Inacreditável: Gabinete de Bolsonaro atestou frequência de filha de Queiroz que era personal trainer no RJ

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Filho de Mourão foi promovido oito vezes nos governos do PT; ascensão na carreira contradiz vice-presidente

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Mourão diz que filho foi promovido por mérito, competência e honestidade, e que não havia alcançado cargo de destaque antes por perseguição do PT – :Antônio Cruz/ABrAntônio Cruz/ABr

O novo assessor especial da presidência do Banco do Brasil Antônio Hamilton Rossell Mourão, filho do vice-presidente Hamilton Mourão, foi promovido oito vezes nos governos Lula e Dilma (2003-2016). As constantes ascensões internas de Antônio ao longo de 18 anos de Banco do Brasil contradizem a justificativa do vice-presidente de que ele havia sido preterido nas gestões petistas por ser seu filho e que, só agora, estava sendo valorizado.

De acordo com a jornalista Madeleine Lacsko, do jornal Gazeta do Povo, de Curitiba, Antônio Mourão ainda teve a oportunidade de se candidatar a uma promoção no governo de Michel Temer, mas não o fez porque preferiu ficar no cargo de assessor empresarial na área de agronegócios do banco.

Concursado, Antônio Mourão está no Banco do Brasil desde 2001
Dilma,Antônio Hamilton Rossell,Ética,Dilma,PT,General Mourão,Nepotismo,Brasil,Vice Presidente,Governo Bolsonaro,Banco do BrasilA promoção do filho do vice-presidente ao cargo de assessor especial da presidência do Banco do Brasil causou polêmica e obrigou Mourão e o novo comandante do BB, Rubem Novaes, a se explicarem publicamente. Ambos alegam que Antônio foi escolhido pela competência e que ele já devia ocupar um cargo de destaque na instituição há mais tempo.

Como mostra a Gazeta do Povo, Antônio Mourão pulou três degraus com a nomeação. No novo cargo, o filho do vice-presidente receberá cerca de R$ 36 mil, quase três vezes mais do que ganhava na área de agronegócios do banco.

Veja a lista de promoções de Antônio Mourão no Banco do Brasil:

1 – 21 de janeiro de 2003: passa de gerente de Expediente em Campo Novo (RS) para gerente de Contas II em Brasília, na Asa Sul;
2 – 5 de março de 2003: operador financeiro Jr., já fora de agência e na estrutura do banco;
3 – 9 de agosto de 2004: analista pleno na Diretoria de Agronegócio;
4 – 14 de maio de 2007: gerente negocial na Superintendência de Varejo do BB em Mato Grosso do Sul;
5 – 18 de junho de 2007: analista na mesma Superintendência em Mato Grosso do Sul;
6 – 21 de julho de 2008: de volta a Brasília, assume como analista sênior;
7 – 10 de dezembro de 2012: vira analista sênior na Gerência de Negócios;
8 – 28 de maio de 2013: promovido a analista empresarial na Gerência de Negócios

Honestidade e competência

Tela mostra promoções obtidas pelo filho do vice-presidente no Banco do BrasilDilma,Antônio Hamilton Rossell,Ética,Dilma,PT,General Mourão,Nepotismo,Brasil,Vice Presidente,Governo Bolsonaro,Banco do Brasil
Na última terça-feira (8), Hamilton Mourão foi ao Twitter defender a promoção do filho, o que, segundo ele, ocorreu por mérito. “Meu filho, Antônio, ingressou por concurso no BB há 19 anos. Com excelentes serviços, conduta irrepreensível e por absoluta confiança pessoal do presidente do Banco do Brasil, foi escolhido por ele para a sua assessoria. Em governos anteriores, honestidade e competência não eram valorizados.”

