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Ambiente: Em um ano, governo Bolsonaro corta verba para brigadistas em 58%

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Apesar de alta das queimadas na Amazônia e no Pantanal, orçamento destinado à contratação de pessoal de prevenção e controle de incêndios florestais em áreas federais sofreu forte redução entre 2019 e 2020.

Até o fim de agosto, fogo consumiu 12% do Pantanal em 2020

Mesmo com as queimadas na Amazônia aumentando 30% em 2019 e com o Pantanal registrando o maior número de queimadas em mais de uma década, o governo Bolsonaro vem cortando drasticamente a verba para contratação de profissionais para prevenção e controle de incêndios florestais em áreas federais.

O gasto esperado com a contratação de pessoal de combate ao fogo por tempo determinado, somado ao de diárias de civis que atuam como brigadistas, caiu de R$ 23,78 milhões em 2019 para R$ 9,99 milhões neste ano – uma redução de 58%, de acordo com dados oficiais do Portal da Transparência.

Este foi o segundo ano seguido de redução no orçamento total para prevenção e controle de incêndios florestais em áreas federais. A verba inicialmente planejada para a área em 2018 era de R$ 53,8 milhões, reduzida em 2019 para R$ 45,5 milhões, e para R$ 38,6 milhões em 2020. Do ano passado para este, a redução foi de 15%.

Em meio aos cortes, o Pantanal vive seu pior ano em termos de queimadas de que se tem registro. De janeiro a 10 de setembro de 2020, o Pantanal somou 12.703 focos de incêndio, o mair número para o período desde que o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) começou o monitoramento, em 1998. Segundo dados do órgão federal, nos primeiros oito meses do ano, 18.646 km² do bioma foram consumidos pelas chamas, mais da metade disso em agosto.

Historicamente, a situação observada em setembro é ainda pior, com mais áreas de campos, florestas e arbustos queimados. Se o ritmo medido em agosto se mantiver, o Pantanal terá um total de 28, 8 mil km² carbonizados até setembro, superando todos os anos anteriores.

A área queimada até o fim de agosto, equivalente a 15 cidades do Rio de Janeiro inteiras queimadas, representa 12% do Pantanal. O bioma possui 83% de cobertura vegetal nativa e a maior densidade de espécies de mamíferos do mundo, com uma concentração nove vezes maior que a vizinha Amazônia, que também vem sofrendo com as queimadas.

Em Mato Grosso – que, junto com Mato Grosso do Sul, abriga o Pantanal – não chove forte desde maio

Na Floresta Amazônica, 29.307 focos de queimadas foram registrados em agosto deste ano, destruindo uma área maior que a da Eslovênia. O número ficou pouco abaixo dos 30.900 registrados no mesmo período de 2019  que, de acordo com o Inpe, foi o pior mês de agosto para a Amazônia desde 2010, interrompendo uma tendência de queda observada em anos anteriores.

De acordo com especialistas, nem a Amazônia nem o Pantanal sofrem com incêndios espontâneos. Em Mato Grosso – que, junto com Mato Grosso do Sul, abriga o Pantanal – não chove forte desde maio, logo, não há raios que pudessem inflamar os campos e matas secas, levando à conclusão de que se trata de incêndios irregulares. Isso apesar de o uso do fogo para limpeza e manejo de territórios ter sido proibido no estado entre 1º de julho e 30 de setembro. Segundo decreto estadual, quem provocar queimadas pode ser punido com reclusão de dois a quatro anos e multa a partir de R$ 5 mil por hectare.

Atraso no combate

Em nota, o Ministério do Meio Ambiente afirma que aumentou o número de brigadistas em relação ao último mandato da ex-presidente de Dilma Rousseff. Questionada pela DW Brasil sobre os cortes, a pasta não explicou a questão orçamentária, e afirmou que em 2020 foram contratados 3.326 brigadistas pelo Ibama e pelo ICMBio, contra 2.080 em 2016.

No entanto, os editais de contratação para os profissionais, que costumam ser realizadas a partir de abril, para que as brigadas tenham tempo para o trabalho de prevenção dos incêndios, neste foram publicados somente em junho, atrasando todo o cronograma.

Segundo uma fonte do ICMBio que prefere não se identificar, o trabalho de combate aos incêndios no Pantanal demorou para começar, de modo que agora resta apenas esperar pela chuva e tentar impedir o fogo de consumir construções, pontes e unidades de conservação – os chamados alvos preferenciais.

