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‘Vamos dar um tapa na cara da política neoliberal’: López Obrador, presidente do México

Presidente,Economia,Neo Liberalismo,México,Lopez ObradorPresidente eleito, que assume no dia 1º de dezembro, elencou prioridades para novo governo: revogação de reforma educacional e mudanças na lei trabalhista

O presidente eleito do México, Andrés Manuel López Obrador, anunciou nesta semana as primeiras medidas do governo que assume no dia 1º de dezembro. Entre elas, está a mudança na lei trabalhista do país – o que, segundo o futuro mandatário, dará “um tapa na cara” da política neoliberal.

A ideia de López Obrador é tentar elevar o poder aquisitivo da população ao mexer na legislação. “Quero apresentar uma reforma para melhorar os salários dos trabalhadores. Gostaria que estivesse na Constituição a seguinte questão: o ajuste do salário-mínimo não poderá ser menor do que a inflação. Vamos dar um ‘tapa na cara’ da política neoliberal”, ressaltou Obrador. “O que aconteceu nesse último período neoliberal? Tiraram o poder aquisitivo da classe trabalhadora, porque os ajustes eram feitos abaixo da inflação. Isso acabou”.

Outra das propostas centrais é a revogação da reforma educacional, aprovada durante o atual governo de Enrique Peña Nieto, em 2013, que desde então tem provocado protestos de alunos e professores por todo o país. Sindicados dos profissionais da educação e organizações estudantis alegam que a reforma suprime direitos trabalhistas e identificam prejuízos à qualidade do ensino público. Na noite de segunda-feira (05/11), durante reunião com os deputados do seu partido, o Morena, o presidente eleito já havia sinalizado a promessa de revogação.

López Obrador disse, também, que lutará pela revogação de um artigo da Constituição que “garante a impunidade” do presidente da República. “Acabou a impunidade. Os presidentes poderão ser julgados como qualquer cidadão pelos crimes que cometerem. Fim dos privilégios!”, afirmou.

O futuro presidente também prometeu modificar a Constituição para incluir as consultas públicas e os referendos no marco legal do país. “A democracia participativa é a que permite ao povo manter seu poder soberano. O povo coloca, o povo tira. Na democracia participativa há consultas ao povo. Podem aprovar a revogação dos mandatos, o ‘prometi em campanha e vamos cumprir’. Vou submeter-me à consulta em três anos”, disse.

No México o mandato é de seis anos, sem direito à reeleição.

Pensões, aposentadorias e bolsas de estudos

No dia de sua vitória, López Obrador afirmou que dobraria o salário dos aposentados e pensionistas no primeiro dia de governo – a informação foi confirmada pelo. Ele também anunciou a criação de bolsas de estudos para universitários e alunos de cursos técnicos de baixa renda. “Vamos governar para todos, mas vamos dar preferência aos pobres, aos humildes”, resumiu Obrador.

Uma das principais propostas do presidente eleito tornou-se em lei esta semana, graças aos deputados do Morena eleitos em julho – que já assumiram seus cargos. Na segunda, foi publicada no Diário Oficial uma medida aprovada pelo Congresso que elimina a aposentadoria de ex-presidentes da República e gastos com assessores.

No ano passado, o Estado mexicano gastou 2,2 milhões de dólares (R$ 8,1 milhões) com pagamentos feitos a cinco ex-presidentes e duas primeiras-damas viúvas. A lei entrará em vigor no dia 1 de janeiro de 2019.
ÓperaMundi

Joseph Stiglitz: Zona Euro demonstra fracasso do neoliberalismo

Nobel da Economia diz que há países que têm mais argumentos para sair da Zona Euro do que o Reino Unido para abandonar a União Europeia. 

Joseph Stiglitz: Zona Euro demonstra fracasso do neoliberalismo

Joseph Stiglitz, professor da Universidade de Columbia, diz em entrevista à Bloomberg que a Zona Euro tem sido um “fracasso”.

