2 bilhões.

Solução encontrada – Em 2015, a Nokia renovou a estratégia de atuação ao entrar no ramo de fabricação de equipamentos para redes telecomunicações de operadoras globais como Deutsche Telekom e a China Mobile. Em maio deste ano, deu outra reviravolta e anunciou o retorno ao mercado de smartphones e tablets. Ela disponibilizou seus direitos e patentes à finlandesa HMD Global, que vai assumir a tarefa de criar as novidades e reconquistar o mercado.

/ra/pequena/Pub/GP/p4/2016/09/07/Economia/Imagens/Vivo/12197297.jpggs/pr/Guy Solimano

Kodak

Desafio enfrentado – Fundada em 1888 e criadora do filme fotográfico, a empresa não conseguiu acompanhar a transição do mercado para as máquinas digitais. Em 2012, pediu concordata e fez um empréstimo de US$ 950 milhões. Executivos que trabalharam na companhia chegaram a dizer que imaginaram um período de dez anos para que a transição para a realidade digital acontecesse. Mas ela veio em menos tempo. A Kodak chegou a investir no segmento de impressoras, só que a estratégia não compensou do ponto de vista econômico.

Solução encontrada – Em 2013, a Kodak anunciou sua saída da concordata e a conclusão do processo de reestruturação pelo qual passou. No ano passado, lançou na Europa e nos Estados Unidos o primeiro smartphone, feito em parceria com a inglesa Bullit. A Kodak Alaris, criada após a aquisição da marca pelo grupo inglês KPP, identificou que a produção de scanners e softwares para o mercado corporativo poderia ser um bom negócio. E a estratégia vem mantendo a sobrevivência da empresa, que continua na ativa, mas ainda longe de aproveitar a relevância de antigamente.
Com dados da GazetadoPovo/Claudia Guadagnin

Vazam fotos do possível smartphone da Nokia feito de metal

Após a compra pela Microsoft, em 2013, a Nokia foi proibida de usar o nome da marca no setor de smartphones até o dia 31 de dezembro de 2015.

Telefone Celular,Nokia,Tecnologia,Blog do Mesquita

Durante o período de restrição, a empresa investiu em infraestrutura de rede – mas outro resultado desta época pode ter surgido hoje: um possível novo aparelho.

Telefone Celular,Nokia,Tecnologia,Blog do Mesquita01As imagens, publicadas na rede social Weibo, revelam um aparelho feito em metal, que possivelmente teria tela entre 5 e 5,5 polegadas.

O logotipo da Nokia é perceptível na imagem, alimentando os rumores de que se trata do aparelho Nokia C1, alvo de boatos em 2015.

Caso a possibilidade seja confirmada, o novo smartphone virá com sistema operacional Android. De acordo com fontes do mercado, a Nokia lançará três novos modelos de smartphones neste ano.

Assim como o feito como seu tablet, o Nokia N1, a empresa deve fabricar os aparelhos em empresas parceiras.
Via GSMArena.  


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Gigantes no passado, empresas lutam para se manter no topo

Elas já foram gigantes. Dominaram o mercado internacional em setores como tecnologia, internet e comunicação. Mas, ao longo dos anos, perderam espaço e tamanho e se tornaram empresas quase comuns. Algumas não conseguiram lidar com a concorrência, outras perderam a batalha da constante inovação para sobreviver ou manter o status.

Um exemplo de empresa bem sucedida que já não vai bem das pernas é a finlandesa Nokia, símbolo do sucesso global no setor de celulares. A companhia perdeu a liderança mundial de venda de smartphones em 2011 e anunciou recentemente a demissão de mais de 10 mil funcionários. Agora, corre o risco de tomar o mesmo caminho de outras antigas potências do mercado. Abaixo, CartaCapital reuniu uma lista de megaempresas que atualmente passam por dificuldades. Confira:

Kodak

De inventora das câmeras de mão à falência? Foto: Viktor Nagornyy/Flickr

A Kodak é, talvez, o maior exemplo de empresa bem sucedida em apuros.

A centenária inventora das câmeras de mão, famosa também por ter milhares de filmes de Hollywood feitos com seus rolos de celulóide e por ter registrado as primeiras imagens da Lua, entrou com pedido de recuperação judicial no Tribunal de Nova York em janeiro deste ano.