O novo presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, endossou os elogios feitos pelo vice ao seu assessor e disse não entender por que Antônio Mourão não ocupava cargo de mais destaque no BB. “Mourão [o filho] é de minha absoluta confiança. Foi escolhido para minha assessoria e nela continuará, em função de sua competência. O que é de se estranhar é que não tenha, no passado, alcançado postos mais destacados no banco”, afirmou.

Segundo Novaes, o filho do presidente possui “excelente formação e capacidade técnica” e será mantido no cargo. Em nota, o banco informou que o cargo é de “livre provimento da Presidência do BB e a nomeação atende aos critérios previstos em normas internas e no estatuto do Banco”.
Fonte: Congresso em foco

Auxílio Moradia x Bolsa Família

Brasil da série: “É impressionante o dano que uma pessoa munida só com a burrice pode causar”
Auxílio Moradia:
Para Juízes R$ 4.377,73
Para Senadores R$ 5.500,00
Para Deputados Federais R$ 4.253,00
Bolsa Família
Bolsa Família Básico R$ 85,00
Bolsa Família Variável à Gestante R$ 39,00
Bolsa Família Variável de 0 a 15 Anos R$ 39,00 por criança ou adolescente.
Fotos. Pela Ordem
-“Mansão” de um vagabundo recebedor do Bolsa Família
-“Modesta habitação do Senador Collor de MeloBolsa Família,Brasil,Miséria,Nepotismo,Políticos

O deputado que almoçou 30 no mesmo dia com dinheiro publico

Deputado que votou sim pelo Impeachment, “almoçou” 30 vezes no mesmo dia com dinheiro público.

Um grupo que reúne desde desenvolvedores de software a um sociólogo, todos envolvidos no mercado de tecnologia, criou uma plataforma para identificar mau uso de verba pública por deputados federais.

Espalhados entre Porto Alegre, Brasília, São Paulo e até na Itália, os oito descobriram um meio de analisar mais de dois milhões de notas fiscais de forma automática para detectar uso abusivo da cota parlamentar –reembolso a que deputados têm direito para o exercício do mandato.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]

Numa maratona de análise computacional e humana na semana passada, a força-tarefa, financiada por um crowdfunding, contestou o reembolso de R$ 378.844 desde 2011. Foram 629 denúncias contra 216 deputados à Câmara –sendo dois candidatos à presidência da Casa.

Bruno Pazzim (esq.), Irio Musskopf e Ana Schwendler trabalham no projeto com o robô

Após o passar pelo software, cada caso é analisado por uma pessoa, que depois encaminha as denúncias. O grupo costuma aguardar respostas para divulgar os casos.

A ação recebeu o nome de “Operação Serenata de Amor”, inspirado no “caso Toblerone”, um escândalo da década de 1990 na Suécia que provocou a renúncia da então vice-primeira-ministra Mona Sahlin por uso do cartão corporativo para gastos pessoais.

“A gente acredita que a corrupção não começa em milhões. A gente corta desde o início, no momento em que o deputado pode pedir uma nota fiscal para um taxista de R$ 80 quando ele na verdade gastou R$ 40. Se ele souber que tem alguém olhando, talvez não chegue a roubar dinheiro de merenda”, diz o desenvolvedor Irio Musskops, 23, idealizador do projeto.

 

O desafio é ensinar “Rosie” –apelido dado ao programa inspirado na doméstica-robô do desenho “Os Jetsons”– a identificar casos estranhos. O foco na fase inicial do projeto tem sido identificar gastos suspeitos com refeição.

O robô aponta pagamentos num curto prazo de tempo em cidades muito distantes, compras feitas fora de Brasília enquanto o deputado discursava em plenário, valores considerados acima do normal e outras contradições.

Num primeiro teste, em novembro, ela identificou 40 anomalias, das quais nove foram reconhecidas pela Câmara como mau uso da verba.

Entre os casos estão a compra de cinco garrafas de cerveja em Las Vegas pelo deputado Vitor Lippi (PSDB-SP) e de 13 almoços no mesmo dia reembolsados ao deputado Celso Maldaner (PMDB-SC). A cota é para uso exclusivo do parlamentar, e é proibido comprar bebidas alcoólicas.