“Prometeram duas coisas: prosperidade econômica e coesão política. Falharam ambas”, argumentou o economista laureado com um Nobel em 2001.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Para o economista, este “falhanço” da Zona Euro deveria ser suficiente para que vários dos países mais penalizados com as políticas que têm sido implementadas equacionem deixar o euro.

“Há países com argumentos muito mais fortes para sair do euro do que o Reino Unido sair da UE”, disse Stiglitz, acrescentando que as políticas econômicas seguidas na Zona Euro estão a dar força aos partidos extremistas.

“Políticas económicas erradas podem ser muito perigosas”, alertou o economista, que ainda assim acredita que a Zona Euro tem solução, mas não sob a actual liderança da Alemanha.
Via Jornal de Negócios

Economia: O capitalismo não fracassou, mas sim a sua visão neoliberal

José Antonio Ocampo - Economista - Ocampo é pessimista em relação à força dos emergentes

Há vinte anos, a queda do Comunismo no Leste Europeu parecia provar o triunfo do capitalismo. Mas teria sido uma ilusão?
Os constantes choques no sistema financeiro internacional nos últimos anos levou a BBC a perguntar a uma série de especialistas se eles acham que o capitalismo ocidental fracassou.

O capitalismo fracassou?
‘Falhamos como reguladores, supervisores, gerentes da governança corporativa’
Temos que abandonar o mito do crescimento econômico infinito’, diz economista

Economia

Neste texto, José Antonio Ocampo, colombiano, economista, ex-secretário-geral adjunto da ONU e ex-secretário-executivo da Cepal, diz que o problema era a visão de que o capitalismo tinha de ser um sistema não regulado:

O economista colombiano José Antonio Ocampo, professor da Universidade de Columbia, em Nova York, não crê que o capitalismo como modelo geral tenha fracassado. No entanto, em sua opinião, o que se mostrou como fracasso foi a visão mais neoliberal do capitalismo.

“O que fracassou foi a ideia de que o capitalismo tinha de ser um sistema não regulado”, diz Ocampo, que trabalhou como secretário-geral adjunto da ONU para Assuntos Econômicos e Sociais, além de secretário-executivo da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal).

“O capitalismo funciona bem quando faz parte de um sistema social mais amplo. Mas quando se pretende que o mercado esteja por cima das relações sociais ou políticas, o capitalismo falha”, afirma Ocampo.

A visão neoliberal foi um grande equívoco de todos os lados, que respondeu a interesses econômicos particulares fortes, e não a uma agenda social sustentável, como foi demonstrado ao fim no mundo em desenvolvimento, primeiramente, e no próprio mundo industrializado, depois”, diz.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]”Hoje, na América Latina, por exemplo, temos um capitalismo com muitíssimos mais graus de intervenção do que tínhamos nos anos 1990″, afirma o economista, que pesquisou a história econômica da região e sustenta que a crise da dívida latino-americana e a crise asiática levaram à volta das diversas formas de intervenção.

América Latina

Ocampo diz que a crise teve um impacto muito forte na América Latina, especialmente pela recessão de 2009. Mas, por outro lado, ele afirma que a região saiu ganhando.

“Percebe-se os ganhos no fato de que não houve crise financeira nacional em nenhum país, tampouco colapsos na balança de pagamentos (embora na Venezuela tenha ocorrido algo parecido) e não houve novos estouros inflacionários”, diz.

Para o colombiano, a América Latina saiu da recessão muito rapidamente. “Mas nisso creio que atuaram fatores internacionais favoráveis, em particular dois”, afirma.

“Primeiramente, que a crise foi contida pela intervenção maciça dos bancos centrais e dos governos dos países industrializados, assim que, em termos de seu impacto financeiro, a crise durou somente um ano”, diz.

“O segundo fator foi a recuperação muito rápida dos preços de produtos básicos, um processo que foi balizado pela China.”