O objetivo é reestruturar seus negócios, que perderam espaço para as câmeras digitais pessoais e no cinema.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

A empresa recebeu 950 milhões de dólares em uma linha de crédito de 18 meses do Citigroup para se organizar. Seria tempo suficiente para vender algumas de suas 1,1 mil patentes digitais e remodelar os negócios para garantir o salário de 19 mil funcionários.

No auge, a Kodak chegou a empregar 60 mil pessoas e ter 150 bilhões de dólares em valor de mercado. Nos últimos 15 anos, porém, seu preço caiu para 31 bilhões. Desde 2007, não registra lucro, falhou em estancar a perda de recursos e na tentativa de entrar no mercado de impressoras pessoais e comerciais. Até o final de setembro de 2011, a companhia tinha um total de ativos de 5,1 bilhões de dólares, mas com passivos de 6,75 bilhões.

Nokia

A Nokia perdeu em 2011 a liderança mundial em fabricação de celulares. Foto: John.Karakatsanis/Flickr

 

A empresa finlandesa já foi a maior fabricante de aparelhos celulares do mundo, posto que perdeu para a Samsung Electronics no ano passado. E 2011 não foi o melhor momento da empresa. Após 15 anos, a Nokia deixou de ser a líder em vendas de smartphones – que criou em 1996 -, ultrapassada pela Apple e a Samsung.

Há cerca de um ano, atravessa uma profunda reestruturação. Venderá, inclusive, a divisão de telefones de luxo Vertu. Para competir em melhores condições no mercado dos EUA, precisou reduzir o preço de um dos seus aparelhos mais famosos.

Em busca de maior competitividade, a empresa anunciou em junho o corte de até 10 mil empregos até fim de 2013 para reduzir gastos. A ideia é economizar 1,6 bilhão de euros.

No setor de smartphones, a queda estaria relacionada à escolha do sistema operacional dos aparelhos. Enquanto o Android ganha mercado, a Nokia utiliza o criticado Windows Phone desde fevereiro de 2011. Nos últimos cinco anos, a empresa perdeu 90% em valor, dois terços desde o início do uso da nova plataforma.

No final de junho, a Nokia tinha valor de mercado de 9,3 bilhões de dólares. Se quisesse, o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, poderia comprar com folga a empresa com sua fortuna de 15,1 bilhões de dólares. Algo impensável em 2000, quando a companhia valia 269 bilhões.

Yahoo

Em crise, Yahoo tenta não perder mais espaço com as vendas publicitárias. Foto: Yodel Anecdotal/Flickr

O Yahoo já foi gigante e reinou nos primórdios da internet. Mas nos últimos anos perdeu espaço em inovação e disputa com o Google a liderança em publicidade. Chegou inclusive a considerar uma fusão com a AOL, outra gigante da web em decadência.

Com o avanço das redes sociais, o Yahoo sofreu grandes perdas. A companhia que já chegou a valer cerca de 80 bilhões de dólares está avaliada em 22 bilhões. A queda ocorreu conforme a empresa perdia milhões de usuários e receitas de publicidade para o Google e o Facebook.

Em 2008, a companhia, dona do segundo maior sistema de buscas do mundo, rejeitou uma oferta de 47,5 bilhões de dólares feita pela Microsoft ao dizer que a empresa de Bill Gates subestimava a “marca global” da empresa e seus 700 milhões de visitantes por mês.

Na tumultuada gestão de Carol Bartz – demitida em 2011 -, a empresa tentou se reestruturar por meio de cortes de gastos que resultaram em 1,2 mil demissões nos EUA e no debelamento de seu patrimônio, encerrando diversos produtos como o buscador AltaVista, Delicious e Yahoo Buzz. Os esforços, no entanto, não diminuíram os prejuízos.

Sob o comando do Bartz, as vendas publicitárias do Yahoo, carro chefe da empresa, registram perda de 60% no mercado. Além disso, um acordo com o Google para aumentar a receita com o sistema de buscas não teve os resultados esperados. Atualmente, os mercados mais fortes da empresa estão na Ásia.

AOL

Hoje, a marca Huffington Post vale mais que a sua dona, a AOL. Foto: Jason Persse/Flickr

A AOL também surfou nos primórdios da intenet e lucrou bilhões de dólares ao se transformar no maior serviço de provedor da web no mundo. Mas, após o rompimento da fusão com a Time Warner, a companhia perdeu quase 800 milhões de dólares. A junção, que havia ocorrido em 2000, foi considerada extremamente mal-sucedida pelos críticos e rendeu à TW a “obrigação” de sustentar a parceira durante a duração do acordo.