Os dois atribuíram o erro a suas assessorias, que não retiraram as compras indevidas ao solicitar o reembolso, e devolveram a verba à Câmara.

“Fomos ensinando o robô a combater a corrupção. Ele entende padrões e identifica o que está fora”, disse o jornalista Pedro Vilanova, 23, também integrante do grupo.

Na última semana, “Rosie” questionou dois candidatos à presidência da Câmara. O deputado André Figueiredo (PDT-CE) gastou R$ 248,52 em novembro de 2014 na pizzaria Valentina, onde uma pizza grande custa hoje em média R$ 70. Para o reembolso, ele apresentou uma nota manual que descreve apenas “despesa com refeição”.

TCU eleva valor mínimo para abertura de processo contra agentes públicos

Valor mínimo passa dos atuais R$ 75 mil para R$ 100 mil. Para ministro do Tribunal de Contas da União, reajuste passa recado negativo à sociedade: “Com esta decisão, grandes contingentes vão soltar foguetes, pois se colocam à sombra da atuação deste tribunal”

Foto: Elza Fiuza/ABr
O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) autorizou o aumento do valor mínimo para a instauração de processo de tomada de contas especial contra administradores que lesam os cofres públicos.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]
Após discutir a conveniência de aumentar dos atuais R$ 75 mil para R$ 150 mil o montante mínimo, os ministros acataram uma proposta conciliatória, estipulando em R$ 100 mil o novo piso.

A alteração do valor mínimo para apresentação de futuros processos foi aprovada na reunião da última quarta-feira (23), mas o acórdão foi divulgado na sexta (25). Também foram aprovados novos prazos máximos para a instauração da tomada de contas especial, conforme constará de uma nova instrução normativa ainda a ser publicada.

A tomada de contas especial é um processo administrativo aberto pelo TCU para apurar as responsabilidades por prejuízos à administração pública federal. Além de averiguar os fatos, o procedimento visa a quantificar os possíveis danos ao erário, identificar eventuais responsáveis e obter o ressarcimento dos valores desviados.

A partir de agora, salvo determinação em contrário do TCU, é obrigatório quando o valor do débito atualizado for a partir de R$ 100 mil e não houver transcorrido mais de dez anos entre a provável data da ocorrência dos fatos e a primeira notificação dos responsáveis pela autoridade administrativa competente.

Compromete capacidade

Em 2014, os processos de tomada de contas especial representaram 42% do total de processos autuados pelo TCU. Em 2011, eram 18%. A aprovação de um valor mínimo superior aos atuais R$ 75 mil é, principalmente, uma tentativa de fazer frente a esse crescimento que, segundo os defensores da iniciativa, compromete a capacidade do TCU de fiscalizar irregularidades que envolvem quantias maiores, com maior impacto social.

Segundo a Secretaria de Métodos e Suporte ao Controle Externo do tribunal, um em cada quatro casos instaurados em 2014 demorou mais de sete anos para ser apreciado. Além disso, 22% dos processos foram arquivados sem julgamento de mérito, seja devido a falhas na instauração dos mesmos, seja por razões que motivaram a área técnica a apontar a necessidade de aprimoramento da Instrução Normativa nº 71, de 2012, que regulamenta o tema.

Durante a sessão, o único que se pronunciou taxativamente contra o reajuste do valor mínimo foi o ministro Walton Alencar Rodrigues, para quem a decisão pode passar um recado negativo quando o combate à corrupção e o mau uso de recursos públicos ocupa lugar de destaque na sociedade.