“O grosso do trabalho de combate é feito de julho a setembro, antes há os trabalhos de queima preventiva, abertura de aceiros, feitos com acompanhamento do PrevFogo. O trabalho preventivo é até 20 vezes mais barato que o combate”, calcula.

No Pantanal, Ibama e ICMBio vêm trabalhando em conjunto com bombeiros, militares e o Sesc Pantanal na força conjunta que tenta manter a salvo o Parque Estadual Encontro das Águas e o Parque Nacional do Pantanal Matogrossense, ambos refúgios de vida silvestre. Além do Mato Grosso, as brigadas atuam em outros 16 estados e no Distrito Federal em áreas ido Pantanal, do Cerrado e da Amazônia.

Agosto, mês de queimadas

Em junho, o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), alertou que o desmatamento observado no último um ano e meio na Amazônia poderia ser o prenúncio de uma catástrofe na região. O modus operandi do desmate da floresta é a derrubada em massa das árvores, com tratores que arrastam grandes correntes, derrubando tudo pelo caminho, para, no período seco seguinte, a vegetação ser queimada para limpeza do terreno.

Em nota técnica publicada, o Ipam apontou que, entre janeiro de 2019 e abril de 2020, uma área de 4.509 km² de Floresta Amazônica havia sido derrubada. “Se 100% queimar, pode se instalar uma calamidade de saúde sem precedentes na região ao se somar os efeitos da covid-19“, previu, apontando que o mês de agosto é quando grande parte da queima acontece na Amazônia.Amazônia,Queimadas,Brasil,Meio Ambiente,Blog do Mesquita

Segundo os dados do Inpe citados no início deste texto, a Amazônia teve seu segundo pior agosto da última década em termos de queimadas registradas. No entanto, de acordo com reportagem a Folha de S.Pauloo sensor Modis, do satélite Aqua, da Nasa, apresentou problemas a partir de meados do mês, prejudicando a medição dos focos de incêndio em algumas áreas. Com isso, é possível que a situação tenha sido ainda mais severa do que a de agosto do ano passado.Seca,Queimadas,Ambiente,Meio Ambiente,BlogdoMesquita

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Missão SpaceX e NASA: O que os astronautas farão quando chegarem à Estação Espacial Internacional?

Behnken (no fundo) e Hurley chamaram a base da Terra antes de dormir. Os astronautas americanos Doug Hurley e Bob Behnken vão atracar na Estação Espacial Internacional (ISS) no domingo.

Os homens estão subindo para a plataforma em órbita depois que foi lançado em um foguete Falcon-9 do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, no sábado.

A equipe da NASA agora viaja em uma cápsula fornecida e operada por uma empresa privada, a SpaceX. É a primeira vez na história do vôo espacial humano que uma empresa privada transporta dois astronautas da agência espacial dos EUA.

A nave está programada para acoplar com a ISS por volta das 14:30 GMT (15:30 BST).

Será um procedimento totalmente automatizado. Hurley e Behnken não precisarão intervir a menos que haja um problema.

Este foi o lançamento histórico do foguete Falcon-9
A cápsula subirá até ficar suspensa abaixo da estação.

Então haverá manobra para areacar em uma porta de ancoragem na seção de proa.

Depois que os ganchos colocarem a cápsula do Crew Dragon no lugar e a pressão for controlada, os astronautas poderão desembarcar e se juntar à tripulação russo-americana que já está a bordo da ISS.

Hurley e Behnken foram capazes de dormir em sua jornada e estarão preparados para tudo o que acontecerá neste domingo.

Mas antes de começar esta aventura, eles realizaram o que se tornou uma tradição entre a tripulação espacial dos Estados Unidos: dar um nome à nave.

Essa tradição remonta ao programa de cápsulas Mercury no início dos anos 1960.

A missão teve que ser adiada do mau tempo para quarta-feira no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, Estados Unidos.
Direitos autorais da imagem SPACEX

Os dois homens disseram que seria chamado de “Endeavour“.

Hurley transmitiu um rádio para a Terra e disse: “Escolhemos o Endeavor por algumas razões: uma, por causa do incrível esforço que a NASA, a SpaceX e os Estados Unidos fizeram desde o final do programa de ônibus espaciais em 2011”.