O Google chegou a ser dono de 5% da AOL em 2005. À época, a empresa valia 20 bilhões de dólares. No ano passado, o valor havia despencado para 1,6 bilhão de dólares.

Em 2010, a empresa anunciou ter obtido um prejuízo de 1,06 bilhão de dólares no segundo trimestre daquele ano, que estava relacionada à queda das ações e a venda da rede social Bebo. A renda com os provedores caiu 26%. Na época, era esperado um lucro de 602 milhões de dólares.

Nos anos seguintes, a AOL continuou sofrendo com problemas de receita e conseguiu lucros modestos. Apostou em uma parceria com o Google para dividir as receitas obtidas com as pesquisas e publicidade no conteúdo da AOL no YouTube – principalmente shows musicais, além da busca por novos assinantes.

Para estancar as perdas, em 2011 a empresa comprou o site de notícias Huffington Post por 315 milhões de dólares. O portal é o único de notícias voltado apenas para a internet entre os 10 maiores do mundo. Com cerca de 25 milhões de visitantes mensais, foi o primeiro a ganhar o conceituado prêmio Pulitzer de jornalismo. Mas a crise é tamanha que a marca Huffington Post vale 358,6 milhões de dólares, mais que os 156,3 milhões da AOL, sua dona.

Sharp

Nos anos 80, a fabricante japonesa de eletrônicos era sinônimo de prestígio e eficiência. Foto: Reprodução

Nos anos 80, a fabricante japonesa de eletrônicos era sinônimo de prestígio e eficiência. A empresa conseguiu a marca histórica de não ter sequer um prejuízo anual entre 1953 e 2009, quando já estava em crise há anos. Seu mercado encolheu devido à disputa com a Sony e outras empresas. O clima incerto fez com que a empresa demitisse 1,5 mil funcionários e fechasse duas fábricas de LCD no Japão e algumas linhas de produção, além do corte de salários dos executivos. O prejuízo, naquele ano, foi de 990 milhões de dólares.

A Sharp tenta reverter as perdas desde então, mas apresentou para o fechamento do ano fiscal de 2011 – que terminou em março deste ano – previsão de prejuízo líquido de 4,66 bilhões de dólares.

Para estancar as perdas, a empresa vendeu neste ano 9,9% de suas ações ao Hon Hai Group, grupo de Taiwan que detém o controle de companhias como a Foxconn, por 1,6 bilhão de dólares. O acordo prevê a aquisição por parte da Hon Hai Precision Industry de cerca de 46,5% da unidade de fabricação de painéis de LCD da Sharp, localizada na cidade de Sakai, por 797,7 milhões de dólares. Garante também a compra de até 50% dos painéis produzidos na unidade no prazo de três anos. Especulações apontam que o investimento seria para produzir as telas de uma futura TV da Apple.

Mesmo em crise, a Sharp é líder na produção de LCDs.  Valia, em 2010, 12 bilhões de dólares.

No Brasil, a empresa deixou as prateleiras no final dos anos 90. Retornou operações no País nos anos 2000, mas mantém atuação com impressoras empresariais e televisores de LED da linha Aquos.
Gabriel Bonis/Carta Capital

Tópicos do dia – 20/07/2012

07:47:05
TCU diz agora que contrato de Valério usado em caso do mensalão é regular.

Baseado em parecer da ministra Ana Arraes, Tribunal de Contas conclui que não houve problemas no acordo anual de R$ 153 milhões entre agência DNA e o Banco do Brasil.
O Tribunal de Contas da União considerou regular o contrato milionário da empresa de publicidade DNA, de Marcos Valério Fernandes de Souza, com o Banco do Brasil. O contrato é uma das bases da acusação da Procuradoria-Geral da República contra o empresário mineiro no julgamento do mensalão, marcado para agosto. Leia mais aqui
Marta Salomon/O Estado de S. Paulo

09:12:09
Marketing Digital: Nokia faz pegadinha no YouTube.