“Com esta decisão, grandes contingentes vão soltar foguetes, pois se colocam à sombra da atuação deste tribunal”, declarou Rodrigues, criticando a sugestão da área técnica, acolhida pelo relator do Processo Administrativo nº 025.244, ministro Raimundo Carreiro, que defendeu a necessidade de o tribunal ser pragmático. “Não cabe dizer que estamos liberando geral. Todos os ‘colchões’ de amparo ao ressarcimento de desvios de dinheiro público estão na lei.”

Segundo o ministro, o TCU tem centenas de processos para apreciar e tem que escolher o que fazer. “Ou o tribunal quer tomar conta de uma TCE [tomada de contas especial] de R$ 75 mil, ou quer apreciar o processo de compra de uma refinaria em Pasadena”, disse Carreiro, em alusão à compra, pela Petrobras, em 2006, de uma refinaria de petróleo no Texas (EUA). O valor pago à época – US$ 360 milhões por 50% da refinaria – levantou suspeitas de que diretores da estatal e membros do Conselho de Administração da Petrobras, entre eles a ex-presidenta Dilma Rousseff, autorizaram um negócio com indícios de superfaturamento.

Valor intermediário

Diante da controvérsia, o ministro Augusto Nardes propôs um valor mínimo para a instauração dos processos de tomada de contas especial intermediário entre os atuais R$ 75 mil e os R$ 150 mil sugeridos pela área técnica e acatados por Carreiro: R$ 100 mil.

“Acho que é possível conciliar. Diante da crise que estamos vivendo, a questão, a meu ver, é transformar essa discussão em uma questão de oportunidade, de sermos pragmáticos. Estamos com uma estrutura cada vez menor diante da situação [de aumento do número de processos de tomada de contas especial]. Logo, precisamos verificar o que é mais vultoso, direcionar nossas auditorias para os processos de maior valor”, defendeu Nardes.

Tanto Carreiro quanto Nardes argumentaram que a implementação de um sistema informatizado para a tomada de contas especial, o chamado eTCE, permitirá maior controle de todos os procedimentos, desde a instauração do processo até o julgamento pela corte.

Outra mudança nos procedimentos para a instauração dos processos de tomada de contas especial diz respeito à comprovação prévia da ocorrência de dano. A mudança no antigo Artigo 5 da Instrução Normativa nº 71 também foi proposta pelo ministro Walton Alencar Rodrigues, que defendeu não haver necessidade de comprovação prévia.

“Basta que ocorra a omissão do gestor no dever de prestar contas ou a identificação de indícios de irregularidade que justifiquem a instauração do procedimento para apurar a ocorrência concreta do dano e seus responsáveis”.
ElPais

Brasil: da série “Além do fundo do poço”.

Seguinte: Rodrigo (argh) Maia, presidente da Câmara, por conta do Underwood estar ausente da Taba, assumiu a presidência temporária da presidência temporária dos Tapuias.

waldir-maranhaobrasilpoliticosblog-do-mesquita

Assim, continuem emendadando as embiras – ao Aurélio, eia – o Depufede Federal qualquer coisa Maranhão, como 1°vice presidente da Câmara, assume o comando do lupanar e passa a decidir a pauta (atenção é a pauta) dos projetos que serão votados.

Esse Maranhão, que é do Maranhão e do Sarney – ou a ordem é inversa? Tanto faz – pediu (sic) para “agilizar” os trabalhos, trabalhos?Hahahaha!, que seu grupo político fosse aquinhoado, claro que o verbo não foi esse, “apenas” com uma VICE-PRESIDÊNCIA da Caixa Econômica Federal.

Agora o “Grande Finale” da Ópera Burlesca.
Perguntem-se: por quais raios que o partam, que um Depufede Federoso, quer indicar um cumpincha para a vice-presidência de um Banco Público?
PS. Mas os neos moralistas não iriam modificar essa prática de aparelhar o Estado? “Nun foi”?
Hahahahahahaha!
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Senador diz que nomeia até “melancia” em órgão federal: “Isso aqui é nosso”

Brasil,Nepotismo,Políticos,Senador Hélio José,Blog do MesquitaApós nomear ex-assessor para a Secretaria de Patrimônio da União, Hélio José afirma que manda na SPU e que adversários terão de “limpar as gavetas”.