O ônibus espacial Endeavour, aposentado há nove anos com o restante da frota da NASA, recebeu o nome de HMS Endeavour, o navio de pesquisa comandado pelo explorador britânico James Cook em sua jornada para a Austrália e Nova Zelândia no final do século XVIII.

“O outro motivo é um pouco mais pessoal para Bob e eu”, acrescentou.

“Nós dois fizemos nossas primeiras missões a bordo do ônibus espacial Endeavour e isso significou muito para nós”.Direitos autorais da imagem GETTY IMAGES
A empresa SpaceX da Elon Musk é a primeira a oferecer um serviço de transporte de tripulação comercial.

O “esforço incrível” a que Hurley se referiu é o esforço para comercializar a Low Earth Orbit (LEO).

O objetivo é que as operações espaciais de rotina, realizadas logo acima do planeta, sejam controladas pelo setor privado.

E que o transporte usual de tripulação e carga é gerenciado por empresas privadas como a SpaceX, a equipe californiana fundada pelo bilionário tecnológico Elon Musk.

Já se reconhece que a abordagem ágil e inovadora da SpaceX para o desenvolvimento de tecnologia de foguetes e cápsulas economizou bilhões de dólares da NASA em comparação com os padrões de aquisição do passado.

A agência espacial dos Estados Unidos não quer mais ter veículos dedicados a essa parte da atmosfera da Terra.

Você simplesmente deseja comprar o “serviço de transporte” fornecido pelas empresas americanas.

Isso deve liberar recursos financeiros que podem ser direcionados para a tarefa muito mais complexa e onerosa de levar os astronautas à Lua.

O programa Artemis, como é conhecido, visa colocar os astronautas da NASA de volta à superfície lunar em 2024.

“Quando aceitei este trabalho há alguns anos, nosso orçamento na NASA era de cerca de US $ 19 bilhões”, disse Jim Bridenstine, administrador da agência.

“O orçamento que o presidente Trump nos deu para o próximo ano é de US $ 25 bilhões. Estamos em uma posição excelente.”

“Não temos tanto apoio para a agência espacial desde John F. Kennedy e também temos o apoio de ambas as partes. Todo mundo quer que o programa Artemis seja bem-sucedido. Todo mundo quer ver não apenas o próximo homem, mas a primeira mulher, em a Lua. E é isso que estamos construindo aqui”

Tecnologia,Veículos,Transportes,Nave Espacial,Trem,Blog do Mesquita

Space X – Após adiamento, foguete deve levar astronautas ao espaço neste sábado

Essa é a primeira missão da SpaceX transportando humanos, desde que a companhia foi criada há quase 20 anos pelo bilionário sul-africano Elon Musk. Desde 2012, a empresa usa uma versão de transporte de carga da cápsula Dragon para reabastecer a Estação Espacial Internacional.

O foguete Falcon 9, da SpaceX, que transportará dois astronautas americanos à Estação Espacial Internacional
Foto: Bill Ingalls/Nasa (22.mai.2020)

O risco de tempestades no Cabo Canaveral, no estado da Flórida, fez o primeiro voo espacial tripulado em quase uma década nos Estados Unidos ser adiado para a tarde deste sábado (30).

O presidente americano Donald Trump até viajou na última quarta-feira (27) para a base de lançamento no sul dos Estados Unidos para assistir de perto ao voo histórico, cancelado no último momento.

Agora, a cápsula Crew Dragon vai transportar dois astronautas americanos —Doug Hurley e Bob Behnken— até o local dentro do foguete Falcon 9. A viagem dura 19 horas e os levará a 408 km da órbita terrestre.

Hurley e Behnken devem ficar na estação por algumas semanas para conduzir pesquisas. Lá, terão a companhia de mais um americano e dois russos. A estação é um laboratório científico no espaço, um projeto de cooperação internacional entre Estados Unidos, Canadá, Rússia, Japão e países da Europa.

Esse lançamento marca um novo momento, em que empresas privadas passam a participar da exploração espacial. A última vez que a Nasa lançou astronautas para o espaço a bordo de um veículo novo foi há 40 anos, no início do programa de ônibus espaciais.

O Falcon 9 é parte do esforço da agência espacial estadunidense para desenvolver tecnologia e ter mais competitividade diante dos avanços da Rússia e da China no setor aeroespacial.

China

A China vem enviando uma série de missões para a Lua nos últimos anos. O país tem investido pesado em um programa espacial para fins científicos, comerciais e militares, e tem ambição de liderar a corrida espacial.