A Nokia está fazendo quase tudo para recuperar sua posição na venda de celulares no Brasil. Uma ação de marketing bombou no YouTube até a empresa lançar um anúncio no Facebook e aí todo mundo descobrir que havia caído numa pegadinha.
O rapaz pede ajuda aos internautas para reencontrar uma moça que conheceu na balada, mas havia perdido o telefone dela. O personagem diz que não acreditava em amor à primeira vista. Depois da pegadinha, quem vai acreditar?
Veja o vídeo aqui

09:40:02
Liga de Defesa da Internet projeta ‘catsinal’ nos EUA.

Organização pretende internet aberta e melhor. ‘Catsinal’ foi projetado em pontos de San Francisco, na Califórnia.
A Liga de Defesa da Internet, formada por diversas organizações e pessoas, criou seu “catsinal” – alusão ao “batsinal” inventado pelo herói Batman. A imagem foi projetada em San Francisco, nos Estados Unidos, nesta quinta-feira (19).
Veja imagens e matéria do G1 aqui

09:48:51
Logotipo do Google homenageia Santos Dumont, que completaria 139 anos hoje.


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Smartphones: facilitando sua vida

O avanço dos smartphones no mercado fará com que esses aparelhos se tornem, no decorrer de 2012, o campeão de vendas no mercado de celulares.
Atualmente, considerando-se os dados do primeiro semestre, esse segmento já ocupa 43% do mercado, segundo dados da consultoria GFK. A projeção da consultoria indica que até o final de 2012 os smartphone devem superar as venbdas dos aparelhos celulares comuns.
José Mesquita – Editor


Saiba como um smartphone pode facilitar a sua vida.

Eles são rápidos, desfilam telas gigantes, oferecem câmeras respeitáveis e podem guardar muitos arquivos.

O que deixa o seu telefone inteligente, porém, são os aplicativos.

A diferença entre o aparelho apenas fazer ligações e ser uma máquina multiuso são esses pequenos programas, normalmente baixados em lojas virtuais, conhecidos como apps.

Mão na roda
Aplicativos: Seu smartphone pode fazer o que você quiser
Turismo: Viajantes diminuem suas bagagens

Qual vai ser?
Sistemas: Comparação entre Android, iOS e Windows Phone
Modelos: Seleção de smartphones à venda no Brasil

Dicas de uso
Conta telefônica: Aplicativos de mensagem e voz reduzem despesas
Conexão à internet: Controle o tráfego de dados
Baterias: Por que duram tão pouco e como gastar menos energia

Indústria
Tamanho: Consumidor quer tela grande, afirmam fabricantes
Futuro: Apple, Samsung e cientistas buscam baterias mais eficientes

Educação
Alfabetização: Projeto educacional usa aplicativo; leia depoimento

Com eles, o telefone pode se tornar, por exemplo, navegador GPS, roteador, afinador de instrumentos e até auxiliar de preparação física. Se você usa e-mail, navegador de web e redes sociais, provavelmente também faz isso por meio de aplicativos.

Assim, a presença de apps já é um dos principais motivos para quem deseja comprar um smartphone no Brasil. A gigante das telecomunicações Ericsson anunciou uma pesquisa no último dia 17 que mostra essa tendência.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Entre os entrevistados de Brasil, Rússia e Índia, 33% apontaram os aplicativos como razão para ter um celular inteligente. Ficaram atrás apenas do acesso à internet, citado por 43%.

A popularidade dos programas também é refletida nos números das lojas virtuais. A consultoria Gartner estima que, no período que teve início no começo de 2008 e vai até o final de 2014, serão feitos 185 bilhões de downloads de aplicativos. De acordo com a empresa, os apps tiveram receita mundial de US$ 15,1 bilhões só em 2011.

Em março, a Apple, que popularizou o comércio de aplicativos para celulares ao lançar a App Store, em 2008, atingiu a marca de 25 bilhões de downloads. Ela tem um catálogo de 500 mil apps.

Para quem é novo no mundo dos smartphones, vale ficar atento, pois cada loja de aplicativos está atrelada a um sistema operacional.

A App Store só vende para aparelhos com iOS. O Google Play, que tem uma oferta de 450 mil títulos, é para celulares que rodam Android. O Marketplace (70 mil apps), da Microsoft, é voltado para usuários de Windows Phone.

Existem também a BlackBerry App World (60 mil apps), ligada aos telefones da RIM, e a Nokia Store (30 mil apps), para os aparelhos da marca que usam Symbian.