Áudio de conversa com funcionários do órgão federal vazou na internet. Novo superintendente sofre resistência

Responsável pela indicação do novo superintendente da Secretaria de Patrimônio da União (SPU), vinculada ao Ministério do Planejamento, o senador Hélio José (PMDB-DF) disse que põe a “melancia” que quiser no órgão e que quem não “estiver com ele” pode “cair fora”. “Isso aqui é nosso. Isso aqui eu ponho quem eu quiser aqui. A melancia que eu quiser aqui eu vou botar”, afirmou o senador na última terça-feira (2), ao apresentar aos servidores da SPU o novo superintendente da secretaria, Francisco Nilo Gonsalves Junior, que foi seu assessor no Senado.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

O áudio das declarações foi vazado pela internet.

A nomeação do ex-assessor do senador, que assumiu a superintendência na terça, despertou a oposição de um grupo de servidores da SPU. Os funcionário alegam que o novo superintendente é dono de uma imobiliária particular — característica considerada conflituosa para um gestor da SPU, que gerencia as terras da União.

Na gravação, o senador ainda afirma que Francisco Nilo “tem lado” e que o “lado dele é o do senador Hélio José”.  Hélio José diz ser o “responsável pela SPU a partir de hoje (terça, 2)”. Em outro trecho, o peemedebista acusa a superintendente substituta da SPU, Valéria Veloso, de divulgar informações contra o novo titular. A servidora não foi encontrada pela reportagem para comentar o assunto.

Em nota enviada ao Congresso em Foco, o senador afirmou que Francisco Nilo é um profissional autônomo e não detém propriedade de empresa no ramo imobiliário. Disse ainda que o seu indicado não é “nem é sócio administrador e nem sócio cotista de qualquer imobiliária no DF e no país”. Para reforçar seu argumento, Hélio José enviou à reportagem certidões emitidas pela Junta Comercial do Distrito Federal. A reportagem aguarda retorno do novo superintendente de Patrimônio da União.

Muitos assessores e partidos

Suplente de Rodrigo Rollemberg (PSB), Hélio José herdou o mandato quando o titular assumiu o governo do Distrito Federal. Como revelou a Revista Congresso em Foco, o senador tem 86 funcionários à sua disposição, a maior equipe de gabinete entre os 81 senadores. Embora seja hoje do partido do presidente interino, Michel Temer (PMDB), o parlamentar é um dos que ainda não anunciaram como vão votar pela abertura do processo penal contra a presidente Dilma Rousseff na próxima terça-feira (9).

Ex-petista,  Hélio José assumiu no Senado como representante do PSD, no início do ano passado. No fim de 2015, filiou-se ao Partido da Mulher Brasileira (PMB). Em março se filiou ao PMDB.

A SPU administra o patrimônio imobiliário da União e é vinculada ao Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão. Desde o primeiro governo Lula quem administra o órgão é o PT do Distrito Federal. Até a chegada de Hélio José, que já foi dirigente do partido no DF, quem dava as cartas na secretaria era o ex-deputado federal Geraldo Magela.

Veja a íntegra da nota do senador Hélio José:

“O senador Hélio José (PMDB-DF) vem por meio desta, esclarecer que o sr. Francisco Nilo Gonsalves Junior é profissional autônomo e não  detém propriedade de empresa no ramo imobiliário. Francisco Nilo também, não detém  nenhum título de sócio administrador de qualquer empresa no País e tão pouco faz parte, na condição de acionista, de qualquer imobiliária, apesar daqueles que tentaram fazer crer nas inverdades construídas por parte de alguns servidores da Superintendência do Patrimônio da União no Distrito Federal (SPU/DF).

