EUA teme ataque de hackers russos no dia das eleições

O governo dos Estados Unidos teme um ataque massivo de hackers russos no dia das eleições presidenciais, em 8 de novembro.

De acordo com a emissora NBC, foi criada uma força-tarefa sem precedente coordenada pela Casa Branca e pelo Departamento de Segurança Nacional, com apoio do Pentágono e das principais agências de segurança, da CIA à NSA. [ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]

Nos últimos meses, fontes do governo norte-americano acusaram hackers russos de invadirem sistemas e divulgarem informações confidenciais.

Um desses ataques teria violado o sistema do Pentágono.

Além disso, a candidata democrata à Casa Branca, Hillary Clinton, diz que a Rússia apoia o seu adversário, o republicano Donald Trump.

Washington está se preparando para o pior cenário, o qual envolveria um ciberataque total ou parcial que derrubasse a rede elétrica ou a conexão à Internet nos Estados Unidos.

Mas os agentes também estão trabalhando para montar ações contra manipulação e desinformação nas redes sociais, como Twitter e Facebook, onde poderiam ser publicados documentos falsos.

Aliança de empresas de comunicação com o Facebook gera ansiedade e esperança

A aliança de nove meios de comunicação com o Facebook para publicar conteúdo diretamente na rede social está gerando ansiedade e esperança no setor, que procura ampliar sua audiência, mas teme perder protagonismo com a distribuição de notícias fora de suas plataformas.

10791585w.jpg

O acordo, que deve ser estendido para mais empresas em breve, permitirá que os artigos sejam baixados em uma velocidade dez vezes mais rápida nos telefones celulares do que agora.

O “Instant Articles” é uma função pensada para dispositivos móveis: os artigos que a imprensa distribuir diretamente pela rede social estarão visíveis no “Feed de Notícias” do aplicativo do Facebook – inicialmente só para iPhones. Nos desktops segue funcionando o sistema de links que leva às páginas dos meios de comunicação.

O vice-presidente de Plataformas de Parcerias e Operações do Facebook, Justin Osofsky, explicou à Agência Efe que a leitura de notícias na rede social é “a pior experiência que existe” no “Feed de Notícias” e o motivo dessa movimentação editorial.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

“À medida que mais gente acessa dispositivos móveis, observamos que a experiência de abrir uma notícia precisa de muitas melhorias. Ela é concretamente lenta, leva mais de oito segundos para ser carregada”, acrescentou principal responsável pelo “Instant Articles”, Michael Reckhow.

Os meios de comunicação terão a opção de incluir publicidade em seus artigos e manter suas receitas, mas também podem preferir que o Facebook comercialize os anúncios, retendo com 30% da renda obtida com a venda, explicou Reckhow.

A rede social também permitirá que as empresas tenham acesso aos dados sobre as pessoas que leem notícias usando as atuais ferramentas do Facebook, facilitando o acompanhamento dos interesses dos usuários.

A iniciativa é, na opinião do “The New York Times”, o último exercício de equilíbrio existencial da imprensa, que busca atingir os 1,4 bilhão de usuários ativos do Facebook no mundo, mas também teme que a aliança atrapalhe seus negócios.

No entanto, Vivian Schiller, ex-executiva do próprio “The New York Times”, da “NBC” e do Twitter, acredita que os meios de comunicação não têm alternativa. “A audiência está lá (no Facebook). (Ele) É grande demais para ser ignorado”, afirmou em declarações ao “The New York Times”.

James Bennett, diretor da revista “The Atlantic”, outro dos nove veículos participantes da iniciativa, reconheceu hoje que a publicação de notícias através do “Instant Articles” significa “perder o controle sobre o sistema de distribuição”.

No entanto, ele assinalou que, ao mesmo tempo, os meios de comunicação estão tentando levar suas histórias ao maior número de pessoas possível, algo facilitado pelo Facebook.

Para o diretor-executivo do “The New York Times”, Mark Thompson, o acordo oferece a oportunidade de explorar a possibilidade de atrair mais tráfego para o site do jornal através do Facebook. “Essa é uma oportunidade de ampliar e explorar se o Facebook pode se transformar em uma parte até maior do tráfego do Times”, disse Thompson em artigo publicado no site do jornal.

Também fazem parte do grupo que usará a ferramenta pela primeira vez o “Buzzfeed”, a “National Geographic” e os europeus “The Guardian”, “BBC”, “Spiegel” e “Bild”. Nas próximas semanas, indicou Osofsky, outros veículos de comunicação começarão a utilizar o “Instant Articles”.

“O objetivo é ter a ferramenta pronta para que qualquer meio possa utilizá-la. Estamos fazendo isso para que seja incluído facilmente nos fluxos de trabalho e nos sistemas de conteúdo já existentes”, indicou o vice-presidente. O Facebook trabalhou junto com as empresas para desenhar a ferramenta de publicação: as notícias distribuídas pela rede social terão um formato otimizado e serão personalizáveis.

As informações, que serão abertas após um toque, poderão incluir fotos, vídeos, áudios, infográficos e outros elementos, como tweets, vídeos do YouTube ou fotos do Instagram. E poderão ser compartilhadas e comentadas de forma independente.

