Lava Jato na Netflix

Netflix anuncia série sobre a Lava JatoO diretor José Padilha, conhecido por Tropa de Elite, assina a série Narcos, da Netflix, sobre o traficante Pablo Escobar

Os bastidores da operação que revelou um megaesquema de corrupção no Brasil serão retratados em novo seriado, previsto para 2017. Ainda sem título, obra terá direção de José Padilha.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

O diretor José Padilha, conhecido por “Tropa de Elite“, assina a série “Narcos“, da Netflix, sobre o traficante Pablo Escobar.

O serviço de streaming Netflix anunciou nesta sexta-feira (15/04) que produzirá uma nova série original baseada nas investigações da Operação Lava Jato. As gravações começam ainda neste ano, e o lançamento é previsto para 2017.

O roteiro será escrito por Elena Soares (Xingu, Filhos do Carnaval e Casa de Areia). Já a direção ficará a cargo do cineasta brasileiro José Padilha, que já assina a série Narcos, produção original da Netflix sobre a vida do narcotraficante Pablo Escobar.

“Esse projeto vai narrar a operação policial em si e mostrar detalhes sobre o maior esquema de corrupção já visto no Brasil”, disse Padilha em comunicado distribuído à imprensa. Segundo o diretor, a história será retratada de forma imparcial.

No mesmo comunicado, o vice-presidente de conteúdo internacional da Netflix, Erik Barmack, falou sobre a escolha de Padilha para a direção. “Ele está bem posicionado para documentar esse momento importante da história brasileira”, disse o executivo.

A produção ainda não tem título definido. A empresa também não especificou o número de episódios da primeira temporada ou o valor que pretende investir na nova série.

Esta será a segunda produção da Netflix no país. Em 2015, o serviço anunciou o lançamento da série de ficção científica 3%, mais voltada ao público jovem e que deve chegar à plataforma ainda neste ano.

Crise brasileira sob holofotes

O Brasil e seus recentes acontecimentos, como a própria Operação Lava Jato e o impeachment da presidente Dilma Rousseff, têm atraído atenção internacional.

Em março, uma reportagem publicada pelo jornal alemão Die Zeit comparou a atual crise política com as intrigas da série americana House of Cards, também produzida originalmente pela Netflix. Na obra, o inescrupuloso político Frank Underwood faz de tudo para acumular e manter poder.

“Por estes dias, é difícil entender por que ainda há pessoas que se interessam por House of Cards. Elas não acompanham as notícias da política brasileira?”, perguntou o correspondente do jornal no Rio de Janeiro, Thomas Fischermann.
Fontes:EK/efe/rtr/ots

Netflix libera conteúdo offline

Não é todo o catálogo que está disponível para download, mas o espectador já pode assistir a algumas produções originais.

Para assistir séries e filmes sem internet é necessário atualizar o aplicativo da Netflix no celular. Por enquanto não é todo o catálogo da empresa que está disponível e os episódios das séries precisam ser baixados individualmente.

Em janeiro se completará um ano que a Netflix decidiu abrir seu serviço para o mundo todo, com exceção da China. Em termos gerais, salvo no caso de promoções conjuntas com operadoras, a Netflix cobra o equivalente a 10 dólares (33 reais) por mês pelo acesso a um catálogo no qual se destaca cada vez mais um conteúdo produzido pelo próprio serviço, somando-se ao das produtoras externas.

The Crown, que gira em torno da vida da Rainha Elizabeth II, da Inglaterra, é o seu sucesso mais recente. Além disso, há Narcos, Orange is the New Black e a já clássica House of Cards.

Na América Latina, a Netflix tem uma estratégia particularmente agressiva.

A Colômbia foi o país escolhido para a entrada da empresa no mercado, devido à sua infraestrutura e a um público mais inclinado a pagar por produtos online, mas foi no México que mais se apostou na criação de séries próprias.

Há alguns meses, o serviço rompeu o acordo com tinha com a Televisa, quando o canal mexicano decidiu lançar o seu próprio serviço de streaming online.

A Netflix, então, ficou sem as novelas, que têm grande aceitação na América Latina.

Mas levou a questão com senso de humor. A empresa tem mais de 70 milhões de assinantes no mundo inteiro, com acesso por celular, tablete, computador ou equipamentos compatíveis conectados no televisor.

A Netflix atendeu a um dos pedidos mais frequentes dos usuários

Reed Hasting, seu fundador e presidente, se destaca pelo seu senso de ironia e seu amor pela concorrência.

Com a Netflix, ele fez uma aposta na tecnologia, passando do mundo analógico para o mundo digital.

Nos primeiros anos da empresa, localizada em Los Gatos, bem perto da sede da Apple em Cupertino, ela funcionava como uma locadora com entrega e retirada em domicílio.

A assinatura permitia que o cliente recebesse em casa, com posterior devolução, um grande número de DVDs.

Seu grande acerto foi, primeiramente, apostar na digitalização e, depois, na produção de séries próprias.
Rosa Gimenez/ElPais