Assim sendo, essa recuperação ajudaria a explicar por que alguns países em desenvolvimento, entre os quais o Brasil, aparecem em uma posição tão forte, podendo inclusive ajudar financeiramente a Europa?

Sobre isso, Ocampo tem uma visão que ele mesmo qualifica de “pessimista”.

“A periferia adquiriu certos graus de autonomia, mas esses graus são, no entanto, limitados. Em outras palavras, a periferia não tem a capacidade de impulsionar a economia mundial suficientemente quando as principais economias estão em crise. Isso é o que estamos vendo agora”, afirma o economista.

“A economia mundial está em vias de reestruturação, mas hoje, e eu diria isso de forma categórica, não temos uma autonomia total em relação ao mundo industrializado. A América Latina é uma região dinâmica, mas não é um motor.”

Mudanças

Para Ocampo, esse processo de reestruturação após a crise financeira teve pelo menos três consequências.

A primeira foi a ratificação de novos centros econômicos importantes, notadamente a China, a quem qualifica, “sem a menor dúvida, de motor da economia mundial”.

A segunda é que, segundo Ocampo, as crises proporcionam uma oportunidade para reforçar os trabalhos das instituições financeiras internacionais. Nesse sentido, houve “mudanças notáveis”, de acordo com o colombiano.

“O FMI de hoje é muito diferente do de antes da crise, e ainda que fale muito a fazer, creio que ele vá adiante. Os bancos multilaterais de desenvolvimento foram apoiar os países em desenvolvimento em proporções poucos esperadas antes da crise. E há um novo impulso para algumas instituições regionais, como a Unasul”, diz.

Finalmente, a volta a uma visão mais intervencionista não está ocorrendo em todo o mundo.

“O debate nos Estados Unidos é contrário à visão intervencionista, e creio que vai fracassar, porque o capitalismo sem uma boa intervenção do Estado não é um sistema suficientemente sustentável.”

BBC Brasil

O estranho mundo de Arnaldo Jabor

O MUNDO DE JABOR, a julgar pelos seus textos, é sombrio. Nele, o Brasil “está evoluindo em marcha à ré”, para usar uma expressão de sua coluna.
por: Paulo Nogueira ¹

“Só nos resta a humilhante esperança de que a democracia prevaleça”, diz ele.

Bem, vamos aos fatos. Primeiro, e acima de tudo, se não vivêssemos numa democracia plena os artigos de Jabor não seriam publicados e ele não teria vida tão tranquila para fazer palestras tão bem remuneradas em que expõe às pessoas seu universo gótico, em que brasileiros incríveis como ele devem se preparar para a guerra caso queiram a paz. Esta é outra expressão do texto de hoje.

Já escrevi muitas vezes que o Brasil sob Lula perdeu uma oportunidade de crescer a taxas chinesas ou mesmo indianas. FHC deixou preparado o terreno para um grande salto. Não veio. Mas que o Brasil progrediu é inegável. Somos hoje um país respeitado globalmente. Passamos muito bem pela crise financeira global que transtornou tantos países e deixou bancos enormes de joelhos.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Temos problemas para resolver? Claro. Corrupção é um deles? Sem dúvida. Mas entendamos: a rigor, onde existe política, a possibilidade de corrupção é enorme. No Brasil. Na China. Na França. Nos Estados Unidos. Na Inglaterra. Na Itália. Em todo lugar. Citei estes países apenas porque, recentemente, grandes escândalos sacudiram seu mundo político. Na admirada França, o presidente Sarkozy é suspeito de ter recebido dinheiro irregularmente da dona da L’Oreal.

O problema na corrupção política é a falta de punição. Não me parece que seja o caso do Brasil. Antes, sim. No governo militar, a corrupção era muito menos falada, vigiada e punida. Um governador acaba de ser preso. A chefe da Casa Civil, ainda que não haja prova de seu envolvimento pessoal no favorecimento de familiares, perdeu o cargo e está submetida a um linchamento moral que ninguém sabe ainda se é merecido.