O governo de Pequim está investido na construção da sua própria estação espacial e enviar humanos para a Lua em um futuro próximo. Há seis anos, a China se tornou o terceiro país a conseguir levar para a Lua uma sonda não tripulada, algo antes só alcançado pelos Estados Unidos e pela antiga União Soviética.

Nasa lança primeira missão tripulada dos EUA na década


O conceito de um artista do Spacex Crew Dragon

A Nasa anunciou que no próximo mês lançará sua primeira missão tripulada do solo americano em quase 10 anos.

O foguete e a espaçonave que ele está transportando devem decolar do Centro Espacial Kennedy da Flórida em 27 de maio, levando dois astronautas à Estação Espacial Internacional (ISS).

O foguete e a espaçonave foram desenvolvidos pela empresa privada SpaceX.

A Nasa usa foguetes russos para vôos tripulados desde que seu ônibus espacial foi retirado em 2011.

Bob Behnken (à esquerda) e Doug Hurley

Os astronautas Bob Behnken e Doug Hurley levarão aproximadamente 24 horas para chegar à ISS.

Se for bem-sucedido, a SpaceX – liderada pelo empresário bilionário Elon Musk – se tornará a primeira empresa privada a enviar astronautas da Nasa para o espaço.

O foguete Falcon Nine e a sonda Crew Dragon decolam do histórico Pad 39A do centro espacial, o mesmo usado para as missões Apollo e ônibus espacial.

Um astronauta americano e dois cosmonautas russos estão atualmente a bordo da ISS.

Gás metano no Ártico?

Quão significativa é a descoberta de 2 milhões de focos de metano no Ártico que a NASA fez?

O derretimento do permafrost está liberando metano em áreas árticas.
Embora já se saiba que o derretimento da camada de solo congelado do Ártico está causando a liberação de metano e outros gases de efeito estufa, o problema ainda não foi dimensionado adequadamente.

A NASA, no entanto, relatou identificar pelo menos dois milhões de “pontos críticos” de emissão de metano em apenas 30.000 quilômetros quadrados de permafrost no Ártico.

As descobertas mais recentes da instituição mais conhecida por sua exploração espacial, apresentadas recentemente em um artigo publicado na revista Geophysical Research Letters, também podem ajudar a entender melhor o processo de liberação de gás naquela área do planeta.

E isso, por sua vez, também ajudará a estimar melhor as emissões de metano no Ártico.

A contribuição da NASA é mais que bem-vinda porque, como Esprit Smith, da equipe de imprensa da organização, explica, o Ártico se estende por milhões de quilômetros quadrados, muitos deles inacessíveis aos seres humanos.
As medições de metano feitas no nível do solo cobrem apenas uma parte mínima do Ártico. Getty Imagens

“Essa inacessibilidade limitou a maioria das observações no solo a locais com infraestrutura existente, uma pequena fração do vasto e variado terreno do Ártico”, lembrou Smith.

“Embora as observações por satélite não sejam detalhadas o suficiente para os cientistas identificarem padrões-chave e influências ambientais de pequena escala nas concentrações de metano”.

Foi isso que fez os cientistas do Experimento de Vulnerabilidade Boreal no Ártico da NASA (ACIMA) tentarem encontrar uma maneira de preencher essa lacuna.

Para fazer isso, em 2017 eles usaram aviões equipados com a nova geração do Espectrômetro de Imagem por Infravermelho Visível no Ar (AVIRIS – NG), um instrumento altamente especializado, para sobrevoar um pedaço da paisagem do Ártico.

E foi o AVIRIS – NG que permitiu a identificação dos dois milhões de pontos críticos de emissão de metano.

“Consideramos pontos críticos aquelas áreas que excedem 3.000 partes por milhão”, disse Clayton Elder, do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, em Pasadena, Califórnia, responsável pela operação.

40 metros
Os dados coletados também permitiram que Elder e sua equipe identificassem um padrão: em média, os pontos críticos do metano estavam concentrados principalmente em aproximadamente 40 metros de corpos d’água, como lagos e córregos.

O efeito dominó que pode transformar a Terra em uma estufa irreversivelmente.

Após a marca de 40 metros, a presença de pontos quentes tornou-se gradualmente mais escassa.

E a cerca de 300 metros da fonte de água eles caíram quase completamente.