Osofsky esclareceu que as notícias postadas no Facebook não serão exclusivas, podendo também ser encontradas nos sites dos meios de comunicação em seu aspecto tradicional. O Facebook defende que a iniciativa oferecerá às empresas uma oportunidade “monetizar seus conteúdos”.
Fonte:EFE/Info

Internet, telejornais e jornais impressos

O jornalismo tradicional “dá tratos à bola” para sobreviver diante do avanço das novas mídias. As redes sociais, especialmente blogs e Twitters, além de ágeis, ganham credibilidade por não estarem submetidas às pressões dos interesses econômicos.

Cada ‘blogueiro’ ou ‘twitteiro’ é seu próprio editor, repórter e editorialista. O jornalismo praticado nos grandes grupos de comunicação não reflete mais os anseios da sociedade. Noticiam somente o que lhes é conveniente e parecem desconhecer a revolução das mídias digitais, com suas enormes plataformas de relacionamentos, nas quais a mentira oficiosa tem vida curta.

Esses grupos tradicionais que controlavam até agora a formação da opinião pública, se vê agora caindo em descrédito. Para segurar espectadores para os telejornais, as novelas se estendem no pieguismo e demais programas apelam para noticiários do tipo ‘mundo cão’. No resumo; são diretamente responsáveis por manter essa oligarquia política que se mantém no poder por mais de meio século.

O Editor


Telejornalismo também paga o preço da crise na imprensa

Até agora os telejornais olhavam com um certo ar de superioridade em relação aos jornais impressos diante as dificuldades enfrentadas pelos profissionais do papel na luta para encontrar um novo modelo de negócios capaz de assegurar a sua sobrevivência diante da internet.

Mas o quadro parece estar mudando, e muito rapidamente. Nos últimos dois meses, algumas das mais importantes emissoras européias admitiram mudanças profundas em seus departamentos de jornalismo, ao mesmo tempo em que a NBC norte-americana anunciou um corte de 700 funcionários da área de telejornais, em conseqüência de uma redução de 800 milhões de dólares nas suas receitas publicitárias desde 2007.

Na Inglaterra, o executivo chefe da rede independente de televisão (ITV), Michael Grade, admitiu em depoimento ao parlamento britânico que sua rede não está mais interessada em notícias porque os gastos superam as receitas. Ele disse também que não pedirá mais ajuda pública para os programas jornalísticos regionais porque “eles são um saco sem fundo”. Grade foi ainda mais longe em seu pessimismo, trocando o cargo na principal emissora comercial inglesa por um emprego fora da TV.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Emissoras como a inglesa BBC e a alemã ARD (ambas controladas pelo governo) sempre colocaram os seus programas jornalísticos como os carros-chefes de uma programação que seus responsáveis definem como de interesse público e sem fins lucrativos. Os telejornais da BBC e da ARD, bem como de várias outras emissoras européias que recebem fundos estatais, não podem veicular publicidade comercial.

As emissoras públicas européias admitem, em privado, que também podem reduzir drasticamente os orçamentos de programas jornalísticos, segundo informações da newsletter Follow the Media. Mas a situação já se tornou dramática em países da Europa Central, o antigo bloco socialista do Leste europeu, onde pelo menos dez projetos de telejornalismo foram desativados por falta de dinheiro.

O projeto de televisão comunitária RE:TV, criado na Bulgária há dois anos com recursos de um multimilionário local, anunciou no início de dezembro que sairá do ar até o final do ano. O canal reunia uma equipe formada pelos melhores jornalistas búlgaros e produzia programas retransmitidos por quase todas as grandes emissoras européias.

A crise nos departamentos de jornalismo das televisões européias é mais séria do que se imagina, porque no Velho Mundo o telejornalismo é a âncora do resto da programação, ao contrário do que acontece com as emissoras comerciais. Emissoras como a BBC e a ARD usam o jornalismo independente como grande argumento para pedir fundos aos respectivos governos. Para elas, o jornalismo é uma espécie de ícone do interesse publico.

Mas não é só isto que está em jogo. Caso a perda de sustentabilidade financeira se agrave ainda mais, o jornalismo na televisão pode tornar-se ainda mais exposto aos interesses comerciais, como já é possível perceber na TV Globo, onde as chamadas “promoções da casa” ocupam cada vez mais espaço nas emissões noticiosas. O caso extremo é o noticiário esportivo, onde quase tudo o que sai no ar tem algum interesse comercial embutido.

A informação jornalística menos influenciada por interesses corporativos privados, até agora, estava marcada na televisão pela existência de canais públicos que funcionavam como inibidores da comercialização desenfreada do noticiário. No caso europeu, o fator predominante era a qualidade da informação gerada por uma BBC, por exemplo. Já em países como o Brasil, a simples existência de uma emissora pública, mesmo débil, já é suficiente para criar um parâmetro de comparação em matéria de noticiário.

Tudo isso indica que o público terá que se preocupar cada vez mais com o tipo de informação que receberá nos próximos anos, porque as emissoras privadas vão acabar sacrificando a qualidade em nome da sobrevivência financeira e as públicas terão cada vez mais dificuldade para arrancar verbas estatais capazes de manter a programação atual.

por Carlos Castilho/Observatório da Imprensa