O sr. Nilo é gestor financeiro, devidamente inscrito no Conselho Regional de Administração, de elevada capacitação técnica, a quem o senador confiou e sugeriu uma indicação técnica para assumir a SPU-DF, que tem por finalidade zelar, manter, administrar e sobretudo, ajudar a destravar o sistema fundiário inclusive na regularização dos condomínios de uma forma técnica, honesta e totalmente dentro da legalidade.

Segue em anexo, Certidões emitidas pela Junta Comercial do Distrito Federal, que comprovam a veracidade dos fatos e evidencia que Francisco Nilo, nem é sócio administrador e nem sócio cotista de qualquer imobiliária no DF e no País.”

Mais sobre Hélio José
Gabriel Pontes/Congresso em foco

Ficcção: Ali Babá teria vergonha do Congresso

Ratos Blog do MesquitaEduardo Cunha, deputado federal (PMDB), ex-presidente da Câmara, é um turbilhão de irregularidades, tido como obsessivo em busca do poder, e que já, até sonhou ser presidente do Brasil, perde para ele mesmo.

Comparado a presidente afastada Dilma Rousseff difere apenas num ponto, ela: “nunca soube de nada”, ele “sabe de tudo”. Mas ambos ainda não fizeram delação premiada. Se isso ocorrer o Brasil fecha as portas.

Versa a enredo das ficções em películas que encantaram o público, de que “Ali Babá e os 40 Ladrões”, diferencia dos ladrões do Brasil, apenas no conteúdo, enquanto a fórmula é a mesma. Numa versão tangente, Ali Babá estava à frente do tesouro, e um dos comparsas, perguntou: Ali, você não vai pegar nada? Não! Respondeu o personagem facínora, vocês pegam, e depois eu roubo de vocês![ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

É o que temos por aqui “ladrão roubando ladrão”, e como alternativa, fica com um pouco, um “nicho” da negociado na delação premiada, um modelão tupiniquim, do aprendizado da espionagem internacional, que durante a Segunda Guerra Mundial, serviu de lastro para decantar estratégias militares.

Dilma afirma que nunca roubou. Eduardo Cunha, “devo, não nego, pago quando puder”. Na verdade o episódio que se arrasta desde o caso do “mensalão”, e falta abrir a “caixa preta“ do BNDES, as cenas se repetem. Na República tupiniquim, tal qual nas ditaduras sanguinárias, o quadro é igual.

Aqui um presidente da indireta, apareceu na janela, pálido, imóvel e acenou maquinalmente para um close, e gerou a sucessão pela via indireta de Tancredo Neves, o tenebroso José Sarney. Um formato bipolar para lavar a alma da ditadura militar, no famigerado pós golpe de 64, com bilhete seguro da impunidade da “Anistia, Ampla Geral e Irrestrita”.

Veio a versão “bolsa família” e a “midiática global” da direita. A primeira elegeu Collor de Melo, desastroso, confiscou, mutilou milhões com seu “plano”, abriu as porteiras para China fulminar com a nossa indústria de consumo. Surrupiou a poupança dos pobres, desencadeou o impeachment.

Aqui a China entra pela porta da frente e o Paraguai pela porta dos fundos. Um desastroso negócio que desmanchou nossas indústrias de pequeno porte.

PC Farias, o homem da mala, apareceu morto em sua cama. Crime até hoje, blindado, quase esquecido, como tantos outros. Fernando Henrique Cardoso, professor, poluto, com seu livro verde amarelo obrigatório no currículo das universidades, e bem mandado – o ventríloquo mor do capital. Assinou com tudo e todos, fez o PDV, (lesionou direitos trabalhistas) e abriu sua loja de negócios, convidou os felizardos para festa das estatais.

Num país, que ex-presidentes morrem do nada, surgem, conotações assustadoras. O deputado, mediador pacificador Ulisses Guimarães, presidente do MDB, desapareceu num vôo de helicóptero, no litoral de Santos. Juscelino Kubitschek morreu de desastre na via Dutra. Seu automóvel colidiu com um caminhão, num acidente obscuro, mal contado e pouco esmiuçado.