Lagos Thermokarst formados pelo derretimento do permafrost no Alasca.

Segundo a NASA, Elder e sua equipe ainda não sabem ao certo por que 40 metros é o “número mágico”, mas os estudos adicionais que eles realizaram no terreno dão uma idéia.

“Após dois anos de estudos de campo que começaram em 2018 em um lago do Alasca com um ponto de metano, descobrimos um degelo abrupto de permafrost logo abaixo do ponto de acesso”, explicou Elder.

“É essa contribuição adicional do carbono do permafrost – carbono que está congelado há milhares de anos – que dá aos micróbios comida para mastigar e converter em metano à medida que o permafrost continua a degelar”, afirmou ele.O derretimento do permafrost tem tido conseqüências inesperadas.

O AVIRIS-NG já havia sido usado anteriormente para ajudar a medir as emissões de metano causadas por seres humanos em áreas povoadas, mas é a primeira vez que o instrumento é usado para encontrar pontos críticos em áreas anteriormente inexploradas.

Os cientistas estão apenas arranhando a superfície do que é possível com os novos dados, mas suas primeiras observações são valiosas.

“Ser capaz de identificar as causas prováveis ​​da distribuição de pontos críticos de metano, por exemplo, os ajudará a calcular com mais precisão as emissões desse gás de efeito estufa nas áreas que não pudemos observar”, afirmou Simth.

“E esse novo conhecimento melhorará os padrões da dinâmica do metano no Ártico e, com isso, nossa capacidade de prever o impacto da região no clima global e os impactos das mudanças climáticas globais no Ártico”, concluiu.

O furacão gigante em Júpiter

‘Furacões do tamanho da Terra’: as novas descobertas da sonda da Nasa em Júpiter

As observações iniciais de Júpiter feitas pela sonda espacial Juno são “de tirar o fôlego”, informam os cientistas da Nasa envolvidos na missão.
E o que mais os deixou perplexos até agora foram as gigantescas “tempestades” registradas nos polos dos planetas.
[ad name=”Retangulo – Anuncios – Esquerda”]”Pense em um monte de furacões, cada um do tamanho da Terra, todos tão espremidos uns aos outros que chegam a se tocar”, explica Mike Janssen, da agência espacial americana. “Até mesmo entre os pesquisadores mais experientes, essas imagens de nuvens imensas rodopiando têm impressionado muito.”
A sonda Juno chegou ao quinto país do Sistema Solar em 4 de julho do ano passado. Desde então, ela tem se aproximado do planeta gasoso a cada 53 dias.
As primeiras conclusões derivadas dessas observações estão sendo divulgadas agora nas publicações científicas Science e Geophysical Research Letters.
A equipe da Nasa diz que o que se sabia previamente sobre Júpiter está sendo revisto com base nas novas descobertas.
“(Com) essa observação mais próxima, constatamos que várias ideias que tínhamos (sobre Júpiter) eram incorretas e até mesmo ingênuas”, afirma Scott Bolton, principal pesquisador do Instituto de Pesquisa de San Antonio, no Texas.
Os grandes ciclones que cobrem as altas latitudes do planeta só agora estão sendo vistos em detalhes, porque as missões anteriores nunca conseguiram realmente olhar o planeta por cima e por baixo, como Juno tem conseguido – e, certamente, nenhuma teve resolução tão alta. É possível discernir até mesmo características que estão a apenas 50 km de distância.
As estruturas são muito diferentes daquelas encontradas nos polos de Saturno, por exemplo, e as razões disso ainda não são compreendidas.
Outra surpresa vem do Radiômetro de Micro-ondas (MWR na sigla em inglês) da Juno, que detecta o comportamento abaixo da superfície de nuvens. Seus dados indicam a presença de uma ampla faixa de amônia que vai do topo da atmosfera até a maior profundeza que se pode detectar – pelo menos 350 km para baixo. Ela pode ser parte de um grande sistema de circulação.
Mas a MWR mostra que a amônia em latitudes maiores pode ser muito mais variável.
“O que isso está nos dizendo é que Júpiter não está muito definido por dentro”, diz Bolton. “Está completamente errada a ideia de que, uma vez que você vá além da luz solar, tudo será uniforme e tedioso. A realidade pode ser muito diferente dependendo de onde você olha.”
A equipe que monitora a Juno selecionou alguns destaques entre as novas descobertas:
– Júpiter é 11 vezes maior que a Terra e 300 vezes mais pesado
– São necessários 12 anos terrestres para que Júpiter consiga fazer uma volta no Sol; um dia por lá tem 10 horas de duração.
– Em sua composição, ele lembra uma estrela; é formado basicamente de hidrogênio e hélio
– Sob pressão, o hidrogênio se torna um fluido que conduz eletricidade
– O hidrogênio metálico é provavelmente uma fonte de campo magnético
– A maioria da superfície das nuvens contém amônia e sulfureto de hidrogênio
– As listras de Júpiter são criadas por ventos fortes de origem leste e oeste.
– A Grande Mancha Vermelha de Júpiter é um gigantesco vórtice de tempestade duas vezes maior que a Terra. Essa mancha será o tema da próxima etapa de investigação da sonda Juno
Via BBC Brasil