Por outro lado, os aplicativos trazem novos problemas aos usuários. Eles gastam muita bateria dos aparelhos e podem consumir dados de internet rapidinho.

Com o fim dos planos ilimitados das operadoras, o consumidor pode ser surpreendido quando a conta do 3G chegar.
Bruno Romani/Folha.com

Windows Phone vai passar iPhone em vendas

IDC aposta que parceria com Nokia vai fortalecer Microsoft no mercado.

Em 2015, WP terá 20,3% de participação, contra 16,9% do iOS, da Apple.

Windows Phone vai ser maior que iPhone em 2015, aposta IDC (Foto: Divulgação)

O Windows Phone 7, sistema operacional da Microsoft para telefones celulares, vai ultrapassar o iOS, utilizado pela Apple no iPhone, a disputa pela vice-liderança entre as plataformas para smartphones.

A aposta é do IDC, que acredita que até 2015, com a ajuda da Nokia, a Microsoft ficará apenas atrás do Android – do Google – na lista de sistemas mais utilizados entre telefones celulares inteligentes.

Na aposta do IDC, o Windows Phone, que hoje tem 3,8% de participação no mercado de smartphones, passará a 20,3% em 2015.

O iOS vai crescer em número absoluto de unidades, mas crescerá menos que o total do mercado.

Desta forma, sua participação cairá de 18,2% para 16,9%, acredita o IDC.

De acordo com o IDC, o Windows Phone deve se beneficiar da decisão da maior fabricante de celulares do mundo, a Nokia, de adotar o sistema.

Com isso, a Microsoft vai herdar quase todo o mercado que no momento é reservado ao Symbian, plataforma atual dos smartphones Nokia.

Atualmente, o Symbian controla 20,6% do total do mercado de fones inteligentes.

Em 2015, sobrará apenas um traço de 0,1%, com os poucos aparelhos fabricados até o final de 2011 em estoque.

Em 2012, a Nokia deve passar a vender apenas smartphones com sistema Windows.

O Google deverá ampliar sua liderança, passando de 38,9% para 43,8%.

G1


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Grupos se especializam em ‘crackear’ programas para celular

‘Tudo é crackeado algum dia’, diz cracker.
Empresas tentam conter a pirataria de apps em smartphones.
Por causa da pirataria, desenvolvedores procuram aumentar a segurança de aplicativos móveis.
(Foto: Felipe Figueiró/LD)

Grupos especializados em piratear aplicativos para dispositivos portáteis, como o PalmOS, agora se concentram nos celulares e, principalmente, nas plataformas dominantes como Symbian (da Nokia), Android (do Google) e iOS (da Apple).

Não há muitos dados sobre a prática, mas desenvolvedores já começaram a criar e incluir tecnologias antipirataria em seus produtos para conter a ação dos “crackers”.[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]

A Flurry, uma empresa especializada em analisar o comportamento de usuários enquanto utilizam softwares em celulares, afirma que entre 5 e 8% dos downloads são piratas.

A Mtiks, uma companhia de software que desenvolve recursos antipirataria para iOS e Android, afirma que 98 dos 100 softwares pagos mais populares no App Store do iTunes foram crackeados e são distribuídos ilegalmente.

O aparecimento de empresas especializadas nessa área como a Mtiks mostram a demanda por tecnologias antipirataria “enlatadas”. No Windows, elas são muito comuns.

A Rovi Corporation, antigamente conhecida como Macrovision, fornece proteção antipirataria para vários games. A tecnologia SafeDisk da Macrovision é incorporada na instalação padrão do Windows desde o Windows XP.

Segundo David Brennan, diretor da empresa que cria a suíte de escritório QuickOffice, a pirataria ocorre em todas as plataformas, mas as medidas para combater a prática variam.

No Symbian, da Nokia, a companhia usa uma tecnologia antipirataria própria. “Já no iOS e no Android, nós usamos as tecnologias das lojas oficiais das plataformas e do sistema operacional”.

“Nosso software é destravado só para um aparelho específico usando um identificador único como um PIN ou o número IMEI”, explica Brennan; o IMEI é uma espécie de número de série do celular para identificá-lo na rede sem fio. Mas essas medidas atraem ainda mais crackers. “Quanto mais sofisticada é a medida que tomamos, parece que há um apelo maior para quebrá-la”, conta o executivo.

O QuickOffice é um dos softwares mais populares para a utilização de arquivos comuns como documentos Word e planilhas do Excel no celular.