Não muito recente Eduardo Dutra, um aceno socialista de que teríamos uma chance de investir numa promissora proposta de governo, as vésperas das eleições, morreu tragicamente naquele acidente aéreo, com o avião caindo sobre casas.

Recente, seu piloto, Paulo Cesar de Barros Morato, aparece morto, a autópsia concluída em 30 de junho, revelou: “morte por envenenamento”. Quem teria envenenado ou ele próprio ingeriu no mortífero.

O que mais posso comentar?

Se o caso Celso Daniel, petista, próximo de tudo e de todos da cúpula agremiativa, assassinado no auge de sua liderança no ABC paulista, ainda não tem a verdade e sequer autoria confirmada.

Se hoje o presidente em exercício Michel Temer. Em recente pesquisa, tem a confiança de 61% dos brasileiros. Eu particularmente prefiro aguardar a próxima pesquisa.

Ávido e compulsivo quanto todos os nacionalistas que sentem no sangue, o fulgor e o latejante desejo de libertação do seu povo, assisto a tudo atônito. Por mais que tento entender, esbarro nos mesmos obstáculos de qualquer cidadão comum. A blindagem sobre esses temas é total. Só vaza aquilo que pode vazar. Quando se chega próximo do caso, alguém desaparece.

Se Ali Babá não fosse ficção, melhor seria ser verdadeiro.

A “caixa preta” está ligada a Cunha, que está ligada ao PMDB, que está ligada ao Congresso e envolve a poluta e estável Caixa Econômica. A caverna do tesouro dos 40 tupiniquins tem caminho sinalizado, seta indicativa para, onde ironicamente, por mera coincidência, os três: Caixa, BNDES e Petrobrás, todos na Avenida Chile.

Até aqui no banquete das delações, a Odebrecht, OAS e Delta, todas honrosas empreiteiras, financiadoras e intimas do poder. Palmas para a louvável e nacionalissima ação da Policia Federal, uma benção para a comunidade. Deus é brasileiro!

Dilma não volta, mas tem o “volta Lula”. Eduardo Cunha não volta. Mas a “caixa preta” do BNDES, essa sim pode voltar, e se aberta nada será encontrado. Estiveram antes. Ali Babá não dorme no ponto!
Roberto Monteiro Pinho

Festas juninas dos deputados custam 20 milhões de reais aos brasileiros

Deputados paralisam trabalhos em sete dos últimos dez dias úteis por festas juninas.

Waldir Maranhão no último dia 14.
Waldir Maranhão no último dia 14.
Foto ALEX FERREIRA CÂMARA DOS DEPUTADOS

Entre os dias 20 de junho e 1º de julho, os contribuintes brasileiros gastarão cerca de 20 milhões de reais para ver os deputados federais que os representam tirarem dias extras de folga durante o período de festas juninas em um ano de crise econômica e política.

Na semana passada, por determinação de Waldir Maranhão (PP-MA), o controverso presidente interino da Câmara dos Deputados, a Casa ficou parada durante três dos cinco dias úteis, a justificativa era o feriado de São João, no dia 24 de junho.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Nesta, o recesso branco durará quatro dias e o santo homenageado é São Pedro, em 29 de junho. A única data em que está prevista a realização de uma sessão em que pode haver votações é nesta terça-feira, ainda assim, a expectativa é que não haja quórum mínimo para deliberações, que é a metade dos 513 deputados.

MAIS INFORMAÇÕES

O cálculo do custo dos parlamentares aqui citado é baseado no valor diário que eles representam aos cofres públicos: 2,87 milhões de reais. A conta é feita sobre salários além dos gastos com auxílio moradia, verba de gabinete, alimentação, transporte, aluguel de veículo e imóveis, além de verbas com a divulgação do mandato. Ele não inclui, por exemplo, o valor da manutenção e funcionamento dos prédios da Câmara nem o quanto é pago para os servidores concursados ou terceirizados.