Boeing 797 – Aviação

A Boeing prepara um novo avião para competir com o Air Bus A330.

Boeing 797 - Foto: Divulgação
Boeing 797 – Clique na imagem para ampliá-la

A principal característica do projeto, que tem capacidade para 1.00 passageiros, é o radical do projeto da asa foi desenvolvida pela Boeing, em parceria com a NASA.

O avião terá uma extensão da asa de 265 pés , comparados aos 211 pés do 747, sendo projetado para caber dentro dos terminais recentemente criados para receber o A380 com 555 assentos e 262 pés.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

O novo 797, é uma resposta direta ao Airbus A380.

A Boeing decidiu enterrar seu super projeto do 747 em 2003, depois do pouco interesse mostrado pelas cias aéreas, mas continuou a desenvolver o projeto final do 797, por anos em seu centro de pesquisas em Long Beach , Califórnia.

O Airbus A 380, esteve nos trabalhos desde 1999, e acumulou USD 13 Bilhões em custos de desenvolvimento, o que dá a Boeing uma enorme vantagem sobre a Airbus, que está comprometida com o velho modelo tubular de avião, que deverá ser usado por décadas.

Há diversas grandes vantagens no projeto da asa, o principal é a espantosa redução do esforço para a decolagem, que deve ser de 50%, com a redução do peso total em 25%, fazendo com que seja mais eficiente em estimados 33% em relação ao A380, fazendo a Airbus tremer pensando no investimento de USD 13 Bilhões, que já parece duvidoso.

A rigidez elevada do corpo, é um outro fator chave do avião combinado ao projeto da asa, pois reduz a turbulência e cria menos ‘stress’ ao corpo do avião o que aumenta a eficiência, dando aos 797, uns tremendos 8800 milhas náuticas, com seus 1000 passageiros que voam confortavelmente em 0.88 mach (velocidade do som ), ou 654 milhas por hora ( + – 1.046 Km/hora), uma enorme vantagem sobre o projeto do A380 da Airbus, (tubo-e-asa ), que voa a 570 mph ( + – 912 Km/h ).

Nasa anuncia descoberta de planeta semelhante à Terra e com condições de ser habitado

‘Devem existir todas as condições necessárias para a vida existir neste planeta’, afirmou o chefe da missão; Kepler-452b tem 6 bi de anos, 1,5 bi a mais que a Terra.

Comparação entre a Terra e o Sol, e Kepler-452b e sua estrela-mãe
Reprodução/ Nasa

Após anos de pesquisas espaciais em busca da existência de um planeta que pudesse abrigar vidas, a Nasa informou, nesta quinta-feira (23/07), que o telescópio espacial Kepler finalmente encontrou um que seja semelhante à Terra.
Batizado de Kepler-452b e distante 1.400 anos-luz de nós, o planeta está sendo chamado de Terra 2.0, por ser uma espécie de primo maior e mais velho do planeta azul. Ele possui, também, características que levam a crer que pode ser habitável.
Kepler-452b tem um diâmetro 60% maior que a Terra, tem grande chance de possuir um solo rochoso, mas sua massa e composição não foram determinadas. “Devem existir todos os ingredientes e as condições necessárias para a vida existir neste planeta”, afirmou o chefe do projeto do satélite Kepler, Jon Jenkis.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]
“É inspirador considerar que esse planeta já vive há seis bilhões de anos na área habitável dessa estrela, mais do que a Terra. Isso é uma oportunidade substancial para a vida surgir, devem existir todos os ingredientes e as condições necessárias para a vida existir neste planeta”, disse Jenkis.
A condição que faz com que o 1030º planeta conhecido pelos terráqueos seja parecido com a Terra é o fato de que ele orbita em uma “zona habitável”, em torno de uma estrela semelhante ao sol. Além disso, a distância a que se encontra desta estrela permite que seja possível que a água não evapore e permaneça na superfície.
A contagem de anos também seria diferente no Kepler-452b porque ele demora 20 dias a mais para completar a volta em torno de sua estrela (385 dias e não 365, como a Terra). Além disso, ela é um pouco mais velha do que o Sol (“apenas” 1,5 bilhão de anos a mais), tem a mesma temperatura, possui um diâmetro 10% maior e é mais brilhante.
SETI Institute