Ele está disponível para várias plataformas.

Em julho, o Google anunciou um serviço unificado de licenciamento para softwares disponíveis no Android Market. Em agosto, o protocolo foi quebrado facilmente. O Google respondeu que parte da culpa era dos desenvolvedores, que usavam o código de exemplo fornecido pela empresa sem alterações. Desenvolvedores devem seguir as instruções para implementar segurança antipirataria em seus produtos.

No iPhone, a App Store também fornece controles semelhantes, mas usuários que fizeram jailbreak em seus iPhones conseguem instalar softwares piratas sem nenhuma dificuldade.

‘Jamais peça dinheiro’

Altieres Rohr/G1 Continue lendo

Celulares para idosos é novo alvo da IBM

A “Big Blue” teria descoberto um nicho de usuários significativos – em número e renda – não contemplado pelas demais companhias?

IBM investe em celulares para idosos

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]À medida que a população da Europa e América do Norte envelhece, a necessidade de aparelhos móveis especializados se torna aguda.

A IBM deu início a um programa de pesquisa de dois anos que tem por objetivo tornar os celulares mais fáceis de usar por grupos que incluem os idosos e os analfabetos.

Com a estagnação do crescimento de mercados como os da Europa, Japão e Estados Unidos, o setor de comunicação sem fio está especialmente interessado nos idosos que até o momento tenham imaginado que podem viver sem celulares, ou que não conseguem usar os aparelhos de que dispõem.

A IBM anunciou hoje que o software desenvolvido pelo programa, que envolve também o National Institute of Design, da Índia, e a Tokyo University, será fornecido em base de fonte aberta, e que outros materiais desenvolvidos também serão fornecidos publicamente a governos e empresas.

Observadores do setor de telecomunicações avaliaram que o programa da IBM atende a uma necessidade genuína.

“À medida que a população da Europa e América do Norte envelhece, a necessidade de aparelhos móveis especializados se torna aguda,” disse Ben Wood, diretor de pesquisa da consultoria britânica CCS Insight.

IBM investe em celulares para idosos

À medida que a população da Europa e América do Norte envelhece, a necessidade de aparelhos móveis especializados se torna aguda.

“Os fabricantes de celulares terão de se adaptar caso desejem atrair uma geração que cresceu com os aparelhos móveis mas já não é capaz de usá-los da mesma forma que no passado,” explicou.

Grandes fornecedores como a Nokia e a Samsung Electronics produziram celulares com botões grandes e design simples, mas não chegaram a comercializá-los especificamente para os idosos.

Isso abriu o mercado para empresas menores como a Emporia, de capital fechado, e a sueca Doro, segundo a qual um estudo recente demonstrou que a maioria das pessoas com mais de 65 anos nos países desenvolvidos já têm celulares.

A austríaca Emporia decidiu que seu foco exclusivo seriam os celulares para idosos alguns anos atrás, quando a mãe aposentada de seu presidente-executivo, Albert Fellner, começou a pedir ajuda regularmente para usar seu aparelho.

“Ela me deixava maluco com o celular. A cada duas semanas, eu precisava explicar a ela como usá-lo. Desisti e disse que produziria um celular que ela saberia como usar,” afirmou Fellner.

Info Online

Celular carrega bateria com movimento

Nokia obtém patente de bateria de celular que carrega com movimento

Energia é captada e gerada pelo movimento sofrido pela própria bateria.

Tecnologia utiliza energia cinética, já usada para dar carga em relógios.

A Nokia registrou a patente de uma aplicação capaz de recarregar as baterias de seus smartphones e celulares a partir da movimentação delas durante a utilização dos aparelhos pelos usuários, de acordo com informações publicadas no site francês “MobiFrance” nesta

De acordo com a patente obtida nos EUA, a tecnologia chamada “Piezoelectric Kinetic Energy Harvester” (ou “Coletor Piezoelétrico de Energia Cinética”, em português) é capaz de captar a energia gerada dos movimentos do aparelho feitos pelos usuários e utilizá-la para recarregar o dispositivo móvel automaticamente.

A energia cinética já é utilizada para carregar a bateria de relógios há algum tempo, mas a Nokia dá um passo adiante, ao tentar colher a energia gerada por todos os movimentos que as baterias estão sujeitas, avaliou o site “Inquirer”.

G1