Em nota divulgada pela sua assessoria de imprensa, Maranhão informou que a paralisação se deve aos “festejos juninos, durante os quais há grande mobilização popular, especialmente na região Nordeste do país”. Nesses dias, as comissões continuarão funcionando, mas possivelmente estarão esvaziadas.

O detalhe é que, em menos de um mês, está prevista outra folga geral na Câmara, que é o recesso parlamentar oficial entre os dias 18 e 31 de julho. A decisão dele também leva em conta o período de campanha eleitoral que se aproxima. Em agosto, começará o prazo em que os concorrentes às prefeituras e às Câmara de Vereadores iniciam a divulgação de suas candidaturas. Deputados federais estão entre os principais concorrentes a prefeitos de diversos municípios.

A decisão de Maranhão de paralisar os trabalhos desagradou a gregos e troianos. O nanico e oposicionista PSOL emitiu uma nota para chamar o deputado do PP de “perdulário e irresponsável”. “Esse tipo de posicionamento irresponsável e monocrático tem um custo para o contribuinte. Afinal, é ele quem paga a multa pelas remarcações das passagens aéreas.

Figuras como Maranhão, que ora atendem a interesses do centrão, ora do próprio Eduardo Cunha, ora do governo interino de [Michel] Temer desmoralizam a Câmara dos Deputados e a atividade parlamentar”, afirma o documento assinado pelos seis deputados da legenda.

Do lado governista também houve chiadeira. “Num momento como esse, em que deve haver um esforço em torno do processo de reconstrução nacional e de recuperação da economia e projetos importantes estão na pauta da Câmara, é inadmissível que uma decisão unilateral do presidente interino paralise os trabalhos durante uma semana”, reclamou o líder do PSDB, Antonio Imbassahy.

“Quando temos só um dia na semana de trabalho há um estímulo para que os deputados continuem na sua base e não venham para a sessão”, disse o líder do Governo na Câmara, André Moura. Inicialmente, a intenção da gestão Temer era votar dois projetos que considera prioritários nestes dias de paralisação, a medida provisória 718, que altera algumas regras tributárias no período dos Jogos Olímpicos e a proposta que crias normas de governança nas empresas estatais.

Antônio Augusto de Queiroz, diretor de documentação do Departamento de Intersindical de Assessoria Parlamentar (uma ONG que estuda o Legislativo brasileiro), entende que essa paralisação foi feita apenas para prorrogar a cassação do mandato do deputado federal afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). “É uma manobra para Cunha ganhar tempo. Não fazia sentido paralisar a agenda do Congresso neste momento”, ponderou.

Ainda assim, na avaliação de Queiroz, a gestão Temer não será prejudicada com o recesso branco. “Os principais temas estão neste momento com o Senado. Se essas medidas ficarem para a próxima semana, não haverá problemas. Além disso, a base está bastante homogênea, coisa que não estava no Governo Dilma. Ou seja, não há riscos para o Governo Temer no Legislativo”.

Na Casa ao lado, o Senado, a expectativa é que não haja paralisação principalmente por causa da Comissão do Impeachment de Dilma Rousseff (PT), que quer concluir os trabalhos o quanto antes, e porque boa parte dos senadores querem dar ao presidente interino Michel Temer o respaldo legislativo que ele precisa para se manter no cargo.

A decisão sobre essa pausa ou não nos trabalhos deve ser tomada na próxima semana pelo presidente do Congresso Nacional, Renan Calheiros (PMDB-AL). Ele já demonstrou que tem interesse em seguir trabalhando e faz as articulações políticas nesse sentido, mas sua vontade ainda depende do aval da maioria dos congressistas, conforme previsto na Constituição Federal.
ElPais