Concepção da superfície de Kepler-452b, um planeta que pode estar se superaquecendo, algo que acontecerá à Terra em 1 bi de anos.Outra diferenciação do novo planeta é que a estrela em torno da qual ele orbita é 10% maior e um pouco mais velha que o sol (cerca de 1,5 bilhão de anos a mais), tem a mesma temperatura e é mais brilhante.

Outras descobertas

A missão Kepler, lançada em 2009, tem como objetivo encontrar um planeta com características similares à Terra orbitando estrelas distantes próximas da zona habitável.

Reprodução/ Nasa

Comparação dos sistemas Kepler-186, Kepler-452 e o Solar
Além do Kepler-452b, foram descritos também outros 11 pequenos planetas que estão em zonas consideráveis habitáveis – ou seja, têm potencial de ter água em estado líquido.
Antes desta última descoberta, o planeta que mais próximo chegou das condições da Terra foi o Kepler-186f, descoberto em 2014. Ele, no entanto é menor e orbita ao redor de uma estrela anã vermelha que é significativamente mais fria que o sol.
Via OperaMundi

 

Blue Origin: Jeff Bezos revela sua empresa espacial

Criador da Amazon abriu as portas de sua empresa espacial secreta a repórteres pela primeira vez.

Jeff Bezos revela sua empresa espacial
Empresa, cujo endereço é sigiloso, foi criada em 2000 (Foto: Wikimedia) 

O criador da Amazon, Jeff Bezos, abriu as portas de sua empresa espacial secreta, a Blue Origin, a repórteres pela primeira vez na última terça-feira, 8.

A empresa, cujo endereço é mantido em sigilo, foi criada em 2000 pelo empresário.

Ela faz parte da tendência que tirou de gigantes como a Nasa a exclusividade sobre a exploração espacial, abrindo caminho para o setor privado, especialmente pequenas empresas.

Outro exemplo desta tendência é a SpaceX, de Ellon Musk.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Bezos acompanhou os repórteres em uma turnê pela empresa, revelando suas ambições de entrar no ramo do turismo espacial.

Ele falou sobre a nave espacial reutilizável New Shepard. Lançada ao espaço pela empresa em dezembro do ano passado ela retornou em janeiro deste ano.

Segundo Bezos, haverá outro lançamento experimental com a nave e os planos de turismo espacial dependem dos resultados do teste.

O empresário revelou que estuda os foguetes desde os cinco anos.

“Nunca pensei que teria recursos para iniciar uma empresa espacial. Ganhei na loteria com um bilhete chamado Amazon.com”, disse Bezos.

Assim como Musk, Bezos fala de sua empresa não como um negócio, mas sim parte de um futuro glorioso para a humanidade.

Segundo ele, chegará o dia em que haverá milhões de pessoas trabalhando e vivendo fora da Terra.

Ele também afirma que a busca pelo espaço deve prosseguir, se a humanidade quiser continuar prosperando.

No momento, os planos da Blue Origin se dividem em três categorias: turismo espacial; venda de propulsores de foguetes para outras empresas espaciais; e a criação de um foguete para levar cargas para o espaço.

Fontes:
The New York Times-Jeff Bezos Lifts Veil on His Rocket Company, Blue Origin

Por que ninguém viu ‘bola de fogo’ de energia similar à bomba atômica perto da costa do Brasil?

A Agência Espacial Americana, Nasa, anunciou ter detectado a maior “bola de fogo” registrado na Terra desde 2013, com localização a pouco mais de mil quilômetros da costa do Brasil.

Explosão “perto” da costa brasileira liberou energia equivalente a 13 mil toneladas de TNT – Image copyright Thinkstock

O termo é usado para descrever meteoros de brilho incomum e, consequentemente, mas fáceis de serem visto.