A choradeira de Jabor — um pouco mais literata e dramática do que a de uma alma gêmea sua, Clóvia Rossi, da Folha — não ajuda a causa que ele defende. Jabor representa o liberalismo econômico, a direita política. Para persuadir as pessoas de que suas idéias são corretas, são necessários argumentos melhores do que os que ele apresenta.

O primeiro ponto é que muito pouca gente acredita que o Brasil descrito por Jabor é o Brasil de verdade. Basta tirar os olhos de sua coluna e colocá-los na rua. A realidade é diferente. Há sol onde na prosa jaboriana parece só existir treva. Jabor se dá ares de dissidente cubano quando tem padrão de vida — e de liberdade — escandinavo.

Caso Dilma vença, Jabor parece estar preparado não para a guerra, mas para permanecer no papel enfadonho e ranzinza de mártir, de vítima impotente de um país que, se fosse tão ruim assim, ele já teria trocado por outro, como fez Paulo Francis. Esse papel pode ser bom para palestras. Segundo um site que agencia palestras, “o palestrante Arnaldo Jabor mostra-se extremamente habilidoso ao aliar citações eruditas a uma visão crítica da realidade brasileira”.

Mas a choradeira não é boa sequer para a própria causa que ele defende — uma economia tatcherista em que o mercado não tenha freios ou limitações. Para erguer esse universo, são necessários argumentos inteligentes — e não pragas como esta de hoje. “Malditos sejais, ó mentirosos e embusteiros! Que a peste negra vos cubra de feridas, que vossas línguas mentirosas se transformem em cobras peçonhentas que se enrosquem em vossos pescoços, e vos devorem a alma.”

Tenho a sensação de que os editores de Jabor no Estado e no Globo não conversam com ele sobre o que ele vai escrever. Acho que deveriam. Às vezes um simples “calma, está tudo bem” resolve. Uma conversa prévia seria útil para Jabor,a causa, o leitor e o debate.

¹ Paulo Nogueira é jornalista e está vivendo em Londres. Foi editor assistente da Veja, editor da Veja São Paulo, diretor de redação da Exame, diretor superintendente de uma unidade de negócios da Editora Abril e diretor editorial da Editora Globo.

Os neo liberais e a desfaçatez sem limites

Desfaçatez sem limites

Mesmo derrotados e desmoralizados, os neoliberais não se emendam. Continuam ignorando terem sido os responsáveis pela crise que quase leva o planeta à garra, por conta de sua adoração à prevalência absoluta do mercado sobre a economia.

E tentam dar a volta por cima, organizando-se contra a evidência dos novos tempos no mundo inteiro, onde o estado readquire sua condição de indutor do desenvolvimento e da justiça social.

Como detém boa parte dos controles da mídia, os neoliberais insurgem-se diante da natureza das coisas. Estão contra as novas regras de exploração do pré-sal, assim como se opõem aos reajustes dos aposentados. Querem achatar os vencimentos de quem parou de trabalhar, já que não produzem.

Chegam ao disparate de lamentar o aumento da expectativa de vida entre nós, coisa que para eles apenas irá onerar os cofres da Previdência Social. Logo estarão clamando pelo anti-Herodes, aquele que em vez de mandar matar os bebês, executará os velhinhos.

Carlos Chagas – Tribuna da Imprensa

Liberalismo, John Locke e Bancos Americanos

O liberalismo doutrinado pelo filósofo inglês John Locke, é enterrado, juntamento com o farisaico neo-liberalismo, que tando encantou FHC, pelo proer bushiano. Greta Garbo, quem diria, acabou no Irajá!

Hélio Fernandes – Tribuna da Imprensa

O Lehman Brothers um dos bancos mais arrogantes do mundo, que “media” a importância dos outros, não soube medir a sua.

As ações caíram 42% apenas num dia. Será DOADO a um grupo amigo de Bush.

Com recursos do Tesouro, fartos, enormes, favorecendo a todos.