Pouco se sabe sobre o evento, que até agora parece ter sido detectado apenas pela Nasa, como parte de um programa de mapeamento de asteroides – conhecido como NEO e que inclui uma rede de satélites militares previamente usado para monitorar testes nucleares.

Até porque a agência estima que o objeto tenha explodido a 31km de altura, em 6 de fevereiro. Pelos cálculos da agência, a explosão liberou o equivalente a 13 mil toneladas de dinamite, força de dimensões relativamente semelhantes à da bomba atômica.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

O meteoro se desintegrou, mas algumas perguntas ficaram.

Quão perigoso foi o evento?

Segundo a Nasa, objetos espaciais com menos de 100m de extensão e feitos primariamente de rochas tendem a se romper em grandes altitudes ao entrar na atmosfera da Terra. Dados fornecidos pelos satélites americanos revelam que a maioria deles se desintegra sem sequer atingir o solo, o que explicaria por que muitas vezes não os vemos.

O problema são os asteroides compostos por metal, que podem resistir à entrada na atmosfera.

Mas a última vez em que um objeto causou danos significativos foi em 1908, quando um asteroide ou cometa medindo de 60m a 190m explodiu a cerca de 10km de altura sobre a região da Sibéria, na Rússia, liberando energia mil vezes maior que a da bola de fogo deste mês.

AP
Tunguska, na Sibéria, teve área devastada por explosão em 1908. Image copyright AP

Felizmente, a explosão ocorreu sobre uma região pouquíssimo habitada na época. Não há relato de vítimas. Mas cientistas estimam que uma área de 2.000km quadrados (e 80 milhões de árvores) foi devastada pela energia liberada, e que as ondas de choque derrubaram pessoas a 60km do epicentro.

O potencial, segundo astrônomos, seria suficiente para arrasar Londres e seus subúrbios, causando milhões de mortes.

A destruição poderia ser bem pior caso houvesse choque com a superfície: uma hipótese científica alega que o impacto de um meteoro possa ter sido responsável pela extinção dos dinossauros, há 65 milhões de anos. Mas acredita-se que o objeto medisse pelo menos 10km de diâmetro.

Quais são as chances de impacto?

Astrônomos se fiam em estatísticas para estimar que asteroides de pelo menos 50m de diâmetro podem atingir a terra uma vez a cada século. Corpos com mais de 1km têm probabilidade de colidir com planeta uma vez a cada 100 mil anos. Ao mesmo tempo, segundo a Nasa, a Terra é constantemente atingida por asteroides – pelo menos 100 toneladas de objetos.

Mas a maioria deles é pequena demais para passar pela atmosfera terrestre. As “bolas de fogo” ocorrem pelo menos uma vez por ano.

E ainda não existe registro oficial de mortes por asteroides.

SPLMeteoros são mais comuns do que imaginamos
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Podemos rastrear asteroides?

Existem diversas redes ao redor do mundo rastreando e catalogando possíveis ameaças espaciais. O programa NEO, da Nasa, por exemplo, iniciou em 1998 um inventário de rochas espaciais com diâmetro maior que 1km cuja órbita possa aproximá-los da Terra, mas desde 2005 o trabalho passou a englobar também asteroides a partir de 140m. O programa tem como objetivo encontrar 90% deles até 2020.

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Image caption“Bola de fogo” assustou tailandeses no ano passado

Mas a missão é árdua: em 2012, o asteroide BX34 passou a 61 mil km da Terra, uma distância considerada próxima em termos astronômicos. O objeto espacial tinha sido descoberto apenas DOIS dias antes.

A “bola de fogo” que explodiu sobre os céus da Rússia em 2013 e deixou 100 pessoas feridas não tinha sido detectada.

O que fazer se descobrirmos um objeto “endereçado” à Terra?

Uma estratégia já é conhecida por quem viu o filme Armagedon, com Bruce Willis: um asteroide pode ser desviado de seu curso com a explosão de uma bomba nuclear carregada por uma nave espacial.

O problema aqui é que a explosão poderia mandar pedaços múltiplos em direção ao planeta se algo desse errado. A Agência Espacial Europeia (ESA) tem um projeto conhecido como Dom Quixote, com o qual planeja colidir uma espaçonave com um asteroide e estudar os efeitos. Mas ainda não há cronograma para nenhuma missão.
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